Há 24 anos, Luiza Erundina saiu da cadeira de prefeita de São Paulo. Agora ela deseja voltar. Na bagagem, diz que traz mais “experiência, visão crítica, tolerância e capacidade”. Aos 81 anos, disposição não falta à candidata do PSOL.
Os compromissos de deputada federal continuam firmes durante a campanha — está no quinto mandato. “Não faltamos a nenhuma votação”, diz. Quando não está em Brasília, faz reuniões, participa de protestos, debates, corpo a corpo e até de carreata.
Ela recebeu a reportagem do R7 no último dia 6. Na entrevista exclusiva, Erundina critica o prefeito Fernando Haddad (PT), adversário dela, por “não ter feito um governo participativo”.
A candidata ainda destaca que a crise política brasileira não pode ser ignorada nas eleições municipais e que o prefeito de São Paulo precisa ser uma liderança política nacional.
Erundina fala também sobre a posição da esquerda nestas eleições. Para ela, “a esquerda brasileira não construiu um projeto unitário” e é preciso “mudar não só o discurso, mas a prática”.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista.
O PSOL virou uma filial do PT. Não se engane. Não tem nada de esquerda.
A "esquerda" brasileira é a mesma da Venezuela: populismo puro ! Por isso deu no que deu. Independentemente de ser esquerda ou não, Lula, como bem disse há alguns anos Luis Carlos Prestes em Jô Soares, não tem nada de esquerda, mas sim de sindicalista. E só. Já naquela oportunidade ele afirmou: esse Lula será péssimo para a esquerda do país. Está ai o resultado….
esquerda" brasileira E LIXO
A chamada "esquerda" brasileira não construiu nada até agora, apenas se adornou do poder para se auto completar com as facilidades dos recursos públicos, acomodando a militância nos cargos disponíveis e criando milhares de funções para nomear quem ficou de fora.
Criaram agência, ministérios, assessorias e colocaram seus partícipes em tudo quanto existe com remuneração.
Usaram os recursos públicos para financiar sindicatos e movimentos sociais como apoio político.
A chamada esquerda lutou para estar no poder e dele fez usufruto até estourar os cofres públicos.
Saiu sem credibilidade e sob a desconfiança de mais de 90% do povo brasileiro.