Saúde

‘É surpreendente ver que tantas mutações estão aparecendo ao mesmo tempo em tantos lugares’, diz uma das principais referências globais em estudos de imunologia

Foto: Kike Calvo/AP

Uma das principais referências globais em estudos de imunologia, a pesquisadora Akiko Iwasaki, da Universidade Yale (EUA), se debruça há um ano em pesquisas que possam ajudar a combater a covid-19, mas teme que a pandemia ainda esteja bem longe do fim. Suas maiores preocupações agora são com as variantes que já demonstraram a capacidade de reinfectar quem foi contaminado anteriormente e com a desigual distribuição de vacinas pelo mundo.

Autora de trabalhos importantes – como o que mostrou que é possível prever, pela a carga viral na saliva de pessoas contaminadas com a covid-19, se elas vão desenvolver um quadro grave; e o que revelou por que homens têm quase duas vezes mais chance de morrer pela doença –, Akiko participa nesta quinta-feira, 4, às 11h, de webinar aberto ao público promovido pelo Instituto Serrapilheira.

A pesquisadora vai abordar o papel da ciência básica no enfrentamento de desafios concretos, como a covid-19. O evento marca o lançamento do Programa de Formação em Biologia e Ecologia Quantitativas, que o Serrapilheira promove com o objetivo de preparar futuros cientistas para a pesquisa transdisciplinar em ciências da vida. Akiko faz parte do comitê consultivo do programa.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, a pesquisadora aborda os desafios que a pandemia ainda traz para a ciência – como o que faz as variantes mais potentes surgirem e os obstáculos para o desenvolvimento de tratamentos contra a covid. Ela explica também suas descobertas mais recentes e em quais aspectos é preciso investir para deixar o mundo mais preparado para futuras pandemias. Confira a seguir:

Como a sra. avalia o status atual da pandemia. Em um ano a ciência conseguiu desenvolver várias vacinas, mas elas ainda não estão amplamente distribuídas em todo o mundo. Ao mesmo tempo em que diversas variantes estão surgindo e alguns países, como o Brasil, ainda sofrem bastante com a doença. Ainda estamos muito longe de combater a covid-19?

Infelizmente, acredito que sim. Sem vacinas amplamente disponíveis em todo o mundo, será difícil alcançar imunidade de rebanho. Em alguns países há mais vacinas que em outros. Obviamente há uma disparidade no acesso à vacina em todo o mundo. Então, estou preocupada com a escassez de vacina assim como a iniquidade da distribuição.

Quais são os maiores desafios agora?

Os problemas são multifacetados. As medidas de saúde pública não são implementadas igualmente em todo o mundo, como o uso de máscaras, o distanciamento social, os hábitos de higiene. E a adoção de lockdown também varia muito, em alguns lugares foi muito tarde, em outros muito cedo, e é possível ver uma grande diferença na incidência das taxas de mortes dependendo do momento do lockdown. São todos fatores importantes que fazem com que alguns países sofram mais.

Em um de seus trabalhos mais recentes, a sra. discute o que a reinfecção significa para a pandemia. Acredita que as reinfecções são agora um problema maior do que se imaginava quando os primeiros casos apareceram?

Sim. Porque as variantes estão em alta em várias partes do mundo. Sabíamos que iriam ocorrer mutações, mas é surpreendente ver que tantas mutações estão aparecendo ao mesmo tempo em tantos lugares. E essas variantes parecem ser mais transmissíveis, em alguns casos mais fatais. Isso vai colocar um pouco em xeque os programas de vacinação, porque a imunidade induzida pelas vacinas pode não ser capaz de prevenir todas as infecções que poderiam ser evitadas se não fosse pelas variantes.

A sra. diz que é surpreendente ter tantas mutações aparecendo ao mesmo tempo. E a sensação é de que emergiram rápido demais, antes mesmo de termos a chance de vacinar as pessoas. Qual se imagina que seja a explicação para isso? Tem a ver com o fato de o vírus ainda estar se dispersando demais?

A resposta completa para essa questão ainda é desconhecida. Há alguns dados surgindo que apontam que pessoas que têm a imunidade comprometida e que estão infectadas por muito tempo acumulam mutações. As variantes que estão despontando podem estar vindo desses pacientes que estão infectados por um longo tempo com covid. Como essas pessoas não conseguem eliminar o vírus sozinhas, costumam receber plasma de convalescentes. Isso pode acabar eliminando o vírus, mas dá tempo para que as mutações se acumulem antes da eliminação. O vírus que é selecionado para escapar do plasma convalescente pode circular na população dando origem às variantes. Ainda não está claro quais são exatamente as fontes dessas variantes. Pacientes imunocomprometidos podem ser uma delas, porque tendem a acumular múltiplas mutações dentro de si. Se este for o caso, antes de tudo temos de entender a fonte das variantes para que possamos eliminar a fonte e também prevenir que futuras variantes aconteçam. É algo que ainda não entendemos muito bem, mas que pode ser um motivo pelo qual estamos vendo as variantes. É bem preocupante.

Cientistas brasileiros estão bastante preocupados que o cenário de descontrole da pandemia no País possa fazer com que o Brasil se torne um celeiro para o surgimento de novas variantes. Concorda com essa avaliação? Este tipo de situação em que o vírus circula livremente pode ser uma das explicações para o surgimento das cepas mais preocupantes?

Concordo. Quando a transmissão é galopante, novos mutantes podem surgir e se espalhar. É como colocar lenha na fogueira. No outono e inverno de 2020, a transmissão nos EUA foi galopante, mas tínhamos apenas um vírus. Agora, os EUA também têm as variantes. Eu me preocupo com outra onda e mais variantes se não controlarmos a propagação entre a população.

Um de seus trabalhos durante a pandemia foi mostrar que a quantidade de vírus na saliva pode predizer quão grave será a doença. Como isso funciona?

Entender o que faz uma pessoa ficar muito ou pouco doente é importante para os médicos poderem planejar um tratamento melhor. A saliva é um modo bem conveniente de dizer se uma pessoa pode desenvolver uma doença pior. É um dos fatores chave, além da idade, para predizer doença severa. E é fácil de coletar, mais do que amostras de nasofaringe, e são melhores em prever severidade. Imaginamos que o motivo é porque amostras de nasofaringe detectam os vírus do trato respiratório superior, que não é o que faz a pessoa ficar doente. O problema ocorre quando o vírus vai do nariz para o pulmão. E porque há um mecanismo que propele o vírus do pulmão todo até a boca, com tosse, por exemplo, a saliva acaba guardando essa informação que se mostrou chave para predizer a severidade da doença.

A sra. também desvendou por que a doença é pior em homens do que mulheres. O que faz com que eles tenham quase duas vezes mais chance de morrer que elas?

Focamos nas diferenças biológicas em homens e mulheres. E realmente vimos diferenças na forma como homens e mulheres respondem a esta infecção, especialmente no começo da infecção. Mulheres tendem a estimular melhor a resposta das células T (uma das células do sistema imune) que homens, que tiveram níveis mais baixos de ativação das células T. E isso também corresponde com o fato de homens desenvolverem doenças mais graves que as mulheres. Uma coisa interessante que vimos é que, com a idade, homens têm uma queda na ativação das células T. Já as mulheres, não. Mesmo quando as mulheres estão com 80 ou 90 anos, elas ainda estão bem em ativação dessas células. Acreditamos que isso pode ter a ver com o cromossomo X, que mulheres têm duas cópias e homens, só uma. E sabemos que alguns genes do cromossomo X são muito importantes para o sistema imune.

Esse pode ser um dos motivos pelos quais vemos casais em que os homens ficam muito doentes e as mulheres, não?

Pode ser um de muitos fatores que mudam a resposta imune, entre outras coisas.

Há alguns indícios de que as vacinas têm sido capazes de aliviar os sintomas das pessoas que continuam com problemas mesmo depois de terem tido covid. Estes casos também vêm se mostrando como um dos desafios da pandemia?

Há centenas de milhares de pessoas, se não milhões, que têm consequências de longo prazo da covid. Se isso é provocado por um vírus persistente ou algo mais, ainda não sabemos, mas certamente não é um evento raro. Mesmo pessoas jovens e saudáveis tiveram sintomas por longo tempo depois da covid. É um problema enorme. De fato, há exemplos de reinfecção e subsequente infecção que também deixam as pessoas doentes, mas estou falando de pessoas que tiveram apenas uma infecção e por um longo tempo ficaram doentes. Para esses pacientes, neste momento, não tem nenhuma boa terapia. Isso é especialmente aterrorizante nos jovens, capazes, atléticos, que nem ficaram doentes no começo da infecção e, de repente, passam a ter sintomas debilitantes. Não conseguem ir ao trabalho, não conseguem pensar direito, se lembrar das coisas. São tantas questões relacionadas ao cérebro que é devastador para essas pessoas. E para elas não existe nenhum tratamento.

Na verdade não existe tratamento para caso nenhum, não é?

Sim, ainda precisamos encontrar soluções para ambos os problemas: prevenir a doença com vacinas e tratá-la quando as pessoas pegarem. A melhor forma para lidar com isso é encontrar terapias para tratar precocemente, porque se passa muito tempo, o único tipo de droga que vai ajudar são corticosteróides, como a dexametasona, que só melhora os sintomas, mas não cura a doença, não mata o vírus. Se puder interferir bem cedo, seja com interferon ou com anticorpos monoclonais, seria possível prevenir a ocorrência de doenças mais severas. Novas drogas são necessárias, especialmente antivirais, mas de novo teria de ser para tratar muito cedo. Teria de ter um grande estoque de bons antivirais prontos para serem usados para dar para as pessoas que acabaram de ser expostas à covid e dar imediatamente, como ocorreu com o tamiflu (com a H1N1). Mas ainda não temos isso. E acho que já deveríamos ter.

Um dos tópicos que a sra. vai conversar com estudantes brasileiros é sobre como a ciência deve se preparar para as próximas pandemias. O que já aprendemos com essa?

Certamente aprendemos várias lições com essa pandemia que nos preparam para as futuras. As vacinas são realmente a história de sucesso, mas há outras coisas que poderíamos ter feito, como ter uma prateleira cheia de antivirais prontos para serem usados. São coisas que sei que a comunidade científica pode alcançar, mas ainda não houve esforço determinado nesse sentido e é algo que acho que podemos fazer para o futuro. E obviamente investir em ciência básica é a chave. Toda a tecnologia para desenvolver todas essas vacinas veio da ciência básica. E a curiosidade é o que direciona a pesquisa. Se parar isso, não haverá mais avanços. Tem de ter investimento para isso. E nem precisa ser especificamente para vacina, mas só de tentar entender melhor como o corpo responde a vírus, em geral, vai nos ajudar a fazer melhores vacinas no futuro. Vigilância é uma outra área que temos de melhorar, com certeza. Há muita vigilância ocorrendo em várias partes do mundo agora, mas deveríamos manter esse nível de vigilância o tempo todo, mesmo sem pandemia, apenas para ver se há a emergência de novos vírus sendo transmitidos para humanos.

O que a sra. recomenda que os estudantes que estão iniciando a carreira científica agora deveriam focar tendo em vista a possibilidade de emergência de novas pandemias?

Estudantes deveriam estar aprendendo amplamente sobre diferentes assuntos. Obviamente, uma vez que tiverem esse conhecimento, podem focar em alguma área. Mas hoje em dia o que acontece é que tem tanta ciência interdisciplinar acontecendo, que se você sabe apenas uma coisa, não é suficiente. Você precisa entender diferentes ciências, como matemática, física, biologia computacional, etc. Não é preciso ser um especialista em tudo isso, mas é muito importante entendermos as bases de todas essas diferentes disciplinas. Para que um dia você possa colaborar e fazer as perguntas certas com os especialistas.

Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. Só falou verdades e só desmentiu o cara que engana a boiada até com ozônio no traseiro. Só pq ela é uma das maiores especialistas do mundo não significa que o Bozo, que mal tem um curso superior de paraquedismo não saiba mais que ela neh.

  2. Tem uns idiotas por aqui, que se esse imbecil disser que a areia do deserto do Saara é água, eles acreditam!

  3. Gente, e ela nem tocou no nome Ivermectina e Hidroxicloroquina. Ao contrario, foi bem clara ao dizer que não existe tratamento precoce.

  4. E desde quando cientista sabe de alguma coisa? Se Bolsonaro disse que é só um resfriado, qual é o cientista que tem voto suficiente pra desmentir isso? Viva a democracia e sua sabedoria.

    1. Cuidado pra não perder um familiar para covid e “queimar” a língua.
      Hang tá ai como exemplo.

    2. A internet e as redes sociais tem muitos méritos mas o seu grande problema é dar voz a quem nunca leu um livro na vida, só posts fake e memes bovinos. Aí vira esse grande circo onde não faltam palhaços. Me desculpe se você foi apenas irônico.

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[VÍDEO] Lula encerra entrevista e não responde sobre apurações da PF envolvendo Lulinha

O presidente Lula encerrou a breve entrevista que concedia à imprensa, ignorando questionamentos feitos por jornalistas sobre as investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Após participar das comemorações do Dia do Soldado, em Brasília, nesta terça-feira (25), Lula foi até onde estavam as equipes de imprensa e comentou sobre a participação das mulheres nas Forças Armadas.

Ao encerrar a fala, não deu espaço para novas perguntas e deixou o local, enquanto jornalistas perguntavam sobre os impactos do caso Lulinha na campanha presidencial.

No domingo (23), em entrevista à TV Record, o petista afirmou que ninguém ficará impune caso tenha cometido algum erro e disse que Lulinha terá de “provar sua inocência”.

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Governo do Estado vai construir nova cadeia pública com 189 vagas na Zona Norte de Natal; obra deve custar R$ 7,13 milhões

Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução

O Governo do Rio Grande do Norte homologou a licitação para construção da Cadeia Pública do Potengi, na Zona Norte de Natal. A nova unidade prisional que será construída na capital poiguar terá 189 vagas. A obra deve custar R$ 7,13 milhões. A cadeia será construída na Travessa Macaé, no bairro Potengi.

Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (Seap), a unidade será destinada a detentos do sexo masculino. O contrato inclui a execução da obra, além do fornecimento de materiais, equipamentos e mão de obra. Segundo o governo, o projeto já recebeu aprovação técnica federal e deverá seguir as exigências ambientais previstas.

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[VÍDEO] Ao lado de Níkolas Ferreira, Flávio Bolsonaro conta como foi sua conversão à religião evangélica

Em relato ao deputado federal Nikolas Ferreira, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro contou como e em que momento da vida aconteceu sua conversão ao evangelho.

“Eu sempre fui evangélico, eu cresci, meus avós são [da congregação] Batista, minha mãe é Batista. Eu já frequentava a igreja, mas nunca praticava aquilo que eu lia na Bíblia, eu lia a Bíblia sempre”, dizia Flávio no momento em que foi interrompido por Nikolas e chamado ironicamente de “Transcristão” pelo deputado. “Se sentia cristão, mas não era”, brincou.

Flávio conta que se converteu em 2022 e explicou o processo. “Foi uma virada de chave, eu entendi que estava fazendo tudo errado, tenho que estar mais perto da minha família, da minha esposa. E ela junto comigo, me apoiando. Foi uma conversão minha junto com ela. […] Foi a melhor coisa que fiz na minha vida”.

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Justiça Eleitoral barra uso de ‘Bolsonaro’ por candidatos no MT e RJ sem parentesco com o ex-presidente e ordena troca de identificação na urna

Foto: Isac Nóbrega/PR

A Justiça Eleitoral começou a barrar nomes de candidatos que não fazem parte da família de de Jair Bolsonaro e tentam associar o nome ex-presidente às suas identificações nas urnas. Decisões recentes no Rio de Janeiro e em Mato Grosso determinaram a retirada da referência a Bolsonaro dos nomes de dois candidatos.

No Rio, o TRE-RJ impediu o candidato do PL a deputado federal Renato de Araújo Corrêa de usar o nome de urna “Renato Araújo do Bolsonaro”. Apesar de ter relação pessoal com Jair Bolsonaro e seus familiares, a Justiça entendeu que a identificação poderia induzir o eleitor a acreditar em um vínculo familiar inexistente.

Em Mato Grosso, a candidata do Novo a deputada estadual Flaviane Ramalho de Oliveira também foi impedida de usar “Flaviane do Bolsonaro”. Ela deverá concorrer como “Dr.ª Flaviane Ramalho”. A Justiça considerou que não havia comprovação de que ela fosse conhecida por esse nome antes da atual campanha.

As decisões reforçam a ofensiva do Ministério Público Eleitoral contra o uso de nomes de líderes políticos nas urnas quando a identificação puder provocar confusão entre os eleitores. Um levantamento divulgado pelo jornal O Globo mostrou que pelo menos 39 candidatos registraram “Lula” ou “Bolsonaro” no nome de urna em 2026, e ao menos sete já haviam recebido ordem judicial para retirada das referências.

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ALERTA NA CAMPANHA: Crises das Casas Bahia e da Braskem preocupam aliados de Lula

Foto: Isabella Finholdt/Estadão

A crise financeira de grandes empresas entrou no radar da campanha de reeleição do presidente Lula. Segundo a jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles, aliados temem que a oposição use os casos para associar as dificuldades das companhias aos juros elevados e reforçar o discurso de que empresas não conseguem sobreviver no atual governo.

A maior preocupação é com as Casas Bahia, pela popularidade da marca e pelo número de trabalhadores e consumidores ligados à empresa. O grupo pediu recuperação judicial para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas.

A Braskem protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de cerca de R$ 56 bilhões. A Petrobras detém 47% do capital votante da petroquímica.

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Carnatal 35 anos tem lançamento marcado para quinta-feira (27), na Arena das Dunas

Em sua edição que celebra 35 anos de história, o Carnatal 2026 será lançado na quinta-feira (27), em evento que acontece na Arena das Dunas a partir das 19h. O lançamento vai ocorrer em dois momentos: uma entrevista coletiva com a imprensa e a apresentação das novidades para convidados.

Além das atrações dos blocos e do camarote Skol, os diretores vão revelar iniciativas inéditas que prometem ampliar ainda mais o impacto do evento na cidade além, claro, de novidades para esta edição especial de 35 anos. Inclusive, a abertura de vendas tanto de abadás quanto do camarote Skol acontece na própria quinta-feira durante o lançamento.

Vale ressaltar que, além de reunir grande nomes do cenário musical do Brasil, o Carnatal é um dos eventos que mais movimenta a economia do Rio Grande do Norte.

De acordo com pesquisa do Instituto Fecomércio RN, a edição do ano passado movimentou R$ 155 milhões na economia, registrando crescimento de quase 38% em relação a 2024 e reforçando o impacto positivo sobre comércio, serviços e turismo em Natal.

Outro ponto que atesta a força do evento é a avaliação do público que foi considerada consistente pela pesquisa. A nota média do evento ficou em patamar elevado de 9,14, e mais de 90% dos participantes disseram pretender voltar na edição deste ano, mostrando a fidelidade que reforça a relevância da festa para o calendário turístico-local. A pesquisa envolveu 705 entrevistados entre frequentadores e 200 empresários, com nível de confiança de 95% e margem de erro próxima a 3 pontos.

Mais informações a respeito dos blocos, camarotes e outras novidades podem ser encontradas nos perfis oficiais @carnatal e @sigaclap nas redes sociais.

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PESQUISA DATA CAPITAL: Zenaide lidera corrida para o Senado na soma dos 2 votos

A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece na liderança da disputa pelo Senado quando considerados os dois votos que cada eleitor dará nas eleições de 2026, segundo a nova pesquisa DataCapital. No cenário estimulado, Zenaide alcança 25% no primeiro voto e 25% no segundo, chegando a 50% na soma das duas escolhas e superando os demais candidatos.

Styvenson Valentim (Podemos) registra 32% no primeiro voto e 16% no segundo, somando 48%. Rafael Motta (PDT) aparece com 11% e 14,2%, respectivamente, enquanto Coronel Hélio (PL) tem 13,6% no primeiro voto e 13,2% no segundo. O resultado reforça a força eleitoral de Zenaide e mostra a senadora liderando justamente no formato que mais se aproxima da votação que será contabilizada nas urnas, com cada eleitor escolhendo dois candidatos.

A pesquisa DataCapital ouviu 2.100 eleitores entre os dias 15 e 18 de agosto, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE sob o número RN-02513/2026.

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BELA MEGALE: Lula muda de humor e teme impacto eleitoral de investigações envolvendo o filho

 

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula estaria mais apreensivo e preocupado com a campanha à reeleição desde que vieram à tona as investigações da Polícia Federal envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. A informação é da jornalista Bela Megale, de O Globo.

Segundo integrantes do governo ouvidos pela colunista, o Lula tranquilo e bem-humorado de poucas semanas atrás deu lugar a um presidente preocupado com os possíveis reflexos eleitorais das investigações por suspeita de tráfico de influência.

Publicamente, Lula tem afirmado que quem cometer irregularidades deve responder por seus atos e destaca que não interferiu nas investigações. Em conversas reservadas, porém, admite que é difícil dissociar sua imagem das crises envolvendo o filho e o ex-auxiliar e avalia que o caso pode ter impacto decisivo na eleição.

Outro motivo de incômodo seriam as disputas internas no PT e na própria campanha por espaços de poder. Lula tem defendido união entre os aliados diante da disputa eleitoral.

Pesquisa Datafolha divulgada recentemente mostrou Lula com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, oscilação de um ponto para baixo em relação a julho. Flávio Bolsonaro permaneceu com 43%. Na campanha petista, a avaliação é que o desgaste das investigações já aparece no levantamento. A oscilação acendeu um alerta, embora tenha ocorrido dentro da margem de erro.

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PIRÂMIDE FINANCEIRA: PF investiga esquema com promessa de lucro diário no Seridó

Foto: Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Blue Mirage para investigar um suposto esquema de pirâmide financeira em Parelhas, no Seridó potiguar. A investigação apura a captação irregular de dinheiro por meio de uma empresa de investimentos em ativos digitais.

Segundo a PF, investidores eram atraídos pela promessa de rentabilidade fixa diária e bônus pela indicação de novos participantes. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido por determinação da Justiça Federal.

A PF investiga se o dinheiro captado era realmente aplicado em ativos digitais, além da origem, do volume e do destino dos recursos. Parte dos valores teria sido transferida para outros endereços digitais.

Os fatos são apurados como possíveis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a economia popular e de lavagem de dinheiro.

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DE OLHO NO NORDESTE: Flávio Bolsonaro inicia giro pela região com evangélicos e empresários em Alagoas

Foto: Divulgação

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) inicia nesta terça-feira (25), em Alagoas, seu primeiro giro de campanha pelo Nordeste, região onde Lula lidera as pesquisas. O estado foi vencido pelo petista em 2022, mas Maceió deu 57,18% dos votos a Jair Bolsonaro no segundo turno. A agenda de Flávio começa justamente pela capital, com foco em lideranças evangélicas, empresários e candidatos aliados.

Flávio participa de uma carreata do aeroporto até o centro de Maceió e se reúne com candidatos e empresários na Associação Comercial. À noite, participa da celebração dos 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas.

Na quarta-feira (26), o candidato segue para Arapiraca, onde participa de uma motocarreata. O deputado federal JHC (PSDB), candidato ao Governo de Alagoas com apoio do PL, não deve acompanhar Flávio na agenda. A candidata ao Senado Marina Candia (PSDB) também não confirmou presença.

O Nordeste concentra cerca de 43,5 milhões de eleitores e representa 27% do eleitorado brasileiro. Na última pesquisa Datafolha, Lula aparece com 53% das intenções de voto na região, contra 25% de Flávio.

Em Alagoas, Lula venceu o segundo turno de 2022 com 58,68% dos votos e abriu vantagem de quase 300 mil votos sobre Bolsonaro. O resultado foi diferente em Maceió, onde Bolsonaro terminou à frente, com 57,18%.

Com informações da Revista Oeste

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