Gilmar Mendes diz que respeita Forças Armadas e que sua crítica foi ao emprego de militares na Saúde

Foto: Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes divulgou uma nota para explicar sua declaração de que o Exército se associou a um “genocídio” na gestão da pandemia. Na nota, o ministro esclareceu que respeita as Forças Armadas, mas que não cabe a elas formular políticas públicas de saúde, ainda mais em um momento de pandemia.

Gilmar mencionou o fato de diversos militares terem sido nomeados para postos-chave na pasta. O ministério é comandado interinamente desde maio pelo general Eduardo Pazuello, que levou nomes do Exército para a estrutura da Saúde.

“Reforço, mais uma vez, que não atingi a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica. Aliás, as duas últimas nem sequer foram por mim mencionadas. Apenas refutei e novamente refuto a decisão de se recrutarem militares para a formulação e execução de uma política de saúde que não tem se mostrado eficaz para evitar a morte de milhares de brasileiros”, disse o ministro na nota.

Ele ainda citou que o país já tem mais de 72 mil mortos por Covid-19 e que qualquer analista se preocuparia com as políticas públicas de saúde que estão sendo tomadas.

“Nenhum analista atento da situação atual do Brasil teria como deixar de se preocupar com o rumo das nossas políticas públicas de saúde. Estamos vivendo uma crise aguda no número de mortes pela Covid-19, que já somam mais de 72 mil. Em um contexto como esse, a substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde deixa de ser um apelo à excepcionalidade e extrapola a missão institucional das Forças Armadas”, disse o ministro do STF.

A declaração em que Gilmar citou o “genocídio” gerou reação no Ministério da Defesa. A pasta informou nesta segunda-feira (13) que encaminhará uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ministro.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Flávio Martinez disse:

    Um magistrado deve ser sempre comedido e sereno em suas declarações. Deve ter cuidado ao criticar assuntos de Governo, mesmo porque a interferência podera vir por decisões judiciais as quais ele manifestou entendimento anteriormente. E aí como ficará a neutralidade da decisão?!

  2. Cigano Lulu disse:

    Juízes do Supremo se acham deuses. Militares do governo se acham vacas sagradas. Assim fica difícil imunizar todo o rebanho. Sem dúvida, o berrante já não é mais o mesmo.

  3. Lula Sempre Ô Melhor disse:

    Dr. Gilmar tem razão. Aliás, as forças armadas no Brasil, não servem de nada.

  4. thiago barbosa disse:

    já passou da hora de alguma providencia ser tomada contra este ser Gilmar Mendes

  5. Humberto disse:

    63% dos brasileiros apoiam as ações adotadas pelo STF contra militantes bolsonaristas e de extrema direita que fizeram ameaças à democracia e às instituições políticas, e maioria da população atribui a Bolsonaro a responsabilidade pela crise sanitária decorrentes da pandemia do coronavírus e pela crise econômica nacional.

  6. Carmen Bergamo disse:

    Gilmar agora se defende mostrando medinho? Qual o problemas das Forças Armadas ajudarem a situação frente à PANDEMIA? O Exército é composto de Soldados e/ou Médicos, Engenheiros, Enfermeiros etc. O problema do Gilmar é atacar o governo atual do nosso Presidente Bolsonaro. No que diz respeito à moral e empenho do PR. Bolsonaro esse "Juiz" não tem como se comparar em nada. Nosso Presidente não é corrupto!!!!…

  7. Trindade disse:

    Infelizmente depois de décadas o STF ficou politizado, saindo de suas atribuições que lhe compete. diferentemente de ministros passados, que não se via esse tipo de comportamento.

  8. Lívio Fleury Curado disse:

    O que o Gilmar Mendes tem a ver com isso? Deve continuar se preocupando em soltar bandidos, o que realmente faz com maestria.

  9. Carlos disse:

    Os magistrados antigos, eram muito discretos. Não viviam de dar entrevista e só se pronunciavam, nos processos. Esse vive querendo aparecer

  10. Jose de Arimatea Lopes Fernandesdes disse:

    Gilmar, à exemplo de Bolsonaro, vão sempre precisar de freios de arrumação. O mínimo que Gilmar pode fazer é pedir desculpas pelo o exagero e se comprometer , como agente de Estado, ser mais reservado e não se expor com tanta publicidade.

    • Patriota disse:

      Se você quer viver num país aonde as Forças Armadas serve a um governante a não o povo e o judiciário idem mude+se para a Venezuela ou Coréia do Norte. Lá é assim.

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