Política

Governadora deverá pedir antecipação de quatro anos dos royalties, diz Ezequiel

Foto: João Gilberto
O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, defende que a governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), tome a iniciativa de pedir, logo depois de assumir o cargo, a antecipação de receitas dos royalties estimada para os quatro anos seguintes.

“Hoje se a nova governadora pedir antecipação de quatro anos de royalties, será algo próximo de R$ 650 milhões. Isso com esse período de antecipação. E acho que será necessário fazer”, afirma Ezequiel Ferreira.

Neste entrevista, ele faz um balanço da Legislatura na Assembleia e responde como será o relacionamento do Legislativo com o novo governo.

Qual a avaliação que o senhor faz do atual período Legislativo?
Acho que o balanço teria que ser dos quatro anos desta Legislatura. São anos que têm números expressivos. Trabalhamos em onze mil requerimentos, projetos de lei e resoluções. A Casa Legislativa teve, então, uma produção bastante considerável. Foram duzentas audiências públicas, debatendo os mais diversos temas que interessam ao Rio Grande do Norte, entre os quais o da seca. Tivemos uma estiagem atípica, que se prolongou por seis anos, trazendo um prejuízo enorme para o setor produtivo. Debatemos também as questões relacionadas com a segurança, que atingem todas as classe sociais. Esse assunto, sem dúvida, continuará em debate e, queira Deus, que, com medidas urgentes dos governos federal e estadual, tenhamos uma diminuição da violência no Rio Grande do Norte. Enfim, a Casa Legislativa se dedicou a todos os assuntos de interesse público. E os deputados desempenharam seu papel de legítimos representantes da sociedade norte-rio-grandense.

No início do ano, houve a convocação extraordinária, com o envio pelo governo de alguns projetos controversos de ajuste, entre os quais o que aumentava a alíquota da Previdência. Alguns dos projetos não foram votados, como esse que mudava a contribuição previdenciária. Esses temas voltarão ao debate?
É importante dizer sobre o encaminhamento daquelas matérias que, quando chegaram na convocação extraordinária, vieram com vícios e erros. Alguns foram corrigidos aqui [na Assembleia]. Outros, quando identificados, foram retirados pelo governo. E outras propostas não tiveram consenso para a votação. Especificamente, o aumento da alíquota, que foi proposto de 11% para 14%, é um assunto que envolve o problema da Previdência. Sabemos que esse problema é dos Estados e também nacional. E o novo presidente da República [Jair Bolsonaro] já anunciou que medidas serão apresentadas para a reforma do sistema previdenciário. Aqui estamos aguardando a sinalização do governo do Estado no tocante à Previdência. O governo Fátima Bezerra não sinalizou se fará a convocação extraordinária. Não houve esse indicativo ou informação oficial. Algumas dessas matérias [do pacote de ajuste fiscal enviado pelo atual governo no início do ano] continuam na Casa, entre as quais a da Previdência.

No fim da campanha, a governadora eleita deu declarações segundo as quais haverá uma convocação extraordinária para votar as medidas do início do governo. O senhor não foi procurado para tratar disso?
Não. O [novo] governo está fazendo um apanhado das dificuldades que vai herdar e encontrar. Vejo um esforço coletivo de todo o grupo que ela formou de transição para apurar e dimensionar o tamanho do buraco financeiro que vai herdar desta administração. Lógico que esse é um assunto que preocupa toda a sociedade norte-rio-grandense. Veja agora o exemplo dos Poderes. Pouca gente tomou conhecimento, mas os Poderes estavam com seus repasses congelados desde 2015. Isso por entendimento e iniciativa dos Poderes. Agora, pela primeira vez, em um avanço, entendendo a situação do Rio Grande do Norte, os Poderes se empenham ainda mais na contribuição para enfrentar a crise. Era comum, com as frustrações de receita, o governo sentar com os Poderes, que abriam mão de uma parte dos repasses. Desta vez, pela primeira vez, sendo solidários nestes momento de crise no Rio Grande do Norte, diminuíram no orçamento o que teriam direito nos repasses. É importante reconhecer o gesto do presidente do Tribunal de Justiça, Expedito Ferreira; do procurador-geral de Justiça, Eudo Leite; do presidente do TCE, Gilberto Jales; e nosso na Assembleia Legislativa.

Haverá um período, entre janeiro e fevereiro, no qual a governadora toma posse, mas os deputados da nova Legislativa não estarão empossados, porque o novo período Legislativo começa em fevereiro…
A governadora toma posse no dia primeiro de janeiro e, os novos deputados, um mês depois, no dia primeiro de fevereiro.

Seria mais conveniente, então, esperar a nova Legislatura ao invés de fazer uma convocação extraordinária já em janeiro?
Essa questão diz respeito mais a uma iniciativa do Executivo. A Assembleia está sempre pronta, seja em janeiro, dezembro, ou mesmo nos períodos de recesso parlamentar, para na hora em que o Executivo chamar, demandar uma convocação, servir ao Rio Grande do Norte. Se a governadora entender [que é preciso uma convocação extraordinária], estaremos prontos.

Seria melhor, então, votar um pacote de medidas, de ajustes, em janeiro, diante da gravidade da situação fiscal do Estado?
O direcionamento que será feito caberá à chefe do Executivo. Estamos aqui para, em janeiro ou na nova Legislatura, apreciar os projetos que forem encaminhados à Casa Legislativa. Por enquanto, não tenho conhecimento de que pacote seria esse, qual a dimensão e se ela vai convocar a Assembleia em janeiro.

O senhor defende algumas medidas para serem adotadas? O que sugere nesta discussão sobre o ajuste necessário no governo?
Este possível ajuste seria um pacote de medidas necessárias para diminuir esse rombo financeiro do Estado. Fala-se em uma dívida, que será herdada pelo novo governo da ordem de R$ 2,6 bilhões. Cogitam que o atual governo vai deixar duas folhas [de pagamento dos servidores em atraso]. Outros que serão duas e o décimo terceiro. Então, não temos essa radiografia mais precisa. Mas, é fato que temos uma Previdência que exige recursos que o Estado não tem. Precisamos de uma solução para a Previdência. Temos dois projetos que foram enviados à Assembleia que trata desta questão, um aumenta a alíquota e outra institui a Previdência complementar. A governadora deve estar analisando as medidas que vai tomar. Acredito que haverá uma diminuição da estrutura governamental. Houve o avanço no diálogo do novo governo com os Poderes, que já vinham congelando seus orçamentos e agora diminuíram. Outras medidas devem ser adotadas pela governadora. Mas não podemos adiantar, porque não foi divulgado nem ela me passou o que vai fazer para garantir um ajuste. Mas acredito que ela vai adotar medidas para que o Estado possa, dentro de algum tempo, sair desta crise. Sabemos que essas medidas de ajuste não é suficiente para uma solução. Precisamos e contamos também com o crescimento econômico. Esperamos que as mudanças que o novo presidente fará traga uma evolução da economia. Na hora em que melhora a atividade econômica, há geração de emprego. Isso tem uma série de efeitos. A partir daí haveria um crescimentos da arrecadação e os repasses constitucionais também poderiam melhorar. Assim, uma melhora em nível nacional, terá um reflexo positivo em todos os estados.

A expectativa do senhor, então, é positiva com relação ao governo Bolsonaro?
Devemos ter uma expectativa positiva com relação a todos os novos governos. No momento em que a população elege, democraticamente, alguém para representá-lo, encerra a eleição e chega a hora de enrolar as bandeiras. Chega o momento de torcer para o Estado e o país darem certo. Isso será benefício para você, para mim, para todos que moram no Brasil e aqui no Estado.

Como deve ser a postura do PSDB com relação ao governo Bolsonaro? Há discussão no partido sobre apoiar oficialmente, ficar na oposição ou independente?
Tivemos uma campanha atípica. O PSDB teve um candidato a presidente, Geraldo Alckmin. Quando ele não foi para o segundo turno, o partido liberou todos os diretórios estaduais para que tomassem suas decisões sobre em quem votariam para a Presidência da República. Liberou também as decisões em nível estadual. Democraticamente, fizemos isto aqui [com a liberação de deputados e demais filiados para fazer a opção pelo candidato ao governo e a presidente que preferissem]. Um partido, quando cresce, é natural que tenha integrantes com posições diferentes. Lembro que teve uma época que havia o “PMDB do H” e o “PMDB do G”. Natural, em um partido grande, ter o PMDB de Henrique e o de Garibaldi. Henrique ficou com Iberê Ferreira e Garibaldi com Rosalba Ciarlini em uma campanha pelo governo do Estado. No PSDB, na eleição deste ano, liberamos os deputados estaduais para apoiarem os candidatos [na eleição majoritária] com os quais tinham mais afinidades. Foi assim desde o primeiro turno. Mantivemos a mesma linha no segundo turno, com a liberdade da escolha do candidato que o deputado achasse melhor para o Rio Grande do Norte. Os deputados, e isso não só do PSDB, mas todos da Assembleia, já me disseram que estão prontos para ajudar o Rio Grande do Norte. Terão apoio os projetos que forem para o Estado sair das dificuldades e atingir, em médio prazo, um equilíbrio com os salários em dia. Hoje talvez a maior injustiça seja o atraso nos salários. E não é cometida propositalmente. Não existe governante que queira ou goste de ver o atraso no pagamento do funcionalismo público. Precisamos entender o momento de crise pelo qual passa o país. Esse crise teve esses desdobramentos, tanto que observamos estados muito mais rico do que o Rio Grande do Norte passarem por dificuldades seríssimas. Alguns tiveram um socorro diferenciado, como o caso do Rio de Janeiro. Outros, não. Mas o importante é termos a esperança e trabalharmos para que esses problemas sejam diminuídos e melhore, principalmente, para as pessoas que mais precisam do governo do Estado.

O PSDB vai, então, integrar a base aliada do governo Fátima?
Estou dizendo que o PSDB, como os demais partidos [com representação na Assembleia], tem se colocado [à disposição para ajudar o Estado]. Isso também é o que afirmam os deputados individualmente. O deputado Tomba Farias (PSDB), por exemplo, disse: “Eu não faço parte do base governo, Ezequiel, mas quando tiver matéria que beneficie o Estado, estou pronto para ajudar”. Essa Casa é plural, com deputados de várias ideologias, mas na hora em que se discute os problemas do Rio Grande do Norte, há uma solidariedade coletiva. Todos são representantes do povo. É natural que em todo governo se tenha bancada de situação e de oposição. Mas o sentimento é de união da classe política para tirar o Estado desta crise que enfrentamos.

A posição do PSDB será de independência, analisando cada projeto e decidindo se vota favorável ou contrário?
Por parte de alguns deputados, sim. Outros vão apoiar o governo. Naturalmente, teremos uma bancada de apoio e uma de oposição. Estou dizendo que esse é o sentimento coletivo [de aprovar os projetos que ajudem no enfrentamento da situação crítica]. A crise é testemunhada no dia a dia por todos nós. Termina chegando aqui [na Assembleia] a pessoa que não conseguiu a internação no hospital, que precisa de uma cirurgia e não foi possível, de um exame de alta complexidade… Também chega a preocupação de quem presenciou ou foi vítima de assalto na sua cidade… Então, a Assembleia é uma caixa de ressonância da sociedade. O sentimento popular e o que acontece nos municípios têm repercussão imediata aqui. Diante deste momento de dificuldade, há solidariedade da classe política para ajudar o Rio Grande do Norte. Falando de governo, haverá uma bancada de apoio e de oposição. Mas até na oposição há uma vontade de ajudar o Estado a sair do momento de crise.

Com a trajetória da governadora eleita, com origem na militância sindical e compromissos com algumas categorias de servidores, ela terá as condições para adotar as medidas necessárias de ajuste?
Ela vai anunciar quais medidas adotará. Pode ser que não tenha corte de pessoal e que aumente progressivamente alíquota da Previdência. Precisamos esperar que o governo diga as medidas que pretende adotar. Mas acredito que ninguém tem maior capacidade de diálogo do que a governadora eleita. Ela tem as condições para a interlocução com o Fórum de Servidores. Deverá mostrar uma radiografia da situação dramática que vive o Estado, diante dos números que estão nos falando. Quando houver uma exposição desta radiografia, a governadora, pela capacidade de diálogo e pela formação, terá condições de mostra a situação e argumentar, como gestora, mostrando as dificuldades encontradas e os caminhos apontados pela equipe de transição.

O senhor é candidato à recondução à Presidência da Assembleia na eleição que haverá no início do ano legislativo em fevereiro?
Estamos no final de dezembro e todo nosso foco foi para fechar a votação do orçamento, até o dia 20. Na sequência, devemos receber essa radiografia da situação do Estado para sentarmos com o governo e sabermos se teremos ou não a convocação extraordinária. O foco, portanto, não é a eleição na Assembleia. Isso é natural. Às vezes há tentativas de antecipar esse processo, mas isso só acontece lá na frente, perto da eleição. Esse é um processo curto e rápido. Os próprios deputados têm um sentimento e no momento adequado fazem suas avaliações e escolhas. Por enquanto, não tratamos deste assunto diante de uma pauta extensa que tivemos.

Qual a perspectiva do PSDB no Rio Grande do Norte?
O PSDB precisa primeiro fazer uma discussão ampla sobre o partido. No Rio Grande do Norte, teve um desempenho bom. Temos oito deputados estaduais e elegemos cinco. O partido, então, se saiu bem na eleição proporcional. Nacionalmente, tivemos uma queda, com a eleição de apenas 29 deputados federais. O partido deverá, então, passar por algumas mudanças. Há informações segundo as quais o governador eleito de São Paulo, João Doria, teria o desejo de liderar o partido e levar para uma posição mais à direita. E há outro grupo — comandado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pelo senador José Serra, pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin — que fala na fundação de um partido de centro. A eleição acabou há pouco tempo. Estamos nestas arrumações. A diplomação dos eleitos foi recente. As posses dos governadores e do presidente serão no dia primeiro de janeiro. Vamos ter, no dia primeiro de fevereiro, as posses dos eleitos para as Casas Legislativas.

Se João Doria assumir o comando do PSDB, o senhor fica no partido?
Não discutimos partido após as eleições. Passado este processo, preciso conversar com o partido em nível nacional.

O PSDB do Rio Grande do Norte terá um filiado no governo Bolsonaro, que será o hoje deputado Rogério Marinho como secretário nacional da Previdência, escolhido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Como observa essa escolha?
É o coroamento do brilhantismo, da inteligência e da capacidade de trabalho do deputado Rogério Marinho. Não tenho nenhuma dúvida de que irá somar muito para o governo federal. Ele se destacou e o Rio Grande do Norte conseguiu, com Rogério, mostrar toda uma capacidade de trabalho. A escolha do ministro foi acertada e ele desempenhará o trabalho com brilhantismo e a inteligência que lhe é peculiar.

Vislumbra projetos para as próximas eleições? Planeja concorrer a mandatos majoritários?
De jeito nenhum. De maneira nenhuma. Acabei de ser eleito deputado estadual. Temos quatro anos pela frente para atuar com deputado. Temos uma governadora recém-eleita. Uma governadora de origem popular que tem um desafio enorme, que é exercer o governo no maior momento de crise do Estado. Estou na política e não tenho notícias de nenhum governador que tenha assumido em um momento de tantas dificuldades, de tantas dívidas herdadas. O governador Robinson não é o total culpado pelo rombo financeiro no qual se encontra o Rio Grande do Norte. Temos que ver a situação. A queda dos royalties foi estúpida. No governo que antecedeu Robinson, os royalties eram suficientes para quase um folha de pagamento de pessoal. Hoje se a nova governadora pedir antecipação de quatro anos de royalties, será algo próximo de R$ 650 milhões. Isso com quatro anos de antecipação. E acho que será necessário fazer.

No início de 2019, ela deve pedir quatro anos de antecipação dos royalties?
Sim. Isso, de imediato.

Mas não haverá dificuldade, se o atual governo está impedido de antecipar royalties por decisão judicial?
Eu não tenho dúvida de que a governadora terá a autorização. O problema é que Robinson pediu para antecipar de ano que não seria dele [no governo].

Não haverá problema perante os órgãos de fiscalização e controle, como TCE , ou com a Justiça?
Não acredito, porque será uma antecipação dentro do mandato dela.

Não seria prorrogar os problemas, uma vez que antecipar significa não receber esta receita no futuro?
Precisamos sair do momento atual. Se não sairmos, não vamos para a frente. O governador [atual] contou com quase R$ 700 milhões do Fundo Previdenciário e com a repatriação. O governo federal foi solidário nas áreas de saúde, de segurança, mandando recursos. Mesmo assim, estamos nesta situação. O Estado deve fazer movimentos de ajustes e buscar recursos. A antecipação dos royalties está entre essas possibilidades. Mas, para efeito comparativo, no governo de Rosalba, a arrecadação dos royalties praticamente pagava a folha. Hoje, se ela pedir antecipação dos quatro anos, não chega a R$ 700 milhões e a folha do Estado é algo em torno de R$ 440 milhões. Veja que nunca tivemos essa situação no Estado. E ainda tem o aumento vegetativo da folha e o déficit da Previdência de mais de R$ 100 milhões por mês. As medidas têm que ser tomadas em conjunto.

Tribuna do Norte

Opinião dos leitores

  1. Robson pediu o adiantamento de 01 ano e não conseguiu e terminaram de lascá-lo quando não aprovaram isso. Pq vão permitir à Fátima que ela consiga isso?

  2. Um desgoverno em que estão declinando de convites já aceitos, vai usar recursos que iriam entrar somente em quatro anos, imagine o que deixará de fazer com o pagamento dos juros. É um desastre, totalmente como previsto e aconselhado.

  3. A muie do grelo duro..vai terminar de quebrar o RN ,esses PTralhas se derem o MAR eles secam ; irão empregar os vagabundos todos dos PTralhas,a máquina irá inchar como nunca , O RN ESTAVA NA U.T.I o FATAO irá chegar para desligar os equipamentos

    1. Respeite a dignidade do ser humano sr. Leandro. Aliás, não sei nem se você merece ser chamado de ser humano.

  4. BG.
    Tem que enxugar a máquina publica acabar com o compadrio de corregilionarios, cortar despesas e tentar governar, os deputados tem que terem responsabilidades em não aprovar projetos ineficientes. Priorizar pagamento dos funcionários e os três pilares urgentes a se tomar providencias, segurança, saúde e educação e tentar fazer investimentos eficazes isto em segundo plano. Vamos aguardar pra ver.

  5. É muito fácil de resolver, é só roubar menos, desviar menos, super faturar menos e investir mais. Simples assim. Agora você acredita que vai acontecer ? NUNCA.

    1. Conforme a legislação vigente antecipação de royalties só podem ser investidos em capitalização de fundos previdenciários e/ou pagamentos de dívidas junto à União!

    2. Em q mundo vc vive?????

      Lógico q é para gastar com folha de pagamento e inclusive incluir mais alguns para cobrir a cumpanheirada…

      Já viu petista investir? Cortar custos? Cortar gastos desnecessários?

      Sempre ocorre o contrário.

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Eleições 2026

Senadora Tereza Cristina avisa aliados que aceitou ser vice de Flávio Bolsonaro

Foto: Arte/Metrópoles

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) indicou a aliados, nesta quinta-feira (30/7), que aceitou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A composição, no entanto, ainda depende da aprovação da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, além do aval formal do PP em convenção partidária. Após o sinal verde da senadora, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, iniciou consultas aos diretórios estaduais para medir o apoio à aliança.

Até o momento, a orientação predominante na federação era manter neutralidade na disputa presidencial para preservar acordos regionais e fortalecer candidaturas aos governos estaduais e ao Congresso. Apesar da movimentação, integrantes da cúpula do PP ainda consideram difícil uma coligação com o PL.

Tereza Cristina é o nome preferido do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que avalia que a presença dela na chapa fortaleceria a candidatura de Flávio, tanto pelo vínculo com o agronegócio quanto por ampliar as chances de atrair a Federação União Progressista para a aliança.

Metrópoles

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Política

Cumprindo tradição de todos os anos, Zenaide prestigia Feirinha de Sant’Ana em Caicó

Foto: Divulgação

A senadora Zenaide Maia (PSD) participou, nesta quinta-feira (30), da tradicional Feirinha de Sant’Ana, realizada no Largo da Catedral, em Caicó. Seridoense, a parlamentar circulou pelo evento acompanhada do pré-candidato a governador Allyson Bezerra, lideranças políticas e amigos, conversou com a população e recebeu o carinho de conterrâneos durante um dos momentos mais aguardados da programação social da festa.

Realizada desde a década de 1960, a Feirinha de Sant’Ana é marcada pelo reencontro de famílias e amigos, além de reunir apresentações culturais, música, gastronomia regional, artesanato e manifestações da cultura seridoense.

“É sempre uma alegria voltar a Caicó e viver esse momento de fé, tradição e reencontros. A Festa de Sant’Ana faz parte da nossa história e da identidade do povo do Seridó”, destacou a senadora.

À noite, Zenaide participa da celebração da 7ª Novena da Festa de Sant’Ana, na Catedral de Sant’Ana, dando continuidade à agenda de participação nas festividades da padroeira de Caicó.

 

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Geral

Brasil teve 43 mil desaparecimentos no 1º semestre de 2026; média de 242 pessoas por dia

Foto: MJSP

O Brasil registrou 43.828 desaparecimentos de pessoas no primeiro semestre de 2026, uma média de 242 sumiços por dia e uma taxa de 40,92 a cada 100 mil habitantes. Os dados fazem parte do Painel Estatístico do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), do Ministério da Justiça, publicado nesta quarta-feira (29).

O número representa um aumento de 4,63% em comparação com o ano anterior. No mesmo período de 2025, foram registrados 41.888 desaparecimentos.

Ao analisar a série histórica dos primeiros semestres de cada ano, 2026 teve o período em que mais pessoas desapareceram no Brasil.

Perfil dos desaparecidos

Em relação ao perfil dos desaparecidos, a maioria é composta por homens, com 28.221 casos registrados. Em contrapartida, 15.271 são mulheres. No entanto, outras 336 vítimas não tiveram o sexo informado.

Quando olhado para a faixa etária, a maior está entre os mais velhos que contabilizam 29.462 casos. Por outro lado, menores de 17 anos representam uma faixa de 27% do perfil dos desaparecidos, contabilizando 15.271 casos. Outros 2.532 não tiveram a idade informada.

Desaparecimento por estado

De acordo com o painel, São Paulo lidera o ranking nacional, com 10.449 desaparecidos no primeiro semestre de 2026, o que representa mais de 23% do total registrado no país.

Minas Gerais, Rio Grande do Sul, e Rio de Janeiro também aparecem entre os estados com maior número de pessoas desaparecidas, com 4.864, 3.933 e 3.364, respectivamente.

Localizados

Em relação a quantidade de pessoas localizadas, o número também representa uma progressão. Ao todo, foram 28.870 pessoas encontradas no primeiro semestre de 2026.

Segundo o Painel, foram 160 pessoas localizadas por dia.

Busca por pessoas desaparecidas

Em agosto de 2024, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD). A plataforma online unifica as informações sobre as buscas de desaparecidos com o cruzamento de dados de todo o brasil.

Ao acessar o sistema, um painel público apresenta imagens e informações relevantes sobre as pessoas desaparecidas — como idade, vestimentas e um breve resumo das circunstâncias.

Além disso, o usuário consegue compartilhar o banner do desaparecimento ou entrar em contato direto com a pessoa responsável por aquele desaparecido. A plataforma também sugere a ligação para o número 197 ou 181 para quem tiver informações sobre o sumiço de alguém.

Segundo o MJSP, a iniciativa é uma resposta à demanda da sociedade por soluções mais eficazes na condução de casos de desaparecimento.

CNN Brasil

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Geral

ROMBO: Mesmo com recorde de arrecadação, contas do governo central têm déficit de R$ 48,2 bilhões em junho

oto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Mesmo após registrar arrecadação recorde de impostos e contribuições no primeiro semestre, as contas do governo central fecharam junho com déficit de R$ 48,2 bilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (30).

O resultado é pior que o de junho de 2025, quando o rombo foi de R$ 44,2 bilhões, e também superou a expectativa do mercado, que projetava déficit de R$ 45,3 bilhões.

LEIA TAMBÉM: Arrecadação com impostos e contribuições federais bate recorde e soma R$ 1,58 trilhões até junho, alta anual de 6,63%

No acumulado de janeiro a junho, o déficit chega a R$ 92,2 bilhões, bem acima dos R$ 11,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

De acordo com o Tesouro, as receitas cresceram 10,3% em termos reais, impulsionadas principalmente pela arrecadação federal e pelas receitas ligadas ao petróleo. As despesas, porém, também avançaram, com alta real de 9%, puxadas por gastos do Executivo, especialmente na área da Saúde, além de créditos extraordinários e do déficit da Previdência, que somou R$ 50,5 bilhões apenas em junho.

Apesar do resultado negativo, a meta fiscal de 2026 continua sendo um superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância que permite encerrar o ano com resultado primário próximo de zero.

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Geral

Réu condenado pela Justiça do RN acumula quase 100 anos de pena por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro ligada ao PCC e outros crimes

Foto: iStock/ilustrativa

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou seis réus no âmbito da Operação Plata, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O principal condenado é Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, que passou a acumular 99 anos, 11 meses e 10 dias de prisão.

Nesta nova ação, Pastor Júnior foi condenado por nove crimes de lavagem de dinheiro, recebendo pena de 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. A condenação foi somada às penas já impostas em outros processos da Operação Plata, que incluem crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e outros delitos relacionados ao esquema criminoso, elevando o total para quase 100 anos de prisão.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Pastor Júnior e o irmão Valdeci Alves dos Santos coordenavam a ocultação de recursos obtidos com o tráfico por meio da compra e transferência de imóveis em nome de familiares e terceiros, com o objetivo de esconder a origem ilícita do patrimônio.

Além de Pastor Júnior, a Justiça também condenou:

Valdeci Alves dos Santos: 6 anos, 9 meses e 20 dias por sete crimes de lavagem de dinheiro. Com condenações anteriores, acumula 31 anos, 10 meses e 20 dias de prisão;

Jefferson Santos da Silva: 6 anos de prisão por sete crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa;

Francisca Neta dos Santos: 4 anos e 9 meses por quatro crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa;

Roberto dos Santos: 3 anos e 6 meses por dois crimes de lavagem de dinheiro, com pena substituída por restrição de direitos;

Érica Cristina da Silva: 3 anos e 6 meses por dois crimes de lavagem de dinheiro, também com substituição da pena.

Outros quatro denunciados foram absolvidos.

A sentença ainda determinou a perda dos bens, direitos e valores dos condenados em favor da União e autorizou a venda antecipada dos bens apreendidos para evitar a desvalorização do patrimônio. Todos os condenados poderão recorrer em liberdade.

Segundo o MPRN, a investigação revelou que o grupo utilizava uma rede de pessoas para movimentar dinheiro em espécie, fracionar depósitos e adquirir imóveis, dificultando o rastreamento dos recursos provenientes do tráfico de drogas e da atuação do PCC.

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CRÉDITO MAIS CARO: Juro médio cobrado das famílias sobe a 64% em junho, maior nível em quase 10 anos

oto: gerada por IA

A taxa média de juros cobrada das famílias no crédito livre subiu de 62,8% para 64% ao ano em junho, segundo o Banco Central. É o maior patamar desde 2017, refletindo o encarecimento do crédito para pessoas físicas.

O principal avanço ocorreu no crédito pessoal sem consignação, cuja taxa passou de 120,3% para 127,3% ao ano. Na modalidade sem garantias, os juros chegaram a 149,5% ao ano. Já o consignado para trabalhadores do setor privado permaneceu praticamente estável, em 54% ao ano.

ENDIVIDAMENTO

Os dados também mostram que o comprometimento da renda das famílias atingiu o recorde de 28,5%, enquanto o endividamento permaneceu em 49,8%, próximo da máxima histórica.

No crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada, a inadimplência subiu de 7,9% para 8,6%, o maior nível da série histórica. Segundo o Banco Central, parte desse aumento está relacionada a falhas operacionais na transferência dos descontos em folha quando o trabalhador muda de emprego.

Apesar da alta dos juros, o crédito consignado para trabalhadores com carteira assinada continua em expansão. No primeiro semestre, os novos empréstimos somaram R$ 52,6 bilhões, crescimento de 213,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Geral

Arrecadação com impostos e contribuições federais bate recorde e soma R$ 1,58 trilhões até junho, alta anual de 6,63%

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 1,587 trilhão no primeiro semestre de 2026, um crescimento real de 6,63% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Um novo recorde, segundo a Receita Federal, já que este é o maior valor para o período desde o início da série histórica, em 2000.

O desempenho foi impulsionado principalmente pela receita previdenciária, que arrecadou R$ 381,1 bilhões, alta real de 5,08%, refletindo o crescimento da massa salarial, o aumento da arrecadação do Simples Nacional e a reoneração gradual da folha de pagamentos.

Outro destaque foi o IOF, cuja arrecadação alcançou R$ 50,3 bilhões, avanço real de 30,4%, impulsionado pelo aumento das alíquotas do imposto.

Também registraram crescimento o IRPJ e a CSLL, com arrecadação de R$ 313 bilhões (+5,73%), e o PIS/Cofins, que somaram R$ 309,6 bilhões (+4,45%), beneficiados pelo aumento da atividade econômica, do consumo e da prestação de serviços.

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Geral

São João de Natal 2026 impulsiona economia da capital potiguar com movimentação de R$ 210 milhões, aponta Fecomércio

Foto: Secom

O São João de Natal movimentou R$ 210,5 milhões na economia da capital e reuniu 945 mil pessoas durante a edição de 2026, segundo pesquisa divulgada pela Fecomércio RN nesta quinta-feira (30).

O gasto médio diário foi de R$ 222,70 por participante, sendo R$ 182,43 entre moradores de Natal e R$ 291,06 entre visitantes e turistas.

O levantamento também mostrou que 94,9% do público pretende voltar ao evento. O perfil do público foi de 95,6% de participantes do RN, sendo 62,9% de Natal.

Entre os empresários entrevistados, 76,8% relataram impacto positivo nos negócios, com faturamento médio de R$ 4.269,87, o maior dos últimos três anos.

Além disso, 34,4% dos empreendedores afirmaram ter contratado funcionários temporários para atender ao aumento da demanda durante a programação junina, realizada entre os dias 5 e 28 de junho.

“O São João já é o maior evento junino das capitais do País. A cada ano vemos crescer o número de participantes e de movimentação da economia e isso mostra a força dessa festa”, comentou o prefeito de Natal Paulinho Freire na ocasião da apresentação dos dados da pesquisa realizada pela Fecomércio.

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DIVERGÊNCIA: Ministros do TSE avaliam que cobrança de Moraes a Jair Bolsonaro em caso sobre vídeo de IA na convenção do PL representa interferência na Justiça Eleitoral


Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O uso de um vídeo de inteligência artificial com a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência gerou divergências entre ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Segundo a Folha de S.Paulo, integrantes do TSE avaliam que a cobrança feita por Moraes sobre o caso representa uma interferência em um tema que consideram de competência da Justiça Eleitoral.

Nos bastidores, ministros divergem sobre a punição ao PL. Parte defende apenas medidas como multa, retirada do vídeo das redes sociais e uma advertência contra o uso de inteligência artificial. Outros entendem que o episódio não justifica sanções mais severas, como inelegibilidade ou cassação da candidatura.

Na terça-feira (28), Moraes deu prazo de 48 horas para Jair Bolsonaro informar se autorizou a exibição do vídeo. A defesa do ex-presidente negou qualquer autorização, alegando que ele sequer teria meios de fazê-lo diante das restrições impostas pela prisão domiciliar.

O caso também é analisado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, relator da ação sobre o uso do vídeo de IA, que ainda não definiu quando tomará uma decisão.

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Puxada por despesas do governo Lula, dívida pública federal sobe 2,6% em junho e atinge R$ 9,27 trilhões, diz Tesouro Nacional

Foto: Rafael Neddermeyer/fotos públicas/divulgação/JC

A dívida pública federal cresceu 2,6% em junho, avançando de R$ 9,03 trilhões para R$ 9,27 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O aumento de cerca de R$ 240 bilhões reflete a necessidade de financiamento das despesas do governo federal.

De acordo com o Tesouro, a alta foi impulsionada principalmente pela emissão de R$ 149,6 bilhões em títulos públicos, enquanto os resgates somaram apenas R$ 7,3 bilhões no período.

A reserva de liquidez destinada ao pagamento da dívida aumentou de R$ 1,21 trilhão para R$ 1,35 trilhão, o suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos.

O Tesouro Nacional projeta que a dívida pública encerre 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, mantendo a trajetória de crescimento do endividamento federal.

Opinião dos leitores

  1. Bota prá torar, LULADRAO, faça o que você mais sabe fazer. Aí sim é um bandido de moral, rouba muito e ainda tem um punhado de animais a lhe apoiar.

  2. Vai chegar nos 20 trilhões, kkkkk, kd os 3 trilhões de impostômetro pagos até esse mês de julho ? Kd os superavites da balança comercial? E os lucros com as loterias ? E os projetos inacabados tomados pelo Mato? E os desvios dos recursos ? País fácil de ser roubado e ninguém faz nada e muito menos presta conta, só se tem notícias dos trilhões em dívidas, Brasil chibatazil. Vergonhoso, só se ler roubalheira, desvios, jamais terá solução, envergonhado.

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