Foto: Gabriel Rosa / SMCS
A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) classificou como “massacre” a repressão da Polícia Militar aos professores em greve no Centro Cívico, na tarde dessa quarta-feira, em Curitiba.
Na nota intitulada “A democracia de luto”, a diretoria da OAB paranaense expressou repúdio pelas cenas de violência da véspera na qual cerca de 200 pessoas ficaram feridas. Os manifestantes, a maioria, professores, tentava entrar na Assembleia Legislativa do Estado para acompanhar a segunda votação do projeto de lei que trata de mudanças na previdência dos servidores. O prédio da Alep foi cercado pela PM.
“A Polícia Militar deve agir para garantir a integridade da população, não para executar o massacre que se presencia no momento”, descreveu a nota, feita ontem. “A truculência já resulta em feridos. Basta! Exige-se do Ministério Público do Estado a imediata apuração das responsabilidades sobre esses lamentáveis episódios”, finalizou o texto.
Nesta quinta-feira, o Ministério Público busca imagens e depoimentos para apurar se houve excesso na repressão policial aos manifestantes. O procedimento foi instaurado ontem, mas, até hoje de manhã, segundo a assessoria de imprensa do MP, ninguém havia se apresentado para relatar a violência do dia anterior.
Apesar da repressão, o MP-PR já havia expedido recomendação ao Governo do Estado, à Secretaria de Segurança Pública e ao Comando-Geral da Polícia Militar para que eventual intervenção policial ficasse limitada a “garantir a segurança dos manifestantes, excetuada a contenção de eventuais infrações penais”.
Após o cerco da PM aos manifestantes, o governador Beto Richa (PSDB) concedeu entrevista coletiva na qual alegou que a violência teria partido de vândalos infiltrados no movimento dos professores.
“Os policiais ficaram parados protegendo o prédio público”, disse Richa, que completou: “Na medida em que os manifestantes avançam, os policiais têm que reagir, e temos imagens que mostram pessoas infiltradas, que que não são do movimento dos professores, que radicalizaram, criaram arruaça e promoviam o confronto e a depredação do patrimônio público”, justificou.
Ao todo, sete pessoas foram presas. O projeto que altera o sistema previdenciário dos servidores paranaenses passou com 31 votos a favor e 20 contra. A matéria segue agora para sanção do governador.
Terra
Avisem para o Sergio q o choque de gestão tucano quebrou o Paraná e o responsável, Beto Hitler, vai usar o dinheiro da previdência dos funcionários e professores para cobrir o rombo. Motivação política e econômica justíssima.
Quem aceita ser bucha de canhão, massa de manobra de políticos derrotados, quem quer forçar outra eleição para o Governo do Paraná, quem quer invadir prédio público, merece apanhar.
Sobre a OAB não é de hoje que ela lambe as mãos do PT e come dos restos de comida lançados ao chão tentando ser simpática e pegar uma boquinha em qualquer órgão de qualquer escalão.
Enquanto os professores foram verdadeiramente massacrados de forma injusta e truculenta pela PM/PR, o MST pinta e borda nas BR's do Brasil, mas ninguém faz nada para coibir o fechamento das rodovias. Isso é uma VERGONHA!!!
Lembram do 'plano A' e 'plano B' do PT para o Paraná nas últimas eleições? O ex-governador Roberto Requião (PMDB) e a senadora Gleise Hoffmann (PT) personificavam esse estratagema. Ambos disputaram eleições para o governo do Estado e perderam para o atual governador Beto Richa (PSDB). O que há por trás dos protestos dos professores do Paraná? Não mais que motivação política. O governo Richa é hoje alvo da dupla derrotada, que uniu-se contra ele e conta com apoio ostensivo do governo federal para desgastá-lo. Rixa do Richa, com tutela do Planalto.