VÍDEO: Médico diz que nada poderia ter sido feito para salvar a vida de Gugu

O neurocirurgião Guilherme Lepski revelou à Record TV que não existia nenhuma maneira de salvar a vida de Gugu Liberato após o apresentador cair de um altura de 4 metros dentro da casa que mantém em Orlando, na Flórida, na última quarta-feira (20). Lepski confirmou que o quadro era irreversível e que tudo o que era possível para salvá-lo foi feito pela família e pela equipe de atendimento.

O médico, que foi aos Estados Unidos para dar uma segunda opinião sobre o quadro de saúde de Gugu, contou que o caso evoluiu rápido demais e isso afetou a família.

“Mas no caso do Gugu, o processo de doença e óbito acabou acontecendo tão rápido que deixou toda família estupefata, atordoada. Existia um diagnóstico e a família tinha certas inseguranças e dúvidas. O atendimento foi impecável, mas a família tem pleno direito de consultar uma segunda opinião, perguntar se tinha algo a ser feito, a reverter”, explicou.

Segundo ele, após Gugu cair do sótão enquanto arrumava o sistema de ar condicionado da casa, tudo que era possível ser feito para diminuir o impacto das lesões, foi feito, mas a gravidade do caso não permitiu nenhum resultado diferente.

“Não há o que criticar. Eu sei que um caso desse gera muita celeuma e discussão. Mas do ponto de vista técnico, eu analisando os exames, a evolução e a documentação disponibilizada, posso concluir com segurança que não havia o que pudesse ter sido feito diferente. Infelizmente. Não havia o que a família poderia ter feito diferente para outra evolução, que foi rápida e surpreendente”, determinou.

Gugu tinha chegado na quarta-feira à sua casa num condomínio em Windermere, no estado da Flórida. Ao tentar consertar o ar-condicionado, ele pisou em uma placa de gesso que se rompeu, fazendo com que o apresentador caísse e batesse a cabeça na queda. Isso causou uma hemorragia traumática, e o sangramento se espalhou ao redor do cérebro.

No hospital, foi detectado um nível 3 na escala Glasgow. Essa escala mede a atividade cerebral e vai até 15. Quanto mais baixo, menor a atividade. Isso quer dizer que Gugu já não respondia a estímulos quando chegou no hospital. Seis horas depois, foi detectado a morte encefálica do apresentador. E a morte foi oficialmente divulgada na última sexta (22).

Gugu era pai de João Augusto, de 18 anos, e das filhas gêmeas, Marina e Sophia, de 15 anos, frutos da relação dele com Rose Miriam di Matteo.

R7

FGTS: mais de 11 milhões de pessoas sacarão valores menores ou nada por falta de depósitos; saiba o que fazer se a empresa não depositar

A liberação de novas condições de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS) acendeu o sinal de alerta para muitos trabalhadores sobre a regularidade dos depósitos feitos pelas empresas. De acordo com a Procuradoria-Geral da Receita Nacional, 11,2 milhões de trabalhadores em todo o país sacarão valores menores do que os devidos ou nenhum dinheiro. O déficit atinge 11,6% do total de 96 milhões trabalhadores beneficiados pelos novos saques do Fundo de Garantia.

A irregularidade poderá reduzir o saldo para os valores a serem retirados no saque emergencial , de até R$ 500 por conta vinculada, e o saque- aniversário, retirada anual de parte dos recursos a partir de abril de 2020, cuja opção impedirá o saque do saldo total, em caso de demissão sem justa causa (mantendo apenas a retirada da multa rescisória de 40% paga pelo empregador).

O atraso nas contribuições também impacta no rendimento do FGTS e na distribuição dos lucros aos trabalhadores.

Somente no Estado do Rio

No Estado do Rio , 28.881 empresas apresentam débitos, afetando 1,1 milhão de trabalhadores, o que corresponde a 12,8% do total de prejudicados em todo o país. A dívida chega a cerca de R$ 4,8 bilhões. Somente os 20 maiores devedores do Rio deixaram de depositar de R$ 824 milhões.

De acordo com a Procuradoria-Geral da Receita Nacional, entre os maiores devedores estão: a Varig, a Vasp, a Universidade Gama Filho, a TV Manchete e os Correios. A relação das empresas em dívida com FGTS pode ser consultada pelo site da procuradoria .

A Procuradoria-Geral da Receita Nacional é responsável pela inscrição em Dívida Ativa dos débitos para com Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e pela cobrança por meio de representações judicial e extrajudicial. Mas o percurso para o trabalhador reaver esses recursos pode se transformar em uma batalha judicial. Um dos grandes problemas é que muitas empresas já faliram.

Segundo dados do órgão, pelo menos 331 devedores que somam R$ 1,05 bilhão em atrasos atravessam processos de recuperação judicial. Outras 401 empresas em débito com as contribuições de R$ 2,7 bilhões do FGTS já decretaram falência.

Saiba como acompanhar seu saldo

Todos os empregadores são obrigados a depositar um valor correspondente a 8% do salário pago a cada trabalhador até o dia 7 de cada mês.

As empresas são obrigadas a comunicar mensalmente aos colaboradores os valores recolhidos de FGTS. Além disso, há canais para o trabalhador monitorar essa movimentação.

Uma opção é o serviço de mensagem de texto oferecido pela Caixa Econômica Federal (CEF), gestora do Fundo. O extrato pode ser obtido em qualquer agência da Caixa. O empregado também pode receber o extrato do FGTS via Correios, a cada dois meses.

Ainda é possível instalar o aplicativo FGTS no celular, disponível para Android, iOS e Windows Phone, e consultar os depósitos a qualquer momento.

Outra alternativa é acompanhar extrato da conta de FGTS nas agências da Caixa. Para isso, é preciso apresentar a carteira de trabalho com o número do PIS.

— O que não é depositado, o governo tenta cobrar. Mas se não consegue, é um problema do trabalhador, que, muitas vezes, só recebe por meio de uma ação trabalhista, e somente sobre os últimos cinco anos, pois em novembro de 2014 o Supremo Tribunal Federal (STF) reduziu a prescrição de 30 para 5 anos — explica Mário Avelino, presidente Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, que lançou um aplicativo (Extrato do Fundo de Garantia Não Depositado), para permitir controlar os depósitos não realizados pelas empresas.

A plataforma apresenta o saldo atualizado mensalmente com juros e correção monetária, o crédito da distribuição de lucro devido sobre esses depósitos e o valor da multa de 40% ou 20% em caso de demissão sem justa causa ou por acordo.

O que fazer se a empresa não depositou o FGTS

Se, no momento da consulta de saldo disponível ou do saque, o trabalhador verificar que o empregador não fez os repasses, a primeira providência é entrar em contato com a empresa e tentar um acordo. Caso não haja regularização, o funcionário pode denunciar a empresa nas Superintendências Regionais do Trabalho.

Nos casos em que a empresa não existe mais, o trabalhador pode ingressar com uma ação na Justiça do Trabalho.

Para formalizar a denúncia, o beneficiário deve apresentar o extrato da conta vinculada que comprove a ausência de depósitos. A fiscalização do Trabalho poderá notificar a empresa e determinar que esta efetue os depósitos. A fonte de informações, reclamações ou denúncias não são reveladas pela auditoria fiscal do Trabalho.

O Globo

 

Defesa de Flávio diz que Queiroz não tem nada a acrescentar, e mira arquivamento do procedimento investigativo

Frederick Wassef, advogado Flávio Bolsonaro, disse à GloboNews que “não há nenhuma novidade” que Fabrício Queiroz poderá trazer ao caso envolvendo o filho do presidente.

Para ele, Queiroz “já falou” quando negou ter repassado recursos a Flávio.

Wassef afirmou, ainda, que após a decisão do plenário do STF sobre investigações envolvendo o Coaf, marcada para novembro, pedirá o arquivamento do procedimento investigativo no Rio de Janeiro.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Bento disse:

    Não foi, os corruptos estão na cadeia. Não entendeu ou quer que eu desenhe.

  2. José disse:

    Eu pensava que no governo Fakenaro os casos de corrupção não iriam ser jogados para baixo do tapete.

União Europeia traça plano concreto de combate à notícia falsa. No Brasil? Nada

(Foto: Zach Gibson/Getty Images)

A próxima eleição para o Parlamento europeu só acontece em maio de 2019, mas a União Europeia já deu passos firmes para combater as notícias falsas que se alinham no horizonte. Na última quinta-feira dia 26, o bloco anunciou oito medidas claras e concretas para fazer frente à desinformação on-line — sobretudo a de caráter político. E elas devem começar a sair do papel até julho. O Brasil, por sua vez, assiste — meio bestificado — à morosidade de suas instituições. A menos de quatro meses do início oficial da disputa pelo Planalto, autoridades patinam feio sempre que convidadas a falar sobre o tema fake news e eleições. Uma pena.

Segundo o comunicado emitido pela Comissão Europeia na última quinta-feira, um novíssimo código de conduta digital vem aí. E ele será duro na queda com plataformas como Facebook, Twitter e Google. A previsão é que o texto estabeleça que as plataformas com atuação na Europa sejam totalmente transparentes em relação aos conteúdos patrocinados (em particular os políticos), sejam mais claras sobre o funcionamento de seus algoritmos e que forneçam meios para que eles sejam auditados de tempos em tempos. Ideias que podem não descer assim tão redondo pela garganta de Mark Zuckerberg e cia., mas que agradaram os europeus.

E eles não pararam por aí. Nesse novo código, a União Europeia também deve exigir que as plataformas facilitem a vida de seus usuários: que os ajudem a encontrar fontes de informação com visões diferentes sobre um determinado assunto, numa espécie de xarope antibolhas digitais. Por fim, os europeus devem determinar que as plataformas tenham maneiras bem simples e objetivas para identificar e deletar páginas, contas e perfis que produzem conteúdos falsos de forma sistemática. A ação e a reação, dizem eles, precisam estar em sintonia. Na mesma frequência.

Ao fazer esse movimento — já de olho em 2019 —, a União Europeia também dá ao mundo do fact-checking um lugar de maior destaque. Membros verificados da International Fact-Checking Network (rede da qual a Agência Lupa faz parte há dois anos) serão convidados a se unir regionalmente para estabelecer uma metodologia de trabalho comum e atuar de forma integrada. O objetivo é fazer com que as verificações realizadas por eles na web tenham o maior impacto possível dentro das plataformas de conteúdo on-line, em detrimento — é, claro — dos vídeos, memes, fotos e conteúdos falsos que tanto circulam por ali. Para isso, os checadores europeus contarão com o apoio de especialistas em dados e tecnologia da informação apontados pela Comissão Europeia.

Outro braço de atuação fixado pela UE é o mais óbvio de todos: a educação. Diferentemente do Brasil, a União Europeia entendeu que é preciso alertar o cidadão comum para a existência das notícias falsas, bem como encorajá-lo a fazer suas próprias checagens, ensinando-lhe o mínimo sobre isso. O termo em inglês é news literacy. Em português, o descaso tem sido tão grande que ainda não conseguimos estabelecer uma boa tradução para essa expressão.

Assim, na última terça-feira dia 24, mais ou menos enquanto a UE burilava os últimos parágrafos desse novo comunicado, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luiz Fux, foi a São Paulo para participar do fórum Amarelas ao Vivo, evento promovido pela revista Veja. Lá, diante de uma série de repórteres e editores, disse que, se ficar comprovado que notícias falsas beneficiaram um candidato a ponto de garantir sua vitória, as eleições deste ano no Brasil poderiam ser anuladas.

Quando soube disso, estava em Beirute, no intervalo de uma série de conferências sobre notícias falsas no mundo árabe (Sim! Eles também sofrem com isso e também buscam soluções). Não resisti. Fui até o finlandês Mikko Salo, que foi um dos conselheiros (senior advisers) da União Europeia para a formulação do comunicado da última quinta-feira, e lhe mostrei a tela do celular. Traduzi para o inglês a frase de Fux e aguardei imóvel sua reação. “Não. Não pode ser!” Ao lado dele, um grupo composto por libaneses e egípcios se aproximou e quis saber do que se tratava. Repeti a história e ouvi de um deles: “Mas dar esse tipo de declaração não vai acabar estimulando a criação de notícias falsas durante o período eleitoral brasileiro?”. Eu ri. De puro nervosismo.

Época