Judiciário

Habeas corpus de Temer será julgado na próxima semana na 1ª turma do TRF-2

Foto: HO / AFP

O desembargador Antônio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), decidiu nesta sexta-feira enviar para a primeira turma especializada do TRF-2 a análise do pedido de habeas corpus do ex-presidente Michel Temer , preso ontem na Operação Lava-Jato por determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. E marcou o julgamento para a próxima quarta-feira, dia 27

Temer foi preso na operação Descontaminação, um desdobramento da Operação Radioatividade, que investiga desvios nas obras da Usina de Angra 3 e tem como base a delação do empresário José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, que menciona pagamentos de R$ 1 milhão em 2014.

Para o advogado Thiago Machado, um dos defensores do ex-presidente, a prisão do emedebista é um abuso de direito.

— Não diria que é abuso de autoridade. A autoridade judiciária tem a prerrogativa quando entender ser necessário. Mas entendo ser um abuso de direito na medida em que não há fundamento legal e embasamento concreto para que seja determinada uma medida dessa natureza — afirmou o advogado.

Machado disse ainda que a operação “é mais uma suspeita que é levantada sem qualquer elemento”:

— Eles fazem essa vinculação dizendo que o ex-presidente seria chefe de uma organização, mas sem qualquer embasamento probatório — disse. — Falou-se que ele poderia vir a representar algum tipo de risco, mas o ex-presidente já está afastado de suas funções públicas desde o final do ano passado e já não mais representa, e nem nunca representou, qualquer tipo de ameaça ao processo. Ele está e sempre esteve à disposição do Judiciário para prestar os esclarecimentos que sejam necessários.

Temer passou a noite na sala do corregedor da Polícia Federal , que ganhou uma cama improvisada, no terceiro andar do prédio do órgão do Rio. Segundo o site G1, a sala tem 20 metros quadrados e é uma das poucas no edifício que tem banheiro privativo, e conta também com ar-condicionado e frigobar.

Inicialmente, Temer iria ser levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Niterói, para onde foi levado o ex-ministro Moreira Franco e onde está preso também o ex-governador Luiz Fernando Pezão. Mas o juiz federal Marcelo Bretas aceitou um pedido da defesa de Temer e determinou que ele ficasse no prédio da PF.

Além de Temer, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, determinou as prisões preventivas de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima; do ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco; e de Maria Rita Fratezi, Carlos Alberto Costa, Carlos Alberto Costa Filho, Vanderlei de Natale e Carlos Alberto Montenegro Gallo — apenas este último ainda não havia se entregado até as 21h30m de ontem. Bretas também determinou as prisões temporárias de Rodrigo Castro Alves Neves e Carlos Jorge Zimmermann. Eles são acusados de formar uma organização criminosa liderada por Temer, que atuou na construção da usina nuclear de Angra 3, praticando crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação.

No pedido de prisão, o MPF argumenta ser “fundamental se lembrar que (Temer) era líder de organização criminosa com reconhecida periculosidade e gravidade”. A referência ao ex-presidente como “líder da organização criminosa” também aparece na sentença assinada por Bretas, que aponta Temer como “principal responsável pelos atos de corrupção” ocorridos ao longo dos últimos 40 anos no Rio. Segundo os procuradores, a organização chefiada por Temer teria recebido ou cobrado propina no valor total de R$ 1,8 bilhão nesse período , em diversas frentes.

O Globo

 

Opinião dos leitores

  1. Alô, Polícia Federal!
    Por que ainda não prenderam o Renan Calheiros?
    O que está faltando, a autorização de Gilmar?

  2. Passar o final de semana preso será uma situação muito difícil para Temer e Moreira Franco (genro de Rodrigo Maia). Homens ligados ao poder, que passaram a vida dentro dos palácios governamentais, cercados de pessoas a lhes servir, vão experimentar pagar por crime cometido.
    Todos os ex governadores, vivos, do Rio de Janeiro estão presos. Qual a lição que o povo carioca pode tirar?
    Michel Temer em parceria com Eduardo Cunha mandavam no MDB, abriam e fechavam a porta que queriam, determinavam e diziam os caminhos do partido. Com isso, tanto eles como muitos outros políticos tinham a certeza da impunidade.
    A lava jato precisa ser mais abrangente, tem que andar pelas capitais dessas terras de Cabral.

  3. Pouco mais de 90 dias e Temer era presidente com tudo que tinha direito e uma tropa de bajuladores. Hoje confinado a uma cela de 20 metros quadrados, isolado e convivendo em ambiente carcerário, quem diria, quanta mudança!
    Estamos estranhando pois até 02 anos atrás a regra era: impunidade!
    Sendo político que ocupou cargos importantes e tendo influência política, era praticamente intocável.
    Mas algumas mudanças ocorreram, pois a corrupção saiu do controle e passou a ser forma de governo, o país estava seguindo rápido para o fundo do poço moral, legal e ético.
    De 2016 aos dias atuais vimos pessoas com ocupavam cargos e funções como grandes empresários, banqueiros, diretores de estatais, presidentes de empresas, deputados, senadores, ministros e ex presidentes respondendo pelos crimes cometidos.
    Paralelo a isso vemos uma máquina pública inquieta, preocupada e trabalhando para proteger os presos e condenados.
    Seria uma demonstração de cumplicidade ou medo de também ser preso por envolvimento com aqueles que já pagam pelos crimes cometidos?
    Não há prazer, nem gosto agradável em ver pessoas social e politicamente bem sucedidas sendo presas, mas praticaram crimes e precisam responder por eles. A justiça precisa e deve ser respeitada, pois a ordem social se mantém quando as leis são respeitadas e alcançam todos, sem distinção de cor, credo, classe social ou partido político.

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Presidente do PL, Valdemar Costa Neto, diz que Jair Bolsonaro pode concorrer à Presidência em 2030: “forte candidato”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (5) que Jair Bolsonaro poderá voltar a disputar a Presidência da República em 2030 pelo partido.

Em entrevista à CNN, Valdemar declarou que acredita na possibilidade de uma nova candidatura do ex-presidente caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito neste ano. “O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro”, afirmou.

Valdemar também classificou como “surpreendente” o desempenho de Flávio no primeiro turno, quando o senador terminou à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avançou para o segundo turno.

O dirigente atribuiu ainda ao carisma de Jair Bolsonaro parte do desempenho do PL nas eleições para o Congresso. A legenda terá a maior bancada nas duas Casas.

Sobre o ex-presidente, Valdemar afirmou que ele está com a saúde melhor e que poderá contribuir com um eventual governo de Flávio. “Ele é muito novo ainda e é muito forte. […] Tenho certeza de que vai contribuir muito para o governo do Flávio”, disse.

Com informações de CNN Brasil

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Votação de Lula cai em 98% dos 5.569 municípios brasileiros em relação ao primeiro turno de 2022

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A votação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou em 98% dos 5.569 municípios brasileiros no primeiro turno de 2026, na comparação com o desempenho registrado em 2022. No total, o presidente perdeu cerca de 3,4 milhões de votos e passou de 48,43% para 45,16% dos votos válidos.

A queda ocorreu em municípios de diferentes tamanhos e perfis socioeconômicos, mas foi mais acentuada em algumas regiões. Uma das principais áreas de recuo está concentrada em Goiás, no interior de Minas Gerais e no Matopiba, região que reúne áreas do oeste da Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins e tem forte presença do agronegócio.

Em Guarani de Goiás, por exemplo, Lula caiu de 65% para 40% dos votos, uma redução de 25 pontos percentuais. No município, Flávio Bolsonaro (PL) teve 27% e Ronaldo Caiado (PSD), 32%.

Em Cachoeira Dourada (GO), na divisa com Minas Gerais, Lula recuou de 66% para 50%. No mesmo município, Flávio passou de 29%, obtidos por Jair Bolsonaro em 2022, para 41% neste ano.

Outra área de forte queda aparece na Região Sul, especialmente no centro do Paraná, no oeste de Santa Catarina e em grande parte do Rio Grande do Sul.

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Trump elogia rapidez da apuração no Brasil e critica sistema eleitoral dos EUA

Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou nesta segunda-feira (5) a rapidez da apuração do primeiro turno das eleições brasileiras e aproveitou para criticar novamente o sistema eleitoral americano.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou: “125 milhões de pessoas votaram hoje no primeiro turno da eleição presidencial do Brasil. Os resultados saíram logo após o encerramento da votação, NO MESMO DIA!”.

Imagem: Reprodução

Na sequência, comparou a apuração brasileira com a dos Estados Unidos. “Em Detroit, Filadélfia, Califórnia e inúmeras outras cidades e estados dos EUA, os resultados, com números muito menores, muitas vezes levam semanas para ser manipulados, quer dizer, calculados. A votação nos Estados Unidos é CORRUPTA!!!”, escreveu.

Trump não comentou diretamente o desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Na publicação, o presidente americano chegou a citar a Índia como local da eleição, mas corrigiu a informação posteriormente.

Antes do primeiro turno, Trump havia classificado a eleição brasileira como “muito importante” e afirmado que acompanhava o processo. O Departamento de Estado dos EUA, por sua vez, negou interferência no pleito e afirmou que respeita a soberania brasileira e defende eleições livres.

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Bolsa dispara 9,1% e passa dos 209 mil pontos, após 1º turno das eleições

Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O mercado financeiro reagiu com forte alta ao resultado do primeiro turno das eleições. O Ibovespa, principal índice da B3, superou pela primeira vez os 200 mil pontos e chegou a 209.605 pontos nesta segunda-feira (5), alta de 9,1%.

Por volta das 12h30, o índice estava em 208.193 pontos, com avanço de 8,37%. Na sexta-feira (2), a Bolsa havia encerrado o pregão aos 192,1 mil pontos.

A forte valorização ocorre após Flávio Bolsonaro (PL) terminar o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.

Investidores reagiram positivamente à possibilidade de mudança na condução da política econômica e a expectativas de maior controle das contas públicas. A avaliação, porém, ainda depende das propostas dos candidatos e do cenário político até o segundo turno.

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Eleições de 2026 provocam mudanças em seis cadeiras da Câmara de Natal; veja quem deve assumir

Albert Dickson, Chagas Catarino, Felipe Alves, Robério Paulino, Júlia Arruda e Professor Carlos Silvestre | Fotos: Reprodução

A Câmara Municipal de Natal terá seis mudanças na composição a partir de 2027. Vereadores eleitos em 2024 conquistaram vagas para o Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa nas eleições deste ano e deixarão o Legislativo municipal.

Samanda de Lula (PT), eleita senadora, abrirá uma vaga para a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB). A tendência é que a cadeira seja ocupada pela ex-vereadora Júlia Arruda (PCdoB), atualmente secretária estadual das Mulheres.

Daniel Valença (PT), eleito deputado estadual, também deixará uma vaga para a federação. O nome seguinte na lista é o Professor Carlos Silvestre (PT).

Thabatta Pimenta (PV), eleita deputada federal, conquistou o mandato de vereadora em 2024 pelo PSOL. Por isso, a substituição seguirá a composição daquela eleição, com o professor Robério Paulino (PSOL) como possível sucessor.

Nina Souza (PL), eleita deputada federal, e Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual, foram eleitas vereadoras em 2024 pelo União Brasil. Por isso, as duas vagas serão preenchidas por suplentes da legenda. Felipe Alves (União Brasil) é o primeiro nome da lista, seguido por Chagas Catarino (União Brasil).

Já Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual, permaneceu na legenda durante as eleições deste ano. Com isso, a terceira vaga do União Brasil deverá ficar com Albert Dickson (União Brasil), seguindo a ordem de suplência.

A convocação dos suplentes ocorre de forma sucessiva. O primeiro nome é chamado para assumir o mandato e, caso se licencie, o próximo suplente pode ser convocado para ocupar a cadeira durante o afastamento.

Esse mecanismo já ocorreu em 2025, quando Felipe Alves assumiu a vaga de Nina Souza. Depois, ao se licenciar para comandar a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), a cadeira passou para Chagas Catarino.

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Pessoas que não foram votar ou votaram em branco ou nulo para governo do RN somam 25,2%, totalizando 669.539 eleitores

Foto: Hugo Andrade/Inter TV

Um total de 669.539 eleitores do Rio Grande do Norte não deram um voto válido para o governo estadual no primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). O número reúne abstenções, votos brancos e nulos e representa 25,2% dos 2,6 milhões de eleitores aptos no estado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na disputa pelo governo, foram 488.493 abstenções (18,3%), 104.522 votos nulos (4,8%) e 76.524 votos em branco (3,5%).

Para a Presidência, os números foram semelhantes: 488.812 eleitores não compareceram às urnas (18,3%), enquanto 65.943 anularam o voto (3%) e 33.172 votaram em branco (1,5%).

A abstenção ficou acima da registrada no primeiro turno de 2022, quando 18,1% dos eleitores potiguares não compareceram. Naquele ano, a taxa caiu para 17% no segundo turno. Em 2018, a abstenção no primeiro turno foi de 17,1%.

Apesar do percentual de ausência, eleitores relataram longas filas em algumas seções eleitorais do estado, com espera superior a três horas para conseguir votar.

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João Câmara registra maior votação de Benes Leocádio no RN e consolida força de grupo político

Foto: Divulgação

João Câmara entrou para a história da votação do Deputado Federal Benes Leocádio no Rio Grande do Norte. Com 6.021 votos, o parlamentar alcançou no município sua maior votação em todo o estado, superando os números registrados em Natal, São Gonçalo do Amarante e Mossoró, que são os maiores colégios eleitorais potiguares.

O resultado é apontado como reflexo da articulação política construída pela prefeita Aize Bezerra e pelo seu grupo político local.

Mas a força demonstrada nas urnas foi ainda maior. Dentro do mesmo sistema de articulação, um grupo também foi organizado por ela para apoiar o Deputado Dr. Bernardo, que teve em João Câmara mais de 3.200 votos.

Somados, os dois resultados representam quase 10 mil votos destinados a Deputados Federais dentro de uma mesma articulação política, um desempenho que chama atenção pelo tamanho e pela organização.

Mais do que números, o resultado revela a capacidade de mobilização de um grupo político quando existe uma pauta comum.

A votação expressiva de Benes e o desempenho de Dr. Bernardo colocam João Câmara novamente no centro do debate político estadual e demonstram que, quando um grupo se une em torno de objetivos comuns, a força das urnas pode ultrapassar os limites do município.

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Câmara terá 183 deputados de primeiro mandato em 2027; PL lidera renovação com 46 novatos em bancada de 121 parlamentares

 

A Câmara dos Deputados terá 183 parlamentares em primeiro mandato a partir de 2027. O número representa 35,7% das 513 cadeiras da Casa e corresponde à menor proporção de novos deputados registrada nas últimas quatro eleições.

O PL concentra o maior número de parlamentares que chegarão à Câmara pela primeira vez. Dos 183 deputados de primeiro mandato, 46 são da legenda. O PT aparece em seguida, com 22.

União Brasil terá 16 estreantes, enquanto o Republicanos terá 15. PSD e Podemos aparecem na sequência, com 14 e 13 deputados de primeiro mandato, respectivamente. A contagem considera a relação dos parlamentares eleitos que nunca exerceram mandato na Câmara.

São Paulo, dono da maior bancada estadual da Casa, também terá o maior número absoluto de novos deputados. Das 70 cadeiras destinadas ao estado, 26 serão ocupadas por parlamentares que chegam à Câmara pela primeira vez.

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TSUNAMI DE VOTOS: PL bate recordes no Congresso, elege 121 deputados e conquista 19 vagas no Senado

Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O PL saiu do primeiro turno das eleições de 2026 com resultados recordes no Congresso. O partido de Flávio Bolsonaro elegeu 121 dos 513 deputados federais e conquistou 19 das 54 vagas ao Senado que estavam em disputa neste ano.

Na Câmara, o resultado mantém o PL como a maior bancada. Segundo projeção do UOL baseada em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trata-se do melhor desempenho de um partido desde 1986, quando o MDB conquistou 260 cadeiras. A legenda terá 51 deputados a mais que o PT, segundo colocado. Em 2018, o PSL elegeu 52 deputados e, em 2022, o PL conquistou 99 vagas.

Dois candidatos do PL também registraram as maiores votações para deputado federal. Nikolas Ferreira foi reeleito por Minas Gerais com mais de 3,1 milhões de votos, enquanto Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, conquistou uma cadeira na Câmara com pouco mais de 3 milhões.

O crescimento também ocorreu no Senado. O PL conquistou 19 das 54 cadeiras disputadas, contra oito vagas obtidas em 2022. Em 2018, o PSL, partido de Jair Bolsonaro à época, havia elegido quatro senadores. Entre os nomes eleitos neste domingo está Michelle Bolsonaro, que conquistou uma vaga pelo Distrito Federal com quase 1 milhão de votos.

Nos estados, uma em cada cinco cadeiras em disputa nas assembleias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal ficou com o PL. A legenda também elegeu cinco governadores no primeiro turno: Jorginho Mello, em Santa Catarina; Luciano Zucco, no Rio Grande do Sul; Sergio Moro, no Paraná; Marcos Rogério, em Rondônia; e Arthur Henrique, em Roraima.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Valdemar descarta Alcolumbre e diz que PL vai apoiar Rogério Marinho para presidir o Senado

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido vai disputar a presidência do Senado em 2027 e trabalhar pela eleição do senador Rogério Marinho (PL-RN) para o comando da Casa. Em entrevista ao SBT News, ele também descartou um acordo para apoiar a permanência do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP).

“O Rogério é o que reúne as melhores condições para ser presidente do Senado, é muito preparado. Nós vamos ter o PP do nosso lado, vamos ter o União Brasil, vamos ter o Republicanos. Nós fazemos maioria lá”, afirmou Valdemar. Questionado sobre uma eventual composição com Alcolumbre, respondeu que o nome do senador está “totalmente descartado”.

A declaração ocorre após o PL eleger 19 senadores neste domingo (4). Com os parlamentares que permanecem no exercício do mandato, a legenda deverá iniciar 2027 com 28 integrantes e será a maior bancada do Senado.

Valdemar afirmou ainda que o PL pretende participar das negociações pela presidência da Câmara e demonstrou resistência a apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB). Segundo ele, caso o partido fique com o comando do Senado, a negociação com outras legendas poderá envolver abrir mão da presidência da Câmara.

Com informações do SBT News

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