Finanças

Dilma avalizou contrato de estaleiro envolvido em fraudes de R$ 100 milhões

A Operação Lava Jato já concluiu que, a partir de 2010, pelo Estaleiro Rio Grande, escoaram propinas de cerca de R$ 100 milhões para os cofres do PT e aliados. A constatação foi extraída a partir de delações premiadas, dentre elas a do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, e de Gerson Almada, vice-presidente da Engevix. A partir das próximas semanas, o Ministério Público terá acesso a um outro capítulo sobre as falcatruas que envolvem o estaleiro e, pela primeira vez, um documento com a assinatura da presidente Dilma Rousseff será apresentado aos procuradores que investigam o Petrolão. Trata-se do contrato que deu início a implementação do Estaleiro Rio Grande, em 2006. Dilma, na época ministra da Casa Civil, assina como testemunha. Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras e hoje na cadeia, assina como interveniente, uma espécie de avalista do negócio.

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O documento será entregue aos procuradores por um ex-funcionário da Petrobras que resolveu colaborar com as investigações, desde que sua identidade seja preservada. Ele atua há 30 anos no setor de petróleo e durante 20 anos trabalhou na Petrobras. Além do contrato, essa nova testemunha vai revelar aos procuradores que desde a sua implementação o Estaleiro vem sendo usado para desviar recursos púbicos e favorecer empresas privadas a pedido do PT. Na semana passada, a testemunha antecipou à ISTOÉ tudo o que pretende contar ao Ministério Público. Disse que o contrato para a implementação do Estaleiro é fruto de uma “licitação fraudulenta, direcionada a pedido da cúpula do PT para favorecer a WTorre Engenharia”. Afirmou que, depois de assinado o contrato, servidores da Petrobras “foram pressionados a aprovar uma sucessão de aditivos irregulares e a endossarem prestações de contas sem nenhuma comprovação ou visivelmente superfaturadas”. Um mecanismo que teria lesado a estatal em mais de R$ 500 milhões.

mi_5467376301082050O contrato que os procuradores irão receber foi assinado em 17 de agosto de 2006. O documento tem 43 páginas e trata sobre a construção física do estaleiro. De acordo com as revelações feitas pelo ex-funcionário da Petrobras, para escapar do rigor da lei das licitações, a estatal incumbiu a Rio Bravo Investimentos DTVM de conduzir a concorrência. O processo licitatório, segundo a testemunha, foi dirigido de modo que a WTorre superasse outras gigantes do setor e fechasse um negócio de R$ 222,9 milhões para erguer a infraestrutura física do estaleiro adequado à construção de plataformas semi-submersíveis. “A Camargo Corrêa chegou a oferecer uma proposta melhor do que a da WTorre, mas depois a retirou e apresentou outra com valor muito maior”, lembra o ex-funcionário da estatal. “A gente ouvia que a WTorre estava ajudando o PT em São Paulo e deveria ficar com a obra. Havia uma forte pressão da cúpula do PT”. O ex-funcionário da Petrobras não diz nomes, mas os procuradores da Lava Jato têm informações de que o ex-ministro Antônio Palocci seria o consultor da WTorre nessa operação. Tanto Palocci como a empreiteira negam. A WTorre afirma que participou de uma concorrência absolutamente regular, cumpriu com sua parte no contrato e posteriormente vendeu os direitos de exploração do estaleiro.

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Finalizada a concorrência para a montagem do Estaleiro, a Rio Bravo voltou à cena, segundo a testemunha, tornando-se gestora do negócio e adquirindo os direitos decorrentes da construção e do contrato de locação por dez anos. “A Rio Bravo converteu esses direitos em quotas do fundo imobiliário que foram adquiridos pela Petrobras (99%). Deu-se então outra operação heterodoxa: uma emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI), gerando assim uma receita antecipada para os envolvidos na negociação. Em contratos públicos, normalmente a empreiteira só recebe após a comprovação de que realizou determinada etapa de uma obra. Nesse caso, o dinheiro caiu antes na conta”, afirma a testemunha. De acordo com o ex-funcionário, “a Petrobras assumiu todo o risco e bancou 80% do empreendimento”. Para o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho, toda a operação precisa ser apurada. “A presidente Dilma referendou um contrato repleto de suspeição, fruto de uma operação extremamente nebulosa, ao lado de um ex-diretor da Petrobras que foi preso pela Operação Lava-Jato. Caberá à CPI e à força-tarefa da Lava-Jato se debruçar sobre esse fato”, disse o parlamentar. Mendonça Filho ressalta que o contrato entre a Rio Bravo e o Estaleiro Rio Grande “é o primeiro documento nas investigações da Petrobras com a assinatura da então ministra e hoje presidente Dilma”. Para o líder parlamentar, a Petrobras foi “irresponsável”. “Tudo isso mostra uma relação absolutamente promíscua, que claramente lesa o interesse da própria empresa e repete a conexão de alimentação ilegal do sistema político”, afirmou.

mi_5467413067673053Ao revelar o que sabe para os procuradores da Lava Jato, a nova testemunha vai complicar a situação de Renato Duque e de Pedro Barusco. Segundo o ex-funcionário da estatal, em sua delação premiada Barusco omitiu o que ocorrera antes da venda do Estaleiro pela WTorre a Engevix, que conduziu as negociações para a compra dos navios-sonda, que renderam propinas de R$ 40 milhões ao PT. “A delação do Barusco se refere a algo posterior, depois que o estaleiro foi vendido pela WTorre para a Engevix e o Funcef. Mas, não sei por que razão, ele preferiu não dizer o que aconteceu antes disso”, disse o funcionário. Barusco, segundo a testemunha, acompanhou a obra do estaleiro desde a assinatura do contrato de 2006. “Tivemos algumas reuniões com ele. Era muito gentil e objetivo. Fazia perguntas técnicas sobre o projeto”, lembra. Para o trabalho “político”, o sub de Renato Duque também tinha um sub, o gerente de Implementação de Projetos, Antonio Carlos Alvarez Justi, apelidado de Barusco do Barusco.

mi_5467427245708963Outra fraude, revelada pelo ex-funcionário da Petrobras se refere a aditamentos milionários. De agosto de 2006 a setembro de 2010, segundo a testemunha, foram assinados 12 aditivos, tanto para reajuste do valor do contrato como para o alargamento de prazos. Alguns desses aditivos, de acordo com a testemunha, foram justificáveis, outros não. “Sempre a decisão política prevaleceu sobre a técnica”, diz. Em 2007, a Petrobras anunciou que encomendaria ao estaleiro, além das plataformas submersíveis, cascos de navios-sonda. Com isso, o projeto precisou ser ampliado. Foi firmado um novo contrato de R$ 216,8 milhões, totalizando R$ 440 milhões. Em 2008, a WTorre entrou com pedido de um aditivo de R$ 365 milhões. “Criou-se uma comissão de negociação para avaliar o pleito e o Justi cobrou uma solução rápida. Ele estipulou o prazo de 30 dias para a comissão analisar o pleito e elaborar a minuta do contrato, algo humanamente impossível”, revelou a testemunha. Justi, de acordo com o funcionário, resistia a que o tema fosse levado ao Departamento Jurídico da Petrobras por não querer questionamentos. Nesse caso, porém, uma comissão interna da estatal reagiu. Providenciou uma auditoria nas planilhas de custos apresentadas pela WTorre revelando que pelo menos R$ 150 milhões do total do aditivo solicitado eram injustificáveis. “Eram valores sem comprovação. Custos forjados para superfaturar o valor do contrato”, afirmou o ex-funcionário. Mas o alerta feito pela comissão interna da Petrobras não surtiu o efeito desejado. Dois anos depois, conforme planilhas da Rio Bravo, o valor da obra alcançou R$ 711,6 milhões. E, graças a uma nova suplementação de recursos, ao final, a obra foi orçada em R$ 840 milhões.

mi_5467437880076673Em 2010, foi anunciada a venda do Estaleiro Rio Grande para a Ecovix, uma companhia criada pela Engevix em parceria com o Funcef. Embora o negócio só tenha sido oficializado em junho, há indícios de que a transação já estava acertada nos bastidores desde o início do ano. A testemunha conta que Gerson Almada, vice-presidente da Engevix atualmente preso pela PF, foi comemorar o acerto num bar bastante reservado, localizado no interior de uma loja de bebidas no Centro do Rio. “Ele estava muito animado. Todos que estavam na mesa riam muito”, lembra. Para formalizar o negócio da Engevix com a Funcef, segundo a testemunha, Almada teria recorrido novamente aos préstimos de “um cacique do PT”. “O Almada nunca escondeu que contava com o apoio da cúpula do partido”, afirma a testemunha. À imprensa, a Engevix anunciou que todo o negócio envolvendo a compra do Estaleiro custou R$ 410 milhões. Para o ex-funcionário da estatal, “o valor real foi pelo menos o dobro.”

Com as revelações dessa nova testemunha, o Ministério Público deverá aprofundar a investigação em torno dos negócios envolvendo o Estaleiro Rio Grande. Os procuradores, no entanto, não poderão dar maior atenção ao fato de Dilma ter assinado o contrato. Caso encontrem indícios de crime no documento, todas as provas serão submetidas ao STF, dado ao foro privilegiado da presidente, que não pode ser investigado em primeira instância. No universo político a reação é outra. O deputado Mendonça Filho já adiantou que pedirá que a CPI entre no caso. A construção do Estaleiro Rio Grande já havia motivado requerimentos dos deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Eliziane Gama (PPS-MA). Valente pedirá prioridade na convocação do ex-ministro Antonio Palocci, depois que reportagem publicada na semana passara por ISTOÉ revelou que ele teria intermediado repasses ao PT a partir de consultorias para a WTorre.

mi_5467454671483980O fato de assinar o contrato não implica nenhum malfeito ou crime à presidente Dilma Rousseff. No entanto, especialistas ouvidos por ISTOÉ criticam o modelo de contratação do negócio e a participação da Petrobras como interveniente no contrato assinado por Dilma. O advogado Roberto Schultz, especialista em contratações públicas, acha que é importante analisar, no conteúdo do contrato, em que base se deu a participação da Petrobras. Segundo ele, é incomum ver uma empresa estatal ou de economia mista entrando como um terceiro num contrato entre empresas privadas. Esse interveniente geralmente é um “avalista” do acordo para casos de descumprimento de obrigações contratuais. “É muito raro. É difícil imaginar que alguém de uma empresa do porte da Petrobras colocaria seu carimbo em um contrato. Quando algo é muito feio você não diz que é feio, você diz que é diferente. Acho que é o caso”, afirma. A presença de Dilma e da Petrobras no contrato, segundo ele, espelharia o nível de envolvimento desses agentes com o projeto. “Mostra que as empresas envolvidas têm muita força, muita influência política”, diz. Schultz ressalta que “não faz sentido Dilma subscrever o contrato nem como ministra da Casa Civil nem como presidente do Conselho de Administração da Petrobras”. “Conselheiro não é um cargo de administração.”

Também atuante na área de contratos empresariais, a advogada Suelen Santos avalia como “atípica” a participação de autoridades públicas como “testemunhas” no contrato. No caso, apenas “sócios” ou administradores legitimamente constituídos deveriam avalizar o negócio. Ela lembra que a presença de testemunhas é um requisito para casos de litígio. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República afirmou através de nota que a “instalação do Estaleiro Rio Grande é parte do programa de desenvolvimento da indústria naval brasileira. A produção no Brasil de equipamentos e bens para a exploração do pré-sal constitui uma grande ação de governo, gerando emprego e renda, ampliando as condições de crescimento da economia”. 

Terra, via Isto É

http://www.istoe.com.br/reportagens/412014_COM+A+ASSINATURA+DE+DILMA

Opinião dos leitores

  1. A operação que investiga um suposto esquema de fraudes fiscais de R$ 19 bilhões na Receita Federal pode "apequenar" o escândalo de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato, afirma uma matéria publicada na última edição da revista britânica The Economist; segundo a publicação, crimes de evasão fiscal no Brasil já são "um esporte nacional", fazendo menção à Operação Zelotes, deflagrada na semana passada para desarticular organizações criminosas que manipulavam julgamentos a fim de obter vantagens financeiras e evitar multas; a 'Economist' destacou que o valor desviado no esquema seria suficiente para cobrir 75% de toda a conta com a Copa do Mundo de 2014.

  2. Bruno,
    Só está aparecendo os uúltimos post's uns 4 ou 5 e não carrega mais.
    Mudou a forma de acessar?
    Obg e Parabéns pelo trabalho.
    Lamas Neto

    1. Amigo Lamas, estamos colocando no AR o novo blog, alguns ajustes ainda. Abraços

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Brasil

EITA ATRÁS DE EITA: Defesa de Lulinha vê prejuízos “irreversíveis” com vazamentos

Foto: Reprodução/IA

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, celebrou nesta 6ª feira (21.ago.2026) a determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para que a Polícia Federal apure os vazamentos e as quebras do dever de custódia de provas nas investigações que envolvem o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No entanto, afirmou que, “infelizmente, talvez os resultados desses vazamentos sejam irreversíveis”.

Mendonça atendeu a um pedido da defesa de Lulinha, que é alvo de inquéritos sobre possível tráfico de influência. Na decisão, o ministro cita reportagens que expuseram conversas de aplicativos, trechos de representações policiais e detalhes de inquéritos que estão sob sigilo. Leia a íntegra (PDF – 175 kB).

A revista Veja divulgou na 5ª feira (20.ago) imagens de mensagens entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger. O material revelou uma estrutura de intermediação entre interesses privados e órgãos da administração pública federal.

 

Com informações do Poder 360

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Geral

Famoso no Brasil, influenciador potiguar Lito Sousa é diagnosticado com doença rara e sem cura

Foto: Reprodução/Instagram

A esposa do influenciador Lito Sousa, do canal Aviões e Músicas, revelou que ele foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição rara, neurodegenerativa e sem cura. Segundo Mila Seidl, Lito perdeu parte dos movimentos nas últimas semanas, mas permanece lúcido. A expectativa de vida após o início dos sintomas costuma ser de cerca de um ano.

Lito havia anunciado em julho que estava com câncer de próstata. Durante o tratamento, começou a sentir dormência no braço esquerdo, que evoluiu após uma viagem aos Estados Unidos. Ao retornar ao Brasil, foi inicialmente diagnosticado com uma inflamação no cérebro e passou por uma série de exames até a confirmação da DCJ.

A doença provoca uma deterioração rápida do sistema nervoso e pode causar perda de memória, demência, tremores e dificuldades motoras. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas e à qualidade de vida, já que não há cura.

Nos últimos dias, Lito deixou o hospital e voltou para casa, onde deve receber cuidados de home care e acompanhamento de um cuidador. Ele nasceu em Natal, em 1967, mas se mudou para São Paulo ainda criança.

Com informações do R7.com

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Brasil

Moraes autoriza Jair Bolsonaro a voltar a receber visitas dos filhos Carlos e Jair Renan

Foto:  Fábio Vieira/Especial Metrópoles

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) volte a receber na prisão domiciliar as visitas dos filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro.

Os encontros não poderão ter finalidade político-eleitoral e nem viabilizar a divulgação de manifestos políticos-eleitorais.

O ministro ressaltou que todas as demais visitas deverão ser previamente autorizadas pelo STF.

“Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”, escreveu Moraes.

Com informações de g1

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Brasil

[VÍDEO] JÁ PENSOU? Luchsinger dizia que lobby é perigoso e exige infiltração no governo

Imagem: Reprodução/Metrópoles

A lobista Roberta Luchsinger criticou a atividade de lobby em uma entrevista para um blog petista em 2023. Na gravação, Roberta diz que “lobby é proibido no Brasil” e descreveu que a atividade funciona com “alta penetração dentro de um governo, que faz um bem bolado, e ganha com isso”.

Sócia do filho do presidente Lula e comparsa do Careca do INSS, Luchsinger falava na entrevista de acusações de lobby no Ministério da Saúde na gestão Jair Bolsonaro. “Onde tem bolsonarismo, a gente sempre fica assustado com a criatividade que eles têm em gerar negócios bilionários a curto prazo. É espantoso ver”, pregou.

Segundo a Polícia Federal, contudo, a própria Roberta Luchsinger atuaria como lobista no Ministério da Saúde em favor do filho mais velho de Lula, Fábio Lula da Silva, o “Lulinha”.

Alvo da PF, Luchsinger está com tornozeleira eletrônica desde dezembro de 2025. Como mostrou o Metrópoles, a lobista pagava contas pessoais do então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro. Até o mês passado, Marcola controlava o acesso ao presidente e falava em nome dele. A entrevista demonstra que a lobista sabe que sua prática é ilegal.

Dois meses antes da entrevista, Luchsinger esteve no Ministério da Saúde. Registros de portaria da pasta obtidos pelo Metrópoles mostram que, em 5 de abril de 2023, às 11h43, ela entrou em um dos prédios do órgão. O destino não foi informado na planilha obtida por meio da Lei de Acesso à Informação.

O advogado de Roberta Luchsinger, Roberto Podval, disse ao Metrópoles na quinta-feira (20/8) que, por orientação dele, a empresária não comentará as declarações feitas há três anos.

Em 2023, quando concedeu a entrevista, Roberta já era diretora da RL Consultoria, empresa que atendia clientes com contratos com o governo Lula. A PF identificou que ela chegou a receber R$ 150 mil de uma empresa de Cléber Ribas, a 3 Structure IT Ltda. A 3 Structure tinha contratos com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Com informações de Metrópoles

 

 

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Brasil

‘LIÇÃO BÁSICA’: Mendonça manda recado a Moraes e Dino em decisão sobre vazamentos

Foto: Antonio Augusto/STF

Ao determinar que a Polícia Federal apure o vazamento de informações sobre as investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mandou um recado aos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Dino e Moraes têm sido criticados por causa da quebra do sigilo da fonte de um jornalista que denunciou o magistrado maranhense.

Na decisão, Mendonça disse que cabe aos peritos e investigadores da PF preservar o sigilo das informações acessadas, não aos jornalistas, que fazem o exercício legítimo da profissão.

“O procedimento apuratório acima referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirmou.

Com informações de O Antagonista

 

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CRISE: Quase mil empresas entram em recuperação judicial no varejo no segundo trimestre de 2026, alta de 20%

Foto: Sarah Brito/g1

Somente no segundo trimestre deste ano, 986 empresas do mais diferentes portes pediram recuperação judicial. O número representa alta de 20% em relação às 819 registradas no mesmo período de 2025 e evidencia que o varejo brasileiro enfrenta uma onda de dificuldades financeiras.

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025, segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

Apenas nos últimos dias, Casas Bahia e Lojas Marabraz recorreram à recuperação judicial por causa de dívidas. Em maio, foi a vez do Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly. Em março, o Grupo Pão de Açúcar anunciou uma recuperação extrajudicial para renegociar débitos com credores.

Juros elevados, crédito mais caro e o endividamento das famílias estão entre os principais fatores que pressionam o setor. Com menos dinheiro disponível, consumidores reduziram compra de bens como eletrodomésticos e eletrônicos.

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Confira a distribuição de tempo de TV e rádio para os candidatos ao Governo do RN; propaganda eleitoral gratuita começa na sexta-feira (28)

Foto: TRE/Divulgação

A propaganda eleitoral gratuita começa na próxima sexta-feira, 28 de agosto, e o TRE-RN divulgou os tempos que cada coligação terá no rádio e na televisão na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. A veiculação seguirá até 1º de outubro.

A coligação “Esperança e Trabalho”, de Allyson Bezerra, terá 4 minutos e 8 segundos em cada bloco. A “Endireita RN”, de Álvaro Dias, contará com 2 minutos e 23 segundos, enquanto a coligação “Time que Cuida”, de Cadu de Lula, terá 2 minutos. Já a Federação PSOL-Rede, de Robério Paulino, terá 27 segundos de propaganda em cada bloco.

Na televisão, os programas serão exibidos de segunda a sábado, das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. As emissoras também terão 70 minutos diários de inserções de 30 e 60 segundos distribuídas ao longo da programação.

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SENADO: Coligação de Zenaide Maia e Tércio Tinoco terá maior tempo de propaganda eleitoral gratuita na TV

Foto: Reprodução/Redes sociais

O TRE-RN definiu nesta sexta-feira (21), durante audiência pública, os tempos de TV durante o horário eleitoral gratuito que começa no dia no dia 28 de agosto e segue até 1º de outubro. Ao todo, o bloco destinado ao Senado terá sete minutos, divididos entre quatro grupos.

A coligação “Esperança e Trabalho”, formada por Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinoco (União Brasil), terá o maior tempo de propaganda eleitoral gratuita para o Senado no Rio Grande do Norte. A chapa contará com 3 minutos, 13 segundos e 57 centésimos em cada bloco e 451 inserções ao longo da programação.

A chapa de Styvenson Valentim e Coronel Hélio (Endireita RN) terá 1min51s30 e 260 inserções. Rafael Motta e Samanda Alves (Time que Cuida) ficarão com 1min33s51 e 219 inserções. Já Sandro Pimentel e Sonia Godeiro, da Federação PSOL-Rede, terão 21s62 e 50 inserções.

Luciana Mandu e Rosália Fernandes (PSTU), Linhares Jiboia (DC), Gari Wendell Batista e Clóvis Costa do Coletivo Nós (Agir) e Professor Guilherme (UP) não terão direito ao horário eleitoral gratuito por estarem vinculadas a partidos que não atingiram a cláusula de desempenho nas eleições de 2022. Segundo o TRE-RN, a divisão do tempo ainda pode sofrer alterações caso haja mudanças nos registros de candidatura.

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Geral

Após comício com Lula em Natal, imprensa nacional repercute denúncia contra Cadu Xavier sobre suposto aumento do próprio salário

Foto: Ricardo Stuckert

Após dividir palanque e receber o apoio do presidente Lula na noite de quinta-feira (20), em Natal, o candidato do PT ao Governo do RN, Cadu Xavier, ganhou destaque negativo na imprensa nacional.

O motivo é uma investigação do Ministério Público de Contas (MPC) que averigua supostas irregularidades em aumento salarial concedido aos auditores fiscais potiguares, categoria do próprio Cadu Xavier, quando o agora candidato era secretário estadual de Tributação em 2021. A medida teria gerado um impacto de R$ 13,1 bilhões aos cofres do RN.

Cadu afirmou que apenas cumpriu uma resolução interadminstrativa que determinava o reajuste salarial aos auditores fiscais. O Ministério Público de Contas, no entanto, contesta a validade da resolução, afirmando que o reajuste deveria ter sido concedido por meio de lei específica, não por um ato da gestão. Além disso, para completar, os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) foram desrespeitados, uma vez que não havia orçamento suficiente.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Justiça dos EUA conclui que Moraes utilizou falso registro de imigração para embasar ordem de prisão de Filipe Martins, ex-assessor de Bolsonaro

Fotos: Nelson Jr./SCO/STF e MRE

O juiz federal dos EUA Gregory A. Presnell concluiu que o registro de imigração utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para determinar a prisão preventiva do ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins em 2024 era falso.

Moraes usou o registro como uma das bases para determinar a prisão preventiva de Martins, sob a suspeita de que ele teria deixado o Brasil e pretendia fugir da Justiça. O ex-assessor ficou preso por quase seis meses, mas apresentou provas de que permanecera no Brasil.

Após a prisão, Martins entrou com uma ação baseada na Lei de Liberdade de Informação dos EUA para descobrir a origem do registro, que indicava sua entrada no país em 30 de outubro de 2022, mesma data em que Jair Bolsonaro viajou para Orlando.

Em outubro passado, a própria Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) admitiu que Martins “não entrou nos EUA” na data indicada e que o registro utilizado por Moraes era “errôneo”.

O magistrado Gregory A. Presnell criticou as agências americanas por manterem o registro incorreto e se recusarem a informar quem o inseriu nos sistemas oficiais. O juiz também classificou como “sem sentido” e “absurdos” os argumentos apresentados pelo governo para não fornecer os documentos.

Durante audiência em março, Presnell afirmou que o registro falso “afetou uma pessoa de forma considerável” e que Martins “tem o direito de saber como isso aconteceu e quem deu causa a isso”.

Ao final, determinou que a CBP entregue documentos capazes de identificar “quem quer que esteja envolvido neste registro e onde quer que essa ou essas pessoas residam”.

Martins foi condenado em dezembro pelo STF a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. Ele voltou à prisão preventiva em janeiro deste ano após Moraes considerar que o uso do LinkedIn por seus advogados havia violado uma medida cautelar.

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