Judiciário

“Estágio pré-mafioso”: Faturamento do PCC chegará a R$ 800 milhões por ano, diz promotor

Arquivo pessoal

A maior organização criminosa do país com atuação dentro e fora dos presídios, o PCC (Primeiro Comando da Capital), deve mudar o status de facção para uma “grande organização mafiosa mundial”. A previsão tem por base as investigações do promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, que se debruça sobre a organização há 14 anos e conversou com exclusividade com o R7. “Eles têm um faturamento de R$ 400 milhões por ano. Daqui dois ou três, a estimativa é de que dobrem esse valor.”

Isso porque, segundo Gakiya, as ações do PCC de hoje em nada lembram a organização que o promotor começou a investigar em 2005. De lá para cá, a facção se tornou, segundo ele, uma empresa voltada para o enriquecimento de seus líderes. Prestes a completar 26 anos de seu surgimento, em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, o PCC não estaria mais focado em reivindicações para os detentos. “O preso foi esquecido.” O objetivo da organização, diz o promotor, é investir na exportação de drogas para a Europa, através dos portos. “É um caminho sem volta”, diz.

Gakyia foi o responsável pelo pedido de transferência de 25 membros do PCC, entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção, para presídios federais. Para ele, o isolamento físico de Marcola não era suficiente, e somente com a remoção de membros conjunta do 1º, 2º e partes do 3º escalão foi possível enfraquecer a comunicação do grupo. “No dia a dia, o tráfico nas ruas continua funcionando. O que mudou é que ficou mais difícil tomar uma decisão estratégica. Hoje, nenhum preso da P2 pode ser considerado Sintonia Final.”

O promotor conta que continua recebendo ameaças e vive sob escolta. “O ônus dessa transferência é meu, minha vida virou de cabeça para baixo”, afirma. “Mas tem gente fazendo uso político disso.” Nesse sentido, Gakiya afirma que “quando o governo se omite, em casos de remoção, pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do Estado.” Leia abaixo a entrevista:

R7 – Há alguns anos, o senhor chegou a dizer que o PCC não possuía capacidade suficiente para atuar como uma máfia. Isso mudou?

Lincoln Gakiya – Mudou. O dinheiro que vai para a Europa não retorna mais para o Brasil, pode ir para pagar fornecedores na Bolívia, no Peru, na Colômbia. É uma logística diferente da que eles tinham de manter o dinheiro no mesmo lugar. Há indícios de que esse dinheiro está saindo do país. Precisamos saber se esse está sendo lavado lá fora ou se é evasão de divisas. Estamos falando de grandes quantias. Essa investida de fazer um trâmite internacional de dinheiro o PCC já tem. Eles têm aeronaves, helicópteros e fazendas produtoras na Bolívia e isso é lavagem. Eles estão em um estágio pré-mafioso, mas a tendência é atingirem o estágio de máfia. Está muito próximo de acontecer. Só não ocorreu no Brasil por receio desses bens serem sequestrados.

Qual o orçamento estimado da organização criminosa atualmente?

Calculamos com base em drogas apreendidas em portos. Hoje, o carro chefe do PCC é o tráfico interno e externo. Até dois anos atrás, o tráfico externo não era do PCC, somente de alguns integrantes. O Gegê do Mangue conseguiu estruturar o tráfico. A ideia era colocar uma tonelada de droga por mês para a Europa. Lá, o quilo é vendido a pelo menos 25 mil euros. Calculamos um faturamento anual US$ 100 milhões ou R$ 400 milhões por ano.

O volume e a arrecadação com o tráfico de drogas para a Europa vêm aumentando?

O tráfico internacional para a Europa aumentou porque, quando se perde, perde-se só droga. Há um potencial para esse novo ramo crescer muito para o PCC e para integrantes. O PCC não distribui a droga pela Europa, eles já têm compradores certos e tudo é feito via portos. Em 2018, essa projeção era de R$ 400 milhões por ano. Como nos últimos dois anos, o tráfico internacional se intensificou, a tendência é esse valor dobrar nos próximos dois ou 3 anos. É um caminho sem volta.

A operação Cravada revelou o uso de contas bancárias por pessoas ligadas ao PCC. Qual a finalidade dessa prática? Ela é, de fato, uma novidade?

Essas contas não são usadas para tramitar a maior parte do dinheiro, são contas de administração de um presídio local, são ajudas, como se fossem pecúlios, valores para pagar médicos que integrantes precisam para uma unidade. As finanças em geral do PCC não tramitam no sistema bancário formal e regular. As contas têm valores pequenos e as pessoas cooptadas são familiares de presos, quem têm conta corrente. Eles alugam a conta por R$ 200. Quando as contas são bloqueadas eles passam para outra. As pessoas não são faccionadas, são colaboradores. Não representa o coração financeiro do PCC.

Como funciona o “resumo das trancas federais”. Houve uma maior institucionalização desse núcleo após a transferência dos membros da cúpula?

Em todos os estados há o resumo do sistema, interno e externo. Todos os problemas que ocorrem nas penitenciárias, colônias, femininas, provisórias, são colocados sob a coordenação do resumo dos sistemas. São integrantes presos com acesso ao celular e com facilidade para resolver os problemas do dia a dia de cada unidade. Se o resumo puder resolver, ele mesmo resolve. O que mais falam são rebeliões e opressões.

Como vários integrantes do PCC foram para o sistema federal, a facção criou o resumo das trancas, só para resolver os problemas das cinco unidades. Começaram a alugar casas que denominaram casas de apoio em lugares que não tinham hotel, como Catanduvas. Familiares de presos, sem acomodação, poderiam passar o dia nas casas. Quem está no sistema federal e no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) em São Paulo também recebe uma ajuda financeira.

O que mudou na vida de Marcola após a transferência para presídio federal de Brasília?

Não tive nenhum contato com ele depois que ele saiu daqui, mas recebo informações sobre o que acontece em Brasília. O isolamento, inclusive territorial, seria importante e necessário para quebrar ou dificultar que ele continuasse comandado com mão de ferro o PCC durante todo esses anos. Já o mandei para o RDD quatro vezes em São Paulo, mas o isolamento desses presos em São Paulo não era suficiente. O RDD em Presidente Bernardes fica localizado a 30 km da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Acontecia que muitos advogados atendiam no RDD e se deslocavam até a P2.

Todos os presos do sistema penitenciário federal têm contato monitorado com advogados. Há uma dificuldade para essas ordens saírem, não quer dizer que seja impossível. Não estou falando só do isolamento do Marcola, se fosse só ele o efeito prático seria muito pouco. Conseguimos mandar o 1º, 2º e parte do 3 escalão para o sistema federal. Foram 25 presos removidos. Isso causou perplexidade no Marcola e problemas para a administração interna do PCC.

Após a transferência de Marcola e de outros 21 membros da cúpula do comando, como o crime organizado se reestruturou fora dos presídios?

Nas atividades normais do dia a dia, continua funcionando normalmente. Mas há uma dificuldade de administração e gestão do PCC. As decisões de carácter estratégico enfrentam problemas. Estamos vivendo um período de acomodação. Os presos que ficaram não se levantaram, ainda está muito recente. As lideranças ainda são os que estão no sistema federal. Hoje, na Penitenciária 2 nenhum preso pode ser considerado Sintonia Final do PCC.

Mas como o PCC está em expansão e com previsão de aumentar o faturamento com um vácuo na cúpula?

O Marcola já sabia que seria removido. Eles já deixaram esquematizado o que aconteceria. Quem comanda a parte do fornecimento do tráfico é o Fuminho, que é um grande narcotraficante. As coisas mais complicadas para tomada de decisão seriam coisas que pudessem refletir em todo o sistema, por exemplo, ataques gerais, como os de 2006. Esse tipo de ordem ninguém toma, para isso teriam que ouvir o Marcola e os demais membros da cúpula. Antes, as decisões eram mais fáceis de serem tomadas.

Muitos especialistas apontam o custo elevado dos presos no sistema federal e questionam a eficiência. Como o senhor vê essa crítica?

Com a transferência, o estado economiza com a redução dos índices de criminalidade e acreditamos que seja também pela remoção porque a ordem para assassinar inimigos fica cercada.

O massacre no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará teve alguma relação com o PCC? A organização criminosa CCA tem ligação com o PCC?

Essa chacina não precisou ser autorizada por ninguém da P2 nem pelos líderes da federal, foi algo local da facção. O que ocorre é que a facção local se aproximou do PCC, pediu apoio logístico e de armas e, provavelmente, vai ter apoio para conter o avanço do Comando Vermelho regionalmente. É diferente do que ocorreu em janeiro de 2017, quando membros do PCC foram mortos. A tendência é que o restante do país tenha uma acomodação dessa guerra de facções.

O senhor acredita em um suposto acordo que historicamente se fala entre o governo de São Paulo e o PCC?

Não sou filiado a partido político. Tudo que é decidido em caráter estratégico é em São Paulo. Não acredito que houve um acordo formal, não ocorreu uma reunião, com propostas. Em 2006, o governo resolveu trazer uma advogada do PCC para Presidente Bernardes para ver se o Marcola estava vivo. Isso pode dar a entender que houve um acordo. Mas quando o governo se omite em casos de remoção pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do estado que deveria ter removido esses presos há mais tempo.

No dia 31 de agosto, o PCC completa 26 anos. Como o senhor que investiga a organização desde 2005, avalia o momento atual da facção?

O PCC que eu comecei a investigar em 2005 não é o mesmo. Seja na conformação, seja nos ideais. Hoje é uma empresa voltada para lucro, não visa fortalecer os direitos dos presos. Essa lucratividade aparece para quem está em cargos de liderança, eles conseguem se tornar grandes traficantes. O dinheiro não chega na base da pirâmide. Quando eu comecei a investigar, era comum receber cartas pedindo melhorias na comida, de superlotação. Hoje, não se vê nenhuma reivindicação do PCC, nem paralisações. Isso porque se tornou um negócio e um ótimo negócio para quem está em liberdade. O preso foi esquecido. Quando ele sai tem que pagar e, eventualmente, cometer assassinados para pagar o custo que ele gera na cadeia.

O senhor continua atuando com escolta policial? Qual o balanço que faz de seu trabalho nos últimos meses?

Continuo com escolta. As ordens para me assassinar continuam em pé. Minha vida virou de cabeça para baixo. Minha vida social praticamente acabou. Para os presos, toda a culpa da remoção recai sobre mim. Na época, o governo não apoiou. Não houve apoio nenhum, só para questões logísticas. O governo Doria não deu a mínima. Só houve o cumprimento de ordem judicial. Tem gente fazendo uso político sobre a remoção. O ônus é meu, quem está com a vida restrita sou eu. Nem o Sergio Moro, nem o Bolsonaro foram responsáveis por essa remoção.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. R$ 800 MILHÕES/ANO??? Qual empresa no Brasil fatura isso??? Quem no setor produtivo tem esse faturamento no Brasil???
    Quem deixou o crime crescer tanto ao ponto de constituir as organizações criminosas???
    Quem no Brasil alimenta a impunidade???
    Quem no Brasil deixa bandido solto???
    Quem no Brasil proibi bloqueio de celular em presídios???
    Quem no Brasil apoia o bolsa presidiário???
    Se tiverem as respostas, começam a entender quem trabalha a favor ou contra o Brasil.

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Chuvas em Pernambuco: mais de 2 mil pessoas estão fora de casa; cinco mortes foram confirmadas

Foto: Matheus Ribeiro/Folha de Pernambuco

Foto: Divulgação/CBMPE

As chuvas intensas registradas no estado de Pernambuco nos último dias já deixaram mais de duas mil pessoas fora de suas casas, além de outras cinco pessoas mortas. A Defesa Civil do estado informou que tem monitorado a situação e atuado para fornecer apoio e ajuda aos atingidos.

A quinta morte registrada foi a de uma menina de 1 ano e 6 meses que havia sido resgatada do desabamento de uma barreira em Dois Unidos, na Zona Norde do Recife. A morte de Maria Helena Barbosa foi confirmada neste sábado (2) pelo Hospital da Restauração, na área central da cidade, onde estava internada após o resgate.

Até o momento, segundo a Defesa Civil, 1.096 pessoas estão desabrigadas e que precisaram ser encaminhadas para abrigos e outras 1.094 pessoas desalojadas, que foram encaminhadas para casas de amigos ou parentes.

De acordo com levantamento da Defesa Civil:

▪️ 1.096 estão desabrigados, quando a pessoa perdeu a casa ou não pode voltar para ela;
▪️ 1.094 pessoas estão desalojadas, teve que sair de casa temporariamente;
▪️ Duas pessoas morreram em Olinda;
▪️ Três pessoas morreram em Recife; e
▪️ 5 pessoas estão feridas.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as áreas mais afetadas incluem a Região Metropolitana de Recife, a Mata Pernambucana, o Agreste Pernambucano e regiões vizinhas. São elas que também concentram o maior número de pessoas atingidas pelos temporais. Os municípios com mais afetados são:

As mortes foram lamentadas pela governadora do estado, Raquel Lyra (PSD), e também pelo ex-prefeito de Recife e pré-candidato ao governo João Campos (PSB), que usaram as redes sociais para prestar solidariedade às vítimas.

“Como mãe, mulher, cidadã e governadora, minha solidariedade às famílias”, disse Raquel Lyra em publicação nas redes sociais. Ainda nessa sexta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou órgãos do governo federal para apoiar as cidades afetadas pelas fortes chuvas.

Segundo Lula, foi determinado apoio federal imediato às autoridades locais. Os ministérios do Desenvolvimento Regional e da Saúde devem mobilizar equipes para atuar nas áreas atingidas.

Com informações de Metrópoles e g1

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Petrobras aumenta preço do gás natural em 19,2%

Foto: André Valentim/Agência Petrobras

Os preços de venda da molécula de gás natural da Petrobras para as distribuidoras foram reajustados em cerca de 19,2% em relação ao trimestre anterior. As atualizações trimestrais são previstas em contrato e levam em consideração as oscilações do petróleo Brent, da taxa de câmbio e, desde o início do ano, também para variação do Henry Hub.

“O uso da média trimestral de variação dos índices que tem o objetivo de mitigar a volatilidade de curto prazo das variáveis de indexação”, destaca a companhia em nota.

Segundo a estatal, no período de aferição, a referência do petróleo Brent subiu aproximadamente 24,3%, a referência do Henry Hub caiu aproximadamente 14,1% e o câmbio teve apreciação de 2,5%.

Desde dezembro de 2022, o preço médio da molécula vendido às distribuidoras pela Petrobras acumula uma redução da ordem de 26%, incluindo o efeito da atualização de maio. O impacto ao consumidor, no entanto, depende dos produtos contratados pelas distribuidoras de gás canalizado e dos volumes efetivamente retirados.

Estadão Conteúdo

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Bolsonaro tem boa evolução clínica e iniciará reabilitação motora após cirurgia no ombro direito, diz boletim médico

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VÍDEO: Espetáculo da natureza na Serra de Patu, no interior do RN


Imagens: Instagram/araodp

As chuvas que caíram na cidade de Patu, na região Oeste do RN, transformaram a serra em um verdadeiro espetáculo da natureza. Era tanta água que descia pelas rochas que a cena chamou a atenção de moradores da cidade, que não perderam a oportunidade de filmar o que presenciaram. As belas imagens gravadas na sexta-feira (1º) se espalharam rapidamente pelas redes sociais.

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Show de Shakira turbina economia e faz turismo e negócios dispararem no Rio; evento deve movimentar cerca de R$ 800 milhões

Foto: reprodução/Instagram Shakira

Cerca de 2 milhões de pessoas são esperadas hoje nas areias da praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio, para o show da Shakira. O evento gratuito “Todo Mundo no Rio” deve movimentar a economia da cidade em aproximadamente R$ 800 milhões, com alta no turismo e na criatividade dos empreendedores que planejam lucrar com a chegada da artista.

O estudo “Potenciais Impactos Econômicos do ‘Todo Mundo no Rio’ 2026”, elaborado pela Prefeitura do Rio, por meio da SMDE (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico) e da Riotur, mostra que do total de 2 milhões de pessoas aguardadas, a projeção é de 278 mil turistas nacionais, 32 mil internacionais e 1,7 milhão de cariocas e moradores da região metropolitana. Entre os dias 30 de abril e 5 de maio de 2026, o RioGaleão estima a movimentação de cerca de 314 mil passageiros para o show.

Desde o primeiro show no “Todo Mundo no Rio” em 2024, com Madonna, o fluxo de turistas na cidade no mês de maio disparou. Segundo dados do Observatório do Turismo Carioca, da SMTur-Rio (Secretaria Municipal de Turismo do Rio), em 2024, o crescimento do total de visitantes foi de 34,2% em relação ao ano anterior, quando não houve o evento. Já em 2025, com o show da Lady Gaga, o aumento foi de 90,5% na comparação com 2023.

Apelidado de Shakicabana ou LobaCabana, o evento atraiu fãs do mundo inteiro para a cidade. Um levantamento do Airbnb, plataforma online de acomodações por temporada, observa um aumento na movimentação de hóspedes, que chegam de diferentes partes do Brasil, da América Latina e da Europa. Turistas de São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR) e Brasília (DF) são os que mais buscaram por acomodações no período. Entre as cidades de países vizinhos, estão Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai), Lima (Peru) e Bogotá (Colômbia). Já entre a Europa e a América do Norte, os viajantes são de Paris (França), Londres (Reino Unido) e Nova York (EUA).

UOL

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EXCLUSIVO: Fuga de 5 detentos de Alcaçuz ocorreu em pavilhão com falha no videomonitoramento desde março

Foto: reprodução

Os cinco detentos que fugiram da Penitenciária de Alcaçuz escaparam de um pavilhão onde o sistema de videomonitoramento estava sem funcionamento, segundo documentos internos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).

Para deixar a unidade, eles danificaram a cela e utilizaram uma corda improvisada, conhecida como “teresa”, para pular o muro.

Documentos obtidos pelo BLOGDOBG mostram que a direção da unidade já havia solicitado, ainda em março, manutenção nas câmeras do Pavilhão 1, que permaneciam inoperantes.

Em abril, um novo documento reiterou o pedido e apontou que o problema também atingiu o Pavilhão 4 após fortes chuvas, deixando ambos sem monitoramento.

Nos ofícios, a administração destaca que o sistema é essencial para a vigilância de todo o perímetro interno e externo da unidade, reforçando a necessidade urgente de reparos.

A fuga aconteceu justamente no Pavilhão 1, onde, de acordo com a Seap, os presos conseguiram escapar após danificarem a cela. A ausência de videomonitoramento pode ter contribuído para a ação sem detecção imediata.

As circunstâncias da fuga seguem sob investigação, e forças de segurança realizam buscas para localizar os fugitivos.

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Oportunismo político nas chuvas: a diferença entre Natal, João Pessoa e Recife

Fotos: reprodução/redes sociais

Enquanto João Pessoa e Recife enfrentam fortes chuvas com alagamentos generalizados, protestos e pontos de calamidade, Natal registrou precipitações nas últimas 48 horas sem os impactos graves vistos nas duas capitais vizinhas.

Entre 1º e 28 de abril de 2026, a estação A304 do INMET em Natal acumulou 448 mm de chuva — três vezes a média histórica de 141 mm (período 2003-2025). Mesmo assim, a cidade lidou com o volume sem registrar os estragos significativos de João Pessoa e Recife.

Em João Pessoa, a oposição do PT – com figuras como Ricardo Coutinho e vereadores como Marcos Henriques – cobra duramente a prefeitura. As críticas são intensas, mas partem de um confronto político consistente com a gestão atual.

O mesmo vale para Recife. Ali, deputados e vereadores da oposição (principalmente do PP, PL e Novo) questionam drenagem e planejamento urbano. É um embate visível, mas dentro dos limites do jogo democrático. Não há torcida pela tragédia, e se ela chega há um mínimo de solidariedade em respeito aos afetados pelas chuvas.

Esse uso político das crises faz parte do debate. Não há como negar: oposição existe para fiscalizar e pressionar. O problema surge quando a cobrança vira exploração pura.

E é exatamente isso que diferencia Natal.

Na capital potiguar, a deputada Natália Bonavides e setores do PT costumam transformar qualquer chuva em oportunidade para atacar o prefeito Paulinho Freire. Há uma clara impressão de “quanto pior, melhor”. Parece haver uma torcida velada para que os problemas se agravem, de modo que o PT possa explorar o momento de forma mais conveniente.

Prova disso é o que estamos vendo agora. Choveu em Natal nos últimos dois dias, mas sem os estragos significativos registrados em João Pessoa e Recife. E, convenientemente, o oportunismo que marca presença em dias de maior crise simplesmente não aparece.

Quando não há estragos graves para explorar, o silêncio é eloquente. Isso revela que não se trata apenas de cobrança legítima por melhorias, mas de uma estratégia que se beneficia do caos.

As oposições em João Pessoa e Recife atuam dentro de um jogo político mais equilibrado. Em Natal, infelizmente, o nível de exploração parece ultrapassar o debate saudável e entrar no terreno do puro oportunismo.

A população merece oposição responsável – que cobre, fiscalize e proponha soluções. Não quem pareça comemorar as dificuldades alheias para colher vantagens eleitorais.

BG

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10ª Corrida do Trabalhador reúne 3 mil atletas, arrecada 3 toneladas de alimentos e reforça compromisso na gestão Nilda

Com cerca de 3 mil corredores nas ruas, arrecadação de 3 toneladas de alimentos e recorde de participação na categoria de pessoas com deficiência, a 10ª edição da Corrida do Trabalhador movimentou Parnamirim nesta sexta-feira (1º) e transformou o feriado em uma grande celebração de esporte, inclusão e solidariedade.

Quem também entrou no clima foi a prefeita Nilda, que não ficou apenas na largada: acompanhou tudo de perto e ainda encarou o percurso completo de 5 km, lado a lado com os participantes.

“Foi lindo de ver. Uma energia contagiante, famílias reunidas, atletas dando o seu melhor e, principalmente, um grande gesto de solidariedade com essas doações. Parabéns a todos que participaram e fizeram dessa corrida um momento tão especial para nossa cidade”, destacou a prefeita.

A organização também foi um dos pontos mais elogiados: estrutura bem montada, segurança garantida, trânsito organizado, boa sinalização em todo o percurso, além de pontos de hidratação e distribuição de frutas para os atletas. Todos os participantes receberam medalha, e a premiação contou ainda com troféus para os destaques, tudo pensado para oferecer a melhor experiência possível aos corredores.

Os vencedores em cada categoria foram:

Cidadão Parnamirinense (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Tamires Larissa Souza da Rocha
2º Jennys Barillas
3º Raniele Oliveira
4º Rita Leite da Silva Ribeiro
5º Geiza de Souza Virginio da Silva

Masculino:
1º Leonardo Teixeira de Lima
2º Silas Silva de Melo
3º Francisco Janilson de Almeida
4º João Cordeiro do Nascimento
5º Gabriel Lucas

Categoria Geral (Masculino e Feminino)
Troféu para os 5 primeiros colocados:

Feminino:
1º Janaina Fernandes Sales da Costa
2º Laura Gessica de Oliveira Costa
3º Camila Machado do Nascimento
4º Claudiana Cristina do Nascimento Silva
5º Rayane Daniel Torquato

Masculino:
1º José Adailton
2º Francisco Nascimento
3º Jean da Silva Cosme
4º Cleyvan Antonio dos Santos Rocha
5º Leandro Reinaldo Rodrigues

Pessoas com Deficiência (PCD) – 1º lugar por subcategoria:

Feminino:
Membro inferior – Rita Catarina Tonico da Cunha
Auditivo – Maria Cristine Santiago de Lima Dantas
Membro superior – Maria Vieira de Lima
Visual – Rita Maria André da Silva

Masculino:
Membro inferior – José Augusto Ribeiro de Oliveira
Membro superior – João Oliveira de Bastos
Visual – Joevan Francisco de Oliveira Costa

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VÍDEO: “Quem mais comete crime no Brasil é a polícia”, diz Daniela Mercury

A fala de Daniela Mercury insinuando que o cantor Edson Gomes batia na própria mulher não foi a única polêmica envolvendo a cantora na premiação do Troféu Armandinho e Irmãos Macêdo, realizada na noite da última terça-feira (28), em Salvador.

Daniela também afirmou que “quem mais comete crime no Brasil é a polícia”. Ela continuou, dizendo que “mais de 60% dos crimes não são os bandidos, não são os pretos… é de uma polícia que precisa ser educada”

Opinião dos leitores

  1. Ela aprendeu com Lula. Cria as “narrativas” e passa a divulgar para o povo pensar q é verdade. Xô Rouanet!!

  2. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos.

  3. Uma completa IDIOTA ,o pior disso tudo é que vive só mamando nas tetas do governo e nós trabalhadores pagando seus luxos

  4. Genial. Vamos trocar a farda pelo abadá e pedir pro tráfico fazer a segurança do Carnaval. Certeza que a ‘taxa de proteção’ vai ser super amigável.

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Cinco presos fogem de Alcaçuz após danificarem cela

Foto: divulgação/SEAP

Cinco detentos fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz. A fuga foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte neste sábado (2).

Segundo a pasta, os presos estavam na área de triagem do Pavilhão 1 e conseguiram escapar após danificarem a cela, durante o período de chuvas intensas no estado.

Os fugitivos são:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

As forças de segurança foram acionadas e realizam buscas para recaptura. As circunstâncias da fuga estão sendo investigadas.

A população pode repassar informações de forma anônima pelo telefone 190. A última fuga registrada na unidade ocorreu em julho de 2021.

Opinião dos leitores

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