O desemprego no primeiro trimestre de 2015 chegou a 7,9%, maior taxa desde o primeiro trimestre de 2013, quando foi de 8%. No mesmo período do ano passado, o desemprego registrado foi de 7,2%.
Os dados fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) e foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (7). Ela leva em conta dados de 211.344 domicílios particulares permanentes distribuídos em cerca de 3.500 municípios.
Essa foi a primeira vez que o IBGE divulgou os dados completos da Pnad Contínua sobre o mercado de trabalho no Brasil, grandes regiões e unidades da federação.
No último trimestre do ano passado, o desemprego tinha chegado a 6,5%, queda em comparação com o trimestre anterior mas maior que no mesmo período de 2013. Com isso, 2014 teve desemprego médio de 6,8%, menor do que em 2013.
Número de pessoas desempregadas aumenta 23%
O número de pessoas desempregadas chegou a 7,934 milhões no primeiro trimestre deste ano, crescendo 23% na comparação com o trimestre anterior e 12,6% frente ao mesmo período do ano passado.
O IBGE estimou que 92,023 milhões de pessoas tinham emprego, uma queda de 0,9% no trimestre e de 0,8% em relação ao mesmo período de 2014.
Assim, o nível de ocupação (que mede a parcela de pessoas com trabalho em relação à população que tem idade para trabalhar) atingiu 56,2%, menor do que no quarto trimestre de 2014 (56,9%) e do que no mesmo período do ano passado (56,8%).
Nordeste é região com maior desemprego
Todas as regiões brasileiras registraram aumento no desemprego, tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.
O Centro-Oeste, com taxa de 7,3%, registrou a maior variação, tanto no trimestre (1,7 ponto percentual) quanto no ano (1,4 ponto percentual). O Nordeste foi a região com a maior taxa de desemprego, de 9,6%. A menor foi registrada no Sul, com 5,1%. No Sudeste o desemprego atingiu 8% e no Norte, 8,7%.
Entre os Estados, o Rio Grande do Norte foi o com maior desemprego no primeiro trimestre (11,5%) e Santa Catarina o menor (3,9%).
A defesa das famílias atípicas encampada pela deputada federal Carla Dickson (PL-RN) ganhou um novo e importante aliado. No último domingo (2), em Brasília, durante a convenção partidária do PL no Distrito Federal, o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil possui recursos suficientes para garantir suporte às famílias atípicas. Ao lado da parlamentar potiguar, ele assumiu o compromisso de priorizar essa pauta.
Única candidata a deputada federal do Rio Grande do Norte presente no evento, Carla Dickson participou da agenda política ao lado das principais lideranças nacionais do PL e recebeu de Flávio Bolsonaro o reconhecimento pelo trabalho que desenvolve em defesa das pessoas com deficiência e das famílias atípicas.
“Esse trabalho que a Carla vem fazendo no Rio Grande do Norte é extremamente importante e essa é uma bandeira que eu também vou erguer. O orçamento da União tem, sim, recursos suficientes para dar suporte às famílias atípicas, só precisa ser bem administrado. Esse é um compromisso meu que assumo ao lado da deputada Carla Dickson”, declarou Flávio Bolsonaro.
Carla Dickson comemorou o compromisso público firmado pelo senador e destacou que a pauta das famílias atípicas precisa ser tratada como prioridade nacional.
“Receber esse compromisso de Flávio Bolsonaro fortalece uma luta que travamos diariamente. As famílias atípicas precisam de políticas públicas permanentes, investimentos e respeito. Saber que essa pauta terá prioridade no projeto que defendemos é motivo de esperança para milhares de brasileiros, já que nem a gestão federal atual, nem o Governo Fátima fazem algo de concreto por essas pessoas. “, afirmou a deputada.
O Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (RPPS) fechou o primeiro semestre de 2026 com um déficit de R$ 1,022 bilhão, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre. O resultado mostra que as receitas do sistema não foram suficientes para bancar o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Isso obriga o Tesouro Estadual a cobrir a diferença.
A situação pode se agravar ainda mais até o fim do ano. A projeção apresentada no relatório indica que o déficit previdenciário poderá atingir R$ 2,437 bilhões em 2026. O levantamento também aponta que o Fundo em Capitalização do RPPS vem acumulando resultados negativos no primeiro semestre desde 2019, evidenciando o desequilíbrio entre arrecadação e despesas do sistema.
O déficit previdenciário é um dos principais indicadores das contas públicas estaduais e mede a diferença entre o que é arrecadado para financiar a previdência dos servidores e o total gasto com aposentadorias e pensões. Quanto maior esse rombo, maior a necessidade de aportes do governo estadual para manter o pagamento dos benefícios.
O ex-prefeito de Patu, Rivelino Câmara, está enquadrado na Lei da Ficha Limpa até 2033. Ele teve o nome incluído pela Tribunal de Contas da União (TCU) na relação de responsáveis com contas julgadas irregulares para fins eleitorais. A certidão, emitida na quinta-feira (6), registra dois processos com trânsito em julgado.
O cadastro do TCU é usado pela Justiça Eleitoral para analisar a elegibilidade de candidatos, o que significa que Rivelino Câmara poderá ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa.
O Governo do Estado comemorou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, que mostra o Rio Grande do Norte deixando a última colocação nacional no ensino médio, saindo de uma nota 3,2 em 2023 para 4,0 em 2025, um avanço de 0,8 ponto, equivalente a 25%.
O que a gestão da professora Fátima Bezerra não diz é que esse resultado é artificial e foi favorecido por uma mudança nas regras da própria Secretaria Estadual de Educação (Seec). Em 2025, o governo publicou uma portaria autorizando estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio a avançarem para a série seguinte mesmo reprovados em até seis disciplinas.
A medida interfere diretamente na taxa de aprovação, que é um dos principais critérios utilizados para calcular o Ideb. Na prática, ao reduzir artificialmente a reprovação, o índice tende a subir, ainda que isso não represente uma melhora efetiva na aprendizagem dos alunos. Desse jeito é fácil melhorar o Ideb.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou a anistia a multas aplicadas a caminhoneiros, motoristas e transportadoras que participaram de manifestações e bloqueios de rodovias depois das eleições de 2022. A decisão foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta 5ª feira (6.ago.2026).
A medida beneficiaria participantes dos atos realizados depois da vitória de Lula sobre o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno. Os manifestantes contestavam o resultado da eleição. Parte deles defendia intervenção militar e o impedimento da posse do petista.
O perdão foi incluído pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da MP 1.343 de 2026, enviada pelo Executivo para alterar as regras do piso mínimo do frete rodoviário. A Câmara aprovou o texto de forma simbólica em 17 de junho.
O trecho vetado estabelecia:
a anulação de multas judiciais e administrativas;
o cancelamento de sanções civis e administrativas;
a extinção de débitos inscritos em dívida ativa;
a suspensão das cobranças em andamento.
A anistia alcançaria transportadores de cargas, pessoas físicas e jurídicas, e motoristas punidos pela participação em manifestações, bloqueios de rodovias ou atos relacionados realizados em 2022.
Ao justificar o veto, o governo afirmou que a anulação genérica de multas violaria a separação dos Poderes e a garantia da coisa julgada. Também declarou que o perdão representaria renúncia de receita sem estimativa do impacto orçamentário e financeiro.
BLOQUEIOS PÓS-ELEIÇÃO
Os protestos começaram na noite de 30 de outubro de 2022, depois da divulgação do resultado do 2º turno. Houve registros de pedidos de intervenção militar e de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
No dia seguinte, caminhoneiros bloquearam ou interditaram rodovias em 25 Estados e no Distrito Federal. A PRF (Polícia Rodoviária Federal) contabilizou 321 pontos de bloqueio ativos na noite de 31 de outubro.
O Congresso ainda poderá analisar o veto presidencial. Deputados e senadores poderão mantê-lo ou derrubá-lo em sessão conjunta.
O rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, determinado pelo Itamaraty nesta terça-feira (4) em resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a mais grave crise entre dois países que trabalharam para construir fortes laços nas últimas quatro décadas.
A mais recente derrocada entre os vizinhos teve início em 2019, quando o ex-presidente de esquerda Alberto Fernández assumiu o poder no momento em que Jair Bolsonaro terminava seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto.
Desde então, houve apenas um ano de trégua, no qual os aliados Fernández e Lula comandaram suas respectivas nações simultaneamente. Mas, mesmo nesse período de desavenças políticas iniciado há sete anos, nunca a relação entre Brasil e Argentina esteve em um ponto tão baixo quanto nos últimos dias.
A tensão teve início em 25 de julho, quando Milei chamou Lula de ladrão e presidiário durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo —um combo que uniu 1. ofensa ao presidente; 2. no evento de um adversário; 3. em solo nacional.
A convocação dos embaixadores da Argentina e do Brasil no dia seguinte não foi suficiente, já que o ultraliberal reafirmou os ataques no último domingo (2), em entrevista a uma emissora argentina. Segundo membros do governo Lula, as relações se darão apenas com os encarregados de negócios nos dois países enquanto os ataques persistirem.
“Isso não tem precedente pelo menos desde o século 19”, afirma Miriam Saraiva, professora de relações internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “Quando um país fica sem embaixador, precisa negociar com o segundo escalão. A relação fica mais limitada à manutenção do que já está em funcionamento, e iniciativas novas não conseguem ir para frente.”
O ineditismo da medida não significa que a convivência entre os dois países sempre tenha sido pacata. A história dessa relação, aliás, é marcada por rivalidades até o começo dos anos 1980 —incluindo conflitos armados quando o Brasil era um império e a Argentina ainda não havia se constituído como nação.
Mais recentemente, no século 20, as disputas se davam principalmente pela influência regional. “No início do século 20, por exemplo, houve a chamada Crise dos Encouraçados, a compra de armamentos navais por Argentina e Brasil que quase incorreu no risco de uma corrida armamentista entre os dois países”, diz Tullo Vigevani, cientista político e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).
Isso mudou na década de 1980, e os dois tratados que simbolizam esse novo momento são um acordo para uso pacífico da energia nuclear, primeiro passo para a criação da Abacc (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), em 1991; e, principalmente, a Declaração do Iguaçu, assinada em 30 de novembro de 1985 pelos então presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) e embrião do que seria o Mercosul.
Isso não significa que não tenha havido desacordos ao longo desse percurso mais recente. “As tensões nas relações bilaterais entre países sempre existiram; elas são inerentes ao convívio internacional. Assim como existe alinhamento e acordo, existe o conflito e a disputa”, diz Leonardo Granato, professor de administração pública na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Algumas das principais disputas ocorreram em 1994, quando, sob o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteou de forma mais explícita um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; e em 1999, quando o presidente argentino Carlos Menem enviou uma carta ao então homólogo americano, Bill Clinton, pedindo a entrada de seu país como “membro associado” da Otan, a aliança militar ocidental.
Em nenhum momento, porém, a crise chegou ao ponto de rebaixar as relações —mesmo quando os dois países se desencontravam ideologicamente, o que não era um pré-requisito para a boa convivência. Isso mudou com a nova onda de direita na região.
Após Fernández vencer as primárias, em agosto de 2019, Bolsonaro afirmou que poderia haver uma onda de migrantes no Rio Grande do Sul “se essa esquerdalha” ganhasse, ao que o argentino respondeu afirmando que o ex-presidente brasileiro era “racista, misógino e violento”.
Quando Fernández por fim venceu as eleições, em outubro, Bolsonaro disse que a Argentina havia escolhido mal seu representante. Dois dias após o pleito, o então deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou um meme que colocava lado a lado uma foto dele mesmo segurando um fuzil e do filho de Fernández, Estanislao Fernández, que é drag queen.
“O que a gente viu nos últimos oito anos é inédito nessas quatro décadas. São presidentes que não tem o menor desejo de trabalhar juntos, de manter encontros de alto nível. Isso não é tão essencial para a manutenção das relações —as questões práticas do dia a dia, o comércio, investimentos, se mantém”, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. “Mas você não tem um impulso que ajude a catalizar projetos em um momento desafiador para a América do Sul.”
A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ocorreu menos de 24 horas antes do anúncio e incluiu uma consulta a outros nomes que estavam no páreo para o cargo.
Estavam cotadas a vereadora de Fortaleza Priscila Costa (PL), por quem Michelle Bolsonaro (PL) brigou pela vaga ao Senado do partido no Ceará sem sucesso, o da própria ex-primeira-dama e o do coordenador político da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN).
Priscila, inclusive, foi sondada por telefone na tarde de terça-feira (4), poucas horas antes de Flávio bater o martelo pelo nome de Gaspar como seu companheiro de chapa.
A articulação foi feita em uma força-tarefa restrita ao núcleo duro da campanha. Pessoas envolvidas na negociação afirmam que o nome de Gaspar começou a ganhar força há cerca de duas semanas, em um movimento encabeçado por Marinho.
A busca por opções dentro do PL se intensificou depois que o partido entendeu que poderia terminar sem o apoio do PP e do Republicanos, inviabilizando a indicação de Tereza Cristina (PP-MS) ou de Daniella Marques (Republicanos-RJ) para a vaga.
Gaspar foi consultado sobre a possibilidade de ser vice de Flávio dias atrás. Segundo o relato de duas pessoas a par do assunto, o deputado federal respondeu que estava à disposição para ajudar a campanha, deixando a porta aberta para um convite formal.
O nome de Gaspar também recebeu o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Apesar de não ter mais acesso à casa do pai desde 13 de julho, Flávio mantém interlocução com ele por meio de advogados.
Um amigo de Gaspar afirma que o deputado estava em Maceió (AL) quando recebeu a ligação de Flávio na noite de terça, horas depois de lançar sua pré-candidatura ao Senado. Gaspar, segundo ele, voou para Brasília às pressas para participar do anúncio nesta quarta (5).
Antes da chegada de Flávio, Gaspar estava sentado na primeira fileira do auditório ao lado de poucos políticos, como o deputado federal Coronel Meira (PL-PE). Quando o presidenciável se posicionou no palco, Gaspar ficou ao fundo para não levantar suspeitas.
Antes da articulação da definição, Marinho telefonou para Priscila durante a tarde desta terça perguntando se ela aceitaria ser vice de Flávio, caso fosse convidada. Priscila pediu um tempo, conversou com a família dela, com Michelle e com líderes da igreja. À noite, respondeu para Marinho que toparia o convite. Na manhã desta quarta, porém, o senador ligou para avisar que a campanha havia escolhido outra pessoa —mantendo segredo sobre o nome.
Michelle também foi sondada sobre a possibilidade pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na última sexta-feira (31). A ex-primeira-dama disse que precisava cuidar do marido, em prisão domiciliar, e que não conseguiria conciliar as duas coisas. Michelle só soube da decisão durante o anúncio oficial, de acordo com pessoas próximas.
Segundo relatos, Flávio também ligou para Tereza na noite desta terça para contar que Gaspar seria seu vice e convidá-la para a cerimônia desta quarta, pedindo para que ela mantivesse o nome sob sigilo.
Flávio estava do lado de Tereza quando divulgou que Gaspar seria seu vice, surpreendendo até mesmo parlamentares que já estavam no palco para acompanhar o anúncio.
Para tentar compensar a indicação de um homem para o posto após meses de procura por uma mulher, Flávio tentou se cercar de aliadas. Além de Tereza, estavam no palco a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) —que também foram cogitadas para a vaga.
Integrantes da campanha afirmam que o nome de Gaspar não foi testado em pesquisas internas encomendadas pelo partido.
Pesou, no fim, o entendimento de que um dos principais pontos de desgaste para Lula (PT) será o escândalo de descontos ilegais em aposentadorias e pensões —tema que projetou Gaspar no cenário nacional a partir da relatoria da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Como relator da CPI, Alfredo Gaspar vinculou as fraudes em aposentadorias e pensões ao governo Lula e a um dos filhos do presidente, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura de inquéritos contra Lulinha para apurar suspeitas de tráfico de influência. Também vieram à tona pagamentos da empresária Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
Na visão de correligionários de Flávio, Gaspar pode melhorar o desempenho da chapa junto aos idosos pela atuação dele na CPI. O deputado federal, na avaliação do grupo, também vai reforçar a mensagem de combate à criminalidade, tema central na campanha do PL.
O entorno de Flávio afirma que também pesou na escolha dados colhidos em pesquisas internas sobre a percepção do eleitorado a respeito de Priscila. Havia a preocupação de que a vereadora de Fortaleza passasse a mensagem de inexperiência e imaturidade —pontos que o próprio candidato do PL precisa afastar sobre si.
“O Alfredo é uma pessoa que traz senioridade e credibilidade. Ele defende duas pautas muito importantes, contra a corrupção e de [defesa da] segurança pública”, opina Tereza.
Durante o evento desta quarta, Valdemar tentou afastar a ideia de que Gaspar era a última opção do partido, dizendo que o nome dele era mencionado por Flávio e Marinho há pelo menos seis meses.
“Sempre foi o nome que eles falaram. Eu falava para eles o seguinte: Flávio, pelo menos fala para o Alfredo. [Ele dizia] não fala nada, isso não pode vazar. Vamos levar isso até o final. Não tem um vice melhor para nós do que o Alfredo Gaspar”, disse o presidente do PL.
A Justiz Terceirização divulgou uma nota desmentindo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tentou transferir para a empresa a responsabilidade pela possível suspensão dos serviços de média e alta complexidade prestados à rede municipal de saúde de Natal, custeados com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE).
A empresa anunciou que esses serviços poderão ser suspensos a partir da próxima terça-feira (11) devido à falta de repasses referentes a dezembro de 2025 e fevereiro e maio de 2026. O secretário Alexandre Motta gravou um vídeo alegando que os pagamentos atrasados são referentes a “contratos anteriores que são indenizatórios”, que segundo ele “não estão protegidos por um contrato” e precisam de “um trâmite especial mais lento para poder fazer o pagamento”.
A Justiz, na nota, rebateu o secretário dizendo que a empresa “sempre esteve amparada por contrato regularmente firmado com a Sesap”. Além disso, afirmou que “o teto financeiro foi extrapolado pela própria Sesap”, o que levou à “necessidade de pagamento pela via indenizatória — modalidade que deveria ser usada apenas em situações pontuais, mas que se tornou justificativa para a inadimplência”.
Em bom português, a empresa está dizendo que o secretário criou uma falsa desculpa para justificar o atraso nos repasses, que poderá resulta na suspensão de serviços essenciais para os usuários da saúde pública em Natal. A incompetência do Governo do Estado, em espacial da Sesap, é mais uma vez desmascarada.
A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.
A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.
Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como oúltimo Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.
Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.
A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.
Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.
Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.
Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.
Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d’Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.
Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.
Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.
Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.
O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.
Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.
As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).
Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.
O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury (Avante) anunciou o ex-deputado federal Júlio Delgado como candidato a vice em sua chapa à Presidência da República. Em nota publicada nesta quarta-feira, 5, Cury afirmou que a escolha ocorre depois de receber “carta branca” do presidente nacional do partido, Luís Tibé.
No documento, Cury agradece a Tibé pela confiança e afirma que o dirigente está “preocupadíssimo com essa polarização insana que paralisou o país”. Segundo o candidato, o objetivo é “construir um projeto de Estado para governar a nação centrado em projetos e sem ataques pessoais”.
Na carta, Cury afirma que confiará a Delgado a missão de conduzir negociações de três propostas de reforma:
Mudança do sistema presidencialista para o semipresidencialista;
Fim do mandato vitalício dos ministros do Supremo Tribunal Federal, com mandatos de oito anos, além de alterações na composição da Corte; e
Transformar o ministro das Relações Exteriores em um “superministro secretário de Estado”, com atribuições voltadas à política externa e à promoção das exportações brasileiras.
Ao apresentar o companheiro de chapa, Cury destaca que Delgado foi deputado federal por seis mandatos e o define como um parlamentar que atuou em comissões estratégicas da Câmara, especialmente nas áreas de Constituição e Justiça, Meio Ambiente e Fiscalização do Poder Público.
O candidato à Presidência também recorda que seu vice presidiu a CPI do Rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), e integrou CPIs como as da Lava Jato, do Mensalão e da Petrobras. Em seu histórico legislativo, ainda atuou como relator do processo que resultou na cassação do então deputado José Dirceu (PT-SP).
Júlio César Delgado é advogado, natural de Juiz de Fora (MG), e filiado ao Avante. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, em 1990. Depois da graduação, trabalhou como assessor parlamentar na Câmara dos Deputados.
Em 1999, tomou posse como deputado federal na condição de suplente. Três anos depois, foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados pelo PPS, quando começou uma sequência de mandatos que se estendeu até 2023.
Ao longo da carreira, Delgado passou por diferentes legendas — PMDB, PPS, PSB, PV, MDB e, desde 2026, o Avante. Durante sua atuação no Congresso, liderou a bancada do PPS e integrou a Mesa Diretora da Câmara. Também disputou duas vezes a presidência da Casa, sendo derrotado em 2015 e 2017.
Em 2022, não conseguiu a reeleição para a Câmara dos Deputados. Dois anos depois, filiou-se ao MDB e disputou a Prefeitura de Juiz de Fora. Em abril de 2026, ingressou no Avante.
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