Finanças

FGTS: mais de 11 milhões de pessoas sacarão valores menores ou nada por falta de depósitos; saiba o que fazer se a empresa não depositar

A liberação de novas condições de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS) acendeu o sinal de alerta para muitos trabalhadores sobre a regularidade dos depósitos feitos pelas empresas. De acordo com a Procuradoria-Geral da Receita Nacional, 11,2 milhões de trabalhadores em todo o país sacarão valores menores do que os devidos ou nenhum dinheiro. O déficit atinge 11,6% do total de 96 milhões trabalhadores beneficiados pelos novos saques do Fundo de Garantia.

A irregularidade poderá reduzir o saldo para os valores a serem retirados no saque emergencial , de até R$ 500 por conta vinculada, e o saque- aniversário, retirada anual de parte dos recursos a partir de abril de 2020, cuja opção impedirá o saque do saldo total, em caso de demissão sem justa causa (mantendo apenas a retirada da multa rescisória de 40% paga pelo empregador).

O atraso nas contribuições também impacta no rendimento do FGTS e na distribuição dos lucros aos trabalhadores.

Somente no Estado do Rio

No Estado do Rio , 28.881 empresas apresentam débitos, afetando 1,1 milhão de trabalhadores, o que corresponde a 12,8% do total de prejudicados em todo o país. A dívida chega a cerca de R$ 4,8 bilhões. Somente os 20 maiores devedores do Rio deixaram de depositar de R$ 824 milhões.

De acordo com a Procuradoria-Geral da Receita Nacional, entre os maiores devedores estão: a Varig, a Vasp, a Universidade Gama Filho, a TV Manchete e os Correios. A relação das empresas em dívida com FGTS pode ser consultada pelo site da procuradoria .

A Procuradoria-Geral da Receita Nacional é responsável pela inscrição em Dívida Ativa dos débitos para com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e pela cobrança por meio de representações judicial e extrajudicial. Mas o percurso para o trabalhador reaver esses recursos pode se transformar em uma batalha judicial. Um dos grandes problemas é que muitas empresas já faliram.

Segundo dados do órgão, pelo menos 331 devedores que somam R$ 1,05 bilhão em atrasos atravessam processos de recuperação judicial. Outras 401 empresas em débito com as contribuições de R$ 2,7 bilhões do FGTS já decretaram falência.

Saiba como acompanhar seu saldo

Todos os empregadores são obrigados a depositar um valor correspondente a 8% do salário pago a cada trabalhador até o dia 7 de cada mês.

As empresas são obrigadas a comunicar mensalmente aos colaboradores os valores recolhidos de FGTS. Além disso, há canais para o trabalhador monitorar essa movimentação.

Uma opção é o serviço de mensagem de texto oferecido pela Caixa Econômica Federal (CEF), gestora do Fundo. O extrato pode ser obtido em qualquer agência da Caixa. O empregado também pode receber o extrato do FGTS via Correios, a cada dois meses.

Ainda é possível instalar o aplicativo FGTS no celular, disponível para Android, iOS e Windows Phone, e consultar os depósitos a qualquer momento.

Outra alternativa é acompanhar extrato da conta de FGTS nas agências da Caixa. Para isso, é preciso apresentar a carteira de trabalho com o número do PIS.

— O que não é depositado, o governo tenta cobrar. Mas se não consegue, é um problema do trabalhador, que, muitas vezes, só recebe por meio de uma ação trabalhista, e somente sobre os últimos cinco anos, pois em novembro de 2014 o Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu a prescrição de 30 para 5 anos — explica Mário Avelino, presidente Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, que lançou um aplicativo (Extrato do Fundo de Garantia Não Depositado), para permitir controlar os depósitos não realizados pelas empresas.

A plataforma apresenta o saldo atualizado mensalmente com juros e correção monetária, o crédito da distribuição de lucro devido sobre esses depósitos e o valor da multa de 40% ou 20% em caso de demissão sem justa causa ou por acordo.

O que fazer se a empresa não depositou o FGTS

Se, no momento da consulta de saldo disponível ou do saque, o trabalhador verificar que o empregador não fez os repasses, a primeira providência é entrar em contato com a empresa e tentar um acordo. Caso não haja regularização, o funcionário pode denunciar a empresa nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador pode ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho.

Para formalizar a denúncia, o beneficiário deve apresentar o extrato da conta vinculada que comprove a ausência de depósitos. A fiscalização do Trabalho poderá notificar a empresa e determinar que esta efetue os depósitos. A fonte de informações, reclamações ou denúncias não são reveladas pela auditoria fiscal do Trabalho.

O Globo

 

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Geral

Feminicídio atinge maior patamar da série histórica no Brasil e escancara escalada da violência contra mulheres

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O Brasil registrou em 2025 o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2015. Ao todo, 1.470 mulheres foram assassinadas pelo fato de serem mulheres, segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça. O volume representa uma média alarmante de cerca de quatro mortes por dia em todo o país.

O total ainda pode ser maior, já que estados como Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo não enviaram ao governo federal os registros completos referentes ao mês de dezembro. Mesmo assim, os números confirmam uma tendência contínua de alta ao longo da última década, com crescimento de aproximadamente 175% em comparação a 2015, quando foram contabilizados 535 casos.

Entre 2015 e 2025, 13.448 mulheres perderam a vida em crimes classificados como feminicídio, o que equivale a uma média anual de 1.345 vítimas. O avanço gradual ano a ano evidencia a dificuldade do país em conter a violência de gênero, apesar da legislação específica e das políticas de proteção existentes.

Em 2025, São Paulo liderou o ranking nacional, com 233 registros, seguido por Minas Gerais (139) e Rio de Janeiro (104). Na sequência aparecem Bahia (103), Paraná (87) e Pernambuco (83). Os dados reforçam que o problema atinge todas as regiões do país e segue como um dos principais desafios na área da segurança pública e dos direitos das mulheres.

Com informações do Poder360

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Mundo

Trump afirma que Conselho de Paz pode substituir a ONU e critica atuação da organização

Presidente Donald Trump participa de coletiva de imprensa da Casa BrancaFoto: Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que o Conselho de Paz criado por seu governo pode substituir a Organização das Nações Unidas (ONU). Em declarações à imprensa, Trump voltou a criticar a entidade internacional, classificando-a como ineficaz na resolução de conflitos globais.

“A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura do seu potencial”, disse o presidente, durante uma coletiva que marcou um ano de seu retorno à Casa Branca. Segundo Trump, a organização falhou em conflitos que ele afirma ter resolvido sem qualquer participação do organismo internacional.

O Conselho de Paz foi instituído no contexto do acordo articulado por Trump para encerrar a guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Nesta semana, o presidente norte-americano enviou convites a diversos líderes mundiais para integrar o novo painel, incluindo o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A iniciativa, no entanto, tem dividido opiniões no cenário internacional.

O presidente da França, Emmanuel Macron, já sinalizou que não aceitará o convite, alegando dúvidas sobre o papel e a abrangência do conselho. Mais cedo, o chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, reagiu às declarações de Trump e afirmou que a organização não será substituída. “Está claro para mim, e para meus colegas também, que as Nações Unidas não vão a lugar nenhum”, disse em entrevista à CNN.

Com informações da CNN

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Geral

Resort ligado à família de Toffoli abriga cassino com apostas em dinheiro e blackjack

Foto: Reprodução

O Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no interior do Paraná, e ligado à família do ministro do STF Dias Toffoli, abriga um cassino com máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de cartas valendo dinheiro. O empreendimento entrou no centro de um escândalo após revelações de que, além das chamadas vídeo loterias, há no local práticas como blackjack — modalidade de jogo de azar proibida no Brasil.

A informação é da colunista Andreza Matais, do Metrópoles. Conhecido na cidade como o “resort do Toffoli”, o hotel é associado ao ministro mesmo sem o nome dele constar oficialmente nos registros. Funcionários tratam Toffoli como proprietário e relatam que ele frequenta o local com regularidade. No fim de 2025, o resort foi fechado para uma festa privada organizada pelo ministro, com presença de artistas e do ex-jogador Ronaldo Nazário, que teria participado da inauguração da área de jogos.

A reportagem apurou que o cassino possui 14 máquinas de vídeo loteria, regulamentadas pelo governo do Paraná após decisão do STF em 2020 — da qual o próprio Toffoli participou, votando a favor da exploração estadual dessas modalidades. No entanto, além das máquinas, o local oferece jogos de cartas com “dealer”, como blackjack, prática que permanece ilegal no país. Também não há controle de acesso, e crianças foram flagradas utilizando máquinas de apostas ao lado de adultos consumindo bebidas alcoólicas.

O resort já passou por negócios envolvendo pessoas ligadas ao Banco Master e ao grupo J&F, ambos com interesses analisados em processos relatados por Toffoli no Supremo, o que aumentou as suspeitas sobre conflito de interesses. Procurado, o advogado do empreendimento negou irregularidades e afirmou que os jogos são autorizados pela loteria estadual e que as mesas de cartas servem apenas para entretenimento entre hóspedes, sem incentivo à jogatina.

Com informações do Metrópoles

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Política

VÍDEO: Vaiado em evento com Lula, Eduardo Leite reage: “Esse é o amor que venceu o medo?”

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado ao iniciar seu discurso durante uma cerimônia do governo federal com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento marcou a assinatura de um contrato da Petrobras para a construção de navios, mas acabou sendo marcado pela reação hostil de parte da militância petista ao governador gaúcho.

Diante das vaias, Leite interrompeu a fala e reagiu diretamente ao público, questionando o comportamento dos presentes. “Este é o amor que venceu o medo? Não, né. Então vamos respeitar, por favor”, afirmou, ressaltando que participava de uma agenda institucional e que estava ali em respeito ao cargo que ocupa e ao presidente da República, ambos eleitos pelo mesmo povo.

O governador também afirmou que a hostilidade é reflexo do acirramento da polarização política no país. Leite lembrou que a última eleição presidencial teve um resultado apertado e disse que não é possível falar em “união e reconstrução” enquanto se hostiliza quem pensa diferente. Segundo ele, atitudes como aquela apenas alimentam ódio, rancor e divisões na sociedade.

Lula e Leite participavam da cerimônia de assinatura da contratação de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, dentro do Programa Mar Aberto, que prevê a renovação e ampliação da frota do Sistema Petrobras. O governador destacou que o evento não era um comício eleitoral, mas um ato institucional que deveria ser marcado pelo respeito entre autoridades.

Com informações do InfoMoney

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Política

Trump diz que Lula terá papel de destaque no conselho de Gaza: “Eu gosto dele”

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Donald Trump voltou a mostrar simpatia pelo presidente Lula e anunciou que o brasileiro terá “grande papel” no recém-criado Conselho de Paz de Gaza. O órgão foi formado para coordenar a reconstrução da região, em meio à guerra entre Israel e Hamas.

“Eu convidei. Eu gosto dele. Lula terá um grande papel no Conselho de Paz de Gaza”, declarou o republicano durante coletiva nesta terça-feira (20). Trump ainda sugeriu que o conselho “poderia” substituir a ONU em algumas funções.

A notícia pega mal para Lula no cenário interno, já que o governo petista é alvo de críticas da direita por sua postura internacional. Para analistas, a aproximação com Trump reforça o protagonismo do Brasil em questões globais, mas também expõe o petista a acusações de alinhamento estratégico controverso.

Enquanto isso, a política brasileira segue observando os movimentos do presidente norte-americano, aliado histórico de Bolsonaro, em decisões que podem mexer com a imagem do PT no exterior e, claro, com o debate eleitoral de 2026.

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Política

Hermano retorna ao MDB e aceita convite para ser vice de Allyson Bezerra

Foto: Arquivo/ALRN

O deputado estadual Hermano Morais confirmou que aceitou o convite do MDB para se filiar ao partido e integrar, como vice, a chapa liderada pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), nas eleições de 2026. A articulação reforça o bloco de oposição ao governo Fátima Bezerra (PT) e sinaliza um movimento claro de reorganização da direita no RN

A decisão foi tomada após reunião com o vice-governador e presidente estadual do MDB, Walter Alves, encontro que encerrou conversas que vinham se arrastando há meses, segundo informações da 98 FM Natal.

Antes de bater o martelo, Hermano também conversou com Rivaldo Fernandes, presidente do PV, partido ao qual ainda é filiado, selando politicamente a mudança de rumo.

Hermano deixou claro que a composição ainda depende de etapas formais, como a troca de partido, prevista para ocorrer até março. Segundo ele, o anúncio oficial da chapa só virá após Allyson Bezerra se declarar publicamente pré-candidato ao Governo do Estado, o que é dado como questão de tempo nos bastidores.

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Judiciário

PF aperta cerco no caso Banco Master e investigados entram em pânico com silêncio de Toffoli

Foto: Reprodução

O avanço da Polícia Federal no caso do Banco Master causou tensão máxima entre os investigados. A PF concentrou, nos dias 26 e 27, os depoimentos de nove alvos da apuração, o que pegou advogados e investigados de surpresa e acendeu o alerta vermelho nos bastidores.

Defensores da família Vorcaro e de outros envolvidos afirmam que não foram sequer oficialmente comunicados sobre os depoimentos. Segundo eles, a investigação segue sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, sem acesso a provas ou informações básicas do processo, conforme informações da Veja.

Com a pressa da Polícia Federal, os advogados agora avaliam a melhor reação: pedir mais prazo ao STF, orientar os clientes a permanecerem em silêncio ou denunciar cerceamento de defesa. Em termos simples, cerceamento ocorre quando a defesa não consegue exercer plenamente seus direitos no processo.

Apesar do clima de indignação, enfrentar diretamente o Supremo é visto como último recurso. Nos bastidores, a leitura é clara: o caso avançou rápido demais, sem aviso prévio, e o medo agora é de que decisões já estejam sendo tomadas longe dos olhos da defesa.

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Política

Trump desafia a ONU e lança “Conselho da Paz” para assumir liderança global

Foto: Reprodução

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a mirar a ONU e disse que o Conselho da Paz criado por seu governo pode, sim, substituir o papel das Nações Unidas. A declaração foi feita nesta terça-feira (20), na Casa Branca, ao comentar a iniciativa norte-americana para supervisionar a Faixa de Gaza. “Pode ser que sim”, respondeu, sem rodeios.

Trump afirmou que a ONU “nunca correspondeu às expectativas” e falhou na mediação de conflitos armados ao redor do mundo. Desde que reassumiu o poder, em janeiro de 2025, o republicano intensificou críticas a organismos multilaterais e retirou os EUA de várias entidades ligadas à ONU, reforçando o discurso de que a burocracia internacional mais atrapalha do que resolve.

O Conselho da Paz foi anunciado em 15 de janeiro e faz parte da segunda fase do plano de Trump para Gaza, que inclui o desarmamento do Hamas, a reconstrução do território e a criação de um governo pós-guerra.

A trégua começou em outubro de 2025, mas Israel e Hamas seguem trocando acusações de violar o cessar-fogo. Segundo a Casa Branca, o novo órgão terá poder para supervisionar o plano, cobrar resultados e mobilizar recursos internacionais.

Trump confirmou que convidou líderes como Vladimir Putin e Lula para integrar o Conselho — o petista ainda não respondeu.

Também estão na lista nomes de peso como Marco Rubio, Jared Kushner, Tony Blair e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, além de aliados ideológicos como Javier Milei. A mensagem é clara: Washington quer tirar o protagonismo da ONU e reassumir, sem intermediários, o comando da política global.

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Política

BC esconde reuniões de Moraes sobre Lei Magnitsky e invoca “segurança do Estado”

Foto: Reprodução

O Banco Central decidiu colocar sob sigilo duas reuniões entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

O argumento oficial, segundo informações da Revista Oeste, é de que divulgar o conteúdo dos encontros poderia representar risco à segurança da sociedade e do Estado, mesmo após pedido formal via Lei de Acesso à Informação (LAI).

Segundo o BC, além de não revelar o teor das conversas, não há qualquer registro oficial do que foi discutido.

As reuniões teriam tratado da chamada Lei Magnitsky, legislação internacional que permite sanções contra autoridades acusadas de violações de direitos humanos — um tema sensível e politicamente explosivo. Curiosamente, os encontros não apareceram nem na agenda pública de Moraes, nem na de Galípolo.

As datas dos encontros, 14 de agosto e 30 de setembro, foram confirmadas pelo próprio Moraes em nota anterior.

O caso ganhou ainda mais repercussão após reportagem revelar que o ministro teria procurado Galípolo para tratar da situação do Banco Master antes da liquidação da instituição, período em que a esposa de Moraes mantinha contrato milionário com o banco.

Para o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), autor do pedido via LAI, a resposta do Banco Central é contraditória e falha. Ele aponta que, se há sigilo, o BC deveria informar quem classificou, por quanto tempo e com base em qual dispositivo legal — o que não ocorreu.

Já se não há registros, a versão bate de frente com declarações públicas do próprio presidente do BC de que todas as reuniões são documentadas. Mais um caso nebuloso que reforça a falta de transparência nos bastidores do poder em Brasília.

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Judiciário

STF em crise: Fachin corre atrás de ministros para “apagar incêndio”

Foto: Divulgação

Pressionado por críticas crescentes e desgastes públicos, o presidente do STF, Edson Fachin, passou a procurar colegas da Corte nos últimos dias para conversas reservadas. O movimento ocorre em meio a decisões polêmicas e à percepção de crise interna no Supremo, cada vez mais questionado pela opinião pública.

Segundo relatos de ministros, Fachin não entra em casos específicos, mas admite que o momento é grave e “exige” diálogo. A aliados, ele tem dito que decidiu ouvir os colegas, inclusive durante o recesso, para debater o rumo do Judiciário e tentar reduzir a temperatura dentro e fora da Corte.

Nas conversas, o presidente do STF se coloca “à disposição” para discutir temas sensíveis e ouvir avaliações sobre o atual cenário do tribunal. O gesto é visto como uma tentativa de conter o desgaste institucional e alinhar discursos, num momento em que o Supremo virou protagonista político.

Fachin já falou com quase todos os ministros e segue em agenda fora de Brasília. Nesta terça-feira (20), ele embarca para o Maranhão, onde deve se reunir com Flávio Dino — mais um encontro que reforça a leitura de que o STF sente o peso da crise e tenta reagir nos bastidores.

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