A troca de afagos entre tucanos e marineiros já começou. Depois da ex-ministra e candidata à Presidência da República Marina Silva (PSB) afirmar, neste sábado (23), no Recife, que teria o apoio de José Serra (PSDB) em seu governo, o ex-presidente e maior liderança do PSDB, Fernando Henrique Cardoso também teceu elogios à socialista. O tucano afirmou, nesta segunda-feira (25), que “gostaria de ter uma aliança” com Marina caso Aécio Neves seja eleito presidente.
O ex-presidente deu a declaração ao comentar a afirmação do economista Eduardo Giannetti, conselheiro da candidata, que disse à Folha de S. Paulo que um eventual governo Marina buscaria apoio de FHC e de Lula. Com a possibilidade concreta da eleição ir para o segundo turno, o PSDB e PSB, partidos de oposição, começam a traçar planos para eventuais apoios contra a presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição.
“No mandato do Aécio eu gostaria muito de ter a aliança da Marina”, afirmou o tucano, ao deixar evento da Comissão Global de Políticas sobre Drogas, da qual é membro, no Jardim Paulista. “A recíproca é verdadeira”. Apesar do afago, Marina tem algunas restrições no PSDB, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, que não considera fazer parte da “nova política”.
O candidato do PSDB à Presidência, no entanto, não deu muita atenção ao movimento. O senador Aécio Neves corre o risco de não ir ao segundo turno por conta do “efeito Marina”, que substituiu o candidato do PSB, o ex-governador Eduardo Campos, após a morte do socialista no último dia 13 num acidente de avião na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Aécio, no mesmo dia da declaração de FHC, ironizou os afagos. “Vai prevalecer o software original. Quem vai governar é o PSDB e com figuras qualificadas”.
Diário de PE com informações do Folha Press

Ele e Aécio nesse momento não tem que querer nada, tem é que tomar muito cuidado e começar a rever sua campanha pois a chapa ta esquentando pro PSDB, pode ser que fiquem de fora do segundo turno perdendo o espaço pra Marina junto com o PSB, na atual situação ela é que tem que escolher quem vai participar do seu governo caso seja eleita. Nessa troca de afagos Marina vai chegando pra ocupar a segunda posição.
FHC, o "sombra" nas últimas campanhas do PSDB, é um dos primeiros a reconhecer as "muitas semelhanças" entre plataforma econômica da candidata do PSB e a dos tucanos. Pois a entrada da ex-senadora Marina Silva (PSB) na disputa pela presidência da República prejudica o candidato do PSDB, Aécio Neves, que sonha em levar as eleições para segundo turno e derrotar a presidente Dilma Rousseff. A ideia de sua candidatura como sendo uma terceira via vai caindo por terra, pois a sua fundamentação é falaciosa, bastando observar que todos os que hoje encontram-se envolvidos com a sua campanha, inclusive ela mesma, foram do PT ou da base dos governos Lula e Dilma.
Existindo de fato, uma candidatura pessoal, que apregoa uma proposta de "terceira via" tentando se vender como dona de três temas: sustentabilidade; relação "republicana" com o Congresso Nacional; e rigidez no combate à corrupção.
Temas que pode-se falar tudo do governo Dilma, menos que não tenha atuado firmemente no aspecto "sustentabilidade" e na "rigidez no combate à corrupção". A tornando na verdade mais do mesmo, igualando-se por um lado, o da política econômica, ao PSDB, e no social ao PT.
Qual a novidade?