Diversos

“Esquerda brasileira não construiu um projeto unitário”, diz Erundina

3oxipuqh3h_3lh1cgsbt1_fileHá 24 anos, Luiza Erundina saiu da cadeira de prefeita de São Paulo. Agora ela deseja voltar. Na bagagem, diz que traz mais “experiência, visão crítica, tolerância e capacidade”. Aos 81 anos, disposição não falta à candidata do PSOL.

Os compromissos de deputada federal continuam firmes durante a campanha — está no quinto mandato. “Não faltamos a nenhuma votação”, diz. Quando não está em Brasília, faz reuniões, participa de protestos, debates, corpo a corpo e até de carreata.

Ela recebeu a reportagem do R7 no último dia 6. Na entrevista exclusiva, Erundina critica o prefeito Fernando Haddad (PT), adversário dela, por “não ter feito um governo participativo”.

A candidata ainda destaca que a crise política brasileira não pode ser ignorada nas eleições municipais e que o prefeito de São Paulo precisa ser uma liderança política nacional.

Erundina fala também sobre a posição da esquerda nestas eleições. Para ela, “a esquerda brasileira não construiu um projeto unitário” e é preciso “mudar não só o discurso, mas a prática”.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista.

R7: A senhora não abriu mão das atividades parlamentares para concorrer à prefeitura. Como está sua rotina de deputada e candidata?

Luiza Erundina: Estou trabalhando mais, dormindo menos, mas estou acostumada, não é uma rotina que seja estranha para mim. Tenho muita vontade de fazer as coisas, acredito para valer. Já estamos pensando em governo.

A própria Câmara estabeleceu um calendário que concentra as votações em alguns dias, distribuídos neste tempo de campanha, que é muito curto. Então, nós vamos a todas as sessões que têm pauta de votação. Nós não faltamos a nenhuma. E também tem o trabalho nas comissões. É evidente que todos os parlamentares que são candidatos estão dedicando parte da agenda para a campanha.

R7: Por que agora, após 16 anos da sua última tentativa, disputar novamente a prefeitura paulistana?

Erundina: Eu gerei uma expectativa na sociedade como um todo, não é só em São Paulo, é no Brasil inteiro, até pelas minhas origens, pela minha trajetória de vida. Hoje eu sou uma liderança política não porque eu sou “a legal”, mas a própria história e o movimento que me levou nesses anos todos me trouxeram até aqui. Nessa idade, hoje sou candidata a prefeita e não é por vontade própria, não é porque eu queria ser prefeita de novo. É um imperativo da conjuntura e da trajetória de vida que eu fiz com muita gente. Eu não chegaria até aqui sem muita gente ajudando, sem muitas mulheres participando, homens militando.

R7: Nas primeiras pesquisas antes do início da campanha, a senhora já estava na casa dos 10% das intenções de voto, em terceiro lugar. Isso lhe surpreendeu?

Erundina: Tem um retorno do primeiro governo [1989-1993], que teve marcas não por mérito pessoal meu, mas de uma equipe que tinha Paulo Freire, que tinha Marilena Chaui, o Paul Singer… E fizemos uma excelente gestão, apesar de governar com minoria na Câmara durante os quatro anos, porque a gente não fez concessões. Para fazer concessão, deixa que os outros fazem, quem não tem escrúpulos. Nós já temos o reconhecimento de categorias inteiras. Por exemplo, os professores, eu duvido que não tenha, no mínimo, 90% conosco. Na área da saúde também.

R7: Depois de ser prefeita, a senhora disputou novamente em 1996 (pelo PT, foi para o 2º turno), depois em 2000 e em 2004 (pelo PSB). O que a senhora traz de diferente para essa eleição?

Erundina: Uma avaliação crítica do meu próprio governo. Mesmo aquilo que foi positivo, como a política de saúde, educação, transporte público e também habitação e cultura… Essas políticas tiveram sucesso, e quem diz isso é a sociedade, mas depois de 27 anos, retomamos essas propostas com a mesma força e legitimidade. Mas eu digo que é insuficiente para hoje, a cidade é outra, a demanda cresceu, a expectativa também cresceu. Nós não vamos atender ao que a cidade é hoje com um padrão de política de 27 anos atrás. Eu tenho mais experiência, mais visão crítica das coisas, eu tenho mais tolerância e capacidade.

R7: A sua campanha tem apenas 10 segundos de horário eleitoral. Como driblar isso?

Erundina: Tem o corpo a corpo. Além do que, as pessoas me conhecem e têm a memória do nosso governo. Eu não preciso me tornar conhecida, eu preciso fazer com que as pessoas saibam que eu sou candidata. E esse trabalho de rua cumpre esse papel, limitadamente, eu sei. Mas ainda bem que a gente conseguiu participar dos debates. E nossa equipe é muito criativa [na produção das inserções do horário político].

R7: No debate da RedeTV!, a senhora focou muito nas questões nacionais. Esses temas vão ter mais espaço na sua campanha?

Erundina: Não só na campanha, mas no nosso governo. Nós não estamos focados só na questão municipal. Os problemas do município também são expressão das consequências da crise nacional, seja o desemprego, seja o desencanto com a política. Para você politizar uma campanha, sobretudo em uma cidade do porte de São Paulo, da responsabilidade política que essa cidade tem, você não pode simplesmente ser uma ilha assistindo e administrando os efeitos que vêm da política administrada lá em Brasília. O Produto Interno Bruno é gerado aqui, os tributos são gerados aqui… Então, nós temos que ter voz.

R7: No mesmo debate, o prefeito Haddad disse que a senhora tem uma postura “divisionista” em relação à esquerda. O que a senhora tem a oferecer para esse eleitor de esquerda que o Haddad eventualmente não tenha contemplado?

Erundina: Nós temos propostas discutidas e construídas junto com a população. Uma das falhas, a meu ver, do Haddad é ele não ter feito um governo democrático de fato, participativo, de consulta permanente. A nossa proposta, o nosso programa de governo, é resultado de N grupos do que tem de melhor da intelectualidade, da experiência de administração pública, seja na saúde, na educação, do transporte público. Isso dá a esse segmento do campo progressista uma identidade maior, porque sabe que, no governo, o modelo de gestão vai seguir essa linha de escuta, de decisão conjunta, de descentralização do poder. Isso são propostas avançadas, modernas e necessárias.

As subprefeituras, por exemplo, quem define o subprefeito não é o prefeito, é o vereador. Por que? Porque o prefeito fica preocupado com a maioria dele no Legislativo. Isso é importante, mas não é a única forma de você conseguir fazer as coisas.

R7: O Haddad diz que, caso reeleito, vai fazer eleição direta para subprefeito. Como o seu governo faria as nomeações?

Erundina: Isso [eleição] é ruim, porque se você fizer isso sem que seja uma demanda das comunidades, das regiões, você corre o risco de tirar o poder que lhe foi conferido para colocar na mão de lobbies, grupos de poder econômico… Acontece nos conselhos, eles são usurpados e se perpetua aquele modelo de serem sempre os mesmos com o rabo preso.

A gente vai pedir que a comunidade indique três nomes, uma lista tríplice, tirada de pessoas que militam ali, que são lideranças locais, que convivem com os problemas, conhecem a região. Vamos supor que o primeiro indicado, que devo seguir essa ordem, se o primeiro não corresponde, você volta e a comunidade substitui.

Nós vamos colocar o orçamento para ser elaborados pelas comunidades, um orçamento regionalizado. A execução do orçamento vai ser lá, acompanhada por eles, gerenciada por eles. As finanças, para não ficar dependendo da Secretaria de Finanças, da Secretaria de Educação, você coloca coordenações nessas regiões e metas compatibilizadas com as metas gerais da cidade. Com isso, você consolida o poder local.

R7: Nestas eleições, a esquerda está mais prejudicada do que a direita?

Erundina: É que a esquerda brasileira não construiu um projeto unitário. No mundo todo está se buscando uma nova esquerda. Qualquer segmento político sofreu as consequências das mudanças sociais das últimas décadas. A esquerda precisa mudar não só o discurso, mas a prática. Com certeza, farei um governo como esquerda, sem abrir mão dos meus princípios. Isso aí é o foco, mas eu tenho que encarnar isso da história. E a história de hoje não é a de 30 anos atrás.

R7: São Paulo já teve alguns governos de esquerda, intercalados. A senhora acha que hoje é uma cidade justa?

Erundina: Não. Inclusive um dos eixos da nossa proposta é combater a desigualdade pela própria ação da prefeitura. A prefeitura, por exemplo, tem que implantar um orçamento que distribua de forma mais igualitária a receita para diminuir essa desigualdade. Não dá para fazer como é hoje: Pinheiros fica com R$ 134 mil por pessoa do investimento público, enquanto Cidade Tiradentes fica com R$ 80 mil. Investe-se mais na região que já tem tudo e menos onde não tem nada. Inverter isso já é inverter a possibilidade de [que haja] desigualdade na cidade.

R7: Se a senhora tivesse que escolher uma única bandeira para ser a marca da sua gestão, qual seria?

Erundina: Tenho muitas bandeiras. Por exemplo, quando eu digo que vou combater a desigualdade a partir da forma de administrar o orçamento da cidade, é uma marca. Outra marca: eu vou, por exemplo, focar na mobilidade, que é uma condição para o cidadão acessar todos os serviços da cidade. Quero governar com o povo, diminuir a cabeça do governo e fortalecer os pés, que é onde está o cidadão. O secretário não tem que ficar distante. Nem sei se vai ter muita secretaria.

R7: Então, haverá cortes de secretaria em um eventual governo seu? De quantas?

Erundina: Nem quero saber. Vou diminuir o tamanho da cabeça, vou descentralizar o poder. As políticas têm que ser feitas lá na região, integradas entre elas. Todas as áreas têm um aspecto comum. A cabeça do governo vai dar as grandes linhas, o rumo. Mas quem vai governar mesmo, de fato, é quem está lá na periferia.

R7: O que a senhora não encontrou no PT e no PSB que hoje encontra no PSOL?

Erundina: Eu sou uma das fundadoras do PT, o Ivan [Valente, candidato a vice na chapa], os companheiros que fundaram o PSOL, nós viemos do PT. Em um dado momento, eu já não tinha a mesma identidade ideológica, doutrinária, política. Eu sou uma pessoa muito exigente comigo mesma, quando eu faço uma opção é para valer e eu não mudo de lado. Coerência é uma marca da minha personalidade.

Então, nesse sentido, quando estava no PT, vi que tinha esgotado a minha experiência lá e disse, “vou mudar de casa, mas na mesma rua”. Eu não fui para um partido de direita nem de centro. Fui para um partido de esquerda, o Partido Socialista Brasileiro, que tinha Miguel Arraes como presidente, porque tinha tudo a ver com o campo onde eu estava. Fiquei lá 19 anos, não foram cinco anos, como o Haddad falou no debate.

Recentemente, vim para o PSOL. Hoje, o PSB está apoiando o [João] Doria, está na chapa do PSDB. Eu não posso aceitar isso. Eu estava isolada. Ou eu me mantinha militando e tendo voz na política nacional e cumprindo meus compromissos políticos ou eu ficava lá isolada, assistindo. Eu não tenho direito a isso.

R7

Opinião dos leitores

  1. A "esquerda" brasileira é a mesma da Venezuela: populismo puro ! Por isso deu no que deu. Independentemente de ser esquerda ou não, Lula, como bem disse há alguns anos Luis Carlos Prestes em Jô Soares, não tem nada de esquerda, mas sim de sindicalista. E só. Já naquela oportunidade ele afirmou: esse Lula será péssimo para a esquerda do país. Está ai o resultado….

  2. A chamada "esquerda" brasileira não construiu nada até agora, apenas se adornou do poder para se auto completar com as facilidades dos recursos públicos, acomodando a militância nos cargos disponíveis e criando milhares de funções para nomear quem ficou de fora.
    Criaram agência, ministérios, assessorias e colocaram seus partícipes em tudo quanto existe com remuneração.
    Usaram os recursos públicos para financiar sindicatos e movimentos sociais como apoio político.
    A chamada esquerda lutou para estar no poder e dele fez usufruto até estourar os cofres públicos.
    Saiu sem credibilidade e sob a desconfiança de mais de 90% do povo brasileiro.

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Geral

Moraes proíbe visitas a Bolsonaro pelos próximos 30 dias, além de visitas com “finalidade política” ao ex-presidente até o fim das eleições

Foto: Divulgação/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em prisão domiciliar, apesar de concluir que ele descumpriu as regras do benefício ao divulgar uma carta com conteúdo político por meio do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão foi assinada na noite desta sexta-feira (17/7). Moraes acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que também apontou violação das restrições impostas ao ex-presidente, mas considerou que o episódio não era suficiente para determinar o retorno ao regime fechado. O documento foi obtido pelo colunista do Metrópoles Reinaldo Azevedo.

Como punição, o ministro suspendeu por 30 dias o direito de Bolsonaro receber visitas, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas. Já Flávio continuará proibido de visitar o pai por 90 dias, o que o impede de vê-lo antes das eleições de outubro.

Moraes também proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e vetou a divulgação de manifestos políticos, inclusive por terceiros, até o fim das eleições de 2026. As determinações do ministro são:

  • Suspensão do direito de receber visitas por 30 dias, com exceção de médicos, fisioterapeutas e advogados. Flávio Bolsonaro permanece proibido de visitar o pai por 90 dias;
  • Proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026;
  • Proibição da divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

“Ressalte-se que a estrita observância de todas as condições fixadas por lei e pelas decisões judiciais constitui pressuposto para a manutenção do regime de cumprimento atualmente deferido, de modo que eventual descumprimento poderá ensejar a imediata reavaliação do benefício concedido, com a adoção de medidas mais gravosas, inclusive a reversão da prisão domiciliar humanitária em regime fechado”, escreveu Moraes.

O ministro afirmou que as justificativas apresentadas pela defesa de que Bolsonaro não sabia da divulgação da carta são contraditórias.

Moraes destacou que Bolsonaro está submetido a restrições desde julho do ano passado e que, em decisão referendada pela Primeira Turma, o Supremo deixou claro que não seria admitida a utilização de “subterfúgios, com a instrumentalização de ‘material pré-fabricado’ por Jair Messias Bolsonaro”.

“Ficou expresso na decisão que tais procedimentos caracterizariam evidente burla à aplicação da medida cautelar e que não seria admitida a utilização de fraudes no descumprimento de ordem judicial”, escreveu. “Apesar disso, naquele momento, houve descumprimento da referida medida cautelar e, consequentemente, foi decretada a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro em 4/8/2025”, ponderou.

Na sequência, o ministro afirmou que as alegações da defesa sobre a divulgação da carta não afastam a “confissão” feita por Flávio ao divulgar o conteúdo. Moraes destacou o trecho em que o senador afirma que se tratava de “um recado muito importante que ele [Bolsonaro] quer dar a toda a nossa nação”.

 

Com informações de Metrópoles

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Política

Congresso Nacional tem recorde de candidatos à reeleição, aponta pesquisa

Foto: Adriano Machado/Reuters

As eleições de 2026 poderão registrar o maior índice de deputados federais e senadores candidatos à reeleição da série histórica acompanhada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Levantamento preliminar aponta que 448 dos 513 integrantes da Câmara dos Deputados pretendem concorrer a um novo mandato, número equivalente a 87,32% da composição atual da Casa.

O estudo foi elaborado a partir de pesquisas, consultas a portais locais, contatos com candidatos e dirigentes partidários e análise dos arranjos políticos em cada estado. Os dados oferecem um panorama antecipado da disputa pela renovação do Congresso Nacional, mas ainda podem mudar até as convenções partidárias, etapa em que as candidaturas serão oficialmente definidas.

O índice projetado para a Câmara é superior ao registrado nas eleições de 2022. Segundo o levantamento, a combinação entre a busca pela manutenção dos mandatos, o acesso a recursos eleitorais, a força das estruturas partidárias e o endurecimento das regras para partidos menores tende a favorecer os parlamentares que já estão no exercício do cargo.

Dos 65 deputados que, até o momento, não aparecem como pré-candidatos à reeleição, parte pretende disputar outros postos. Entre os destinos avaliados estão Senado, governos estaduais, vice-governos, assembleias legislativas e até a vice-presidência da República. Outros decidiram não concorrer a mandato eletivo em 2026.

Cinco parlamentares permanecem indefinidos e 42 deputados são apontados como possíveis candidatos ao Senado. Se parte desse grupo desistir de disputar outros cargos e decidir permanecer na corrida pela Câmara, o total de candidatos à reeleição poderá chegar a 495.

Senado

No Senado Federal, o quadro é diferente porque a renovação ocorre de forma alternada. Em uma eleição, um terço das 81 cadeiras é colocado em disputa. Na eleição seguinte, dois terços são renovados.

Em 2026, serão escolhidos 54 senadores, correspondentes a dois terços da composição da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes.

Dos 54 senadores em fim de mandato, 34 sinalizam intenção de disputar a reeleição. O número representa 62,96% das cadeiras que estarão em jogo.

Congresso em Foco

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Futebol

Vencedor da Copa da Fifa 2026 receberá prêmio milionário; saiba valor

Foto: Getty

O vencedor da final da Copa do Mundo que será disputada entre Espanha e Argentina no próximo domingo (19), no estádio MetLife, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos, receberá um prêmio de 50 milhões de dólares (R$ 256 milhões).

O campeão levará 8 milhões de dólares (R$ 41 milhões) a mais do que a Argentina faturou pelo título no Catar em 2022, e 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões) a mais do que a seleção espanhola obteve quando conquistou sua única Copa do Mundo, em 2010.

Para o vice-campeão, o prêmio é de 33 milhões de dólares (R$ 169 milhões) para o terceiro colocado, 29 milhões (149 milhões); e para o quarto, 27 milhões (R$ 138 milhões).

A isso é preciso somar os repasses que a federação internacional deu a cada seleção apenas por participar. A Fifa anunciou em 28 de abril, após a reunião do Conselho em Vancouver, no Canadá, um aumento de 15% nas alocações às federações das 48 seleções participantes, até alcançar a marca de 871 milhões de dólares (R$ 4,4 bilhões).

Cada federação recebeu 10 milhões de dólares (R$ 51 milhões) por se classificar, 2,5 milhões de dólares (R$ 12 milhões) para se preparar e uma ajuda para os custos da delegação, além de repasses para ingressos, que no total chegaram a 16 milhões de dólares (R$ 82 milhões).

Os clubes também lucram. São 11 mil euros (R$ 64 milhões) por dia pela liberação de cada jogador à sua seleção, o que, no caso do Atlético de Madrid, com nove finalistas, e do Barcelona, com oito, os transforma nos que mais faturaram com a Copa do Mundo.

Pleno News

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Geral

Bolsonaro passou 36 horas soluçando sem parar, diz boletim médico

Foto: Marcelo Camargo

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, apresentou quadro de soluços contínuos durante aproximadamente 36 horas, segundo boletim médico divulgado pelo seu médico, Brasil Ramos Caiado, nesta sexta-feira (17).

O paciente vinha apresentando estabilidade nas últimas semanas, porém há 3 dias apresentou recorrência com forte e prolongado episódio de soluço(singulto), de forma continua, com duração aproximada de 36 horas consecutivas.

Segundo o comunicado, houve a necessidade da aplicação de doses extras de medicações específicas, que surtiram a resposta esperada.

O texto indica que o ex-presidente está estável, porém com efeitos secundários decorrentes da medicação, como instabilidade crônica do equilíbrio corporal e sonolência.

O médico também ressalta que Bolsonaro segue uma dieta rigorosa, faz fisioterapia, pratica exercícios regulares e recebe cuidados preventivos para a redução de quedas e refluxo gastroesofágico. O documento também diz que as outras medicações de uso contínuo seguem de forma inalterada.

Jovem Pan

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Brasil

Professora é presa por fotografar partes íntimas de bebês em creche e mandar para ex-apresentador

Foto: Reprodução

Uma professora de 52 anos foi presa preventivamente na manhã da quinta-feira (16), em Céu Azul, no oeste do Paraná, suspeita de produzir imagens das partes íntimas de bebês durante o expediente em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI). Segundo a Polícia Civil do Paraná, as fotografias eram enviadas a um empresário de 54 anos, que também foi preso na operação. Até o momento, três crianças foram identificadas como vítimas.

De acordo com o TNOnline, o homem investigado é ex-apresentador de um programa de sorteios exibido em emissoras da região de Cascavel. A identidade da professora não foi divulgada pela polícia. Os dois responderão pelos crimes de produzir e disseminar imagens de nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

As investigações apontam que as imagens eram registradas durante as trocas de fraldas dos bebês no berçário da unidade onde a professora trabalhava. O empresário solicitava o envio dos arquivos à mulher, com quem mantinha um relacionamento. A polícia também não descarta a possibilidade de que as crianças tenham sofrido abuso físico. Celulares dos dois suspeitos foram apreendidos e passarão por perícia.

A apuração começou após denúncias de abuso sexual envolvendo o empresário chegarem à Delegacia da Mulher de Cascavel. A partir dessas informações, agentes cumpriram mandados de busca na residência dele, em Céu Azul, e na empresa da qual é proprietário, em Cascavel. A análise do material apreendido revelou indícios de outros crimes, desta vez ligados ao município onde a professora atuava.

Na sequência da investigação, um mandado de busca foi cumprido contra a servidora. As provas reunidas levaram a Polícia Civil a solicitar a prisão preventiva dos dois suspeitos, localizados em suas respectivas residências.

Em nota oficial, a Prefeitura de Céu Azul informou que acompanha o caso e classificou a ocorrência como um “fato sem precedentes na história da rede municipal de ensino”. A administração municipal afirmou que colaborará com as investigações, respeitando o sigilo do processo, a presunção de inocência dos investigados e a identidade das possíveis vítimas.

O município também declarou que adotará todas as medidas administrativas cabíveis conforme as informações forem oficialmente apresentadas pelas autoridades competentes e reafirmou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes, além de repudiar qualquer forma de violência ou violação de direitos.

Com informações do Correio 24h

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Política

Deputada petista destina R$28,3 milhões para ONGs e zero para saúde

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Apesar de contar com R$ 28,3 milhões em emendas parlamentares empenhadas em 2026, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) deixou a saúde pública do Distrito Federal fora da lista de prioridades, sem registrar a destinação de recursos para a área, conforme dados da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, compilados pelo Diário do Poder.

Entre as maiores destinações está uma emenda de R$ 14,83 milhões para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), voltada à ação “Educação e Trabalho na Saúde”. Apesar da vinculação da fundação à área da saúde, o recurso não foi destinado ao atendimento da rede pública do Distrito Federal, mas a um programa educacional executado pela Fiotec.

Até o momento, apenas R$ 1,745 milhão havia sido liquidado e nenhum valor pago.

Outra das maiores emendas foi destinada ao Fundo Nacional de Cultura, que recebeu R$ 10,43 milhões para financiar dezenas de entidades culturais e associações do Distrito Federal. Entre os beneficiários aparecem organizações como Distrito Drag, Associação Carnavalesca Bloco Afro Obara, institutos culturais, grupos artísticos, associações de moradores e organizações sociais.

O tema ganhou repercussão após uma troca de farpas entre a governadora do DF, Celina Leão (PP), e Erika Kokay.

Em vídeo divulgado nesta sexta-feira (17), a governadora declarou que “é muito bonito fazer críticas e narrativas, mas trabalho de verdade, efetividade, não se sustenta só com narrativa”, acrescentando que Erika “colocou zero de real na saúde pública aqui do DF”.

O relatório também registra situações incomuns na execução orçamentária. Em uma das emendas da área cultural consta um favorecido identificado como “Código inexistente no Siafi”, que recebeu R$ 120 mil, valor empenhado, liquidado e pago.

Em outro caso, há uma destinação registrada para “Sem informação”, no valor de R$ 100 mil, que permaneceu sem execução financeira.

Além da cultura, as emendas contemplam ações de promoção dos direitos das mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, economia solidária, esporte e assistência social, por meio de ministérios e organizações da sociedade civil.

Também aparecem repasses para entidades como Casa de Cultura Telar, Instituto Casa da Vila, Instituto Bem Cultural, Instituto Cultural Congo Nya, Associação dos Amigos da Vida, entre outras.

Diário do Poder

 

 

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Política

Flávio diz que proteger mulheres será prioridade e bandeira da direita

Foto: Divulgação / Flickr Flávio Bolsonaro

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (17) que a proteção às mulheres vítimas de violência deve ser uma das principais bandeiras da direita.

A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, no qual apresentou propostas voltadas ao público feminino para um eventual governo.

Segundo Flávio, uma de suas prioridades será a criação da chamada “Central da Mulher”, plataforma digital voltada à segurança, ao acesso a serviços públicos e à autonomia financeira das brasileiras.

O senador afirmou que a iniciativa pretende ampliar o alcance da tecnologia para atender mulheres em todas as regiões do país.

Durante a apresentação, o parlamentar declarou que “defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é pauta de direita”, ao sustentar que o enfrentamento à violência contra a mulher deve ocupar espaço central em sua proposta de governo.

A fala foi acompanhada da defesa de políticas voltadas à proteção das vítimas e ao combate aos agressores.

Flávio também afirmou que seu plano prevê ampliar o acesso à internet para cerca de 70 milhões de mulheres, com o objetivo de facilitar o acesso a oportunidades de capacitação, serviços públicos, empreendedorismo e geração de renda.

De acordo com o pré-candidato, a transformação digital pode contribuir para aumentar a independência econômica e a inclusão social feminina.

A apresentação integra a agenda de pré-campanha do senador, que tem buscado destacar propostas para diferentes segmentos do eleitorado.

Nas últimas semanas, Flávio Bolsonaro intensificou a divulgação de medidas voltadas à segurança pública, ao desenvolvimento tecnológico e à ampliação de políticas direcionadas às mulheres, temas que pretende incorporar ao seu programa de governo para as eleições de 2026.

Diário do Poder

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Brasil

Padre excomungado diz que denunciou “macumba” dentro da Igreja

Foto: Reprodução

Além de mencionar nominalmente os sacerdotes que enfrentaram investigações criminais ou denúncias de abuso sexual no Distrito Federal, o padre Françoá Costa relatou ter feito denúncias à Arquidiocese de Brasília entre 2022 e 2023 sobre eventos de “macumba” em templos católicos. Segundo o clérigo, os alertas foram feitos por meio de vídeos que, posteriormente, teriam sido apagados a pedido do arcebispo.

O padre revelou que em razão de suas convicções denunciou formalmente eventos que aconteceram dentro de templos católicos do Distrito Federal.

“Porque acredito em todas e em cada uma das verdades católicas, denunciei, nesta arquidiocese, eventos de macumba em templos católicos, seja em uma paróquia de Sobradinho, em setembro de 2022, seja outro realizado dentro da própria Catedral de Brasília, no dia 9 de novembro de 2023”, declarou.

Segundo o relato de Françoá, o episódio na Catedral Metropolitana resultou em uma nota oficial da arquidiocese emitida em 13 de novembro de 2023, a qual ele considerou “conciliadora”. Na ocasião, o vídeo gravado por ele denunciando o ocorrido viralizou rapidamente nas redes sociais.

O padre alega que, logo em seguida, sofreu pressão interna para retirar o conteúdo do ar: “Recebi uma ligação de alguém que falava em nome do senhor arcebispo para que eu retirasse o vídeo, o que, na época, eu fiz, pois talvez eu acreditasse na obediência cega que eles tanto apregoam.”

O histórico de tensões entre o sacerdote e a Arquidiocese de Brasília também envolve o período em que ele atuou como administrador paroquial da Paróquia Senhor Bom Jesus, entre os anos de 2021 e 2024.

Em sua carta, Françoá narra que foi denunciado à cúpula da Igreja após realizar pregações contundentes contra o que chamou de “erros protestantes”. Ele criticou a postura dos superiores, que optaram por repreendê-lo em vez de apoiá-lo publicamente.

“O que fizeram? Em lugar de sustentarem o combate pelo seu sacerdote, um padre que trabalhava na sua arquidiocese, um dos seus bispos auxiliares, Dom Denilson, veio me chamar a atenção, corrigindo-me. Não entendi”, desabafou o religioso.

Metrópoles

 

 

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Geral

Deputada do PL rebate Xuxa Meneghel após ser chamada de nazista por conta de tiara

Foto: Reprodução

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) rebateu um comentário da apresentadora Xuxa Meneghel com um adereço semelhante. Xuxa teria comentado uma publicação de uma foto em que meninas alemãs usavam tiaras com flores.

A postagem faz menção a Zanatta e ao uso do acessório. Xuxa ainda agradeceu à responsável pela publicação: “Parabéns pela coragem e também passar informação para gente”.

Em resposta à provocação da apresentadora, a parlamentar resgatou imagens de Xuxa com tiaras floridas, incluindo recortes de filmes em que Xuxa usava o acessório. “Olha você aqui de flores na cabeça. Nazismo?” Disparou a deputada.

As críticas feitas contra Júlia Zanatta são por conta de uma ligação feita com o uso das tiaras floridas, que se tornaram marca da parlamentar. Opositores relembram que o adereço seria usado por meninas alemãs para se diferenciar de judeus.

No entanto, registros históricos desmontam essa narrativa, ao apontar que as tiaras utilizadas por meninas na época da Segunda Guerra Mundial eram por conta de questões culturais e folclóricas.

 

Portal NDMais

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Brasil

Jovem é preso após tentar furtar moto da PRF para “farmar aura” em João Pessoa

Foto: Divulgação/PRF

Um homem de 19 anos foi preso após tentar furtar uma motocicleta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em João Pessoa (PB), na manhã dessa quinta-feira (16/7). Após a tentativa de furto, o suspeito justificou que cometeu o crime para “farmar aura”, segundo a corporação.

O caso ocorreu durante uma fiscalização de agentes da PRF, nas margens da rodovia federal BR-230, na altura do Km 17, em frente ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

Durante o patrulhamento, um suspeito se aproximou de uma motocicleta da PRF, que foi estacionada um pouco distante da área em que os agentes realizavam a fiscalização. De frente para o veículo policial, o homem começou a mexer na ignição, quando um dos agentes percebeu e ordenou que ele se afastasse de imediato.

Conforme a PRF, o suspeito desobedeceu à ordem e ainda tentou ligar a motocicleta. Como não conseguiu dar partida, ele retirou a chave da ignição e tentou sair correndo com o objeto.

Um outro policial, que estava em operação, impediu a fuga do suspeito, deu voz de prisão e o abordou. Questionado sobre o motivo da tentativa de furto, o suspeito disse que estava “tentando farmar aura”, após ter uma moto que já foi apreendida pela PRF.

“Ele disse que tinha tido uma motocicleta dele já apreendida pela PRF e estava tentando farmar aura. É incrível, mas a gente ainda tem esse tipo de coisa, situação, uma espécie de desafio. O homem foi devidamente preso e encaminhado para responder”, disse o chefe de comunicação da corporação, Francimuller Nascimento.

O suspeito foi preso em flagrante e encaminhado para a Central de Polícia Civil, em João Pessoa. Ele pode responder por tentativa de furto.

Com informações de Metrópoles

 

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