Macacos ficam imunes após se curarem de Covid-19, indica estudo

Foto: Inna Polekhina/Getty Images

Uma pesquisa publicada na revista Science mostrou que macacos-rhesus mantém anticorpos por pelo menos um mês após a primeira infecção de Covid-19 – o que pode ser um indicativo positivo para nós.

No estudo, cientistas chineses infectaram seis macacos da espécie com o novo coronavírus e avaliaram a progressão da doença. Os primatas foram usados porque são parentes próximos de nós, humanos, e portanto têm sistemas parecidos com os nossos. Todos eles desenvolveram quadros da doença, que variaram de leves a moderados, incluindo até pneumonia e alterações no sistema respiratório e gastrointestinal.

Após 28 dias, quando os macacos já estavam naturalmente curados, quatro deles receberam novamente o vírus (os outros dois serviram de grupo controle para os cientistas compararem os dados).

Logo após a reinfecção, os quatro macacos apresentaram uma curta febre, mas nenhum outro sintoma foi observado, e testes moleculares continuaram dando negativo por duas semanas após esse episódio. Isso sugeriu que os anticorpos nos primatas tinham sido formados – e eram bons o bastante para barrar uma segunda infecção.

Uma análise laboratorial confirmou: o sangue dos animais tinha anticorpos com formatos específicos para se ligar a proteína spike do vírus – estruturas com formato de espinho usadas pelo invasor para infectar nossas células.

A equipe notou, inclusive, que o nível de anticorpos era maior duas semanas após a segunda introdução do vírus do que duas semanas após a primeira infecção. Mesmo assim, a proteção da primeira infecção parece ter sido suficiente.

Proteção garantida?

Os resultados da pesquisa são pertinentes, sobretudo após alguns relatos de pessoas que voltaram a ter sintomas ou testar positivo para o vírus dias (ou até semanas) depois de, supostamente, terem se curado.

Episódios como esse foram observados pontualmente em diversos países, embora não se saiba se, de fato, estamos falando de pessoas que ficaram doentes duas vezes. Uma hipótese é que esses indivíduos nunca tenham se curado. Nesse caso, eles apenas deixaram de apresentar sintomas porque a carga viral diminuiu em seus corpos – mas o vírus continuou se espalhando e voltou a causar danos algum tempo depois.

Outra possibilidade é que falsos negativos em resultados de testes tenham levado pessoas a acharem que estavam curadas erroneamente. Afinal, sabe-se que alguns testes, especialmente os rápidos, não são precisos.

Como funciona a nossa resposta imune?

Quando somos infectados por um vírus (ou outro micróbio), começa uma resposta de defesa bastante complexa. Nos primeiros dias da batalha, usamos algo chamado resposta imune inata ou natural – assim chamada porque já nascemos com ela.

Essa linha de defesa consiste em células como os glóbulos brancos e trata, basicamente, todo invasor da mesma forma. É uma reação imediata para uma infecção, mas não é tão eficiente porque aposta em estratégias gerais contra os antígenos.

Já o sistema imunológico adaptativo entra em cena, em geral, dias após a detecção do invasor. Ele recebe esse nome pois se adapta de acordo com o inimigo, criando estratégias personalizadas para cada um.

É nessa hora que entram os anticorpos: substâncias feitas sob medida para se ligar a um tipo específico de vírus ou bactéria e, assim, neutralizá-lo. Uma vez que o corpo desenvolve os anticorpos para aquele invasor, a luta contra ele fica muito mais fácil: o indivíduo pode até ficar imune para aquela doença, já que os anticorpos são defesas duradouras.

Mas esse processo varia de pessoa para pessoa e, principalmente, de micróbio para micróbio. Algumas respostas imunológicas são, de fato, duradouras e eficientes: é o caso do sarampo e da catapora. Nessas doenças, geralmente basta uma infecção vencida para que a pessoa fique imune para o resto da vida. Em outros, porém, o corpo até aprende a lutar contra o invasor, mas os anticorpos somem depois de um tempo e a pessoa fica novamente vulnerável (é o caso de alguns vírus da gripe e do resfriado comum).

Além disso, possuir anticorpos não significa, necessariamente, estar imune. Às vezes, os anticorpos produzidos pelo corpo não são tão bons assim em neutralizar o invasor, ou não existem em quantidade suficiente para vencer a batalha. Nesse caso, a pessoa pode ficar doente mesmo com a presença deles no sangue.

Isso acontece, por exemplo, no caso do vírus sincicial respiratório, um causador de resfriado bastante comum em bebês (quase todas crianças pegam o vírus em algum momento dos primeiros três anos de vida). Nosso corpo até cria anticorpos contra ele, mas, por algum motivo, eles não são muito eficientes em frear o vírus, e podemos ser reinfectados por ele durante a vida. Vale dizer, no entanto, que é muito difícil que alguém desenvolva sintomas graves nesses quadros de reinfecção – a doença se comporta mais como um resfriado.

Como o SARS-CoV-2 é um vírus novo, ainda não sabemos em qual dos cenários ele se encaixa. Pesquisas mostram que outros vírus do grupo dos coronavírus que causam resfriados geram uma resposta imune que dura poucos meses, enquanto os vírus da SARS e da MERS (doenças mais graves, parecidas com a Covid-19) resultam em uma resposta imune mais eficiente e duradoura.

Diversos estudos preliminares já foram feitos, mas ainda não é possível para bater o martelo. O que sabemos até agora é que o corpo humano produz anticorpos contra a Covid-19 – mas o quão eficiente eles são, e por quanto tempo duram, ainda são dúvidas que precisam de mais evidências para serem respondidas.

O estudo chinês oferece um indicativo de como o processo funciona, mas vale ressaltar que ele ainda está longe de fornecer tal resposta. Afinal, macacos não são humanos, e o período analisado foi de pouco mais de um mês, insuficiente para entender por quanto tempo a memória imunológica dura. Além disso, os animais só desenvolveram quadros moderados e leves de Covid-19. Outras pesquisas são necessárias para revelar mais detalhes sobre casos graves.

Todas essas dúvidas estão sendo investigadas em ensaios clínicos com humanos, mas ainda levará algum tempo até que tenhamos uma série satisfatória de evidências.

Super Interessante

 

Estudo inglês relata novos casos de associação entre Covid-19 e danos cerebrais

Foto: Lucy Nicholson/Reuters

Um estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL) traz novos evidências sobre possíveis danos cerebrais relacionados ao novo coronavírus, que causa a Covid-19. Nesta quarta-feira (8), os cientistas responsáveis alertaram sobre complicações neurológicas aparentemente relacionadas ao vírus, incluindo inflamação, psicose e delírio.

A pesquisa descreveu 43 casos de pacientes com Covid-19 que sofreram disfunção cerebral temporária, derrames, danos nos nervos ou outros efeitos cerebrais graves. As conclusões se somam a estudos recentes que também descobriram que a doença pode danificar o cérebro.

“Se vamos ver uma epidemia em larga escala de danos cerebrais ligados à pandemia – talvez semelhante ao surto de encefalite letárgica nas décadas de 1920 e 1930, após a pandemia de influenza de 1918 – ainda está para ser visto”, disse Michael Zandi, do Instituto de Neurologia da UCL, que co-liderou o estudo.

A Covid-19 é em grande parte uma doença respiratória que afeta os pulmões, mas neurocientistas e médicos especialistas em cérebro afirmam que as evidências emergentes de seu impacto neurológico preocupantes.

“Minha preocupação é que tenhamos milhões de pessoas com Covid-19 agora. E se daqui a um ano tivermos 10 milhões de pessoas recuperadas e essas pessoas tiverem déficits cognitivo? Isso afetará sua capacidade de trabalhar e sua capacidade para realizar atividades da vida diária”, disse Adrian Owen, neurocientista da Western University no Canadá, em entrevista à Reuters.

No estudo da UCL, publicado na revista Brain, nove pacientes que tiveram inflamação no cérebro foram diagnosticados com uma condição rara chamada encefalomielite disseminada aguda (ADEM), que é mais comum em crianças e pode ser desencadeada por infecções virais.

A equipe disse que normalmente vê cerca de um paciente adulto com ADEM por mês em sua clínica especializada em Londres, mas isso aumentou para pelo menos uma por semana durante o período do estudo, algo que eles descreveram como “um aumento preocupante”.

“Como a doença existe há apenas alguns meses, talvez ainda não saibamos que dano a longo prazo o que a Covid-19 pode causar”, disse Ross Paterson, que co-liderou o estudo. “Os médicos precisam estar cientes dos possíveis efeitos neurológicos, pois o diagnóstico precoce pode melhorar os resultados dos pacientes”.

Owen afirmou que as evidências já encontradas sublinham a necessidade de estudos grandes e detalhados e coleta global de dados para avaliar quão comuns essas complicações neurológicas e psiquiátricas são.

“Esta doença está afetando um número enorme de pessoas”, disse Owen. “É por isso que é tão importante coletar essas informações agora.”

CNN Brasil

Estudo: mutação do coronavírus é mais contagiosa, mas não agrava doença

Foto: Callaghan O’Hare/Reuters

Um estudo global encontrou fortes evidências de que uma nova forma do coronavírus se espalhou da Europa para os Estados Unidos. A nova mutação aumenta a probabilidade de o vírus infectar as pessoas, mas não parece torná-las mais doentes do que as variações anteriores, informou uma equipe internacional de pesquisadores nesta quinta-feira.

“Agora é a forma dominante de infectar pessoas”, disse à CNN Erica Ollmann Saphire, do Instituto de Imunologia La Jolla e do Consórcio de Imunoterapia Coronavírus, que trabalhou no estudo.

“Este é agora o vírus.”

O estudo, publicado na revista Cell, baseia-se em alguns trabalhos anteriores que a equipe fez, lançada em um servidor de pré-impressão no início do ano. Informações compartilhadas sobre sequências genéticas indicaram que uma certa versão mutante do vírus estava assumindo o controle.

Agora, a equipe não apenas verificou mais seqüências genéticas, mas também realizou experimentos envolvendo pessoas, animais e células em pratos de laboratório que mostram que a versão mutada é mais comum e mais infecciosa que outras versões.

“Sabemos que o novo vírus se adequa melhor. Não parece à primeira vista como se fosse pior”, disse Saphire.

A mutação afeta a proteína spike – a estrutura que o vírus usa para entrar nas células que infecta. Agora, os pesquisadores estão verificando se isso afeta a possibilidde de que o vírus seja controlado por uma vacina. As vacinas atuais sendo testadas visam principalmente a proteína spike, mas foram feitas usando cepas mais antigas do vírus.

O estudo, publicado na revista Cell, confirma trabalhos anteriores sugerindo que a mutação havia tornado a nova variante do vírus mais comum. Os pesquisadores chamam a nova mutação de G614 e mostram que ela quase substituiu completamente a primeira versão a se espalhar na Europa e nos EUA, uma chamada D614.

Sem efeitos na sobrevida dos pacientes

“Nossos dados de rastreamento global mostram que a variante G614 em Spike se espalhou mais rapidamente que o D614”, escreveram a bióloga teórica Bette Korber, do Laboratório Nacional Los Alamos e colegas. “Nós interpretamos isso como significando que o vírus provavelmente será mais infeccioso”, acrescentaram. “Curiosamente, não encontramos evidências do impacto do G614 na gravidade da doença”.

Isso pode ser uma boa notícia, disse Lawrence Young, professor de oncologia médica da Universidade de Warwick, no Reino Unido, que não participou do estudo.

“O trabalho atual sugere que, embora a variante G614 possa ser mais infecciosa, não é mais patogênica. Há uma esperança de que, à medida que a infecção por SARS-CoV-2 se espalhe, o vírus se torne menos patogênico”, disse ele em comunicado.

A equipe testou amostras de pacientes da Europa e dos EUA e sequenciou os genomas. Eles compararam essas seqüências do genoma com o que foi compartilhado publicamente. A comparação dessas sequências os ajudou a desenhar um mapa da propagação das duas formas.

“Até 1º de março de 2020, a variante G614 era rara fora da Europa, mas no final de março aumentou em frequência em todo o mundo”, escreveram eles.

Mesmo quando o formulário D614 causou epidemias generalizadas, em lugares como o País de Gales e Nottingham na Inglaterra e no estado de Washington, o G614 assumiu o controle assim que apareceu, eles descobriram.

“O aumento na frequência do G614 geralmente continua bem depois que os pedidos de estadia em casa estão em vigor e após o período de incubação de duas semanas subsequente”, acrescentaram. Existem algumas exceções, incluindo a área de Santa Clara, Califórnia, e a Islândia, onde a forma D614 mais antiga nunca foi substituída pela variante G mais recente.

Três a nove vezes mais infeccioso

A nova versão parece se multiplicar mais rapidamente no trato respiratório superior – nariz, seios paranasais e garganta – o que explicaria por que ela passa mais facilmente, disseram os pesquisadores.

Porém, testes em 1.000 pacientes hospitalizados com coronavírus na Grã-Bretanha mostraram que os infectados com a nova versão não se saíram pior do que aqueles que pegaram a cepa original.

David Montefiore, da Universidade Duke e colegas, testaram o vírus no laboratório. “Conseguimos testar se a forma G do vírus era mais infecciosa que a forma D”, disse à CNN Montefiore, diretor do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas contra a Aids.

“Todos os resultados concordaram que a forma G era três a nove vezes mais infecciosa que a forma D”, acrescentou. “Agora tínhamos evidências experimentais que apoiavam, em parte, o que Bette estava vendo em sua análise das sequências em todo o mundo – a forma G tinha uma vantagem de condicionamento físico em termos de infectividade”.

Os testes de laboratório do vírus em ação confirmaram o que os mapas genéticos haviam mostrado.

“Essas descobertas sugerem que a forma mais nova do vírus pode ser transmitida mais rapidamente do que a forma original. Independentemente de essa conclusão ser ou não confirmada, ela destaca o valor do que já eram boas idéias: usar máscaras e manter o distanciamento social “, disse Korber em comunicado.

Outras mutações costumam acompanhar a mutação G614, mas não está claro qual efeito elas têm. “A primeira seqüência que detectamos que carregava todas as quatro mutações foi amostrada na Itália em 20 de fevereiro”, eles escreveram. “Em poucos dias, esse haplótipo foi amostrado em muitos países da Europa”.

A mutação G614 pode ser neutralizada pelo soro convalescente – o produto sanguíneo retirado de pessoas que se recuperaram de uma infecção por coronavírus, disse Saphire. Sua equipe testou sangue doado por seis sobreviventes de coronavírus em San Diego.

“Observamos se a variedade de anticorpos no sangue das pessoas era tão eficaz na neutralização do novo vírus quanto no antigo vírus. Era, de fato, um pouco melhor”, disse ela.

‘Foi um alívio’

Os pesquisadores temiam que, se a nova mutação fizesse o vírus crescer mais rapidamente e em níveis mais altos, seria necessário mais esforço do sistema imunológico para neutralizá-lo. “Não era o caso”, disse Saphire.

É necessário mais trabalho, é claro, para solidificar as descobertas e ver o que as mudanças significam para a epidemia e para os pacientes, disseram os pesquisadores.

“Existem possíveis consequências para as vacinas. Estamos investigando ativamente essas possíveis consequências”, disse Montefiore.

E, é claro, eles estão de olho em outras mutações. “Podemos ter se esquivado de uma bala com essa mutação em particular”, disse Saphire. “No entanto, isso não quer dizer que outra mutação não possa vir em cima dessa”, acrescentou.

“Caberia a nós permanecer vigilantes”.

CNN Brasil

 

Febre, tosse, fadiga: estudo confirma sintomas mais comuns da Covid-19

(Foto: United Nations Global Call Out To Creatives)

Um estudo conduzido por universidades do Reino Unido e da Bélgica confirma os sintomas mais comuns da Covid-19: tosse persistante, febre, fadiga, perda do olfato e dificuldade para respirar. Publicado no Plos One na terça-feira (23), o artigo ratifica os sinais já listados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde o começo da pandemia. “O estudo dá confiança ao fato de termos acertado na identificação dos principais sintomas e pode ajudar a determinar quem deve fazer o teste”, afirma Ryckie Wade, cirurgião e pesquisador clínico da Universidade de Leeds, no Reino Unido, que supervisionou a pesquisa.

Para chegar à lista de sintomas, os pesquisadores revisaram 148 estudos e identificaram os mais comuns entre 24.410 pacientes de nove países: China, Singapura, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Itália, Reino Unido, Países Baixos e Estados Unidos.

No geral, 78% dos pacientes apresentaram febre, 57% tiveram tosse, 31% sofreram de fadiga, 25% perderam o olfato e 23% relataram dificuldade para respirar. Ao analisar os dados por país, os pesqusiadores encontraram diferentes porcentagens em cada região. Em Singapura, por exemplo, 72% apresentaram febre, enquanto apenas 32% dos coreanos disseram ter esse sintoma. Quando o assunto é tosse, os pacientes da Coreia do Sul também relataram menos: apenas 18%, sendo que nos Países Baixos a porcentagem de infectados com tosse chegou a 76%. Segundo os especialistas, essas variações se devem, em parte, à forma como os dados foram coletados em cada país.

Entre os pacientes que precisaram de tratamento hospitalar, 19% foram atendidos em uma unidade de terapia intensiva (UTI), 17% necessitaram ajuda não invasiva para respirar, 9% precisaram de ventilação invasiva e 2% usaram oxigenação por membrana extracorporal (um “pulmão artificial”).

Os pesquisadores também reconhecem que uma grande porção dos infectados pelo novo coronavírus não apresentou sintoma algum.

Galileu

MAIS ESSA: Estudo identifica nova linhagem do vírus zika em circulação no Brasil

(Foto: Agência Brasil)

Pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs) da Fiocruz Bahia descobriram uma nova linhagem do vírus da zika circulando no Brasil. O achado foi publicado em junho no periódico International Journal of Infectious Diseases.

A introdução da nova cepa, do tipo africano, foi identificada graças a uma ferramenta de monitoramento genético desenvolvida por pesquisadores vinculados ao Cidacs. O método consiste em analisar sequências genéticas de microrganismos disponíveis em bancos de dados públicos, permitindo aos cientistas compararem os genes do vírus avaliado com os que já foram descobertos anteriormente.

“Pegamos esses dados e analisamos, selecionamos as sequências do Brasil e mostramos a frequência desses tipos virais ano a ano”, explicou Artur Queiroz, coautor do estudo, em declaração à imprensa. “O principal achado é que vemos uma variação de subtipos e linhagens durante os anos, sendo que em 2019 há o aparecimento, mesmo que pequeno, de uma linhagem que até então não era descrita circulando no país.”

De acordo com os cientistas, há duas linhagens do vírus zika: a asiática e a africana (sendo que essa é subdividida em oriental e ocidental). No novo estudo, os pesquisadores analisaram 248 microrganismos que foram encontrados no Brasil e notaram que, até 2018, o vírus da zika era majoritariamente (mais de 90%) cambojano. Essa proporção, entretanto, mudou em 2019, quando o subtipo da zika oriundo da micronésia passou a compreender 89,2% das sequências submetidas ao banco genético.

Ainda assim, o que surpreendeu os pesquisadores foi a identificação do tipo africano do vírus zika por aqui. “A linhagem da África foi isolada em duas regiões diferentes do Brasil: no Sul, vindo do Rio Grande do Sul, e no Sudeste, no Rio de Janeiro”, escreveram os autores do estudo.

Para os pesquisadores, a descoberta serve como alerta para a vigilância da doença. Segundo Larissa Catharina Costa, uma das autora da pesquisa, estudos genéticos devem continuar sendo realizados a fim de evitar um novo surto da doença com o novo genótipo circulante.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Papa Jerry Moon disse:

    É o Bolso-zika.

  2. Flávio A disse:

    Manda ele fazer estágio no congresso nacional.

Coronavírus pode ser vencido por sol forte em até 34 minutos


Foto: Cléber Mendes

Um novo estudo divulgado neste mês revela que o sol pode ser um grande aliado no combate ao covid-19. Segundo os cientistas responsáveis, a exposição aos raios solares do meio-dia pode matar o vírus que causa a doença em até 34 minutos.

A pesquisa, comandada por Jose-Luis Sagripanti e David Lytle e publicada em um jornal científico, mostrou que o sol forte é extremamente efetivo contra o novo coronavírus (Sars-Cov-2) e consegue inativar até 90% da carga viral.

Por outro lado, eles ressaltaram que o inverno pode, sim, ser a fase de maior contágio do vírus , uma vez que ele consegue sobreviver por até um dia em temperaturas mais baixas, aumentando os riscos de transmissão.

Os cientistas apontaram ainda que as medidas de isolamento social , que mantiveram as pessoas dentro de casa em diversos países, pode ter causado mais prejuízos do que benefícios no combate à pandemia.

“Pessoas saudáveis que fossem expostas aos raios solares receberiam cargas virais menores, o que seria mais eficiente para criar uma resposta de imunização na população”, aponta um trecho do estudo.

Tal análise confirma estudo realizados no passado sobre a Gripe Espanhola . Em 1918 e 1919, pesquisadores apontaram que os pacientes tratados em hospitais mais abertos e que eram expostos ao sol tinham mais chances de sobrevivência e recuperação.

O Dia – IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rogério Rocha disse:

    Sol de meio dia, você pode are não morrer covid, mas vai ter um câncer de pele, essa pesquisa sendo verdadeira os países de clima quente não teriam problema com o viros…..

  2. Dinarte disse:

    Na matéria fala de estudo publicado em um jornal científico sem citar a fonte, o nome do fornal é nem ao menos o título do estudo… Vindo desse blog do BG.. Só pode ser Porcaria e fake news.. Esse BG só atrapalha a sociedade com suas matérias sujas, mentirosas e enviesadas.

  3. José Macedo disse:

    Mas é assim que funciona as nossas carniceiras das midiaslixo, no verão, a vitamina d do sol não tinha influência, hoje que estamos no inverno meia hora basta para matar o vírus, todas torcem para o quanto pior melhor , verifiquem, quando o número de óbitos é baixo não informam, mas quando é o contrário eles tem orgasmos quando transmitem.

  4. Meinardo disse:

    https://jvi.asm.org/content/79/22/14244/article-info

    Segue o link do jornal que disseram que não tinha o nome.

  5. Josemar disse:

    Nordestino não era pra ter covid kkkkkkkkk… Essa foi boa …

  6. Julia disse:

    Só não sei pq o RJ tem tantos casos então?! Por essa ideia, o vírus não deveria ter avançado pelo Brasil, inclusive nosso estado

    • Amendoim Quebra Queixo disse:

      Porque os malas dos prefeito$ e governadore$, embasados pelo $TF ordenaram que o povo ficasse em casa.

  7. Rogério disse:

    Vou à praia amanhã tomar sol 😃😃😃 oh saudade

  8. Azevedo disse:

    Será os governantes jumentos desse país irão ler ou dar um mínimo de atenção a essa pesquisa? Acho que não, pois o que interessa para eles é que o povo adoeça, pois só assim fica mais fácil meter as mãos nos recursos públicos em benefício próprio.

  9. Marcelo disse:

    Sol às 12h corpo produz muita vitamina D. 10.000ui a cada 20 minutos. Muito já se falou nos benefícios dessa vitamina. Barato repor!!!!

  10. ana clara disse:

    Faltou o nome do "jornal científico"…

  11. Joaquim disse:

    Meu Deus, estamos perdidos. Ninguém sabe de nada. Tudo é achismo.

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, diz estudo

Foto: Ilustrativa

Crianças em idade escolar parecem não transmitir o novo coronavírus a colegas ou professores, segundo um estudo francês para analisar o papel desse grupo na propagação da Covid-19.

Cientistas do Institut Pasteur estudaram 1.340 pessoas em Crepy-en-Valois, uma cidade a nordeste de Paris, que enfrentou um surto em fevereiro e março, incluindo 510 estudantes de seis escolas primárias.

Os cientistas identificaram três casos prováveis entre crianças que não levaram a outras infecções entre alunos ou professores.

O estudo confirma que crianças parecem mostrar menos sintomas evidentes do que os adultos e são menos contagiosas, o que serviria como justificativa para a reabertura de escolas em países da Dinamarca à Suíça.

Os pesquisadores descobriram que 61% dos pais de crianças infectadas tinham o coronavírus, em comparação com cerca de 7% dos pais de crianças saudáveis, sugerindo que foram os pais que infectaram os filhos e não o contrário.

Compreender os padrões de transmissão da pandemia e do novo vírus é essencial para determinar quais segmentos da sociedade podem reabrir – ou devem ser fechados novamente em caso de novos surtos – e mitigar o impacto da pandemia na economia.

Dados sobre crianças têm sido contraditórios até agora. Alguns estudos corroboram as conclusões do Pasteur e pelo menos um indica o contrário.

O epidemiologista Arnaud Fontanet e colegas disseram que são necessários mais estudos sobre as escolas devido ao pequeno número de casos que puderam ser estudados. Segundo o estudo, cerca de 41% das crianças infectadas não apresentavam sintomas, em comparação com cerca de 10% dos adultos.

Money Times, via Bloomberg

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Rogério Rocha disse:

    Meu filho fica em casa.

  2. Paul disse:

    Uma tentativa de saída honrosa desses aloprados em nome da "ciência ". Parabéns por vocês terem criado o caos e feito todos de refens. Estúpidos, tribunal para estes "cientistas ".

  3. Luciano disse:

    Se foi a OMS que disse é melhor duvidar!

  4. Ricardo Borges disse:

    Meu filho ta muito bem em casa. Até 2021 se houver vacina!

  5. Juliano bugueiro disse:

    Ano letivo só em2021.

  6. Zanoni disse:

    A minha filha só volta se tiver a vacina ou algo semelhante! Perder deliberadamente um filho é perder 1000%.

  7. Sérgio Nogueira disse:

    Parecem… Isso justificaria colocá-las em risco?
    A OMS tinha várias certezas que caíram, imagine o que "parece"…

  8. Valéria disse:

    Cada uma!! Quem vai arriscar?

Assintomáticos podem ter uma proteção imunológica mais fraca contra o Sars CoV-2, aponta estudo

Foto: Reprodução/Visual Science

Pacientes assintomáticos infectados pelo Sars CoV-2 podem ter uma resposta imunológica mais fraca do que aqueles que desenvolvem os sintomas – como febre, tosse, ou qualquer consequência da Covid-19 – sugerem pesquisadores chineses na revista “Nature Medicine”.

O estudo descreve as características imunológicas e clínicas de 37 assintomáticos na China. Eles tiveram a infecção pelo coronavírus detectada em um teste com coleta de amostras no nariz e na garganta. O monitoramento ocorreu antes de 10 de abril de 2020 no distrito de Wanzhou, localizado no município de Chongqing.

Esses pacientes sem sintomas foram identificados dentro de um grupo de 178 pessoas com o teste positivo para o novo coronavírus. Entre os 37 assintomáticos, 22 eram mulheres e 15 homens, com idades entre 8 e 75 anos (média: 41 anos).

O autor da pesquisa, Ai-Long Hua, da Universidade Médica de Chongqing, disse que descobriu que esses pacientes, isolados no hospital, tiveram uma duração média de excreção viral de 19 dias. Já entre os pacientes com os sintomas, o tempo médio foi de 14 dias. Essa duração da excreção não significa, no entanto, que eles possam contagiar mais outras pessoas. Essa informação e suas consequências ainda precisam ser avaliadas, segundo os cientistas.

Oito semanas após a alta hospitalar, os níveis de anticorpos neutralizantes, que a priori dão imunidade ao vírus, diminuíram 81,1% nos pacientes sem sintomas, em comparação com 62,2% nos pacientes com sintomas.

Para avaliar a resposta imune, os pesquisadores mediram algumas substâncias (citocinas e quimiocinas) no sangue. Eles observaram baixos níveis em pacientes assintomáticos, o que mostrou uma resposta anti-inflamatória reduzida.

Esses dados, bem como análises anteriores de anticorpos neutralizantes, destacam os riscos potenciais do uso de “passaportes de imunidade” – liberação da quarentena a pacientes já infectados – e, portanto, eles defendem a aplicação continuada de medidas preventivas comuns de saúde.

Bem Estar – G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Edilson disse:

    O mundo deveria isolar a China.

Estudo sugere que coronavírus pode se espalhar pela descarga do vaso sanitário

Foto: Shutterstock

Eis um bom motivo para fechar a tampa do vaso antes de acionar a descarga: um novo estudo de modelagem por computador mostra como um vaso sanitário pode enviar uma nuvem de pequenas partículas contendo matéria fecal para o ar – que pode levar o coronavírus.

Médicos mostraram que o coronavírus pode viver e se replicar no sistema digestivo, e evidências do vírus foram encontradas em dejetos humanos.

Essa é, portanto, uma possível rota de transmissão.

Agora, uma equipe da Universidade de Yangzhou, na China, usou a modelagem por computador para mostrar como a água liberada na descarga do vaso sanitário pode se espalhar no ar por até 1,80 metro de altura, de acordo com o estudo publicado na revista Physics of Fluids.

“Pode-se prever que a velocidade será ainda maior quando um banheiro for usado com frequência, como no caso de um banheiro de uma família durante um horário movimentado ou de um banheiro público que serve uma área densamente povoada”, alertou Ji-Xiang Wang, da Universidade de Yangzhou. Outros estudos também sugeriram que o norovírus, uma causa comum de vômito e diarreia, pode se espalhar através de vasos sanitários.

Em abril, os pesquisadores sugeriram que os banheiros podiam ser um local de disseminação do coronavírus.

Resultados da simulação de uma descarga única. Foto: Yun-yun Li, Ji-Xiang Wang, Xi Chen

“As evidências de contaminação pelo coronavírus em amostras de superfície e no ar fora das salas de isolamento, assim como os dados experimentais que mostram que esse vírus pode viver em aerossóis por três horas, devem suscitar preocupações sobre esse modo de transmissão e requerer pesquisas adicionais”, escreveram Carmen McDermott e colegas da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em abril, no Journal of Hospital Infection.

“A transmissão fecal parece ocorrer em pacientes sem sintomas gastrointestinais, o que pode indicar que indivíduos assintomáticos sejam uma fonte de disseminação do coronavírus”, acrescentaram.

Pelo menos um pesquisador não envolvido no estudo disse que a conclusão fazia sentido, mesmo que seja teórica.

“A carga viral na matéria fecal e a fração do aerossol resultante contendo o vírus é desconhecida. Mesmo se o vírus estivesse contido nos aerossóis produzidos, não se sabe se ele ainda seria infeccioso. Também não há evidências claras da transmissão fecal-oral”, observou Bryan Bzdek, pesquisador de aerossóis da Universidade Britânica de Bristol, em comunicado.

“Os autores do estudo sugerem que, sempre que possível, devemos manter o assento do vaso abaixado ao dar descarga, limpar o assento do vaso sanitário e quaisquer outras áreas de contato com frequência e lavar as mãos depois de usá-lo. Embora este estudo não consiga demonstrar que essas medidas reduzirão a transmissão do SARS-CoV-2, muitos outros vírus são transmitidos pela via fecal-oral. Portanto, essas são boas práticas de higiene.”

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Araújo disse:

    Peidar e bufar também é um perigo.

  2. disse:

    ou seja, a "m…" bate na água, e a água bate… nos outros!

  3. Icaro disse:

    Pra cada descarga colocar água sanitária então!

Mais de 100 especialistas alertaram para falhas em estudo que condenou o uso da cloroquina no mundo

Mais de 100 médicos e estatísticos de vários países lançaram um alerta sobre graves irregularidades no maior estudo sobre a eficácia da cloroquina e da hidroxicloroquina contra a covid-19. Os responsáveis pela iniciativa exigiram que os dados do trabalho sejam revistos para que ele seja corrigido ou retirado.

O estudo em questão provocou uma tempestade mundial em torno de dois possíveis tratamentos que há poucos meses eram considerados os mais promissores contra a doença, mas que agora parecem ter caído em desgraça. O trabalho foi uma análise de dados anônimos de mais de 96.000 pacientes em 600 hospitais do mundo todo. Concluiu que a cloroquina e a hidroxicloroquina não só não oferecem nenhum benefício para os pacientes, como também podem aumentar o risco de morte em 30%. O trabalho foi publicado na The Lancet, uma das revistas científicas de maior prestígio do mundo.

Como resultado desses dados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu o uso destes medicamentos no estudo clínico Solidarity, que tenta provar a eficácia de diversos tratamentos contra a Covid em hospitais do mundo inteiro. Foi uma suspensão temporária, até que um grupo independente analise os dados e responda se é seguro continuar. Mas depois do anúncio da OMS, a França proibiu o uso desses medicamentos como tratamento e parou os ensaios clínicos em andamento. A Itália também suspendeu seu uso como tratamento e a Bélgica alertou sobre sua utilização fora dos estudos clínicos, de acordo com a Reuters.

Na Espanha, a agência de medicamentos concluiu que o estudo não fornecia provas suficientemente sólidas sobre o risco associado aos dois medicamentos e recomendou que continuem em andamento os ensaios clínicos com esses fármacos no país. Um porta-voz da agência explicou ao EL PAÍS que até agora o órgão não havia recebido nenhum alerta de segurança por parte dos responsáveis por esses ensaios.

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A origem inicial do boom que promoveu os dois medicamentos foi um estudo comandado pelo médico francês Didier Raoult, que encontrou benefícios no uso contra a covid-19. A pesquisa, no entanto, foi considerada posteriormente como irregular, mal projetada e muito pouco confiável. Isso não evitou que esses tratamentos fossem apontados como “revolucionários”, nas palavras do presidente dos EUA, Donald Trump, que anunciou que toma hidroxicloroquina para se proteger do coronavírus, sendo seguido, posteriormente, pelo presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. No momento, não existe nenhuma prova sólida de que esses medicamentos funcionem contra a doença. Existem apenas dados parciais apontando que eles podem aumentar o risco de arritmias em pacientes graves.

O último estudo, que condenou o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, “tem um nível de inconsistências alarmante”, alerta Pedro Alonso, diretor do programa de malária da OMS, ao EL PAÍS. “Há enormes dúvidas sobre a qualidade desse trabalho e tanto seus autores como a revista que o publicou vão ter de prestar contas”, ressalta.

A cloroquina e sua derivada são usadas para combater a malária há décadas e têm um perfil de segurança muito alto, lembra Alonso. Além disso, esses medicamentos são utilizados para combater doenças autoimunes como o lúpus. “Até agora não sabemos se funcionam ou não contra a covid-19, mas a solução não é interromper os ensaios com esses medicamentos e, sim, seguir adiante com eles, pois precisamos de bons ensaios clínicos controlados e randomizados para saber se oferecem algum benefício, principalmente para a segunda onda da doença”, considera Alonso.

O estudo em questão é assinado por Mandeep Mehra, do Hospital Brigham de Mulheres de Boston; Frank Ruschitzka, do Hospital Universitário de Zurique; Amit Patel, do departamento de bioengenharia da Universidade de Utah, e Sapan Desai, da empresa Surgisphere, que forneceu os dados anônimos dos 96.000 pacientes incluídos no estudo.

Mas o trabalho tem inconsistências, como o tratamento dos dados, que não foram publicados para que possam ser analisados pelo restante da comunidade científica, e a ausência de um comitê de ética para verificar se o tratamento dos dados dos pacientes está de acordo com a lei, segundo a carta aberta publicada quinta-feira, assinada por mais de 120 médicos, bioestatísticos e pesquisadores biomédicos e enviada à direção da revista The Lancet.

O estudo não dá informações detalhadas sobre os hospitais de cada país de onde vêm os dados, afirmam os signatários. Além disso, utiliza doses de cloroquina e hidroxicloroquina que são em média 100 miligramas mais altas do que as recomendadas pela agência de medicamentos dos EUA, acrescentam.

Na Austrália, o estudo considera um número de pacientes mortos (73 até 23 de abril) que é superior ao registrado em todo o país até essa data pela Universidade Johns Hopkins, segundo o jornal The Guardian. Na África, inclui 25% de todos os infectados que havia no continente e 40% de todos os falecidos, o que significaria, pela expressividade da amostra, que eles teriam acordos para poder acessar os dados computadorizados detalhados dos pacientes, algo que os signatários da carta consideram “pouco provável” —e Alonso considera “impossível”— dado o baixo grau de digitalização de muitos hospitais no continente. O estudo reúne informações de pacientes de seis continentes e, apesar das diferenças entre eles, a incidência de doenças prévias, como diabetes e os problemas cardiovasculares, é “extraordinariamente pequena”, assinala a carta.

Os signatários exigem que a empresa Surgisphere forneça todos os dados e que uma comissão independente da OMS ou outro organismo independente os analise. Também pedem à revista que cumpra os compromissos que assinou sobre dados públicos e publique também os detalhes da revisão desse estudo por especialistas independentes.

Na tarde de sexta-feira, a The Lancet publicou uma correção, alterando o número de pacientes analisados na Ásia (8.101 em vez de 4.402) e na Austrália (63), mas sem mudar os resultados principais do estudo.

Mandeep Mehra, cardiologista do Brigham e primeiro autor do estudo, disse ao EL PAÍS que, além das correções, foi iniciada uma “revisão independente dos dados”, acrescentando: “Os resultados e conclusões do trabalho continuam sendo os mesmos”. A Surgisphere, empresa responsável pelo banco de dados, defendeu em um comunicado enviado ao EL PAÍS a validade de seu sistema, baseado no estabelecimento de acordos de colaboração com 1.200 hospitais de 45 países para que lhe deem acesso a dados anônimos de pacientes, e garantiu que cumpre as principais normas internacionais de proteção de dados.

Bloqueio de ensaios clínicos

O trabalho deu um golpe fatal em muitos dos ensaios clínicos que estavam em andamento. Isto, por sua vez, pode fazer com que nunca se saiba se, de fato, esses medicamentos podem ajudar contra a covid-19, possivelmente em doses que não sejam altas e com pacientes que não apresentam anomalias no batimento cardíaco. Para isso, são necessários ensaios controlados —nos quais um grupo não toma o medicamento ou toma um placebo— e randomizados, ou seja, cada paciente é colocado aleatoriamente em um dos grupos.

“Uma questão muito importante agora é que as pessoas com poder científico na organização de saúde apostaram em diferentes medicamentos que estão sendo testados em estudos randomizados”, afirma Julián Pérez Villacastín, presidente eleito da Sociedade Espanhola de Cardiologia. “[Os estudiosos da cloroquina e hidroxicloroquina] fizeram um investimento enorme e estão no meio do caminho, e em alguns casos, estão sendo forçados a parar. Além disso, têm o problema de que no início havia muitos pacientes e, com isso, poderiam ser obtidos resultados confiáveis em um prazo relativamente curto. Mas o que aconteceu é que o recrutamento ficou muito mais lento porque o número de pacientes diminuiu. Está sendo muito difícil concluir os estudos e muitos poderão não ser concluídos nunca”, assinala. Alonso ressalta também que, devido aos dados do estudo publicado na The Lancet, os pacientes não queiram participar de ensaios por “medo”.

El País

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Justus disse:

    Para vocês pensarem por que não vêem isso aqui nos jornais. Apreciem o Lancet la no final.
    1) May 20, 2020 – Times of India – Hydroxychloroquine research shows some promise in interim study conducted by Telangana Govt – An interim report prepared by the Telangana Government has yielded promising results on the efficacy of prophylactic use of Hydroxychloroquineor HCQ, as it s popularly known on preventing COVID-19…

    2) Este é o melhor relatório de todos, pois estabelece protocolos caso seja ministrada, embora não recomende o uso devido aos testes não serem ainda completos.
    Last Updated: May 12, 2020 – USA/NIH COVID-19 Treatment Guidelines – Potential Antiviral Drugs Under Evaluation for the Treatment of COVID-19 – Chloroquine/Hydroxychloroquine: The Panel recommends against using high-dose chloroquine (600 mg twice daily for 10 days) for the treatment of COVID-19 (AI), because the high dose carries a higher risk of toxicities than the lower dose.

    3) Este foi noticiado aqui com alarde, porque não recomenda o uso, e como sempre, aceito como verdade por quem não lê ou acredita na imprensa. Mas é só um artigo do professor de Epidemiologia e Bioestatistica, Rosemberg. Na conclusão ele mesmo diz que o estudo teve inúmeras limitações, principalmente na coleta de dados. A Dra. Elizabeth, co-autora, é esposa de um cientista que trabalha numa pesquisa financiada sobre o Rendesivir. Dá o que pensar.
    JAMA May 11, 2020 – Association of Treatment With Hydroxychloroquine or Azithromycin With In-Hospital Mortality in Patients With COVID-19 in New York State

    4) 07ABRIL2020 PFARMA – Hidroxicloroquina apresenta bons resultados contra o coronavírus – A hidroxicloroquina (HCD), um derivado menos tóxico da cloroquina, demonstrou boa eficácia na inibição do novocoronavírus SARS-CoV-2. – Um artigo publicado na Nature revisou sete estudos de ensaios clínicos, publicados no Chinese Clinical Trial Registry, para o uso do hidroxicloroquina no tratamento do COVID-19.

    5) Thursday, April 9, 2020
    NIH clinical trial of hydroxychloroquine, a potential therapy for COVID-19, begins. Search identifier NCT04332991

    6) 18 March 2020 – Nature – Hydroxychloroquine, a less toxic derivative of chloroquine, is effective in inhibiting SARS-CoV-2 infection in vitro

    7) E olha só. O Lancet hoje faz pouco caso da hidroxicloroqiuna/cloroquina, mas recomendava a aplicação sem mencionar os efeitos colaterais.
    February, 2006 – The Lancet – New insights into the antiviral effects of chloroquine. Effects of chloroquine on viral infections: an old drug against today's diseases?.
    2005 – Chloroquine is a potent inhibitor of SARS coronavirus infection and spread.
    2004 – In vitro inhibition of severe acute respiratory syndrome coronavirus by chloroquine.

  2. FAUSTO LIRA disse:

    Então deixaram morrer 100.000 nos EUA..

  3. ELEITOR E CONTRIBUINTE disse:

    Quantas vidas poderiam ser poupadas se não fossem essa resistência idiota de pseudo cientistas e imprensa tendenciosa, com viés ideológicos e extremista reverberando lorota contra as evidencias clinicas favoráveis ao protocolo na fase precoce !!!

  4. Antonio Turci disse:

    O Presidente esteve certo desde o início da Pandemia, ainda no mês de março. Mas aí veio à esquerda, politizou a Pandemia, inventou que a Cloroquina era da direita ……. Agora estamos vendo que a Cloroquina é o "cara"!

  5. Véi de Rui disse:

    Temos que correr contra o tempo e passar a usar a cloroquina urgente e a ivermectina, depois eu falo que Bolsonaro tem razão

  6. Messias disse:

    São corruptos que querem receber mais propina dos laboratórios com a venda de remédios mais caros. Viva o Presidente Bolsonaro.

MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investigação do britânico The Guardian pode revelar escândalo

Foto: picture-alliance/dpa/Zuma/Quad-City Times/K. E. Schmidt (via DW0)

“The Lancet” põe em dúvida estudo que levou OMS a suspender cloroquina – Revista científica emite alerta sobre estudo publicado em maio que levou OMS a suspender suas pesquisas sobre hidroxicloroquina. Levantamento usou dados, agora questionados, de 96 mil pacientes.A revista médica The Lancet divulgou nesta terça-feira (02/06) uma nota de preocupação com um estudo alvo de críticas sobre a cloroquina e hidroxicloroquina, publicado na própria revista, na qual reconhece que “questões importantes” pairam sobre o trabalho e afirma que está sendo feita uma auditoria independente dos dados utilizados.

A chamada “expressão de preocupação”, emitida pela Lancet, não significa uma retirada total do estudo, mas coloca em dúvida o trabalho científico realizado.

A publicação do estudo, em 22 de maio, numa das revistas científicas mais renomadas do mundo, levou à suspensão de ensaios clínicos de hidroxicloroquina em todo o mundo, pois a pesquisa apontava que o medicamento não seria benéfico para pacientes hospitalizados com covid-19 e poderia até ser prejudicial. O estudo também levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) asuspender temporariamente, por precaução, o uso de hidroxicloroquina em pesquisas por ela coordenadas em vários países.

Depois da decisão da OMS, os governos da França, da Itália e da Bélgica interromperam o uso de hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com covid-19.

O estudo se baseia em dados de 96 mil pacientes hospitalizados entre 20 de dezembro e 14 de abril em 671 hospitais e compara a condição dos doentes que receberam tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina (cerca de 15 mil) com os que não receberam.

Os dados usados são da empresa Surgisphere, que se apresenta como uma empresa de análise de dados em saúde com sede nos Estados Unidos. O jornal britânico The Guardian colocou em dúvida a idoneidade da empresa, que tem apenas uma meia dúzia de funcionários, que aparentam ter pouca experiência científica, e pequena presença online. O dono da Surgisphere, Sapan Desai, é um dos autores do estudo publicado na Lancet.

Os autores do estudo dizem “não terem conseguido confirmar o benefício da hidroxicloroquina ou da cloroquina” nos doentes analisados, apontando um acréscimo de efeitos adversos potencialmente graves, incluindo “um aumento da mortalidade”, durante a hospitalização de doentes com covid-19.

VEJA MAIS – BOMBA: Governos e OMS mudaram suas políticas e tratamentos da Covid-19 com base em dados suspeitos de pequena empresa e estudo da Lancet é questionado, destaca reportagem do The Guardian

Muitos investigadores expressaram dúvidas sobre o trabalho, incluindo alguns cientistas céticos sobre o benefício da hidroxicloroquina contra a covid-19.

Numa carta aberta divulgada na semana passada, dezenas de cientistas expressaram preocupação com o trabalho e disseram que um exame detalhado levantou questões de metodologia e de integridade dos dados, apontando a recusa dos autores em dar acesso total aos dados e a falta de “revisão ética”.

Entre os investigadores que assinaram a carta aberta está o francês Philippe Parola, colaborador em Marselha de Didier Raoult, promotor francês da hidroxicloroquina que contribuiu amplamente para popularizar esse tratamento que vem sendo promovido por líderes como Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Outra revista científica, a New England Journal of Medicine, também publicou um estudo com base em dados da Surgisphere, também assinado por Desai. As dúvidas quanto aos dados fornecidos por essa empresa levaram também esta revista a emitir uma “expressão de preocupação”, nesta terça-feira, sobre um estudo publicado em 1º de maio e que sugere que medicamentos para tratar problemas cardiovasculares não elevam o risco de uma pessoa morrer de covid-19.

UOL, com Deutsche Welle

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. […] MUITO GRAVE: The Lancet “põe em dúvida” estudo que levou OMS a suspender cloroquina; investiga… […]

  2. Manoel de Oliveira C. Neto disse:

    TheScientist cita isso desde sábado com depoimentos e deparando o fundador e CEO Sapan Desai que tem três processos por má prática medica e se recusa em nomear as fontes.
    https://www.the-scientist.com/

  3. Paulo Roberto disse:

    Enquanto isso, vários Médicos, continuaram indicando o tratamento precoce com a Hidroxicloroquina, salvando vidas. O triste é que alguns expoentes da vida brasileira, inclusive Médicos e boa parte dos midiáticos se dizem contra, mas a tomam sofregamente ao primeiro espirro, covardemente escondidos nas suas tocas.
    As vezes me pergunto quando a hipocrisia passou a fazer parte da cultura brasileira?

    • ELEITOR E CONTRIBUINTE disse:

      Verdade Paulo,estes covardes e mentirosos que se beneficiaram com protocolo na surdina e negaram seu uso em público, merecem toda nosso repúdio e desprezo !!!

  4. Vanderbilt disse:

    Um dia, quando tudo isso for apurado, ficará claro que o mundo passou por um verdadeiro genocídio, a partir da disseminação, por parte da China, de um vírus letal, produzido, sim, no Laboratório de Virologia de Wuhan, em verdadeiro conluio com a OMS (seu diretor geral é o responsável, por ser ele mesmo um títere chinês), compadrio com os grandes laboratórios da indústria farmacêutica – e aqui entra a "The Lancet" – que é por essa indústria financiada, e a incompetência dos governos em tratar do problema, o que gerou a morte de, até agora, praticamente 385 mil pessoas em todo o mundo, dos quais quase 31.500 (8,18% do total das mortes no mundo) no Brasil. Isso sem falar na quebradeira da economia mundial. Tudo em nome da chamada e famigerada "Nova Ordem Mundial". Malditos assassinos!

  5. Silva disse:

    Tudo isso por causa de política.
    O presidente Bolsonaro estava certo.

    O remédio usado no início dos sintomas apresentou uma redução drástica de mortes nos hospitais privados de São Paulo. Enquanto isso, nos hospitais públicos aqui do RN tá uma matança.
    Anos de corrupção.
    Governadora mostre os 800 milhoes que o presidente enviou.

    E os 5 milhões do consórcio nordeste, a senhora já foi atrás?

Distanciamento social é baixo no RN, aponta estudo; veja taxa em municípios

Foto: iStock

Em um momento crítico quanto aos números da contaminação pelo novo coronavírus no Rio Grande do Norte, estudo atualizado do projeto Isola.ai revela que o distanciamento social, principal medida de contenção da pandemia recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), permanece baixo. No domingo, 31 de maio, o RN se posicionou entre os dez estados com menor isolamento ao atingir 49%.

Com base nos dados da startup In Loco, o Isola.ai vem monitorando o isolamento social desde o início da pandemia e tem verificado que os municípios onde houve maior contaminação pela covid-19 tendem a respeitar mais o isolamento. No último dia de maio, Natal e Parnamirim alcançaram 52%, enquanto Mossoró chegou a 50%, no entanto, tais números estão distantes dos 70% ideais.

O índice de distanciamento social na capital, porém, conta com importantes variações internas. Seguindo padrão observado em outras semanas, a Zona Sul de Natal tende a apresentar maiores valores de isolamento do que regiões como a Norte e a Oeste, o que pode ser um reflexo das desigualdades socioeconômicas que dificultam a adesão ao distanciamento social, aponta o estudo.

Outras cidades monitoradas apresentam índices ainda menores. Em Caicó, por exemplo, mesmo com o decreto de bloqueio total de serviços não essenciais, apenas 48% da população permaneceu em casa. Já os municípios de Santa Cruz, Currais Novos e Pau dos Ferros tiveram 43% de adesão às medidas de distanciamento.

Também são apresentados no estudo os municípios com maior isolamento por mesorregião potiguar. No Agreste, destacou-se Sítio Novo (53%); na Central, o município de Serra Negra do Norte (60%); Espírito Santo (53%), no Leste; e Encanto (53%) no Oeste Potiguar. Por outro lado, Lagoa Salgada (35%), Caiçara do Norte (23%), Pedro Velho (40%) e Taboleiro Grande (26%), nas mesmas regiões respectivamente, obtiveram os piores indicadores.

Isola.ai

Constituído por uma equipe de 13 pesquisadores da UFRN, da Universidade de Pernambuco (UPE), do Instituto Curie (França) e outras instituições do Brasil e do exterior, o projeto Isola.ai busca soluções interdisciplinares para a pandemia utilizando técnicas de Ciência dos Dados e Inteligência Artificial. As avaliações publicadas também podem ser conferidas no site do Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica da Covid-19 (ONAS-Covid19).

Liderada pelo professor Ivanovitch Silva, do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica (PPGEEC), a iniciativa conta com os docentes Rafael Gomes (PPGEEC), Leonardo Bezerra, do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia da Informação (PPGTI), e Luciana Lima, do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem). Também integram o grupo os egressos da UFRN Marcel Ribeiro-Dantas (Instituto Curie) e Gisliany Alves (PPGEEC).

Colaboram ainda pesquisadores das seguintes instituições: Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Dublin City University, da Irlanda, e Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), do Amazonas.

Brasil reduziu taxa de reprodução do novo coronavírus a menos da metade, mostra estudo

Foto: Amanda Perobelli – 6.mai.2020/Reuters

O Brasil conseguiu reduzir a sua taxa de reprodução do coronavírus para menos da metade desde o início da pandemia. Em fevereiro, quando foi registrado o primeiro caso no país, uma pessoa que contraísse a doença a transmitia para outras 3,5 na média. Hoje, o número está em 1,4. Em São Paulo, esse índice é menor, de 1,3.

Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo físico nuclear Rubens Lichtenthaler Filho, da Universidade de São Paulo, e do médico Daniel Lichtenthaler. O levantamento foi feito com base nos números oficiais divulgados pelo Ministério da Saúde. “Ficou claro que a política de distanciamento social é essencial para reduzir o número total de casos e controlar a epidemia”, diz o estudo.

“É consequência dessas medidas de afastamento social que foram tomadas. Mas ainda é pouco. Em termos de epidemia, o número tem que ficar abaixo de um. Ao olharmos os dados da Alemanha, por exemplo, está em 0,8. Lá eles conseguem controlar. E aqui o número de casos ainda está crescendo”, diz um dos autores do estudo, Rubens Lichtentaler, do departamento de Física Nuclear da USP. O estudo ainda é um manuscrito (pré-print), que ainda não passou por revisão de pares.

O levantamento aponta que um relaxamento nas medidas de isolamento aumentará essa taxa de reprodução de forma “imprevisível”, apontando que tais mudanças para o retorno da atividade econômica e social devem ocorrer de forma “gradual”, mantendo o monitoramento das curvas da epidemia.

O estudo também defende que sejam feitas pesquisas amostrais com a população para determinar a quantidade de pessoas com a doença, como forma de determinar em que momento da epidemia o país está e a que distância do pico. Se não houver conhecimento de quantos estão realmente infectados, ficaria muito difícil de fazer previsões confiáveis sobre controle do novo coronavírus, diz o texto.

Os pesquisadores defendem que o lockdown é uma forma de reduzir essa taxa para abaixo de 1, e que tal decisão deve ser tomada a partir da análise de dados de cada cidade ou comunidade. O governo federal é contrário a essa medida e tem defendido, inclusive, o relaxamento das políticas atuais de isolamento social.

Em São Paulo, estado com mais casos, o governador João Doria (PSDB) já afirmou que havia a possibilidade, mas ainda não decidiu nada a respeito. Alguns municípios no país já adotaram a política de lockdown. Segundo levantamento da CNN, a medida já vale em São Gonçalo e Campos (RJ), Belém e outras 16 cidades do Pará, Fortaleza (CE), Recife e outras 4 cidades de Pernambuco, três cidades na Bahia, três no Paraná, em todo o estado do Amapá e em 4 municípios do Amazonas.

De acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde, às 18h deste domingo, o Brasil tinha 347,3 mil casos confirmados de coronavírus e 22.013 mortes. É o segundo no mundo em número de casos, atrás apenas dos Estados Unidos, e o sexto no mundo em mortes, atrás de EUA, Reino Unido, Itália, Espanha e França.

CNN Brasil

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Richard Medeiros disse:

    BG, quando dispor de Estudos , por favour, dispor no link do referido ou o mesmo em PDF, se puder, um abraço

Estudo de cloroquina ou hidroxicloroquina em quase 15 000 pacientes de COVID-19 não encontra benefícios

Estudo publicado nesta sexta-feira(22) na prestigiada revista Lancet com quase 15 000 pacientes que receberam cloroquina ou hidroxicloroquina não encontrou benefício nesses medicamentos para pacientes de COVID-19.

O estudo analisou dados de 671 hospitais em todos os continentes, incluindo 18 hospitais na América do Sul. Foram analisados os dados de 96 032 pacientes, dos quais 14 888 receberam cloroquina ou hidroxicloroquina. Os 81 144 restantes formaram o grupo de controle.

Foram incluídos pacientes hospitalizados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, e que receberam o tratamento em até 48 horas depois do diagnóstico. Quem começou o tratamento mais tarde, recebeu as drogas em ventilação mecânica ou também recebeu remdesivir foi excluído da análise.

O uso de hidroxicloroquina com ou sem um macrolídeo (tipo de antibiótico) e o uso de cloroquina com macrolídeo estiveram associados a maior mortalidade no hospital, após controle de variáveis como idade, sexo, IMC e doenças pré-existentes.

O uso de cloroquina e de hidroxicloroquina, com ou sem macrolídeo, esteve associado a risco de arritmia ventricular.

Os pesquisadores concluem que foram incapazes de encontrar benefício nos medicamentos (com ou sem um macrolídeo).

“Estas descobertas sugerem que os regimes [destas] drogas não devem ser usados fora de ensaios clínicos e que é necessária confirmação urgente por ensaios clínicos randomizados”.

O Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. JSouza disse:

    Engraçado!!!! Então vamos reprová-la para tratamentos de malária também. Tive duas vezes essa doença e a base do tratamento era a hidroxicloroquina. Com certeza morrem milhares de pacientes, principalmente na região Norte do país em decorrência dos efeitos colaterais deste medicamento e são creditadas suas mortes à letalidade do protozoário causador da malária.

  2. MARCELO BARBOSA MACIEL disse:

    Usa quem quiser

    • Justus disse:

      É Marcelo, tão simples, mas esse povo prefere guerrear entre si. Quem ganha enquanto o cão e o gato brigam são os ratos.

  3. Justus disse:

    Cara Ana, esqueci de completar com o pedido para que leia pelo menos a introdução do relatório da JAMA. Não desconsidero nenhum relatório contra ou a favor. Desconsidero quem interpreta de acordo com o viés político nessa briga idiota esquerdista -direitista. Entendeu agora?

  4. Justus disse:

    Cara Ana, não sou fã de Bolsonaro. Para onde posso enviar as reportagens ou os estudos que você pediu? Se não quiser, você pode ler os jornais Daly Mail, Daly Mirror, India Times, John Hopkins University Journal, o relatório da NIH, já citado aqui no blog, os protocolos de segurança do Imperial College of London, na aplicação somente no estágio inicial da doença e outros que não lembro de cabeça.

  5. Justus disse:

    Ler este blog e se achar informado sobre o que se passa no mundo é como ler tabuada e se achar bam-bam- bambu em álgebra. Igualmente outros renomados institutos e universidades têm estudos a favor da hidroxicloroquina e suas variantes com azitromicina, zinco e outros. Mas se informar dá trabalho, né? Melhor ser maria-vai-com-as-outras.

    • ana disse:

      Culpar o mensageiro é A CARA do bolsonarismo. Cita um estudo desses aí, amigo. Pq de cabeça, só essa semana, JAMA e Lancet (pouco respeitadas?) publicaram trabalhos bem robustos apontando que, além de não ajudar, atrapalha. À favor tem quem, mesmo? CRM Grafithão?

  6. CIDADAO55 disse:

    O povo brasileiro (que tem o mau hábito de se automedicar – e isso é um erro gravíssimo) tem que entender definitivamente que a prerrogativa de prescrição de medicamentos para humanos, no Brasil, é restrita, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE, aos médicos e aos cirurgiões-dentitas.
    O resto é balela e politicagem rasteira.
    Ademais, cloroquina e hidroxicloroquina não são vacinas, profiláticas e tampouco garantem a prevenção ou a cura da COVID-19. São, somente, adjuvantes do arsenal terapêutico medicamentoso que o médico pode lançar mão, caso ele julgue pertinente.

  7. Anti-Político de Estimação disse:

    Ver as pessoas brigando e discutindo sobre medicamento, por conta de suas preferências político-partidárias, chega a ser hilário, kkkk.

  8. Curioso disse:

    Deixa liberado, quem não quiser, não tome. A minha dose pode colocar na veia.

  9. Carlão disse:

    https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31180-6/fulltext Link do artigo, aberto, para os obscurantistas criticarem.
    Essa revista tem fator de impacto 59.102.

  10. ISOARES disse:

    A cloroquina não presta porque é barato e não vai encher bolso de ninguém; na realidade Bolsonaro não presta porque não deixar roubar; o sistema é pesado, só o capitão com Deus acima de todos para derrubar, aí fica um bando de babacas comentando M…

  11. Ozanir disse:

    O problema é querer usar a Cloroquina com intuito de reduzir o isolamento social. O que é grave. A Cloroquina só pode ser utilizada em casos específicos e prescrito pelo médico. Cloroquina não é pastilha pra garganta, não é um remédio salvador. Só teremos a cura com a vacina. Enquanto ela não vem o mais correto e o isolamento social

  12. Beto Araújo disse:

    Se é bom pro estômago do capitão, Coca cola é a solução.

  13. realista disse:

    cloroquina é barato o preço, então não atende os interesses do laboratórios , eles daqui a uns dias vão dizer que encontraran a cura e será com um preço exorbitante, aguardem e vcs veram.

  14. Cesar Bomone disse:

    Ainda não vi nenhum estudo negando vantagens no uso PRECOCE, antes da INTERNAÇÃO.
    Vejo vários médicos reconhecendo bons resultados quando iniciado os tratamentos nos primeiros sintomas.
    Mas os estudos que vejo só observam casos hospitalares, quando então já se estar em fases mais avançadas das doença.
    INFELIZMENTE parte da esquerda não aceita a possibilidade de que o uso precoce possa evitar as internações.

  15. Wanessa disse:

    Impressionante que ainda tem gente desqualificando a PESQUISA MÉDICA, refutando os métodos que sequer conhece, que sequer tem capacidade técnica para entender.

  16. Manoel disse:

    Agora lascou. O MITOmaníaco falou que funciona… Esse estudo deve ter sido feito por um comunista que quer que o PT volte… O MITOmaníaco eh que está certo! O mundo todo está errado! 😂😂

  17. Ricardo disse:

    Quantos receberam o medicamento na fase inicial? ("Foram incluídos pacientes hospitalizados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril de 2020, e que receberam o tratamento em até 48 horas depois do diagnóstico"). Ou seja, só com gente já hospitalizada. Se em vez da conjunção E ..que receberam_), tivesse um OU, seria diferente.

    • Clara disse:

      Mais precoce q 48 hr, amigo? É vacina é? Se vc tiver se dado ao trabalho de ler, vai ver q casos graves foram descartados. Mas é isso, né? Bolsonarismo virou religião. Danem-se ciência e vidas humanas. Importante é honrar o capitão.

    • Danilo disse:

      Não sei pq não lhe chamaram para integrar a equipe de cientistas da pesquisa

  18. Miranda disse:

    É melhor ir na feira do Alecrim e comprar uma garrafada.

Estudo com ranking de transparência de contratações emergenciais durante pandemia destaca RN apenas em 21º entre estados e Natal em 23º em capitais

Ranking da transparência dos estados nas contratações emergenciais durante a pandemia de Covid-19 feito pela Transparência Internacional — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

Os governos de Roraima e São Paulo são os menos transparentes na divulgação dos contratos emergenciais feitos durante a pandemia de Covid-19, mostra ranking inédito divulgado nesta quinta-feira (20) pela Transparência Internacional. Entre as capitais, o pior índice é o da Prefeitura de Belém.

Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás e Paraná aparecem com uma avaliação ótima. Já entre as capitais, João Pessoa e Goiânia lideraram o ranking. O Rio Grande do Norte aparece na Zona Vermelha, como regular – apenas em 21º lugar. Entre capitais, o cenário ainda é pior para Natal, também como regular, na 23ª posição.

A ONG analisou os sites, redes sociais e portais de transparência dos governos de todos os 26 estados e do Distrito Federal e de todas as 27 capitais.

O resultado indica que boa parte dos governos estaduais e municipais não está cumprindo as exigências da Lei Federal nº 13.979/2020, que regulamentou as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente da pandemia do coronavírus. Essa legislação exige transparência nas contratações emergenciais.

Ao não dar transparência aos contratos feitos sem licitação, os governos dificultam a fiscalização e impedem que a sociedade veja como o dinheiro público está sendo usado durante a pandemia do coronavírus.

“A flexibilização dos controles e a realização dos procedimentos sem o processo licitatório acabam aumentando o risco de corrupção”, afirma Guilherme France, coordenador da pesquisa da Transparência Internacional.

“Nós vimos nas últimas semanas diversos indícios de irregularidades em contratos (relacionados à Covid-19), no Rio, em Santa Catarina, que foram identificados justamente pelas informações divulgadas por esses portais.”

Com recursos e equipes maiores, segundo a ONG, os 26 estados do país e o DF tiveram melhor desempenho, com pontuação média de 59 pontos em 100 possíveis. Já as prefeituras das capitais tiveram média de 45 pontos.

Cerca de metade dos estados recebeu nota boa ou ótima, entre 79 e 100. Dos restantes, apenas São Paulo e Roraima tiveram nota ruim, de 20 a 39.

Já entre as prefeituras das capitais, que têm menos recursos e equipes de transparência, segundo a ONG, só cinco tiveram nota boa ou ótima. Outras nove tiveram nota ruim. Belém foi a única com avaliação péssima, de 0 a 19.

Ranking de transparência das prefeituras das capitais nas contratações emergenciais durante a pandemia da Covid-19 feito pela Transparência Internacional — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

Nível abaixo do recomendado

Na avaliação da Transparência Internacional, o nível de transparência oferecido pelos estados e prefeituras está abaixo do recomendado. E isso não só dificulta a fiscalização como pode dar margem a desvios e prejuízos aos cofres públicos.

No caso de São Paulo, que ficou entre os piores estados, não estão facilmente disponíveis informações básicas dos contratos emergenciais, como o valor e o prazo de execução. “São informações exigidas por lei”, afirma France.

Nos portais de Roraima, não há nem os nomes dos fornecedores e o bem ou o serviço contratado.

Ele explica que algumas informações estão disponíveis no Diário Oficial e outras em arquivos pdf que precisam ser baixados, mas que isso não significa que há transparência.

“Não é viável pedir que o cidadão fique lendo o Diário Oficial para conseguir as informações. A importância da transparência é justamente que todo mundo consiga acessar e entender as informações”, diz.

A situação em Belém é ainda pior. Não é possível nem sequer ver as informações dos contratos no site. É preciso acessar um link, que leva para uma nuvem e de lá baixar os arquivos em pdf.

Metodologia

Os critérios de avaliação do ranking se basearam no guia de Recomendações para Transparência de Contratações Emergenciais em Resposta à Covid-19. O manual foi lançado há duas semanas e produzido em conjunto com o Tribunal de Conta da União (TCU).

Na época, segundo a ONG, todos os governos avaliados no ranking receberam orientações e foram notificados que passariam a ser avaliados periodicamente com base nesses critérios.

Bem Estar – G1

LEMBRA DOS FILMES E SERIADOS? Estudo de grupo financiado pela Nasa sugere existência de universo paralelo

Equipamento do projeto Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), na Antártica. Foto: University of Hawai’i at Manoa/ Divulgação

Um estudo realizado por pesquisadores financiados pela Nasa levantou o debate sobre teorias que sugerem a existência de universos paralelos, tema debatido há décadas na comunidade científica, mas distante de comprovações. Um dos autores lamentou que o experimento tenha sido associado com as investigações sobre outros universos.

Peter Gorham, líder do projeto Antena Impulsiva Transiente da Antártica (Anita), que realiza experimentos no Polo Sul, afirmou em entrevista à revista New Scientist, em abril, que o comportamento curioso de partículas observadas na Antártica contrariou as leis da física e poderia ter origem em um “universo paralelo”, ainda desconhecido pelos cientistas.

Anteriormente, ao jornal da Universidade do Havaí, ele classificou a descoberta como “uma nova classe de partículas subatômicas que mostra um novo padrão da física”.

Procurado pela CNN, ele negou que seus estudos tenham relação com teorias de universo paralelo e criticou a repercussão do caso. Ele considerou a associação de seu estudo a universos paralelos “evidentemente apenas clickbait inventado por tabloides”.

Em nota enviada à CNN, a Nasa esclareceu que financia a Anita, mas não corrobora necessariamente com as conclusões dos estudos. O projeto Anita consiste em uma investigação de balão liderada por Peter Gorham na Universidade do Havaí em Manoa. O trabalho científico usa o gelo antártico para detectar emissões de rádio de neutrinos interagindo com a massa de gelo abaixo.

O experimento de Gorham analisou partículas conhecidas como neutrinos, semelhantes às que normalmente podem cair em nosso planeta a partir dos cosmos. Segundo o grupo, porém, as partículas observadas na Antártica pareciam sair do gelo e impressionaram pela alta energia.

De acordo com eles, a presença dessas partículas na neve e os movimentos observados no experimento contrariam as leis da física até então conhecidas para o universo em que vivemos, supondo que a alta energia deveria ser interrompida pela matéria sólida do nosso planeta.

Para o físico Peter Gorham, o comportamento sugere que os neutrinos podem ter passado por um universo com outras leis.

“O que vimos é algo que parecia um raio cósmico, visto no reflexo da camada de gelo, mas não era refletido. Era como se o raio cósmico tivesse saído do próprio gelo. Uma coisa muito estranha. Então publicamos um artigo sobre isso, mostrando que contraria as leis da física”, relatou Gorham.

Na ocasião, Gorham sugeriu que o Big Bang pudesse ter gerado dois universos: o que conhecemos e um outro no qual as leis de físicas seriam opostas. A tese já foi apresentada por outros cientistas anteriormente, mas carece de elementos para comprovação.

“Nesse mundo-espelho, o positivo é negativo, o esquerdo é direito e o tempo anda para trás”, disse Gorham à revista New Scientist.

O físico reconheceu, porém, que dentro de seu próprio grupo há contestação sobre a teoria de que o fenômeno observado na Antártica tenha origem em um universo paralelo com outras leis da física.

“Nem todos estão confortáveis com essa hipótese”, afirmou.

CNN Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Um homem une Ciência + Religião disse:

    Esse "novo universo", na realidade apenas um dos "multiversos", já apresentado na Teoria das Cordas ou das Supercordas, apresentada pela física é o dito "plano espiritual" onde se encontram os que partiram do mundo material (tridimensional) para "uma das moradas da casa do meu pai", conforme já dito pelo próprio Jesus e ratificado pela Doutrina Espírita, Ciência e Religião são complementares e apresentam lacunas que quando combinadas são preenchidas.

    • Netto disse:

      Eu só não entendo a resistência dos seres desses planos mais elevados em se mostrarem mais.
      Por que não temos, por exemplo, uma foto de uma colonia espiritual?
      A comprovação desses planos seria de grande conforto espiritual para todos.

  2. TATA disse:

    NO OUTRO UNIVERSO A PF SERVE PARA PRENDER CORRUPTOS E NAO SER BABA DE FAMILIA DE PRESIDENTE, PROTEGENDO FLAVINHO BOLSOMINION KKKK

  3. Anderson disse:

    No outro universo paralelo o Brasil não tem corrupto e é uma superpotência junto com a Somália e o Senegal.