Judiciário

“Estágio pré-mafioso”: Faturamento do PCC chegará a R$ 800 milhões por ano, diz promotor

Arquivo pessoal

A maior organização criminosa do país com atuação dentro e fora dos presídios, o PCC (Primeiro Comando da Capital), deve mudar o status de facção para uma “grande organização mafiosa mundial”. A previsão tem por base as investigações do promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, que se debruça sobre a organização há 14 anos e conversou com exclusividade com o R7. “Eles têm um faturamento de R$ 400 milhões por ano. Daqui dois ou três, a estimativa é de que dobrem esse valor.”

Isso porque, segundo Gakiya, as ações do PCC de hoje em nada lembram a organização que o promotor começou a investigar em 2005. De lá para cá, a facção se tornou, segundo ele, uma empresa voltada para o enriquecimento de seus líderes. Prestes a completar 26 anos de seu surgimento, em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, o PCC não estaria mais focado em reivindicações para os detentos. “O preso foi esquecido.” O objetivo da organização, diz o promotor, é investir na exportação de drogas para a Europa, através dos portos. “É um caminho sem volta”, diz.

Gakyia foi o responsável pelo pedido de transferência de 25 membros do PCC, entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção, para presídios federais. Para ele, o isolamento físico de Marcola não era suficiente, e somente com a remoção de membros conjunta do 1º, 2º e partes do 3º escalão foi possível enfraquecer a comunicação do grupo. “No dia a dia, o tráfico nas ruas continua funcionando. O que mudou é que ficou mais difícil tomar uma decisão estratégica. Hoje, nenhum preso da P2 pode ser considerado Sintonia Final.”

O promotor conta que continua recebendo ameaças e vive sob escolta. “O ônus dessa transferência é meu, minha vida virou de cabeça para baixo”, afirma. “Mas tem gente fazendo uso político disso.” Nesse sentido, Gakiya afirma que “quando o governo se omite, em casos de remoção, pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do Estado.” Leia abaixo a entrevista:

R7 – Há alguns anos, o senhor chegou a dizer que o PCC não possuía capacidade suficiente para atuar como uma máfia. Isso mudou?

Lincoln Gakiya – Mudou. O dinheiro que vai para a Europa não retorna mais para o Brasil, pode ir para pagar fornecedores na Bolívia, no Peru, na Colômbia. É uma logística diferente da que eles tinham de manter o dinheiro no mesmo lugar. Há indícios de que esse dinheiro está saindo do país. Precisamos saber se esse está sendo lavado lá fora ou se é evasão de divisas. Estamos falando de grandes quantias. Essa investida de fazer um trâmite internacional de dinheiro o PCC já tem. Eles têm aeronaves, helicópteros e fazendas produtoras na Bolívia e isso é lavagem. Eles estão em um estágio pré-mafioso, mas a tendência é atingirem o estágio de máfia. Está muito próximo de acontecer. Só não ocorreu no Brasil por receio desses bens serem sequestrados.

Qual o orçamento estimado da organização criminosa atualmente?

Calculamos com base em drogas apreendidas em portos. Hoje, o carro chefe do PCC é o tráfico interno e externo. Até dois anos atrás, o tráfico externo não era do PCC, somente de alguns integrantes. O Gegê do Mangue conseguiu estruturar o tráfico. A ideia era colocar uma tonelada de droga por mês para a Europa. Lá, o quilo é vendido a pelo menos 25 mil euros. Calculamos um faturamento anual US$ 100 milhões ou R$ 400 milhões por ano.

O volume e a arrecadação com o tráfico de drogas para a Europa vêm aumentando?

O tráfico internacional para a Europa aumentou porque, quando se perde, perde-se só droga. Há um potencial para esse novo ramo crescer muito para o PCC e para integrantes. O PCC não distribui a droga pela Europa, eles já têm compradores certos e tudo é feito via portos. Em 2018, essa projeção era de R$ 400 milhões por ano. Como nos últimos dois anos, o tráfico internacional se intensificou, a tendência é esse valor dobrar nos próximos dois ou 3 anos. É um caminho sem volta.

A operação Cravada revelou o uso de contas bancárias por pessoas ligadas ao PCC. Qual a finalidade dessa prática? Ela é, de fato, uma novidade?

Essas contas não são usadas para tramitar a maior parte do dinheiro, são contas de administração de um presídio local, são ajudas, como se fossem pecúlios, valores para pagar médicos que integrantes precisam para uma unidade. As finanças em geral do PCC não tramitam no sistema bancário formal e regular. As contas têm valores pequenos e as pessoas cooptadas são familiares de presos, quem têm conta corrente. Eles alugam a conta por R$ 200. Quando as contas são bloqueadas eles passam para outra. As pessoas não são faccionadas, são colaboradores. Não representa o coração financeiro do PCC.

Como funciona o “resumo das trancas federais”. Houve uma maior institucionalização desse núcleo após a transferência dos membros da cúpula?

Em todos os estados há o resumo do sistema, interno e externo. Todos os problemas que ocorrem nas penitenciárias, colônias, femininas, provisórias, são colocados sob a coordenação do resumo dos sistemas. São integrantes presos com acesso ao celular e com facilidade para resolver os problemas do dia a dia de cada unidade. Se o resumo puder resolver, ele mesmo resolve. O que mais falam são rebeliões e opressões.

Como vários integrantes do PCC foram para o sistema federal, a facção criou o resumo das trancas, só para resolver os problemas das cinco unidades. Começaram a alugar casas que denominaram casas de apoio em lugares que não tinham hotel, como Catanduvas. Familiares de presos, sem acomodação, poderiam passar o dia nas casas. Quem está no sistema federal e no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) em São Paulo também recebe uma ajuda financeira.

O que mudou na vida de Marcola após a transferência para presídio federal de Brasília?

Não tive nenhum contato com ele depois que ele saiu daqui, mas recebo informações sobre o que acontece em Brasília. O isolamento, inclusive territorial, seria importante e necessário para quebrar ou dificultar que ele continuasse comandado com mão de ferro o PCC durante todo esses anos. Já o mandei para o RDD quatro vezes em São Paulo, mas o isolamento desses presos em São Paulo não era suficiente. O RDD em Presidente Bernardes fica localizado a 30 km da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Acontecia que muitos advogados atendiam no RDD e se deslocavam até a P2.

Todos os presos do sistema penitenciário federal têm contato monitorado com advogados. Há uma dificuldade para essas ordens saírem, não quer dizer que seja impossível. Não estou falando só do isolamento do Marcola, se fosse só ele o efeito prático seria muito pouco. Conseguimos mandar o 1º, 2º e parte do 3 escalão para o sistema federal. Foram 25 presos removidos. Isso causou perplexidade no Marcola e problemas para a administração interna do PCC.

Após a transferência de Marcola e de outros 21 membros da cúpula do comando, como o crime organizado se reestruturou fora dos presídios?

Nas atividades normais do dia a dia, continua funcionando normalmente. Mas há uma dificuldade de administração e gestão do PCC. As decisões de carácter estratégico enfrentam problemas. Estamos vivendo um período de acomodação. Os presos que ficaram não se levantaram, ainda está muito recente. As lideranças ainda são os que estão no sistema federal. Hoje, na Penitenciária 2 nenhum preso pode ser considerado Sintonia Final do PCC.

Mas como o PCC está em expansão e com previsão de aumentar o faturamento com um vácuo na cúpula?

O Marcola já sabia que seria removido. Eles já deixaram esquematizado o que aconteceria. Quem comanda a parte do fornecimento do tráfico é o Fuminho, que é um grande narcotraficante. As coisas mais complicadas para tomada de decisão seriam coisas que pudessem refletir em todo o sistema, por exemplo, ataques gerais, como os de 2006. Esse tipo de ordem ninguém toma, para isso teriam que ouvir o Marcola e os demais membros da cúpula. Antes, as decisões eram mais fáceis de serem tomadas.

Muitos especialistas apontam o custo elevado dos presos no sistema federal e questionam a eficiência. Como o senhor vê essa crítica?

Com a transferência, o estado economiza com a redução dos índices de criminalidade e acreditamos que seja também pela remoção porque a ordem para assassinar inimigos fica cercada.

O massacre no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará teve alguma relação com o PCC? A organização criminosa CCA tem ligação com o PCC?

Essa chacina não precisou ser autorizada por ninguém da P2 nem pelos líderes da federal, foi algo local da facção. O que ocorre é que a facção local se aproximou do PCC, pediu apoio logístico e de armas e, provavelmente, vai ter apoio para conter o avanço do Comando Vermelho regionalmente. É diferente do que ocorreu em janeiro de 2017, quando membros do PCC foram mortos. A tendência é que o restante do país tenha uma acomodação dessa guerra de facções.

O senhor acredita em um suposto acordo que historicamente se fala entre o governo de São Paulo e o PCC?

Não sou filiado a partido político. Tudo que é decidido em caráter estratégico é em São Paulo. Não acredito que houve um acordo formal, não ocorreu uma reunião, com propostas. Em 2006, o governo resolveu trazer uma advogada do PCC para Presidente Bernardes para ver se o Marcola estava vivo. Isso pode dar a entender que houve um acordo. Mas quando o governo se omite em casos de remoção pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do estado que deveria ter removido esses presos há mais tempo.

No dia 31 de agosto, o PCC completa 26 anos. Como o senhor que investiga a organização desde 2005, avalia o momento atual da facção?

O PCC que eu comecei a investigar em 2005 não é o mesmo. Seja na conformação, seja nos ideais. Hoje é uma empresa voltada para lucro, não visa fortalecer os direitos dos presos. Essa lucratividade aparece para quem está em cargos de liderança, eles conseguem se tornar grandes traficantes. O dinheiro não chega na base da pirâmide. Quando eu comecei a investigar, era comum receber cartas pedindo melhorias na comida, de superlotação. Hoje, não se vê nenhuma reivindicação do PCC, nem paralisações. Isso porque se tornou um negócio e um ótimo negócio para quem está em liberdade. O preso foi esquecido. Quando ele sai tem que pagar e, eventualmente, cometer assassinados para pagar o custo que ele gera na cadeia.

O senhor continua atuando com escolta policial? Qual o balanço que faz de seu trabalho nos últimos meses?

Continuo com escolta. As ordens para me assassinar continuam em pé. Minha vida virou de cabeça para baixo. Minha vida social praticamente acabou. Para os presos, toda a culpa da remoção recai sobre mim. Na época, o governo não apoiou. Não houve apoio nenhum, só para questões logísticas. O governo Doria não deu a mínima. Só houve o cumprimento de ordem judicial. Tem gente fazendo uso político sobre a remoção. O ônus é meu, quem está com a vida restrita sou eu. Nem o Sergio Moro, nem o Bolsonaro foram responsáveis por essa remoção.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. R$ 800 MILHÕES/ANO??? Qual empresa no Brasil fatura isso??? Quem no setor produtivo tem esse faturamento no Brasil???
    Quem deixou o crime crescer tanto ao ponto de constituir as organizações criminosas???
    Quem no Brasil alimenta a impunidade???
    Quem no Brasil deixa bandido solto???
    Quem no Brasil proibi bloqueio de celular em presídios???
    Quem no Brasil apoia o bolsa presidiário???
    Se tiverem as respostas, começam a entender quem trabalha a favor ou contra o Brasil.

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Política

Adjuto Dias participa da Festa dos Mártires de Cunhaú e amplia apoios em Canguaretama com adesão do Ex Prefeito Wellinson Ribeiro

Foto: Divulgação

O deputado estadual Adjuto Dias cumpriu agenda nesta quinta-feira (16) no município de Canguaretama, na região Agreste Potiguar, onde participou do encerramento da Festa dos Mártires de Cunhaú, uma das mais tradicionais celebrações religiosas do Rio Grande do Norte.

Durante a visita, o parlamentar foi recebido pelos ex-prefeitos João Wilson, Wilsinho Ribeiro e Wellinson Ribeiro. Na ocasião, Wellinson oficializou apoio à reeleição de Adjuto Dias, somando-se ao ex-prefeito Wilsinho Ribeiro, que já havia declarado apoio anteriormente ao parlamentar.

Ao lado das lideranças e de fiéis, Adjuto acompanhou a programação de encerramento da festa, que reúne anualmente milhares de peregrinos em homenagem aos Mártires de Cunhaú, reconhecidos como protomártires do Brasil.

A agenda integra a série de visitas que Adjuto Dias tem realizado aos municípios do Rio Grande do Norte, mantendo presença nas diferentes regiões do Estado e acompanhando importantes eventos religiosos, culturais e institucionais.

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Mundo

Outdoor no Irã exibe Trump em caixão e pede morte do presidente

Foto: Getty

Um outdoor instalado em Teerã, capital do Irã, passou a chamar atenção, nesta quinta-feira (16/7), ao exibir uma ilustração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dentro de um caixão. A peça também traz mensagens em inglês e persa, como “Vamos matar Trump”.

A campanha, no entanto, não se limitou ao outdoor. Em diferentes pontos da cidade, faixas com imagens de caixões cobertos pela bandeira dos Estados Unidos e frases defendendo a morte do republicano foram registradas em meio ao agravamento da crise entre os dois países.

Nesta quinta-feira (16/7), os Estados Unidos completaram seis dias seguidos bombardeando o território iraniano.

O tom adotado nas ruas acompanha o discurso da liderança iraniana após a morte do ex-líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel. No último sábado (11/7), o atual líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou que o Irã buscará vingança pela morte do pai e declarou que a resposta será dada “aconteça o que acontecer com o Irã”.

Trump reagiu às ameaças afirmando que os Estados Unidos responderão com força caso haja qualquer tentativa de atentado contra sua vida. Segundo o presidente americano, os militares do país estão preparados para realizar uma ofensiva de grande escala, se necessário.

Metrópoles

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Brasil

Influenciador vira réu após dizer que “pobres não deveriam votar”

Foto: Reprodução

Vídeos em que afirma que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo” levaram o influenciador Leonardo Marcondes a se tornar réu em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em decisão liminar, a Justiça determinou que ele pare de publicar conteúdos considerados discurso de ódio contra pessoas de baixa renda.

Pela decisão, Leonardo Marcondes deverá retirar os conteúdos e parar de fazer novas publicações com esse teor. Em caso de descumprimento, a Justiça fixou multa de R$ 1 mil por dia, inicialmente limitada a 5 dias. Caso a ordem continue sendo ignorada após esse período, o valor da penalidade poderá ser aumentado.

A ação foi motivada por um vídeo publicado pelo influenciador em que ele afirma que “pobres não deveriam votar” e que “pobre quer tirar vantagem em tudo”. Para a magistrada, há indícios suficientes para determinar, em caráter liminar, que esse tipo de conteúdo deixe de ser divulgado enquanto o processo tramita.

Por outro lado, a juíza negou o pedido para que todo o perfil de Leonardo Marcondes fosse retirado do ar. Segundo a decisão, excluir integralmente a conta, antes da apresentação da defesa, seria uma medida desproporcional e poderia restringir indevidamente o direito à liberdade de expressão.

Segundo os autos, Leonardo Marcondes figura como réu na ação civil pública ao lado da Meta e do Facebook. O processo segue em tramitação, e o mérito da ação ainda será analisado pela Justiça.

Metrópoles

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Mundo

Trump estará no estádio para assistir Espanha x Argentina e vai entregar taça

Foto: Getty

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo (19), informou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

“Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse Leavitt em coletiva de imprensa.

Trump será o responsável pela entrega da taça da Copa do Mundo de 2026 ao capitão da seleção que for campeã.

A informação é do jornal francês L’Équipe. Segundo o veículo, a medida representará uma exceção ao protocolo da Fifa, já que o regulamento prevê que a taça permaneça em um pedestal e seja levada ao placo da celebração por um integrante da equipe vencedora.

Jovem Pan

 

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Política

Nikolas compara Bolsonaro a Messi e diz que direita está desfalcada

Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao jogador argentino Lionel Messi ao afirmar que as restrições impostas ao ex-chefe do Executivo desfalcam a direita nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao programa The News Morning.

Segundo Nikolas, as medidas que afastam Bolsonaro da disputa eleitoral e limitam sua participação na campanha não prejudicam apenas o ex-presidente, mas também os eleitores que gostariam de votar nele e os candidatos que poderiam receber seu apoio.

“Não é que o Bolsonaro está sendo prejudicado, não. São milhões de pessoas que foram prejudicadas de não poder escolher, por exemplo, o Jair Bolsonaro.”

O deputado citou ainda a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Nikolas, o ex-presidente poderia viajar pelos estados para apoiar o filho e reforçar as candidaturas de aliados aos governos estaduais, ao Senado e à Câmara dos Deputados.

Ele lembrou que recebeu o apoio de Bolsonaro em suas campanhas para vereador de Belo Horizonte e para deputado federal.

“Melhor jogador do time”

Para ilustrar o peso político de Bolsonaro, Nikolas comparou o ex-presidente à principal estrela da equipe de futebol argetino.

“Será que tirar o melhor jogador do time não desfalca o time? O que aconteceria se o Messi agora fosse retirado?”
Na sequência, o parlamentar também citou Lamine Yamal, jogador do Barcelona e da seleção espanhola, e afirmou que retirar um dos principais atletas comprometeria o desempenho de toda a equipe.

“Não desfalcaria o time? Então é isso que as pessoas precisam compreender”, disse.

Nikolas encerrou o trecho com críticas à condução do processo eleitoral e das instituições. Segundo ele, tanto o processo eleitoral quanto a democracia estariam sendo conduzidos por um “falso guia”.

Congresso em Foco

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Economia

Governo prevê que tarifaço atinja 18% das exportações aos EUA e anuncia programa de auxílio

Foto: Júlio César Silva/MDIC

O governo federal estima que o novo tarifaço dos Estados Unidos deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras para o país. De acordo com o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias, em relação ao período de 2024, os números correspondem a US$ 7,4 bilhões.

“Com essa nova tarifa, nós vamos ter cerca de 18% das nossas exportações atingidas, o que corresponde a US$ 7,4 bilhões de dólares, isso considerando o período de 2024. Se considerarmos 2025, já com as tarifas, cai para 15%”, afirmou.

Para reduzir os impactos das tarifas, o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou que o governo federal vai lançar um programa de apoio para os setores econômicos que forem prejudicados pela medida. O programa será uma resposta a decisão do governo do presidente Donald Trump, que vai aplicar uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 22 de julho.

“O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, afirmou Alckmin em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (16/7).

Além de Alckmin, participaram da coletiva os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meia Ambiente), a secretária de Justiça, Maria Rosa Guimarães, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

Alckmin ainda classificou a medida como “injusta e descabida”. “A medida é injusta e descabida. Injusta porque se pegarmos os dados, nos últimos 15 anos os EUA tiveram superávit na balança comercial e não déficit”, afirmou o vice-presidente.

Alckmin informou que o governo estuda aplicar a Lei da Reciprocidade contra os EUA — que permite ao Brasil adotar medidas equivalentes contra países que imponham barreiras unilaterais a produtos nacionais.

“Nós temos uma lei (da Reciprocidade), aprovada por unanimidade no Congresso Nacional e que o governo, no momento adequado, saberá implementá-la”, afirmou.

 

Metrópoles

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Polícia

PRF prende homem em Mossoró com fuzil mais usado por grupos terroristas no mundo

Foto: Divulgação/PRF

Um caminhoneiro foi preso pela Polícia Rodoviária Federal, em um posto de combustíveis às margens da BR-304, em Mossoró, na tarde desta quinta-feira (16). Com ele, os policiais encontraram um fuzil, que possivelmente é um AK47.

De acordo com a PRF, o homem disse que teria recebido R$ 1 mil para transportar o fuzil para o estado do Pará. Ainda segundo os policiais, uma denúncia de violência sexual infantil havia sido repassada e, durante a ação no local, o motorista acabou confessando que estava com a arma.

A PRF pontuou ainda que comprimidos de anfetamina, substância utilizada ilegalmente para evitar o sono durante a viagem. O caminhoneiro foi preso em flagrante e a ocorrência foi encaminhada para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil, em Mossoró.

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Mundo

Elton John perde a paciência com pedidos de dinheiro do príncipe Harry: ‘Não sou caixa eletrônico’

Foto: Getty

A amizade de décadas entre Elton John e o príncipe Harry parece estar passando por uma crise. Conhecido por ser um porto seguro para o filho caçula de Lady Di, o cantor britânico teria perdido a paciência com os recorrentes pedidos de ajuda financeira feitos pelo duque de Sussex, que abdicou de suas funções e privilégios na família real britânica.

De acordo com informações reveladas pela jornalista Paula Froelich, a paciência do artista esgotou após a insistência do príncipe por dinheiro. Sem papas na língua, Elton John teria dado uma chamada no amigo: “Eu não sou um caixa eletrônico”.

Fontes ligadas ao cantor apontam que ele cansou do comportamento “impulsivo e difícil” adotado por Harry nos últimos tempos. O distanciamento chama atenção, já que Elton sempre funcionou como uma espécie de padrinho e conselheiro para o príncipe após a trágica morte de sua mãe, a princesa Diana, em 1997.

A proximidade entre os dois sempre foi muito pública. Elton John não apenas cantou no casamento de Harry com Meghan Markle, em 2018, como também foi um dos poucos aliados que defendeu publicamente a decisão do casal de se afastar da monarquia.

No ano seguinte, em 2019, o cantor chegou a ceder seu jatinho particular para que a família passasse férias luxuosas no sul da França e em Ibiza. Além dos transportes exclusivos, o cantor também teria contribuído financeiramente para manter de pé os projetos do casal, incluindo a Fundação Archewell, iniciativa que atualmente já não está mais ativa.

Correio 24h

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Política

VEM BARULHO AÍ: Boulos diz que “porta-vozes do Lula” têm missão de se opor ao tarifaço

Foto: AFP

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), divulgou um áudio em grupos dos “porta-vozes de Lula” em que afirma que os apoiadores do presidente têm a “missão de colocar a narrativa real do que está acontecendo, de quem está a favor do Brasil, quem é patriota de verdade e quem é traidor da pátria”.

No áudio, Boulos pede que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestem “nas redes sociais, nos comentários, nos grupos de Zap, no ônibus, na igreja, na escola, onde for”.

O ministro também responsabilizou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pela tarifa de 25% sobre produtos brasileiros oficializada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 4ª feira (15.jul.2026). “O tarifaço tem 2 pais. Um pai é o Trump, agindo na Casa Branca pelo interesse colonialista dos Estados Unidos. O outro pai se chama Flávio Bolsonaro, agindo por interesse eleitoral, por traição à Pátria”, disse.

Boulos afirmou que Lula reagiu de “maneira altiva” e que acionará a Lei da Reciprocidade. O ministro também contestou a declaração do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de que o governo brasileiro teria negociado de “má-fé”. “Mentira. O que nós não topamos foi negociar terras-raras, o que nós não topamos foi negociar PIX, o que nós não topamos foi negociar ajoelhado, que é como os Estados Unidos queriam e como a família Bolsonaro sempre fez batendo continência”, declarou.

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “o dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.

Portal 360

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Brasil

Deolane acredita que só deixará a cadeia “depois da eleição”, diz mãe

Foto: Reprodução/Redes sociais

A influenciadora Deolane Bezerra, presa desde maio na Cadeia Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, acredita que deixará a prisão apenas “após a eleição”. A revelação foi feita por Solange Bezerra, mãe da advogada, nas redes sociais.

Deolane Bezerra foi presa preventivamente durante a Operação Vérnix da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo a investigação, entre 2018 e 2021, ela recebeu mais de R$ 1 milhão, dinheiro que seria incompatível com sua renda formal.

Nos stories do Instagram, no entanto, Solange Bezerra tentou vincular a prisão da filha a uma questão eleitoral.

“A Deolane é muito forte, ela é quem nos dá força. Eu chego lá [na cadeia] muito abatida, muito angustiada, e ela [fala]: ‘Mãe, se acalme, põe uma coisa no seu coração que eu já pus no meu, eu só saio daqui depois das eleições’”, disse Solange nas redes sociais.

A fala da mãe de Deolane gerou reações e polêmica. “Gostaria de saber o que tem a ver eleições com lavagem.de dinheiro ao PCC?”, apontou Kátia Paes. “Realmente, eu não enxergo ligação entre a sua prisão e o processo eleitoral”, concordou Andreia Cesarre. “Eu fico besta com a importância que elas se dão, juro”, ironizou Johane Ramos.

Essa não é a primeira vez que Solange Bezerra gera treta ao falar sobre a prisão da filha. No começo do mês, a mãe de Deolane detonou Maria Corsato, da Polícia Civil de São Paulo, disse que a delegada “protege bandidos” e que usa o cargo para “receber propina”.

Nos stories do Instagram, Solange se revoltou e fez uma série de ataques contra a delegada. “Uma pessoa que devia proteger os cidadões [sic], mas que, na verdade, usa seu cargo para extorquir, para receber propina e para proteger bandidos, assassinos e estupradores. É essa a função dela como delegada de polícia”, disse.

Metrópoles

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