O que você acha de manter seu perfil no Twitter publicando mensagens para seus seguidores mesmo depois da sua morte? Ou que tal escrever uma mensagem que só será revelada aos seus amigos depois que você se for? Enquanto a vida após a morte continua sendo um mistério para a humanidade, a vida online pode seguir adiante: basta que o usuário faça essa decisão enquanto ainda vive e se registre em canais específicos, como o recém-lançado Gerenciador de Contas Inativas (Innactive Account Manager, em inglês), do Google.
As opções são crescentes. Um desses serviços é o LivesOn. Ainda em fase de programação e prestes a entrar no ar, a ferramenta cria um perfil secundário e privado com um único seguidor: o usuário. Esse perfil analisa as postagens que esse usuário faz em vida, tentando interpretar o que ele gosta, quem ele segue, sua sintaxe e que tipos de conteúdo publica.
É só depois da morte que a “magia” realmente acontece: segundo o criador do serviço, a inteligência artificial da ferramenta, depois de analisar essas informações, continua publicando tweets, imitando as postagens do usuário quando era vivo. Isso só ocorre, porém, se um “executor” escolhido pelo dono do perfil der a permissão para que essas postagens se tornem públicas.
A ideia para o projeto surgiu em 2011, durante trabalhos na agência de publicidade em que trabalha e onde realiza diversos trabalhos em mídia social. Hoje, uma equipe de cinco pessoas trabalha na programação para colocar o LivesOn no ar. Ele começará a funcionar apenas em inglês, mas pode ganhar versões em outros idiomas, dependendo da procura.
Daveb Beedwood – Criador do LIVESON
COMO FUNCIONA O LIVESON
Ao se inscrever no serviço, a inteligência artificial analisa o perfil do Twitter do usuário, aprendendo sobre gostos e o modo de escrever;
Ele cria uma conta privada e começa a tuitar a partir dessa análise. Em vida, o usuário pode enviar feedbacks para melhorar o serviço;
Quando o usuário morrer, um “executor” escolhido para essa função decide se esses tweets criados pela inteligência artificial devem ou não se tornar públicos.
“Ele levanta uma questão séria, mas também é apenas uma experiência – nada, nada pode realmente fazer isso ainda. É um longo caminho de aprendizagem e tentativas”, disse. Algumas pessoas tomaram o LivesOn como ofensa e pensaram que estamos tentando trazer de volta os mortos, o que não é o caso. Quando expliquei como realmente funciona, eles mudaram de opinião”, disse o criador do LivesOn.

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