O senador licenciado e ministro da Previdência Social Garibaldi Filho não gostou nem um pouco de não ter sido convidado ao jantar promovido pelo ex-deputado Wober Junior na última sexta-feira.
O deputado Henrique Alves foi convidado e lá, horas depois de anunciar o rompimento político do PMDB com o projeto político e eleitoral da governadora Rosalba Ciarlini, se encontrou com a vice-prefeita de Natal Wilma de Faria, o vice-governador Robinson Farias e o prefeito Carlos Eduardo Alves, em tese três “governadoráveis”, além do deputado Gustavo Carvalho, o empresário Fernando Bezerra.
E por que Garibaldi não gostou do “esquecimento”?
Muito simples: na tarde de sexta-feira, horas antes do jantar, a Executiva Estadual do PMDB decidiu que o partido deve começar o processo de construção de uma candidatura própria.
Todos combinaram não responder nem sim nem não quando indagados sobre se poderão ser candidatos a governador.
Até os meninos no Rio Grande do Norte sabem que Garibaldi Filho é o nome mais forte do PMDB quando se trata de candidatura ao governo do Estado.
Por isso, mesmo dizendo que não deseja ser candidato, Garibaldi se sente no direito de ser consultado quando se trata de conversas do PMDB com políticos de outros partidos.
Na casa de Wober Junior, com Garibaldi ausente, rolou de tudo. E os convidados foram chamados a indicar três nomes de possíveis candidatos.
O senador e ministro, que não precisou da ajuda do primo deputado para eleger Rosalba Ciarlini em 2010 – Henrique apoiou a candidatura de Iberê Ferreira de Souza, lembram? – não foi sequer citado.
Garibaldi Filho, de acordo com fontes peemedebistas, já admite ir para o sacrifício de ter que disputar o governo do Estado mais uma vez. Por isso, segundo integrantes do PMDB garibaldista, o senador e ministro se sentiu “barrado no baile” onde os convidados deitaram e rolaram em conchavos políticos.
Por causa disso tudo isso, Garibaldi já admitiu a amigos próximos que se quiserem o apoio dele nas eleições de 2014, vão ter de procurá-lo. Não basta apenas falar com Henrique.
O PMDB do H e o PMDB do G não falam o mesmo idioma em certas horas e situações. E a sucessão estadual pode ser uma delas.
Olhe que são primos