Economia

‘Hoje, o maior latifundiário do País é o índio’, diz secretário

O secretário especial de Assuntos Fundiários, Luiz Antonio Nabhan Garcia, afirmou ontem que o governo de Jair Bolsonaro precisa enfrentar uma espécie de “maldição de viés político e ideológico”, arraigada nas instituições, se não quiser fracassar Nabhan citou como decisão ideológica a desapropriação de uma área de 500 mil hectares, em Mato Grosso, com base em estudo antropológico que indicava a presença de “seis a dez índios” no local.

“Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio”, disse ele. Presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), amigo de Bolsonaro e responsável pela reforma agrária, Nabhan foi alvo de críticas, recentemente, por ter recusado pedidos de parlamentares para nomeações no Incra, mas afirmou não acreditar em retaliação no Congresso por causa de cargos. “Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário”, argumentou.

O governo decidiu reabrir nomeações do segundo escalão, que haviam sido suspensas após problemas no Incra. Como assegurar agora que essas indicações sejam técnicas?

Quando aceitei o convite para estar aqui à frente da secretaria, deixei claro que nunca fui político. Minha função aqui é tentar reverter, de forma técnica, o que há de pior nessas situações fundiárias, que foram resultado de governos anteriores. Havia aqui forte influência política e ideológica, principalmente no Incra.

Mas partidos que podem vir a compor a base aliada ameaçam votar contra propostas consideradas prioritárias para o ajuste fiscal, como a reforma da Previdência, se não conseguirem cargos O sr. acha mesmo possível conter esse “toma lá, dá cá”?

A gente tenta conciliar as indicações políticas, porque os parlamentares fazem parte de todo esse processo. Nós dependemos do Congresso para as mudanças. Então, é evidente que precisamos ter uma boa relação. Mas as nomeações não podem ter um viés ideológico.

A reforma da Previdência também traz mudanças para o trabalhador do campo. Isso não pode forçar o êxodo rural?

Não. A proposta é muito boa e o País precisa ter uma política previdenciária que traga equilíbrio. Não dá para brincar com o cofre público. Há uma espécie de maldição de viés político e ideológico, que existe no Brasil há séculos, de interferir em um processo de administração do País. Isso é muito ruim e prejudicial.

O sr. foi acusado de ter destratado deputados que estiveram aqui pedindo a revisão de exonerações de seus afilhados políticos no Incra. Como responde?

Eu aprendi a ter educação de berço e nunca destratei ninguém. É evidente que alguns parlamentares querem impor uma nomeação ou revogar alguma exoneração. Nós sabemos que existe um ranço muito retrógrado dentro do Incra, com nomeações feitas por governos que tinham até conivência com os próprios invasores de propriedades e relação muito harmônica com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Agora, vêm aqui dez, vinte parlamentares querendo indicar um nome para a superintendência do Incra. Nós só temos uma por Estado. Como atender? É impossível. Precisamos fazer uma avaliação técnica. Tenho humildade de dizer que não estou muito habituado com essa questão política.

O governo vai nomear militares da reserva para superintendências do Incra?

Se eu tiver aqui um general, um coronel ou qualquer oficial que preencha todos os requisitos e as necessidades para ocupar um cargo à frente dessa gestão, que é técnica, não tenho nenhuma objeção. Ao contrário, tenho até uma admiração muito grande pelos militares e pela capacidade que têm.

Deputados e senadores têm se queixado muito da articulação política do governo com o Congresso. Como melhorar isso?

Olha, um governo que tem 50 dias, que entrou agora e vê tantos vícios, com uma herança ruim que foi deixada, sempre tem coisas a aprimorar. Muito em breve haverá sintonia quase que perfeita entre o governo e o Congresso. Eu acompanhei o presidente Bolsonaro durante a campanha e sempre o vi com muita vontade de acertar. Agora, se o Legislativo e o Judiciário vão colaborar, é outro problema. Não pode haver essa picuinha entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

A saída do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno, não terá impacto negativo nas negociações com o Congresso?

Acredito que não. Quando o casamento não dá mais certo, se promove uma separação. Não quero fazer crítica ao Bebianno, que, por sinal, é meu amigo. Mas só porque você casou e separou, passa a ser ruim? Claro que não. Se não deu certo, bola para frente.

Mas é que, nesse caso, houve uma queda de braço com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente. Os filhos dele estão interferindo muito no governo?

Não. Os filhos talvez não estejam habituados a essa situação. São coisas decorrentes de uma família muito ligada. Se houve falhas e equívocos, serão prontamente corrigidos. É aquela história: em briga de marido e mulher, não se mete a colher. Eu presenciei o Carlos Bolsonaro ajudando muito o pai na campanha. Então, isso é natural, as coisas vão se ajustando no decorrer do tempo. Agora, eu achei um desrespeito muito grande o vazamento daquela conversa íntima entre o Bebianno e o presidente.

O sr. defende uma revisão na demarcação de terras indígenas, como a Raposa Serra do Sol?

O que puder ser revertido na forma da lei, talvez a gente possa reverter. Não podemos permitir que um Estado fique quase 90% à mercê de políticas ideológicas. Há interferência ideológica no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Decisão judicial se respeita, mas, no meu entendimento, houve equívoco do Supremo Tribunal Federal na questão da Raposa Serra do Sol. Quer ver outro exemplo? Lá na Amazônia Legal, no noroeste de Mato Grosso, houve um laudo antropológico dizendo que existe a possibilidade de ter ali de seis a dez índios isolados. Aí vem o governo com toda aquela parafernália e decreta a desapropriação de 500 mil hectares. O que é isso? Tem muita gente que critica o grande latifundiário, mas hoje o maior latifundiário do País é o índio. Não podemos transformar o índio em megalatifundiário.

E por que o Incra agora vai romper o diálogo com o MST?

Durante décadas, nós assistimos ao Incra ser comandado por invasores de propriedade, pelo MST e um emaranhado de siglas. A legislação determina que qualquer entidade de defesa de classe precisa ter personalidade jurídica e um estatuto, além de ata registrada em cartório. Aí, sim, se torna legal. Uma sigla vai lá, destrói, ateia fogo, faz vandalismo, terrorismo e fica por isso mesmo? Isso não é movimento social. Invasão é crime. Não podemos manter diálogo com foras da lei nem nos submeter a pressões. O MST ameaça desestabilizar toda a ordem e depois é recebido? Nós não podemos brincar e levar nesse deboche o dinheiro do contribuinte.

O governo vai rever a política de reforma agrária?

Sem dúvida. Fará uma revisão ampla, total e irrestrita. Não podemos compactuar com a indústria da invasão. Se o governo Bolsonaro ceder e entrar nesse viés político e ideológico, ele também estará fadado ao fracasso. E nós temos a convicção de que o presidente fará um governo com soluções administrativas. Há assentamentos que são favelas rurais. Se há propriedade rural improdutiva, que não cumpre função social, será desapropriada. Agora, o governo não encontra essas terras. É certo que existem entidades que querem fazer a reforma agrária dentro da lei. Não dá para ter mais a farra de algumas ONGs que estão ali com interesses escusos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

Opinião dos leitores

  1. Terra, todos querem. Menos prá gerar a própria sobrevivência. Que haja quem produza, gere emprego e renda. VOTO FAXINA 2020

  2. E o que tem de idiota dando opiniao sem nenhuma baliza de coerencia e brincadeira, por exemplo, de fato, o indio era o dono, viemos nos carapalidas e ocupamos….comece Senhor Leo a procurar um canto para ir morar kkkkkkk comico se nao fosse tragico.

  3. Na verdade não são os índios, e sim as ONGs mantidas por estrangeiros que os manipulam…

  4. Filho da p*** é quem pensa que os índios estão errados, errados estão os que querem tomar as terras dos índios, quem chegou primeiro foram os índios ou esses canalha s latifundiários sem escrúpulos?

    1. Tú és o rei dos idiotas! deporta então todos os imigrantes, transforma esse país numa aldeia, babaca

    2. Então petista vou mandar uma família de índios para sua casa já que você é tão socialista

    3. LEOsado vamos devolver as terras para os homens das cavernas , pq eles foram os pioneiros essa é a sua lógica. Não passas de um BOBO ALEGRE ativista de sofá !!!

    4. Na verdade não dá pra comparar índio com imigrantes Gagaça. Imigrantes, apesar de uma cultura diferente, convive na mesma sociedade que nós. Os índios têm cultura diferente e precisa viver numa sociedade com valores totalmente diferentes dos nossos.
      Waldemir, duvido que um índio queira morar na nossa casa, por melhor que ela seja. Eles querem terra e floresta, pois é disso que eles vivem. Tirar a terra e floresta pra índio é como tirar sua casa e seu emprego pra você.
      VTNC, nossos primeiros habitantes foram os índios sim. Só que eles habitaram, além de cavernas, florestas também.

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Geral

[VÍDEO] Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha; suspeita é de corrupção e tráfico de influência no governo

Imagens: Reprodução/ Jornal Nacional

O ministro Flávio Dino, do STF – Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de um inquérito contra o filho mais velho do presidente Lula, por suspeita de corrupção e tráfico de influência. É o terceiro inquérito aberto no STF contra Lulinha em uma semana. As outras duas investigações, autorizadas pelo ministro André Mendonça, apuram a atuação do filho do presidente no Ministério da Saúde e na Dataprev.

A Polícia Federal também vai investigar repasses feitos pela empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, ao ex-chefe de gabinete do presidente, conhecido como Marcola.

A nova investigação aberta a pedido da Polícia Federal vai apurar se Fábio Luis Lula da Silva e um grupo de pessoas teriam negócios supostamente ilícitos em áreas do governo federal. A suspeita é de tráfico de influência, corrupção e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais.

Um dos citados é Marco Aurélio Santana Ribeiro. Marcola, como é conhecido, foi chefe de gabinete da Presidência até duas semanas atrás – ele deixou o cargo para trabalhar na campanha de Lula à reeleição. O nome dele apareceu nas investigações durante análise do celular da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, que teve negócios com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

O aparelho foi apreendido no fim de 2025, durante a Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Ao analisar o material, a polícia descobriu pagamentos de Roberta Luchsinger para Marcola, que confirmou os repasses. Em nota, ele disse que os sigilos bancário e fiscal estão à disposição da Justiça e que se trata de um empréstimo pessoal, pago com transferência bancária de R$ 249 mil. Marcola afirmou que é uma movimentação estritamente privada e que orientou seu advogado a usar todos os documentos para esclarecer os fatos.

Esse material também está em outro inquérito que investiga Lulinha – aberto na semana passada pelo ministro André Mendonça – sobre suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência em favor do Careca do INSS. Um dos objetivos do lobista, de acordo com investigadores, seria conseguir um contrato no ministério para fornecer medicamentos feitos à base de cannabis – o contrato não foi fechado.

Em depoimento à PF, Roberta Luchsinger confirmou ter apresentado o Careca do INSS ao filho do presidente. Lulinha chegou a viajar com o lobista para Portugal, com passagem e hospedagem pagas por ele, para conhecer uma fábrica de cannabis.

Lulinha também é alvo de uma terceira investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, que apura se ele atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, estatal responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais.

Além disso, o ministro Flávio Dino também determinou a abertura de outro inquérito – a pedido da Polícia Federal – sobre o possível vazamento de dados dessas investigações. A defesa de Lulinha também pediu que o STF investigue esses eventuais vazamentos.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse que vai esclarecer eventuais dúvidas sobre a atividade pessoal e profissional dele; e afirmou que Lulinha vai provar que não tem relação, direta ou indireta, com qualquer irregularidade.

A defesa de Roberta Luchsinger disse que vai trabalhar nos autos, na certeza de que tudo será esclarecido.

A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes afirmou que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.

A Dataprev afirmou que prestará as informações necessárias às autoridades competentes.

Com informações do Jornal Nacional – G1

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Polícia

Suspeito de matar subtenente da PM na Grande Natal confessa crime: “Ciúmes”

Foto: Reprodução/ TV Tropical

A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (4), a um mandado de prisão preventiva contra Aldir Trajano da Silva, de 40 anos, investigado pelo homicídio do suboficial da reserva remunerada da Polícia Militar Jerry Kildare Araújo da Silva. O crime ocorreu no último domingo (2), na zona rural do município de São José de Mipibu, e foi elucidado a partir do trabalho investigativo realizado pela instituição.

Durante o interrogatório formal, gravado em áudio e vídeo, o investigado confessou detalhadamente a prática do crime, afirmando ter surpreendido a vítima e efetuado disparos com uma espingarda calibre 12.

A Polícia Civil esclarece que, conforme a confissão do investigado e os elementos de prova reunidos ao longo das investigações, o homicídio teve motivação exclusivamente pessoal e passional, decorrente de ciúmes, estando, em princípio, descartada qualquer relação com as funções públicas exercidas pela vítima como policial militar.

As investigações também confirmaram que a pistola pertencente ao suboficial, subtraída pelo autor após a execução do crime, foi recuperada pela Polícia Civil.

As diligências prosseguem no município de São José de Mipibu com o objetivo de localizar a espingarda calibre 12 utilizada na ação criminosa. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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Brasil

EITA ATRÁS DE EITA: Lobista pagou R$ 249 mil em contas pessoais de Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula

Foto: Reprodução/ Redes sociais

​O valor dado pela lobista Roberta Luchsinger para o ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana, o Marcola, chega a R$ 249 mil.

A coluna apurou que Marcola encaminhava para a lobista códigos de barra para que ela fizesse os pagamentos de contas pessoais dele, o que não deixa rastro. Parte do valor foi pago desta forma.

Essa relação entre os dois perdurou por todo o ano de 2025. A Polícia Federal (PF) identificou os repasses a partir de conversas capturadas no celular de Luchsinger.

O caso Marcola é o que gerou o terceiro inquérito pedido pela PF que envolve o filho mais velho do presidente Lula, o Lulinha. O relator é o ministro do Supremo, Flávio Dino. A investigação busca apurar se Marcola usou o cargo de chefe de gabinete de Lula para fazer tráfico de influência para negócios de interesse do filho do presidente e da lobista.

​O inquérito é mais focado na relação de Marcola com Roberta. O filho de Lula aparece porque a lobista era supostamente quem operava em nome dele no governo.

Empresária e lobista, Roberta Luchsinger é amiga pessoal de Lulinha e da mulher dele, Renata Abreu Moreira. As duas têm inclusive uma tatuagem de “melhores amigas para sempre”, dado o grau de proximidade.

Em depoimento de maio deste ano, Roberta Luchsinger admitiu ter apresentado Lulinha ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes Como mostrou a coluna, Roberta pagou as despesas de uma viagem de luxo de Lulinha à Finlândia com a família em janeiro de 2025. Ela também paga pelo aluguel de uma mansão de luxo no Lago Sul de Brasília, na QI 26, que é usada pelo filho do presidente da República quando está em Brasília.

Com informações de Metrópoles

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Eleições 2026

Vice de Flávio está entre Michelle, Rogério Marinho e Priscila Costa; anúncio será nesta quarta-feira

Foto: Reprodução/ Redes sociais

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou uma coletiva de imprensa para 11h da quarta-feira (4/8) a fim de anunciar quem será “o” ou “a” vice em sua chapa ao Palácio do Planalto.

A aliados, o coordenador geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que a escolha está entre três nomes e que o martelo será batido até 10h da quarta-feira.

Segundo apurou a coluna, os três cotados para a vice de Flávio são: o próprio Rogério Marinho, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou a vereadora de Fortaleza Priscila Costa.

Entre caciques de partidos do Centrão, a principal aposta é de que o escolhido será Rogério Marinho. O senador nunca escondeu de aliados seu desejo de ser o vice de Flávio.

Com informações de Metrópoles

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Brasil

LAVA JATO: CNJ forma maioria para afastar juíza substituta de Moro do cargo

Foto: Reprodução

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) formou maioria nesta terça-feira (4) para afastar a juíza Gabriela Hardt de suas funções. A magistrada atuou como substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.

Os conselheiros ainda discutem a duração da punição. Há duas correntes: uma defende o afastamento por dois anos; a outra, pelo período de um ano. Durante a disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.

O caso é analisado no processo administrativo disciplinar (PAD) que investigava a participação da magistrada em um esquema que tentou criar uma fundação privada com o desvio de cerca de R$ 2,5 bilhões recuperados pela Operação Lava Jato.

Segundo as investigações, a 13ª Vara Federal de Curitiba classificou a Petrobras como “vítima” dos crimes investigados para justificar o repasse de recursos de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa da Lava Jato.

Hardt foi investigada principalmente por ter homologado o chamado “acordo de assunção de compromissos”, que permitiria a criação dessa fundação.

Os relatórios apontam que a juíza discutiu previamente os termos do acordo com procuradores da Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol, por meio de mensagens de WhatsApp, antes mesmo de o pedido ser apresentado oficialmente à Justiça.

Também foi questionada a rapidez com que o acordo foi homologado, além de não ter havido a participação da União, apontada como a verdadeira titular dos recursos.

Ao votar pela condenação, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que a homologação do acordo deveria ter sido precedida de “diligências institucionais mínimas”.

Ele disse concordar com os argumentos da defesa de que não há provas de que Hardt tenha buscado enriquecimento próprio, mas afirmou que isso não afasta sua responsabilidade funcional.

CNN

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Luto

Morre, aos 63 anos, Oto Maia, irmão da senadora Zenaide e do deputado João Maia

Foto: Reprodução

Morreu nesta terça-feira (4) o servidor público Oto Maia, irmão da senadora Zenaide Maia (PSD) e do deputado federal João Maia (PP) aos 63 anos. A informação foi confirmada pela assessoria da parlamentar.

Até a publicação desta matéria, a causa da morte ainda não foi confirmada. Oto Maia vivia em Brasília, onde trabalhava. Ele também se dedicava a literatura e a poesia.

Após a morte de seu irmão, Zenaide Maia anunciou o cancelamento do evento Todos Por Elas, que ocorreria nesta quarta-feira (6) e seria promovido por seu partido.

A senadora viajou a capital federal para se reunir com seus familiares.

As informações são da Tribuna do Norte

 

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Eleições 2026

Podemos mantém neutralidade e Renata Abreu é descartada como vice de Flávio Bolsonaro

                                        Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputados

O Podemos decidiu manter a neutralidade na disputa pela Presidência da República e não vai apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). A definição foi tomada no fim da tarde desta terça-feira (4), durante uma reunião virtual da Executiva Nacional da legenda, convocada pela presidente do partido, deputada federal Renata Abreu.

Com a decisão, o partido também descarta, neste momento, a possibilidade de Renata Abreu integrar a chapa presidencial como candidata a vice. Como a coluna mostrou com exclusividade, a dirigente vinha sendo procurada por integrantes do PL tanto para levar o Podemos ao palanque de Flávio quanto para ocupar a vaga de vice-presidente.

A reunião desta terça ocorreu após o adiamento da definição durante a convenção nacional do Podemos, realizada na última sexta-feira (31), em São Paulo. Na ocasião, Renata Abreu afirmou que a decisão seria tomada de forma coletiva, ouvindo os dirigentes estaduais da legenda.

A manutenção da neutralidade representa um revés para a campanha de Flávio, que segue isolada.

Nos bastidores, lideranças da legenda já demonstravam resistência à composição com o PL. A avaliação predominante era de que a neutralidade seria o melhor caminho para preservar a unidade interna do partido e permitir maior liberdade às direções estaduais durante a campanha eleitoral.

Com a decisão, o Podemos se soma às siglas que optaram por não declarar apoio a nenhum dos principais candidatos à Presidência neste momento da corrida eleitoral.

Com informações da Jovem Pan

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Mundo

Mulher joga bilhete de loteria premiado no lixo e garis recuperam prêmio de R$ 5,8 milhões

Foto: AFP

Uma mulher quase perdeu um prêmio de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,8 milhões) após jogar, por engano, um bilhete premiado da loteria no lixo. O caso aconteceu na região da Puglia, no sul da Itália, e terminou com um desfecho inesperado: garis conseguiram localizar o bilhete dentro de um caminhão de coleta.

Segundo a empresa pública de gestão de resíduos SANB, responsável pelo serviço de coleta, a ganhadora procurou ajuda depois de perceber que havia descartado o bilhete premiado. A história foi confirmada à agência AFP por Roberto Nicola Toscano, gerente da empresa.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi até uma loja conferir o bilhete de uma loteria instantânea no domingo, após o sorteio. Ao passar o comprovante na máquina, recebeu a mensagem de que o prêmio não poderia ser pago no local.

Como pequenos estabelecimentos só fazem o pagamento de valores menores, ela não imaginou que havia acertado o prêmio principal e foi embora.

De volta para casa, um familiar informou que os números que ela costumava apostar — escolhidos em homenagem a um ente querido — haviam sido os vencedores. Ao retornar à loja, descobriu que o bilhete já havia sido jogado no lixo e recolhido pelo caminhão da coleta.

Após o pedido de ajuda, a equipe da SANB refez todo o trajeto do lixo até identificar o caminhão responsável pela coleta. O veículo foi retirado de circulação e levado para uma empresa especializada, já que a busca envolvia resíduos potencialmente perigosos.

Os trabalhadores passaram mais de um dia vasculhando o conteúdo do caminhão. Durante a operação, encontraram diversos bilhetes e fragmentos de cupons até localizar o bilhete premiado, que, segundo Toscano, estava “milagrosamente intacto”.

Quando recebeu a notícia, a mulher chorou de emoção, relatou o gerente da empresa.

Com informações de O Globo

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Brasil

Lobista amiga de Lulinha celebrou indicação de Flávio Dino ao STF

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A empresária Roberta Luchsinger celebrou a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF) feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando Dino como um ‘grande nome’ para a Corte. A indicação ocorreu em 2023, quando Dino era ministro da Justiça, e ele tomou posse em fevereiro de 2024. Roberta, próxima de Fábio Luís Lula da Silva, é investigada pela Polícia Federal por possíveis relações de tráfico de influência e foi alvo da CPMI do INSS, que aprovou a quebra de seus sigilos, medida suspensa. As informações são da Revista Oeste.

A empresária Roberta Luchsinger, conhecida pela proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, comemorou a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ela publicou uma mensagem de apoio ao nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga na Corte.

Na publicação, Roberta afirmou que Dino representava “um grande nome” para o tribunal e celebrou a escolha feita pelo presidente. A indicação ocorreu em 2023, quando Dino ainda ocupava o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública.

Lula escolheu o então ministro da Justiça para substituir Rosa Weber, que deixou o STF em razão da aposentadoria compulsória. Dino teve o nome aprovado pelo Senado e tomou posse como ministro da Corte em fevereiro de 2024.

Roberta Luchsinger ganhou espaço no noticiário político pela relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. A lobista mantém atuação no setor privado.

A Polícia Federal (PF) citou o nome da lobista em investigações que analisam tráfico de influência e possíveis relações entre empresários e integrantes do governo federal.

As apurações avaliam se Roberta e Lulinha teriam usado influência junto à administração pública para atender interesses empresariais. Os investigadores analisam contatos com órgãos como ministérios e estruturas ligadas à Presidência da República.

Um levantamento também mostrou que Roberta realizou dezenas de visitas a órgãos federais sem registros nas agendas oficiais. A situação chamou atenção de investigadores que acompanham as relações entre empresários e integrantes do governo.

Roberta voltou ao centro das discussões políticas em 2026 por causa da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária, mas a medida foi suspensa por Dino.

O ministro do STF afirmou que os pedidos aprovados pela CPMI do INSS não apresentavam justificativas individuais suficientes. A decisão gerou críticas de parlamentares da oposição, que defendiam o acesso aos dados para avançar nas investigações.

A empresária também foi alvo da Operação Sem Desconto, da PF, que apura um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Durante a operação, uma empresa ligada a Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A empresária afirmou que o valor era referente a serviços de consultoria e intermediação no mercado de cannabis medicinal e negou qualquer irregularidade ou repasse de recursos a Lulinha.

Com informações da Revista Oeste

 

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Brasil

Prefeitura cearense diz que estátua de Diabo foi construída legalmente em propriedade de feiticeira

Fotos: Frames de vídeo / G1

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, no Ceará, se pronunciou sobre a estátua do Diabo construída em um templo na Taíba. De acordo com a gestão, a construção da obra ocorreu de forma legal, contando com a Licença Ambiental e o Alvará de Construção pelo Município.

O monumento fica no Palácio Estrela Negra da Quimbanda, de propriedade da feiticeira conhecida como Mãe Rainha das Trevas. Ele foi inaugurado no último dia 25 de julho, marcando os 29 anos da casa religiosa.

Embora o terreno onde fica o templo seja privado, ele é localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) nas Dunas do Litoral Oeste, e foi necessária autorização por parte da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA) para que a estátua fosse construída.

– Ressalta-se que o licenciamento ambiental e urbanístico analisa a conformidade do projeto com as normas urbanísticas e ambientais. A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência dos atos administrativos e o respeito à liberdade de crença e de culto, direito fundamental assegurado pelo artigo 5º, inciso VI, da Constituição Federal – disse a prefeitura, em nota.

Como mostrou o Pleno.News, a estrutura dedicada ao diabo tem 11 metros de altura e custou R$ 100 mil, desembolsados pela própria líder religiosa. Embora a feiticeira afirme ser a maior estátua do gênero no planeta, não existem registros oficiais globais que comprovem o recorde.

– A verba foi toda tirada do meu próprio bolso. Eu fiz ela toda com dinheiro próprio, num local próprio, que é meu, porque aqui as terras são minhas, o terreno é meu – declarou ao portal G1.

Ainda na entrevista, a bruxa afirmou que organiza eventos religiosos que reúnem aproximadamente de 200 a 300 pessoas e defendeu sua crença.

– A diferença de eu falar dos demônios para algumas pessoas é que elas falam o nome “demônio” em termos pejorativos, e eu falo o nome demônio com muito amor, pois os demônios são bons, os demônios ajudam. Os demônios sempre estão de braços abertos para receber aqueles que precisam da ajuda deles – adicionou.

Pleno News

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