Depois de pedir exoneração da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania (Sejuc) com apenas dois meses de trabalho, o presidente do PR em Natal, Fábio Hollanda, falou em entrevista a este blog, sobre os reais motivos da sua saída da pasta.
O ponto principal foi a centralização do governo.
Segundo o ex-gestor, não existia espaço para decisões setorizadas. Vinha tudo de cima para baixo.
Nem os cargos da secretaria Hollanda pôde indicar. Mais que isso, pagava, do próprio bolso uma secretária particular e o motorista. Nos sessenta dias que esteve a frente da pasta, nem salário, nem as diárias das viagens oficiais recebeu.
Mesmo quando as situações diziam respeito aos programas gerenciados pela Sejuc, o advogado afirmou que não teve espaço para implementar mudanças.
Foi assim com o Programa de Proteção a Testemunha (PROVITA), que não foi renovado pelo Governo do Estado no final do ano passado e com as situações dos Centros de Detenção Provisórias, os CDPs, cuja a realidade é tão caótica, que tem preso há mais de 11 dias sem tomar sol ou sair das celas.
Em outros dois momentos, se sentiu preterido pelo sistema. Quando solicitou a realização das “ações de cidadania” e a distribuição de alguns dos ônibus escolares entregues pelo Governo Federal no inicio do mês para os municípios administrados pelo PR e foi preterido em nome de outros “aliados”.
Mas a gota d’agua aconteceu na semana passada, quando foi a Brasília relatar as dificuldades de trabalho ao líder do PR no estado, o Deputado João Maia, e na volta havia um ouvidor nomeado na Secretaria sem que ele tivesse sido consultado.
“Nos sessenta dias que passei na Sejuc, só tive ônus. Nenhum bõnus”, resume o ex-gestor que acha que o PR não deve mais indicar nenhum secretário para o Governo Rosalba sob pena de ser responsabilizado pela falta de gestão no RN.
Foto: Reprodução
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