Diversos

Dia dos Namorados impulsiona mercado de vibradores e sugadores

Foto: Ilustrativa

Considerado o Natal para donos de sex shops, o Dia dos Namorados deste ano deve ter mais brinquedos sexuais para casais e solteiros. Confinados e sem restaurantes, os brasileiros devem seguir a tendência francesa, que teve alta nas vendas no dia de São Valentim, celebrado em 14 de fevereiro.

Segundo o portal MercadoErotico.Org, o número de negócios voltados ao mercado erótico em 2020 triplicou em relação a 2019. O levantamento, de fevereiro deste ano, mostrou que 76% das 135 empresas pesquisadas cresceram durante a pandemia, com um aumento médio de 10% nas vendas em relação ao período anterior.

O relatório ainda aponta que o isolamento social trouxe novos clientes para metade dos entrevistados. A procura cresceu tanto que 28,9% relataram dificuldade em encontrar produtos entre fornecedores, principalmente os importados.

As vendas da Pantynova, loja online de produtos eróticos, superaram em 20% no primeiro Dia dos Namorados da pandemia, e a expectativa é que o percentual cresça mais neste ano, contam as empresárias Izabela Starling e Heloisa Etelvin.

“Em vendas, o Dia dos Namorados é o nosso Natal, logo em seguida vem a Black Friday”, contam as empresárias.

A ideia de criar o ecommerce, que começou em 2018, veio de experiências frustradas em achar produtos que atendessem à necessidade do casal. Hoje separadas, mas tocando a empresa juntas, expandiram o negócio com podcasts com conteúdos voltados para educação sexual e contos eróticos.

“Nunca quisemos nos posicionar apenas como uma loja. A ideia veio do descontentamento de um mercado como um todo, que é muito voltado para o universo masculino”, diz Izabela.

A produção de strapons (uma calcinha com um vibrador acoplado) é feita no Brasil, na mesma fábrica que é responsável pelas roupas íntimas da Calvin Klein. Os vibradores são importados da China, e são personalizados em uma fábrica no interior de São Paulo.

“Escolhemos os produtos que têm mais sucesso no exterior, e fazemos a parte de dar a identidade visual”, afirmam.

Até a cantora Anitta colaborou com o impulso das vendas de brinquedos sexuais, afirma o trio de empresárias Clariana Leal, Larissa Ely e Marcela Bull, da loja Climaxxx. No ano passado, após a cantora mostrar sua vasta coleção de vibradores, a loja registrou uma alta procura pelos produtos. O alvo das pesquisas teve um objeto específico: o sugador.

Ao contrário do nome, o aparelho de alta tecnologia não suga. Com uma cavidade arredondada, ele funciona com uma pulsação de ar, estimulando o clitóris e proporcionando orgasmos mais potentes. O item virou um dos queridinhos de vendas durante a pandemia.

“Há cinco anos percebi uma fatia de mercado grande, o feminismo estava tomando uma forma mais universal e o prazer feminino ganhou mais corpo”, diz Larissa. A empresária afirma que sempre gostou de ir a sex shops, mas era uma experiência bizarra, voltada para brinquedos fora da realidade feminina. “Nossa ideia é ter uma empresa que foque no prazer feminino, que atendesse as mulheres”.

O empreendimento, que começou em 2016, faz curadoria de brinquedos e outros produtos como óleos excitantes e lubrificantes. A loja virtual também conta com um espaço para discutir educação sexual e como potencializar o prazer.

Os números para quem produz também saltaram. A Fun Factory, marca alemã de vibradores, teve crescimento de 40% em vendas no ano passado, e o faturamento deste ano de janeiro a maio é o dobro do mesmo período em 2020.

Em maio, viu as vendas aumentarem 170%, tendo como destaque a venda do anel peniano “Nós”, que estimula tanto o pênis quanto o clitóris. “Estamos pregando o ‘slow sex’: uma transa mais exploratória para curtir e apreciar o momento em parceria, não mais aquela coisa da rapidinha”, diz Andréia Paro, diretora da Himerus, representante da Fun Factory no Brasil.

Segundo especialistas, estamos vivendo um novo momento em relação ao prazer. “Vamos cada vez gozar mais e transar menos”, diz Michel Alcoforado, antropólogo e sócio fundador do Grupo Consumoteca. “Estamos vivendo uma quebra da visão de que a masturbação é um sexo piorado. Na verdade, são dois olhares distintos sobre o prazer”, diz.

Esse movimento é puxado principalmente pelos millennials, a geração entre 18 e 35 anos, que trata o sexo como bem-estar. Michel classifica como um momento de virada individualista. “Na geração dos nossos pais o sexo era a conquista da liberdade, uma forma de exploração do próprio corpo, o que era proibido”, diz o antropólogo. “Hoje vemos no mundo todo uma queda do sexo entre os mais jovens, e os sex toys trazem o prazer sem ter o outro”.

Segundo uma pesquisa do grupo, 4% dos consumidores compraram seus primeiros sex toys na pandemia, enquanto outros 4% já compravam e aumentaram a frequência de compra depois da pandemia.

Os sex shops também passaram por uma releitura ao longo das últimas duas décadas, deixando de se concentrar em produtos de má qualidade e focados no prazer masculino, com fantasias e brinquedos pouco adequados à realidade feminina.

“O sex shop era uma coleção de falos de todos os tamanhos, e os novos estimuladores não precisam ter essa característica fálica, ele só precisa cumprir a função dele, que é dar prazer”, afirma o antropólogo.

“A pandemia trouxe uma terceira onda de mudança da visão do produto erótico com foco na saúde e bem-estar”, diz Paula Aguiar, escritora e especialista em mercado erótico. Para a especialista, desde 2010 o mercado começou a ter um olhar mais atento para o orgasmo feminino.

Outro ponto que chama a atenção da especialista é a formação do mercado erótico. Segundo a pesquisa da MercadoErotico.Org, das 135 empresas entrevistadas, 76% eram chefiadas por mulheres. “Elas enxergam o mercado como uma missão, muitas são sexólogas e trazem o acolhimento necessário para deixar o cliente muito à vontade”, diz.

“As pessoas tiveram que se voltar para elas mesmas, se preocupar mais com saúde e vida, e consequentemente a sexualidade entrou em pauta”, afirma. “E o Dia dos Namorados é um momento voltado para sua intimidade, seja com o parceiro ou sozinho”.

Folha de São Paulo

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Economia

Governo entrega nesta sexta (25) projeto que eleva isenção do Imposto de Renda para até R$ 2.500; Veja o que muda

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O Ministério da Economia informou nesta quinta-feira que o governo apresentará nesta sexta ao Congresso uma proposta para mudar as regras do Imposto de Renda da Pessoa Física (IR). Segundo fontes, o principal ponto do texto deve ser elevar o limite de isenção do tributo para até R$ 2.500. Também haverá mudanças em fundos de investimentos, impostos para empresas e outras operações financeiras (veja o que muda abaixo).

Hoje, rendimentos de até R$ 1.903,98 são livres da mordida do Leão. Elevar esse valor é uma promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a falar em ampliar a isenção para até R$ 5 mil.

Nos últimos dias, integrantes do governo afirmaram que o aumento do valor para R$ 2.400 já estava praticamente garantido, mas ainda havia um esforço para que o número final chegasse aos R$ 2.500, a pedido de Bolsonaro.

De acordo com técnicos da equipe econômica, a ampliação da isenção para R$ 2.500 pode dobrar o número de pessoas isentas do IR. O contingente passaria de 8 milhões para 16 milhões de contribuintes.

A reforma do IR é considerada pelo governo a segunda fase da reforma tributária. O texto será entregue pelos ministros Paulo Guedes (Economia) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e pelo secretário especial da Receita Federal, José Tostes, ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

A primeira fase da reforma tributária foi a entrega em julho do ano passado do projeto de lei para unir PIS e Cofins, dois tributos federais que darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A proposta enfrenta resistência do setor de serviços, que teme aumento da carga tributária.

Embora fontes que acompanham a discussão afirmem que Bolsonaro bateu o martelo sobre a isenção em R$ 2.500, a forma de compensar a renúncia fiscal ainda era alvo de discussões até o início da tarde desta quinta, de acordo com um interlocutor.

A principal ideia em debate é passar a tributar dividendos (a parte dos lucros distribuída a sócios), que hoje são isentos. De acordo com as últimas versões que circularam no governo, a alíquota deve ser de 20%.

O governo também aposta na melhora da atividade econômica e, consequentemente, da arrecadação de outros impostos, para abrir espaço para diminuir a cobrança do IR. A receita extra também poderia ajudar no financiamento do novo Bolsa Família.

Veja o que muda:

Imposto de Renda da Pessoa física

O governo deve aumentar a faixa de isenção de R$ 1,9 mil para cerca de R$ 2,5 mil. Todos os contribuintes, até quem ganha mais de R$ 2,5 mil, são beneficiados.

As demais faixas deverão sofrer ajuste de R$ 1 mil cada. Hoje, as faixas do Imposto de Renda são de 7,5% (para ganhos entre R$ 1,9 mil e R$ 2,8 mil), 15% (de R$ 2,8 mil a R$ 3,7 mil), 22,5% (de R$ 3,7 mil a R$ 4,6 mil) e 27,5% (acima de R$ 4,6 mil).

As alíquotas não são cobradas integralmente sobre os rendimentos e a cobrança é feita por faixas.

Imposto de Renda da Pessoa física

A alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) vai cair de 25% para 20% em dois anos. Será uma queda de 2,5 pontos no primeiro e a outra metade no segundo ano. A alíquota da CSLL, que também incide sobre o lucro, de 9%, não será alterada.

Lucros e dividendos

A distribuição de lucros e dividendos, remuneração que os acionistas recebem pelo capital investido na empresa, não é tributada desde 1995. A proposta fixa uma alíquota de 20% e define uma faixa de isenção de R$ 20 mil por mês.

Juros sobre Capital Próprio

O governo deve acabar com o Juros sobre Capital Próprio, uma forma de as empresas remunerarem seus investidores que pode ser abatida como despesa fazendo a companhia pagar menos Imposto de Renda.

Fundos de investimentos

O governo deve acabar com a tabela regressiva da tributação dos fundos, que cobra imposto de acordo com o tempo. Deve ser fixada uma alíquota de 15%. Também muda o come-cotas — nome que se dá para uma antecipação no recolhimento do Imposto de Renda em fundos de investimento. Hoje, são dois come-cotas ao ano. Passará ser uma cobrança.

O governo também irá propor a tributação dos fundos exclusivos em 15%. Hoje eles são isentos.

IR de day trade

O Imposto de Renda cobrado no day trade cai de 20% para 15%. Essa será a alíquota cobrada nas demais operações financeiras tributáveis. A compensação de prejuízos de operações em bolsa poderá ser feita entre todas as operações. Até agora, as compensações são feitas na mesma tributação.

LCI e LCA

A equipe econômica chegou a discutir tributar as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA). Mas o governo decidiu manter a isenção, após a pressão de setores beneficiados.

O Globo

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Saúde

Brasil se aproxima de 25 milhões de imunizados com duas doses de vacinas contra a Covid, 11,79% da população

Foto: Prefeitura de Goiânia/Divulgação

Os brasileiros que estão totalmente imunizados que tomaram as duas doses de vacinas contra a Covid representam 11,79% da população do paísSão 24.968.144 de imunizantes aplicados, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, divulgado às 20h desta quinta-feira (24).

primeira dose foi aplicada em 68.465.736 de pessoas, o que corresponde a 32,33% da população.

Somando as duas doses, são 93.433.880 de vacinas aplicados no total.

De ontem para hoje, a primeira dose foi aplicada em 1.260.148 pessoas e em 325.988 na segunda dose, com um total de 1.586.136 doses aplicadas neste intervalo.

Total de vacinados, segundo os governos, e o percentual em relação à população do estado:

  • AC: 1ª dose – 229.278 (25,63%); 2ª dose – 68.187 (7,62%)
  • AL: 1ª dose – 923.733 (27,56%); 2ª dose – 336.661 (10,04%)
  • AM: 1ª dose – 1.277.077 (30,35%); 2ª dose – 531.316 (12,63%)
  • AP: 1ª dose – 179.705 (20,85%); 2ª dose – 64.944 (7,54%)
  • BA: 1ª dose – 4.656.060 (31,18%); 2ª dose – 1.765.468 (11,82%)
  • CE: 1ª dose – 2.782.461 (30,29%); 2ª dose – 1.088.626 (11,85%)
  • DF: 1ª dose – 929.488 (30,42%); 2ª dose – 333.536 (10,92%)
  • ES: 1ª dose – 1.492.605 (36,73%); 2ª dose – 512.463 (12,61%)
  • GO: 1ª dose – 2.133.678 (29,99%); 2ª dose – 698.465 (9,82%)
  • MA: 1ª dose – 2.156.367 (30,31%); 2ª dose – 597.268 (8,39%)
  • MG: 1ª dose – 6.725.457 (31,59%); 2ª dose – 2.660.539 (12,5%)
  • MS: 1ª dose – 1.090.099 (38,80%); 2ª dose – 440.026 (15,66%)
  • MT: 1ª dose – 875.803 (24,84%); 2ª dose – 310.267 (8,8%)
  • PA: 1ª dose – 2.461.516 (28,32%); 2ª dose – 1.029.077 (11,84%)
  • PB: 1ª dose – 1.188.556 (29,42%); 2ª dose – 496.533 (12,29%)
  • PE: 1ª dose – 2.947.640 (30,65%); 2ª dose – 1.056.024 (10,98%)
  • PI: 1ª dose – 918.369 (27,47%); 2ª dose – 324.411 (9,89%)
  • PR: 1ª dose – 4.041.404 (35,09%); 2ª dose – 1.319.679 (11,46%)
  • RJ: 1ª dose – 4.633.411 (26,68%); 2ª dose – 1.743.722 (10,04%)
  • RN: 1ª dose – 1.066.665 (30,18%); 2ª dose – 403.511 (11,42%)
  • RO: 1ª dose – 440.479 (24,52%); 2ª dose – 150.348 (8,37%)
  • RR: 1ª dose – 139.466 (22,1%); 2ª dose – 64.357 (10,2%)
  • RS: 1ª dose – 4.391.969 (38,45%); 2ª dose – 1.765.152 (15,45%)
  • SC: 1ª dose – 2.446.671 (33,74%); 2ª dose – 786.067 (10,84%)
  • SE: 1ª dose – 736.365 (31,76%); 2ª dose – 220.590 (9,51%)
  • SP: 1ª dose – 17.211.165 (37,18%); 2ª dose – 6.053.529 (13,08%)
  • TO: 1ª dose – 389.974 (24,52%); 2ª dose – 141.155 (8,88%)

Total de vacinas recebidas pelos estados até 24 de junho

  • AC: 412.580
  • AL: 1.866.870
  • AM: 2.514.634
  • AP: 392.250
  • BA: 8.440.870
  • CE: 4.692.918
  • DF: 1.643.950
  • ES: 2.439.110
  • GO: 3.638.830
  • MA: 3.864.270
  • MG: 12.663.304
  • MS: 1.615.220
  • MT: 1.798.840
  • PA: 4.150.060
  • PB: 2.113.230
  • PE: 4.992.460
  • PI: 1.694.079
  • PR: 6.762.820
  • RJ: 9.613.446
  • RN: 1.914.410
  • RO: 804.428
  • RR: 326.190
  • RS: 8.343.630
  • SC: 3.671.940
  • SE: 1.222.880
  • SP: 23.748.981
  • TO: 759.400

Origem dos dados

  • Total de doses: números divulgados pelos governos estaduais.
  • As informações sobre população prioritária e doses disponíveis são do Ministério da Saúde.
  • As estimativas populacionais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A informação é resultado de uma parceria do consórcio de veículos de imprensa, formado por G1, “O Globo”, “Extra”, “O Estado de S.Paulo”, “Folha de S.Paulo” e UOL.

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Judiciário

Supremo marca julgamento que pode desbloquear bens de Lula na Lava Jato avaliados em cerca de R$ 6 milhões

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcou o julgamento de uma das três ações movidas na Corte pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que os bens dele sejam desbloqueados.

A análise do pedido será por meio julgamento virtual, entre os dias 6 e 16 de agosto, período em que os ministros poderão incluir seus votos na plataforma digital do Supremo. A Segunda Turma é composta pelos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Nunes Marques.

A ação foi protocolada no STF em 18 de março, dez dias depois de Fachin ter decidido anular as duas condenações do petista na Operação Lava Jato e determinado o envio dos processos à Justiça Federal de Brasília, entendimento depois confirmado pelo plenário do Supremo. Os advogados de Lula sustentam que o juiz Luiz Antonio Bonat desrespeita a decisão da Corte ao manter os bens dele bloqueados na Justiça Federal do Paraná. Depois deste pedido ao STF, outros dois com conteúdo similar foram feitos, todos ainda sem decisão do tribunal.

Valores

O valor em discussão é de cerca de 6 milhões de reais, entre imóveis, veículos, aplicações financeiras e saldos bancários. A principal argumentação é a de que a maior parte que amealhou é oriunda de palestras proferidas por ele após ter deixado o comando do país e em relação às quais as investigações da Polícia Federal não apontaram nenhum crime.

A maior parte do valor estimado do patrimônio bloqueado corresponde à metade do que possuíam Lula e Marisa Letícia, casados em comunhão universal de bens (ela morreu em 2017). A outra metade, conforme o inventário apresentado à Justiça, será dividida igualmente entre os quatro filhos: Fábio Luís, Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio. Encontra-se indisponível o quinhão do ex-presidente em três apartamentos, um sítio e um terreno em São Bernardo do Campo, veículos, dois planos de previdência privada e pouco mais de 600 000 reais em bancos.

Lula já havia conseguido junto à Lava-Jato o desbloqueio de uma conta no Bradesco na qual recebe uma pensão de anistiado político de cerca de 6 000 reais mensais, na qual havia cerca de 63 000 reais (em 2017), e valores equivalentes a quarenta salários mínimos (em 2020). Enquanto o STF não toma uma decisão, além da pensão, ele embolsa um salário de 30 421 reais mensais que recebe do PT enquanto presidente de honra da legenda, sob o regime da CLT.

Com informações de Veja

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Economia

Dólar cai de novo e chega a R$ 4,90, menor valor em mais de um ano

Foto: Pixabay

Em um dia de alívio global, o dólar operou em queda contínua e fechou no menor nível em mais de um ano. A bolsa de valores (B3) recuperou-se parcialmente de perdas recentes e voltou a encostar nos 130 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (24) vendido a R$ 4,905, com recuo de R$ 0,058 (1,17%). Durante toda a sessão, a moeda operou em baixa, fechando próxima da mínima do dia. Foi o quarto dia consecutivo de queda da divisa.

A cotação está no menor nível desde 9 de junho do ano passado, quando fechou em R$ 4,89. A divisa acumula queda de 6,12% neste mês. No ano, o recuo está em 5,47%.

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. Após dois dias de queda, o índice Ibovespa da B3 fechou a quinta-feira aos 129.514 pontos, com alta de 0,85%. O indicador acumula alta de 2,61% em junho e de 8,82% em 2021.

A divulgação de dados que mostram que a recuperação do emprego e do consumo nos Estados Unidos está mais lenta do que o esperado animou os mercados. Os pedidos de auxílio-desemprego na terceira semana de junho vieram mais altos que o esperado, e as compras de bens de capital (máquinas e equipamentos) e de bens duráveis também vieram abaixo da estimativa dos investidores.

Um atraso na recuperação econômica dos Estados Unidos aumenta as chances de que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros somente no fim de 2022. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a aplicação de recursos em países emergentes, como o Brasil.

Desde os primeiros meses da pandemia da covid-19, os juros básicos norte-americanos estão entre 0% e 0,25% ao ano, no menor nível da história. Paralelamente às taxas baixas nos Estados Unidos, os investidores estão reagindo à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro.

Divulgado ontem (23), o documento revela que a autoridade monetária brasileira pode acelerar o ritmo de elevação da taxa Selic (juros básicos da economia) caso a inflação permaneça alta nos próximos meses. Juros mais altos no Brasil também atraem capitais estrangeiros, pressionando para baixo a cotação do dólar.

Agência Brasil com informações da Reuters

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Saúde

José Serra é internado com covid-19 em São Paulo

Foto: Reprodução Moreira Mariz/ Agência Senado – 3.jul.2020

O senador José Serra (PSDB-SP), 79 anos, foi internado na 4ª feira (23.jun.2021) depois de ser diagnosticado com covid-19 na 3ª feira (22.jun). Ele está no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e não apresenta nenhum sintoma da doença.

A hospitalização é preventiva e para realização de exames. A assessoria do ex-ministro da Saúde informou que ele fez o teste porque uma pessoa próxima contraiu a doença.

Serra tomou as duas doses do imunizante contra a covid-19. Recebeu a Coronavac. “Até o momento, não apresenta nenhum sintoma, o que, segundo avaliação médica, deve-se à sua imunização por duas doses da vacina”, informou a assessoria do senador em nota.

Os exames iniciais atestaram boa condição clínica.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Se não tem sintomas, pq da internação? Só aparecer. São uns crápulas

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Saúde

COVID: Brasil registra 2.032 óbitos e 73 mil novos casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (24):

– O país registrou 2.032 óbitos nas últimas 24h, totalizando 509.141 mortes;

– Foram 73.602 novos casos de coronavírus registrados, no total 18.243.483 milhões pessoas já foram infectadas.

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Judiciário

Gilmar Mendes estende suspeição de Moro para todos os processos em que ex-juiz atuou contra Lula

Foto: FELLIPE SAMPAIO /SCO/STF – 09.03.2021

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu, nesta quinta-feira (24), a extensão da suspeição do ex-juiz Sergio Moro para outros dois processos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os casos são do sítio de Atibaia (SP) e da doação de um imóvel para o Instituto Lula. O ministro do STF atendeu ao pedido feito pela defesa de Lula.

“Diante do exposto, tendo em vista a identidade fática e jurídica, estendo a decisão que concedeu a ordem neste Habeas Corpus às demais Ações Penais conexas (5021365-32.2017.4.04.7000/PR – Caso “Sítio de Atibaia” e 5063130-17.2016.4.04.7000/PR – Caso “Imóveis do Instituto Lula”), processadas pelo julgador declarado suspeito em face do paciente Luiz Inácio Lula da Silva, de modo a anular todos os atos decisórios emanados pelo magistrado, incluindo-se os atos praticados na fase préprocessual, nos termos do art. 101 do Código de Processo Penal”, afirmou Mendes.

O magistrado aponta que diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição de Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Jair Bolsonaro, “são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antônio Palocci Filho com finalidades eleitorais em meio ao pleito em curso naquele momento, entre outros”.

Mendes defende que, dessa forma, é dever deste Tribunal, por meio do relator da ação, estender a decisão aos casos pertinentes, quando há identidade fática e jurídica, por isonomia e segurança jurídica.

R7

Opinião dos leitores

  1. Era pra ter expedido um mandado de prisão também para o marreco.
    Só a suspeição não basta.

  2. Esse é o alter ego de Renan Calheiros usando toga. Acha-se o mandatário mor do Brasil.
    Crápula. Asqueroso.

  3. Vai sair mais limpo do que entrou ! Eita stf de bandidos !!! Os maiores bandidos da república com poderes maiores que os outros! E ninguém os tira de lá, impressionante! Nem sequer os incomodam ! Precisando de um basta urgente !

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Geral

Governo Federal anuncia repasse de R$ 30 milhões para expansão das atividades da CBTU em Natal e Recife

O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, anuncia nesta sexta-feira (25) o repasse de R$ 30 milhões para a expansão das atividades da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Natal (RN) e no Recife (PE). Na oportunidade, ele também assina a ordem de serviço para elaboração do projeto executivo para a construção da Linha Roxa da CBTU na capital potiguar.

“Este é o primeiro repasse feito pelo Governo Federal para investimentos na malha ferroviária de Natal desde 2009. O que acontecia anteriormente eram repasses feitos para intervenções corretivas e preventivas”, afirma Marinho. “Agora, estamos possibilitando que os usuários do sistema de transporte da CBTU possam ter melhores condições e mais opções de transporte para chegarem ao trabalho e voltarem para casa. Isso vai levar mais qualidade de vida e dignidade aos cidadãos”, ressaltou o ministro.

Do total que será repassado para a CBTU, R$ 25 milhões serão destinados às operações na Região Metropolitana de Natal. A Linha Roxa, que será implementada, receberá R$ 8,7 milhões para a realização dos estudos necessários para o início das obras. O projeto prevê a implantação de cerca de 4,1 quilômetros de linha férrea e a construção de três estações de passageiros: BR-101 Norte, Guararapes e Vicunha. A previsão é que 2 mil pessoas possam ser atendidas a partir do início da operação.

Já a Linha Branca contará com aporte de R$ 13,4 milhões, sendo que R$ 10 milhões serão destinados aos Trechos 2 e 3, atendendo as cidades de São José de Mipibu e Nísia Floresta. As etapas contemplam a instalação de 20 quilômetros de via férrea e das estações São José de Mipibu e Papary. O ministro Rogério Marinho, inclusive, visita o canteiro de obras em São José de Mipibu às 15h.

Outros R$ 3,4 milhões serão voltados à continuidade das intervenções no Trecho 1 da Linha Branca. Este trecho inclui 3,4 quilômetros de linha férrea e as estações Boa Esperança e Cajupiranga. Além disso, R$ 2,8 milhões serão destinados ao conserto de parte da frota de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) que atende a Grande Natal.

Recife

O repasse também beneficiará as ações da CBTU no Grande Recife. O repasse de R$ 5 milhões vai permitir a integração temporal da frota. Dessa maneira, os usuários poderão utilizar a malha ferroviária com uma única passagem durante determinado período de tempo.

Opinião dos leitores

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Saúde

São Gonçalo amplia vacinação para todos os trabalhadores da Educação acima de 18 anos

Foto: Isaias Carlos

São Gonçalo do Amarante/RN avança com a vacinação dos trabalhadores da Educação e entra na última fase desse grupo, a dos profissionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ensino superior. Com isso, o município passa a vacinar todos os trabalhadores da área acima de 18 anos.

De acordo com o secretário de Saúde, Jalmir Simões, a expectativa é que o município finalize nos próximos dias mais esse grupo prioritário. Nesta semana a Prefeitura também concluiu a dos profissionais da limpeza pública. “Da mesma forma, estamos encerrando a dos profissionais dos transportes coletivos”, destaca.

São Gonçalo do Amarante recebeu mais 1550 doses nesta quarta-feira (23), sendo 1050 para segunda dose (Oxford/AstraZeneca) dos idosos de 65 a 69 anos, e 500 doses, para trabalhadores da Educação.

Agendamento 

A imunização dos trabalhadores da Educação está sendo, exclusivamente, por agendamento na plataforma RN Mais Vacina. O ponto de vacinação é no campus do IFRN.

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Economia

Confiança do consumidor atinge maior índice desde novembro de 2020

Foto: © Tânia Rêgo /Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 4,7 pontos de maio para junho deste ano. Com a alta, o indicador atingiu 80,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o maior valor desde novembro de 2020 (81,7 pontos).

O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, subiu 2,9 pontos e chegou a 71,6 pontos. O componente que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral foi o que mais contribuiu para a alta.

Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção dos consumidores sobre o futuro, cresceu 5,9 pontos e atingiu 88,3 pontos, com destaque para a alta do componente que registra o ímpeto de compras para os próximos meses.

“A confiança dos consumidores segue trajetória de recuperação pelo terceiro mês consecutivo. Pela primeira vez desde julho do ano passado, a intenção de compras de bens duráveis avança de forma mais expressiva, o que parece relacionado a um maior otimismo em relação ao mercado de trabalho nos próximos meses, ainda que existam diferenças entre as faixas de renda”, disse a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

Agência Brasil

Opinião dos leitores

  1. A confiança aumentou?
    Só vi aumentar o gás, a gasolina, a inflação, a energia, as dividas, etc, etc…

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