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Um dia depois de o Ministério da Educação (MEC) afirmar que não há mais verbas para novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), estudantes que pleitearam o benefício e não conseguiram demonstraram insatisfação e já começam a se mobilizar em protesto.
— Fizemos o vestibular no ano passado com a expectativa de conseguir o financiamento. Mudaram as regras em janeiro e nos fizeram acreditar que a instabilidade era só um erro. Quando o prazo acaba, afirmam que não têm dinheiro. Foram desrespeitosos com aqueles que têm sonhos — diz Luara Bernades, de 22 anos, que tentou uma vaga em Pedagogia, mas não obteve êxito.
Luara não está sozinha. Ingrid Pereira, de 20 anos, começou a cursar Publicidade e Propaganda na Unip, em São Paulo, e deverá trancar a faculdade, já que não consegue pagar a mensalidade. Além disso, a jovem pretende renegociar com a instituição os valores dos meses que já foram cursados, que somam uma dívida de R$ 2.500. Inconformada, a estudante resolveu praticar o que aprendeu em suas primeiras aulas produzindo um vídeo — ainda que de forma amadora —, com outros alunos de todo o Brasil que não conseguiram o financiamento, para criticar a exclusão no programa.
— Criamos o grupo no WhatsApp e pensamos em uma forma de chamar atenção para o problema. Aí veio a ideia do vídeo. Ainda tenho esperança, mas não muita. Foi meio injusto. Fiquei tentando e, no último minuto, cheguei a conseguir, mas o sistema travou e não confirmou a inscrição. Na minha sala eram 60 pessoas, agora são 30, porque os outros não conseguiram o financiamento. Fiquei dias sem dormir, revezando com meu namorado para tentar me inscrever, e nada adiantou — conta Ingrid.
‘FOI DESESPERO TOTAL’ AFIRMA ESTUDANTE
Depois de ficar seis anos sem estudar devido a uma depressão, a piauiense de 25 anos, Ana Karine Santos voltou aos livros este ano quando passou no vestibular de Serviço Social da Faculdade Internacional do Delta. No entanto, o sonho foi mais uma vez interrompido, agora pela falta de vagas de Financiamento.
— A única solução foi trancar a faculdade. Aqui no Piauí é difícil, é muita gente que precisa do Fies, aqui não rola emprego para poder pagar uma faculdade. Estou indignada, porque passei seis anos sem estudar e quando eu volto para tentar uma faculdade, ser alguem na vida, aí bato de frente com isso. A gente vota neles, eles dizem que vão ajudar na educação e são os primeiro a tirar onda da nossa cara- desabafa.
A jovem, que já trancou matrícula na faculdade, conta que nos último dias de tentativa para ingressar no programa chegou a ter uma crise emocional e está novamente em acompanhamento psicológico.
— A gente se estressa, não sabe se estuda para a prova ou tenta o Fies. Ficamos o tempo todo na frente do computador tentando para não conseguir. Foi desespero total — relata.
O Globo
Parabéns Antônio Brito. É muito bom ouvirmos ou lermos pessoas que sabem do que estão falando. Pois alguns comentaristas mal sabem do que se trata o tema e já saem criticando ou defendendo a ou b. é preciso se informar melhor e primeiro, antes de sair pregando revoluções e fazendo críticas sem fundamentos.
As empresas privadas, que se dizem mais honestas do que as públicas, vendo um veio de lucratividade no sistema, começam a operar diretamente por meio de lobbies políticos e indiretamente fazendo propagandas elaboradas ou fingindo que são estudantes (montagens programadas para parecerem autênticas). E até por meio simplesmente da manipulação por meio de informações imprecisas, erradas e inverídicas, fazendo pessoas pensarem, sentirem e agirem com agressividade contra algo que mal sabem do que se trata.
Lamentável esse tipo de jornalismo de desinformação.
Antes da eleição esses estudantes eram paparicados pelo PT. Hoje deveriam se esforçar, estudar mais ir para uma Universidade Pública e deixar de fazer vídeo. Mundo que gira.
Mas, uma dúvida: tem vaga para todo mundo nas públicas?
[ironia] Isso mesmo, Antônio Brito. Dilmãe está mudando mais. Muito mais! [/ironia]
Esses estudantes, em vez de ficarem perdendo tempo fazendo vídeo, deveriam estar estudando mais para passarem em universidades federais, ou fazerem jus às vagas do Prouni. O Fies está sendo utilizado pela raspa do tacho. Concordo com o comentário de Antônio Brito: deveria ser apenas para pessoas carentes e não como prêmio de consolação para quem não conseguiu nota suficiente para entrar via Prouni.
Vamos aos fatos:
Pelas informações que consegui colher, o FIES está mantido para os alunos que já faziam parte do programa.
Os custos com o programa cresceram absurdamente, as universidades particulares, de olho nesse mercado, dobraram de uma hora para outra a quantidade de vagas em seus cursos, na maioria das vezes apenas aumentaram o número de alunos por sala, cursos que antes possuíam 30 cadeiras, passaram para 60.
O governo não acabou com o FIES, apenas houve uma limitação, contingenciada pelo orçamento, no número de novos inscritos no programa.
Acredito, que ano que vem, o FIES passará a exigir requisitos mais rígidos para que os interessados consigam esse financiamento, atendendo prioritariamente aos estudantes mais carentes.
Da forma como está, só era interessante para as universidades particulares.