Diversos

Ex-funcionários acusam TIM de humilhar e repreender quem vende chip pré-pago

 2zw8hw0ufd_7xkctne863_fileGerentes da operadora TIM estão obrigando seus funcionários a entrarem em uma campanha agressiva para a captação de novos clientes pós-pagos, com direito a humilhações e punições a vendedores, e até mentiras para os consumidores. O objetivo é reduzir as vendas de produtos que não geram comissão — em especial os chips pré-pagos — e aumentar as vendas comissionadas, sobretudo dos chips pós-pagos.

Além de estímulos comuns ao setor comerciário, como festas e premiações aos vendedores destacados, também são feitas manobras que envolvem humilhação em reuniões e congressos, perda de folgas e até transferências forçadas para unidades longe de casa daqueles que insistem em vender os produtos não comissionados.

As denúncias foram enviadas ao R7 por dezenas de ex-funcionários da TIM, após a publicação de uma reportagem em que um consumidor é agredido por uma funcionária da empresa por filmar o atendimento.

Esses ex-funcionários — alguns dos quais com processo contra a empresa na Justiça do Trabalho em São Paulo — explicam que a venda de produtos não comissionados não ajuda a empresa a crescer no mercado. Por isso, o “vale tudo” leva os funcionários a mentir, ludibriar e não respeitar as necessidades do consumidor de olho em festas, passeios e regalias, além do medo de ser exposto e humilhado.

Em meio a essa pressão, o funcionário mais valorizado é aquele que consegue convecer um cliente que entra na loja com planos de comprar um chip pré-pago, mas sai com um pós-pago. Quem não consegue fazer essa “conversão” e se destaca na venda de chis pré é chamado, pejorativamente, de “bottom”.

Os “bottons”

Uma das humilhações vividas pelos funcionários da TIM faz parte de uma campanha chamada “Zero Bottom”. “Bottom” é como são chamados os funcionários que vendem muitos chips pré-pagos. A campanha é uma tentativa de zerar a venda de produtos não comissionados, migrando de forma forçada os clientes pré-pagos para pós-pagos por falta de opção.

3uzlf9aalw_45pm28f7m0_file“Mandavam a gente mentir que não tinha chip avulso para convencermos o cliente a se tornar pós-pago, mesmo que seja contratando uma linha controle [com valor fixo por mês]”, afirma uma ex-funcionária, que não quis se identificar porque tem uma ação trabalhista contra a operadora na Justiça.

— No final do dia ou nas reuniões matinais, os funcionários que tivessem vendido muitos chips pré-pago, por exemplo, eram humilhados e sofriam ameaças como transferência para lojas longe de casa.

De acordo com os ex-vendedores, por anos foi usado o “farol de bottom”, que indicava qual a média de produtos que estavam sendo vendidos. Quantos mais conversões de pré para pós-pago, era dado um broche verde. Se estava em uma média aceitável para o gerente, era dado um broche na cor amarela. E aquele que tivesse passado do limite na venda de chips pré usava um broche vermelho.

— Mesmo o cliente não sabendo o que significava, era uma coisa humilhante. Enquanto quem tinha o vermelho era criticado, os funcionários que ganhavam os verdes (chamados de “tops” ou “lobos”) iam para festas vips de Camaro e tinha regalias, como folgas. Então muito vendedor não queria nem saber o que o cliente precisava, só queria saber de vender e converter o cliente para pós-pago. O medo de vender chip pré era tão grande que já chegaram a cadastrar várias linhas no meu sistema, que por descuido deixei aberto.

A campanha para zerar os “bottons” foi inclusive divulgada, em 2012, na página do Facebook de uma ex-gerente de canal, que se desligou recentemente da empresa. Pela rede social, outros então funcionários mostraram apoio à campanha.

De acordo com os ex-funcionários, o “farol de bottom” não é mais usado, porém a campanha continua dentro das lojas.

Outras humilhações

A lista de denúncias de humilhação é extensa. Por isso, todos os funcionários que entraram em contato com o R7 têm processos trabalhistas em andamento.

Os relatos de constrangimento também se estendem a metas de vendas de outros produtos. Como é o caso de uma campanha para a venda de modens de internet. Ex-funcionários contam que o funcionário que não conseguisse vender o aparelho em um dia, no dia seguinte teria que trabalhar com o modem pendurado no pescoço.

“Esses são apenas alguns exemplos do que passamos como vendedores da TIM. As sessões de humilhação constantes e o incentivo para vender algo que o cliente não teria condições de pagar é uma rotina na vida dos vendedores”, disse outro ex-funcionário, que também não quis se identificar por temer represálias.

— Quem for em uma loja pode pedir que chip pré-pago não falta, o que falta é respeito com o consumidor.

Ainda relacionado ao modem, que custa em média R$ 100 ao cliente, uma ex-funcionária afirma que os celulares chegavam às lojas com um determinado preço, mas o valor do modem era incorporado ao valor do celular. O “combo” então era vendido como se o modem fosse gratuito.

— A venda do combo era uma meta. O celular saia sempre R$ 100 mais caro, porque, na verdade, o consumidor estava pagando pelo aparelho.

Demissão por justa causa

Os ex-funcionários decidiram expor os problemas da TIM após a demissão, por justa causa, de cerca de 200 funcionários. As demissões ocorreram na região metropolitana de São Paulo ao longo de todo o ano de 2014.

Muitos dizem que só conheceram os motivos da dispensa após abrirem processos trabalhistas na Justiça. Eles contam que foram acusados pela empresa de fraude, em razão da ativação de linhas telefônicas “fantasma”, sem nenhum cliente. Segundo explicam, no entanto, as supostas fraudes aconteciam com o conhecimento de gerentes e outros superiores.

O caso é semelhante ao que ocorreu no ano passado em Goiás, quando a TIM foi obrigada pela Justiça a converter “justa causa” em “dispensa imotivada”, após a Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) decidir que os funcionários que ativavam “linhas fantasmas” tinham respaldo dos superiores. A falta de comprovação do dolo (da intenção de causar dano) terminou na conversão da dispensa de justa causa, permitindo aos funcionários receberem as verbas rescisórias.

“É exatamente isso que aconteceu com a gente [aqui em São Paulo]. Ninguém fez nada dentro da loja que os gerentes não soubessem”, explica uma ex-funcionária.

O que diz a TIM?

A TIM considera inadmissível qualquer tipo de prática irregular de negócios por parte de seus funcionários ou de parceiros. Quando alguma irregularidade é identificada, a empresa, imediatamente, toma as providências necessárias e age de acordo com as leis e com as previsões contratuais, inclusive podendo se deparar com a necessidade de efetuar desligamentos por justa causa ou descontinuar sua relação com um fornecedor. As eventuais fraudes geradas por supostas orientações superiores não beneficiam de nenhuma maneira a empresa, levando-a, até mesmo, a graves prejuízos.

A TIM esclarece ainda que, em nenhum momento, restringiu ou orientou suas equipes de vendas a limitar a comercialização de qualquer produto de seu portfólio. A operadora é líder nacional no mercado pré-pago – com mais de 62 milhões de usuários nesse segmento – e respeita sua base de clientes, em prol da excelência no atendimento ao cliente. Por isso, investe na capacitação contínua da força de vendas. Somente em 2014, a empresa registrou 200 mil horas de treinamento para o time de vendas, reforçando o compromisso da companhia com o bem-estar e o desenvolvimento dos seus colaboradores e com a satisfação dos consumidores.

A empresa, adicionalmente, informa que tem como política fundamental valorizar o desempenho das equipes e estimular o compartilhamento de melhores práticas entre seus colaboradores. Os resultados dos programas de incentivo desenvolvidos pela TIM são comunicados internamente e de forma transparente, visando reconhecer e premiar os melhores desempenhos, sempre em linha com suas diretrizes éticas e operacionais. A operadora aproveita para reiterar que mantém, divulga e obedece a um Código de Ética e Conduta bastante rígido e possui um robusto procedimento sigiloso de denúncias de comportamentos irregulares, abrangendo todo os níveis hierárquicos e áreas da empresa.

R7

Opinião dos leitores

  1. Tenho um aparelho compatível com o 4G e sonho em ter um chip que suporte o 4G (pré pago). Tomara que a casa esteja caindo para a TIM, essa sebosa.

  2. Como deixei de ser cliente dessa quase operadora de celular, sugiro aos que ficaram que comecem hoje ainda a desejar feliz Natal e feliz ano novo porque no dia certo não haverá sinal, como sempre.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Após Putin e Xi Jinping, Lula avalia telefonema para Trump

Foto: Ricardo Stuckert

Após conversas com Vladmir Putin e Xi Jinping, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma ligação para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump nos próximos dias.

Mesmo no meio da crise entre Brasil e EUA, fontes afirmaram que a ideia seria tratar de conflitos globais. A conversa se daria nos mesmos moldes do diálogo com os presidentes da Rússia e da China.

Nada impediria, avaliam interlocutores, que a ligação também tocasse na relação conflituosa dos últimos meses.

Apesar da sinalização sobre o telefonema, não há nada marcado ainda.

Os atritos entre os dois países se agravaram após os Estados Unidos revogarem o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luísa Viotti.

Em entrevista ao canal Meteoro Brasil e ao podcast Os Três Elementos, Lula afirmou nessa quarta-feira (05) que a medida é “impensada” e “desnecessária” diante de uma relação diplomática construída há mais de dois séculos.

Lula teve uma conversa por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, no início desta semana para tratar da guerra na Ucrânia. A conversa ocorreu após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky solicitar a interlocução do mandatário brasileiro.

No domingo (26), o presidente brasileiro também falou por mais de uma hora com o presidente da China, Xi Jinping. Os dois teriam abordados temas como o acordo Mercosul-China, cooperação em terras-raras e inteligência artificial.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Secretaria de Saúde esclarece que pacientes e profissionais ficaram protegidos durante confronto em Mãe Luíza

Foto: Reprodução

Um confronto entre criminosos e equipes da Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Mãe Luíza, em Natal, mobilizou profissionais de saúde e pacientes na noite desta quarta-feira (5).

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), diante da troca de tiros e do risco à segurança, médicos, demais profissionais e pacientes permaneceram protegidos dentro da unidade enquanto policiais reforçavam a segurança no entorno e no interior da UBS.

Após uma vistoria realizada pelas forças de segurança, que confirmou a integridade do local, todos os profissionais e pacientes deixaram a unidade em segurança e retornaram para suas residências. Não houve registro de feridos.

A Secretaria informou ainda que alguns pacientes que estavam em atendimento foram transferidos para outras unidades da rede municipal de saúde, sem intercorrências.

Em nota, a SMS afirmou que segue em articulação com os órgãos de segurança pública para garantir a proteção de profissionais e usuários e assegurar o pleno funcionamento dos serviços de saúde.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Ao lado de Carla Dickson, Flávio Bolsonaro assegura recursos para famílias atípicas

Foto: Divulgação

A defesa das famílias atípicas encampada pela deputada federal Carla Dickson (PL-RN) ganhou um novo e importante aliado. No último domingo (2), em Brasília, durante a convenção partidária do PL no Distrito Federal, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil possui recursos suficientes para garantir suporte às famílias atípicas. Ao lado da parlamentar potiguar, ele assumiu o compromisso de priorizar essa pauta.

Única candidata a deputada federal do Rio Grande do Norte presente no evento, Carla Dickson participou da agenda política ao lado das principais lideranças nacionais do PL e recebeu de Flávio Bolsonaro o reconhecimento pelo trabalho que desenvolve em defesa das pessoas com deficiência e das famílias atípicas.

“Esse trabalho que a Carla vem fazendo no Rio Grande do Norte é extremamente importante e essa é uma bandeira que eu também vou erguer. O orçamento da União tem, sim, recursos suficientes para dar suporte às famílias atípicas, só precisa ser bem administrado. Esse é um compromisso meu que assumo ao lado da deputada Carla Dickson”, declarou Flávio Bolsonaro.

Carla Dickson comemorou o compromisso público firmado pelo senador e destacou que a pauta das famílias atípicas precisa ser tratada como prioridade nacional.

“Receber esse compromisso de Flávio Bolsonaro fortalece uma luta que travamos diariamente. As famílias atípicas precisam de políticas públicas permanentes, investimentos e respeito. Saber que essa pauta terá prioridade no projeto que defendemos é motivo de esperança para milhares de brasileiros, já que nem a gestão federal atual, nem o Governo Fátima fazem algo de concreto por essas pessoas. “, afirmou a deputada.

Opinião dos leitores

  1. Com certeza, mas ele ta falando da familícia dele com os 61 milhões que ele colocou no bolso roubados por VORCARO.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

ROMBO DA PREVIDÊNCIA: Déficit do RN já supera R$ 1 bilhão em apenas seis meses em 2026

Foto: Reprodução

O Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (RPPS) fechou o primeiro semestre de 2026 com um déficit de R$ 1,022 bilhão, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre. O resultado mostra que as receitas do sistema não foram suficientes para bancar o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Isso obriga o Tesouro Estadual a cobrir a diferença.

A situação pode se agravar ainda mais até o fim do ano. A projeção apresentada no relatório indica que o déficit previdenciário poderá atingir R$ 2,437 bilhões em 2026. O levantamento também aponta que o Fundo em Capitalização do RPPS vem acumulando resultados negativos no primeiro semestre desde 2019, evidenciando o desequilíbrio entre arrecadação e despesas do sistema.

O déficit previdenciário é um dos principais indicadores das contas públicas estaduais e mede a diferença entre o que é arrecadado para financiar a previdência dos servidores e o total gasto com aposentadorias e pensões. Quanto maior esse rombo, maior a necessidade de aportes do governo estadual para manter o pagamento dos benefícios.

Opinião dos leitores

  1. Eu lembro que existia um Fundo Previdenciário dos Servidores Públicos do RN que foi criado exatamente pra isso, à época em meados de 2015 tinha 1Bilhão, e se o desgoverno Robson nâo tivesse “usado” hj provavelmente teria próximo dos 20Bi.

  2. sugestão, assim como os servidores estaduais foram a favor do aumento do ICMS para todos pagarem, aumenta o percentual da contribuição previdenciaria dos mesmo.

  3. A justiça deveria intervir e nomear um interventor para não haver mais saques no combalido cofre do IPERN. Essa desgovernadora deverá responder por esse desastre criminalmente, junto com os gestores do IPERN.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Rivelino Câmara, ex-prefeito de Patu, é enquadrado na Lei da Ficha Limpa até 2033

Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa até 2033. Ele teve o nome incluído pela Tribunal de Contas da União (TCU) na relação de responsáveis com contas julgadas irregulares para fins eleitorais. A certidão, emitida na quinta-feira (6), registra dois processos com trânsito em julgado.

O cadastro do TCU é usado pela Justiça Eleitoral para analisar a elegibilidade de candidatos, o que significa que Rivelino Câmara poderá ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa.

Opinião dos leitores

  1. Só porque desviou uns milhôeszinhos?
    Luladrão desviou e continua desviando bilhões e continua governando.
    Deixem o rapaz em Paz.
    É um mininu bom.
    Kkk

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

RESULTADO ARTIFICIAL: Professora Fátima tira RN da lanterna do Ideb permitindo que estudantes passem de ano mesmo reprovando em até seis disciplinas

Foto: Reprodução

O Governo do Estado comemorou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, que mostra o Rio Grande do Norte deixando a última colocação nacional no ensino médio, saindo de uma nota 3,2 em 2023 para 4,0 em 2025, um avanço de 0,8 ponto, equivalente a 25%.

O que a gestão da professora Fátima Bezerra não diz é que esse resultado é artificial e foi favorecido por uma mudança nas regras da própria Secretaria Estadual de Educação (Seec). Em 2025, o governo publicou uma portaria autorizando estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio a avançarem para a série seguinte mesmo reprovados em até seis disciplinas.

A medida interfere diretamente na taxa de aprovação, que é um dos principais critérios utilizados para calcular o Ideb. Na prática, ao reduzir artificialmente a reprovação, o índice tende a subir, ainda que isso não represente uma melhora efetiva na aprendizagem dos alunos. Desse jeito é fácil melhorar o Ideb.

Opinião dos leitores

  1. Sem sombra de dúvidas a melhor governadora da história do RN. Seria importante ler a Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, sancionada pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici.

  2. Esperar o quê do PT?
    Produzindo, em larga escala, analfabetos funcionais (idiotas úteis).
    É o modus operandi.
    Segue o baile!

  3. Além de passarmos vergonha, por sermos um estado analfabeto por votarmos no PT, agora, também passamos vergonha por sermos duplamente analfabetos, ela comprova ser inteligente.

  4. Deveria era ter vergonha na cara e não está aprovando quem não tem competencia, tipico desta esquerdalha asquerosa.

  5. Parabéns à gestão petista, o resultado está sendo alcançado, com louvor…Um monte de analfabeto funcional apertando o 13 nas eleições!!!!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Lula veta anistia a multas por bloqueios de 2022


Divulgação / Site Oficial 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 5ª feira (6.ago.2026).

A medida beneficiaria participantes dos atos realizados depois da vitória de Lula sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. Os manifestantes contestavam o resultado da eleição. Parte deles defendia intervenção militar e o impedimento da posse do petista.

O perdão foi incluído pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da MP 1.343 de 2026, enviada pelo Executivo para alterar as regras do piso mínimo do frete rodoviário. A Câmara aprovou o texto de forma simbólica em 17 de junho.

O trecho vetado estabelecia:

  • a anulação de multas judiciais e administrativas;
  • o cancelamento de sanções civis e administrativas;
  • a extinção de débitos inscritos em dívida ativa;
  • a suspensão das cobranças em andamento.

A anistia alcançaria transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas punidos pela participação em manifestações, bloqueios de rodovias ou atos relacionados realizados em 2022.

Ao justificar o veto, o governo afirmou que a anulação genérica de multas violaria a separação dos Poderes e a garantia da coisa julgada. Também declarou que o perdão representaria renúncia de receita sem estimativa do impacto orçamentário e financeiro.

BLOQUEIOS PÓS-ELEIÇÃO

Os protestos começaram na noite de 30 de outubro de 2022, depois da divulgação do resultado do 2º turno. Houve registros de pedidos de intervenção militar e de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

No dia seguinte, caminhoneiros bloquearam ou interditaram rodovias em 25 Estados e no Distrito Federal. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) contabilizou 321 pontos de bloqueio ativos na noite de 31 de outubro.

O Congresso ainda poderá analisar o veto presidencial. Deputados e senadores poderão mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta.

Opinião dos leitores

  1. Quem trabalha não tem vez nesse governo.
    Esse governo é feito para quem trabalha sustentar parasitas igual a Lula viajante, turista.

  2. O homem se sensibiliza até com os contrários a ele. Esse homem merece e vai ser reeleito em outubro.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Crise entre Brasil e Argentina é ponto mais baixo de 40 anos de boa relação

                                                                            Foto: Estadão

O rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, determinado pelo Itamaraty nesta terça-feira (4) em resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a mais grave crise entre dois países que trabalharam para construir fortes laços nas últimas quatro décadas.

A mais recente derrocada entre os vizinhos teve início em 2019, quando o ex-presidente de esquerda Alberto Fernández assumiu o poder no momento em que Jair Bolsonaro terminava seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto.

Desde então, houve apenas um ano de trégua, no qual os aliados Fernández e Lula comandaram suas respectivas nações simultaneamente. Mas, mesmo nesse período de desavenças políticas iniciado há sete anos, nunca a relação entre Brasil e Argentina esteve em um ponto tão baixo quanto nos últimos dias.

A tensão teve início em 25 de julho, quando Milei chamou Lula de ladrão e presidiário durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo —um combo que uniu 1. ofensa ao presidente; 2. no evento de um adversário; 3. em solo nacional.

A convocação dos embaixadores da Argentina e do Brasil no dia seguinte não foi suficiente, já que o ultraliberal reafirmou os ataques no último domingo (2), em entrevista a uma emissora argentina. Segundo membros do governo Lula, as relações se darão apenas com os encarregados de negócios nos dois países enquanto os ataques persistirem.

“Isso não tem precedente pelo menos desde o século 19”, afirma Miriam Saraiva, professora de relações internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “Quando um país fica sem embaixador, precisa negociar com o segundo escalão. A relação fica mais limitada à manutenção do que já está em funcionamento, e iniciativas novas não conseguem ir para frente.”

O ineditismo da medida não significa que a convivência entre os dois países sempre tenha sido pacata. A história dessa relação, aliás, é marcada por rivalidades até o começo dos anos 1980 —incluindo conflitos armados quando o Brasil era um império e a Argentina ainda não havia se constituído como nação.

Mais recentemente, no século 20, as disputas se davam principalmente pela influência regional. “No início do século 20, por exemplo, houve a chamada Crise dos Encouraçados, a compra de armamentos navais por Argentina e Brasil que quase incorreu no risco de uma corrida armamentista entre os dois países”, diz Tullo Vigevani, cientista político e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Isso mudou na década de 1980, e os dois tratados que simbolizam esse novo momento são um acordo para uso pacífico da energia nuclear, primeiro passo para a criação da Abacc (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), em 1991; e, principalmente, a Declaração do Iguaçu, assinada em 30 de novembro de 1985 pelos então presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) e embrião do que seria o Mercosul.

Isso não significa que não tenha havido desacordos ao longo desse percurso mais recente. “As tensões nas relações bilaterais entre países sempre existiram; elas são inerentes ao convívio internacional. Assim como existe alinhamento e acordo, existe o conflito e a disputa”, diz Leonardo Granato, professor de administração pública na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Algumas das principais disputas ocorreram em 1994, quando, sob o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteou de forma mais explícita um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; e em 1999, quando o presidente argentino Carlos Menem enviou uma carta ao então homólogo americano, Bill Clinton, pedindo a entrada de seu país como “membro associado” da Otan, a aliança militar ocidental.

Em nenhum momento, porém, a crise chegou ao ponto de rebaixar as relações —mesmo quando os dois países se desencontravam ideologicamente, o que não era um pré-requisito para a boa convivência. Isso mudou com a nova onda de direita na região.

Após Fernández vencer as primárias, em agosto de 2019, Bolsonaro afirmou que poderia haver uma onda de migrantes no Rio Grande do Sul “se essa esquerdalha” ganhasse, ao que o argentino respondeu afirmando que o ex-presidente brasileiro era “racista, misógino e violento”.

Quando Fernández por fim venceu as eleições, em outubro, Bolsonaro disse que a Argentina havia escolhido mal seu representante. Dois dias após o pleito, o então deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou um meme que colocava lado a lado uma foto dele mesmo segurando um fuzil e do filho de Fernández, Estanislao Fernández, que é drag queen.

“O que a gente viu nos últimos oito anos é inédito nessas quatro décadas. São presidentes que não tem o menor desejo de trabalhar juntos, de manter encontros de alto nível. Isso não é tão essencial para a manutenção das relações —as questões práticas do dia a dia, o comércio, investimentos, se mantém”, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. “Mas você não tem um impulso que ajude a catalizar projetos em um momento desafiador para a América do Sul.”

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Cuba, Nicarágua, Venezuela, China, Iraque, Rússia, e outros países ditaduras, são o nosso deleite e parceiros, estamos na rabeira, mas no caminho deles kkkk

  2. O Brasil em ” CRISE” com países DEMOCRÁTICOS e com governos de DIREITA que COMBATEM A CORRUPÇÃO
    Precisa desenhar?

  3. Não existe crise institucional nenhuma entre os países…O Milei disse que Lula é ladrão, aqui nós também o tratamos por essa mesma alcunha…Acho que nenhum brasileiro de bem se sentiu ofendido nem injuriado com isso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro sondou vereadora e definiu Alfredo Gaspar como vice a menos de 24 horas do anúncio

Vittor Sales/Divulgação

A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio e incluiu uma consulta a outros nomes que estavam no páreo para o cargo.

Estavam cotadas a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), por quem Michelle Bolsonaro (PL) brigou pela vaga ao Senado do partido no Ceará sem sucesso, o da própria ex-primeira-dama e o do coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).

Priscila, inclusive, foi sondada por telefone na tarde de terça-feira (4), poucas horas antes de Flávio bater o martelo pelo nome de Gaspar como seu companheiro de chapa.

A articulação foi feita em uma força-tarefa restrita ao núcleo duro da campanha. Pessoas envolvidas na negociação afirmam que o nome de Gaspar começou a ganhar força há cerca de duas semanas, em um movimento encabeçado por Marinho.

A busca por opções dentro do PL se intensificou depois que o partido entendeu que poderia terminar sem o apoio do PP e do Republicanos, inviabilizando a indicação de Tereza Cristina (PP-MS) ou de Daniella Marques (Republicanos-RJ) para a vaga.

Gaspar foi consultado sobre a possibilidade de ser vice de Flávio dias atrás. Segundo o relato de duas pessoas a par do assunto, o deputado federal respondeu que estava à disposição para ajudar a campanha, deixando a porta aberta para um convite formal.

O nome de Gaspar também recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de não ter mais acesso à casa do pai desde 13 de julho, Flávio mantém interlocução com ele por meio de advogados.

Um amigo de Gaspar afirma que o deputado estava em Maceió (AL) quando recebeu a ligação de Flávio na noite de terça, horas depois de lançar sua pré-candidatura ao Senado. Gaspar, segundo ele, voou para Brasília às pressas para participar do anúncio nesta quarta (5).

Antes da chegada de Flávio, Gaspar estava sentado na primeira fileira do auditório ao lado de poucos políticos, como o deputado federal Coronel Meira (PL-PE). Quando o presidenciável se posicionou no palco, Gaspar ficou ao fundo para não levantar suspeitas.

Antes da articulação da definição, Marinho telefonou para Priscila durante a tarde desta terça perguntando se ela aceitaria ser vice de Flávio, caso fosse convidada. Priscila pediu um tempo, conversou com a família dela, com Michelle e com líderes da igreja. À noite, respondeu para Marinho que toparia o convite. Na manhã desta quarta, porém, o senador ligou para avisar que a campanha havia escolhido outra pessoa —mantendo segredo sobre o nome.

Michelle também foi sondada sobre a possibilidade pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na última sexta-feira (31). A ex-primeira-dama disse que precisava cuidar do marido, em prisão domiciliar, e que não conseguiria conciliar as duas coisas. Michelle só soube da decisão durante o anúncio oficial, de acordo com pessoas próximas.

Segundo relatos, Flávio também ligou para Tereza na noite desta terça para contar que Gaspar seria seu vice e convidá-la para a cerimônia desta quarta, pedindo para que ela mantivesse o nome sob sigilo.

Flávio estava do lado de Tereza quando divulgou que Gaspar seria seu vice, surpreendendo até mesmo parlamentares que já estavam no palco para acompanhar o anúncio.

Para tentar compensar a indicação de um homem para o posto após meses de procura por uma mulher, Flávio tentou se cercar de aliadas. Além de Tereza, estavam no palco a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) —que também foram cogitadas para a vaga.

Integrantes da campanha afirmam que o nome de Gaspar não foi testado em pesquisas internas encomendadas pelo partido.

Pesou, no fim, o entendimento de que um dos principais pontos de desgaste para Lula (PT) será o escândalo de descontos ilegais em aposentadorias e pensões —tema que projetou Gaspar no cenário nacional a partir da relatoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Como relator da CPI, Alfredo Gaspar vinculou as fraudes em aposentadorias e pensões ao governo Lula e a um dos filhos do presidente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquéritos contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência. Também vieram à tona pagamentos da empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Na visão de correligionários de Flávio, Gaspar pode melhorar o desempenho da chapa junto aos idosos pela atuação dele na CPI. O deputado federal, na avaliação do grupo, também vai reforçar a mensagem de combate à criminalidade, tema central na campanha do PL.

O entorno de Flávio afirma que também pesou na escolha dados colhidos em pesquisas internas sobre a percepção do eleitorado a respeito de Priscila. Havia a preocupação de que a vereadora de Fortaleza passasse a mensagem de inexperiência e imaturidade —pontos que o próprio candidato do PL precisa afastar sobre si.

“O Alfredo é uma pessoa que traz senioridade e credibilidade. Ele defende duas pautas muito importantes, contra a corrupção e de [defesa da] segurança pública”, opina Tereza.

Durante o evento desta quarta, Valdemar tentou afastar a ideia de que Gaspar era a última opção do partido, dizendo que o nome dele era mencionado por Flávio e Marinho há pelo menos seis meses.

“Sempre foi o nome que eles falaram. Eu falava para eles o seguinte: Flávio, pelo menos fala para o Alfredo. [Ele dizia] não fala nada, isso não pode vazar. Vamos levar isso até o final. Não tem um vice melhor para nós do que o Alfredo Gaspar”, disse o presidente do PL.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

GOVERNO DO ESTADO É DESMASCARADO: empresa terceirizada desmente secretário de saúde


Divulgação / Sesap

A Justiz Terceirização divulgou uma nota desmentindo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tentou transferir para a empresa a responsabilidade pela possível suspensão dos serviços de média e alta complexidade prestados à rede municipal de saúde de Natal, custeados com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE).

A empresa anunciou que esses serviços poderão ser suspensos a partir da próxima terça-feira (11) devido à falta de repasses referentes a dezembro de 2025 e fevereiro e maio de 2026. O secretário Alexandre Motta gravou um vídeo alegando que os pagamentos atrasados são referentes a “contratos anteriores que são indenizatórios”, que segundo ele “não estão protegidos por um contrato” e precisam de “um trâmite especial mais lento para poder fazer o pagamento”.

A Justiz, na nota, rebateu o secretário dizendo que a empresa “sempre esteve amparada por contrato regularmente firmado com a Sesap”. Além disso, afirmou que “o teto financeiro foi extrapolado pela própria Sesap”, o que levou à “necessidade de pagamento pela via indenizatória — modalidade que deveria ser usada apenas em situações pontuais, mas que se tornou justificativa para a inadimplência”.

Em bom português, a empresa está dizendo que o secretário criou uma falsa desculpa para justificar o atraso nos repasses, que poderá resulta na suspensão de serviços essenciais para os usuários da saúde pública em Natal. A incompetência do Governo do Estado, em espacial da Sesap, é mais uma vez desmascarada.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *