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Galvão Bueno: 'Sou um vendedor de emoções.' Narrador desistiu de se aposentar e tem contrato com a Globo até 2019

esporte-futebol-globo-galvao-bueno-20140721-002-size-598Desde 1974, o Brasil ouve Galvão Bueno narrar a Copa do Mundo. Foram onze até hoje. E, se depender dele, outras virão. O locutor esportivo chegou a anunciar que não narraria mais Mundiais, mas mudou de ideia e acaba de renovar contrato com a Rede Globo até 2019. Nesta entrevista, ele diz que a derrota épica do Brasil para a Alemanha e a perda do hexa em casa não abalam a mística do país do futebol e que não pode ser acusado de elogiar demais — seja a seleção, o Felipão ou o Neymar. “As pessoas esquecem que estou lá para animar o espetáculo.” Galvão Bueno recebeu VEJA para a conversa que se segue pouco antes de embarcar para a Alemanha, onde vai narrar o Grande Prêmio de Fórmula 1 deste fim de semana.

Derrotado em casa, humilhado pela Alemanha e ultrapassado pela Argentina — o Brasil ainda pode ser chamado de o país do futebol? Não há dúvida de que a derrota para a Alemanha foi humilhante e que fomos ultrapassados pela Argentina. Mas a mística da seleção não sofre impacto. O mundo todo ainda nos ama e nos vê como o país do futebol por tudo o que fizemos nestes quase 100 anos, pela maneira com que sempre jogamos. Quem teve Garrincha e Pelé? O que precisa ser feito é uma revisão de valores, para que se possa retomar o caminho certo. Não se pode confundir o desempenho de um time com a riqueza de uma história.

A reação à derrota para a Alemanha por 7 a 1 foi exagerada? O apresentador Luciano Huck, seu colega, chegou a dizer que aquilo foi o nosso 11 de Setembro. Houve reações exageradas, sim. No caso do Luciano, eu falei na hora para ele: “Pois é, Luciano, são coisas diferentes. Lá as consequências foram outras”. Mas quem não erra na vida? Já falei um monte de bobagem. Nas eliminatórias da Copa de 1990, eu me atrapalhei e narrei um gol errado. E comecei a dar desculpas. No dia seguinte, o Armando Nogueira (jornalista esportivo morto em 2010) me chamou e disse: “Você perdeu a maior chance da sua vida de ter sido simpático com o telespectador e reconhecer o seu erro em vez de ficar dando desculpas”. Daquele dia em diante, cada vez que erro, e sei que errei, reconheço e peço desculpas.

O senhor foi acusado de ter elogiado o técnico Luiz Felipe Scolari durante todo o torneio e passado a criticá-lo para valer só depois do 7 a 1. Isso foi um erro? Desde o primeiro jogo desta Copa, o Casagrande, o Ronaldo e eu sempre fizemos críticas à forma como a seleção estava jogando. Eu disse, em alguns momentos, que o trabalho do Felipão era coerente. Mas em momento algum elogiamos a seleção nem dissemos que era uma maravilha. Entre as muitas coisas que aprendi com o Armando Nogueira é que devemos elogiar sem bajular e criticar sem ofender. Eu pauto a minha vida com base nisso. Nunca fiz uma crítica que carregasse ofensa pessoal. E nunca fiquei babando ovo para ninguém.

Mas no jogo contra Camarões, quando o Ronaldo criticou a seleção, o senhor perguntou se ele não estava sendo “exigente demais”. Você não pode esquecer que eu também tenho o papel de animador da brincadeira. Sou um vendedor de emoções que anda no fio da navalha. De um lado, tem a emoção que você tem de vender e, do outro, a realidade dos fatos. Na Copa do Mundo, mesmo que o time não tenha feito uma grande partida, tem a festa, todo aquele envolvimento das pessoas. Mas em momento algum nós dissemos que a seleção jogou um grande futebol. O que eu disse foi: a comissão técnica tomou um caminho na Copa das Confederações e acertou em cheio. Persistiu nesse caminho na Copa do Mundo e o trabalho não funcionou. O erro, pareceu-me, foi a falta de humildade de reconhecer que a Alemanha era melhor. E acabar jogando com pouca cautela.

Os jogadores brasileiros choram demais? Nunca vi uma seleção que chorasse tanto. Criou-se um clima um pouco exagerado em cima desta Copa no Brasil. Acho que isso tem a ver com essa coisa do hino cantado a capela. Era emocionante mesmo. Nas primeiras vezes que ouvi, fiquei com lágrimas nos olhos. Mas não precisava ser algo levado a um nível tão extremo. Tenho minhas dúvidas se isso não abalou o emocional do time. Houve um exagero na contusão do Neymar também, aquela coisa meio fúnebre, de levar a camisa dele no jogo contra a Alemanha. Tinha visto isso na Copa das Confederações, quando morreu o jogador de Camarões, em 2003. Pode ter prejudicado também. Fala-se muito em time de guerreiros, grupo de guerreiros, mas futebol é um esporte. O Brasil criou a fama do futebol dele com arte, não com um time de guerreiros. É um momento de retomada desse caminho.

Foi a Copa das Copas? Esse termo “Copa das Copas” é fruto de um interesse político que não me interessa nem me agrada. Mas foi uma Copa especial, disputada com intensidade, como poucas vezes eu vi. Teve a Colômbia, os Estados Unidos, a Costa Rica… Foi uma Copa de superações. A de 1982 talvez tenha sido, de todas de que participei, a mais fantástica, pelo time que o Brasil tinha, pelo fato de ter sido batido pela Itália. Esta foi uma Copa de muita emoção. Não vou dizer que tenha sido a mais bela ou a mais técnica.

Agora virou moda dizer que o futebol brasileiro precisa mudar. Quais as mudanças necessárias, na sua opinião? No que diz respeito à seleção, acho que deve existir um gestor, um sujeito com experiência e conhecimento do futebol internacional, que saiba como se trabalha na França, na Itália, na Espanha, no Brasil. É alguém para se preocupar menos com o dia a dia e mais com os caminhos a ser seguidos. Na minha opinião, ninguém está mais bem preparado neste momento para assumir essa tarefa do que o (ex-jogador) Leonardo. É um sujeito que fala cinco idiomas, foi campeão na França e na Itália e tem formação de técnico e gestor.

E, para o técnico, concorda com a tese de que ele deveria ser um estrangeiro? Não sou dessa linha. Primeiro, devemos pensar no caminho a tomar. Veja bem, eu sou um narrador e não tenho de opinar sobre nome de técnico. Cito alguns nomes agora, mas apenas como detentores de certas características, como o perfil adequado para o momento. Como técnico, você tem o Tite, o Muricy, o Abel Braga, o Luxemburgo, grandes nomes do Brasil. Vamos enfrentar uma eliminatória duríssima, talvez a mais difícil do futebol brasileiro, e por isso esse trabalho tem de ser muito bem pensado.

Sem mudanças no comando da CBF, o senhor acha possível darmos um salto como deu a Alemanha a partir da derrota na Eurocopa de 2000? Tem um presidente eleito, não vejo como mudar. Isso é uma coisa muito complicada de discutir e de responder numa frase. Tivemos, todo mundo sabe, uma série de problemas na gestão do Ricardo Teixeira, que foi excessivamente longa e deixou sombras que o obrigaram a renunciar. Mas foi uma gestão com várias conquistas esportivas. Seria muito melhor que elas tivessem acontecido sem as sombras. Está respondido? Não tenho poder de decisão sobre a CBF, mas gostaria, sim, que ela se modernizasse e se modificasse.

Nas redes sociais, o senhor ganhou o apelido de “Neymarzete”. Acha que exagera nos elogios ao jogador? Cada um fala o que quer, mas eu não concordo. Acho até que em certos momentos critiquei excessivamente o Neymar. Casagrande e eu temos a tese de que ele deve prender a bola na área, porque lá não vão cair em cima dele. Quando o Neymar prende a bola lá atrás, toma pancada o tempo todo. Agora, ele é a nossa estrela, é quem mais brilhava, e as pessoas não podem esquecer que eu estou lá para animar o espetáculo, para vender emoções. E, para aqueles que dizem que exagero, gostaria que ouvissem narrações de locutores de outros países. Sou até contido.

A atuação do Ronaldo como comentarista na Copa foi bastante criticada. Como o senhor a avalia? Essa reação é absolutamente normal. Quando o Pelé começou a trabalhar com a gente, nos anos 80, as pessoas esperavam que ele pegasse o microfone e desse o show que dava como jogador. Com o Ronaldo é a mesma coisa. Ele foi um dos maiores atacantes da história do futebol mundial. Daí, as pessoas imaginam que, como comentarista, ele vai pegar o microfone e se sair como Frank Sinatra. Não é assim, são coisas diferentes. No início da Copa, ele foi, entre nós, o primeiro a criticar a seleção de forma mais incisiva.

E a Patricia Poeta, com quem o senhor fez dupla? Ela teve um papel difícil, substituir o que a Fátima Bernardes fez em Mundiais anteriores, quando conseguiu uma empatia forte com jogadores, telespectadores. Ela foi muitíssimo bem. Preparou-se intensamente para ter domínio sobre o assunto e conseguimos fazer um contraponto da notícia com a opinião. Por isso, inclusive, o nosso espaço no telejornal foi aumentando. Ontem fui lá dar um abraço no William Bonner, porque o editor-chefe do jornal, quem pagina o jornal, é ele. E o Bonner nos deu espaço, incentivou-nos o tempo todo.

O senhor está para lançar um livro de memórias… Nestes quarenta anos de carreira convivi com todos os grandes personagens do esporte brasileiro. Então, conto minhas histórias com Pelé, Ayrton Senna, Nelson Piquet, Fittipaldi, Rivellino, Zico.

O senhor vai revelar alguma coisa sobre esses jogadores famosos ou sobre o piloto Ayrton Senna que até hoje ninguém ficou sabendo? O Ayrton tinha aquela cara de bonzinho, mas era muito sacana. Ele tem duas comigo que não se faz. Uma vez, fomos embarcar para Miami e ele prendeu três cadeados nas passadeiras da minha calça, sem que eu percebesse. Evidentemente, eu fui barrado no raio X. E eu dizia: “Mas como vou tirar isso daqui se não tenho a chave?”. E o Ayrton falava para o americano do controle que estava me barrando: “Ele é maluco, não deixa esse louco entrar no avião”. A outra vez foi no avião para o Japão. Tirei o paletó e a camisa, fiquei de camiseta, e deixei lá. Quando fui me vestir, minha camisa estava sem gola, sem botão e sem punho, que ele tinha cortado. Desci num calor danado e todo tapado com o paletó, e o Ayrton dizia para o japonês da imigração: “Manda ele tirar o paletó que você vai perceber que ele não pode entrar no país porque é maluco”.

Um jornalista sueco disse que, em uma entrevista no começo do mês, o senhor teria afirmado que era tão famoso quanto Bono Vox. Acha mesmo isso? Não falei aquilo em hipótese alguma. Esse rapaz escreveu um livro. Eu concordei em dar uma longa entrevista a ele. Foi ele quem ficou impressionado com o assédio em torno de mim. Isso é uma coisa que veio dele. Nem li o livro ainda. Não sou idiota de falar isso, de me comparar com quem quer que seja do tamanho de um Bono Vox. Se tivesse dito isso que ele me atribui, eu mesmo seria o primeiro a me considerar um idiota total.

Em uma entrevista a VEJA em 2010, o senhor disse que a Copa de 2014 seria a sua última. Agora, renovou contrato com a TV Globo até 2019. Desistiu de se aposentar? O que eu disse foi que não me via fazendo outra Copa do Mundo fora do Brasil. E naquele momento não me via mesmo. Mas a vida é dinâmica. Não se esqueça de que nós tivemos uma mudança de gestão na Rede Globo, muito relacionada à minha área. Eu me sinto extremamente feliz hoje trabalhando. É um novo desafio. Fo­ram-me propostas coisas novas. Cheguei à conclusão de que é o que eu gosto de fazer, o que sei fazer, é onde eu realmente me realizo. E tem uma história de quarenta anos. Enquanto me sentir bem, com saúde e em condições de fazer o trabalho, e a Globo entender que eu sou importante nesse trabalho, vou ficar. Tenho contrato até depois da Copa de 2018. Então, respondendo à sua pergunta, voltei atrás, sim. Não tenho motivos para parar agora. Então, por que parar?

Veja

Opinião dos leitores

  1. Cuidado pois essas investidas dos PTralhas vão culminar com a demissão desse profissional exemplar, pois os bandidos adoram mexer no que é bom.

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Política

Líder do governo no Congresso recua e desiste de ir ao STF tentar barrar quebra de sigilo de Lulinha

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O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (3) que não pretende acionar o STF para tentar anular a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, o assunto está “encerrado”.

A declaração foi dada após o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir manter a decisão da comissão. Alcolumbre se baseou em parecer da Advocacia do Senado que rejeitou recurso apresentado pela base do presidente Lula para anular as quebras contra o filho do petista.

“Está encerrada a questão. Nós não vamos depredar o Congresso Nacional por conta disso, nem o Supremo, nem o Palácio do Planalto como outros já fizeram num certo 8 de janeiro”, afirmou Randolfe. Ao ser questionado sobre possíveis novas medidas da base governista, ele reforçou que o tema “está resolvido”.

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Política

Amiga de Lulinha vai ao STF contra quebra de sigilo aprovada pela CPMI do INSS

Foto: Reprodução

A empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acionou o STF nesta terça-feira (3) para tentar derrubar a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra de seus sigilos. O pedido foi apresentado por meio de mandado de segurança e encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin.

Roberta é investigada no inquérito que apura a chamada “Farra do INSS”. Na ação, a defesa afirma que a quebra de sigilo foi aprovada em votação “em globo” — ou seja, vários requerimentos analisados de uma só vez — sem debate individualizado. Segundo os advogados, 87 requerimentos teriam sido aprovados em conjunto na sessão de 26 de fevereiro de 2026, sem discussão específica sobre cada medida.

A quebra de sigilo da empresária foi aprovada na quinta-feira (26), na mesma votação em que a CPMI também aprovou a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente Lula. Após a decisão, governistas acionaram o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar anular a deliberação.

Alcolumbre decidiu nesta terça-feira (3) manter a quebra de sigilo de Lulinha e dos demais alvos aprovados pela comissão. Agora, caberá ao STF analisar o pedido apresentado pela empresária.

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Política

Empresa que teve contrato cancelado no MPF agora vai gerir SAMU de R$ 16,9 milhões no RN

Foto: Reprodução

A empresa que teve um contrato rescindido pelo MPF em outubro de 2025 por “descumprimento de obrigações contratuais” venceu, três meses depois, a licitação para gerir o SAMU estadual do RN, no valor de R$ 16.973.880,00. A homologação foi assinada em 25 de fevereiro pelo secretário de Saúde Alexandre Motta, dentro do pregão eletrônico 90191/2025-NC da Sesap.

O contrato rescindido pelo MPF, formalizado como Termo de Contrato 14/2025, era para limpeza e conservação da sede da Procuradoria da República em Goiás, incluindo fachada de vidro e espelhos d’água, segundo informações do Blog do Dina. O aviso de “possível rescisão unilateral” foi publicado em 14 de outubro de 2025 e citava descumprimento contratual, com base na Lei 14.133/2021. Até a publicação do aviso, não havia registro de penalidade formal no CEIS ou no CNEP.

Em 15 de janeiro de 2026, a mesma empresa venceu o pregão para gerir o SAMU 192 estadual, serviço que atende 1,75 milhão de pessoas em 91 municípios potiguares, com 29 bases e unidades de suporte avançado — aquelas que operam com médico a bordo e atendimento a casos graves. O edital exigia experiência comprovada em atendimento pré-hospitalar móvel 24 horas e gestão simultânea de múltiplas bases.

Para comprovar capacidade técnica, foi apresentado atestado referente a quatro plantões mensais, realizados aos sábados, no SAMU de Princesa Isabel (PB), município com cerca de 21 mil habitantes. O novo contrato no RN prevê 1.169 plantões por mês, com receita estimada de aproximadamente R$ 1,4 milhão mensais.

A Sesap já afirmou que homologação não é o mesmo que assinatura de contrato e que a empresa precisará comprovar que dispõe dos médicos para executar o serviço. A pasta também sustenta que o processo é público e pode ser acompanhado por qualquer cidadão.

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Política

VÍDEO: Cercada de segurança, Janja diz ter sido assediada 2 vezes: “Não temos segurança em lugar nenhum”

Imagens: Reprodução/Metrópoles

A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (3), em entrevista à TV Brasil, que foi assediada duas vezes durante o atual mandato do presidente Lula (PT). Segundo ela, os episódios aconteceram mesmo estando em ambientes que considerava seguros.

“Eu fui assediada nesse período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que me acho segura, e mesmo assim fui assediada”, declarou. Janja não deu detalhes sobre quando ou onde os casos teriam ocorrido.

Na entrevista, a primeira-dama questionou a vulnerabilidade das mulheres. “Se eu como primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras e cuidados, imagina uma mulher no ponto de ônibus às 22h? A gente não tem segurança em lugar nenhum”, disse.

A declaração foi dada em edição especial do programa que tratou do combate à violência doméstica e ao feminicídio e também abordou o Pacto dos Três Poderes contra o Feminicídio, lançado pelo governo federal em fevereiro.

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  1. Bom, bom, bom…….. ainda bem que se tal fato de fato ocorreu, certamente não foi um bolsonarista, com certeza foi ato de quem gosta do marido dela.

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Política

Alcolumbre mantém quebra de sigilos de Lulinha e rejeita recurso da base de Lula

Foto: Agência Senado

O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu nesta terça-feira (3) manter a decisão da CPMI do INSS que determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A medida foi confirmada após análise de recurso apresentado por 14 parlamentares da base do presidente Lula (PT).

Os governistas pediam a suspensão imediata dos efeitos da votação, alegando erro na condução dos trabalhos pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG). Segundo o recurso, houve “fraude na contagem” e parcialidade na condução da sessão. Viana negou qualquer irregularidade.

A quebra dos sigilos foi aprovada na quinta-feira (26), em sessão marcada por tumulto. Os requerimentos foram apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e a votação ocorreu de forma simbólica, ou seja, sem registro nominal dos votos. Viana declarou o placar de sete votos contrários, considerando apenas titulares e desconsiderando suplentes. O governo afirma que havia 14 votos contra e sustenta que a maioria se manifestou visivelmente contra os pedidos.

Lulinha passou a ser citado na CPMI após investigados por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mencionarem um suposto vínculo dele com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo reportagem do portal Metrópoles, ele é citado como possível sócio oculto de Antunes em negócios na área da saúde junto ao governo federal, incluindo uma iniciativa que previa fornecimento de cannabis em larga escala ao Ministério da Saúde.

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Geral

PGR cita falta de provas e pede arquivamento de inquérito contra Musk por suposta desobediência a decisões do STF


Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes

A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do inquérito que investigava o empresário Elon Musk por suposta desobediência a decisões do STF e obstrução de Justiça envolvendo a atuação da plataforma X no Brasil.

A investigação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, apurava se a rede social teria descumprido ordens de bloqueio determinadas pelo STF e pelo Tribunal Superior Eleitoral, além de possível incitação a crimes.

Em manifestação enviada ao STF nesta segunda-feira (2), o procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a Polícia Federal não encontrou provas de resistência deliberada da plataforma para cumprir as decisões judiciais. Segundo a PGR, não há elementos suficientes para denúncia, o que justifica o pedido de arquivamento do caso.

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Geral

VÍDEO: Nikolas ironiza viagem no avião de Vorcaro e compara a episódios envolvendo ministros do governo Lula e do STF

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o que chamou de “narrativa da esquerda” para incriminá-lo no Caso Master pelo fato de ter viajado no avião do banqueiro Daniel Vorcaro em 2022. Em suas redes sociais, Nikolas comparou o episódio a outros indícios envolvendo ministros do governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Você fez um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master? Não. Nesse caso, foi a mulher de Moraes. Então, você esteve com ele de forma secreta na sua casa? Não. Nesse caso, foi o Lula. Recebeu R$ 5 milhões sem contrato com o Banco Master? Também não. Nesse caso, foi o ministro do Lula que recebeu esse dinheiro. Então, ele financiou esse evento que você estava aí viajando pra fazer campanha pro Bolsonaro? Não. Ele estava financiando os eventos do ministro do STF”, ironizou.

“Há literalmente quatro anos atrás eu fui convidado para poder participar de um evento chamado Juventude Pelo Brasil. E este evento, que fez a logística – eu não fiz – contratou uma empresa – eu não contratei – pra poder fazer este transporte. Ou seja, era de uma empresa e dentro dessa empresa tinha vários sócios e dentro desses sócios um deles era o Vorcaro”, disse o deputado.

“A narrativa de agora é de que eu sou responsável por um ato futuro de alguém? Caramba, como que eu vou prever isso? […] Eu, por exemplo, faço palestras no Brasil inteiro. Imagina se eu responder por cada crime que uma outra pessoa cometeu só porque eu usei o avião dela pra poder ir fazer algo. E naquele momento não tinha o por que de eu simplesmente chegar e investigar a empresa, ou quem está pagando, porque no fim das contas ele não estava sendo exposto como uma pessoa investigada”, afirmou o deputado.

Nikolas lembrou ainda de contratos firmados por Ricardo Lewandowski e pela advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, firmados com empresas ligadas a Vorcaro, além do suposto envolvimento do ministro Dias Toffoli com o banqueiro.

Com informações de Metrópoles

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Geral

Dra. Mychelle Garcia destaca avanços e desafios da reprodução humana assistida em pesquisa sobre biotecnologia e longevidade

Evoto

O avanço da medicina reprodutiva no Brasil tem nomes que unem técnica, pesquisa e sensibilidade. Entre eles, está a Dra. Mychelle Garcia, especialista em reprodução humana assistida e integrante da equipe do DNA Fértil, referência no Rio Grande do Norte quando o assunto é tecnologia aliada ao cuidado individualizado.

Com atuação pautada pela ciência e pelo olhar humanizado, Dra. Mychelle tem aprofundado seus estudos em Biotecnologia, área que hoje sustenta grande parte das inovações na reprodução assistida. Para ela, dois eixos caminham lado a lado na medicina contemporânea: tecnologia e longevidade.

“Observo duas áreas avançando de forma muito consistente e acelerada: a tecnologia aplicada à reprodução assistida e as pesquisas relacionadas à longevidade e à saúde reprodutiva ao longo do tempo. Compreender como esses dois campos se conectam é fundamental, pois essa integração nos permite individualizar estratégias, otimizar o preparo do organismo e, consequentemente, ampliar de maneira segura e científica as chances de sucesso dos tratamentos”.

Em sua recente pesquisa de doutorado, a médica dedicou-se ao estudo do endométrio — camada interna do útero, essencial para a implantação do embrião. A qualidade e a receptividade desse tecido exercem papel determinante no sucesso de tratamentos como a Fertilização in Vitro (FIV), uma vez que é nesse ambiente que o embrião precisa encontrar as condições ideais para se fixar e iniciar o desenvolvimento da gestação.

Para que a implantação aconteça com sucesso, esse ambiente precisa estar cuidadosamente preparado: com espessura adequada, estrutura organizada e uma sofisticada interação de substâncias bioquímicas e hormonais que regulam a chamada janela de implantação.Somente quando esses elementos estão em perfeita harmonia o embrião encontra as condições ideais para se fixar com segurança e dar início ao desenvolvimento da gestação.

Os avanços nessa área vêm sendo incorporados aos protocolos clínicos, permitindo uma preparação mais precisa do ambiente uterino antes da transferência embrionária — etapa determinante no resultado do tratamento.

“Sabemos que, do ponto de vista biológico, casais mais jovens tendem a engravidar com maior facilidade. No entanto, vivemos um novo contexto, em que a maternidade e a paternidade muitas vezes são postergadas por razões profissionais, acadêmicas ou pessoais. Por isso, é fundamental orientar e desenvolver estratégias seguras e individualizadas de preservação da fertilidade, permitindo que homens e mulheres possam planejar o futuro reprodutivo com informação, autonomia e respaldo científico.

”No DNA Fértil, esse olhar se traduz em atendimento individualizado e escuta ativa. Cada história é analisada de forma singular, respeitando o tempo, as condições clínicas e os aspectos emocionais envolvidos.
“É atender cada paciente com singularidade, compreender suas necessidades e definir até onde queremos ir juntos. O acolhimento psicológico é indispensável nesse processo. Eu diria que o DNA Fértil é acolhimento, tecnologia e longevidade”, reforça Dra. Mychelle.

Ao integrar pesquisa científica, inovação tecnológica e cuidado humanizado, o DNA Fértil consolida-se como um centro que não apenas acompanha os avanços da medicina reprodutiva, mas participa ativamente da construção de novas possibilidades para quem deseja realizar o projeto de ter filhos — com segurança, estratégia e esperança.

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Geral

PIB: Brasil deixa grupo das 10 maiores economias do mundo em 2025; veja ranking

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que o PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2025. No quarto trimestre, a alta foi de 0,1% sobre o trimestre anterior — o 39º melhor desempenho entre 50 países, segundo a Austin Rating.

Com isso, o Brasil encerrou 2025 como a 11ª maior economia do mundo, deixando o grupo das dez maiores. De acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, o país deve manter essa posição em 2026. A Austin estima o PIB brasileiro em US$ 2,268 trilhões no ano passado.

Segundo a consultoria, a queda no ranking se explica principalmente pela valorização média da moeda russa em 2025, que impulsionou a Rússia. Para 2026, a expectativa é de crescimento de 1,7%, com menor peso do agro e recuperação de indústria e serviços.

Ranking do PIB mundial em 2025 (em dólares)

  1. Estados Unidos – 26,1% do PIB mundial

  2. China – 16,6%

  3. Alemanha – 4,3%

  4. Japão – 3,6%

  5. Índia – 3,5%

  6. Reino Unido – 3,4%

  7. França – 2,9%

  8. Itália – 2,2%

  9. Rússia – 2,2%

  10. Canadá – 1,9% (2.278 bilhões de dólares)

  11. Brasil – 1,9% (2.268 bilhões de dólares)

No quarto trimestre, o Brasil superou economias como Canadá (-0,2%), Coreia do Sul (-0,3%), Noruega (-0,3%) e Irlanda (-0,6%), mas cresceu menos que Estados Unidos (1,4%), China (1,2%), Arábia Saudita (1,1%) e México (0,9%).

Opinião dos leitores

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Geral

Trump sobre instalações militares do Irã: “Praticamente tudo foi destruído”

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente Donald Trump elogiou a operação militar dos Estados Unidos no Irã e disse que “praticamente tudo foi destruído” ao se referir às instalações militares iranianas.

“Eles não têm Marinha. Ela foi destruída. Eles não têm Força Aérea. Ela foi destruída. Eles não têm sistemas de detecção aérea. Isso foi destruído. O radar deles foi destruído. E praticamente tudo foi destruído”, disse o presidente na Casa Branca, durante um encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz.

Trump acrescentou: “Estamos indo muito bem. Temos um grande exército e eles estão fazendo um trabalho fantástico.”

CNN Brasil

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