Estudo mostra que a Itália deve zerar os novos casos de Covid-19 entre os dias 5 e 16 de maio

Foto: Reprodução

Um estudo publicado pelo Corriere della Sera mostra que a Itália deve zerar os novos casos de Covid-19 entre os dias 5 e 16 de maio.

Em algumas regiões, porém, a epidemia talvez seja contida antes da Páscoa.

O resto do mundo observa o caso italiano para estimar quanto tempo pode durar o regime de lockdown, que foi decretado três semanas atrás, no dia 8.

Se o cálculo estiver correto, em seis semanas de isolamento social um país pode dar os primeiros passos fora do buraco.

O Antagonista

 

Coronavírus nas superfícies: estudo aponta que plástico e aço ampliam a sobrevida

Foto: Alissa Eckert, MS; Dan Higgins, MAM/CDC/Handout via Reuters

Um estudo publicado na terça-feira (17) na revista científica “New England Journal of Medicine” afirma que o coronavírus responsável pela doença Covid-19 consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço.

O estudo foi realizado por cientistas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), da Universidade da Califórnia, de Los Angeles e de Princeton. O trabalho avalia a resistência do vírus em cinco materiais diferentes, e mostra que o novo coronavírus fica “mais estável” em plástico e aço inoxidável, que são materiais bastante utilizados no dia a dia da população.

Veja o tempo de sobrevivência do novo coronavírus em cada material, de acordo com este estudo.

Sobrevida do coronavírus em cinco superfícies e materiais — Foto: Arte/G1

Aço inoxidável: 72 horas
Plástico: 72 horas
Papelão: 24 horas
Cobre: 4 horas
Aerossolizada/ Poeiras: 40 minutos a 2:30 horas

A pesquisa simulou pessoa tossindo ou espirrando usando um nebulizador, e descobriu que o vírus se tornou uma espécie de poeira – suas partículas ficam suspensas no ar – tornando-o detectável por quase três horas.

Segundo a AFP, um artigo feito por cientistas chineses descobriu que uma forma aerossolizada do novo coronavírus estava presente nos banheiros de pacientes de um hospital de Wuhan. Segundo estudos, o novo coronavírus é eliminado nas fezes.

Ainda segundo a agência, uma forma aerossolizada de SARS foi responsável por infectar centenas de pessoas em um complexo de apartamentos em Hong Kong, em 2003, quando uma rede de esgoto vazou para um ventilador de teto, criando uma fumaça carregada de vírus.

Comparativo entre Sars

Por isso, o estudo norte americano, comparou o tempo de sobrevivência do vírus SARS-CoV-2 e do SARS-CoV-1. O primeiro é o coronavírus, responsável pela Covid-19. O segundo, é o vírus que provoca a Influenza. Os vírus foram testados por 7 dias em diferentes superfícies a uma temperatura entre 21 e 23ºC, com 40% de umidade.

A comparação entre os dois vírus demonstrou que eles possuem características semelhantes, apesar de, em algumas superfícies, variar o tempo de sobrevivência.

“Isso indica que as diferenças nas características epidemiológicas desses vírus provavelmente surgem de outros fatores, incluindo altas cargas virais no trato respiratório superior e o potencial de pessoas infectadas com SARS-CoV-2 transmitirem o vírus enquanto assintomáticas”, aponta o estudo.

Sobre os velhos coronavírus e suas resistências

Em um outro trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de medicina de Greifswald, na Alemanha, foi feita a revisão de estudos já divulgados sobre os outros tipos de coronavírus o SARS-CoV e o MERS-CoV.

Neste estudo, foi verificado que estes vírus sobrevivem da seguinte maneira as superfícies:

Aço – a 21°C – 5 dias
Alumínio – a 21°C – 4 a 8 horas
Vidro – a 21°C – 5 dias
Plástico – temperatura ambiente – 2 a 6 dias
PVC – a 21°C – 5 dias
Borracha de silicone – a 21°C – 5 dias
Luva de latex – a 21°C – 8 horas
Cerâmica – a 21°C – 5 dias
Teflon- a 21°C – 5 dias

Segundo o estudo, que ainda não tem os resultados do novo coronavírus, em diferentes tipos de materiais, ele pode permanecer infeccioso por entre 2 horas e até 9 dias. Como o estudo considerou diferentes tipos de coronavírus, observou-se que alguns deles têm menos resistência a temperatura mais alta, como 30°C ou 40 °C.

Entendendo o vírus

Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explicou ao G1 que o tempo de sobrevida do vírus depende, também, do material orgânico que ele tem contato.

“Uma gotícula de saliva, por exemplo, ela não tem só água, ela tem proteínas da saliva. Uma gotícula de secreção respiratória tem muco, que tem proteína, tem resto de célula. Todo esse material orgânico protege o vírus. Esse material orgânico consegue formar uma capa ao redor do vírus. Quando tem muco, catarro, essas coisas, o vírus fica viável por muito tempo, em qualquer superfície, é claro que se a superfície for porosa ele pode durar muito mais” – Flavio Fonseca, virologista e integrante do centro de pesquisa em vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

O professor Júlio Borges, do Grupo de Bioquímica e Biofísica de proteína da Universidade de São Paulo(USP) de São Carlos, explica que o tempo de sobrevivência dos vírus é variável e depende do tipo, da superfície e das condições ambientais.

“Quando o vírus é exposto ao ambiente ele sofre desidratação e isto pode ocasionar danos à estrutura das biomoléculas e levá-lo ao desmonte e à sua inviabilidade em infectar as células do hospedeiro” – Júlio Borges, do Grupo de Bioquímica e Biofísica de proteína da Universidade de São Paulo(USP) de São Carlos.

O professor ressalta a importância da constante higienização das superfícies com desinfetantes em geral: álcool em gel 70%, água sanitária, sabão.

Bem Estar – G1

 

Tsunami que devastou Portugal em 1755 chegou ao Brasil no Nordeste, conclui estudo

Sabia que o Brasil já foi vítima de um tsunami? Mas calma: não como Japão, em 2011, ou Indonésia, em 2006 e 2010. Segundo o estudo de doutorado do pesquisador Francisco Dourado, da Faculdade de Geologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), um tsunami que atingiu Portugal no século 18 também chegou ao nordeste brasileiro.

O evento ficou conhecido como Sismo de Lisboa, já que a capital portuguesa foi devastada pelo tsunami no dia 1º de novembro de 1755. Um grande terremoto desencadeou as ondas, atingindo também as costas atlânticas da África e da América. Até pouco tempo atrás, os impactos transatlânticos tinham sido descritos apenas em algumas ilhas caribenhas. Contudo, Dourado viu que as ondas chegaram ainda mais longe — ou perto, no caso do nosso país.

O grupo de pesquisadores da Uerj realizou um trabalho de campo, percorrendo 270 km ao longo de 22 praias do Nordeste para captar evidências da chegada do tsunami na costa brasileira. Na cidade de Pontinhas, na Paraíba, por exemplo, foi possível detectar uma camada peculiar de areia grossa que, ao ser analisada, apontou um evento de alta energia como responsável por sua deposição.

Com base em dados de modelagem histórica, sedimentológica e numérica apresentados, os cientistas encontraram uma associação altamente provável e compatível ao tsunami de 1755, demonstrando pela primeira vez as evidências desse fenômeno no Atlântico Sul.

A equipe liderada por Dourado encontrou evidências do evento até quatro quilômetros do litoral nordestino, principalmente em locais com rios e nas proximidades da Ilha de Itamaracá, em Pernambuco.

O pesquisador conta que há registros de que as ondas que chegaram ao nosso país mataram um casal, mas isso não foi investigado neste estudo. O que o pesquisador concluiu é que o tsunami não causou muitos danos por aqui.

Segundo Dourado, no ano do fenômeno, o governador da Paraíba enviou uma carta ao Rei de Portugal informando que “uma grande onda” também havia inundado o litoral do estado. “Mas não houve muitos estragos porque o Brasil ainda não era tão populoso”, explica o especialista à GALILEU.

Galileu

Estudo da UFRN mostra a riqueza dos resíduos do solo potiguar para a construção civil

Foto: Reprodução/UFRN

A utilização de água em larga escala somada ao descarte inadequado de substâncias tóxicas por parte da indústria de construção civil motivou pesquisadores do Centro de Tecnologia da UFRN (CT) a buscar novos materiais que impactem cada vez menos o meio ambiente. O estudo tem como objetivo reaproveitar e valorizar resíduos como a manipueira, scheelita e o pó de pedra, resíduos próprios do território potiguar, de modo a desenvolver materiais sustentáveis ideais para as condições climáticas da região, gerando menos gastos e menos danos ao meio ambiente.

Inicialmente, o grupo — coordenado pelos professores Wilson Acchar, do Departamento de Física Teórica e Experimental da UFRN, Vamberto Monteiro, do Instituto Federal da Paraíba (IFPB), e alunos do mestrado em Materiais e Processos Construtivos — estudou o planejamento da base estrutural da parede, na busca por um tipo de tijolo mais sustentável, e em seguida explorou a possibilidade de utilizar esses resíduos nas argamassas. Além disso, foram resgatadas técnicas antigas de construção, como as edificações de adobe, propondo uma adaptação mais moderna nessa retomada. O estudo obteve resultados bem promissores com essa adaptação. “No processo, percebemos propriedades bem melhores em todos os aspectos, como resistência e absorção”, afirma o mestrando Rayanderson Saraiva, um dos integrantes da pesquisa.

Planta do projeto e amostras dos recursos utilizados. Foto: Hogla Geovanna

Um dos resíduos utilizados, a manipueira, um líquido proveniente da produção de mandioca que oferece riscos aos lençóis freáticos, muitas vezes é mal descartado por casas de produção de farinha, como destacou um dos pesquisadores, Jonathan Macedo. Isso acontece no momento em que se prensa a macaxeira: um líquido nocivo ao meio ambiente é expelido, contendo elevada carga de materiais orgânicos danosos e ácido cianídrico que atingem o lençol freático.

A manipueira é, de fato, significativamente danosa, porém o cianeto contido nela é extremamente volátil, então, quando exposta ao ambiente em qualquer temperatura na faixa dos 20°C, já é suficiente para que evapore. Se o cianeto for exposto por um período de 24 horas, por exemplo, a meia-vida do seu teor cianídrico cai pela metade, depois de 48 horas cai por um quarto e assim sucessivamente. Além do mais, a manipueira extraída no Rio Grande do Norte é mais suave, pois a mandioca, conhecida como mansa, que é trabalhada no litoral, não contém tanto ácido cianídrico.

Outra característica crucial para o projeto é o fato da manipueira poder substituir a água potável no processo de hidratação do cimento, de acordo com Jonathan. “Vimos que foi bastante viável, atendeu a todas as normas, obtendo até resultados melhores do que com tijolo convencional”, afirma. O tijolo de manipueira apresenta apenas um pouco de porosidade externa. Contudo, em termos técnicos, esse tijolo tem mais resistência que o convencional. Não obstante, devido a presença do cianeto e do enxofre, a manipueira também serve para combater pragas, como formigas e insetos.

Outro material pesquisado, a scheelita, é encontrado em grande proporção na Mina Brejuí, em Currais Novos. O mineral, quando unido ao pó de pedra e à manipueira, promove um melhor empacotamento das partículas nos tijolos, tornado o material resultante mais maleável e de fácil manuseio. O tijolo convencional tem várias consequências negativas ao meio ambiente, por causa dos impactos provenientes de sua fabricação: a produção dos tijolos de resíduos evita a liberação de gases tóxicos, que acontece no processo de queima tradicional.

É assim que a produção de tijolo de solo-cimento passa a ser o objeto de pesquisa das construções inovadoras. O pesquisador Ricardo Ramos afirma que o tijolo feito de solo, cimento e manipueira foi alvo de “testes obtendo a combinação de resíduos, de forma que a união proporcione melhoria nas propriedades”.

Casas ecológicas e a problemática das zonas bioclimáticas

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Estudo mostra porque alguns casos de Covid-19 são fatais, e a maioria não

(STR/AFP/Getty Images)

A Covid-19 apresenta sintomas leves na maioria dos casos, mas pode ser extremamente agressiva a uma minoria. E um novo relatório divulgado pela OMS, que analisou os primeiros 56 mil casos da doença na China, pode explicar o porquê: o que parece definir a gravidade da Covid-19 é o local até onde o vírus chega em seu corpo. Quando ele se restringe ao nariz ou à garganta, os sintomas são leves. Já se ele chega aos pulmões a doença tende a ficar séria e, dependendo do caso, até levar à morte. O documento também alerta que essa evolução pode ocorrer rapidamente.

Para entender por que, precisamos analisar os mecanismos de infecção do coronavírus. Quando o SARS-cov-2 entra em nosso corpo pelas vias respiratórias, através de gotículas de saliva geralmente transportadas pelas mãos, ele encontra uma série de células prontas para infecção. Mas, assim como todos os outros patógenos invasores, o vírus não consegue sair entrando em tudo o que ele vê pela frente: ele precisa de uma entrada específica. Para isso, os coronavírus têm uma arma secreta: as proteínas spike. São elas, inclusive, que dão o nome ao grupo – essas proteínas aparecem como protuberâncias pontiagudas ao redor do envelope viral, resultando em uma formato de uma coroa (“corona”).

As spike são adaptadas para se ligar com receptores específicos em nosso corpo. Por isso, quando os vírus estão do lado de dentro, eles procuram por essas “fechaduras” nas células. O SARS-cov-2, especificamente, consegue se ligar a uma proteína conhecida como ACE2, que está presente em diversos tecidos do nosso corpo, incluindo nariz e boca. E, como o coronavírus tem acesso ao nosso corpo exatamente por esse sistema, ele não precisa procurar muito para encontrar suas vítimas.

Assim que encontra os receptores ACE2, as spike do vírus se ligam à proteína e faz com que a célula o englobe, colocando seu material genético para dentro. E aí o vírus faz a festa: transforma suas células em verdadeiras fábricas de RNA viral e de proteínas. Quando vários outros vírus são criados a partir desse processo, eles saem da célula a procura de outra – e assim o ciclo se reinicia. Aos poucos, os vírus vão matando as células de seu tecido, uma por uma. Mas seu corpo logo perceberá que há algo errado. E vai acionar seu sistema de defesa para tentar se livrar do invasor – ou seja, o sistema imunológico.

O problema é que essa tentativa do corpo de se proteger pode trazer algumas consequências negativas. Isso porque o resultado é um processo inflamatório – seu corpo aumenta a circulação de sangue e demais líquidos no local, a fim de levar mais células de defesa para o front de batalha.

Se os coronavírus estiverem apenas no começo do seu trato respiratório, ou seja, no nariz ou na garganta, isso vai resultar em alguns sintomas leves. Primeiro, a febre – seu corpo aumenta de temperatura para elevar o metabolismo e tentar fritar os invasores. Segundo, a tosse, que é basicamente seu corpo tentando expulsar os acúmulos de vírus para fora, através de saliva. Outros sintomas menores podem surgir, como dor de garganta e dores de cabeça. É esse o quadro de sintomas da maioria das pessoas que pega Covid-19 – 80%, mais precisamente –, que se curam em poucas semanas.

O problema mesmo é se o vírus continuar avançando e chegar aos pulmões. Aí, um sintoma mais grave surge: dificuldade para respirar. Isso por uma combinação de fatores: o vírus começa a literalmente matar os tecidos do órgão, e o corpo cria um processo inflamatório para se livrar do invasor, mas acaba atacando tudo o que há pela frente – incluindo células saudáveis do pulmão. Se piorar, o quadro pode se desenvolver para uma pneumonia grave. E pode ser fatal. Mas, obviamente, não é uma sentença de morte: seu sistema imunológico pode combater o vírus mesmo no pulmão e curar a doença.

Esse mecanismo ajuda a explicar, pelo menos em parte, o motivo pelo qual pessoas mais velhas são mais vulneráveis a quadros graves de Covid-19 do que pessoas jovens. A mortalidade entre indivíduos com 80 anos ou mais chega a quase 15%; em contraste, esse número é de apenas 0,2% entre pessoas de 10 a 39 anos, segundo estimativas iniciais dos 72 mil primeiros casos da China. Isso porque o sistema imunológico de pessoas mais velhas é mais debilitado, e nem sempre conseguiria combater a infecção antes de ela seguir em direção aos pulmões.

O relatório também afirma que apenas 1 em cada 7 pacientes chega a desenvolver a dificuldade de respirar como sintoma, e só 6% dos casos se encaixam na categoria de “crítico”. Mas alerta que a evolução clínica de um caso pode evoluir rapidamente de leve para severo – e o “ponto de virada” é exatamente a chegada do vírus aos pulmões. Segundo o estudo, entre 10% e 15% dos casos leves evoluem para severos; destes, 15% a 20% pioram e podem ser classificados como críticos, quando os pulmões são severamente afetados. Ou seja: não dá para descuidar.

Super Interessante

Divisão de tarefas domésticas é quase a mesma de 20 anos atrás, diz estudo

Foto: PavelRodimov/iStock

Um estudo divulgado no final de janeiro deste ano mostrou que, embora se fale cada vez mais em uma divisão igualitária das tarefas domésticas entre homens e mulheres, a porcentagem de lares em que os casais se dedicam à casa da mesma maneira é praticamente a mesma do que era em 1996.

O levantamento, feito pela Gallup, empresa americana de pesquisa de opinião, entrevistou 3.062 pessoas nos anos de 1996, 2007 e 2019.

Mostrou, por exemplo, que o número de lares em que homens e mulheres se dedicavam da mesma maneira à limpeza da casa subiu apenas cinco pontos em 23 anos — de 32% para 37%.

Lavar roupas foi de 22% para 28%, enquanto cozinhar subiu de 27% para 32% no mesmo período. E a louça? Também registrou uma pequena diferença, de 31% para 36%.

A maioria das tarefas domésticas ainda são executadas, principalmente, por mulheres. Elas são as maiores responsáveis por lavar a roupa (58%), cozinhar (51%), e limpar a casa (51%).

Os homens só aparecem à frente nos cuidados com o carro (69%) e com o jardim (59%).

“Apesar de algumas mudanças nas últimas duas décadas, a divisão do trabalho nos lares dos EUA continua bastante ligada aos estereótipos tradicionais: as mulheres cuidam mais da casa e dos filhos do que os maridos”, afirma o estudo.

Universa – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciano disse:

    Eu lavo mas não enxugo !

  2. Cap_Mor disse:

    Vixe…vou levar essa pesquisa pra mulher ver e talvez ela me dê uma folga quando souber que nos States quem trabalha mais é a mulher.

  3. Bento disse:

    Normal

Estudo identifica 102 genes associados ao autismo em maior pesquisa do gênero

Foto: Pixabay

Em um novo estudo — considerado por especialistas o maior sobre sequenciamento genético do transtorno do espectro do autismo (TEA) — foram identificados 102 genes associados ao risco de desenvolver a condição. Com base nesta descoberta, cientistas acreditam que novos remédios para tratar o autismo serão desenvolvidos. Os resultados do trabalho foram publicados na prestigiosa revista “Cell”.

— Quanto mais entendemos as causas, mais entenderemos a biologia do autismo. Cada gene nos dá novos insights sobre essa biologia. Como os medicamentos funcionam em vias biológicas específicas, futuros tratamentos para o autismo se basearão nessa descoberta genética — explica Joseph D. Buxbaum, diretor do Centro de Pesquisa e Tratamento para Autismo Seaver, do sistema de saúde Monte Sinai, em Nova York.

Para este estudo, uma equipe de pesquisadores de mais de 50 instituições de diversas partes do mundo coletou e analisou mais de 35 mil amostras genéticas, incluindo quase 12 mil de pessoas diagnosticadas com TEA. Este foi o maior corte de sequenciamento de autismo realizado até hoje. Eles identificaram 102 mutações genéticas que afetam o desenvolvimento ou a função cerebral, e em que ambos os tipos de interrupções podem resultar no autismo. A dimensão da amostra deste estudo permitiu à equipe de pesquisa aumentar o número de genes associados ao TEA de 65 — identificados em 2015 — para 102 atualmente.

— Este é um estudo de referência, tanto pelo tamanho quanto pelo grande esforço internacional de colaboração. Com esses genes identificados, podemos começar a entender as mudanças cerebrais subjacentes ao TEA e a considerar novas abordagens de tratamento — disse Buxbaum, que também é professor de psiquiatria, neurociência e genética e ciências genômicas na Escola de Medicina Icahn do Monte Sinai.

Os pesquisadores também descobriram que as duas principais classes de células nervosas — os neurônios excitatórios (que possibilitam que um sinal elétrico seja transmitido pela célula) e os neurônios inibitórios (que impedem o sinal de seguir em frente) — podem ser afetadas no autismo.

— Através de nossas análises genéticas, descobrimos que não é apenas uma classe principal de células que são afetadas no autismo, mas sim que muitas interrupções no desenvolvimento do cérebro e na função neuronal podem levar ao transtorno. É extremamente importante que famílias de crianças com e sem o transtorno participem em estudos genéticos, porque as descobertas genéticas são o principal meio de entender os fundamentos do autismo em nível molecular, celular e sistêmico — disse Buxbaum.

O acadêmico frisa ainda que agora há ferramentas poderosas e específicas que ajudarão os cientistas a entender esses fundamentos, e que novos medicamentos serão desenvolvidos no futuro baseados em uma nova compreensão das bases moleculares do autismo.

O Globo

Estudo aponta os melhores países para se viver, e Brasil fica em ranking não muito para baixo; veja lista

Uma pesquisa recém-publicada pela empresa de consultoria BAV Group e pela Wharton School da Universidade da Pensilvânia (EUA) aponta os melhores países para se viver em 2020 – e os indicadores analisados vão muito além de renda per capita e qualidade do sistema público de saúde. (VEJA RANKING AQUI).

O ranking, que engloba 73 lugares, foi montado a partir das respostas de mais de 20 mil pessoas de diferentes nacionalidades. Os participantes tiveram que considerar o quanto eles relacionavam cada nação com 65 atributos diferentes. Quanto mais representativo de uma característica fosse um país em relação aos restantes, maior seria a sua nota nessa categoria, e vice-versa.

Os atributos também foram reunidos em nove rankings menores: aventura (se o país é amigável e divertido; se tem um clima agradável), cidadania (relação com direitos humanos, meio ambiente, igualdade de gênero, progresso e liberdade religiosa), influência cultural (se o país é culturalmente significante e influente em termos de entretenimento), empreendedorismo (ligação com o resto do mundo, nível de educação da população, como é a força de trabalho qualificada), herança (se é culturalmente acessível; se tem uma história rica e muitas atrações culturais), abertura para negócios (corrupção, práticas transparentes de governo, impostos e burocracia), poder (liderança, influência econômica e política, fortes alianças internacionais e forças armadas), qualidade de vida (se tem bom mercado de trabalho, boa estabilidade econômica e política, bom nível das redes públicas de saúde e educação, bom ambiente familiar e segurança) e expectativa de crescimento econômico considerando-se a paridade do poder de compra.

O peso de cada um desses subrankings na lista global de melhores países foi calculado a partir dos dados de produto interno bruto (PIB) em paridade de poder de compra (PPC) divulgados pelo Fundo Monetário Internacional em 2017: categorias menores que tivessem uma relação mais forte com esse medidor de riqueza ganharam um peso maior.

Suíça ficou com o topo da lista – posição que manteve de 2019 – seguida de Canadá, Japão, Alemanha, Austrália e Reino Unido. Os países europeus, sobretudo os escandinavos, se saíram melhor no ranking. China e Coreia do Sul também se destacam nas 15ª e 20ª posições.

Brasil não ficou muito para baixo: foi considerado o 28º melhor lugar para se viver. “É um dos principais destinos turísticos do mundo. Porém, o país do século XXI enfrenta questões sérias que envolvem pobreza, desigualdade, governo e meio ambiente”, considerou a pesquisa.

Já no fim da lista ficaram UcrâniaTunísiaBielorrússiaOmãSérvia e Líbano. O estudo explicou que a guerra civil na Síria “desencadeou uma violência sectária no Líbano”, e afetou os índices de bem-estar e desenvolvimento econômico do país.

“O projeto Best Countries foi desenhado para ajudar cidadãos, líderes de negócios e políticos a entenderem melhor como suas nações são vistas em uma escala global”, diz uma seção da pesquisa. “As informações por trás da lista podem ajudar a se determinar as possibilidades atuais e futuras do sucesso econômico, político e cultural de um país, e podem ser usadas como uma ferramenta de tomada de decisões estratégicas.”

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Turci disse:

    Faltou incluir a petista Coréia do Norte.

  2. Bento disse:

    Se falta nessa relação de Cuba e Venezuela tava com vontade de passar umas férias lá.

  3. WASHINGTON disse:

    O EUA NÃO APARECE NESSAS LISTAS , TUDO BEM, MAS ME FAÇO UMA PERGUNTA? NÃO APARECE, E AINDA PARECE MUITOS CRITICOS DO EUA, MUITOS FALAM MAL DO EUA. ENTÃO POR QUE TODO MUNDO QUE FUGIR DO SEU PAIS PRA LA, MUITOS VÃO PASSAR FERIAS LA , E MUITOS QUEREM E VÃO MORA LA. UE MAS O EUA NUM É UM LUGAR RUIM?

  4. Joarimar disse:

    Kd os EUA? Xiiiii pesquisa comunista! Kkkkkkkkk

    • Soares disse:

      Só porquê Bolsonaro é o presidente, o Brasil se tornou um ótimo País pra se viver

Estudo brasileiro contesta uso de maconha no tratamento de dependentes de cocaína

Foto: (OpenRangeStock/Getty Images)

Pesquisa brasileira publicada na revista Drug and Alcohol Dependence contesta o uso recreativo de maconha como estratégia de redução de danos para dependentes de crack e cocaína em reabilitação. Dados do artigo indicam que o consumo da erva piorou o quadro clínico dos pacientes em vez de amenizar, como esperado, a ansiedade e a fissura pela droga aspirada ou fumada em pedra (crack).

O estudo acompanhou um grupo de dependentes por seis meses após a alta da internação voluntária de um mês no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP). Os pesquisadores do Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas (GREA) e do Laboratório de Neuroimagem dos Transtornos Neuropsiquiátricos (LIM-21) da Faculdade de Medicina da USP constataram que a maconha prejudica as chamadas funções executivas do sistema nervoso central, relacionadas, entre outras atividades, com a capacidade de controlar impulsos.

“Nosso objetivo é garantir que políticas públicas para usuários de drogas sejam baseadas em evidências científicas. Quando as políticas de redução de danos foram implementadas no Brasil, para usuários de cocaína e crack, não havia comprovação de que seriam benéficas. Os resultados deste estudo descartam completamente essa estratégia para dependentes de cocaína”, disse Paulo Jannuzzi Cunha, autor do artigo.

O professor do Programa de Pós-Graduação em Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador do LIM-21 foi bolsista de pós-doutorado da FAPESP.

Foram incluídos na pesquisa 123 voluntários divididos em três grupos: dependentes de cocaína que fizeram uso recreativo da maconha (63 pessoas), dependentes de cocaína que não consumiram a erva (24) e grupo controle (36), composto por voluntários saudáveis e sem histórico de uso de drogas.

Um mês após receberem alta, 77% dos dependentes de cocaína que fumaram maconha mantiveram a abstinência. Já entre aqueles que não fizeram uso de maconha, 70% não tiveram recaídas.

Mas três meses após a internação a situação se inverteu e a estratégia de redução de danos mostrou-se pouco efetiva. Entre os que não fumaram maconha, 44% permaneceram sem recaídas, enquanto só 35% dos que fizeram uso recreativo da maconha mantiveram-se abstinentes. Ao fim dos seis meses de acompanhamento, permaneceram sem recaídas 24% e 19% dos voluntários, respectivamente, mostrando que os pacientes que usavam maconha acabaram recaindo mais no longo prazo.

“Os resultados desbancam a hipótese de que o uso recreativo de maconha evitaria recaídas e ajudaria na recuperação de dependentes de cocaína. Um quarto daqueles que não fumaram maconha conseguiu controlar o impulso de usar cocaína, enquanto só um quinto não teve recaída entre os que supostamente se beneficiariam da estratégia de redução de danos. O uso pregresso de maconha não traz melhoras de prognóstico no longo prazo, o estudo até sugere o contrário”, disse o psiquiatra Hercílio Pereira de Oliveira Júnior, primeiro autor do artigo.

(mais…)

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. PA disse:

    E o estudo sobre beber perfume para curar o alcoolismo, deu em quê?

  2. Raimundo disse:

    É o mesmo que dar cerveja ao dependente de cachaça

  3. Papa Jerry Moon disse:

    Pode não ser bom para tratamento de viciados em cocaina mas é efetiva no tratamento de diversos males. Desconhecer isso é ignorância e preconceito. Cachaça é mil vezes mais perigoso.

  4. Zanoni disse:

    Com a palavra o defensor da liberação da maconha, Doutor Sidarta Ribeiro, professor da gloriosa UFRN- Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

    • Minion alienado disse:

      Rapaz, você entende muiiiiito de pesquisa científica 😂 Generaliza sem conhecer os argumentos.

Memória funciona melhor (ou pior) dependendo da hora do dia, sugere estudo

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Tóquio, no Japão, identificou um gene em camundongos que influencia a memória, o BMAL1. Os cientistas descobriram que ele torna os ratos mais esquecidos imediatamente antes de acordarem. O estudo, publicado na revista Nature Communications, sugere que pode ser um passo para descobrir mais informações sobre o esquecimento humano.

De acordo com os autores da pesquisa, há duas categorias de esquecimento: uma relacionada ao aprendizado, ou seja, se você não aprendeu algo e, por isso, a informação não “entrou” na sua memória; e outra ligada à recuperação de informações armazenadas em seu cérebro, ou seja, se você não lembra de algo que sabe.

“Nós projetamos um teste que pode diferenciar entre não aprender e não ser capaz de lembrar”, disse Satoshi Kida, um dos autores do estudo, em comunicado. Os testes foram realizados com ratos com e sem o BMAL1. Os níveis da proteína normalmente variam: antes de dormir ela está em alta e, ao acordar, em baixa.

O resultado aponta que camundongos sem BMAL1 ficaram ainda mais esquecidos logo antes de acordarem. Segundo Kida, a comunidade de pesquisa em memória já suspeitava que esse “relógio interno” é responsável pelo aprendizado e a formação da memória.

“Se conseguirmos identificar maneiras de aumentar a recuperação da memória por esse caminho do BMAL1, poderemos pensar em aplicações para doenças humanas com déficit de memória, como demência e doença de Alzheimer”, acrescentou o especialista

Galileu

 

Quem bebe chá no mínimo 3 vezes por semana vive mais e melhor, diz estudo

Um estudo publicado no European Journal of Preventive Cardiology, jornal da Sociedade Europeia de Cardiologia, mostrou que beber chá pelo menos três vezes por semana está associado a uma vida mais longa e saudável.

A pesquisa, chamada “China-PAR2”, foi conduzida pela Academia Chinesa de Ciências Médicas, em Pequim, e reuniu 100.902 participantes com histórico de infarto, derrame ou câncer. Os voluntários foram classificados em dois grupos: os que bebem chá regularmente (três ou mais vezes por semana) e aqueles que não estão habituados (menos de três vezes por semana ou nunca). Inicialmente, ambos os grupos foram acompanhados por cerca de sete anos.

As análises mostraram que os bebedores habituais de chá têm um risco 20% menor de desenvolver doenças cardíacas e derrame, uma probabilidade 22% mais baixa de morrer por problemas cardiovasculares e são 15% menos propensos a morrer por qualquer causa.

Em outra etapa do estudo, 14 mil participantes beberam chá três vezes por semana, durante mais sete anos. Ao final de quase 14 anos, os bebedores de chá que mantiveram o hábito em ambas as partes pesquisas tiveram um risco 39% menor de ter doença cardíaca e acidente vascular cerebral, demonstraram uma probabilidade 56% menor de morrer por males cardivasculares e uma tendência 29% mais baixa de morrer por qualquer coisa. Isso em comparação com quem toma a bebida menos frequentemente ou nunca a ingere.

Acredita-se que esses resultados se devem aos polifenóis encontrados em chás, conhecidos pelos efeitos protetores contra doenças cardiovasculares. “Os principais compostos bioativos do chá, os polifenóis, não são armazenados no corpo a longo prazo. Assim, a ingestão frequente por um período prolongado pode ser necessária para o efeito cardioprotetor”, disse um dos autores do estudo, Dr. Dongfeng Gu.

Entre as diversas versões da bebida, o consumo de chá-verde se mostrou associado a um risco 25% mais baixo de doenças cardíacas, derrame e morte por todas as causas. Não foram observadas associações significativas para o chá preto.

Galileu

Estudo da UFRN aponta que consumo do pescado é seguro

Fotos: Cícero Oliveira

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realizou a análise de peixes e crustáceos com o intuito de verificar a segurança alimentar do pescado, em virtude do aparecimento de manchas de óleo no litoral brasileiro a partir de agosto de 2019. O diagnóstico foi entregue nesta quinta-feira, 9, ao Governo do Estado e aponta que 17 espécies coletadas no litoral potiguar estão adequadas para ingestão, por não apresentarem componentes tóxicos à saúde humana.

De acordo com o coordenador da Central Analítica do Núcleo de Processamento Primário e Reúso de Água Produzida e Resíduos (NUPPRAR), Djalma Ribeiro da Silva, o resultado das análises de 17 amostras de peixes e invertebrados, coletados no dia 27 de novembro de 2019, na Colônia de Pescadores de Pirangi do Sul e Tibau do Sul, descarta o risco para a saúde do consumidor. “Esses resultados fazem parte de um esforço da UFRN, reforçando nosso compromisso com a sociedade”.

Realizado utilizando critérios qualitativos e quantitativos, o estudo observou a presença de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs), derivados que indicam a presença do petróleo. A coleta do pescado ocorreu sob a supervisão do Departamento de Morfologia da UFRN e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), quando ocorreu a avaliação visual para detectar óleo no pescado. Em seguida, foi feita uma análise química mais detalhada para verificar a presença de HPAs, levando em consideração padrões internacionais de qualidade do pescado.

O diagnóstico mostra os resultados nas espécies da Cioba, Cambuba, Sardinha, Bicuda, Tainha, Serra-Pininga e Serra, além de lagosta (vermelha), polvo, ostra e sururu. “Os valores de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos encontrados em todas as 17 amostras analisadas encontram-se muito abaixo dos níveis de preocupação definidos pela Comissão de Regulamentação da Comunidade Europeia. Por esse motivo, é possível concluir que o consumo dos pescados e invertebrados não representa risco para a saúde”, explica o pesquisador.

Ainda segundo Djalma da Silva, a análise tomou como base os pescados dos locais mais representativos do RN, visto que do total de 34 toneladas de óleo coletadas, 31 toneladas estavam presentes no Litoral Sul. Então, por analogia, os peixes e frutos do mar dos outros locais não devem apresentar contaminação. Contudo, o pesquisador lembra que o ideal é que todo o litoral seja analisado. Nessa perspectiva, para continuar as análises nas outras colônias de pescadores, o NUPPRAR enviou proposta de financiamento e aguarda retorno.

Análise

A equipe que assinou o relatório técnico “Análises de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos em amostras de pescado coletados no litoral norte-rio-grandense – Novembro/2019” é composta por pesquisadores do NUPPRAR e do Departamento de Morfologia, entretanto, contou ainda com a participação de outras unidades da instituição de ensino, como os Departamentos de Ecologia, de Ecologia Marinha e de Oceanografia e Limnologia.

Com informações da UFRN

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    É isso mesmo, coma que a Uferrenê garante. Depois não diga que foi por falta de aviso.

Holanda oferece mais de 80 bolsas de estudo exclusivas para brasileiros

Foto: (serts/Getty Images)

Pensando em cursar graduação, mestrado ou MBA na Holanda? A Orange Tulip Scholarships Brazil (OTS), iniciativa voltada especialmente a estudantes brasileiros, está com inscrições abertas. O prazo para se inscrever varia entre as universidades participantes, mas se encerra entre fevereiro e maio do ano que vem.

As bolsas (mais de 80) são destinadas a cursos ministrados em inglês com qualidade internacionalmente reconhecida. O OTS concede apoio integral ou parcial sobre o valor da anuidade (tuition fee), e em alguns casos, cobre também os custos do visto e seguro. São, no total, 27 universidades participantes — a lista pode ser vista aqui.

O que são as Orange Tulip Scholarships

As bolsas concedidas pelo governo holandês beneficiam alunos de graduação, mestrado e MBA. No Brasil, a Nuffic Neso, fundação que ajuda interessados em ter uma experiência acadêmica nos Países Baixos, administra desde 2012 o Orange Tulip Scholarship Brazil.

Para essa edição, mais de 80 bolsas estarão disponíveis. Os cursos para os quais o apoio financeiro é oferecido são das áreas de Artes, Ciências Biológicas e Saúde, Exatas, Tecnológicas e Humanas.

O auxílio pode ser integral ou compreender descontos no valor da anuidade – sendo que algumas universidades também oferecem uma ajuda de custo de até 50 mil euros para se manter na Holanda.

Como se candidatar às Orange Tulip Scholarships

Podem participar do Orange Tulip Scholarship Brazil 2020 candidatos que tenham cidadania brasileira; demonstrem excelente desempenho acadêmico e tenham obtido grau necessário para cursar o programa desejado. Interessados que também tenham cidadania em algum país europeu não podem concorrer.

Também é preciso que o estudante tenha fluência escrita e oral em inglês e esteja, atualmente, em processo de admissão – ou já admitido – em alguma instituição de ensino superior holandesa, que seja participante do programa de bolsa. Quem já estiver estudando ou trabalhando na Holanda não poderá participar.

Documentos necessários para candidatura

Os critérios de seleção variam conforme a universidade escolhida, mas alguns materiais frequentemente exigidos são:

Tradução juramentada, para o inglês, do(s) diploma(s) e histórico(s) escolar(es);

Certificado de proficiência em inglês, apresentando a pontuação obtida. São aceitos os testes: TOEFL iBT (oficial, não o institucional) ou IELTS (acadêmico);

Currículo mais recente, escrito em inglês;

Carta de motivação, em inglês;

Carta de recomendação;

Cópia autenticada do passaporte;

Via de regra, é necessário primeiro candidatar-se ao curso desejado e, em seguida, fazer a inscrição para as bolsas. Ao longo do processo, também será necessário enviar outros documentos, incluindo um formulário de inscrição.

Mais informações sobre o processo podem ser vistas aqui. O Nuffic Neso Brasil também disponibiliza uma página com respostas às dúvidas mais frequentes dos candidatos ao processo. As inscrições vão até, no máximo, maio de 2020. Também neste mês começarão a ser divulgados os resultados parciais da seleção, segundo o cronograma oficial. Os resultados finais serão divulgados até 17 de junho de 2020.

Mais dicas para bolsas da OTS na Holanda

Para ajudá-lo a conquistar uma bolsa do Orange Tulip, fizemos um vídeo com a diretora do Nuffic Neso Brazil, Simone Perez, que conta mais sobre o programa ao lado de Eduardo Faria, que estudou na Holanda com o apoio da iniciativa.

Este artigo foi originalmente publicado pelo Estudar Fora, portal da Fundação Estudar.

Exame

 

Estudo mapeia alterações no cérebro de pessoas que pensam em se suicidar e sugere que ao menos duas estruturas funcionam de forma diferente

Ao menos duas estruturas cerebrais funcionam de forma diferente em pessoas que pensam em (ou já tentaram) cometer suicídio. A descoberta foi publicada no periódico científico Molecular Psychiatry por pesquisadoras das universidades de Cambridge, no Reino Unido, e Yale, nos Estados Unidos.

O estudo se baseou na revisão de 131 artigos científicos que envolveram mais de 12 mil pessoas. Em todos os estudos, exames de imagem do sistema nervoso humano estavam em foco. “Esperamos que isso nos forneça mais informações sobre o que pode estar acontecendo em termos de mecanismos cerebrais”, apontou Anne-Laura van Harmelen, uma das autoras, segundo a New Scientist.

Combinando os resultados de todas as análises anteriores, a equipe notou evidências de alterações estruturais, funcionais e moleculares no cérebro das pessoas que haviam tentado cometer suicídio ou pensavam sobre isso. Dessa forma, os cientistas notaram que as conexões entre duas redes neurais do cérebro atuavam de forma diferente nesses voluntários, o que sugere uma correlação com o comportamento suicida.

Segundo eles, a primeira parte do cérebro que atua de forma diferente nas pessoas que pensam ou já tentaram cometer suicídio é o córtex pré-frontal ventral medial e lateral. Esta é a região do sistema nervoso responsável por se conectar às partes do cérebro envolvidas na emoção – logo, alterações nessa rede podem levar a pensamentos negativos excessivos e na dificuldades em regular emoções.

Já a segunda área que age diferente é conhecida como córtex pré-frontal dorsal e sistema de giro frontal inferior. Como explicam os autores, essa é a parte do cérebro que tem o papel de tomar decisões, encontrar soluções alternativas para problemas e controlar o comportamento.

Isso sugere que alterações na estrutura, função ou bioquímica dessas partes do cérebro podem resultar em mais pensamentos negativos sobre o futuro, além de incapacidade de controlar os pensamentos, o que pode levar a situações em que o indivíduo está em maior risco de suicídio.

Vale lembrar que essas alterações no cérebro não são marcadores definitivos, isto é, não definem quem tentará cometer suicídio. Na verdade, essas diferenças podem resultar em angústia e problemas de saúde mental nos indivíduos, envolvendo suicídio ou não.

Como explicou Lianne Schmaal, uma das participantes da pesquisa, artigos como o de sua equipe são importantes para ajudar a previnir a morte por suicídio. “É essencial que intervenhamos o mais cedo possível para reduzir o risco de um indivíduo”, disse ela, em comunicado. “Para muitas pessoas, isso será durante a adolescência. Se pudermos descobrir uma maneira de identificar os jovens em maior risco, teremos a chance de intervir e ajudá-los nesse estágio importante de suas vidas.”

Galileu

Estudo indica que 2019 pode terminar como o 2º ano mais quente desde 1880

Não é a toa que o dicionário Oxford escolheu duas palavras (e não uma, como de costume) para representar o ano de 2019: emergência climática. A coisa está esquentando mesmo!

No último dia 18 de novembro, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês), agência científica dos Estados Unidos, publicou um estudo que classifica 2019 como possivelmente o segundo ano mais quente dos últimos 140 anos. A NOAA monitora a temperatura global tanto nos oceanos quanto na superfície desde 1880.

De acordo com o levantamento, entre janeiro e outubro deste ano, a temperatura nos oceanos e na superfície ficou 0,94 °C acima do que a média de 14,11 °C para esse período em todo o século 20. O recorde, porém, ainda pertence ao ano de 2016, que registrou nesses meses uma alta de 1,19 °C em relação à média para essa época do ano ao longo do século passado.

Os locais do planeta com a maior alta de temperatura foram Alasca, noroeste do Canadá e a Rússia central – onde os termômetros se mantiveram ao menos 2 °C acima da média. Já o centro-norte dos Estados Unidos e centro-sul do Canadá apresentaram temperaturas 1°C abaixo da média para janeiro e outubro.

Temperaturas acima do normal também foram registradas no centro-sul da África, em Madagascar, na Ásia, na América do Sul e nos oceanos Índico, Pacífico e Atlântico.

Outubro

Também chama atenção no estudo que outubro de 2019 foi um dos mais quentes dos últimos 140 anos. Com uma média de 0.98 °C acima da média para o mesmo mês em todo o século 20, outubro deste ano foi o segundo mais quente desde 1880. O recorde ainda é de outubro de 2015.

Os rankings dos dez meses de outubro mais quentes dos últimos 140 anos está concentrado a partir de 2003 – mas o top 5 fica com os cinco outubros entre 2015 e 2019.

Segundo o levantamento, essa é a 43ª vez consecutiva que a temperatura neste mês fica acima da média em relação a outubros do século 20. Os recordes nos termômetros em outubro deste ano aconteceram principalmente no norte e no oeste do oceano Pacífico, no nordeste do Canadá, no sul do oceano Atlântico, na África, na Europa, no Oriente Médio, na América do Sul e no oceano Índico.

Galileu

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Jorge disse:

    Lembrando aos alardeados, que essa matéria não tem nenhuma relação com a farsa do aquecimento global que vcs costumam acreditar. A "temperatura global" tem ciclos de esfriamento e aquecimento com origens naturais, sem a influência do homem, desde milhares de anos. Atualmente estamos no longo ciclo de esfriamento. Não deixem a temperatura pontual de uma região alimentar a farsa do aquecimento global.

Estudo sugere usar bombas nucleares para proteger a Terra contra asteroides

Embora nenhum asteroide conhecido represente uma ameaça iminente à Terra, cientistas estão tentando descobrir qual é a melhor forma de nos proteger de um possível impacto. Explodir com bombas é uma opção, mas isso não é tão simples quanto parece. Na verdade, o asteroide pode ser capaz até mesmo de se reconstruir graças à ação da gravidade com o passar do tempo, de acordo com um estudo publicado em março na revista Icarus.

Agora, um novo artigo publicado no periódico Acta Astronautica por cientistas de vários laboratórios da NASA e da Administração Nacional de Segurança Nuclear investigou a melhor maneira de evitar um impacto. A conclusão deles é que, se o asteroide tiver 300 metros de diâmetro ou mais, a melhor coisa a fazer é destruí-lo – mas não do jeito que você pensa. Nada de colocar uma bomba nuclear na superfície da rocha espacial, muito menos atirar nela com alguma espécie de arma.

De acordo com os pesquisadores, colocar uma bomba diretamente no asteroide pode resultar em várias situações indesejáveis. Por exemplo, em vez de um grande asteroide na nossa direção, podemos acabar tendo que lidar com centenas de pequenos objetos menores. Pior ainda: depois da explosão, eles estarão radioativos.

Então, o que fazer? O estudo sugere a ideia de explodir a bomba a alguma distância do asteroide, entre 50 a 1.000 metros da superfície da rocha. O objetivo não seria quebrá-lo. A bomba iria gerar um enorme pulso de raios X de alta energia, que acabariam penetrando e sendo absorvidos pelo material do asteroide. O pulso seria tão grande, e seria depositada tanta energia na rocha, que parte dela acabaria sendo vaporizada.

Além disso, uma quantidade muito grande de gás se expandiria extremamente rápido, empurrando o que restasse do asteroide e alterando sua velocidade e direção. Com o tempo, o asteroide se desviaria da rota rumo à Terra, e todo esse processo aconteceria em apenas uma fração de segundos.

Claro, tudo isso depende de muitos fatores: a massa do asteroide, sua forma e tamanho, o material na superfície, a porosidade desse material, sua resistência estrutural, o tipo de bomba, e a distância da explosão. A equipe por trás dessa pesquisa usou modelos de computador para descobrir como todos esses fatores contribuem para o desvio.

Para testar, eles escolheram o Bennu, asteroide de 500 metros de largura que atualmente está sendo examinado pela missão OSIRIS-REx, da NASA. Como os cientistas já têm muitas informações sobre esse asteroide, ele se tornou o candidato perfeito para a simulação computacional. Os resultados mostram que a vaporização da superfície via armas nucleares funcionaria muito bem para um asteroide como o Bennu, e causaria um desvio de 6 centímetros por segundo. Se a explosão fosse realizada bastante tempo antes do possível impacto – 3 ou 4 anos de antecedência – a detonação nuclear nos protegeria com sucesso.

Mencionamos no início do texto que esse método é ideal para asteroides com mais de 300 metros de diâmetro. Mas e as rochas menores? Qual é a melhor forma de nos proteger delas? De acordo com o estudo, bastará bater neles o mais forte possível com um foguete. Isso também mudará a velocidade e a direção do asteroide, caso ele seja pequeno o suficiente.

Contudo, um obstáculo para esse método é o Tratado do Espaço Exterior, que proíbe a detonação de armas nucleares no espaço. Felizmente, não há nenhuma ameaça do tipo que seja do nosso conhecimento, então os cientistas ainda têm tempo para continuar pesquisando alternativas a fim defender nosso planeta contra asteroides que, porventura, estejam em rota de colisão com a Terra.

Canal Tech, via LLNL, SyFy