POR DINARTE ASSUNÇÃO
O odioso áudio em que Marcelo Henrique da Silva Oliveira, conhecido como Colorau e um dos líderes do Sindicato do RN, ordena que seus peões votem em Fátima Bezerra foi um dos episódios mais lamentáveis da campanha de 2018.
Na época, critiquei duramente o episódio. O uso dele pelo governador Robinson Faria o igualou em falta de moralidade ao próprio Colorau, que justificava a ordem explicando que um eventual governo Fátima seria melhor para os apenados.
Colorau olhava para o horizonte do Brasil das regalias, onde cada casta consegue seu próprio benefício.
Os apenados pleiteavam lá as suas, quais sejam, desarticular o trabalho que colocou os bandidos no lugar a que pertencem, qual seja, o de condenados em cumprimento de pena.
Condenei a circunstância e apontei que não fazia sentido um representante do povo endossar tais apelos ecoados da lamentação dos muros prisionais.
Mas eu estava errado. Colorau tinha razão.
As mudanças que a governadora Fátima Bezerra vem promovendo na única área em que Robinson Faria conseguiu acertar demonstra um compromisso com erro. Morre mais uma vez Juscelino Kubitschek, que cunhou a frase segundo a qual não se deve ter compromisso com o erro.
A situação já vinha se desenrolando com alarde quando Mauro Albuquerque passou ao Ceará. Houve então certo alívio diante da expectativa de que seu adjunto continuasse e prosseguisse com as reformas.
Nesse meio tempo, nos bastidores, a cúpula sindical dos agentes penitenciários, que detestava a política que tinha sido implementada, se animou.
O governo os movimentou em favor da desarticulação que Fátima promovia na pasta. É um movimento típico do xadrez, pois, nele, os peões vão na frente.
Na estratégia que lhe foi própria, Fátima colocou uma promotora de Justiça aposentada para a Sejuc, Amelie Brennand. Na sequência, foi de novo ao tabuleiro do xadrez e a movimentou para a casa da Secretaria de Esporte.
E, para a Sejuc, a governadora jogou Pedro Florêncio Filho. Com a jogada, a rainha está sob xeque.
O estandarte do novo secretário é a humanização dos presídios.
É preciso que se explique se humanização ganhou novo sentido porque o ato mais desumano que ocorreu no sistema prisional brasileiro foi sob a batuta desse senhor, quando 56 presos terminaram decapitados no presídio Antonio Jobim, em Manaus.
Ontem, este blog revelou que Florêncio responde por má gestão por sua atuação na pasta prisional do Amazonas. Esse fato somado ao histórico de fracasso do que ele fez no estado do Norte deveria ser basilar para a governadora repensar a estratégia de política carcerária.
Na comunidade jurídica, a movimentação da governadora é vista com péssimos olhos. Juízes avaliam que haverá piora no sistema prisional, com o indicativo de que teremos menos rigor.
Espero, sinceramente, ter que voltar aqui para dizer que, assim como Colorau, eu estava errado sobre Fátima. Por ora, apenas Colorau estava certo.
Blog do Dina

Eu queria saber o quê que vocês esperavam? "Ingenuidade mata o gato", isso ja era anunciado e nem me venham dizer que ela colocou a pessoa certa mas este recebeu um melhor proposta e foi embora…
Quando disseram: "PT nunca mais!" Disseram que era perseguição… A outra integrante Gleisi, junto com a corja toda está sensibilizada ao Maduro…. Esperem aí, falta só três anos e 10 meses para acabar esse governo.
E neste mês o índice de violência já caiu mais de 50 %…. este blog não comenta nada sobre estes números… convidem o comandante da polícia militar para uma entrevista. Isto sim seria o papel correto…
Antes de qualquer coisa dar errado o articulista decreta o caos. Espero que peça desculpas quando tudo continuar como está.
Bom comentário. Há de se ressaltar que estas jogadas de xadrez não tem nenhum dedo de Fátima Bezerra. O verdadeiro jogador de xadrez chama-se José Dirceu, o verdadeiro articulador de Fátima. Vejam o que ela fez com os partidos aliados histórico e de primeira hora.
Inteligente, verdadeiro e corrente com o desenrolar dos fatos. Parabéns pelo artigo…Espero não sentir saudades de Temer e Robinson,mas tenho dúvidas…
"Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta."
O custo de um sistema em desordem é grande. Caso volte ao caos de outrora, ela não vai poder dizer que "pegou uma bomba", ao contrário, pegou um sistema organizado. Caso o sistema saia dos eixos, a culpa é única e exclusiva da gestão Fátima.
Nobre a sua postura de assumir o erro. Infelizmente nem todos têm essa coragem.
Fátima está se superando. Ela vai dobrar a meta daqui para o final do mandato, como disse a filósofa Dilma Rousseff!!!
O desmonte no sistema prisional vai começar, esperando o legislativo pra tomar as providências. Vamos lá coronel Azevedo .
O que aconteceu no Ceará, pode para aqui.
O antigo secretário, Mauro Albuquerque, estabeleceu uma nova doutrina na administração prisional do RN, numa aposta/experiência que deu muito certo. Sem fugas, rigor máximo e a aproximação mais realista possível da Lei de Execução Penal, pragmaticamente falando. A princípio, a governadora entendeu isto e o manteve no cargo, porém a oferta mais tentadora vinda do Ceará levou-o para outros ares. Daí, a governadora coloca uma promotora de justiça aposentada, que deve ter um notável conhecimento e experiência no campo jurídico, mas que NADA SABE SOBRE SISTEMA PRISIONAL, e a prova disso é sua própria realocação pra secretaria de Esporte e Lazer.
Já neste momento, em mais uma situação grotesca, coloca um "profissional" marcado pro fracassos em seu histórico profissional, fracassos estes podem se repetir por nossas terras potiguares e que certamente trará como consequências não só novas manchas num currículo já bastante chinfrim, mas principalmente no aumento da violência…dentro e fora dos presídios.
Mais uma vez, Fátima decepciona e a população norte rio grandense é quem paga o pato!