No programa eleitoral de Dilma Rousseff, o Brasil é um país extraordinário. Os fatos é que às vezes atrapalham um pouco. O Ministério do Trabalho divulgou os dados doemprego em julho. Numa comparação com julho do ano passado, a criação de vagas formais, com carteira assinada, caiu 71,5%. É o pior resultado desde 1999. No período de janeiro a julho, a queda foi de 30,3% em relação aos primeiros sete meses de 2014. Coisa pior só havia ocorrido no primeiro semestre de 2009.
Na estreia de Dilma no horário eleitoral, a marquetagem de sua campanha acomodou belas frases sobre o emprego nos lábios de uma narradora bonita. O Brasil “evitou que a crise internacional entrasse porta adentro da casa dos brasileiros”, disse a moça. A gente olha para Europa, para os Estados Unidos, e vê quantos milhões de empregos foram destruídos nos últimos anos. Aqui, ao contrário, o emprego aumentou.”
Considerando-se os índices colecionados pelo próprio governo, o discurso eleitoral da campanha de Dilma é frágil e enganador. É frágil porque busca no retrovisor os dados que escasseiam no parabrisa. É enganador porque celebra o aumento do emprego num instante em que as vagas começam a faltar. A desaceleração vem desde março. Na indústria, julho foi o quarto mês consecutivo de saldo negativo.
Josias de Souza
Você só esqueceu de colocar aí que essa geração mais do que todas as outras, trabalha por sí própria, os formatos de trabalho mudaram, eu mesmo tenho meu cnpj e trabalho por conta própria, e tenho muitos amigos e conhecidos que hoje possuem pequenas empresas ou prestam serviços.