Economia

Economia brasileira fecha 43 mil empregos formais em março

A economia brasileira fechou 43.196 empregos com carteira assinada em março deste ano, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Economia.

O saldo é a diferença entre as contratações (1.216.177) e as de demissões (1.304.373) no período.

Esse foi o primeiro resultado negativo em três meses. A última vez que o Brasil havia registrado demissões foi em dezembro do ano passado, com o fechamento de 341.621 postos com carteira assinada.

O resultado surpreendeu os analistas do mercado financeiro, que estimavam nova abertura de vagas no mês passado.

Esse também foi o pior saldo para meses de março desde 2017, quando 62.624 trabalhadores foram demitidos. No mesmo mês do ano passado, foram registradas 56.151 contratações.

Após três anos seguidos de demissões, a economia brasileira voltou a gerar empregos com carteira assinada em 2018, quando foram abertas 529.554 vagas formais, de acordo com dados oficiais.

Secretário vê ‘movimento natural’

O secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo, afirmou que o fechamento de vagas em março é um “movimento natural de mercado”.

Ele notou que, em fevereiro, a abertura de 173 mil vagas formais veio acima das expectativas do mercado, ocorrendo um ajuste no mês seguinte. Dalcolmo avaliou que as empresas atrasaram as demissões de fevereiro para março.

Para o subsecretário-substituto de Políticas Públicas e Relações do Trabalho, Mário Magalhães, os números do emprego formal mostram que a “economia não decolou”.

“Continua em um ritmo lento, em um certo compasso de espera em alguns setores. Tem a ver com a conjuntura, com a reforma da Previdência. Há uma expectativa do mercado que está em suspenso. Mas os resultados de março não significam que a economia entrou em processo de estagnação ou retração”, acrescentou ele.

Primeiro trimestre

Os números oficiais do governo mostram também que, nos três primeiros meses deste ano, foram criados 179.543 empregos com carteira assinada.

Já nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho, foi registrada a criação de 472.117 postos de trabalho formais.

Com o resultado de março, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.590 milhões de vagas, contra 38.118 milhões no mesmo mês de 2018.

Por setores

Os números do governo revelam que, em março, houve fechamento de vagas em cinco dos oito setores da economia.

O maior número de empregos criados aconteceu no setor de serviços. Já o comércio foi o setor que mais demitiu.

Indústria de Transformação: -3.080
Serviços: +4.572
Agropecuária: -9.545
Construção Civil: -7.781
Extrativa Mineral: +528
Comércio: -28.803
Administração Pública: +1.575
Serviços Industriais de Utilidade Pública: -662

Dados regionais

Segundo o governo, houve fechamento de vagas formais, ou seja, com carteira assinada, em todas as regiões do país em março deste ano.

Sudeste: -10.673
Sul: -1.748
Centro-Oeste: -1.706
Norte: -5.341
Nordeste: -23.728

O governo informou ainda que, das 27 unidades federativas, 19 tiveram saldo negativo (fechamento de empregos formais) em março deste ano.

Os maiores saldos positivos de emprego ocorreram em Minas Gerais (+5.163), Goiás (+2.712) e Bahia (+2.569 vagas).

Os maiores volumes de demissões foram registrados em Alagoas (-9.636), São Paulo (-8.007) e Rio de Janeiro (-6.986).

Trabalho intermitente e parcial

Segundo o Ministério do Trabalho, foram realizadas 10.328 admissões e 4.287 desligamentos na modalidade de trabalho intermitente em março deste ano. O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado.

Como o total de admissões nessa modalidade foi maior que o de demissões, houve um saldo positivo de 6.041 empregos no período.

Foram registradas ainda, no mês passado, 7.085 admissões em regime de trabalho parcial e 4.956 desligamentos, gerando saldo positivo de 2.129 empregos. As novas modalidades de trabalho parcial, definidas pela reforma trabalhista, incluem contratações de até 26 horas semanais com restrições na hora extra ou até 30 horas por semana sem hora extra.

Ocorreram, ainda, 18.777 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado, modelo de negociação também introduzido com a reforma trabalhista.

Queda do salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.571,58 em março. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve queda de 0,51%, ou R$ 8,1, no salário de admissão, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Em relação a fevereiro de 2019, porém, houve uma alta real de 0,12%, ou de R$ 1,92, no salário médio de admissão, informou o Ministério da Economia.

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A verdade!
    Jan + 34 mil
    Fev + 173 mil
    Mar – 43 mil
    SALDO DO GOVERNO BOLSONARO
    POSITIVO DE 164 MIL EMPREGOS

    1. E março teve carnaval, com muita contratação antecipada para fev.

  2. Vale para o Blogueiro e para vocês que ficam escrevendo besteiras por aí!!!!
    Antes de chegar a qualquer conclusão, raciocinem, pensem, COLOQUE TICO PARA FALAR COM TECO A FIM DE NÃO FICAREM PAGANDO MICO! Boa semana a todos

  3. Tenho 25 anos de mercado no Rio Grande do Norte , trabalho com vendas para empresas, conheço quase todos os maiores empresários desse estado. Ninguém está esperando a reforma da previdência para investir, abrir POSTOS de trabalho. O que realmente cria emprego é demanda e salário….. O governo sabe disso. O resto é MENTIRA!!! Se houvesse demanda para meus produtos abriria as vagas que fossem necessárias, independente da previdência. O argumento da reforma da previdência é o mesmo da reforma trabalhista. Tudo mentira.

    1. O que gera empregos é facilidade de se economizar e de se empreender.

    2. A única mentira evidente por aqui é o seu comentário, Da. Maria. De tão absurdo, nem dá prá comentar. Vade retro.

  4. Ninguém pergunta ao Rogério Marinho para onde foram os 6 milhões de empregos que a reforma trabalhista ia gerar?
    Como pôde ser observado com a reforma da previdência, ele é realmente muito bom com esses cálculos, deve ser por isso que mantém em sigilo!

    1. Disse tudo, se aprovarem essa reforma da previdência, irá aparecer outra coisa para poder gerar os empregos. Ou seja, fala muito e os empregos, nada.

    2. Aprenda a somar e subtrair e calcule os saldos apresentados no artigo. Melhor, LEIA o artigo. Não que isso vá fazer diferença pois, de gente como vc já sabemos a opinião: SEMPRE por seus próprios interesses e objetivando a volta da sua turma ao poder. Vcs são anti Brasil.

    3. Amiguinho, quem não sabe fazer uma conta simples é você! Você está se vangloriando por menos de 600 mil vagas de empregos geradas, a promessa foi de 6 MILHÕES!!! Lembre-se, essa reforma trabalhista passou com casca e tudo, até mesmo com a aprovação de trabalho insalubre pra gestantes. Onde estão os 6 milhões???

    4. Tem um artigo lá na frente onde o Secretário do Trabalho comenta essa sua questão. Leia, ao menos. Mas empregis foram criados após 2018, sucedendo três anos de queda. Isso é fato.

  5. Embora o saldo ainda seja positivo, precisamos das reformas propostas pelo governo Bolsonaro para que a economia do país deslanche. E a oposição não quer isso. Torce pelo pior, pensando em eventuais benefícios eleitorais. Para essa gente, só o poder e suas "boquinhas" importam. Para eles, o Brasil que se f…

    1. Ah ta kkkkkkk. A reforma trabalhista iria criar milhões de empregos, não dependia da reforma da previdência. A pergunta é, por que não gerou ?

    2. Gerou, "cumpanhero". Veja o saldo nos últimos 12 meses e no último trimestre. Veja que os empregos começaram a surgir em 2018, após TRES anos seguidos de queda. Informações estão no artigo, que seu fanatismo lhe impede até de ler. Pelo menos seja honesto e não comente.

  6. Com a palavra o deputado do mal que foi o principal articulador dessa aberração chamada reforma trabalhista. Onde estão os empregos que RM prometeu? Deveria ser processado por estelionato.

  7. É a maldita reforma trabalhista dando resultados. Falta só a amaldiçoada reforma da previdência pra esse País virar um caos de vez. Vamos monitorar os políticos do RN que votarão a favor dessa aberração. Vamos dar o troco já nas eleições do ano que vem. Acorda Brasil!

    1. Não force a barra. Ao contrário, não fosse a reforma trabalhista a coisa ainda estaria pior. Só que não é o único fator nem sequer o mais importante a considerar. Diga aos parlamentares da oposição para deixarem de molecagem e aprovarem as reformas do governo Bolsonaro, principalmente a previdenciária, que veremos a economia brasileira "bombar". Mas, vcs da oposição não querem isso. Torcem contra o Brasil. Torcem pelo pior, pensando que isso irá lhes ajudar a voltar ao poder. Esse é o nosso grande problema.

    2. Ceará-Mundão, não sei se esse é teu nome, mude teu discurso…tu só faz falar que a oposição tem que aprovar as reformas do governo Bolsonaro para a economia do país "bombar". Tu não tem garantia nenhuma disso. Isso também foi prometido pelo então deputado Rogério Marinho na época da reforma trabalhista e até agora o que foi visto foi exatamente o contrário, ou você não lembra disso???
      Pelos cálculos do então governo Temer, a reforma trabalhista geraria milhares de empregos já nos primeiros 2 anos…até agora nada!
      Pelos cálculos do então governo Bolsonaro, a reforma da previdência irá gerar uma economia de 1 trilhão em 10 anos….mas quem garante que isso ocorrerá mesmo??? Todo o memorial de cálculo da reforma da previdência foi declarado sigiloso, por que será????
      O governo deveria era parar de sacar dinheiro da previdência através da DRU, entre outras coisas que podia cortar!!!!

    3. Acorde vc. A previdenciária e urgente. Quase ninguém no RN se aposenta por tempo de contribuição, tudo sendo custeado por impostos de todos. A trabalhista só fez dar uma tolhida nas ações irresponsáveis. Quase nada se tem gerado de intermitentes por aqui. E se a idéia era baratear a mão-de-obra, a reforma deveria estar promovendo uma onda de contratações de intermitentes e temporários.

    4. Claro que é pseudônimo. Ou vc acha que alguém tem esse nome. E não se muda a realidade. Tem que aprovar a reforma sim. E dela depende o futuro do Brasil e do RN. Vc é que precisa adquirir juízo e consciência da realidade e largar dessa infantilidade de ser contra tudo que parte do governo Bolsonaro. Só lembrando que o presidiário Lula, qdo. presidente, fez DUAS reformas da Previdência (2003 e 2005) e a louca ensacadora de vento enviou proposta ao Congresso em janeiro de 2016. Fatos concretos. Vire o disco vc, rapaz, e ao menos finja ser brasileiro.

    5. A propósito, os cálculos serão mostrados agora, no momento apropriado. Quanto à DRU, lembre que os governos do PT foram seus fortes defensores. Assim como fizeram (Lula em 2003 e 2005) e propuseram (Dilma em janeiro de 2016) reformas previdenciárias. Fatos concretos. Sem mimimi.

    6. Tu é muito explosivo Ceará-Mundão.
      O constante uso do argumento ad hominem não é bom para diálogos argumentativos.
      Perde credibilidade…fica a dica e boa sorte!!!

    7. Pois, é a DRU foi criada em 2000 no em 20%. O PT a manteve, reeditando-a, de sorte a prorrogar até 2015. Aí Temer conseguiu do Congresso prorrogá-la e majorá-la para 30%. Mas como sabemos, se for 20% pode (é lindo, fofo, progressistas, cute-cute…).; 30% é coisa de gente que quer mandar pobre para a câmara de gás.

    8. Meus comentários não tentam "mudar" ninguém, IBM. Muito menos alguém claramente de esquerda, como vc, que NUNCA admitirá a realidade. O povo brasileiro não quer mais a esquerda, meu caro, e por isso elegeu Bolsonaro. Infelizmente, o RN foi na contramão e pagará o preço da escolha equivocada, embora eu sinceramente torça pelo contrário (mas não creia nisso). Apenas não suporto mentiras e injustiças (estão fazendo isso com o Bolsonaro desde a eleição) e não sei torcer contra meu pais. Não sou suicida, talquei?

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Cultura

Espetáculo “Francisco – Um Auto Popular” leva poesia e cultura nordestina ao palco do TAM

Foto: Divulgação

O palco do Teatro Alberto Maranhão será tomado pela poesia e pela fé no dia 10 de setembro com o espetáculo “Francisco – Um Auto Popular”, em apresentação única.

A montagem revisita a trajetória de São Francisco de Assis com linguagem nordestina, unindo teatro, música e dança em uma encenação poética e popular. O espetáculo é apresentado pela Cia. Atos Populares, com dramaturgia e direção de Vinicius Fortunato e coreografia de André Rosa.

Uma obra que mistura fé, cultura popular e emoção em um rito cênico que fala de simplicidade, natureza e humanidade.

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Geral

SABATINA NO JN: Lula fez “mansplaining” contra Renata Vasconcellos, diz Natuza

Foto: Reprodução

Após a sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na noite desta quinta-feira (27) no Jornal Nacional, a jornalista Natuza Nery afirmou que o petista fez “mansplaining” com Renata Vasconcellos.

Mansplaining, termo, difundido principalmente pelo feminismo, é quando um homem explica algo a uma mulher de maneira condescendente, assumindo que ela não entende do assunto ou que ele sabe mais do que ela, mesmo quando ela é especialista. A palavra une os termos em inglês man (homem) e explaining (explicando).

– Tem um momento que me incomodou. Quando ele não concorda com a pergunta da Renata e tenta explicar qual é a maneira correta de perguntar para ele. Tem um nome para isso que é o mansplaining – afirmou Natuza durante o Central das Eleições, na GloboNews.

Na sequência, a jornalista reforçou:

– Ele tentou ensinar a Renata a perguntar.

A pergunta de Renata abordava o crescimento da dívida pública durante o governo Lula. A jornalista destacou que o endividamento havia ultrapassado R$ 10 trilhões e chegado a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), além de questionar os efeitos dessa trajetória sobre os juros, o crédito, os investimentos e o orçamento das famílias.

Lula respondeu à questão dizendo esperar que uma jornalista “da tua qualidade, da tua competência” começasse o questionamento de outra maneira. Na sequência, ele próprio apresentou uma formulação alternativa.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

[VÍDEO] LACRADOR: A “meninice” de Allyson Bezerra ao passar correndo para provocar Álvaro Dias demonstra que ele não tem maturidade para administrar o RN

Imagem: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) passando correndo em frente à comitiva de Álvaro Dias (PL), seu adversário na eleição de 2026, que também realizava um ato de campanha nesta sexta-feira (28) no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

Álvaro Dias estava em cima de um palanque móvel, no início da concentração para dar a largada na movimentação política, quando de repente Allyson Bezerra passou correndo pelo candidato do PL. O ex-prefeito de Mossoró se notabilizou nas redes sociais pelos pulos e carreiras que dava quando visitava os municípios do RN. A performance lhe rendeu o apelido de “candidato TikTok”.

Ao passar correndo em frente à comitiva de Álvaro, sabendo que estava sendo filmado, com o único intuito de provocar para gerar uma reação e, consequentemente, obter engajamento nas redes sociais, Allyson comprovou mais uma vez que merece o apelido que lhe deram. A atitude infantil demonstra que o candidato, como apontam seus adversários, não tem a maturidade necessária para administrar o Rio Grande do Norte.

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Brasil

Luciano Hang reage à MP de Lula: ‘Querem destruir o varejo nacional’

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais para rebater a Medida Provisória n° 1.357. O texto, do governo Lula, tenta zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 nas plataformas digitais do exterior. A proposta escancara uma manobra eleitoral da atual gestão, que criou a própria “taxa das blusinhas” de 20% em 2024 para engordar a arrecadação e agora tenta recuar do tributo por causa da impopularidade.

O fundador da Havan destacou o peso dos tributos sobre as empresas instaladas no território nacional, onde a taxação sobre quem produz alcança até 120%. A tributação excessiva vem acompanhada de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros elevados.

Hang ressaltou que não se opõe à concorrência com produtos importados, mas cobra isonomia de condições. “Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também”, disse no vídeo publicado nesta sexta-feira, 28.

O empresário apelou ao Congresso Nacional para travar a tramitação da proposta se o governo federal não conceder a mesma desoneração às companhias locais. Hang ressaltou que a concessão de privilégios a companhias internacionais resultará no fechamento de estabelecimentos, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.

A crítica do empresário ganha força em meio ao estrangulamento do mercado interno, prejudicado pela taxa Selic alta, pela escassez de crédito e pela queda nas vendas. A crise afeta gigantes históricos do varejo e da indústria brasileira como um todo, que recorrem à Justiça para evitar a falência imediata.

A Casas Bahia enfrenta disputas bilionárias em sua recuperação extrajudicial para renegociar débitos de R$ 1,19 bilhão. Nesta semana, a paralisia financeira atingiu também o setor de alimentação, com o pedido de recuperação judicial da rede Habib’s por dívidas de R$ 265 milhões, e a base industrial, com a recuperação extrajudicial solicitada pela petroquímica Braskem em São Paulo.

Com informações da Revista Oeste

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Geral

Início do horário eleitoral deve aumentar ataques no vale-tudo entre Lula e Flávio, estampa Veja

Foto: Reprodução

Na primeira semana oficial de campanha, o debate esquentou. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, a esquerda concentrou esforços em mobilização da militância, nas entregas do governo e na discussão sobre soberania nacional, em especial tentando contrapor a independência de Lula a uma alegada submissão bolsonarista a Trump. Já a direita estruturou sua ofensiva em torno de economia, corrupção, segurança e contestação das instituições.

Os escândalos tendem a ganhar mais espaço, mas, já em um primeiro momento, as revelações em torno de Lulinha colocaram o filho do presidente no ringue eleitoral: nada menos que 2 520 posts, com 23,5 milhões de interações, foram registrados em apenas uma semana. Também ganham corpo discussões que põem em xeque a lisura democrática, como a retomada do negacionismo em relação às urnas e as suspeitas sobre a Justiça Eleitoral.

O cenário no início da campanha eleitoral projeta uma disputa apertada. Segundo a última pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 46% contra 45% de Flávio em um eventual segundo turno. Além disso, há a resiliente rejeição dos eleitores a ambos (49% para Lula e 48% para Flávio), além da alta desaprovação do petista (49%), o que sinaliza o acirramento do duelo de rejeições que pode definir a disputa. Nesse ponto, a artilharia contra o adversário pode render mais do que falar das próprias qualidades.

Depois de despejar mais de 200 bilhões de reais na economia ao longo do primeiro semestre, Lula chega ao início da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e TV, na sexta-feira 28, ainda sem resposta satisfatória aos indícios de que Lulinha negociou com empresários acesso a gabinetes de seu governo. Já Flávio vem tentando fugir como pode da polêmica relativa ao financiamento de Dark Horse, embora eleitoralmente pareça ter resistido ao desgaste trazido pela revelação, em maio, de áudio no qual cobrava Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre um repasse de milhões de reais.

O início do horário eleitoral deve esquentar ainda mais o clima de vale-tudo entre as campanhas. A fotografia do momento é um fator preponderante para compreender como será a estratégia de cada um. Com 5 minutos e 31 segundos de cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, o petista deve tentar emplacar uma agenda positiva, falando sobre as tratativas com o Congresso para zerar a “taxa das blusinhas”, proibir a escala 6×1 e aprovar a PEC da Segurança Pública.

Em peças nas redes sociais, a campanha tem destacado o combate à violência contra a mulher, o desemprego baixo e as defesas da soberania e do Pix. No lado de Flávio do ringue, a estreia no horário eleitoral, no qual terá 4 minutos e 20 segundos por bloco, combinará propostas para a segurança e o controle da inflação de alimentos com ataques a fragilidades de Lula nessas áreas.

Algumas das gravações que fez nas últimas semanas tiveram como cenário comércios varejistas, em que explora a comparação entre preços de itens da cesta básica hoje e sob o governo de seu pai, além de ironizar a promessa de Lula de que o povo voltaria a “comer sua picanha e tomar sua cervejinha”.

Com informações de Veja

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Política

Augusto Cury quer reavaliar sentenças do 8/1: “penas desproporcionais”

Foto: Reprodução/ Band

O presidenciável Augusto Cury (Avante) evitou afirmar de forma categórica se houve uma tentativa de golpe de Estado nos acontecimentos que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados e disse que, caso chegue à Presidência, pretende reunir um grupo de juristas para analisar os processos, as condenações e a proporcionalidade das penas.

Durante a sabatina, Cury afirmou ter uma “suspeita” sobre a existência de uma tentativa de golpe, mas rejeitou entrar no que chamou de “guerra política” entre direita e esquerda e declarou que eventuais responsáveis não serão beneficiados caso a revisão conclua pela ocorrência do crime.

A declaração foi dada depois de o entrevistador insistir para que Cury apresentasse uma posição sobre o julgamento já realizado. “O julgamento não foi suficiente. Eu quero analisar, porque eu não vou entrar nessa polarização”, afirmou Cury.

Cury estabeleceu uma condição importante para qualquer eventual revisão dos casos. “Se houve golpe, houve tentativa de golpe, eles não serão, eles não serão beneficiados”, declarou.

“Eu vou chamar um grupo de juristas, a partir das convicções desses juristas. Vou analisar os processos adequadamente, se houve, de fato ou não, tentativa de golpe e quais foram as penas desproporcionais.”
“Na minha suspeita, na minha avaliação, houve várias, várias prisões, várias condenações que foram desproporcionais”, afirmou. Cury mencionou o caso de Débora do Batom, que ganhou projeção nacional após escrever com batom a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023.

Com informações de Congresso em Foco

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Economia

Melão sustenta emprego no RN, mas saldo de 2026 é o menor em cinco anos

Foto: José Aldenir

O mercado de trabalho formal do Rio Grande do Norte criou 999 postos em julho de 2026, resultado de 21.759 admissões e 20.760 desligamentos. O desempenho elevou para 531.710 o estoque de trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho no Estado. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego, reunidos em boletim elaborado pelo Sebrae-RN.

O saldo positivo foi sustentado principalmente pelo calendário agrícola. A agropecuária abriu 1.291 vagas no mês, das quais 1.020 vieram diretamente do cultivo de melão. A fabricação de açúcar em bruto, vinculada à indústria, acrescentou 451 empregos. Sem o movimento dessas duas atividades, que juntas criaram 1.471 postos, o mercado potiguar teria encerrado julho no terreno negativo.

A concentração do resultado em atividades sazonais mostra uma recuperação mensal, mas também expõe a fragilidade do quadro geral. O saldo de julho foi o menor para o mês desde 2022. Na comparação, o Estado criou 2.761 empregos em julho de 2022, 3.459 em 2023, 6.014 em 2024 e 3.446 em 2025.

A distância também aparece no acumulado de janeiro a julho. O Rio Grande do Norte abriu 1.822 vagas formais nos sete primeiros meses de 2026, o menor resultado da série de cinco anos apresentada no boletim. O saldo havia sido de 10.072 empregos no mesmo período de 2022, 9.535 em 2023, 19.259 em 2024 e 10.185 em 2025.

Em relação ao melhor resultado da série, registrado em 2024, a criação de empregos deste ano caiu 90,5%. Na comparação com 2025, foram abertas 8.363 vagas a menos, uma redução de 82,1%. Os números indicam que o avanço observado em julho ainda não foi suficiente para recompor as perdas acumuladas em parte das atividades econômicas.

“Apesar do saldo positivo, com a geração de quase mil postos de trabalho, o resultado ficou abaixo do desempenho histórico, tanto na comparação mensal quanto no acumulado. O cultivo de melão e a fabricação de açúcar apresentaram os maiores saldos, enquanto os serviços de apoio a edifícios e a construção de estações e redes de distribuição de energia elétrica registraram os resultados mais baixos, ambos ligados à construção. Na análise por porte, as microempresas lideraram a geração de postos, seguidas pelas médias e pequenas empresas. As grandes empresas foram as únicas a apresentar saldo negativo”, disse Alinne Dantas, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-RN.

Com informações do Agora RN

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Brasil

Milícia e facção se aliaram contra o Comando Vermelho, aponta MPRJ

                                                         Foto: Reprodução/ TV Globo

Uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro aponta um novo desdobramento da disputa entre facções criminosas. A apuração aponta que milicianos e integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) se aliaram contra o Comando Vermelho no estado.

Segundo o MP, os grupos, que historicamente são rivais, se uniram para combater Comando Vermelho, o qual possui maior domínio territorial e influência no Rio. O órgão interceptou mensagens relacionadas a troca de apoio logístico, com a negociação de armas e munições, bloqueadores de sinais e veículos roubados.

O Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (27), operação policial que resultou na prisão de dois policiais militares e um traficante, como uma consequência das apurações. No total, 20 pessoas foram denunciadas por crimes como extorsão, homicídio e constituição de milícia privada. Entre estes, quatro já estavam presos.

Em uma das mensagens interceptadas pelo MPRJ entre Yuri Guimarães Soares, que agia como elo de ligação entre a milícia e o TCP, ele destaca que a estratégia entre os grupos criminosos: “Nossa guerra é com os [integrantes do] Comando Vermelho. O segredo da vitória é nossa união, irmão.”

Tribuna do Norte

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Brasil

Vorcaro nega corrupção e demonstra disposição de fazer delação

Foto: Reprodução/ PF

O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, depôs à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, 28, no inquérito sobre suposta corrupção de servidores do Banco Central (BC) pelo banqueiro.

No depoimento, segundo a defesa, ele negou que tenha praticado o crime e demonstrou disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados numa eventual delação premiada.

 

“A Defesa de Daniel Vocaro vem a público esclarecer que, na data de hoje, lhe foi finalmente assegurada a primeira oportunidade de se manifestar diretamente sobre alguns dos fatos investigados e de responder aos questionamentos e insinuações que vêm sendo levantados a seu respeito”, diz a nota.

“Na ocasião, Daniel respondeu de forma clara e consistente a todos os questionamentos que lhe foram formulados, não deixando qualquer indagação sem esclarecimento. Restou demonstrado, em especial, que não houve qualquer ato de corrupção envolvendo os servidores mencionados na investigação em curso“.

A nota prossegue: “Daniel externou, ainda, sua plena disposição de prestar esclarecimentos mais amplos e aprofundados sobre os fatos, desde que lhe seja efetivamente assegurada a possibilidade de colaborar“.

O depoimento é o primeiro de Vorcaro depois que duas propostas de delação premiada foram recusadas e desde que ele passou a ser representado pela atual equipe de defesa, liderada pelos advogados Sérgio Leonardo e Daniel Bialski.

Mensagens e documentos reunidos pela Polícia Federal indicam que Vorcaro manteve interlocução frequente com servidores responsáveis pela supervisão bancária do BC, discutindo temas relacionados à situação regulatória da instituição financeira e encaminhando documentos destinados ao próprio Banco Central para análise prévia.

Entre os servidores citados nas investigações estão Paulo Sérgio Neves de Souza, que ocupava o cargo de chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Belline Santana, então chefe do mesmo departamento.

Com informações de O Antagonista

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Eleições 2026

[VÍDEO] SEM COLETE: Cabo Deyvison visita Passo da Pátria e defende combate ao crime sem criminalizar moradores

Imagem: Reprodução

O candidato a deputado federal Cabo Deyvison esteve no Passo da Pátria, em Natal, nesta quinta-feira (27), onde foi recebido de forma positiva pelos moradores e aproveitou para ouvir de perto as demandas de quem vive na comunidade. Conhecida pelos desafios relacionados à segurança pública, a região também revelou, durante a passagem do candidato, uma realidade que muitas vezes fica escondida atrás das notícias sobre violência: a de uma comunidade formada por trabalhadores, famílias, crianças e pessoas que lutam diariamente por melhores condições de vida.

Com atuação política marcada pela defesa de uma segurança pública mais efetiva e pelo enfrentamento às facções criminosas, Cabo Deyvison destacou que combater o crime não pode significar criminalizar o cidadão que mora nas áreas mais vulneráveis. Para ele, o Estado precisa estar presente nas comunidades justamente para proteger quem trabalha, cria os filhos e quer viver em paz.

“A gente precisa combater o criminoso, não o morador. Quem vive aqui não pode ser tratado como suspeito simplesmente porque mora em uma comunidade que enfrenta problemas de segurança. O cidadão de bem precisa ser protegido e respeitado. É preciso entrar nessas comunidades, ouvir as pessoas e conhecer a realidade de quem vive aqui”, afirmou Cabo Deyvison.

A visita também reforçou uma característica que o candidato pretende levar para sua atuação em Brasília: a proximidade com a população. Na avaliação de Deyvison, um parlamentar não pode conhecer as comunidades apenas por números, estatísticas ou manchetes de jornais. É necessário estar presente, ouvir os moradores e compreender suas dificuldades, mas também conhecer as histórias, os talentos e as potencialidades que existem nesses locais.

“A segurança precisa chegar junto com o respeito, a cidadania e as oportunidades. O morador não pode ser abandonado pelo Estado nem confundido com quem pratica o crime. É justamente para proteger essas famílias que precisamos enfrentar as facções e devolver às comunidades o direito de viver em paz”, acrescentou.

 

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