Polícia

Ex-diretor do Metrô de São Paulo delata fraudes e propinas para campanhas do PSDB

Foto: Reprodução Assembleia Legislativa de São Paulo

Em delação premiada, o ex-diretor do Metrô de São Paulo Sérgio Corrêa Brasil revelou supostos esquemas de propinas para abastecer as campanhas do alto escalão do PSDB ao governo estadual de São Paulo e também um suposto mensalão na Assembleia Legislativa para apoiar os interesses de governadores tucanos.

Em uma série de depoimentos ao Ministério Público Federal, Brasil relata que as vantagens teriam beneficiado candidaturas de José Serra e Geraldo Alckmin e que acertos e repasses chegaram a ser realizados junto ao atual vice-governador paulista, Rodrigo Garcia (DEM).

O delator não diz que entregou ou mandou entregar valores ilícitos em mãos de Serra e Alckmin. Mas afirma que o dinheiro seguia para as campanhas dos tucanos.

Confessa ter recebido propinas milionárias nas obras das Linhas 2-Verde, 5-Lilás e 6-Laranja, cita candidaturas de Alckmin e Serra, ‘apoio’ de partidos e deputados da Assembleia Legislativa do Estado e rotina de entregas de dinheiro vivo em escritórios políticos, cafés, restaurantes e shoppings.

No âmbito da Justiça estadual, Brasil já está denunciado criminalmente por corrupção na 12.ª Vara Criminal da Capital. Na planilha de propinas da Odebrecht, ele era o ‘Encostado’ ou ‘Brasileiro’.

Sérgio Brasil começou a negociar em junho de 2018 sua delação com a força tarefa da Lava Jato em São Paulo. Em outubro fez diversos depoimentos. A delação foi homologada agora pela Justiça Federal.

Ele narra um alentado esquema de corrupção no Metrô que teria se iniciado em 2003 e perdurado até, pelo menos, 2014.

A colaboração de Brasil com a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo foi homologada pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6.ª Vara Criminal Federal.

O delator descreve ilícitos relativos às obras das linhas 2 – Verde, 5 – Lilás, e 6 – Laranja. Ainda haveria supostos esquemas na Linha 4 – Amarela, mas ele diz que, neste caso, não chegaram a render propinas. Cita, ainda, em meio à rotina de ilícitos o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. Apontou o nome de um ex-conselheiro, Eduardo Bittencourt de Carvalho, já réu em ação por improbidade e enriquecimento ilícito.

Brasil diz ter sido procurado, inicialmente, pelo executivo Fábio Gandolfo, da Odebrecht, para receber meio por cento dos contratos da Linha 2 – Verde, ainda em 2003.

“Fábio narrou que havia um sistema implantado de financiamento politico-partidário em favor dos partidos de sustentação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), quais sejam, PPS, PSDB, PFL e PTB. Era pago um valor mensal a cada um dos partidos, para que eles dessem sustentação as propostas e aspirações do Governo na Assembleia Legislativa.”

Entre os deputados estaduais supostamente abastecidos pelo ‘mensalinho’ estariam Edson Aparecido (PSDB) e Campos Machado (PTB). “Tive conhecimento,por intermédio de Fábio Gandolfo, que havia internamente nos partidos políticos PTB, PFL, PSDB e PPS uma espécie de ‘loteamento de arrecadação’, de modo que os valores advindos do Metrô-SP seriam destinados ao PFL e ao PPS, enquanto os valores advindos da CPTM/EMTU seriam destinados ao PSDB e ao PTB.”

Ele diz ter feito repasses aos então deputados estaduais Arnaldo Jardim (PPS) e Rodrigo Garcia (DEM). Brasil diz que Rodrigo Garcia foi seu ‘padrinho’ político.

“Por vezes, entreguei tais valores para a assessora de Arnaldo Jardim, a qual se chamava Roxana. Acredito que, ao todo,fiz cerca de 15 ou 20 entregas de valores indevidos no escritório politico de Arnaldo Jardim, sendo que os valores entregues variavam de R$ 40 mil a R$ 60 mil e algumas vezes entreguei valores próximos a R$ 100 mil”, vai contando.

“Antes de fazer as entregas, eu ligava para Roxana ou Arnaldo Jardim, a fim de informá-los que iria lá. Por vezes, eu também era cobrado por eles para fazer os repasses políticos”, diz Brasil.

O delator registra que, embora as entregas fossem no escritório de Jardim, à Rua Veneza, Jardins, manteve ‘contato durante o período com Rodrigo Garcia, especialmente porque fazia visitas a ele em seu gabinete, na Assembleia Legislativa de São Paulo’. “Estimo que cerca de cinquenta por cento daquilo que recebi foi destinado a tais pessoas.”

Já em 2010, nas proximidades das campanhas eleitorais de Serra à Presidência e de Alckmin ao governo de São Paulo, ele relata ter recebido pedidos decorrentes de obras da Linha 5 – Lilás.

“Assim, eu era procurado rotineiramente por Silvio Ranciaro, Carlos Alberto Balotta Barros de Oliveira e João Câmara, todos do PSDB, a fim de que pudesse colaborar com a arrecadação de valores para as campanhas politicas, quando as construtoras sagraram-se vencedoras no segundo edital. Aproveitando-me do clima de euforia, solicitei a Celso , da Construtora Norberto Odebrecht, e ao Anuar Caram, da Andrade Gutierrez, que realizassem uma gestão entre as construtoras parceiras para suprir as necessidades de campanha eleitoral dos políticos José Serra, Geraldo Alckmin, José Aníbal, e Edson Aparecido.”

“Não sei se essas ‘contribuições’ eram feitas travestidas como doações oficiais de campanha ou ‘por fora’. Em minha ótica, essas ‘contribuições’ estavam atreladas à obra da Linha 5, Lilás, Metrô-SP, especialmente porque só foram efetivadas em razão das empreiteiras terem se sagrado vencedoras da licitação da referida obra”, segue.

Já na campanha de 2014, quando Alckmin se reelegeu, Brasil diz que o então tesoureiro do ex-governador, o ex-secretário Marcos Monteiro, era o arrecadador da campanha do tucano junto a contratos do Metrô.

Ele afirma que Monteiro ‘tinha como função acompanhar o processo licitatório com finalidade arrecadatória eleitoral, sem, contudo,ter qualquer vinculo institucional com o processo licitatório’.

“O senador José Serra não é citado como beneficiário na delação e reafirma que jamais recebeu vantagens indevidas em 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação em relação aos gastos públicos.”

A reportagem pediu manifestação do ex-governador, via assessoria do Diretório estadual do PSDB.

“Trata-se de uma acusação sem fundamento. Rodrigo Garcia já foi inocentado no STF por falsas acusações referentes ao metrô de São Paulo e lutará novamente contra essa injustiça.”

COM A PALAVRA, O METRÔ

“O Metrô é o maior interessado na apuração de todos os fatos e, se comprovada qualquer irregularidade, apoia a punição dos envolvidos e o ressarcimento dos eventuais prejuízos dos cofres públicos.”

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DANIEL CASAGRANDE, QUE DEFENDE SÉRGIO BRASIL

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“Sérgio Brasil é colaborador da Justiça e está cumprindo com as obrigações que assumiu quando da assinatura de seu acordo com a Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, acordo esse, inclusive, já homologado pela Justiça Federal de São Paulo. Nesta linha, aguarda a apuração dos fatos pela Justiça e se coloca à disposição do Poder Judiciário.”

COM A PALAVRA, O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO

“O senhor Eduardo Bittencourt está desligado do Tribunal de Contas desde 1 de abril de 2012, portanto não possui mais vínculos com o órgão. Todas as questões acerca de supostos atos praticados estão sendo conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Justiça.

O Tribunal de Contas desconhece o teor das supostas delações e permanece à disposição para prestar eventuais esclarecimentos.”

“A Andrade Gutierrez informa que apoia toda iniciativa de combate à corrupção, e que visa a esclarecer fatos ocorridos no passado. A companhia assumiu esse compromisso público em um manifesto veiculado nos principais jornais do país e segue colaborando com as investigações em curso dentro dos acordos de leniência firmados com o Ministério Público Federal (MPF), com a Controladoria Geral da União (CGU), com a Advocacia Geral da União (AGU) e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Cabe ressaltar que a empresa tem total interesse em esclarecer os fatos que abrangem as obras do metrô e já se coloca à disposição das autoridades competentes para uma colaboração ampla e irrestrita das informações de que tem conhecimento.

A Andrade Gutierrez reforça anda que incorporou diferentes iniciativas nas suas operações para garantir a lisura e a transparência de suas relações comerciais, seja com clientes ou fornecedores, e afirma que tudo aquilo que não seguir rígidos padrões éticos será imediatamente rechaçado pela companhia.”

COM A PALAVRA, A ODEBRECHT

“A Odebrecht tem colaborado de forma permanente e eficaz com as autoridades, em busca do pleno esclarecimento de fatos do passado. Hoje, a Odebrecht está inteiramente transformada. Usa as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente”.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO GUILHERME CORONA, QUE DEFENDE MARCOS MONTEIRO

“O advogado Guilherme Corona, responsável pela defesa de Marcos Monteiro, informa que não teve conhecimento do teor das declarações prestadas e nem do seu contexto de modo que não irá comentá-las. Reitera que seu cliente sempre pautou sua vida pública dentro da legalidade.”

COM A PALAVRA, O PSDB

A reportagem entrou em contato com o Partido. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O PTB

A reportagem entrou em contato com o Partido. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O CIDADANIA (ANTIGO PPS)

A reportagem entrou em contato com o Partido. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem entrou em contato com a defesa de Luiz Frayze. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Arnaldo Jardim. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Camargo Corrêa. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem entrou em contato com a Assessoria de José Anibal. O espaço está aberto para manifestação

A reportagem tenta contato com Fábio Gandolfo. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem tenta contato com Edson Aparecido. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem tenta contato com Campos Machado. O espaço está aberto para manifestação.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. A PF junto com o MP e a justiça tem que apertar essa corja que roubou o país nesses últimos 50 anos, desses políticos que estão aí não escapa um, era normal roubar, corromper, saquer de tudo que é de maneira e em todas as esferas, Municipal, Estadual e Federal. Cabe agora ao Moro cobrar as devidas instâncias que agilizam todos os processos que estão engavetados a anos. E com relação ao psdb é igual a todos os outros, PT PCDO B PSTU PMDB PSB……

  2. PSDB é cabuloso tb???? kkkkkkkkkkkkkkkkk….Partido bandido, igual seu irmão PT…. Ladrões!!!! Como vc´s defendem tanto bandido?????

  3. Quando vão surgir as manchetes culpando Bolsonaro por isso?
    Soube que teve uma vez onde um primo de um conhecido de Bolsonaro estava numa reunião sobre o metrô de São Paulo. então Bolsonaro tem culpa.
    Não vai sair a condenação não? Estão esperando o quê? Mais provas?
    Não é assim que a mídia e a esquerda vem tratando Bolsonaro? Segue o jogo…

    1. Aí aparece uma notícia do antro do PSDB há mais de 25 anos (SP) e o gado acaba tentando achar que a "Imprensa Golpista" está atrás do Presidente. Sabe quem tinha mania de perseguição? Os lula-livre…

    2. Kkkkk…. acharam o Queiroz amigo…
      Bozo tem muito com quem se preocupar…se ele falar, a famiglia toda vai em cana…

    3. O que é mais parecido com um bolsominion, na essência ??????. Resposta : um petralha.
      Ambos tem mania de pureza ( para si ), de acusação ( com os outros ) e de perseguição ( com a imprensa ).

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Educação

Colégio Porto abre JIP’s 2026 com programação esportiva e foco na integração dos estudantes

Foto: Divulgação

Até o próximo dia 16 de maio o Colégio Porto vai se transformar em um ambiente que reúne competições esportivas, convivência e desenvolvimento pessoal com a edição 2026 dos Jogos Internos (JIP’s).

Durante o período dos jogos, a escola se transforma em um verdadeiro palco de integração, com o objetivo de estimular hábitos saudáveis e fortalecer competências como trabalho em equipe, disciplina, liderança e respeito às regras.

Neste ano, as competições contemplam as modalidades como vôlei, futsal, basquete, handebol e tênis de mesa. De acordo com o coordenador de esportes do colégio, Gustavo Silva, a proposta dos jogos vai além da competição tradicional.

Foto: Divulgação

“Os jogos tiveram início na quinta-feira (7) e seguem até o dia 16, com a intenção de fazer com que os alunos vivenciem os esportes que a escola oferece e interajam com estudantes de outras turmas. É muito mais um momento de integração e descontração do que uma competição em si”, destaca.

O professor também reforça o caráter inclusivo da programação, que respeita diferentes níveis de habilidade entre os estudantes. “Temos alunos que já fazem parte das equipes da escola e participam de competições externas, mas durante os jogos internos a ideia não é criar um ambiente de rivalidade. Eles jogam entre si, mas em um contexto mais recreativo, favorecendo a convivência”, explica.

A participação nas modalidades é flexível, permitindo que cada aluno escolha como deseja se envolver. “Na hora da inscrição, o estudante pode optar por participar de todas as modalidades ou apenas daquelas com as quais mais se identifica. É uma escolha livre, pensada justamente para incentivar o engajamento”, completa.

Foto: Divulgação

Segundo a equipe organizadora dos JIP’s 2026, os jogos reforçam um objetivo da escola de fortalecer o espírito de comunidade. “Mais do que participar das disputas, o colégio reforça o convite para que todos os estudantes estejam presentes, inclusive como torcida. A presença de cada estudante, tendo escolhido ou não participar das competições, é fundamental”, explica Kennia Ísis, coordenadora pedagógica do Colégio Porto.

Para Gustavo Silva, o impacto da iniciativa ultrapassa o período dos jogos e reverbera no cotidiano escolar. “É um momento em que eles interagem mais entre si. Muitas vezes, no dia a dia, não há tanto contato entre turmas diferentes. Durante os jogos, eles se aproximam, se confraternizam e, depois disso, a gente percebe que essa integração continua na rotina da escola”, conclui.

Com expectativa de grande adesão da comunidade escolar, os jogos reforçam a proposta pedagógica do Colégio Porto de integrar esporte e educação, promovendo experiências que contribuem para o desenvolvimento coletivo dos estudantes.

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Judiciário

Mendonça autoriza transferência de ex-presidente do BRB para Papudinha

Foto: Michael Melo/Metrópoles

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou nesta sexta-feira (8) a transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, para a Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O ex-dirigente é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero e está preso sob suspeita de envolvimento em irregularidades ligadas ao Banco Master.

Segundo informações já confirmadas, a defesa do ex-presidente do BRB vinha pleiteando a transferência para a Superintendência da Polícia Federal, onde também está preso o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido, no entanto, não foi acolhido neste momento.

A movimentação ocorre após a defesa de Paulo Henrique encaminhar ao STF um documento indicando o interesse do ex-dirigente em colaborar com as investigações por meio de delação premiada.

No pedido, os advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino afirmam que há “interesse em cooperar com as autoridades competentes”, mas ressaltam que qualquer acordo depende de condições e validação institucional. A estratégia da defesa é buscar espaço para uma possível colaboração antes de outros investigados no mesmo caso.

A defesa também pediu que o ex-dirigente seja ouvido pela Procuradoria-Geral da República (PGR), sob argumento de garantir o direito à autodefesa e a confidencialidade entre cliente e advogados. Os advogados ainda destacam que a proposta de colaboração “depende da convergência de fatores”, sinalizando que o acordo ainda não está fechado.

Investigação e acusações

Paulo Henrique Costa foi preso durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é acusado de ter recebido cerca de R$ 146 milhões em propina para favorecer interesses do Banco Master em operações envolvendo o BRB.

A investigação da Polícia Federal aponta indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta ou temerária, corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

O caso é considerado um dos desdobramentos mais sensíveis envolvendo instituições financeiras e contratos sob suspeita de irregularidades.

 

 

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Geral

“Se as facções quiserem peitar o governador, vão encontrar uma reação efetiva”, diz Álvaro Dias

O pré-candidato do PL ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na manhã desta sexta-feira, em Natal, do 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, realizado no Centro de Convenções da capital potiguar. O evento reúne gestores públicos, equipes técnicas, lideranças políticas, instituições e empresas em uma programação voltada ao fortalecimento da gestão municipal.

Durante discurso no congresso, Álvaro defendeu ações mais rigorosas no combate à criminalidade e criticou a atual condução da segurança pública no estado. “O Rio Grande do Norte é um estado onde o poder das facções não está sendo combatido da forma correta. Falta ação efetiva, eficaz e competente para combater a marginalidade”, declarou.

O pré-candidato também afirmou que, caso eleito, adotará uma postura firme no enfrentamento ao crime organizado. “Se as facções quiserem peitar o governador, que façam, porque vão encontrar uma reação efetiva do governador”, disse.

Responsabilidade fiscal pelo bem do RN

Além das críticas à segurança pública, Álvaro Dias também destacou, durante o 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares, a importância do cuidado com o dinheiro público e da responsabilidade na administração das finanças estaduais.

Em discurso, o pré-candidato defendeu uma gestão voltada ao equilíbrio fiscal, ressaltando a necessidade de planejamento e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Segundo ele, o controle das contas do Estado deve caminhar ao lado de investimentos estratégicos para atender às demandas da população.

O evento contou ainda com a presença do prefeito de Natal, Paulinho Freire, do senador Styvenson Valentim, da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra, do pré-candidato a vice-governador Babá Pereira, além do presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), José Augusto Rêgo. Prefeitos de diversos municípios potiguares, vereadores e lideranças municipais também participaram da programação realizada em Natal.

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Geral

Renda média do brasileiro atinge valor recorde, mas desigualdade cresce no país

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A renda média mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira.

O rendimento médio cresceu 5,4% em relação a 2024 e ficou 8,6% acima do registrado antes da pandemia, em 2019.

Apesar do recorde, o país registrou aumento da desigualdade social.

Crescimento da renda

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a renda média dos brasileiros vinha crescendo até 2019, mas caiu durante a pandemia de Covid-19:

  • queda de 3,5% em 2020;
  • queda de 5,2% em 2021.

Desde então, os rendimentos voltaram a subir e atingiram o maior patamar da série histórica em 2025.

Regiões com maior e menor renda

As maiores rendas médias do país foram registradas nas regiões:

  • Centro-Oeste: R$ 4.052;
  • Sul: R$ 3.859;
  • Sudeste: R$ 3.855.

O Nordeste apresentou a menor média nacional, com R$ 2.282.

Renda do trabalho

O rendimento médio do trabalho também bateu recorde e chegou a R$ 3.560 em 2025, com alta de 5,7%.

Já os rendimentos vindos de outras fontes, como aposentadorias e pensões, ficaram em R$ 2.697.

Desigualdade aumentou

O índice de Gini, usado para medir desigualdade de renda, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.

Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade na distribuição de renda. Quanto mais perto de um, maior a concentração de renda.

Origem da renda dos brasileiros

Segundo o IBGE:

  • 47,8% da população recebeu renda por meio do trabalho em 2025, o equivalente a 101,6 milhões de pessoas;
  • 27,1% dos brasileiros receberam aposentadorias, pensões ou outros benefícios, cerca de 57,6 milhões de pessoas.

A renda do trabalho segue como a principal fonte de rendimento da população brasileira.

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Geral

Lumi League reúne mais de 160 crianças e adolescentes em festival esportivo que inclui modalidades tradicionais e e-sports

 

Com a participação de mais de 160 alunos, a Escola Luminova realizou ao longo desta semana a edição 2026 da Lumi League, jogos escolares da unidade educacional. O evento teve como objetivo promover a prática esportiva e o bem-estar entre estudantes de turmas do 1º ano do Ensino Fundamental à 2ª série do Ensino Médio.

A programação foi um verdadeiro festival esportivo: futsal, voleibol, handebol, basquetebol, queimada, futebol x2, vôlei em dupla e judô, além das disputas de , modalidade que ganha cada vez mais adeptos entre adolescentes e jovens. Tudo pensado sob medida para cada faixa etária, respeitando o tempo, o corpo e o talento de cada estudante.

De acordo com o professor Marlos Colpo, coordenador de Esportes da Luminova, o diferencial do Lumi League está em integrar todo o ambiente escolar nas disputas esportivas. “Quadras, salas e espaços viram territórios de disputa saudável, garantindo segurança, organização e um olhar pedagógico atento que transforma cada lance em aprendizado”, destaca ele.

Ainda segundo o professor, para a além das disputas por modalidades, o evento fomentou conceitos como disciplina e empatia. “A atividade esportiva é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento integral dos alunos. Além de promover saúde e bem-estar físico, contribui significativamente para o desenvolvimento socioemocional, estimulando valores como respeito, responsabilidade, disciplina, cooperação e empatia. Os jogos também incentivam a superação de desafios, o saber lidar com vitórias e derrotas e o fortalecimento da autoconfiança”, lembra o educador.

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Geral

OPERAÇÃO TREME TUDO: 25 integrantes da cúpula do Sindicato do Crime se tornam réus após denúncia do MPRN

Foto: reprodução

O Ministério Público do Rio Grande do Norte denunciou 25 integrantes apontados como membros da cúpula do Sindicato do Crime. A denúncia foi aceita pela Justiça, tornando todos réus em processo criminal.

A ação é resultado da Operação Treme Tudo, deflagrada em dezembro do ano passado para desarticular células armadas da facção. Mandados foram cumpridos no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas e Rondônia.

Além dos integrantes da organização, uma advogada também foi denunciada por suspeita de auxiliar no repasse de informações e ordens criminosas.

Os acusados respondem por crimes como:

  • organização criminosa armada;
  • associação para o tráfico;
  • comércio ilegal de armas;
  • lavagem de dinheiro.

Estrutura organizacional

Segundo as investigações, a facção possui estrutura hierárquica dividida entre comando e execução.

No topo está a chamada “Final”, formada pelos fundadores. Logo abaixo aparece o Conselho Estadual, responsável por decisões estratégicas e autorizações de execuções.

Alligueiton Patrício de Araújo é apontado como uma das principais lideranças do grupo. Ele responde por organização criminosa armada, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Entre os líderes operacionais citados estão:

  • Edson Cardoso Beserra, apontado como gestor financeiro;
  • Rodrigo Rodrigues Salviano;
  • Vitor Vinícius de Moura Torres;
  • Alexsandro Freitas de Souza;
  • Iranilson de Lima Rodrigues;
  • José Henrique Alves de Oliveira.

Setores especializados

As investigações apontam que a facção mantinha setores internos voltados para controle financeiro, cadastro de integrantes e logística.

Ricardo Alexandre do Nascimento e Lenilson Silva dos Santos atuariam nos setores chamados de “Transparência”, “Cadastro Geral” e “Geral do Sistema”.

Kleiton da Silva seria responsável pelo controle de dívidas e gerência local em Ponta Negra.

Eudes da Cruz Ribeiro Júnior é apontado como operador da logística financeira e bélica em Parnamirim.

O processo também cita Marcelo André de Oliveira como integrante do núcleo de comando, mesmo estando preso.

Outros denunciados, como Lucas Vinícius Ernesto Dantas, Jefferson Kleyton Fernandes e Arthur Kelwen Dantas da Silveira, respondem por tráfico e comércio ilegal de armas.

A investigação também identificou a chamada “Sintonia dos Gravatas”, formada por advogados ligados à facção.

A advogada Sandra Cássia Moura Caetano foi presa em flagrante durante a operação com bilhetes usados para transmitir ordens criminosas. Ela responde por organização criminosa armada e obstrução de investigação.

Parcerias interestaduais

O MPRN afirma que o Sindicato do Crime mantinha alianças com facções de outros estados, incluindo:

  • Nova Okaida (PB);
  • GDE (CE);
  • ADE (GO);
  • BDM (BA);
  • TCP (RJ/CE/GO).

As investigações também apontam ligação com o Comando Vermelho no Amazonas.

Josue Moraes de Almeida é apontado como fornecedor de drogas para o grupo potiguar. Já Francisco Shalon Bezerra de Araújo seria intermediário no tráfico interestadual.

Lavagem de dinheiro

Segundo o processo, a facção utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar recursos do tráfico.

Lucas Pereira de Oliveira Silva é apontado como operador financeiro ligado a Alligueiton.

Yanne Pinheiro Teixeira responde por disponibilizar contas bancárias para circulação de dinheiro ilícito.

Também foram denunciados:

  • Arlon Cleiton de Sousa Barbosa;
  • Rogério Silva do Nascimento;
  • Luciano Ferreira da Silva.

Próximos passos

Com o recebimento da denúncia, a Justiça manteve a prisão preventiva de 15 acusados.

Alguns investigados, entre eles Rodrigo Rodrigues Salviano, Arthur Kelwen Dantas da Silveira e Luciano Ferreira da Silva, seguem foragidos.

O processo entra agora na fase de citação dos réus e apresentação das defesas.

O MPRN também pediu a perda de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação, com o objetivo de enfraquecer financeiramente a organização criminosa.

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Geral

STF amplia trava sobre ‘penduricalhos’ e proíbe reclassificações e novos benefícios em Judiciário e MP

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal ampliaram nesta sexta-feira as restrições aos chamados “penduricalhos” do Judiciário e de carreiras jurídicas.

Em decisões assinadas por Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, o STF proibiu medidas que possam gerar aumentos indiretos de remuneração, como reclassificação de cargos, reestruturação de funções e mudanças em comarcas.

Os despachos complementam a decisão do plenário tomada em março, quando a Corte definiu novas regras para verbas indenizatórias e benefícios funcionais.

Agora, o tribunal deixou claro que também poderão ser barradas medidas adotadas após o julgamento que tenham o objetivo de contornar a decisão do STF.

Entre os exemplos citados estão:

  • criação de novas gratificações;
  • reclassificação de comarcas como de “difícil provimento”;
  • mudanças em regras de plantão;
  • pagamentos por acúmulo de funções;
  • desdobramentos de ofícios.

Segundo os ministros, essas iniciativas podem representar “caminhos de drible” às determinações da Corte.

As restrições valem para tribunais, Ministérios Públicos, Tribunais de Contas, defensorias e advocacias públicas de todo o país.

O STF também proibiu pagamentos divididos em mais de um contracheque e determinou maior transparência na divulgação dos valores pagos nos portais públicos.

Nas decisões, os ministros reforçam dois princípios definidos pelo Supremo:

  1. verbas indenizatórias devem respeitar o princípio da legalidade;
  2. a regulamentação desses pagamentos caberá ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público.

O tribunal ainda afirmou que outros órgãos, inclusive tribunais superiores, não poderão criar regras próprias sobre o tema. Segundo os ministros, a medida busca evitar distorções salariais e proteger a responsabilidade fiscal do setor público.

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Geral

Relatório de comissão de mortos e desaparecidos conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado pela ditadura

O Opala de JK destruído na colisão com carreta na via Dutra em 1976 – Folhapress/arquivo

A pouco mais de três meses dos 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, um relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos afirma que o ex-presidente foi vítima da ditadura militar em 1976, e não de um simples acidente de carro, como apontaram investigações oficiais da época e a Comissão Nacional da Verdade.

O documento foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e será analisado e votado pelos conselheiros da comissão. A expectativa é de aprovação da tese de que JK morreu em decorrência de perseguição política promovida pelo Estado brasileiro.

JK morreu em 22 de agosto de 1976, quando o Opala em que viajava pela Via Dutra colidiu com uma carreta após perder o controle. O motorista e amigo do ex-presidente, Geraldo Ribeiro, também morreu.

As investigações conduzidas durante a ditadura concluíram que o carro teria sido atingido por um ônibus da Viação Cometa antes do acidente. Essa versão foi mantida posteriormente por uma comissão da Câmara dos Deputados e pela Comissão Nacional da Verdade.

Outras apurações, porém, passaram a apontar a possibilidade de atentado político. Entre as hipóteses levantadas estão sabotagem mecânica, envenenamento do motorista ou outra ação externa que teria provocado a perda de controle do veículo.

O novo relatório utiliza como principal base um inquérito civil do Ministério Público Federal, concluído em 2019. A investigação descartou a colisão entre o ônibus e o Opala, embora tenha afirmado não haver elementos suficientes para confirmar ou descartar definitivamente um atentado.

Uma perícia conduzida pelo engenheiro Sergio Ejzenberg revisou os laudos técnicos produzidos nas décadas anteriores e concluiu que a tese do choque com o ônibus não se sustenta tecnicamente.

O relatório também destaca o contexto político da época. Cassado pela ditadura após o golpe de 1964, JK era um dos principais líderes de oposição ao regime militar e integrava a Frente Ampla, movimento combatido pelos militares. Seu nome apareceu em documentos relacionados à Operação Condor, rede de perseguição política organizada por ditaduras do Cone Sul.

Caso a comissão reconheça oficialmente que JK foi morto pelo Estado, a certidão de óbito dele e a de Geraldo Ribeiro poderão ser alteradas para registrar a motivação política das mortes.

A decisão não deverá gerar indenização financeira à família, já que o pedido foi reaberto apenas para fins de esclarecimento histórico.

Com informações de Folha de S. Paulo

Opinião dos leitores

  1. Resta saber quem matou Ulisses Guimarães, Eduardo Campos, Teori Zavascki, a facada de Bolsonaro…

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VÍDEO: Minuto da Câmara Municipal de Natal – Programa de Energia Solar Comunitária

Minuto da Câmara de Natal no ar trazendo os assuntos mais importantes debatidos na última semana, na Casa.

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Prazo de Lula acaba e Congresso promulga nova lei sobre dosimetria de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, promulgou nesta sexta-feira (8) a lei que altera a dosimetria das penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023.

A medida foi oficializada após o Congresso derrubar, na semana passada, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto. O Palácio do Planalto foi comunicado da decisão na segunda-feira (4), mas Lula optou por não promulgar o texto.

Pela Constituição, o Executivo tem até 48 horas para promulgar uma lei após a derrubada de um veto. Caso isso não ocorra, a responsabilidade passa ao Congresso Nacional.

Com a promulgação e a publicação no Diário Oficial da União, a nova legislação entra em vigor imediatamente.

O governo já havia indicado que não pretendia associar sua assinatura ao projeto, que reduz penas de condenados pela invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Lula havia vetado a proposta em 8 de janeiro deste ano, durante o terceiro aniversário dos atos.

Com a nova lei em vigor, advogados dos condenados poderão solicitar ao Supremo Tribunal Federal a revisão e possível redução das penas aplicadas.

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