Saúde

‘É surpreendente ver que tantas mutações estão aparecendo ao mesmo tempo em tantos lugares’, diz uma das principais referências globais em estudos de imunologia

Foto: Kike Calvo/AP

Uma das principais referências globais em estudos de imunologia, a pesquisadora Akiko Iwasaki, da Universidade Yale (EUA), se debruça há um ano em pesquisas que possam ajudar a combater a covid-19, mas teme que a pandemia ainda esteja bem longe do fim. Suas maiores preocupações agora são com as variantes que já demonstraram a capacidade de reinfectar quem foi contaminado anteriormente e com a desigual distribuição de vacinas pelo mundo.

Autora de trabalhos importantes – como o que mostrou que é possível prever, pela a carga viral na saliva de pessoas contaminadas com a covid-19, se elas vão desenvolver um quadro grave; e o que revelou por que homens têm quase duas vezes mais chance de morrer pela doença –, Akiko participa nesta quinta-feira, 4, às 11h, de webinar aberto ao público promovido pelo Instituto Serrapilheira.

A pesquisadora vai abordar o papel da ciência básica no enfrentamento de desafios concretos, como a covid-19. O evento marca o lançamento do Programa de Formação em Biologia e Ecologia Quantitativas, que o Serrapilheira promove com o objetivo de preparar futuros cientistas para a pesquisa transdisciplinar em ciências da vida. Akiko faz parte do comitê consultivo do programa.

Em entrevista exclusiva ao Estadão, a pesquisadora aborda os desafios que a pandemia ainda traz para a ciência – como o que faz as variantes mais potentes surgirem e os obstáculos para o desenvolvimento de tratamentos contra a covid. Ela explica também suas descobertas mais recentes e em quais aspectos é preciso investir para deixar o mundo mais preparado para futuras pandemias. Confira a seguir:

Como a sra. avalia o status atual da pandemia. Em um ano a ciência conseguiu desenvolver várias vacinas, mas elas ainda não estão amplamente distribuídas em todo o mundo. Ao mesmo tempo em que diversas variantes estão surgindo e alguns países, como o Brasil, ainda sofrem bastante com a doença. Ainda estamos muito longe de combater a covid-19?

Infelizmente, acredito que sim. Sem vacinas amplamente disponíveis em todo o mundo, será difícil alcançar imunidade de rebanho. Em alguns países há mais vacinas que em outros. Obviamente há uma disparidade no acesso à vacina em todo o mundo. Então, estou preocupada com a escassez de vacina assim como a iniquidade da distribuição.

Quais são os maiores desafios agora?

Os problemas são multifacetados. As medidas de saúde pública não são implementadas igualmente em todo o mundo, como o uso de máscaras, o distanciamento social, os hábitos de higiene. E a adoção de lockdown também varia muito, em alguns lugares foi muito tarde, em outros muito cedo, e é possível ver uma grande diferença na incidência das taxas de mortes dependendo do momento do lockdown. São todos fatores importantes que fazem com que alguns países sofram mais.

Em um de seus trabalhos mais recentes, a sra. discute o que a reinfecção significa para a pandemia. Acredita que as reinfecções são agora um problema maior do que se imaginava quando os primeiros casos apareceram?

Sim. Porque as variantes estão em alta em várias partes do mundo. Sabíamos que iriam ocorrer mutações, mas é surpreendente ver que tantas mutações estão aparecendo ao mesmo tempo em tantos lugares. E essas variantes parecem ser mais transmissíveis, em alguns casos mais fatais. Isso vai colocar um pouco em xeque os programas de vacinação, porque a imunidade induzida pelas vacinas pode não ser capaz de prevenir todas as infecções que poderiam ser evitadas se não fosse pelas variantes.

A sra. diz que é surpreendente ter tantas mutações aparecendo ao mesmo tempo. E a sensação é de que emergiram rápido demais, antes mesmo de termos a chance de vacinar as pessoas. Qual se imagina que seja a explicação para isso? Tem a ver com o fato de o vírus ainda estar se dispersando demais?

A resposta completa para essa questão ainda é desconhecida. Há alguns dados surgindo que apontam que pessoas que têm a imunidade comprometida e que estão infectadas por muito tempo acumulam mutações. As variantes que estão despontando podem estar vindo desses pacientes que estão infectados por um longo tempo com covid. Como essas pessoas não conseguem eliminar o vírus sozinhas, costumam receber plasma de convalescentes. Isso pode acabar eliminando o vírus, mas dá tempo para que as mutações se acumulem antes da eliminação. O vírus que é selecionado para escapar do plasma convalescente pode circular na população dando origem às variantes. Ainda não está claro quais são exatamente as fontes dessas variantes. Pacientes imunocomprometidos podem ser uma delas, porque tendem a acumular múltiplas mutações dentro de si. Se este for o caso, antes de tudo temos de entender a fonte das variantes para que possamos eliminar a fonte e também prevenir que futuras variantes aconteçam. É algo que ainda não entendemos muito bem, mas que pode ser um motivo pelo qual estamos vendo as variantes. É bem preocupante.

Cientistas brasileiros estão bastante preocupados que o cenário de descontrole da pandemia no País possa fazer com que o Brasil se torne um celeiro para o surgimento de novas variantes. Concorda com essa avaliação? Este tipo de situação em que o vírus circula livremente pode ser uma das explicações para o surgimento das cepas mais preocupantes?

Concordo. Quando a transmissão é galopante, novos mutantes podem surgir e se espalhar. É como colocar lenha na fogueira. No outono e inverno de 2020, a transmissão nos EUA foi galopante, mas tínhamos apenas um vírus. Agora, os EUA também têm as variantes. Eu me preocupo com outra onda e mais variantes se não controlarmos a propagação entre a população.

Um de seus trabalhos durante a pandemia foi mostrar que a quantidade de vírus na saliva pode predizer quão grave será a doença. Como isso funciona?

Entender o que faz uma pessoa ficar muito ou pouco doente é importante para os médicos poderem planejar um tratamento melhor. A saliva é um modo bem conveniente de dizer se uma pessoa pode desenvolver uma doença pior. É um dos fatores chave, além da idade, para predizer doença severa. E é fácil de coletar, mais do que amostras de nasofaringe, e são melhores em prever severidade. Imaginamos que o motivo é porque amostras de nasofaringe detectam os vírus do trato respiratório superior, que não é o que faz a pessoa ficar doente. O problema ocorre quando o vírus vai do nariz para o pulmão. E porque há um mecanismo que propele o vírus do pulmão todo até a boca, com tosse, por exemplo, a saliva acaba guardando essa informação que se mostrou chave para predizer a severidade da doença.

A sra. também desvendou por que a doença é pior em homens do que mulheres. O que faz com que eles tenham quase duas vezes mais chance de morrer que elas?

Focamos nas diferenças biológicas em homens e mulheres. E realmente vimos diferenças na forma como homens e mulheres respondem a esta infecção, especialmente no começo da infecção. Mulheres tendem a estimular melhor a resposta das células T (uma das células do sistema imune) que homens, que tiveram níveis mais baixos de ativação das células T. E isso também corresponde com o fato de homens desenvolverem doenças mais graves que as mulheres. Uma coisa interessante que vimos é que, com a idade, homens têm uma queda na ativação das células T. Já as mulheres, não. Mesmo quando as mulheres estão com 80 ou 90 anos, elas ainda estão bem em ativação dessas células. Acreditamos que isso pode ter a ver com o cromossomo X, que mulheres têm duas cópias e homens, só uma. E sabemos que alguns genes do cromossomo X são muito importantes para o sistema imune.

Esse pode ser um dos motivos pelos quais vemos casais em que os homens ficam muito doentes e as mulheres, não?

Pode ser um de muitos fatores que mudam a resposta imune, entre outras coisas.

Há alguns indícios de que as vacinas têm sido capazes de aliviar os sintomas das pessoas que continuam com problemas mesmo depois de terem tido covid. Estes casos também vêm se mostrando como um dos desafios da pandemia?

Há centenas de milhares de pessoas, se não milhões, que têm consequências de longo prazo da covid. Se isso é provocado por um vírus persistente ou algo mais, ainda não sabemos, mas certamente não é um evento raro. Mesmo pessoas jovens e saudáveis tiveram sintomas por longo tempo depois da covid. É um problema enorme. De fato, há exemplos de reinfecção e subsequente infecção que também deixam as pessoas doentes, mas estou falando de pessoas que tiveram apenas uma infecção e por um longo tempo ficaram doentes. Para esses pacientes, neste momento, não tem nenhuma boa terapia. Isso é especialmente aterrorizante nos jovens, capazes, atléticos, que nem ficaram doentes no começo da infecção e, de repente, passam a ter sintomas debilitantes. Não conseguem ir ao trabalho, não conseguem pensar direito, se lembrar das coisas. São tantas questões relacionadas ao cérebro que é devastador para essas pessoas. E para elas não existe nenhum tratamento.

Na verdade não existe tratamento para caso nenhum, não é?

Sim, ainda precisamos encontrar soluções para ambos os problemas: prevenir a doença com vacinas e tratá-la quando as pessoas pegarem. A melhor forma para lidar com isso é encontrar terapias para tratar precocemente, porque se passa muito tempo, o único tipo de droga que vai ajudar são corticosteróides, como a dexametasona, que só melhora os sintomas, mas não cura a doença, não mata o vírus. Se puder interferir bem cedo, seja com interferon ou com anticorpos monoclonais, seria possível prevenir a ocorrência de doenças mais severas. Novas drogas são necessárias, especialmente antivirais, mas de novo teria de ser para tratar muito cedo. Teria de ter um grande estoque de bons antivirais prontos para serem usados para dar para as pessoas que acabaram de ser expostas à covid e dar imediatamente, como ocorreu com o tamiflu (com a H1N1). Mas ainda não temos isso. E acho que já deveríamos ter.

Um dos tópicos que a sra. vai conversar com estudantes brasileiros é sobre como a ciência deve se preparar para as próximas pandemias. O que já aprendemos com essa?

Certamente aprendemos várias lições com essa pandemia que nos preparam para as futuras. As vacinas são realmente a história de sucesso, mas há outras coisas que poderíamos ter feito, como ter uma prateleira cheia de antivirais prontos para serem usados. São coisas que sei que a comunidade científica pode alcançar, mas ainda não houve esforço determinado nesse sentido e é algo que acho que podemos fazer para o futuro. E obviamente investir em ciência básica é a chave. Toda a tecnologia para desenvolver todas essas vacinas veio da ciência básica. E a curiosidade é o que direciona a pesquisa. Se parar isso, não haverá mais avanços. Tem de ter investimento para isso. E nem precisa ser especificamente para vacina, mas só de tentar entender melhor como o corpo responde a vírus, em geral, vai nos ajudar a fazer melhores vacinas no futuro. Vigilância é uma outra área que temos de melhorar, com certeza. Há muita vigilância ocorrendo em várias partes do mundo agora, mas deveríamos manter esse nível de vigilância o tempo todo, mesmo sem pandemia, apenas para ver se há a emergência de novos vírus sendo transmitidos para humanos.

O que a sra. recomenda que os estudantes que estão iniciando a carreira científica agora deveriam focar tendo em vista a possibilidade de emergência de novas pandemias?

Estudantes deveriam estar aprendendo amplamente sobre diferentes assuntos. Obviamente, uma vez que tiverem esse conhecimento, podem focar em alguma área. Mas hoje em dia o que acontece é que tem tanta ciência interdisciplinar acontecendo, que se você sabe apenas uma coisa, não é suficiente. Você precisa entender diferentes ciências, como matemática, física, biologia computacional, etc. Não é preciso ser um especialista em tudo isso, mas é muito importante entendermos as bases de todas essas diferentes disciplinas. Para que um dia você possa colaborar e fazer as perguntas certas com os especialistas.

Estadão

 

Opinião dos leitores

  1. Só falou verdades e só desmentiu o cara que engana a boiada até com ozônio no traseiro. Só pq ela é uma das maiores especialistas do mundo não significa que o Bozo, que mal tem um curso superior de paraquedismo não saiba mais que ela neh.

  2. Tem uns idiotas por aqui, que se esse imbecil disser que a areia do deserto do Saara é água, eles acreditam!

  3. Gente, e ela nem tocou no nome Ivermectina e Hidroxicloroquina. Ao contrario, foi bem clara ao dizer que não existe tratamento precoce.

  4. E desde quando cientista sabe de alguma coisa? Se Bolsonaro disse que é só um resfriado, qual é o cientista que tem voto suficiente pra desmentir isso? Viva a democracia e sua sabedoria.

    1. Cuidado pra não perder um familiar para covid e “queimar” a língua.
      Hang tá ai como exemplo.

    2. A internet e as redes sociais tem muitos méritos mas o seu grande problema é dar voz a quem nunca leu um livro na vida, só posts fake e memes bovinos. Aí vira esse grande circo onde não faltam palhaços. Me desculpe se você foi apenas irônico.

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Política

NEXUS/BTG: 51% rejeitam voto em Flávio; 49%, em Lula

Screenshot

Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 51% de rejeição, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49%, segundo levantamento Nexus/BTG divulgado nesta segunda-feira (29).

Entre os entrevistados, 28% disseram que Flávio é o único candidato em quem votariam, enquanto 18% afirmaram que poderiam votar nele, mas também em outro candidato. Outros 3% disseram não conhecer o nome, e nenhum entrevistado ficou na categoria de não sabe ou não respondeu.

No caso de Lula, 38% afirmaram que ele é o único candidato em quem votariam, enquanto 12% disseram que poderiam votar nele, mas também em outro. 1% afirmou não conhecer o presidente, enquanto nenhum dos respondentes ficou na categoria de não sabe ou não respondeu.

A série histórica do levantamento mostra que a rejeição a Flávio era de 48% em 30 de março e em 27 de abril. O percentual subiu para 50% em 25 de maio, chegou a 52% em 15 de junho e passou a 51% na pesquisa mais recente.

Nexus/BTG entrevistou 2.009 eleitores, entre os dias 26 e 28 de junho, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08521/2026.

CNN

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Judiciário

Mendonça amplia influência no STF e passa a relatar investigações do Master, INSS e Dark Horse

Foto: Reprodução

O ministro André Mendonça passou a acumular a relatoria de diferentes investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo casos ligados ao Banco Master, ao INSS e ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No caso do Banco Master, Mendonça assumiu a relatoria em fevereiro, após redistribuição do processo, que antes estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli. O inquérito apura possíveis irregularidades financeiras na instituição.

Outro processo sob sua relatoria investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo suspeitas de desvios em aposentadorias e pensões. As apurações abrangem diferentes períodos de governo, incluindo gestões anteriores e atuais.

As investigações, segundo apurações, têm potencial de atingir diferentes grupos políticos, incluindo integrantes do governo federal, figuras da oposição e partidos no Congresso Nacional.

Em relação ao caso ligado ao filme Dark Horse, Mendonça assumiu recentemente um pedido de investigação sobre o financiamento da produção. O ministro também teria mantido parte da equipe de gabinete em regime de prontidão durante o recesso do Judiciário, diante do avanço das investigações.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico no 2º turno, aponta pesquisa BTG/Nexus

Foto:

O levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (29) mostra empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno.

Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio tem 44%. A diferença está dentro da margem de erro, de 2 pontos percentuais.

Os votos brancos, nulos ou nenhum dos candidatos somam 8%, e 1% não soube ou não respondeu.

Outros pré-candidatos

O levantamento também testou outros cenários de segundo turno. Contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula aparece com 48% contra 38%.

Já em disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente tem 47% ante 39% do adversário.

Em um terceiro cenário, contra o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), Lula soma 48%, enquanto Renan aparece com 36%.

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.009 eleitores entre os dias 26 e 28 de junho, por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo BTG Pactual e está registrada no TSE sob o protocolo BR-08521/2026.

 

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Esporte

COPA 2026: Brasil enfrenta o Japão no mata-mata da Copa; veja jogos desta segunda (29)

Foto: Getty Images

A fase de mata-mata da Copa do Mundo Fifa de 2026 continua nesta segunda-feira (29) com três partidas decisivas que vão definir mais classificados às oitavas de final da competição.

O destaque do dia é o confronto entre Brasil e Japão, às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos. A Seleção Brasileira chega após liderar sua chave na fase de grupos, com 7 pontos somados, resultado de duas vitórias e um empate.

Além do duelo do Brasil, a rodada também terá Alemanha e Paraguai, às 17h30, em Boston, e Holanda e Marrocos, às 22h, em Monterrey, no México. Em caso de empate no tempo normal, as partidas seguem para prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

O vencedor de cada confronto avança para as oitavas de final, enquanto os derrotados são eliminados da competição.

O jogo entre Brasil e Japão deve ser marcado por forte disputa de posse de bola e velocidade. O Brasil tenta impor seu estilo ofensivo, enquanto os japoneses chegam com um modelo tático organizado e apostando em transições rápidas.

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Geral

JOGO DO BRASIL: Comércio de Natal altera funcionamento nesta segunda (29) e muda horário de lojas e shoppings

Foto: Reprodução

Com o Brasil em campo pela fase mata-mata da Copa do Mundo, nesta segunda-feira (29), o horário de funcionamento do comércio passará por modificações e o consumidor precisa ficar atento.

A CDL Natal informa que essa modificação segue uma tradição observada durante os jogos da Seleção e busca conciliar a paixão nacional pelo futebol com as atividades do comércio.

Supermercados – Fecha 1h antes dos jogos e abre 15 minutos após o jogo.

Alecrim – Aberto de 08 às 13h, ficando facultativa a reabertura após o jogo

Centro da Cidade – Aberto de 08 às 13h, não retoma após o jogo

Zona Norte – Fecha 30 minutos antes do jogo, e volta 30 minutos após o jogo

Midway Mall e Natal Shopping – Fechamento opcional às 13h30 e reabertura obrigatória às 16h30.

Via Direta – Lojas, boxes, quiosques e praça de alimentação funcionam das 8h30 às 13h. A reabertura ocorre 01h após o término do jogo.

Partage Norte Shopping  – As lojas e quiosques fecham 30 minutos antes do jogo e reabrirão 30 minutos após. A praça de alimentação seguirá funcionando normalmente, pois terá transmissão do jogo.

Praia Shopping – Praça de alimentação e restaurantes – a partir das 11h; Demais lojas – 10 às 13h e das 17h às 22h; Moviecom – consultar site*Shopping

Cidade Verde  – Aberto das 10h às 13h. Retoma as atividades 01h depois da partida.

Shopping Cidade Jardim  – Lojas e quiosque fecharão 13:30 e reabrirão às 16:30; Alimentação – Aberto durante o jogo, com transmissão em nossas varandas gourmet

Shopping 10  – Aberto das 08 às 13h. Não retoma após o jogo.

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Política

[VÍDEO] Erika Hilton diz que “não voltará para o armário” no Dia do Orgulho LGBTQQICAPF2K+ em SP

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

A deputada federal Erika Hilton (Psol) participou de um ato em trio elétrico em Campinas (SP) neste domingo (28), durante as celebrações do Dia do Orgulho LGBTQQICAPF2K+.

Em discurso, a parlamentar destacou o caráter simbólico e histórico da data, afirmando que ela representa tanto a celebração da identidade quanto a resistência da comunidade LGBTQQICAPF2K+ diante de desafios sociais e políticos.

Erika Hilton também afirmou que há um cenário de “avanço do ódio, da intolerância e da LGBTfobia” em diferentes partes do mundo, ao mesmo tempo em que destacou a luta pela consolidação de direitos civis e sociais.

A deputada declarou ainda que a comunidade não aceitará retrocessos. “Nós não voltaremos para o armário. Nós queremos trabalho, moradia, dignidade, amar, beijar na boca, transar e nos casar”, disse durante o evento.

Segundo ela, a mobilização também busca preservar a memória de movimentos históricos e reforçar a ocupação de espaços públicos e políticos pela população LGBTQQICAPF2K+.

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Política

[VÍDEO] Petista pressiona STF e cobra apuração sobre Flávio Bolsonaro e Vorcaro

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou um vídeo neste domingo (28) em que cobra uma atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e levanta questionamentos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o empresário Fernando Vorcaro e recursos ligados ao projeto do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na publicação, o parlamentar afirma que haveria tentativa de adiar o andamento de apurações para depois do período eleitoral. Ele também cita declaração anterior de Flávio Bolsonaro, feita em 19 de maio, quando o senador disse que apresentaria uma prestação de contas sobre os valores destinados ao projeto.

Segundo Lindbergh, essa prestação de contas ainda não teria sido apresentada. No vídeo e na legenda, o deputado questiona o destino de cerca de R$ 230 milhões: “Pra onde foram cerca de R$ 230 milhões? Diz aí, Flávio Bolsonaro?”, escreveu.

As declarações fazem parte de uma manifestação política do parlamentar. Eventuais investigações e esclarecimentos dependem de apuração por parte das autoridades competentes.

Até o momento, Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre as novas declarações.

Opinião dos leitores

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Política

Governador de SC aciona a PGR contra Lula por suposta xenofobia contra catarinenses

Foto: Reprodução

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), anunciou que acionará a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Lula (PT), após declarações feitas durante agenda em Itajaí, no litoral norte catarinense, na última sexta-feira (26).

Segundo o governador, as falas de Lula teriam caráter xenofóbico ao comentar uma proposta relacionada ao fim de cotas raciais em universidades de Santa Catarina, posteriormente considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o discurso, o presidente mencionou uma suposta “hegemonia branca” no estado e fez referência ao líder nazista Adolf Hitler ao criticar o debate sobre as cotas, o que gerou reação imediata do governo catarinense.

Jorginho Mello afirmou que as declarações passam a impressão de que os catarinenses seriam racistas ou se considerariam superiores a outras regiões do país. Para ele, o conteúdo da fala extrapola o debate político e atinge a imagem da população do estado.

Diante disso, o governador anunciou que levará o caso à PGR, pedindo avaliação sobre eventuais medidas cabíveis em relação às declarações do presidente durante a visita ao estado.

Opinião dos leitores

  1. O Apedeuta pode falar tudo, que a turma defende ele..
    Pode tratar os Militares como Bandos que vivem pedindo reajustes e ele concede uma esmola e eles “militares ” param de encher o saco. Pode até dizer que a cidade de Pelotas é um Polo exportador de veados, que o silêncio impera. Pode também dizer que depressão é coisa de preguiçoso.

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Política

Flávio Bolsonaro chama Lula de “antissemita” e promete mudar embaixada do Brasil para Jerusalém

Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “antissemita” durante discurso neste domingo (28) na Conferência de Presidentes da América Latina, em Buenos Aires, na Argentina. O evento foi promovido pela Fundação dos Aliados de Israel (IAF) e pela Amigos Americanos dos Acordos de Abraão (Afoia).

Durante a apresentação, Flávio afirmou que Lula “nutre ódio pelo povo judeu” e citou uma declaração feita pelo presidente em 2024, quando comparou a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto. À época, a fala de Lula provocou reações do governo de Israel e repercussão internacional.

Além das críticas ao presidente, o senador apresentou propostas para um eventual governo. Entre elas, afirmou que pretende transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, medida defendida por setores alinhados ao governo israelense.

Flávio também declarou que, no primeiro dia de um eventual mandato, pretende receber as credenciais de um novo embaixador de Israel em Brasília, como parte do que classificou como uma reaproximação diplomática entre os dois países.

As declarações foram feitas durante um evento voltado ao fortalecimento das relações entre países da América Latina e Israel. Até o momento, o Palácio do Planalto não havia se manifestado sobre as falas do senador.

Opinião dos leitores

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Economia

Picanha, símbolo político das últimas eleições, dispara mais de 10% em 2026

Foto: Reprodução

A picanha, que se tornou um dos principais símbolos do debate político nas últimas eleições presidenciais, ficou 10,66% mais cara no primeiro semestre de 2026, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), do IBGE.

Os dados mostram que todos os principais cortes de carne bovina acumularam aumento no período.

Entre janeiro e junho, o peito registrou a maior alta, de 10,9%. Na sequência aparecem a picanha (10,66%), o filé-mignon (10,22%), a alcatra (9,48%) e o acém (9,33%). Os menores reajustes foram observados no cupim (5,75%) e no patinho (6,61%).

Analistas do mercado atribuem a valorização da carne bovina, principalmente, ao avanço das exportações brasileiras.

Levantamento do Itaú BBA aponta que os embarques para a China cresceram 24% entre janeiro e maio, na comparação com o mesmo período de 2025, respondendo por 51% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Em janeiro, a China passou a cobrar uma sobretaxa de 55% sobre as exportações brasileiras que ultrapassarem 1,1 milhão de toneladas em 2026. Até esse limite, permanece em vigor a tarifa de 12%.

A expectativa do mercado é de um alívio temporário nos preços internos caso as compras chinesas desacelerem nos próximos meses.

Apesar dessa possibilidade, a consultoria Safras & Mercado projeta nova pressão sobre os preços no fim do ano. Entre os fatores apontados estão a retomada da demanda chinesa, o aumento das importações pelos Estados Unidos e os efeitos do fenômeno El Niño sobre a oferta de gado.

Já a suspensão das compras de carne bovina brasileira pela União Europeia deve ter impacto limitado no mercado interno, segundo os especialistas, uma vez que o bloco responde por cerca de 3,5% das exportações do setor.

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