Foto: Canindé Soares
O movimento dos manifestantes que tentam manter em R$ 2,20 o preço da passagem de ônibus em Natal é, antes de mais nada, legítimo. A intenção e a realização do protesto são previsões da Constituição Federal. Ou seja, protestar é um direito assegurado.
Isso não impede, entretanto, que alguns questionamentos sejam feitos, principalmente quando consideramos que uma minoria está prejudicando a maioria em um direito igualmente elementar: o de ir e vir – também assegurado pela Constituição Federal.
É inaceitável que um movimento de mil ou duas mil pessoas prejudiquem toda a totalidade de Natal. Para ficar apenas em quem usa ônibus, estamos falando em mais de meio milhão de pessoas. Percebam que, curiosamente, quem vai pagar pela passagem inteira, R$ 2,40, não está nas ruas protestando.
A chamada #RevoltadoBusão tem pecado pelo formato. A rapazeada tem tudo para conquistar a simpatia do resto da cidade e, assim, somar forças a seu protesto. Ao invés disso, afastam quem poderia ajudar quando decide congestionar as vias da cidade. Não é surpresa, portanto, que quem tenha passado o dia inteiro no trabalho e está a fim de chegar em casa não está aprovando essa movimentação.
Outro ponto a ser considerado é a intransigência do grupo. Não tenho dúvida de que a maior parte dos manifestantes é composta por estudantes sérios, interessados realmente na causa social do assunto. Mas há também que utilize a #RevoltadoBusão como instrumento para difundir a baderna. Sempre que questionados a respeito do assunto, os militantes da Revolta tomam a indagação como afronta e não toleram a crítica.
Nada mais é que sugestão. Uma forma de o movimento evoluir seria identificar esses baderneiros e deixar que as autoridades competentes deles tomem conta. Estudante que quer protestar não têm porque ir às ruas com o rosto encapuzado. Ao não fazer nada contra esse tipo de gente, os demais manifestantes avalizam seus atos de baderna e perdem mais um ponto nessa luta.
Fica, porém, uma dúvida a respeito do conflito: a polícia está agindo deliberadamente contra os manifestantes ou é chamada a agir porque responde a provocações?
A resposta desse questionamento é crucial para entender o conflito, que tem sido provocado, via de regra, para conter quem confunde o protesto com atos de vandalismo.
Aumentar a passagem é absurdo. Afinal o serviço é péssimo, ônibus lotados e o pior, a demora nas paradas. Protestar é correto, afinal de contas não estamos no tempo dos coronéis ou da ditadura, hoje o poder é do povo e emana do povo. Não concordo com baixaria, bagunça, truculência e principalmente violência. Isto sem dúvida os estudantes não devem fazer, se é que o fazem. Mas quanto a fechar a via, é ruim sim, mas necessário. Afinal, se não fechar ninguém vai se sentir pressionado a mudar. Se ficarem a margem da Avenida apenas com bandeiras e gritos de protesto, todos vão passar de lado e apenas observarem e nada mais. Nada será feito e os desmandos vão continuar. Se o povo não agir, sempre vai se achar que não há nada a corrigir.
À proposito, o policial da PRF que teve o pulso quebrado inclusive apresentando fratura exposta, alguém sabe dizer como aconteceu? Ele deve ter CAÍDO né? Pq os "ESTUDANTES" só apanharam!
Será que algum manisfestante foi saber como aconteceu, ou como ele está se recuperando??? hahahahahah
Gente só existe polícia pq existe bandido!!! Fica à dica.
Execelente o comentário do Sr. João Silva. Esses pseudos estudantes não se preocupam com os verdadeiros problemas que afligem toda a sociedade, os quais foram bem explicitados pelo Sr. João Silva : Drogas, Politicos, Saúde, entre outros.
O blog deveria mostrar aqui que não houve nem haverá nenhuma melhoria para população embutida nesse aumento de R$ 0,20 na passagem de ônibus. Que os estudantes estão certos sim em protestar, e que o resto da população deveria fazer o mesmo. Pena que a população não saia as ruas para protestar por todos os seus direitos. Não ando de ônibus, mas também não fico alheia ao que acontece ao resto da população.
"O meu direito termina quando começa o do outro" (Autor Desconhecido).
Bruno Giovanni, mais um covarde.
Estão dizendo que são vândalos travestidos de estudantes, mas para mim são estudantes vândalos travestidos de gente honesta. E a coordenação do movimento não excluí esse povo por um simples motivo: provocar a polícia. Eles querem audiência e querem a população do lado deles e nada melhor do que cenas de violência policial "sem motivo" para conseguir isso.
Não digo que a polícia agiu certo, mas quem se omite ao impedir que gente desse tipo se misture ao movimento é conivente com o crime e com toda certeza errou primeiro.
Legítima a causa dos "estudantes", mesmo com pedras, porretes e armas nas bolsas e nos bolsos. Mais legítimo, ainda, o direito de ir e vir dos não "estudantes", que pagarão o preço aumentado das tarifas urbanas, após dois anos de congelamento de preço. Ilegítima a postura negligente, omissa e contraditória da prefeitura, que nada faz, fez ou fará para resolver os problemas realmente importantes enfrentados pelo natalense. Se esta estudantada quisesse mesmo fazer alguma reinvidicação justa, coerente e legítima, deveria, por exemplo, protestar pela insegurança nas suas escolas, se é que eles estudam, mesmo. Protestar pela promoção de sua saúde, que há muito não é feita, na capital e no estado, inclusive o programa de Saúde Escolar, da responsabilidade do Município. Protestar contra o tráfico de drogas, que, há muito, já chegou às salas de aula, e está dizimando seus colegas, parentes e amigos.. Protestar pela embriaguês de seus colegas menores, dentro e fora das salas de aula, perturbando a paz interna de suas escolas. Protestar pela insegurança pública, que liberou execuções de colegas seus, envolvidos com o narcotráfico, nas idas e vindas para as aulas. Protestar pela falta de qualidade do ensino público, que poderia melhorar as chances de sua entrada nas universidades. Protestar contra esta classe política corrupta, negligente, irresponsável, que os abandonou à própria sorte, deixando-os órfãos de educação, de saúde, de segurança, de infraestrutura, de saneamento básico, de moradia, de malha viária, de um sistema de transporte que atenda a todos, e não apenas a uma minoria ( ônibus escolares amarelões). Protestar na hora do voto, ao invés de vender suas consciências e seus corpos votando nesta cambada de políticos mentirosos, que hora são contra, ora fazem o mesmo que criticaram. Protestar contra o abuso e a exploração sexual deles próprios, contra a violência física e psicológica a que estão sendo submetidos 24 horas por dia. Isto sim, poderia ser um protesto útil para alguma coisa na vida da nossa cidade. Se eles quisessem ser verdadeiramente úteis aos potiguares, eles deveriam direcionar seus protestos a quem não está promovendo sua cidadania. (Será que eles, ao menos sabem o que seja isto?). Protestar contra o emburrecimento sistemático a que estão sendo submetidos pelos governantes e seus secretários. Ninguém do governo nem da prefeitura está nem aí, para esses pobres coitados semialfabetizados por este sistema patético de educação a que estão sendo submetidos. Também não está nem aí, para os contribuintes, que patrocinam a verdadeira orgia que usa o dinheiro público. Estudantes! Se, por acaso, vocês querem fazer algo que preste em suas vidas, não compliquem mais ainda a tão complicada vida do NATALENSE. Usem sua capacidade de união para reinvidicar educação, saúde, segurança, transporte, saneamento, oportunidades de crescimento, desportos, artes, enfim, coisas e acontecimentos que lhes tornem cidadãos, e não um bando de moleques, paus mandados de políticos inexpressivos que tentam promover-se instigando a violência, sem levantar suas BUNDAS gordas das poltronas da câmara dos vereadores e da assembléia legislativa. Protestar contra esses políticos mentirosos e mercenários, que esqueceram da cidade, de vocês, de todos nós, para faturarem, e alto, com os lucros promovidos pela Copa do Mundo vindouro. Natal parou. ORN parou. Só existe a Copa do mundo, agora. E a Campanhã Política do ano que vem, que manterá os corruptos melhores no poder, e colocará seus capachos PRA dentro, PRA aumentar o seu poder de fogo. A hora de protestar é AQUÍ e agora. Agora, protestar pelo que vale a pena, pelo que é certo, pelo que é útil e justo para todos os NATALENSES. Pensem nisto, crianças. Chega de fazer, dizer e pensar besteira.
BG você acertou no ponto e na dose. Quem reclama do aumento não paga passagem inteira, quem paga estava ocupada demais trabalhando para se sustentar e aos seus. Se os vândalos querem perder esse rótulo, entreguem aqueles que provocam as situações que desaguam na necessária e suficiente ação policial.
Claro que "jornalistas" mesmo com doutorado apoiam em "um minuto" o vandalismo efetivado, talvez por algum recalque. Claro que Vereadores que só o são por carona eleitoral também precisam tirar lucros eleitorais dessa massa anencefálica. Claro que "líderes" estudantis, não raramente que não frequentam qualquer escola, dizem que eles nada fizeram.
Qualquer um pode parar e perguntar: porque a PM está SEMPRE errada?
No mais, parabéns aos Policiais envolvidos.
Mais um bajulador das classes domintantes, que nunca adentrou em um transporte coletivo. Não passa de um idiota, que observa tudo pela janela, sem ao menos o cheiro do ralo sentir.
Sr. ÌnJuscelino! eu adentro todos os dias em um tran s porte coletivo e concordo c o m c omentario do sr.S ergio Nogueira, queria saber se fosse sua mae que ficasse com a bunda durante 4hs dentro do buzao por causa da sua anarquia q ue vc quer chamar de protesto.Parabens Sergio, Bg e Joao
Ou, quem sabe, um soldadinho covarde, o que é mais provável. Milico, pobre milico.
Nem moro em Natal, mas vi a confusão pela TV. Parar o trânsito irritou muita gente. O próprio trânsito, cada vez mais caótico, em si mesmo já é uma aporrinhação – uma vez que ter um carro é a única opção de mobilidade numa Natal de ruas engarrafadas. Fazer duplicações, retornos e túneis não resolve o problema. Por mais irresponsável que pareça a manifestação, ela tem gerado um debate mais amplo sobre a ineficiência do transporte público e o descaso de empresas não licitadas na prestação de um serviço essencial, onde o aumento das passagens é o menor dos problemas. Quando uma cidade inteira fica parada, acho que as pessoas começam a pensar a respeito de tudo isso ao invés de dar xiliques reacionários de classe média como o que acabo de ler. Em vez de questionar uma manifestação legítima, BG, seria mais válido questionar o sistema de tranportes atual; assim como a imprensa ainda séria no país vem fazendo. É só uma sugestão.
A verdade é que a população em si já é apática por natureza, acomodada e passiva às vontades e imposições dos "grandes". O cidadão já está tão acostumado a pagar caro e em troca receber um serviço ou produto incompatível com este valor, que pra ele já não faz mais diferença ser "roubado" pouco ou muito. Choques de realidade fazem as pessoas abrirem os olhos, ainda que fiquem entreabertos. Protestos como esses, fazem despertar no cidadão, os fatos e as injustiças que são submetidos todos os dias. A manifestação da insatisfação dos estudantes é totalmente válida e digna. O que falta acontecer, é a sociedade civil, como um todo, abraçar não só essa causa, mas muitas outras que exigem a mobilização massiva da população!!
Acorda RN! Ao invés de criticar quem protesta por algo nessa cidade, independente de excessos, tenham consciência
Os políticos daqui fazem os maiores absurdos, em todos os setores, roubalheira e corrupção prendem o Rn a um passado que nunca vai deixar o poder, e os potiguares são omissos e coniventes, não protestam ou reclamam, e ainda critica quem faz. Havendo abuso no movimento, foi necessário pra se ter Voz e repercussão, ainda que negativa. O estado todo NÃO há nenhum serviço publico que esteja funcionando, e só ver as notícias que nunca se tem um modelo de gestão competente, que se preocupe com a população. E ainda se elegem os maiores protagonistas dos escândalos de corrupção local. O RN ta parado e preso nas mãos dos corruptos, que ainda enganam a população e se elegem, fazendo o mínimo pela cidade… Um dia creio que isso acabe, Protestem!