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Governo pagou irregularmente R$ 19,5 milhões do Bolsa Pesca até a mortos, aponta TCU

Em um ano e meio, o governo federal fez pagamentos irregulares de mais de R$ 19 milhões através do seguro-defeso, o chamado Bolsa Pesca. Foram pagamentos, por exemplo, a funcionários públicos, a quem tinha outras fontes de renda além da pesca, e até a mortos. Resultado de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) analisada pelo plenário do tribunal no último dia 8 de abril, o dado é relativo a parcelas do seguro-defeso pagas entre janeiro de 2012 e junho de 2013, período em que Marcelo Crivella (PRB-RJ) era ministro da Pesca.

Do total de 30,2 mil parcelas que representaram R$ 19.586.768 repassados irregularmente, 19 mil parcelas, o equivalente a R$ 12,4 milhões, foram para quem tinha registro de emprego formal – o que não é permitido aos beneficiários do seguro, que deve ser pago a pescadores artesanais durante o período do defeso, em que a pesca de determinadas espécies é proibida.

Cerca de um terço das pessoas que, mesmo no mercado formal de trabalho, eram beneficiários do seguro-defeso recebia remuneração da administração pública, a maioria de prefeituras, segundo o TCU. Além disso, 373 parcelas foram pagas a mortos. Outras 7,5 mil parcelas foram para quem recebia benefícios previdenciários que não podem ser acumulados com o Bolsa Pesca; e outras 318 parcelas, a quem recebia remuneração da administração federal.

Outra fraude descoberta foi a existência de 46,8 mil registros de pescadores com CPF irregular – com a possibilidade até de criação de CPFs para obtenção do Bolsa Pesca. E há também casos de parcelas do seguro pagas fora do período do defeso; de ausência de registros sobre embarcações utilizadas pelos beneficiários; e parcelas pagas a menores de 18 anos, outra proibição da legislação sobre o seguro.

A auditoria do TCU foi iniciada em julho de 2013 — pouco mais de um mês após O GLOBO ter revelado denúncias de cooptação da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA) e das superintendências estaduais do Ministério da Pesca pelo PRB, partido do então ministro da Pesca, Marcelo Crivella. Reportagens do GLOBO também já haviam mostrado casos de fraudes tanto no registro de pescador (concedido pelo Ministério da Pesca e requisito para recebimento do Bolsa Pesca) quanto no pagamento do benefício (feito pelo Ministério do Trabalho), com pagamentos a quem não era pescador em vários estados brasileiros.

COMPARAÇÃO COM DADOS DA RECEITA E DO INSS

Os auditores do tribunal verificaram os controles internos do Ministério do Trabalho no repasse do benefício, ”incluindo as bases de dados e os batimentos realizados para a sua concessão”, diz o texto votado no último dia 8. Além de informações da pasta do Trabalho, o acórdão, relatado pelo ministro Augusto Sherman, analisou dados do Ministério da Pesca, do INSS, da Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social) e da Receita Federal. O TCU cruzou os registros de pescadores e a lista de beneficiários do Bolsa Pesca com cadastros como o CPF (Cadastro Nacional de Pessoa Física), a Rais (Relação Anual de Informações Sociais, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Sisobi (Sistema Informatizado de Controle de Óbitos) e o Siape (Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos).

No caso dos cruzamentos feitos, por exemplo, para se verificar se havia pessoas acumulando o recebimento do Bolsa Pesca com empregos formais, ”34,4% do total (dos vínculos detectados na Rais de beneficiários do seguro-defeso) são pertencentes à administração pública. Destes cargos e empregos, 81,9% referem-se ao Poder Executivo municipal. Portanto, no cruzamento realizado destacou-se a participação das prefeituras como grandes empregadoras de beneficiários do SDPA (seguro-defeso)”, afirma o texto votado pelo plenário do TCU.

O tribunal alerta que não foram considerados os empregos informais. Se os registros do benefício pudessem ser comparados com quem tem renda a partir de trabalho informal, o volume de irregularidades detectadas poderia ser bem maior: ”há indícios de que vários beneficiários exercem outra atividade diversa da pesca, porém não estão no mercado formal, logo, não constam nas bases de dados governamentais”.

Já em relação aos casos de pagamentos irregulares a servidores federais e a mortos, o tribunal aponta que a causa é o fato de simplesmente não ser feito cruzamento dos registros do benefício nem com o Siape, sistema com informações sobre servidores públicos; nem com o Sisobi, sistema de controle de óbitos. Também foram constatados ”9.005 requerimentos (do seguro-defeso) com data de entrada anterior a 30 dias ou posterior 180 dias do início do defeso; e 44.041 requerimentos que foram cadastrados depois de 40 dias do término do defeso”.

Os auditores do TCU descobriram, ainda, que o sistema do seguro-defeso de cadastramento de informações não permite que sejam incluídos dados das embarcações dos pescadores beneficiários, ”pois esse módulo não foi implementado pela Dataprev”, apesar de essa ser uma informação pedida no requerimento do seguro. O sistema de cadastramento do Bolsa Pesca também não inclui registro do local de arquivamento do processo físico do benefício — o que leva, diz o TCU, a ”dificuldade ou impossibilidade de resgatar em momento futuro a documentação apresentada”.

INDÍCIOS DE FRAUDES COM CPFs

Quando foi feita a comparação dos dados do seguro-defeso e do registro de pescador com o CPF, ”constataram-se 14.151 requerimentos da base SDPA (seguro-defeso), 46.837 registros gerais da atividade pesqueira (RGP) e 1.646 cadastros de proprietários de embarcação com CPFs em situação não regular na base da Receita”.

Além disso, apenas nos registros de pescadores, foram achados 7.992 registros com o nome da mãe em branco; 6.227 registros sem a data de nascimento do pescador, e 870 registros com o número de identificação do pescador duplicados. Entre aqueles com registro de pescador que possuem CPF irregular, o TCU ressalta haver ”quantidade expressiva de registros com nomes diferentes entre a base do RGP e da RFB (Receita Federal), sugerindo que pessoas diversas utilizam o mesmo CPF. Isso seria um indício de fraude, em que o indivíduo se utiliza de CPF alheio para retirar o RGP (registro de pescador) e, em seguida, solicitar o benefício do seguro”. Segundo o tribunal, mais do que o uso indevido do CPF, há a possibilidade até de ”criação de CPFs para o recebimento indevido do benefício”.

Nos estados que mais pagam o Bolsa Pesca — Pará, Maranhão, Bahia e Amazonas –, o tribunal aponta um quadro de falta de fiscalizações. Além disso, o TCU sublinha que, nas reuniões realizadas pelos auditores com a Pesca, o Trabalho e outros órgãos públicos, ”foi citado um esforço conjunto (…) para tratar do significativo aumento do SDPA (o seguro-defeso) nos últimos anos. Criou-se no final de 2011 um grupo interministerial envolvendo MTE (Trabalho), MPA (Pesca), MMA (Meio Ambiente), MPS (Previdência) e CGU (Controladoria-Geral da União). (…) Entretanto, segundo relatos obtidos por esta equipe de auditoria, o trabalho não teve continuidade”.

Além de fazer determinações aos ministérios do Trabalho e da Pesca, o tribunal encaminhou os resultados da auditoria ao Ministério Público Federal e aos Ministérios Públicos estaduais do Pará, do Maranhão, da Bahia e do Amazonas.

MINISTÉRIO DO TRABALHO VAI ANALISAR CADA CASO

Procurado pelo GLOBO, o Ministério do Trabalhou afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que os indícios de fraudes ”decorrem, em alguns aspectos, de fatores externos ao sistema do seguro, que se utiliza de cruzamento de dados com outras bases de governos”. Segundo a pasta, um desses ”fatores externos” seria o fato de que ”no momento do cruzamento a informação não se encontrava na base de dados pesquisada”. Outro motivo, diz o ministério, seria que ”o cruzamento pelo TCU trouxe novas bases de dados, das quais o MTE não dispõe, caso de base do TSE de candidatos a eleições”. Além disso, a pasta afirmou que houve ”problemas detectados nas próprias bases pesquisadas; por exemplo, informação inverídica de pessoas mortas”.

”Todas as situações apontadas refletem indícios de pagamentos indevidos e exigem análise individual de cada um dos casos apontados”, sublinhou o Ministério do Trabalho, destacando, ainda, a adoção de abertura de processos administrativos quando detectada a irregularidade. ”Cabe destacar que o volume detectado de indícios de pagamentos indevidos representa 0,005% do montante destinado ao benefício anualmente e que o MTE vem aprimorando seu sistema de batimento de dados para evitar que esses indícios ocorram”, completou a assessoria.

O Ministério da Pesca, também questionado, ressaltou que este ano foram modificadas as regras para concessão do registro de pescador, requisito para obtenção do seguro-defeso. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, por meio do decreto 8.425, de 31 de março deste ano, passou a ser feita uma classificação dos pescadores no momento em que eles são registrados: se são pescadores apenas eventuais, encaixando-se numa categoria subsidiária; se são pescadores ”principais”, ou seja, se têm a pesca como principal fonte de renda, mas também possuem outras fontes; ou se são pescadores exclusivos, que vivem apenas da pesca. De acordo com a assessoria, apenas aqueles com registro de pescador exclusivo podem requerer o seguro-defeso a partir de agora. No caso de pescadores que já possuem o registro, quando eles forem fazer a atualização cadastral (no dia do aniversário do pescador), serão classificados de acordo com as novas categorias, afirmou a assessoria.

O registro de pescador continuará a ser autodeclaratório, isto é, baseado na declaração da pessoa de que ela pesca, com a exigência apenas de duas testemunhas, normalmente uma delas sendo o presidente da colônia, do sindicato ou da federação de pesca de que o pescador faz parte. No entanto, segundo o ministério, haverá uma mudança nesse controle da concessão do registro a partir da publicação, em meados de maio, da regulamentação do decreto 8.425. Segundo a assessoria da pasta, essa regulamentação vai determinar que, no caso de fraude — ou seja, no caso de pessoas que se declarem pescadores sem ser –, a responsabilidade civil e criminal pela fraude passará a ser não apenas do pescador, mas também das duas testemunhas do caso.

Ainda segundo a assessoria da Pesca, foi retomada a substituição das carteiras de pescador por carteiras com tecnologia QRCode, para evitar falsificações; essa substituição havia sido iniciada na gestão anterior, mas atingindo percentual muito baixo de pescadores.

O Globo

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Investigado no STF, filho de Lula decide permanecer na Espanha durante quarto mandato do pai


Foto: Reprodução/Internet

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não planeja retornar ao Brasil após a reeleição do pai. A interlocutores próximos, ele afirmou que pretende continuar residindo na Espanha com a família ao longo do quarto mandato do petista.

Apesar da permanência no exterior, a defesa de Lulinha informou recentemente que ele viajará ao Brasil para prestar depoimento caso seja intimado pela Polícia Federal (PF).

Atualmente, o filho do presidente é citado em três inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). As apurações miram suspeitas de tráfico de influência no governo federal ocorridas durante a terceira gestão de Lula.

Com informações da coluna Thiago Herdy/Metrópoles

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Câmara articula PEC do voto distrital misto para fim dos ‘puxadores de voto’


Foto: Depositphotos/Agência Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados articula a mudança do sistema eleitoral brasileiro para neutralizar o impacto dos chamados “puxadores de voto” nas eleições proporcionais. A proposta em discussão prevê a implementação do voto distrital misto, modelo que altera a dinâmica de votação expressiva de nomes como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), cujos votos excedentes hoje ajudam a eleger outros candidatos da mesma legenda.

O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), comanda as negociações com lideranças partidárias para formalizar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que substitua o atual formato de lista aberta. O objetivo da cúpula da Câmara é votar a matéria ainda em 2026.

Cronograma e Relatoria

O texto em elaboração estabelece um cronograma de transição: o sistema distrital misto passaria a vigorar de forma definitiva nas eleições de 2034, com a adoção intermediária do chamado “distritão” no pleito de 2030.

A relatoria do texto em plenário deve ficar a cargo do deputado Domingos Neto (PSD-CE), que já conduz projeto sobre a reformulação do sistema eleitoral na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com informações do Metrópoles

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Polícia Federal investiga voo que pode ter levado esposa e filhas de Flávio até a fronteira


Foto: Joe Raedle/Getty Images

Polícia Federal (PF) investiga se a esposa e as duas filhas adolescentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizaram um voo privado diferente do parlamentar para deixar Brasília rumo à fronteira com a Argentina, na semana passada.

Uma das principais linhas de apuração indica que Fernanda Bolsonaro e as filhas decolaram da capital federal na terça-feira (27) em direção a Cascavel (PR), cidade a cerca de 150 km de Puerto Iguazú, no lado argentino da fronteira.

A trajetória da aeronave despertou a atenção dos investigadores: o avião partiu de Brasília por volta das 10h, pousou em solo paranaense pouco antes do meio-dia e decolou de volta para a capital federal apenas 25 minutos depois, às 12h18.

Desvio e ponto de encontro

Paralelamente, a PF apura a rota utilizada pelo senador. A hipótese central é que Flávio tenha viajado no mesmo dia em um jato executivo pertencente a uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, seu aliado pessoal.

A suspeita é que a família tenha se reunido na noite de terça-feira em Puerto Iguazú. De lá, embarcaram juntos em outra aeronave privada com destino aos Estados Unidos, onde desembarcaram em Miami na manhã de quarta-feira (28).

Descumprimento de ordem judicial

Ao deixar o território nacional, Flávio Bolsonaro descumpriu expressamente determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia proibido o parlamentar de se ausentar do país e ordenado a entrega imediata de seus passaportes.

Diferente do senador, a esposa e as filhas não possuíam qualquer restrição de viagem ou medida cautelar imposta pela Justiça.

Com informações do Metrópoles

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Governo tenta desvincular maioridade penal para aprovar PEC da Segurança


Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Palácio do Planalto intensificou a articulação política para tentar aprovar no Plenário do Senado, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria já aprovada pela Câmara dos Deputados e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado é a principal aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fundamentar a criação do Ministério da Segurança Pública.

A votação, inicialmente prevista para ocorrer antes do segundo turno das eleições, foi adiada após o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentar uma emenda propondo a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como homicídio, estupro e tortura.

Para destravar a pauta, o chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, desembarcou em Brasília na segunda-feira (2) e iniciou uma série de reuniões com lideranças partidárias. Uma nova rodada de conversas está agendada para a manhã desta terça-feira.

Estratégia do Governo

A orientação do governo é retirar o debate sobre a maioridade penal do texto da PEC. A manobra visa evitar qualquer alteração na proposta aprovada pelo Senado, o que exigiria o retorno da matéria à Câmara e atrasaria sua promulgação.

A estratégia foi corroborada pelo senador eleito Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, que defendeu tratar da redução da maioridade penal em uma pauta paralela.

“Acho que houve uma intempestividade ao incluir o tema da maioridade penal na PEC. A melhor solução é votar o texto como veio da Câmara, permitindo ao presidente criar o ministério, que é uma urgência. Paralelamente, cria-se uma comissão para discutir a menoridade. Sou favorável a rever a regra para crimes graves: se aos 16 anos o jovem pode votar ou dirigir, também deve responder por crimes hediondos”, avaliou o parlamentar.

Caso o texto original seja mantido e aprovado pelo Senado sem alterações, a PEC segue diretamente para promulgação pelo Congresso Nacional, permitindo ao Executivo formalizar a criação da nova pasta ainda este ano.

Com informações do Metrópoles 

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Focos de incêndio no Brasil aumentam 13,2% em outubro, aponta Inpe

Foto: Reprodução/Revista Oeste/X

O número de focos de incêndio no Brasil cresceu 13,2% em outubro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram registrados 32.454 focos, contra 28.678 em outubro de 2025, segundo dados do sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Pará liderou o ranking, com 12.457 registros, o equivalente a 38,4% do total nacional. Em seguida aparecem Maranhão, com 4.225 focos; Bahia, com 3.308; e Amazonas, com 2.271.

São Paulo registrou 26 focos, enquanto o Distrito Federal teve 11 e o Rio de Janeiro, cinco. Todos os biomas brasileiros apresentaram ocorrências, com concentração na Amazônia, que somou 18.907 focos.

Apesar da alta em outubro, o acumulado de janeiro a outubro chegou a 102.804 focos, uma redução de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 104.423.

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“É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre”, diz Rogério Marinho sobre estratégia de voto declarado para eleição no Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, pretende defender que parlamentares de direita declarem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que integrantes do grupo apoiem secretamente a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

“Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?”, afirmou Marinho à Folha de S.Paulo.

Os senadores do PL se reunirão nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia e devem lançar Marinho como candidato. Parte da legenda, porém, defende negociar com Alcolumbre para garantir espaço na estrutura do Senado. Outro grupo prefere disputar a presidência, por acreditar que há votos suficientes para vencer.

A direita terá uma bancada ampliada na próxima legislatura. PL e Novo somarão 32 senadores, enquanto Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão outros 15 parlamentares, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. São necessários 41 votos para vencer a eleição.

Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas se sobrepõem. Como a votação é secreta, aliados do senador potiguar defendem que a exposição pública dos votos ajude a evitar deserções.

A resistência a Alcolumbre está relacionada, principalmente, à sua posição contrária à abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e à condução das negociações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaristas também o criticam por pautas apoiadas pelo governo Lula, como a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Governo Lula prevê aumento de 34% nos recursos para gastos livres da EBC em 2027, acima da alta geral do Orçamento

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) poderá receber R$ 207,9 milhões em recursos discricionários em 2027, valor 34% superior aos R$ 155 milhões previstos para 2026. O aumento consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) enviado pelo governo Lula ao Congresso e ainda depende de aprovação.

A verba é destinada a despesas não obrigatórias, como investimentos, contratação de serviços e aquisição de tecnologia, e não inclui gastos com salários. O crescimento previsto é mais de três vezes superior à alta geral de aproximadamente 10% nas despesas do Orçamento da União para 2027, já descontada a inflação.

No orçamento total, que inclui a folha de pagamento, a EBC deverá contar com R$ 1,1 bilhão. O valor representa uma redução nominal de 1,4% em relação a 2026, mas mantém a estatal próxima do maior patamar de recursos de sua série histórica.

A verba discricionária, apesar do aumento previsto, ainda ficará abaixo dos R$ 703 milhões registrados em 2010, em valores corrigidos pela inflação. Naquele ano, esse tipo de despesa representava 65,17% do orçamento total da empresa. Para 2027, a participação deverá cair para 18,12%.

Em resposta ao Poder360, a EBC atribuiu a mudança à conclusão da fase inicial de estruturação da empresa e à realização de concursos públicos em 2011 e 2013, que substituíram trabalhadores temporários e terceirizados por funcionários concursados.

Em dezembro de 2025, a estatal tinha 1.902 funcionários próprios e 46 servidores de outros órgãos cedidos à empresa. Outros 193 empregados da EBC estavam cedidos a instituições públicas.

Opinião dos leitores

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Mais de 25 mil visitantes movimentam celebrações do Dia da Lembrança nos cemitérios Morada da Paz no RN

Programação realizada nesta segunda-feira (2) contou com celebrações religiosas e ações dedicadas à memória de entes queridos

O Dia da Lembrança foi marcado por homenagens, celebrações religiosas e reencontros com memórias familiares nas unidades do Morada da Paz, no Rio Grande do Norte, nesta segunda-feira (2). Ao longo do dia, visitantes reservaram momentos para prestar homenagens a entes queridos e recordar histórias que continuam presentes em suas vidas. A programação integrou a campanha “Eternos”, do Grupo Morada, que neste ano propõe uma reflexão sobre os vínculos, os valores e os ensinamentos que permanecem mesmo depois da despedida.

Mais de 25 mil pessoas visitaram os cemitérios Morada da Paz Emaús e Mipibu, além do Morada da Paz Essencial Zona Norte durante o feriadão. As unidades contaram com celebrações de diferentes religiões na programação.

Entre as pessoas que reservaram a data para homenagear familiares estavam as amigas Maria Emília e Maria Lúcia. Para elas, visitar o cemitério no Dia da Lembrança é uma tradição que permite dedicar um tempo especial às lembranças de pais, irmãos e avós. Mais do que recordar a ausência, o momento representa uma oportunidade de celebrar as histórias compartilhadas.

“Eu lembro deles todos os dias, mas em 2 de novembro essa lembrança fica mais aguçada”, contou Maria Emília. Para Maria Lúcia, a data também é um momento de reconhecer o legado deixado por quem partiu. “É celebrar nossos entes queridos, a história deles, como eles foram com a gente e o que fizeram”, afirma.

Eternos

Neste ano, a campanha “Eternos” trouxe para o Dia da Lembrança a proposta de reconhecer as diferentes maneiras pelas quais uma pessoa continua presente na vida de quem fica. Gestos, costumes, conselhos, receitas de família e valores transmitidos entre gerações são exemplos de vínculos que ultrapassam a ausência física.

Como parte dessa proposta, a programação em Emaús incluiu uma ação em que os visitantes foram convidados a registrar memórias em papel e caneta, compondo uma instalação visual coletiva. A atividade buscou dar espaço às lembranças pessoais e transformar diferentes histórias em uma homenagem compartilhada.

Outra iniciativa vinculada à campanha foi o jogo de cartas “Conversas que Importam”, desenvolvido para incentivar diálogos entre familiares e amigos sobre histórias, valores, desejos e lembranças. A proposta é estimular a troca de experiências e a preservação de memórias enquanto ainda existe a oportunidade de conversar e ouvir.

O jogo “Conversas que Importam” segue disponível gratuitamente em https://bit.ly/conversas-que-importam.

Sobre o Morada da Paz

O Morada da Paz é referência no Nordeste em acolhimento e serviços funerários, com unidades no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba. O Grupo Morada reúne as marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet, e atua com o propósito de oferecer cuidado, respeito e continuidade às famílias em todos os momentos do ciclo da vida.

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STF discute impactos da proibição das bets em audiência pública na terça-feira (3)

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O futuro das apostas esportivas no Brasil será debatido nesta terça-feira (3), em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF). Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro vai discutir os impactos da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula, que proibiu a exploração das chamadas bets no país e prevê o encerramento das autorizações concedidas às empresas do setor.

A audiência começa às 10h, na sala de sessões da Segunda Turma, com transmissão pela TV e Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Ao todo, 34 entidades, órgãos e associações participarão do debate, com dez minutos cada para apresentar suas considerações.

Entre os participantes estão clubes como Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, além da CBF, do Comitê Olímpico do Brasil e de representantes dos ministérios da Saúde e da Justiça. Também foram incluídos órgãos públicos, entidades esportivas e representantes dos setores empresarial e industrial.

O debate ocorre no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 8027), apresentada pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que questiona a constitucionalidade da medida provisória e pede a suspensão de seus efeitos. A mesma MP é alvo de outras três ações no STF.

Relator dos processos, Fux também conduz ações que questionam a Lei das Bets, de 2023. Em novembro de 2024, o Supremo já havia realizado uma audiência pública sobre a regulamentação do setor, com a participação de mais de 50 especialistas e representantes da sociedade civil.

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[VÍDEO] Ativistas de esquerda espalham cartazes de “procurado” com foto de Flávio Bolsonaro nos EUA

Ativistas de esquerda passaram a divulgar cartazes com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a inscrição “procurado” após sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. Um dos vídeos é gravado por uma brasileira mascarada.

Nos cartazes, os ativistas associam o senador a crimes como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.

A Polícia Federal esclareceu que Flávio não é considerado foragido. A corporação investiga as circunstâncias do descumprimento da decisão judicial relacionada à entrega dos passaportes.

As acusações dos cartazes não representam condenações. Flávio é alvo de investigações em andamento no STF. Uma delas apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas. Outra, conduzida pelo ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, incluindo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Flávio nega qualquer irregularidade.

Flávio deixou o país na terça-feira (27), dois dias depois de perder o segundo turno presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A viagem ocorreu apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a apreensão dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o território nacional.

Opinião dos leitores

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