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Henrique vai propor urgência para analisar projetos sobre protestos

henrique-alvesO presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), prometeu pedir urgência na análise dos projetos de lei que preveem medidas mais duras para quem pratica atos violentos em protestos, sejam policiais ou manifestantes. Ele vai propor na próxima reunião de líderes, na terça-feira, que uma única proposta seja analisada em plenário, em regime de urgência. Com isso, ela seria votada na semana seguinte.

— São dez projetos de lei na Casa, que serão apensados em um só. Não é nada de segurança nacional nem terrorismo, mas uma nova lei diante de configurações novas, amadurecida num debate sereno que travaremos no plenário. A Câmara vai agir, sim — disse Alves ao GLOBO.

Reportagem publicada nesta quinta-feira pelo jornal mostrou que, até agora, o Congresso foi incapaz de dar uma resposta concreta à violência nas manifestações. Desde junho de 2013, quando os protestos levaram multidões às ruas, 16 projetos de lei foram apresentados na Câmara e no Senado, a maior parte em reação à violência policial e de black blocs. Todos estão parados nas comissões de Segurança Pública, na Câmara, e de Constituição e Justiça, no Senado.

Após a morte do cinegrafista da Bandeirantes Santiago de Andrade, atingido por um rojão em um protesto no Rio no último dia 6, voltou a ganhar importância no Congresso a criação de novos dispositivos legais — ou a alteração dos já existentes — para coibir a violência em manifestações. Os integrantes das comissões onde tramitam os projetos apontam algumas razões para a falta de avanços, como o recesso parlamentar e a chegada de novas propostas a cada episódio violento.

A maioria das 12 propostas na Câmara prevê a proibição do uso de máscaras por manifestantes, inclusive com previsão de aumento de pena a quem se aproveitar do anonimato para danificar o patrimônio público ou privado. Há também previsão de penas para uso de armas e objetos que possam ferir outras pessoas, como sinalizadores. No Senado, um projeto tipifica o crime de vandalismo, e outro sugere alteração no Código Penal para punir a prática. Outra lei que poderia ser alterada, segundo os parlamentares, é a de Contravenções Penais, a fim de punir o uso de máscaras.

Dos 12 projetos na Câmara, dez devem ser reunidos em uma única proposta, como explicou Alves. Seus autores têm diferentes matizes políticas. Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP) propõe proibir o uso de máscaras e outros objetos que escondam o rosto. Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, quer tratamento diferenciado para quem praticar vandalismo. Chico Alencar (PSOL-RJ) defende a proibição do uso de armas nas manifestações e a garantia do princípio da não violência.

O presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara, deputado Otávio Leite (PSDB-RJ), acredita que os líderes dos partidos vão aprovar o regime de urgência para a análise da proposta:

— Não se trata de criminalizar os movimentos sociais, mas de combater os excessos — afirmou.

No Senado, texto controverso

Segundo o relator escolhido, o deputado Efraim Filho (DEM-PB), dois pontos terão destaque: o agravamento para o crime de dano ao patrimônio, com proposta de alteração do Código Penal, e a proibição do uso de máscaras:

— A Constituição Federal garante a manifestação, mas veda o anonimato.

No Senado, até agora, o foco está num controverso projeto que tipifica o terrorismo. Já aprovado numa comissão especial mista, ele tem um texto genérico e desperta preocupação, inclusive no Palácio do Planalto, pela possibilidade de manifestantes serem enquadrados como terroristas. Mas tanto o relator como o presidente da comissão, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), respectivamente, garantem que o projeto não abrange os movimentos sociais. O texto será discutido semana que vem.

Os senadores da Subcomissão de Segurança Pública avaliam a proposta apresentada na quarta-feira pelo secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Esse texto é semelhante aos que tramitam na Câmara e no Senado e a ideias em análise pelo Ministério da Justiça.

Ministro da Justiça quer cautela

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, recomendou cuidado na elaboração de leis coibindo o terrorismo no Brasil. Segundo ele, as manifestações populares são livres e não podem ser confundidas com vandalismo ou agressões. O governo trabalha na elaboração de um projeto de lei para coibir atos de violência como o que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

— Temos que ter equilíbrio. Se, por um lado, não podemos coibir a liberdade de manifestação, nós temos que garantir a liberdade de manifestação, inclusive proteger manifestantes que querem se expressar democraticamente, de outro lado nós não podemos tolerar o vandalismo, não podemos tolerar pessoas que utilizam manifestações para praticarem atos ilícitos — disse o ministro.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Que ver se vão "enquadrar" o MST e suas manifestações violentas, como a desta semana em Brasília, ou obstruindo as BRs. Duvido que o governo tenha peito para isso. Dois pesos e duas medidas. Esta lei não vai "colar".

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VÍDEO: Flávio diz que que estão tentando enterrá-lo vivo e que Lula aparelha a PF

Flávio Bolsonaro durante evento em Sorocaba - metrópolesFoto: reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (16/5) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é corrupto e “aparelha” a Polícia Federal (PF).

“A gente não vai permitir que esses canalhas continuem governando o nosso país. Um governo corrupto, que persegue adversários políticos. Eles aparelharam até a Polícia Federal, trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do careca do INSS, para tentar manipular as investigações. Tem que devolver o dinheiro roubado dos aposentados do INSS, Lula. Você rouba os idosos desse Brasil”, disse o senador em seu discurso.

 

Em meio à crise na pré-campanha diante da divulgação de diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e das suspeitas envolvendo o financiamento do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio fez inúmeras críticas a Lula e ao PT, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado em Sorocaba, no interior paulista.

Parte do discurso de Flávio fez referência à troca feita na PF na área responsável por investigar as fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, tocado pelo delegafo Guilherme Figueiredo, e passou um setor que investiga políticos com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF), chamado de Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

Flávio se diz “vítima de perseguição” para “enterrá-lo vivo”

O pré-candidato ainda disse que está sendo vítima de “perseguições” e de um “tudo ou nada” para “enterrá-lo vivo”.

O evento foi marcado pelo tema da segurança pública. O ex-senador Eduardo Bolsonaro (PL) apareceu em um vídeo gravado dizendo que Derrite será “peça fundamental” para Flávio implementar no Brasil o “método Bukele”.

A declaração faz referência ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que afirma ter erradicado o crime no país graças ao encarceramento em massa. No evento, Derrite também defendeu o modelo do país da América Central.

Flávio e Derrite também defenderam que grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas. A medida é defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e rechaçada pelo governo Lula.

Metrópoles

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Flávio Bolsonaro se reúne com Simone Marquetto, uma das cotadas para ser sua vice

Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro voltou a se reunir com a deputada federal Simone Marquetto, apontada como uma das possíveis candidatas a vice em sua eventual chapa à Presidência da República.

O encontro aconteceu na noite desta sexta-feira (15), durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, em Campinas (SP). A conversa foi articulada pelo deputado Maurício Neves, presidente estadual do PP em São Paulo e defensor da presença de Marquetto na chapa.

Segundo aliados, o diálogo foi rápido e cordial. Flávio e Simone já haviam se encontrado em abril, quando o senador teria demonstrado entusiasmo com o nome da deputada. Apesar disso, a definição da vice deve ficar para mais perto das convenções partidárias.

Nos bastidores, o PL trabalha para escolher uma mulher como vice. O objetivo é ampliar o alcance da chapa entre mulheres, evangélicos e eleitores do Nordeste.

A senadora Tereza Cristina ainda é um dos nomes mais lembrados, mas tem resistido à possibilidade de assumir a vaga.

Outras opções que circulam no entorno bolsonarista são a deputada federal Clarissa Tércio, ligada à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a vereadora Eliza Virgínia, conhecida pela atuação em pautas conservadoras e pela forte presença no meio evangélico.

Aliados avaliam, porém, que o nome de Eliza teria mais potencial para reforçar a base bolsonarista já consolidada do que para atrair novos eleitores, além de possuir menor projeção nacional.

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PESQUISA DATAFOLHA: Lula e Flávio têm 45% das intenções de voto no 2° turno

Foto: SEAUD/PR e Vittor Sales/Divulgação

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pelo jornal “Folha de S. Paulo” mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

Em abril, Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 46%, contra 45% de Lula. O quadro era de empate técnico.

Segundo Datafolha, a maioria das entrevistas aconteceu antes da revelação das conversas entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, de acordo com instituto. A reportagem que vazou os diálogos foi publicada na quarta-feira (13).

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre terça (12) e quarta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.

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IMPACTO BILIONÁRIO: Fim da escala 6×1 pode deixar mais caros imóveis do Minha Casa, Minha Vida, aponta estudo

Foto: Agência Brasil

Um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção aponta que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas podem encarecer imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.

O levantamento calcula impacto anual de R$ 20,3 bilhões caso as horas reduzidas sejam compensadas com pagamento de horas extras.

Segundo a entidade, a mão de obra representa cerca de 60% do custo das moradias populares. Com a mudança, o setor estima aumento de até 15% nos gastos com trabalhadores, o que pode elevar o preço final dos imóveis e dificultar o acesso da população de baixa renda à casa própria.

A pesquisa também estima perda de quase 600 milhões de horas trabalhadas por ano. Para manter o ritmo atual das obras, o setor vê três alternativas: contratar cerca de 288 mil novos trabalhadores, com custo adicional de R$ 13,5 bilhões por ano; ampliar o uso de horas extras; ou reduzir o ritmo das construções, com atrasos nas entregas e queda de produtividade.

A CBIC afirma ainda que o cenário de baixo desemprego pode dificultar novas contratações. A taxa de desemprego terminou 2025 em 5,1%, o menor índice da história do país.

Outro ponto destacado pelo estudo é o avanço dos custos da construção acima da inflação. Enquanto o IPCA acumulou alta de 4,44% em 12 meses até janeiro de 2026, o custo da mão de obra da construção civil subiu 8,93% no mesmo período.

A entidade defende que mudanças na jornada de trabalho sejam acompanhadas de medidas para aumentar a produtividade do setor.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Álvaro Dias recebe apoios em Tibau e conhece projeto da Economia do Mar para impulsionar o desenvolvimento da Costa Branca

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu novos apoios políticos no município de Tibau, durante agenda na região da Costa Branca potiguar. Na visita, Álvaro também conheceu o projeto “Economia do Mar”, iniciativa voltada ao fortalecimento da atividade pesqueira, incentivo ao pescado e à valorização das famílias que dependem do mar como principal fonte de sustento.

Durante o encontro, declararam apoio ao projeto político de Álvaro em Tibau as lideranças Nildo Cruz, vereador; Padeca, ex-vice-prefeito; e Luiz Nazareno, ex-candidato a prefeito e presidente da Associação Santos Dumont. Durante a agenda, Luiz Nazareno entregou a Álvaro o projeto “Economia do Mar”, com sugestões voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva da pesca, ao incentivo ao pescado e à criação do Museu do Mar, proposta que busca valorizar a cultura marítima e impulsionar o desenvolvimento econômico da região da Costa Branca.

Álvaro destacou a importância de ouvir as demandas específicas de cada região do estado e afirmou que propostas como essas deverão ser tratadas como prioridade em uma futura gestão.

“Receber propostas dessa forma é extremamente importante. Cada região possui uma realidade diferente e, aqui na Costa Branca, vemos a força da economia do mar. São sugestões que incentivam o pescado, fortalecem a atividade pesqueira e valorizam a identidade local, como a criação do Museu do Mar. Quero agradecer pela iniciativa e dizer que são propostas importantes, que serão prioridades em nossa futura gestão”, finalizou.

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Engorda de Ponta Negra aumenta fluxo de turistas e fortalece comércio, dizem entidades do setor turístico, destacando a importância da obra

Foto: Camille Melo/SEMURB

Representantes do setor turístico do Rio Grande do Norte saíram em defesa da engorda da praia de Ponta Negra e classificaram a obra como essencial para preservar o turismo e a economia de Natal. As declarações foram dadas ao portal BNews RN, que ouviu lideranças da hotelaria e do setor de bares e restaurantes.

Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do RN (SHRBSRN), Grace Gosson afirmou que a ampliação da faixa de areia já trouxe aumento no fluxo de pessoas e mais espaço para lazer e eventos.

“Já é possível observar maior atração de público para eventos esportivos, religiosos e para o lazer na praia”, disse.

Ela destacou ainda que, antes da obra, a maré alta limitava bastante o uso da praia e ameaçava o Morro do Careca. “A principal diferença após a engorda foi a proteção do nosso maior cartão-postal contra a erosão marítima”, afirmou.

Grace também defendeu a continuidade das obras complementares. “Ainda existe potencial de crescimento com a esperada reurbanização da praia de Ponta Negra”, pontuou.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, afirmou que hotéis, bares e restaurantes já percebem aumento na circulação de turistas e no consumo.

“A engorda não é apenas uma obra de infraestrutura. Ela representa uma ação estratégica de proteção econômica do turismo de Natal”, declarou.

Segundo Gadelha, antes da intervenção, a erosão comprometia a experiência turística e afetava diretamente os empreendimentos da orla. “Hoje existe uma praia mais ampla, mais segura, mais funcional e visualmente mais atrativa”, disse.

Ele também ressaltou que ainda são necessárias obras complementares de drenagem e reurbanização da orla para resolver problemas como os “espelhos d’água” registrados após chuvas.

Na última quarta-feira (13), a Prefeitura do Natal apresentou informações técnicas sobre o sistema de drenagem implantado na praia e detalhou ações de manutenção e intervenções complementares que estão em andamento.

A engorda de Ponta Negra foi concluída no início de 2025 e custou cerca de R$ 100 milhões. A obra ampliou a faixa de areia em até 100 metros na maré baixa e teve como objetivo conter o avanço do mar e proteger o Morro do Careca.

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PGR denuncia Zema ao STJ por calúnia a Gilmar Mendes em post sobre relação de ministros do STF com o Master

Foto: Pedro Vilela | reprodução/instagram

A Procuradoria-Geral da República denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Superior Tribunal de Justiça pelo crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

A acusação tem como base uma publicação feita por Zema nas redes sociais em abril, em que bonecos com vozes semelhantes às de Gilmar Mendes e Dias Toffoli ironizam o chamado caso Tayayá.

No vídeo, o boneco de Toffoli pede a Gilmar que anule quebras de sigilo relacionadas à CPI do Crime Organizado do Senado. Em troca, o personagem que representa Gilmar pede uma “cortesia” no resort Tayayá, empreendimento no qual Toffoli tinha participação acionária.

O caso ganhou repercussão após o Estadão revelar que o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, comprou as cotas de Toffoli no resort.

A denúncia foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também pediu o pagamento de indenização equivalente a 100 salários mínimos, cerca de R$ 162 mil, por danos morais a Gilmar Mendes.

Segundo Gonet, a publicação ultrapassou o limite da crítica política e atribuiu ao ministro práticas criminosas ligadas à administração pública.

“A ofensividade da publicação também se estende à reputação funcional do ministro, ao sugerir que Sua Excelência teria colocado a jurisdição a serviço de interesse privado”, escreveu o procurador-geral.

De acordo com a PGR, o alcance da postagem ampliou os danos à imagem do ministro. O vídeo registrou cerca de 2,8 milhões de visualizações no Instagram e 487 mil no X, antigo Twitter.

O caso será analisado pelo presidente do STJ, Herman Benjamin.

A disputa entre Gilmar Mendes e Romeu Zema também levou parlamentares da oposição a pedir o impeachment do ministro. Gilmar chegou a solicitar a inclusão de Zema no inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, não houve divulgação de novas medidas relacionadas ao pedido.

Com informações de Estadão

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PRINTS: Grupo SETAI GP, que lançou empreendimento de alto luxo em Natal, é campeão de reclamações nas redes sociais em João Pessoa-PB

Prints de comentários nas redes sociais dão uma noção dos problemas enfrentados por clientes do grupo SETAI GP. O grupo paraibano desembarcou em Natal, no fim de 2025, com promessas de elevar o padrão do mercado imobiliário potiguar com empreendimentos de alto luxo, porém na vizinha João Pessoa-PB, enfrenta uma série de reclamações e queixas nas redes sociais, além de uma série de ações na Justiça.

Em um dos casos, um bombeiro civil que afirma ter trabalhado em um condomínio construído pelo grupo citou um outro acidente com elevador, além do que deixou uma mulher de 36 anos paraplégica. “O elevador despencou lá de cima” com quatro pessoas, entre elas uma mulher grávida. “Graças a Deus não aconteceu nada grave”.

Outra moradora do mesmo empreendimento relatou já ter ficado presa em um elevador, antes dos acidentes. “Precisou acontecer uma tragédia para que tivesse visibilidade o descaso que essa construtora está fazendo com seus clientes”, comentou.

Outros moradores disseram evitar usar os elevadores: “Subo mil escadas, mas não confio nesse troço”, comentou uma internauta.“Há ação judicial”, dizem moradores.

Uma diversidade de reclamações pode ser constatada nas redes sociais, citando panes frequentes em elevadores, travamentos, infiltrações, falhas estruturais, suposta ausência de solução definitiva, além de ações judiciais já em andamento.

Em posicionamentos anteriores, a defesa do Grupo SETAI GP argumentou que a responsabilidade pela manutenção dos elevadores passa ao condomínio após a entrega do empreendimento. Sobre as demais reclamações, não houve esclarecimentos específicos.

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Grupo paraibano SETAI GP, que lançou projeto imobiliário em Natal, é campeão de reclamações, problemas e até acidentes em João Pessoa-PB

Imagem: reprodução

O grupo SETAI, da Paraíba, que lançou um empreendimento de alto luxo em Natal no ano passado, prometendo elevar o padrão do mercado imobiliário potiguar, enfrenta uma série de problemas na Paraíba em razão de reclamações de clientes por vícios em obras, ações na Justiça, e pasmem, até a queda de um elevador que deixou uma mulher de 36 anos paraplégica.

Para ingressar em um mercado de alto luxo, o grupo SETAI deveria, pelo menos, dar conta de fazer o básico bem feito.

No caso mais grave, no condomínio residencial Reserve Altiplano 1, em que um elevador caiu, deixando paraplégica uma mulher holandesa de 36 anos, já há decisão judicial ordenando o reparo nos elevadores, alertando para possibilidade de novas quedas livres ou esmagamentos, colocando em risco a vida dos moradores.

Processos ligados a empreendimentos de luxo

Também há registros processuais vinculados à razão social GGP Construções e Incorporações Ltda., empresa ligada ao grupo, envolvendo empreendimentos como “Setai Aquamaris” e “Setai Edition”, em ações que tramitam no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Os processos incluem discussões sobre:

  • obrigações contratuais;
  • responsabilidade civil;
  • questões condominiais;
  • reparos estruturais;
  • pedidos indenizatórios.

O que diz a SETAI

Sobre o acidente em um elevador que deixou uma mulher paraplégica, o advogado Rinaldo Mouzalas, representante do grupo SETAI, afirmou que “as causas do acidente não podem ser definidas por vídeos, manchetes ou versões precipitadas. Elas precisam ser apuradas tecnicamente, com análise completa do histórico dos equipamentos”. Ele ainda sugere que que a culpa poderia recair sobre a administração condominial. No entanto, moradores afirmam que os equipamentos já apresentavam sinais claros de precariedade há anos.

Em momento algum, há uma explicação convincente do grupo sobre por que os elevadores, segundo denúncias dos próprios condôminos, estavam operando em condições consideradas inadequadas.

Além disso, o acidente ocorreu em meio a um histórico já conhecido de ações judiciais envolvendo empreendimentos entregues com problemas estruturais e falhas apontadas por compradores.

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Bolsonaro tem quadro persistente de desequilíbrio corporal, dizem médicos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Relatório médico apresentado hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal) diz que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta quadro persistente de desequilíbrio corporal.

Segundo o boletim médico, Bolsonaro está em “quadro persistente e inalterado de instabilidade do equilíbrio corporal”. O documento é assinado pelo médico Brasil Ramos Caiado.

Melhora de crises de soluços

O boletim também detalha que o ex-presidente apresentou melhora das crises de soluços após um ajuste terapêutico. Na semana passada, os médicos indicavam que Bolsonaro passou por intensas crises de soluços.

Bolsonaro está usando tipoia

O documento também diz que o ex-presidente tem mantido de forma regular, diariamente, o protocolo de fisioterapia motora leve, além do uso de tipoia para imobilização parcial do ombro que passou por cirurgia.

Bolsonaro passou por uma cirurgia no começo do mês no ombro direito, para fixação das lesões do manguito rotador. O procedimento durou cerca de cinco horas. Segundo o boletim, o ex-presidente tem se recuperado bem.

Bolsonaro está em prisão domiciliar. O ex-presidente também está em prisão domiciliar temporária, pelo período de 90 dias, para tratar uma broncopneumonia.

UOL

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