O presidente Michel Temer afirmou que não acredita que o próximo governo vai tentar derrubar o teto de gastos. Em entrevista exibida pela “NBR” na tarde desta terça-feira, Temer disse que não haverá apoio no Congresso para rever a medida. Temer está em Nova York, nos Estados Unidos, onde participou nesta terça da abertura da 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
— O que nós fizemos nesses dois anos, ou seja, todas as reformas, modificações estruturais que nós fizemos na economia e na área social, necessariamente vão ter que continuar. Dou um exemplo para você, e eu disse isso no meu discurso para cerca de 100 empresários americanos, a questão do teto de gastos público. Isto foi feito por meio de uma emenda constitucional. Eu duvido que alguém seja eleito e tente derrubar, e portanto consiga apoio do Congresso, para derrubar o teto de gastos públicos — afirmou.
Temer voltou a defender a votação da reforma da Previdência após as eleições, e disse que irá conversar com o presidente eleito para discutir isso.
— A reforma está pronta para ser votada. Portanto, se houver tempo, eu quero votá-la nos meses de final de outubro, novembro e dezembro. É claro que a partir do final de outubro estará eleito o novo presidente e claro que eu vou me articular com o novo presidente.
O presidente diz que irá buscar um meio de contornar o fato de uma intervenção federal — como a que está em vigor no Rio de Janeiro — proibir a aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PECs), como é o caso do projeto da reforma. Temer disse que pode suspender a intervenção ou encerrá-la antes do prazo previsto, em 31 de dezembro.
— Isso vai depender de conversações que eu terei agora ao longo do tempo e talvez entre o primeiro e o segundo turno.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou 25 integrantes apontados como membros da cúpula do Sindicato do Crime. A denúncia foi aceita pela Justiça, tornando todos réus em processo criminal.
A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.
Além dos integrantes da organização, uma advogada também foi denunciada por suspeita de auxiliar no repasse de informações e ordens criminosas.
Os acusados respondem por crimes como:
organização criminosa armada;
associação para o tráfico;
comércio ilegal de armas;
lavagem de dinheiro.
Estrutura organizacional
Segundo as investigações, a facção possui estrutura hierárquica dividida entre comando e execução.
No topo está a chamada “Final”, formada pelos fundadores. Logo abaixo aparece o Conselho Estadual, responsável por decisões estratégicas e autorizações de execuções.
Alligueiton Patrício de Araújo é apontado como uma das principais lideranças do grupo. Ele responde por organização criminosa armada, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Entre os líderes operacionais citados estão:
Edson Cardoso Beserra, apontado como gestor financeiro;
Rodrigo Rodrigues Salviano;
Vitor Vinícius de Moura Torres;
Alexsandro Freitas de Souza;
Iranilson de Lima Rodrigues;
José Henrique Alves de Oliveira.
Setores especializados
As investigações apontam que a facção mantinha setores internos voltados para controle financeiro, cadastro de integrantes e logística.
Ricardo Alexandre do Nascimento e Lenilson Silva dos Santos atuariam nos setores chamados de “Transparência”, “Cadastro Geral” e “Geral do Sistema”.
Já Kleiton da Silva seria responsável pelo controle de dívidas e gerência local em Ponta Negra.
Eudes da Cruz Ribeiro Júnior é apontado como operador da logística financeira e bélica em Parnamirim.
O processo também cita Marcelo André de Oliveira como integrante do núcleo de comando, mesmo estando preso.
Outros denunciados, como Lucas Vinícius Ernesto Dantas, Jefferson Kleyton Fernandes e Arthur Kelwen Dantas da Silveira, respondem por tráfico e comércio ilegal de armas.
A investigação também identificou a chamada “Sintonia dos Gravatas”, formada por advogados ligados à facção.
A advogada Sandra Cássia Moura Caetano foi presa em flagrante durante a operação com bilhetes usados para transmitir ordens criminosas. Ela responde por organização criminosa armada e obstrução de investigação.
Parcerias interestaduais
O MPRN afirma que o Sindicato do Crime mantinha alianças com facções de outros estados, incluindo:
Nova Okaida (PB);
GDE (CE);
ADE (GO);
BDM (BA);
TCP (RJ/CE/GO).
As investigações também apontam ligação com o Comando Vermelho no Amazonas.
Josue Moraes de Almeida é apontado como fornecedor de drogas para o grupo potiguar. Já Francisco Shalon Bezerra de Araújo seria intermediário no tráfico interestadual.
Lavagem de dinheiro
Segundo o processo, a facção utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar recursos do tráfico.
Lucas Pereira de Oliveira Silva é apontado como operador financeiro ligado a Alligueiton.
Yanne Pinheiro Teixeira responde por disponibilizar contas bancárias para circulação de dinheiro ilícito.
Também foram denunciados:
Arlon Cleiton de Sousa Barbosa;
Rogério Silva do Nascimento;
Luciano Ferreira da Silva.
Próximos passos
Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 acusados.
Alguns investigados, entre eles Rodrigo Rodrigues Salviano, Arthur Kelwen Dantas da Silveira e Luciano Ferreira da Silva, seguem foragidos.
O processo entra agora na fase de citação dos réus e apresentação das defesas.
O MPRN também pediu a perda de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.
Ministros do Supremo Tribunal Federal ampliaram nesta sexta-feira as restrições aos chamados “penduricalhos” do Judiciário e de carreiras jurídicas.
Em decisões assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, o STF proibiu medidas que possam gerar aumentos indiretos de remuneração, como reclassificação de cargos, reestruturação de funções e mudanças em comarcas.
Os despachos complementam a decisão do plenário tomada em março, quando a Corte definiu novas regras para verbas indenizatórias e benefícios funcionais.
Agora, o tribunal deixou claro que também poderão ser barradas medidas adotadas após o julgamento que tenham o objetivo de contornar a decisão do STF.
Entre os exemplos citados estão:
criação de novas gratificações;
reclassificação de comarcas como de “difícil provimento”;
mudanças em regras de plantão;
pagamentos por acúmulo de funções;
desdobramentos de ofícios.
Segundo os ministros, essas iniciativas podem representar “caminhos de drible” às determinações da Corte.
As restrições valem para tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, defensorias e advocacias públicas de todo o país.
O STF também proibiu pagamentos divididos em mais de um contracheque e determinou maior transparência na divulgação dos valores pagos nos portais públicos.
Nas decisões, os ministros reforçam dois princípios definidos pelo Supremo:
verbas indenizatórias devem respeitar o princípio da legalidade;
a regulamentação desses pagamentos caberá ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público.
O tribunal ainda afirmou que outros órgãos, inclusive tribunais superiores, não poderão criar regras próprias sobre o tema. Segundo os ministros, a medida busca evitar distorções salariais e proteger a responsabilidade fiscal do setor público.
O Opala de JK destruído na colisão com carreta na via Dutra em 1976 – Folhapress/arquivo
A pouco mais de três meses dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que o ex-presidente foi vítima da ditadura militar em 1976, e não de um simples acidente de carro, como apontaram investigações oficiais da época e a Comissão Nacional da Verdade.
O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e será analisado e votado pelos conselheiros da comissão. A expectativa é de aprovação da tese de que JK morreu em decorrência de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro.
JK morreu em 22 de agosto de 1976, quando o Opala em que viajava pela Via Dutra colidiu com uma carreta após perder o controle. O motorista e amigo do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, também morreu.
As investigações conduzidas durante a ditadura concluíram que o carro teria sido atingido por um ônibus da Viação Cometa antes do acidente. Essa versão foi mantida posteriormente por uma comissão da Câmara dos Deputados e pela Comissão Nacional da Verdade.
Outras apurações, porém, passaram a apontar a possibilidade de atentado político. Entre as hipóteses levantadas estão sabotagem mecânica, envenenamento do motorista ou outra ação externa que teria provocado a perda de controle do veículo.
O novo relatório utiliza como principal base um inquérito civil do Ministério Público Federal, concluído em 2019. A investigação descartou a colisão entre o ônibus e o Opala, embora tenha afirmado não haver elementos suficientes para confirmar ou descartar definitivamente um atentado.
Uma perícia conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg revisou os laudos técnicos produzidos nas décadas anteriores e concluiu que a tese do choque com o ônibus não se sustenta tecnicamente.
O relatório também destaca o contexto político da época. Cassado pela ditadura após o golpe de 1964, JK era um dos principais líderes de oposição ao regime militar e integrava a Frente Ampla, movimento combatido pelos militares. Seu nome apareceu em documentos relacionados à Operação Condor, rede de perseguição política organizada por ditaduras do Cone Sul.
Caso a comissão reconheça oficialmente que JK foi morto pelo Estado, a certidão de óbito dele e a de Geraldo Ribeiro poderão ser alteradas para registrar a motivação política das mortes.
A decisão não deverá gerar indenização financeira à família, já que o pedido foi reaberto apenas para fins de esclarecimento histórico.
O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a lei que altera a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.
A medida foi oficializada após o Congresso derrubar, na semana passada, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto. O Palácio do Planalto foi comunicado da decisão na segunda-feira (4), mas Lula optou por não promulgar o texto.
Pela Constituição, o Executivo tem até 48 horas para promulgar uma lei após a derrubada de um veto. Caso isso não ocorra, a responsabilidade passa ao Congresso Nacional.
Com a promulgação e a publicação no Diário Oficial da União, a nova legislação entra em vigor imediatamente.
O governo já havia indicado que não pretendia associar sua assinatura ao projeto, que reduz penas de condenados pela invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Lula havia vetado a proposta em 8 de janeiro deste ano, durante o terceiro aniversário dos atos.
Com a nova lei em vigor, advogados dos condenados poderão solicitar ao Supremo Tribunal Federal a revisão e possível redução das penas aplicadas.
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A desigualdade de renda no Brasil voltou a subir em 2025, depois de recuar no ano anterior. A razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres chegou a 13,8 vezes, acima das 13,2 vezes registradas em 2024. Os dados são da Pnad Contínua: Rendimento de Todas as Fontes, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados nesta 6ª feira (8.mai.2026).
Apesar do aumento da distância entre ricos e pobres, o indicador segue abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de covid-19, quando a desigualdade atingia patamares mais elevados. O movimento indica uma reversão parcial da melhora distributiva observada nos últimos anos.
O rendimento domiciliar per capita dos 40% da população com menores rendimentos atingiu R$ 663 em 2025, o maior valor da série histórica da Pnad Contínua. O resultado representa alta de 4,7% em relação a 2024 e avanço de 37,6% na comparação com 2019.
Apesar do crescimento acumulado no período, o ritmo de expansão desacelerou em 2025. Depois de altas de 12,9% em 2023 e de 9,5% em 2024, o avanço ficou abaixo da média nacional do rendimento domiciliar per capita, que cresceu 6,9%.
O aumento da desigualdade ocorre em um contexto de avanço da renda média no país, que chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pnad Contínua. O rendimento cresceu 5,4% em relação a 2024, já descontada a inflação.
A influenciadora Juliana Garcia, que ganhou projeção nacional após sobreviver a uma tentativa de feminicídio dentro de um elevador, confirmou sua aproximação com o Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito nas redes sociais ao lado da presidente estadual da legenda, Samanda Alves.
Na publicação, Samanda destacou o significado político da chegada da influenciadora ao grupo. “Receber Juliana Garcia no nosso time Rio Grande do Norte tem um significado muito forte”, escreveu.
A aproximação entre Juliana e o PT já era comentada nos bastidores desde setembro de 2025. À época, porém, a possibilidade de filiação havia sido negada pela assessoria da influenciadora, enquanto Juliana chegou a ironizar publicamente as especulações. Meses depois, a articulação foi oficialmente confirmada.
Ainda não há definição sobre uma eventual pré-candidatura de Juliana nas eleições de 2026. Nos bastidores, há expectativa de que ela possa atuar tanto como possível representante eleitoral quanto como apoiadora política do grupo liderado por Samanda Alves.
O Mounjaro, remédio da marca Eli Lilly & Co., se tornou o medicamento mais vendido do mundo. O fármaco para diabetes desbancou o remédio para câncer Keytruda, da Merck & Co., uma das companhias mais rentáveis do setor.
De acordo com a agência de notícias Bloomberg, no primeiro trimestre de 2026, o Mounjaro gerou US$ 8,7 bilhões em vendas para a Eli Lilly, superando os US$ 7,9 bilhões registrados pelo Keytruda no mesmo período.
O Mounjaro, usado para diminuir níveis de glicose no corpo, usa como princípio ativo a tirzepatida, mesma substância do remédio Zepbound, usado para perda de peso. Somados, os dois medicamentos geraram uma receita de US$ 36,5 bilhões, superando os US$ 31,6 bilhões anuais do Keytruda em 2025.
O Keytruda ocupava o topo do ranking global desde o primeiro trimestre de 2023, quando desbancou o Humira, da farmacêutica AbbVie, um medicamento para doenças autoimunes.
Tendência
Para analistas do mercado financeiro, como Evan Seigerman (BMO da Capital Markets), medicamentos da categoria GLP-1/GIP estão redesenhando o cenário da indústria farmacêutica global e se tornando o maior motor de crescimento do setor. A tendência de aumento nas vendas se tornou algo inevitável tendo em vista a eficácia e a segurança desses tratamentos contra obesidade e diabetes.
A Merck deve enfrentar ainda mais desafios no futuro. A farmacêutica se prepara para a expiração da patente principal do Keytruda em 2028, o que deve intensificar a pressão para obter resultados nos próximos anos.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN) atendeu, na noite desta quinta-feira (7), uma ocorrência de desabamento parcial em uma escola municipal localizada no Centro de São Fernando, na região Seridó potiguar.
Ao chegar ao local, a equipe constatou que o teto de um dos espaços da unidade de ensino havia cedido. Diante da situação, os bombeiros realizaram o isolamento da área atingida e orientaram que não houvesse circulação de pessoas nas proximidades, devido ao risco estrutural.
Durante a ocorrência, o comandante da guarnição conversou com o diretor da escola e repassou orientações de segurança. Também foi solicitada uma avaliação técnica ao Centro de Atividades Técnicas (CAT) do Corpo de Bombeiros.
Pegue o seu banquinho, e saia de mansinho…