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A decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, não analisou o mérito da investigação, de acordo com o analista político da CNN, Teo Cury.
Desta forma, a CPMI do INSS pode tentar novamente autorizar a medida, desde que o requerimento seja votado separadamente.
Teo Cury explica que Dino apontou apenas uma falha no procedimento da comissão, já que o pedido de quebra de sigilo foi aprovado junto com cerca de 80 requerimentos votados em bloco, sem análise individual.
Caso semelhante
A decisão segue o mesmo entendimento adotado pelo ministro em outro processo que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Na ocasião, o ministro também considerou irregular a votação conjunta de diversos pedidos sem análise individual.
Nova quebra de sigilo não está descartada
Apesar da suspensão, a decisão abre espaço para uma nova tentativa da CPMI.
Segundo Teo Cury, a comissão poderá votar novamente a quebra de sigilo, desde que o pedido seja analisado de forma individualizada.
Mesmo com a decisão, continua válida a quebra de sigilo de Lulinha determinada pelo ministro André Mendonça, também do STF, a pedido da Polícia Federal, em janeiro deste ano.
Se for votado separado, jamais vai passar, a turma dos blindadores de bandidos (base do governo) tem maioria na CPMI, mesmo sem nenhum deles ter assinado. Não viram as agressões desses canalhas no dia da aprovação? Até tapa na cara de deputados, deram.