Está no UOL, qual a novidade disso?
As greves que atingem especialmente o setor público em São Paulo nas últimas semanas são lideradas por sindicatos cujas direções são ligadas a partidos com tendências políticas distintas, que vão de legendas socialistas, como PSTU e PSOL, até aliados do PSDB –como o PPS ou Solidariedade–, além do PT (veja as tabelas no final do texto).
A conjuntura atual é diferente daquela vista nas décadas de 80 e 90, quando a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o PT comandavam quase a totalidade das paralisações. O surgimento de novas centrais nos últimos 15 anos, muitas delas fundadas por dissidentes da CUT e da Força Sindical, ajuda a explicar a pulverização.
As greves atuais também se inserem num fenômeno de retomada das paralisações, que voltaram a crescer nos últimos anos após perderam força entre o final da década de 90 e a metade da década de 2000. Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o ano de 2012 foi o que teve mais greves (873) desde 1997 –a entidade ainda contabiliza os dados de 2013.
Para Paulo Pasin, presidente da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), a onda de protestos do ano passado também impactou o movimento sindical. “Não há dúvidas de que depois de junho de 2013 a luta sindical entra em outro patamar. A categoria está mais disposta a brigar.”
Neste ano, a data-base de várias categorias coincidiu com as semanas que antecederam a Copa do Mundo, fator que jogou pressão aos governantes para atender as reivindicações trabalhistas.
“As greves estão acontecendo este ano porque os trabalhadores avaliam que o momento é oportuno para pressionar e obter conquistas salariais. A Copa provavelmente fez aumentar o número de greves”, afirma o economista José Silvestre Prado de Oliveira, coordenador de relações sindicais do Dieese
Metrô e universidades
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta ao menos três greves: metroviários, servidores da saúde e a paralisação unificada de professores, funcionários e estudantes das três universidades estaduais (USP, Unicamp e Unesp). Quando os metroviários entraram em greve, o tucano afirmou haver “motivação político-eleitoral” na paralisação, a exemplo do que declarou em anos anteriores.
A direção do Sindicato dos Metroviários é composta por militantes do PSTU, que são majoritários, e do PSOL. Os dois partidos se declaram de oposição tanto ao PT, quanto aos tucanos, e não possuem grande expressão eleitoral –O PSTU não tem deputados federais e o PSOL tem três.
O presidente do sindicato, Altino Melo Prazeres, militante do PSTU, disse que há petistas, militantes do PC do B e até tucanos na base da categoria.
PSOL e PSTU também são as principais forças que organizam as paralisações nas universidades estaduais, espaços em que o PT perdeu terreno desde meados da década de 2000.
Durante a greve, os metroviários receberam apoio de todas as centrais sindicais, inclusive a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a UGT (União Geral dos Trabalhadores), atualmente dirigida por filiados do PSD e que no passado foi próxima ao PSDB.
A Força Sindical também manifestou apoio à greve e pediu que Alckmin negociasse com os metroviários. Os principal dirigente da central é o deputado federal Paulinho da Força (SP), líder do Solidariedade, que já fechou apoio ao senador tucano Aécio Neves na disputa presidencial. O presidente da central, Miguel Torres, oferecido pelo Solidariedade para ser vice de Aécio, também declarou apoio aos metroviários e fez críticas ao governador.
Em greve desde maio, o Sindsaúde, sindicato que representa os servidores estaduais da saúde, é filiado à CUT, e o presidente da entidade, Gervásio Foganholi, é militante do PT.
Professores, rodoviários e servidores
O prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), enfrentou nas últimas semanas pelo menos quatro greves: professores, motoristas e cobradores de ônibus, servidores municipais e agentes da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) –estas duas últimas comandadas por sindicatos filiados à CUT.
A direção do sindicato que representa os professores, o Sinpeem, é próxima ao PPS, sigla de oposição ao PT e alinhada aos tucanos no plano nacional. A entidade é presidida há 27 anos por Claudio Fonseca, ex-vereador do PPS em São Paulo. A paralisação, no entanto, teve forte adesão dos setores petistas da base do sindicato.
O Sindsep, sindicato dos servidores municipais, também é filiado à CUT, e a maioria de seus são militantes do PT. O sindicato comandou uma greve que durou uma semana, com críticas e cobranças diretas a Haddad.
Já a paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus foi organizada por trabalhadores insatisfeitos com a direção do Sindmotoristas, entidade filiada à UGT e presidida por Valdevan Noventa, integrante do PDT.
A proximidade com a Copa do Mundo pressionou a prefeitura a resolver os impasses com as categorias. Para evitar novas paralisações, Haddad está elaborando um pacote de reajustes para diversos segmentos.
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Sindicato
Sindicato dos Metroviários de SP – não é filiado a nenhuma central
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Presidente
Altino Melo Prazeres, filiado ao PSTU
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Partidos
A direção é composta por militantes do PSTU, que são majoritários, e do PSOL. Há na base militantes do PCdoB e do PT.A direção é composta por militantes do PSTU, que são majoritários, e do PSOL. Há na base militantes do PCdoB e do PT
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Duração da greve
4 a 9 de junho
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Sindicato
Sindmotoristas – filiado à UGT (União Geral dos Trabalhadores)
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Presidente
Valdevan Noventa, filiado ao PDT
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Partidos
A UGT tem forte ligação com o PSD. Vale lembrar que a greve foi organizada por fora da direção do sindicato, por meio de dissidentes.
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Duração da greve
20 a 22 de maio
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Sindicato
Simpeem – não é filiado a nenhuma central
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Presidente
Presidente
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Partidos
Além do PPS, que está na direção, há setores ligados ao PT, PSOL e PSTU
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Duração da greve
23 de abril a 3 de junho
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Sindicato
Sindsep ? filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores)
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Presidente
Sergio Ricardo Antiqueira, filiado ao PT
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Partidos
Vários diretores do sindicato são filiados ao PT
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Duração da greve
27 de maio a 3 de junho
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Sindicato
Sindviários – filiado à CUT
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Presidente
Reno Ale
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Partidos
A CUT é historicamente ligada ao PT
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Duração da greve
4 e 5 de junho
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Sindicato
Sindsaúde – filiado à CUT
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Presidente
Gervásio Foganholi, filiado ao PT
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Partidos
PT
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Duração da greve
Desde 26 de maio

Agora começo a entender a razão do PT não ter regulamentado a lei de greve até hoje.
Prometerem regulamentar, estão no poder a 12 anos e NADA!
Deve ser prevendo que, caso percam a eleição esse ano, a partir de 2015 vão estourar greves por todo lado no Brasil. Esse é o método moderno do PT fazer gestão pública, PROMETER E NÃO FAZER!!!
Começa hoje a Copa das Copas
O Brasil chega a um dos dias mais importantes de sua história em relativa paz; negociação entre governo e movimentos sociais conteve protestos, como do MTST, que poderiam acontecer nesta quinta-feira, quando Brasil e Croácia darão o pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2014; em São Paulo, metroviários rejeitaram, na noite de ontem, a continuidade de uma greve abusiva, que poderia colocar em risco o deslocamento dos torcedores até o Itaquerão; num país em que agentes político-midiáticos como Veja torciam contra e previam que os estádios ficariam prontos só em 2038, já é uma vitória; "Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios. Os estádios estão aí, prontos", lembrou a presidente Dilma Rousseff, em seu pronunciamento em rede nacional, na última terça.
Às vésperas da Copa, o Brasil tem uma imagem positiva em boa parte do mundo, especialmente entre os mais jovens, segundo pesquisa do Pew Research Center, divulgada nesta quarta-feira. Pelo menos metade da população de 24 dos 37 países em que o instituto de pesquisas americano fez entrevistas sobre o tema tem uma visão favorável do Brasil.
O país é mais bem visto principalmente na América Latina, com destaque para Chile, Venezuela e Peru, e na Ásia, em especial na Coreia do Sul, no Japão e no Vietnã. Na Europa, o país é bem avaliado por grande parte dos franceses, poloneses e gregos.