Polícia

Em editorial na Folha, Moro diz que ​não há ‘licença para matar’ em projetos de lei anticrime

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 

O ministro da Justiça, Sérgio Moro, escreveu um editorial no caderno de Opinião, do jornal Folha de S. Paulo desde domindo (17). Nele, ele fala sobre os casos de corrupção que foram descobertos nos últimos anos, do aumento dos crimes violentos, da importância do projeto anticrime enviado para o Congresso Nacional e, nesse tema, ele afirma que não há licença para matar.

O Blog reproduz na íntegra o editorial do ex-juiz federal.

O projeto de lei anticrime

Nos últimos anos, foi descoberto um sistema de corrupção que afetou a integridade da maior estatal brasileira, a Petrobras, e outras parcelas da administração pública, servindo ao enriquecimento ilícito de agentes públicos inescrupulosos e distorcendo o processo eleitoral.

No mesmo período, organizações criminosas armadas, algumas delas sediadas em presídios, tornaram-se cada vez mais fortes. Em janeiro deste ano, algumas dessas organizações sentiram-se à vontade para perpetrar atos de características terroristas, como a tentativa de explodir viadutos no estado do Ceará.

Os números de crimes violentos cresceram significativamente nos últimos anos. Embora as estatísticas ainda não sejam totalmente confiáveis, atingiu-se, em 2016, a marca histórica negativa de 62.517 homicídios.

Foi, nesse cenário, elaborado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública um projeto de lei anticrime com medidas pontuais contra a corrupção, crimes violentos e crime organizado. No encaminhamento ao Congresso, o projeto foi desdobrado em três. Não importa, todos eles contarão com os esforços para aprovação.

Os projetos não esgotam as políticas públicas do ministério contra a criminalidade. Ações executivas vigorosas estão sendo concomitantemente tomadas, como o isolamento eficaz de lideranças criminosas em presídios federais após 12 anos de omissões, como a utilização eficaz da Força Nacional de Segurança Pública ou da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária para debelar crises pontuais de segurança ou como a reestruturação das forças-tarefas policiais da Lava Jato.

Outros planos e ações estão em andamento para melhorar o controle de fronteiras, diminuir a violência em regiões de elevada criminalidade, reforçar o controle sobre desvios policiais e aprimorar o combate à lavagem de dinheiro.

Apesar disso, os projetos de lei são importantes, pois avançam o quadro legislativo contra a criminalidade mais grave.

Os projetos aumentam o tempo real de prisão para condenados por crimes graves, como homicídios, corrupção e roubo armado, e impedem a soltura prematura de criminosos profissionais e de membros de organizações criminosas violentas. No último caso, aliás, o recado legal é claro, enquanto o condenado se mantiver vinculado à organização criminosa, ele não recebe benefícios durante o cumprimento da pena, ou seja, ele não é colocado na rua prematuramente para voltar a delinquir, pois, o que é óbvio, não está pronto para voltar ao convívio social aquele que permanece faccionado.

Optou-se, segundo modelo da legislação antimáfia italiana, nominar expressamente algumas das organizações criminosas conhecidas. Novamente, uma mensagem clara, seus membros são foras da lei e sofrerão as sanções decorrentes desta condição.

Os projetos não descuidam de inteligência e de mecanismos de investigação. Ampliam o Banco Nacional de Perfis Genéticos, permitindo que o DNA seja melhor utilizado como uma moderna impressão digital. O banco brasileiro atualmente tem cerca de 20 mil perfis, enquanto os do Reino Unido e Estados Unidos têm cerca de 6 milhões e 13 milhões, respectivamente. Criam o Banco de Perfis Balísticos, uma espécie de impressão digital de armas de fogo, e, pasmem, o que até hoje não se tem, criam um Banco Nacional de impressões digitais.

Essas medidas devem elevar a taxa de resolução de crimes graves, especialmente de crimes violentos. O Banco de Perfis Genéticos ainda desestimula a reincidência, pois colhe-se o registro de DNA do condenado e, se ele voltar a delinquir, poderá ser facilmente descoberto por qualquer vestígio deixado no local do crime.

Os projetos regulam a escuta ambiental e autorizam de forma clara que agentes policiais disfarçados possam interagir com organizações criminosas para colher provas de crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro. Não é coisa de cinema, são meios de investigação modernos utilizados com eficácia em outros países.

Ao contrário do que afirmaram erroneamente alguns críticos, não há nos projetos qualquer “licença para matar” para policiais, mas apenas a descrição de situações de legítima defesa já admitidas pela prática, como a atuação policial para prevenir agressão a pessoa mantida refém.

Também melhor regulam a questão do excesso em legítima defesa, reconhecendo que quem reage a uma agressão injusta pode exceder-se, como ocorreu em caso notório no qual cunhado de famosa artista foi injustamente acusado de homicídio após reagir a injusta agressão contra a sua esposa e irmã.

Também preveem uma separação clara entre crime eleitoral e crime comum e uma melhor criminalização do caixa dois em campanha eleitoral, esta última necessária diante da gravidade da prática e a insuficiência da lei atual para coibi-la.

Como se não bastasse, os projetos tratam de questões importantes para destravar a aplicação da lei penal, como execução da condenação em segunda instância, a execução imediata dos vereditos dos Tribunais do Júri, o que é efetivo contra homicídios e feminicídios, e também introduzem mecanismos de solução negociada no processo penal, com a previsão de acordos entre acusação e defesa, o que permitirá a resolução mais rápida e menos custosa de acusações contra criminosos confessos.

Quanto aos acordos, para evitar erros judiciários, atribui-se ao juiz um papel maior para avaliação da proporcionalidade das penas acordadas e a responsabilidade de verificar se há um mínimo de provas a ampará-los.

É, permito-me dizer, um projeto vigoroso contra a criminalidade mais grave, corrupção, crimes violentos e crime organizado. Não há dúvida de que a criminalidade é fenômeno complexo e que deve ser enfrentada com medidas não só penais. Ações sociais e econômicas também são necessárias. Mas tirar criminosos perigosos de circulação, com investigações, processos e punições efetivas e rápidas, faz também diferença. O senso comum não está errado no ponto.

Não me recordo, com todo o respeito, de projeto semelhante dos governos anteriores, especialmente contra a corrupção, pois alguns preferiram ignorar que ela existia.

Por exemplo, nenhum governo anterior defendeu explicitamente a execução de condenações criminais após a segunda instância, medida fundamental para acabar com a impunidade dos processos sem fim, tenham eles por objeto crimes violentos, praticados por organizações criminosas ou de corrupção.

Há muitas prioridades na agenda governamental, como a nova Previdência, mas segurança pública e justiça também são importantes. O tempo está passando. Os alertas evidenciados pelo crescimento da criminalidade grave não devem ser ignorados. Se o passado nos ensina algo, é que os problemas não desaparecem se os ignorarmos.

Há possibilidade de aprovação, vários parlamentares já sinalizaram receptividade e podem eles contribuir com os projetos, assim como a população, devidamente informada sobre o seu conteúdo. De todo modo, a apresentação dos projetos já revela os princípios e os valores que o ministério e o governo defendem e sustentarão.

Sergio Fernando Moro
Ministro da Justiça e Segurança Pública, ex-juiz federal e mestre e doutor em direito pela UFPR (Universidade Federal do Paraná)

Opinião/Folha de S.Paulo

Opinião dos leitores

  1. Rapaz, pense numa turma prá postar bobagem. Esses esquerdopatas devem tá recebendo dinheiro prá ficar o tempo todo escrevendo porcaria por aqui. E nem sequer sabem ler e interpretar um texto. Ou então agem mesmo de má fé, e ficam a postar o que sabem ser mentiras, o que acho mais provável, considerando o caráter dessa gente. É uma tristeza.

  2. Os 16% de bolsominios q votaram em troca de poder ter um 38 ficam loucos com essa declaração de Moro. Kkkkkk

  3. Por ora, no Brasil, só há licença para matar policiais e cidadãos inocentes, pois a proteção que foi construída pelos Direitos Humanos, dos manos, na era PT, está difícil d ser superada!!!

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Política

Lula pede que eleitor pesquise candidatos e faz alerta: “Não coloquem uma raposa no galinheiro”

Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou que os brasileiros devem analisar o histórico dos candidatos antes de escolher quem comandará o país a partir de 2027. Segundo ele, a decisão deve levar em conta o futuro da família e não apenas o momento da eleição.

A declaração foi feita durante a entrega de ônibus escolares e unidades móveis de saúde em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Ao falar sobre o processo eleitoral, Lula recorreu a uma metáfora para defender que o eleitor pesquise a trajetória dos concorrentes antes de votar.

“O que não dá é para as pessoas colocarem uma raposa dentro do galinheiro, achando que a raposa vai tomar conta da galinha. Certamente ela vai comer a galinha”, afirmou o presidente.

Lula também disse que os eleitores deveriam comparar o histórico dos governos e avaliar, entre outros pontos, qual presidente realizou mais entregas em áreas essenciais e qual seria o mais respeitado no cenário internacional.

Durante o evento, o presidente ainda fez um apelo ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), para que a disputa eleitoral seja conduzida sem ataques pessoais.

“Não baixe o nível da campanha. A nossa resposta para quem nos ataca é mostrar o que nós estamos fazendo”, declarou.

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Geral

ANÁLISE: reação de Lula a sanções dos EUA contra supostos aliados do PCC “constrange o Brasil”, diz colunista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, afirmou, em sua coluna desta sexta-feira (3), que a reação do presidente Lula às sanções impostas pelos Estados Unidos contra pessoas e empresas acusadas de ligação com o PCC “constrange o Brasil”.

Segundo ele, o governo brasileiro colocou a defesa da soberania nacional acima da cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Na análise, o colunista sustenta que as medidas adotadas pelos EUA permitem bloquear ativos, restringir transações em dólar e atingir a estrutura financeira atribuída à facção criminosa, considerada uma das maiores organizações do crime organizado da América Latina.

Cláudio Humberto também afirma que o combate ao PCC exige cooperação internacional, especialmente para rastrear recursos movimentados em dólar e em criptomoedas.

Para ele, esse tipo de atuação é essencial para enfraquecer o financiamento das organizações criminosas.

Ainda segundo a coluna, a reação do governo demonstraria maior preocupação com possíveis impactos das sanções sobre bancos e empresas brasileiras do que com o enfrentamento ao crime organizado. Essa avaliação é de responsabilidade do colunista.

Por fim, Cláudio Humberto afirma que, em ano eleitoral, o presidente Lula optou por defender a narrativa da soberania nacional em vez de apoiar uma cooperação mais ampla no combate ao PCC.

O governo federal tem sustentado que medidas com efeitos sobre o Brasil devem respeitar a soberania do país e o direito internacional.

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Política

Ex-ministro Camilo Santana deve se tornar líder do PT no Senado

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A bancada do PT no Senado deve eleger, na próxima terça-feira (7), o senador e ex-ministro da Educação Camilo Santana (CE) como novo líder do partido na Casa. A escolha ocorre poucos dias após mudanças na articulação política do governo Lula no Senado.

A movimentação acontece depois que Jaques Wagner (BA) deixou a liderança do governo, em 24 de junho. O senador foi citado na investigação da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura suspeitas de corrupção relacionadas ao caso Banco Master.

Jaques nega qualquer irregularidade e afirmou que sua saída do cargo foi decidida em comum acordo com o presidente Lula. Até o momento, não há condenação contra o parlamentar no âmbito da investigação.

No dia seguinte à saída de Jaques, Lula escolheu a senadora Teresa Leitão (PE) para assumir a liderança do governo no Senado. Agora, a bancada petista prepara uma nova mudança, desta vez no comando interno do partido na Casa.

Camilo Santana foi governador do Ceará por dois mandatos, elegeu-se senador em 2022 e, no início do terceiro mandato de Lula, assumiu o Ministério da Educação. Agora, deve passar a comandar a bancada do PT no Senado.

 

 

 

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Geral

Ministérios de Lula criam novos perfis em redes para período eleitoral

Foto: Reprodução

Na véspera do início do chamado “defeso eleitoral”, alguns ministérios do governo Lula criaram novos perfis nas redes sociais. O objetivo é usar as páginas exclusivamente para divulgar informações oficiais de utilidade pública.

Os novos perfis foram criados pelo Ministério da Justiça e pela Advocacia-Geral da União (AGU). Em comunicado, as pastas anunciaram a desativação temporária de suas páginas oficiais e a criação de novos canais para o período de 4 de julho a 25 de outubro.

A resolução do TSE que estabelece o calendário eleitoral de 2026 determina que, a partir de 4 de julho, os órgãos públicos excluam de seus canais oficiais conteúdos que identifiquem governos ou autoridades cujos cargos estejam em disputa.

A partir dessa resolução, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) orientou os ministérios que, nas redes sociais, essa determinação seja cumprida por meio do arquivamento de todas as publicações ou da suspensão temporária dos perfis.

Caso a pasta opte pela suspensão da página, a recomendação da Secom foi criar uma nova página. Segundo a secretaria, o novo perfil deve ser voltado apenas para a divulgação de conteúdos informativos e de prestação de serviços à população.

As orientações da Secom constam na cartilha elaborada para orientar os ministérios e demais órgãos da administração pública federal sobre as regras de comunicação institucional nos três meses que antecedem as eleições.

Entre as determinações, o documento da Secretaria de Comunicação Social da Presidência estabelece que os perfis oficiais não podem seguir candidatos, curtir publicações, comentar, compartilhar conteúdos nem marcar perfis de candidatos.

Metrópoles

 

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Brasil

Vereador do PT preso por suposta ligação com o PCC passa mal na prisão e defesa pede domiciliar

Foto: Reprodução

O vereador Senival Pereira de Moura (PT), preso desde o dia 25 sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da empresa de ônibus Transunião, passou mal duas vezes na carceragem do 8º DP (Belenzinho) em menos de 72 horas. Segundo o advogado Márcio Sayeg, os episódios se somam a um histórico neurológico anterior e embasam o pedido de revogação da prisão temporária ou concessão de domiciliar.

No sábado (27), Senival teria sentido dor de cabeça na carceragem e foi levado à UPA Mooca III (Dom Paulo Evaristo Arns), onde passou por classificação de risco, consulta e solicitação de exame de ultrassom, conforme o histórico de atendimento. Medicado, retornou à cadeia horas depois.

Na segunda-feira (29), o mal-estar teria se repetido. Segundo boletim médico, o vereador relatou dor de cabeça, náusea, tontura, formigamento nos braços e dor de garganta. Um eletrocardiograma apontou uma alteração na condução elétrica do coração, embora o exame laboratorial não tenha mostrado alterações. O médico classificou o atendimento como pouco urgente, prescreveu tratamento sintomático e orientou retorno em caso de piora.

— Ele passou mal no sábado e de novo na segunda. Já não está na empresa há mais de seis anos, essa prisão é uma loucura. Quando fica nervoso, estressado, ele tem esses ataques. Pode convulsionar a qualquer momento — afirma Sayeg.

Com base nesse histórico e nos atendimentos recentes, a defesa pede a revogação da prisão temporária. Como alternativa, solicita recolhimento domiciliar monitorado ou, caso nenhum dos dois pedidos seja aceito, internação ou transferência para ambiente hospitalar. A Justiça ainda não analisou o pedido.

A defesa apresentou um relatório de 18 de dezembro de 2023, que descreve quadro de cefaleia, distúrbios de memória e crises em Senival. O documento indica microcirurgia vascular intracraniana com neuronavegação, a ser feita no Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo os advogados, o procedimento foi realizado em 30 de janeiro de 2024. Já em 10 de setembro daquele ano, Senival teria apresentado novo quadro neurológico e ficado internado na UTI do Hospital São Luiz, unidade Anália Franco, no Tatuapé, após crises convulsivas.

Entenda o caso

As investigações da Polícia Civil de São Paulo que resultaram na prisão do vereador Senival Moura apontam o parlamentar como o líder de um esquema de lavagem de dinheiro operado pela empresa Transunião Transportes a serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo a investigação, Moura era responsável pela operacionalização de recursos para integrantes da facção paulista. A análise de mensagens de WhatsApp do celular de Adauto Soares Jorge, então presidente da empresa de ônibus Transunião Transportes S.A., assassinado em março de 2020, mostra a dinâmica de repasses.

 

Extra

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Geral

Prefeitura inicia recuperação da Avenida Jerônimo Câmara com investimento de R$ 4,3 milhões

Foto: Secom

A Prefeitura do Natal iniciou, nesta quinta-feira (2), as obras de recuperação da Avenida Jerônimo Câmara, um dos principais corredores viários da Zona Oeste da capital. A ordem de serviço foi assinada pelo prefeito Paulinho Freire. Com investimento de R$ 4,3 milhões em recursos próprios, a intervenção prevê o recapeamento asfáltico de toda a extensão da via, além da implantação de nova sinalização horizontal e vertical.

A obra contempla a recuperação completa do pavimento da avenida, melhorando as condições de circulação para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres. O trecho é uma importante ligação entre bairros da Zona Oeste e outras regiões da cidade.

Durante a solenidade, o prefeito Paulinho Freire afirmou que a obra atende a uma demanda antiga da população e faz parte do conjunto de investimentos da gestão na melhoria da infraestrutura urbana. “São 12 anos de espera. Desde que assumimos a Prefeitura, essa é uma das obras mais cobradas pela população. Foi um compromisso que assumimos e que agora começa a sair do papel. Estamos avançando em diversas frentes para recuperar a infraestrutura da cidade e solucionar problemas históricos”, afirmou.

De acordo com a secretária municipal de Infraestrutura, Shirley Cavalcanti, os serviços serão executados em um prazo de 120 dias e contemplarão aproximadamente 2,25 quilômetros da avenida. “A recuperação da Jerônimo Câmara vai beneficiar milhares de pessoas que utilizam diariamente essa importante ligação entre a Zona Oeste e outras regiões da cidade”, destacou.

A secretária municipal de Mobilidade Urbana, Jódia Melo, explicou que a intervenção também terá reflexos positivos na circulação de veículos. Segundo ela, oito linhas de ônibus utilizam diariamente a avenida, e a recuperação do pavimento contribuirá para melhorar a fluidez do trânsito, especialmente nas proximidades do Viaduto do Quarto Centenário e da Arena das Dunas. “Após a conclusão da obra, teremos uma nova alternativa de circulação, o que contribuirá para melhorar o fluxo de veículos na região”, disse.

Durante a execução dos serviços, a STTU implantará a sinalização necessária para orientar os condutores sobre os desvios temporários. À medida que cada trecho for concluído, as equipes avançarão para as etapas seguintes da obra.

A orientação é que os motoristas utilizem rotas alternativas sempre que possível, contribuindo para a execução dos serviços e reduzindo os impactos no trânsito.

A expectativa também é positiva entre quem mora e trabalha na região. Atendente de um estabelecimento comercial localizado na avenida, a mexicana Daniele Diaz, que vive em Natal há cinco anos, acredita que a obra beneficiará moradores e comerciantes. “Acredito que vai melhorar bastante a circulação de pessoas e veículos. Isso facilita o acesso ao comércio e melhora a mobilidade para quem passa pela região todos os dias”, afirmou.

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Geral

Michelle Bolsonaro abriu mão de salário ao deixar PL Mulher

Foto: Divulgação/PL Mulher

Ao deixar a presidência do PL Mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) abriu mão do salário de R$ 46 mil mensais que recebia por ocupar o posto. A decisão foi anunciada na última terça-feira (30), após reunião com o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, na sede da sigla em Brasília.

A remuneração bruta recebida por Michelle para liderar a ala feminina da legenda correspondia a R$ 46.366,19, enquanto o valor líquido era de R$ 33.848,30.

A esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) justificou sua saída afirmando que quer dedicar mais tempo aos cuidados do marido, que cumpre prisão domiciliar humanitária após condenação por tentativa de golpe de Estado.

Michelle encerrou suas atividades no partido dias após o atrito entre ela e o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se tornar público.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Michelle relatou discordar do enteado em relação a alianças com rivais políticos como Ciro Gomes (PSDB) no Ceará em detrimento de aliados fiéis aos ideais de seu esposo.

Na gravação, a ex-primeira-dama afirmou ter sido desrespeitada por Flávio devido à sua opinião sobre o assunto. Flávio, por sua vez, negou ter tido a intenção de ofender Michelle e lhe pediu desculpas publicamente.

 

Pleno News

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Mundo

Mulher mata a tiro veterano do Exército durante disputa por vaga de estacionamento

Foto: Reprodução

Uma mulher matou a tiro um veterano do Exército, que tinha 62 anos, durante disputa por vaga de estacionamento na frente de um supermercado da rede Walmart em North Lauderdale (Flórida, EUA) na tarde da última terça-feira (30/6).

Bart Diguglielmo, um sargento reformado do Exército dos EUA, foi morto após ser baleado por uma mulher não identificada após os dois discutirem sobre uma vaga.

A autora do disparo disse ter agido em legítima defesa, informou a polícia.

“Eu estava chegando e ouvi uma mulher gritando. Ela gritava e dizia muitas coisas”, disse David Anderson à CBS News Miami.

O incidente foi registrado em vídeo. Nas imagens, os dos clientes do supermercado são vistos apontando o dedo um para o outro repetidamente durante a discussão. Bart segue a mulher ao redor de um carro enquanto ela aponta uma arma e a aponta para ele. Em seguida, ouve-se um único disparo e ele cai no chão.

 

Extra

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Geral

[VÍDEO] Senador petista é vaiado durante desfile em Salvador: “Jaques Master”

Foto: Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi vaiado por manifestantes nesta quinta-feira, 2, durante o desfile do Dois de Julho, em Salvador, onde cartazes com os dizeres “Jaques Master” foram exibidos no momento de sua chegada. O episódio ocorre depois da deflagração da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga um esquema bilionário de fraudes no Banco Master e apura se o senador recebeu um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e atuou para favorecer o banco na tramitação de uma emenda no Congresso; Wagner já deixou a liderança do governo no Senado para se dedicar à defesa, e tanto ele quanto seus advogados negam irregularidades.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi vaiado nesta quinta-feira, 2, durante sua chegada ao desfile do 2 de Julho, em Salvador. Manifestantes contrários à sua presença levantaram cartazes com a frase “Jaques Master” com uma foto do parlamentar ao lado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os protestos ocorrem depois de a Polícia Federal (PF) realizar buscas em endereços ligados ao parlamentar. A investigação apura um esquema de vantagens indevidas e pagamento de propina que envolve Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e políticos, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela PF em novembro de 2025, a partir de uma investigação solicitada pelo Ministério Público Federal. A apuração inicial mirava a emissão de Certificados de Depósito Bancário com rentabilidades acima das praticadas pelo mercado, sem lastro compatível com os valores captados.

A primeira fase da operação resultou na prisão de Daniel Vorcaro, de Augusto Lima, ex-sócio do Master, e de outros seis investigados. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões em bens e ativos financeiros ligados ao grupo.

Ao longo de nove fases, a investigação passou a abranger suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos. A nona fase, deflagrada em junho, incluiu buscas em endereços ligados a Wagner.

Segundo a PF, o petista teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões de Augusto Lima. A corporação também apura se Wagner atuou para favorecer o Master na tramitação de uma emenda ligada ao Fundo Garantidor de Créditos, batizada de “Emenda Master”.

Wagner confirmou ter relação de amizade com Augusto Lima. O petista também admitiu ter utilizado jatinhos privados do empresário em deslocamentos pessoais.

A defesa do senador nega qualquer atuação em favor do Master e afirma que a relação com Augusto Lima não se confunde com os negócios da instituição.

Wagner deixou o cargo de líder do governo no Senado dias depois da operação da PF, para focar a sua defesa jurídica. O caso tramita sob segredo de Justiça no Supremo Tribunal Federal.

 

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

“Lula coloca o brasileiro à beira do precipício”, diz ex-procurador


Foto: Reprodução

Em entrevista ao Pleno Time nesta quinta-feira (2), o ex-procurador e pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) fez duras críticas à condução da economia pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua opinião, o país enfrenta uma deterioração fiscal que supera os problemas registrados durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Ao comentar uma publicação recente nas redes sociais, em que afirmou estar “com saudade de Dilma Rousseff”, Dallagnol explicou o motivo da comparação.

– A gente tá praticamente com saudade da Dilma, né? Depois a gente vê o Lula conseguir fazer pior do que ela. Não só ele tá amplificando uma crise fiscal – disse.

Ele relembrou que, em sua visão, o governo Dilma foi marcado por gastos públicos elevados, aumento da inflação e pela crise fiscal que culminou no impeachment da então presidente. Segundo Dallagnol, a adoção das chamadas “pedaladas fiscais” foi uma tentativa de mascarar o desequilíbrio das contas públicas.

O ex-procurador também citou o teto de gastos criado durante o governo Michel Temer e criticou sua substituição pelo atual arcabouço fiscal.

– O Lula gasta quanto quer e essa gastança ilimitada gera não só uma pressão econômica, porque aumenta a arrecadação, aumenta os impostos – declarou.

Ao encerrar sua análise, Dallagnol disparou:

– O que o Lula tá fazendo é, na seara econômica, colocar o brasileiro à beira do precipício.

 

Pleno News

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