Diversos

Governo pagou irregularmente R$ 19,5 milhões do Bolsa Pesca até a mortos, aponta TCU

Em um ano e meio, o governo federal fez pagamentos irregulares de mais de R$ 19 milhões através do seguro-defeso, o chamado Bolsa Pesca. Foram pagamentos, por exemplo, a funcionários públicos, a quem tinha outras fontes de renda além da pesca, e até a mortos. Resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) analisada pelo plenário do tribunal no último dia 8 de abril, o dado é relativo a parcelas do seguro-defeso pagas entre janeiro de 2012 e junho de 2013, período em que Marcelo Crivella (PRB-RJ) era ministro da Pesca.

Do total de 30,2 mil parcelas que representaram R$ 19.586.768 repassados irregularmente, 19 mil parcelas, o equivalente a R$ 12,4 milhões, foram para quem tinha registro de emprego formal – o que não é permitido aos beneficiários do seguro, que deve ser pago a pescadores artesanais durante o período do defeso, em que a pesca de determinadas espécies é proibida.

Cerca de um terço das pessoas que, mesmo no mercado formal de trabalho, eram beneficiários do seguro-defeso recebia remuneração da administração pública, a maioria de prefeituras, segundo o TCU. Além disso, 373 parcelas foram pagas a mortos. Outras 7,5 mil parcelas foram para quem recebia benefícios previdenciários que não podem ser acumulados com o Bolsa Pesca; e outras 318 parcelas, a quem recebia remuneração da administração federal.

Outra fraude descoberta foi a existência de 46,8 mil registros de pescadores com CPF irregular – com a possibilidade até de criação de CPFs para obtenção do Bolsa Pesca. E há também casos de parcelas do seguro pagas fora do período do defeso; de ausência de registros sobre embarcações utilizadas pelos beneficiários; e parcelas pagas a menores de 18 anos, outra proibição da legislação sobre o seguro.

A auditoria do TCU foi iniciada em julho de 2013 — pouco mais de um mês após O GLOBO ter revelado denúncias de cooptação da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA) e das superintendências estaduais do Ministério da Pesca pelo PRB, partido do então ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Reportagens do GLOBO também já haviam mostrado casos de fraudes tanto no registro de pescador (concedido pelo Ministério da Pesca e requisito para recebimento do Bolsa Pesca) quanto no pagamento do benefício (feito pelo Ministério do Trabalho), com pagamentos a quem não era pescador em vários estados brasileiros.

COMPARAÇÃO COM DADOS DA RECEITA E DO INSS

Os auditores do tribunal verificaram os controles internos do Ministério do Trabalho no repasse do benefício, ”incluindo as bases de dados e os batimentos realizados para a sua concessão”, diz o texto votado no último dia 8. Além de informações da pasta do Trabalho, o acórdão, relatado pelo ministro Augusto Sherman, analisou dados do Ministério da Pesca, do INSS, da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) e da Receita Federal. O TCU cruzou os registros de pescadores e a lista de beneficiários do Bolsa Pesca com cadastros como o CPF (Cadastro Nacional de Pessoa Física), a Rais (Relação Anual de Informações Sociais, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) e o Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos).

No caso dos cruzamentos feitos, por exemplo, para se verificar se havia pessoas acumulando o recebimento do Bolsa Pesca com empregos formais, ”34,4% do total (dos vínculos detectados na Rais de beneficiários do seguro-defeso) são pertencentes à administração pública. Destes cargos e empregos, 81,9% referem-se ao Poder Executivo municipal. Portanto, no cruzamento realizado destacou-se a participação das prefeituras como grandes empregadoras de beneficiários do SDPA (seguro-defeso)”, afirma o texto votado pelo plenário do TCU.

O tribunal alerta que não foram considerados os empregos informais. Se os registros do benefício pudessem ser comparados com quem tem renda a partir de trabalho informal, o volume de irregularidades detectadas poderia ser bem maior: ”há indícios de que vários beneficiários exercem outra atividade diversa da pesca, porém não estão no mercado formal, logo, não constam nas bases de dados governamentais”.

Já em relação aos casos de pagamentos irregulares a servidores federais e a mortos, o tribunal aponta que a causa é o fato de simplesmente não ser feito cruzamento dos registros do benefício nem com o Siape, sistema com informações sobre servidores públicos; nem com o Sisobi, sistema de controle de óbitos. Também foram constatados ”9.005 requerimentos (do seguro-defeso) com data de entrada anterior a 30 dias ou posterior 180 dias do início do defeso; e 44.041 requerimentos que foram cadastrados depois de 40 dias do término do defeso”.

Os auditores do TCU descobriram, ainda, que o sistema do seguro-defeso de cadastramento de informações não permite que sejam incluídos dados das embarcações dos pescadores beneficiários, ”pois esse módulo não foi implementado pela Dataprev”, apesar de essa ser uma informação pedida no requerimento do seguro. O sistema de cadastramento do Bolsa Pesca também não inclui registro do local de arquivamento do processo físico do benefício — o que leva, diz o TCU, a ”dificuldade ou impossibilidade de resgatar em momento futuro a documentação apresentada”.

INDÍCIOS DE FRAUDES COM CPFs

Quando foi feita a comparação dos dados do seguro-defeso e do registro de pescador com o CPF, ”constataram-se 14.151 requerimentos da base SDPA (seguro-defeso), 46.837 registros gerais da atividade pesqueira (RGP) e 1.646 cadastros de proprietários de embarcação com CPFs em situação não regular na base da Receita”.

Além disso, apenas nos registros de pescadores, foram achados 7.992 registros com o nome da mãe em branco; 6.227 registros sem a data de nascimento do pescador, e 870 registros com o número de identificação do pescador duplicados. Entre aqueles com registro de pescador que possuem CPF irregular, o TCU ressalta haver ”quantidade expressiva de registros com nomes diferentes entre a base do RGP e da RFB (Receita Federal), sugerindo que pessoas diversas utilizam o mesmo CPF. Isso seria um indício de fraude, em que o indivíduo se utiliza de CPF alheio para retirar o RGP (registro de pescador) e, em seguida, solicitar o benefício do seguro”. Segundo o tribunal, mais do que o uso indevido do CPF, há a possibilidade até de ”criação de CPFs para o recebimento indevido do benefício”.

Nos estados que mais pagam o Bolsa Pesca — Pará, Maranhão, Bahia e Amazonas –, o tribunal aponta um quadro de falta de fiscalizações. Além disso, o TCU sublinha que, nas reuniões realizadas pelos auditores com a Pesca, o Trabalho e outros órgãos públicos, ”foi citado um esforço conjunto (…) para tratar do significativo aumento do SDPA (o seguro-defeso) nos últimos anos. Criou-se no final de 2011 um grupo interministerial envolvendo MTE (Trabalho), MPA (Pesca), MMA (Meio Ambiente), MPS (Previdência) e CGU (Controladoria-Geral da União). (…) Entretanto, segundo relatos obtidos por esta equipe de auditoria, o trabalho não teve continuidade”.

Além de fazer determinações aos ministérios do Trabalho e da Pesca, o tribunal encaminhou os resultados da auditoria ao Ministério Público Federal e aos Ministérios Públicos estaduais do Pará, do Maranhão, da Bahia e do Amazonas.

MINISTÉRIO DO TRABALHO VAI ANALISAR CADA CASO

Procurado pelo GLOBO, o Ministério do Trabalhou afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que os indícios de fraudes ”decorrem, em alguns aspectos, de fatores externos ao sistema do seguro, que se utiliza de cruzamento de dados com outras bases de governos”. Segundo a pasta, um desses ”fatores externos” seria o fato de que ”no momento do cruzamento a informação não se encontrava na base de dados pesquisada”. Outro motivo, diz o ministério, seria que ”o cruzamento pelo TCU trouxe novas bases de dados, das quais o MTE não dispõe, caso de base do TSE de candidatos a eleições”. Além disso, a pasta afirmou que houve ”problemas detectados nas próprias bases pesquisadas; por exemplo, informação inverídica de pessoas mortas”.

”Todas as situações apontadas refletem indícios de pagamentos indevidos e exigem análise individual de cada um dos casos apontados”, sublinhou o Ministério do Trabalho, destacando, ainda, a adoção de abertura de processos administrativos quando detectada a irregularidade. ”Cabe destacar que o volume detectado de indícios de pagamentos indevidos representa 0,005% do montante destinado ao benefício anualmente e que o MTE vem aprimorando seu sistema de batimento de dados para evitar que esses indícios ocorram”, completou a assessoria.

O Ministério da Pesca, também questionado, ressaltou que este ano foram modificadas as regras para concessão do registro de pescador, requisito para obtenção do seguro-defeso. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, por meio do decreto 8.425, de 31 de março deste ano, passou a ser feita uma classificação dos pescadores no momento em que eles são registrados: se são pescadores apenas eventuais, encaixando-se numa categoria subsidiária; se são pescadores ”principais”, ou seja, se têm a pesca como principal fonte de renda, mas também possuem outras fontes; ou se são pescadores exclusivos, que vivem apenas da pesca. De acordo com a assessoria, apenas aqueles com registro de pescador exclusivo podem requerer o seguro-defeso a partir de agora. No caso de pescadores que já possuem o registro, quando eles forem fazer a atualização cadastral (no dia do aniversário do pescador), serão classificados de acordo com as novas categorias, afirmou a assessoria.

O registro de pescador continuará a ser autodeclaratório, isto é, baseado na declaração da pessoa de que ela pesca, com a exigência apenas de duas testemunhas, normalmente uma delas sendo o presidente da colônia, do sindicato ou da federação de pesca de que o pescador faz parte. No entanto, segundo o ministério, haverá uma mudança nesse controle da concessão do registro a partir da publicação, em meados de maio, da regulamentação do decreto 8.425. Segundo a assessoria da pasta, essa regulamentação vai determinar que, no caso de fraude — ou seja, no caso de pessoas que se declarem pescadores sem ser –, a responsabilidade civil e criminal pela fraude passará a ser não apenas do pescador, mas também das duas testemunhas do caso.

Ainda segundo a assessoria da Pesca, foi retomada a substituição das carteiras de pescador por carteiras com tecnologia QRCode, para evitar falsificações; essa substituição havia sido iniciada na gestão anterior, mas atingindo percentual muito baixo de pescadores.

O Globo

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Política

Lula defende financiar pesquisas com verbas ‘por fora do arcabouço fiscal’

Screenshot

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na última terça-feira (28) que o Brasil deve ampliar o orçamento para pesquisas científicas e, para isso, recorrer a investimentos “por fora das coisas que nós conhecemos como arcabouço fiscal“.

A fala de Lula ocorreu durante discurso na reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) ao lado da presidente da entidade, Francilene Procópio Garcia. “Eu tenho consciência disso, que se a gente não investir, sabe, em pesquisa, a gente não vai para lugar nenhum”, iniciou o presidente que apresentou o pré-sal e a ampliação do uso do biodiesel como conquistas do setor no país.

“Se não fosse pesquisa, a gente não tinha o pré-sal. Se não fosse pesquisa, a gente não tinha o biodiesel. Se não fosse pesquisa, a gente não tinha muitas das coisas que hoje nós temos. Então eu sei que é preciso investir.”

O presidente levou Francilene pela mão até o centro do palco para anunciar que pediu propostas para projetos “novos e ousados” e admitiu recorrer a financiamentos que vão além do que o arcabouço fiscal impõe. “Inclusive isso aqui dentro do orçamento não cabe. Nós vamos ter que construir o funcionamento disso até por fora das coisas que nós conhecemos como arcabouço fiscal.”

O arcabouço fiscal é a política monetária que limita o crescimento de despesas públicas com base na arrecadação do país, embora existam exceções para que certos gastos fiquem fora da meta financeira.

Lula, contudo, teve cuidado ao dizer na sequência que não vai desrespeitar a medida por saber “o preço que ele tem para mim”, mas que buscará metas como disputar o desenvolvimento da inteligência artificial com países como Estados Unidos e China.

“A gente vai deixar que a briga fique entre Estados Unidos e China ou a gente vai entrar no meio e dizer: ‘Nós existimos e o nosso povo não é mais burro do que o povo de vocês e nós queremos outro tipo de inteligência artificial?'”, provocou o presidente.

Os gastos do governo federal durante a gestão Lula se tornaram objeto de críticas de campanhas de presidenciáveis opositores e de especialistas. Até mesmo dentro do PT há uma ala que defende maior rigor no controle de despesas em um eventual quarto mandato do petista.

CNN

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Economia

ALERTA FINANCEIRO: quase metade dos brasileiros dizem que não têm R$ 500 para uma emergência

Foto: Reprodução

Quase metade dos brasileiros afirma não ter R$ 500 disponíveis caso precise enfrentar uma emergência financeira, segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (29).

O levantamento mostra que 47% dos entrevistados dizem que não conseguiriam reunir o valor para uma despesa inesperada. O índice subiu 13 pontos percentuais desde dezembro de 2025. Por outro lado, 48% afirmam que teriam os R$ 500 disponíveis em uma situação de emergência.

A pesquisa perguntou aos entrevistados: “E se você tivesse uma emergência e precisasse de R$ 500? Você teria esse dinheiro disponível?”.

Gráfico: Reprodução/Poder360

O levantamento foi realizado pelo PoderData entre os dias 18 e 20 de julho, com 2.500 entrevistas em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Como não é uma pesquisa de sondagem de intenção de votos, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

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Política

CORRIDA PELO GOVERNO: Blog do BG divulga nesta quarta (29) pesquisa Perfil com cenário eleitoral do RN

Foto: Reprodução

O Blog do BG divulga nesta quarta-feira (29) uma nova pesquisa de intenção de votos para as eleições de 2026 no RN.

O levantamento foi realizado pelo Instituto Perfil Pesquisa e será apresentado a partir das 12h30, durante o programa “Meio Dia RN”, da 96 FM.

A pesquisa mostra o cenário eleitoral no estado e deve trazer os números da disputa pelos principais cargos em jogo nas próximas eleições.

 

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Economia

BOLSO APERTADO: 42% dos brasileiros dizem que vida financeira piorou nos últimos 6 meses

Foto: Reprodução

A sensação de aperto financeiro aumentou entre os brasileiros nos últimos seis meses. Pesquisa PoderData mostra que 42% afirmam que a própria situação financeira piorou no período, conforme informações do Poder360.

O número representa uma alta de 23 pontos percentuais em relação a dezembro de 2025, quando o percentual era menor. Segundo o levantamento, 38% dizem que houve melhora nas contas pessoais e 19% afirmam que a situação ficou igual.

Gráfico: Reprodução/Poder360

Apesar da percepção negativa no presente, a maioria dos entrevistados mantém expectativa de melhora para os próximos seis meses. 52% acreditam que a situação financeira vai melhorar, enquanto 33% esperam piora e 9% avaliam que deve permanecer estável.

Gráfico: Reprodução/Poder360

A pesquisa foi realizada pelo PoderData entre os dias 18 e 20 de julho, com 2.500 entrevistas em 147 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

Como não é uma pesquisa de sondagem de intenção de votos, não há necessidade de registro na Justiça Eleitoral.

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Geral

RN tem aumento de casos de assédio sexual no trabalho; Justiça recebeu 50 ações em 2026

Foto: Reprodução

A Justiça do Trabalho recebeu 50 novas ações por assédio sexual no ambiente de trabalho no RN entre janeiro e maio de 2026. O número representa alta de 31,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram ajuizados 38 processos, segundo o Monitor do Trabalho Decente, do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).

Natal concentrou a maior parte das ações neste ano. Das 50 registradas no Estado, 34 foram ajuizadas na capital, conforme informações do Agora RN.

No acumulado entre outubro de 2024 e julho de 2026, o RN contabilizou 180 processos relacionados ao tema, sendo 172 em primeira instância e oito em segunda. A maioria das ações foi movida por mulheres.

Os registros se concentram principalmente em processos envolvendo pessoas físicas, com 27 ações. Em seguida aparecem os setores de teleatendimento (22), bancos e instituições financeiras (13), comércio (8), hotéis (8) e administração pública (6).

Para a juíza Fátima Christiane Gomes de Oliveira, ouvidora da Mulher no TRT-RN, o aumento das ações pode refletir uma maior conscientização sobre o assédio sexual no ambiente de trabalho.

Ainda assim, ela avalia que muitos casos continuam sem denúncia por medo de demissão, represálias ou dificuldade para reunir provas.

Orientações às vítimas

A magistrada orienta que as vítimas guardem mensagens, e-mails e outros elementos que possam comprovar o assédio. Também recomenda procurar os canais internos da empresa, a Ouvidoria, o MPT ou a Justiça do Trabalho.

Segundo ela, as empresas têm o dever de prevenir esse tipo de conduta, apurar as denúncias com sigilo e adotar medidas para proteger os trabalhadores.

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Política

DATAFOLHA: 59% dizem que Moraes errou ao impedir visita de Flávio a Bolsonaro

Foto: STF

Maioria dos brasileiros desaprova a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período de prisão domiciliar. É o que mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (29).

Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados avaliam que Moraes “agiu mal” ao impedir a visita. Outros 36% consideram que o ministro “agiu bem”. Já 2% afirmam que ele “não agiu bem nem mal”, enquanto 4% não souberam ou preferiram não responder.

Imagens: Reprodução/CNN

A pesquisa também indica que 59% dos entrevistados defendem que Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar, enquanto 35% entendem que o ex-presidente deveria cumprir a medida em um presídio. Outros 6% não opinaram.

Imagens: Reprodução/CNN

A restrição foi imposta por Moraes após Flávio divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente, na qual ele o apresenta como porta-voz durante a disputa eleitoral.

Na decisão, Moraes afirmou que uma das medidas cautelares impostas a Bolsonaro proíbe o uso de redes sociais, de forma direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 22 e 23 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01166/2026.

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Política

ELEIÇÕES 2026: Chapa “puro-sangue” de Flávio Bolsonaro ganha força no PL

Foto: Vitor Salle

A possibilidade de o senador Flávio Bolsonaro disputar a Presidência em uma chapa formada apenas por integrantes do PL ganhou força na reta final das convenções partidárias. O partido ainda não definiu quem será o candidato a vice e tem até o dia 5 de agosto para fechar a composição.

A estratégia inicial era usar a vaga de vice para atrair partidos do Centrão, mas as negociações não avançaram. Diante do impasse, cresce nos bastidores a avaliação de que o PL poderá indicar um nome da própria legenda para completar a chapa.

As conversas envolveram União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. União Brasil e PP, que formam uma federação, tendem a não apoiar nenhum candidato à Presidência e devem deixar a decisão para os diretórios estaduais. O Podemos também sinaliza que pode permanecer neutro.

No Republicanos está a principal aposta da campanha para a vaga de vice: a ex-presidente da Caixa Daniella Marques.

No entanto, a indicação depende de uma aliança entre os partidos, e a legenda também avalia ficar fora da disputa presidencial. A convenção do Republicanos está marcada para 4 de agosto.

Caso nenhuma negociação avance até o fim das convenções, caberá ao próprio PL indicar o vice. Segundo interlocutores do partido, a decisão final será de Flávio Bolsonaro.

Após as convenções, os candidatos terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto.

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Polícia

ALERTA: Golpes digitais disparam no RN; falso advogado e criptomoedas lideram as fraudes

Foto: Magnus Nascimento

Os golpes aplicados pela internet continuam avançando no RN. Em 2025, os registros de estelionato por meio eletrônico cresceram 12,6% em comparação com o ano anterior, de acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Foram 5.435 boletins de ocorrência, o equivalente a 157,3 casos para cada 100 mil habitantes, conforme informações da Tribuna do Norte.

De acordo com a Polícia Civil, as fraudes mais comuns são o golpe do falso advogado e os falsos investimentos, que prometem lucros rápidos, principalmente com criptomoedas.

Também se destacam os golpes do falso gerente de banco, nos quais criminosos convencem a vítima a instalar aplicativos que permitem o acesso remoto ao celular ou ao computador.

O delegado Dalmar Oliveira, da Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), afirma que boa parte dos autores acaba identificada, mas explica que as investigações costumam ser longas.

Segundo ele, muitos criminosos atuam a partir de outros estados, o que exige integração entre as polícias e torna a apuração mais complexa.

Os idosos e pessoas em situação de maior vulnerabilidade estão entre os principais alvos dos golpistas.

Para o advogado Lucas Cruz, integrante da Comissão de Direito Digital da OAB/RN, a expansão do acesso à internet e o uso de ferramentas de inteligência artificial deixaram as fraudes mais sofisticadas, com perfis falsos e abordagens cada vez mais difíceis de identificar.

Especialistas orientam a desconfiar de cobranças urgentes, confirmar contatos apenas pelos canais oficiais das empresas e ativar a verificação em duas etapas em aplicativos e redes sociais.

Também recomendam nunca fornecer dados pessoais ou bancários sem confirmar a autenticidade da solicitação.

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Geral

Ecolimp, cuidando dos resíduos de hoje para construir um amanhã mais sustentável

Foto: Divulgação

Você sabia que Natal tem a Ecolimp? Referência em gestão de resíduos, a empresa oferece soluções ambientais completas para empresas, indústrias, hospitais e órgãos públicos, unindo tecnologia, eficiência e responsabilidade ambiental.

Com atuação nos serviços de limpeza urbana, transbordo, resíduos de saúde, setor eólico e efluentes industriais, a Ecolimp realiza coleta, transporte, tratamento e destinação final de resíduos com segurança, agilidade e transparência em todas as etapas.

Para garantir a qualidade dos serviços, a empresa investe em inovação e controle operacional, utilizando processos automatizados, equipamentos modernos e monitoramento de frota.

Foto: Divulgação

Esses recursos permitem maior rastreabilidade, precisão e eficiência, assegurando que cada operação siga os mais altos padrões de segurança e conformidade ambiental.

Presente em todo o Nordeste, a Ecolimp é uma parceira de confiança para quem busca uma gestão de resíduos mais segura, eficiente e sustentável.

Quer saber como a Ecolimp pode ajudar sua empresa ou órgão público? Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp: (84) 99134-3410.

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Política

DECISÃO DO TRE: Justiça manda suspender 3 perfis pró-Allyson por indícios de propaganda antecipada

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) determinou, em decisão liminar, a suspensão temporária de três perfis no Instagram que divulgavam conteúdos favoráveis à pré-candidatura do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do RN.

O juiz federal Hallison Rêgo Bezerra entendeu haver, em análise preliminar, indícios de propaganda eleitoral antecipada, conforme informações da Tribuna do Norte.

Os perfis @rncomallyson, @timeallyson e @allysondopovo deverão permanecer suspensos até 15 de agosto, véspera do início oficial da propaganda eleitoral.

A decisão atende parcialmente a uma ação movida pelo diretório estadual do NOVO, que apontou a divulgação de publicações consideradas irregulares desde abril.

Na decisão, o magistrado afirmou que as postagens extrapolam os limites permitidos para a pré-campanha ao conterem, segundo ele, “pedido explícito de voto”, ainda que por meio de expressões equivalentes às chamadas “palavras mágicas” proibidas pela legislação.

Entre as frases citadas estão: “O povo quer Allyson governador do RN”, “Allyson é o RN, o RN é Allyson”, “Agora é Allyson que eu quero” e “4 meses para transformar esperança em voto”.

O juiz também determinou que a Meta informe, em até cinco dias, os dados cadastrais dos responsáveis por dois dos perfis e proibiu a republicação dos conteúdos considerados irregulares, sob pena de multa diária.

Segundo a decisão, esta é a quinta representação envolvendo as mesmas páginas, que juntas somam cerca de 28 mil seguidores.

Ao analisar o caso, Hallison Rêgo também apontou indícios iniciais de que Allyson Bezerra tinha conhecimento das publicações, citando, entre outros elementos, a vinculação do perfil oficial do pré-candidato a duas das páginas investigadas e marcações em comentários.

A defesa negou qualquer ligação entre Allyson e os perfis, alegou que houve fracionamento indevido das ações propostas pelo NOVO e pediu a extinção do processo. O juiz rejeitou os argumentos e manteve a decisão liminar.

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