Economia

Fila do INSS chega a recorde de 2,7 milhões e gera custo de bilhões às contas públicas

Foto: Alex Avelino/Folhapress

A fila de espera por benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) disparou no início de 2025, bateu novos recordes e deve impactar as contas públicas no ano.

Em abril havia 2,678 milhões de requerimentos para pagamento de aposentadorias, pensões, licença maternidade e benefícios por incapacidade e assistenciais. No mesmo mês de 2024, esse estoque era de 1,4 milhão, ou seja, houve um aumento de 91%.

O maior patamar foi registrado em março deste ano, quando foram 2,707 milhões de pedidos.

A maior parte da fila se refere a benefícios por incapacidade (48%), seguidos pelos assistenciais (24%) e aposentadorias (17%).

A XP Investimentos estima um impacto de R$ 6 bilhões apenas com o pagamento dos valores em atraso para 1,3 milhão dos pedidos que estão na fila. O custo em 12 meses seria em torno de R$ 27 bilhões para o mesmo número de beneficiários. Como apenas uma parcela dos pedidos é aprovada (outros caem em restrição ou são negados), o custo anual deve ficar em R$ 14 bilhões.

Em seu relatório de acompanhamento fiscal de abril, a IFI (Instituição Fiscal Independente) diz que o aumento da fila pode ser explicado, ao menos parcialmente, pela greve dos médicos peritos de agosto do ano passado e abril deste ano. Para a instituição, o fim da greve dos peritos do INSS pode acelerar o ritmo de concessão de benefícios.

Em abril, por exemplo, a análise de pedidos (1,072 milhão) superou a entrada de novos requerimentos (1,062 milhões), o que se refletiu na redução da fila em relação ao mês anterior.

O órgão, que é ligado ao Senado, projeta uma despesa previdenciária R$ 16 bilhões acima do R$ 1,015 trilhão previsto no Orçamento de 2025. O número da instituição considera o ritmo de crescimento dos benefícios emitidos até dezembro de 2024 –último dado disponível na data de divulgação do documento.

O advogado Valdir Moysés Simão, que foi presidente do INSS em duas ocasiões e também ministro do Planejamento, afirma que parte da explicação pelo aumento da fila é uma mudança de estratégia do próprio INSS que impactou a solicitação do auxílio-doença.

Houve uma tentativa de tornar a avaliação médica mais tecnológica e menos dependente da atuação dos peritos, por meio do Atestmed, sistema online que dispensa a perícia presencial. Mas, diante de um aumento significativo nos pedidos e nas concessões de benefício, houve a decisão de retomar o exame para alguns tipos de auxílio-doença.

“O INSS concedeu muitos benefícios sem necessariamente observar se o segurado tinha de fato direito, e nos últimos meses houve um esforço da entidade para fazer uma revisão disso. A grande fila que temos hoje é em relação ao afastamento por doença”, afirma Simão.

Ele diz que o aumento das filas implica prejuízo na casa dos bilhões para o sistema. Quando a consulta demora mais de 60 dias para ser agendada, o segurado pode receber o benefício mesmo se já tiver superado a incapacidade, e o INSS acaba pagando por um período em que o trabalhador poderia estar ativo.

Carlos Vinicius Lopes, dirigente do Sindisprev-Rio (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social no Estado do Rio de Janeiro), afirma que o problema central é a falta de servidores, mas também diz que há questões de infraestrutura: “Os sistemas da Dataprev não estão atendendo a demanda”.

Ele citou também duas greves que aconteceram no ano passado. Uma delas foi dos servidores administrativos, que durou cerca de 80 dias e teve adesão de 20% da categoria. Houve ainda a paralisação dos peritos médicos, que durou mais de 230 dias. “A greve deles foi diferenciada, porque a maioria trabalhou, mas fazia menos perícias do que o necessário. Essa, sim, teve impacto na fila”.

Nesta semana, o INSS publicou portaria que define que o instituto e o Ministério da Previdência Social vão pagar até R$ 17,1 mil para os servidores do órgão destravarem a fila de pedidos de aposentadoria, pensão e outros benefícios, e realizarem revisão do BCP (Benefício de Prestação Continuada).

Segundo o documento, é possível receber R$ 68 extra por cada tarefa, chegando aos R$ 17 mil.

Para receber os valores, as regras são as mesmas do programa anterior para destravar filas: primeiro, é preciso cumprir a meta de trabalho mensal do servidor, e só depois dá para participar do programa, com a possibilidade de ganhar valores a mais. Quem não cumpre a primeira etapa, majorada pelo INSS, não recebe.

Folha de S.Paulo

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Política

Carlos Eduardo comunica oficialmente que está fora da disputa pelo Senado Federal

Foto: Reprodução

O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (União Brasil), informou por meio de nota à imprensa que não vai disputar o Senado Federal nas eleições de 2026.

Veja a íntegra da nota:

“Comunico aos meus amigos e amigas de Natal e de todo o Rio Grande do Norte, que nos últimos meses me incentivaram a ser candidato a Senador da República, que após entendimento com o pré-candidato a governador Alysson Bezerra, ficou decidido que não serei candidato ao Senado da República.

Alysson Bezerra me comunicou que a direção nacional do partido União Brasil informou que nessa eleição a prioridade é a eleição de deputados federais e governador e que não haverá disponibilidade do fundo eleitoral partidário para candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte.

Agradeço o empenho dos dirigentes do União Brasil no Rio Grande do Norte para viabilizar a nossa candidatura ao Senado.

Como fiz ao longo de toda a minha vida pública, com ou sem mandato, seguirei sempre a disposição de Natal e do Rio Grande do Norte, disposto a contribuir para o debate qualificado e para o avanço do nosso estado”.

Blog Heitor Gregório 

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Política

REAL TIME BIG DATA: Lula é rejeitado por 44%, e Flávio, por 41%

Foto: Reprodução

O Instituto Real Time Big Data divulgou nesta terça-feira (05) sua nova pesquisa mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 44% dos eleitores, enquanto 41% rejeitam o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Além de Lula e Flávio, Ciro Gomes (PSDB) aparece como o terceiro pré-candidato à Presidência na lista, com 5% de rejeição; ele é seguido por Romeu Zema (Novo), com 4%.

Ronaldo Caiado (PSD) e Cabo Daciolo(Mobiliza) fecham a lista, cada um com 2% de rejeição.

A pesquisa também revelou que 2% do eleitorado afirma não rejeitar nenhum dos pré-candidatos.

 Metodologia

Para a pesquisa, o Instituto Real Time Big Dataouviu 2.000 eleitores de todo o país, entre os dias 2 e 4 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03627/2026.

CNN

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Política

‘TÁ SEM CALCINHA?’: 28 ligações com assédio viram escândalo na Câmara

Imagem: Reprodução

Um homem foi indiciado pela Polícia Legislativa Federal após fazer 28 ligações com conteúdo de cunho sexual para atendentes da Câmara dos Deputados. O caso ocorreu entre os dias 27 e 31 de março de 2026, por meio do serviço 0800 da Casa, e provocou constrangimento às servidoras.

De acordo com informações apuradas, o suspeito utilizava o canal de atendimento institucional para fazer perguntas sem qualquer relação com o serviço público, direcionadas às funcionárias, conforme o Metrópoles.

Segundo relatos, ele repetia frases de teor íntimo, como questionamentos sobre roupas e condições pessoais, o que gerou desconforto nas atendentes. Quando homens atendiam as chamadas, as ligações eram encerradas imediatamente.

A identificação do autor foi possível após análise das gravações, cruzamento de dados e confirmação da titularidade da linha telefônica junto à operadora, conforme informou a Polícia Legislativa Federal.

Como as ações ocorreram de forma repetida e em curto intervalo de tempo, o caso pode ser enquadrado como continuidade delitiva. Em caso de condenação, a pena pode ultrapassar cinco anos de reclusão, segundo a legislação vigente.

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Política

AINDA NÃO DESISTIU: Lula insiste em nome rejeitado ao STF; entenda

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) avalia insistir na indicação de Jorge Messias ao STF, mesmo após o nome ter sido rejeitado pelo Senado. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o petista estuda o melhor momento político para uma nova tentativa, a fim de evitar nova derrota.

De acordo com aliados, uma das possibilidades em análise é adiar a nova indicação para depois das eleições de outubro. A avaliação interna é de que o cenário político pode se tornar mais favorável para articulações com o Senado.

Outra alternativa considerada, segundo interlocutores do governo, é indicar um nome diferente para a vaga atualmente aberta no STF e tentar viabilizar Messias em uma futura oportunidade.

Nos bastidores, de acordo com fontes do Planalto, a rejeição do nome de Messias — por 42 votos a 34 — teria sido resultado de articulações políticas no Senado. O governo avalia que houve um movimento coordenado que dificultou a aprovação.

Apesar do incômodo, auxiliares afirmam que Lula não pretende fazer retaliações públicas neste momento. O presidente deve analisar o cenário com cautela antes de definir os próximos passos, incluindo o futuro de Messias dentro do governo.

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Política

Desaprovação de Lula aumenta para 52% e e supera aprovação, aponta pesquisa

Foto: Sergio Lima/Poder360

Levantamento do Instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (5) aponta que a desaprovação ao governo do presidente Lula (PT) ultrapassou os 50% e já supera a aprovação. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em todo o país e indica leve oscilação nos índices em relação ao levantamento anterior.

De acordo com os dados, 52% dos entrevistados disseram desaprovar a gestão, enquanto 42% afirmaram aprovar. Outros 6% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Em comparação com a pesquisa anterior, realizada em março, a aprovação recuou de 44% para 42%. Já a desaprovação aumentou de 51% para 52%, dentro da margem de erro.

Segundo o instituto, o levantamento foi realizado entre os dias 2 e 4 de maio, com entrevistas em todas as regiões do país.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03627/2026. Veja AQUI a íntegra da pesquisa.

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Política

REAL TIME BIG DATA: Flávio lidera disputa contra Lula no 2º turno; veja números

Foto: Reprodução

Pesquisa divulgada pelo instituto Real Time Big Data nesta terça-feira (5) aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno presidencial.

Segundo o levantamento, Flávio tem 44% das intenções de voto, contra 43% de Lula, cenário que configura empate técnico dentro da margem de erro, conforme a CNN.

A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o que indica uma disputa aberta e sem definição no momento. A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 2 e 4 de maio. O nível de confiança é de 95%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo BR-03627/2026. Veja AQUI a íntegra da pesquisa.

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Judiciário

BASTIDORES: parte do STF avalia reduzir penas de condenados do 8 de Janeiro

Foto: Antonio Augusto/STF

Parte de ministros do STF avalia, em conversas de bastidores com lideranças do Congresso Nacional, a possibilidade de redução de penas aplicadas a condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo informações da CNN Brasil, o cenário está ligado à tramitação do chamado PL da Dosimetria e à percepção interna de que não há maioria consolidada para barrar a proposta.

Segundo interlocutores, o ambiente político e institucional não favorece, neste momento, a derrubada do projeto. A avaliação considera também o aumento recente da tensão entre o Judiciário e o Legislativo.

Apesar da possibilidade de redução de penas, a eventual aplicação da nova regra não seria automática. Conforme o modelo em discussão, caberia ao relator dos casos ligados ao 8 de janeiro, ministro Alexandre de Moraes, analisar individualmente os pedidos apresentados pelas defesas.

Segundo o relator do projeto na Câmara, deputado Paulinho da Força, a revisão das penas pode gerar impacto relevante em parte dos casos. Mais de 1,4 mil pessoas foram condenadas pelos atos, e cerca de 600 réus poderiam ser alcançados pela nova legislação, caso seja mantida após eventual análise judicial.

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Judiciário

TST tem maioria dos ministros acima de R$ 100 mil e presidente recebe R$ 103 mil no mês

Foto: Divulgação/TSE

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) registrou em março que 21 dos 25 ministros da Corte receberam remunerações acima de R$ 100 mil líquidos, segundo dados oficiais do próprio tribunal. No mesmo período, o presidente da Corte, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, recebeu R$ 103,5 mil líquidos, valor mais que o dobro do teto constitucional do funcionalismo público.

O teto do funcionalismo público atualmente é de R$ 46.366,19, equivalente ao salário de ministros do STF. Ainda assim, a maioria dos integrantes do TST aparece com rendimentos que ultrapassam R$ 100 mil no mês analisado.

No caso do presidente da Corte, a remuneração bruta em março chegou a R$ 127 mil. Segundo os registros, o valor é formado por subsídio, vantagens individuais, indenizações, gratificações e pagamentos eventuais.

Após os descontos legais, o valor líquido ficou em R$ 103,5 mil. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o magistrado recebeu mais de R$ 290 mil líquidos, com pagamentos mensais acima de R$ 80 mil.

Os dados revelam ainda que apenas quatro dos 25 ministros ficaram abaixo da marca de R$ 100 mil no período, com rendimentos entre R$ 52 mil e R$ 90 mil.

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Política

[VÍDEO] ANÁLISE: Waack diz que Lula tenta conter desgaste e “desenrolar” desaprovação com programa para endividados

Imagens: Reprodução/CNN

O jornalista William Waack, m sua coluna na CNN, analisou o novo programa do governo federal voltado para pessoas endividadas e afirmou que a medida teria foco eleitoral. Segundo ele, a iniciativa surge em meio à alta desaprovação do presidente Lula (PT) e não atacaria as causas estruturais do endividamento da população brasileira.

De acordo com Waack, o governo tenta apresentar soluções para o problema do endividamento, mas sem enfrentar fatores como juros elevados e renda insuficiente das famílias. O jornalista também criticou o fato de a inflação não ter explodido, mas ainda assim impactar fortemente a população de baixa renda.

Em análise, Waack afirmou que o cenário de crédito no país continua pressionando especialmente quem recorre ao rotativo do cartão, considerado um dos mais caros do mercado. Para ele, a política fiscal do governo também contribui para o cenário de juros elevados.

O comentarista ainda destacou declarações do presidente Lula ao tratar o tema do endividamento sob uma perspectiva comportamental, o que, segundo ele, desvia das causas econômicas do problema e recai em uma abordagem moral do tema.

Por fim, Waack avaliou que o objetivo central do programa seria tentar reduzir a desaprovação do governo, mirando o cenário eleitoral. Segundo ele, o Palácio do Planalto ainda pode lançar novas iniciativas com o mesmo foco até as eleições.

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Política

[VÍDEO] “É muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar”, diz Lula

Imagens: Reprodução/Poder360

O presidente Lula (PT) afirmou, em discurso, que “é muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar”. A declaração foi feita ao comentar o comportamento de consumo da população brasileira e o acesso ao crédito, citando ainda a importância da responsabilidade financeira ao contrair dívidas.

Lula destacou que o endividamento faz parte da dinâmica econômica do país e relembrou a crise de 2008, quando o mercado internacional enfrentou o chamado “subprime”.

Segundo o presidente, à época ele chegou a fazer um pronunciamento em rede nacional incentivando cautela, mas sem medo do consumo, desde que houvesse responsabilidade. “Não deveriam gastar mais do que pudessem pagar”, disse, ao relembrar o contexto daquele período.

A declaração atual reacende discussões sobre consumo, crédito e nível de endividamento das famílias brasileiras.

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