Líder nacional da cúpula jurídica e 8 advogados do PCC são presos em SP; entre mandados, operação também cumpriu no RN, em Mossoró

Foto: Reprodução/Ministério Público de São Paulo

O líder nacional da cúpula jurídica e oito advogados do grupo criminoso PCC (Primeiro Comando da Capital) foram presos durante operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrada, nesta quarta-feira (18), com apoio da Polícia Militar e do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), em São Paulo e outros estados do país.

A operação ‘Fast Track’ tinha como objetivo desarticular a célula jurídica da organização. Foram cumpridos 13 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Ulisses Augusto Pascolati Júnior, da 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores.

Equipes do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) estiveram em Rondônia. Houve, também, cumprimento de mandados em Brasília (DF), Mossoró (RN) e diversos municípios paulistas.

VEJA MAIS: Operação em SP, DF, RO e RN cumpre mandados de prisão contra advogados suspeitos de levar informações a chefes de facção criminosa presos

Segundo o MP-SP, no dia 13 de fevereiro de 2019, a cúpula da organização criminosa foi transferida para unidades do sistema penitenciário federal e distribuída majoritariamente entre as penitenciárias de Porto Velho (RO), Brasília (DF) e Mossoró (RN). A transferência era para impedir que os chefes da facção continuassem a transmitir ordens de dentro dos presídios.

“Setor do Universo”

Com o propósito contornar a incomunicabilidade decorrente da remoção, um criminoso conhecido como Armani, teria recebido da chamada “Sintonia Final” poderes para assumir o comando nacional da célula batizada como “Setor do Universo”.

Armani teria contratado advogados com atuação em diversas regiões do território nacional, para que os chefes do PCC, presos, continuassem a se comunicar com integrantes da facção em liberdade. Por meio de atendimentos presenciais, os advogados levavam informações aos líderes e recebiam ordens que deveriam ser transmitidas ao resto da facção.

De acordo com o MP-SP, um dos mais relevantes traficantes da Baixada Santista, por exemplo, surpreendido pela operação de transferência para o sistema federal, nomeou sucessores com apoio de uma advogada, que atuou como mensageira – o que deu origem à Operação Colorido, também deflagrada nesta quarta.

Os advogados também intermediavam o pagamento de propinas para policiais, transmitiam cobranças de dívidas e até ameaças de morte a mando da organização criminosa.

Outra função de Armani na gestão do “Setor do Universo” era custear tratamentos médicos milionários para os membros de cúpula do PCC. Segundo a polícia, diante de um problema oftalmológico apresentado por um dos líderes da organização, Armani autorizou pagamentos no montante de R$ 72 mil. O “Setor do Universo” providenciava, igualmente, estadia e casas de apoio para familiares de presos nas penitenciárias federais.

“Setor CDHU”

O Gaeco identificou, ainda, uma célula da facção denominada “Setor CDHU” ou “Setor dos APs”. Distorcendo os programas de habitação popular do estado e do município de São Paulo, o PCC assumiu a posse e a propriedade de dezenas de imóveis vinculados à CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e à Cohab (Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo).

Destinados exclusivamente a familiares de presos ou egressos que sejam filiados à organização criminosa, os apartamentos estimulam novos recrutamentos e garantem a perpetuação do vínculo entre o integrante e a facção. Sob o discurso de assistencialismo, o “Setor CDHU” também garante a permanência da estrutura criminosa da base do PCC.

Criminosos que detinham a função de gerir os apartamentos atuavam ativamente na busca por novas unidades e, identificando-se um apartamento vazio, este era imediatamente ocupado, até que o PCC buscasse meios de associá-lo a um terceiro, que funcionaria como laranja.

Síndicos de unidades do CDHU espalhadas por todo o estado auxiliavam a organização criminosa na localização e na aquisição de imóveis. Em diálogos interceptados, foram captadas diretrizes específicas para que se impedisse a ocupação de apartamentos por “famílias necessitadas”, especialmente com crianças.

No diagnóstico da facção, “se família entrar com criança, não sai mais”, motivo pelo qual as investidas dos integrantes da célula deveriam ser sempre rápidas.

R7

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. E O COMANDO VERMELHO DO RJ???? disse:

    Quando será que vai chegar a vez das ações da PF também serem contra a cúpula do CV (Comando Vermelho) do RJ?????

FOTOS: PF investiga postos e distribuidora de combustível em operação contra lavagem de dinheiro de facção criminosa; segundo as investigações, PCC movimentou R$ 30 bilhões

Fotos: Divulgação/PF

A Polícia Federal em São Paulo realizou nesta quarta-feira (30) uma operação para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro do PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios do país, feito por meio de postos de gasolina e uma distribuidora de combustível. A facção movimentou ao menos R$ 30 bilhões. Ao todo, 13 pessoas foram presas.

Segundo a investigação, o principal alvo era a prisão de um homem conhecido como Alemão, cuja família é dona de cerca de 50 postos. As investigações também apontam o envolvimento dele com a morte de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mague, que foi um dos chefes da facção.

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em apartamentos de luxo e empresas. No estado de São Paulo, a operação ocorreu nas cidades de Bauru, Igaratá, Mongaguá, Guarujá e Tremembé. Também são cumpridos mandados em Londrina e Curitiba, no Paraná, e Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Em São Paulo, além de Alemão, Antônio Carlos Martins Vieira, conhecido como “Tonhão”, foi preso e levado para a sede da PF. Segundo a investigação, ele foi identificado como responsável por parte das empresas usadas na lavagem de dinheiro.

Entre os alvos estão empresários do setor de combustíveis e uma pessoa que foi condenada pelo envolvimento no furto ao Banco Central do Brasil, ocorrido em Fortaleza, em 2005.

Mais de 70 empresas são investigadas e foram interditadas. Dentre elas, está a distribuidora de combustível.

A Justiça determinou bloqueio de R$ 730 milhões de contas bancárias suspeitas. Também foi determinado o bloqueio de 32 automóveis, nove motocicletas, dois helicópteros, um iate, três motos aquáticas, 58 caminhões e 42 reboques e semirreboques, com valor aproximado de R$ 32 milhões.

Crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro

Ao todo, 20 pessoas foram indiciadas. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal pediu à Justiça que as 73 empresas usadas para lavagem sigam em funcionamento e passem a ser administradas pela Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas do Ministério da Justiça – medida que era inédita até aqui, de acordo com a corporação.

A rede de postos Boxter é o alvo principal da operação, que foi nomeada “Rei do Crime”. A reportagem tentou contato com a rede, mas não obteve retorno. Para não quebrar a empresa e evitar a depreciação, a PF pediu – e a Justiça autorizou – que sejam nomeados administradores, que vão tocar o negócio até o fim do processo.

A investigação foi realizada pelo Grupo de Investigações Sensíveis, unidade de inteligência que compõe a Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

G1

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José Macedo disse:

    Mais uma vez venho elogiar o belíssimo trabalho que a polícia federal vem fazendo este ano, fechando mineradoras ilegais na Amazônia, recordes de apreensão de armas e drogas, prisão de corruptos.
    Precisou o JB mudar o chefe da PF para aumentar as investigações.
    Parabéns a toda equipe da PF.

  2. ACHO ESTRANHO disse:

    Por que será que ninguém quer investigar o CV (Comando Vermelho do RJ)?

  3. Luciana Morais Gama disse:

    Será que por aqui existe isso nas redes de postos de combustíveis??

  4. Eleição disse:

    Já já o PCC quebra.

STJ mantém líder do PCC em presídio federal de Mossoró

O STJ manteve Adriano Moreira Silva, apontado como líder do PCC no Mato Grosso do Sul, no presídio federal de Mossoró (RN), informa a Crusoé.

A 5ª Turma do STJ seguiu o entendimento do TRF-5, que havia determinado a permanência de Adriano, um dos maiores traficantes do Brasil, no sistema penitenciário federal.

A Justiça entendeu que o acusado tem “um grande poderio financeiro, sendo responsável pela compra de substancial parte dos entorpecentes comercializados pela organização e efetuando, por isso, o pagamento de altas somas em dinheiro, inclusive moeda estrangeira”.

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jose lucio de azevedo disse:

    Alexandre (pouca telha) Moraes deverá solta-lo o mais rápido possível.

Polícia investiga repasses em dinheiro do PCC ao ex-jogador Cafu

Foto:(Alexander Nemenov/AFP)

Um relatório da Polícia Civil de São Paulo aponta para registros de depósitos em dinheiro feitos pelo PCC em favor do ex-jogador da seleção brasileira de futebol Marcos Evangelista de Morais, o Cafu. O documento não cita o valor total dos repasses, mas os investigadores trabalham com a suspeita de que a organização criminosa teria comprado um terreno que pertencia ao ex-jogador em Alphaville, na cidade de Barueri, em São Paulo.

Os repasses estavam listados em um celular apreendido com Décio Gouveia Luiz, o Décio Português, em 14 de agosto. Próximo a Marcola, Décio Português se transformou em uma das principais lideranças do PCC nas ruas após a prisão do chefe. Entre outras tarefas, era o responsável pela contabilidade da facção criminosa, incluindo a lavagem e ocultação de bens e valores. Ele foi transferido para a Penitenciária de Presidente Wenceslau II no dia 28 de agosto.

Procurado pela reportagem de VEJA, Cafu ainda não se pronunciou sobre o caso.

Advogado do PT

As investigações contra Décio Português também levantaram suspeitas de uma conexão entre o PCC e um advogado do PT. No mesmo celular, os policiais encontraram uma prestação de contas que listava o pagamento de 1,5 milhão de reais para que o defensor Geraldo Luiz Mascarenhas Prado ingressasse no Supremo Tribunal Federal (STF), em nome do partido, com uma ação contra uma portaria do Ministério da Justiça.

A Polícia Civil pedirá à Justiça a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Geraldo Prado e de outros advogados que foram mencionados na mensagem enviada a Décio Português. Em nota, o PT afirmou desconhecer qualquer suposta relação dos advogados que atuam no caso com organizações criminosas.

Veja

 

“Estágio pré-mafioso”: Faturamento do PCC chegará a R$ 800 milhões por ano, diz promotor

Arquivo pessoal

A maior organização criminosa do país com atuação dentro e fora dos presídios, o PCC (Primeiro Comando da Capital), deve mudar o status de facção para uma “grande organização mafiosa mundial”. A previsão tem por base as investigações do promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, que se debruça sobre a organização há 14 anos e conversou com exclusividade com o R7. “Eles têm um faturamento de R$ 400 milhões por ano. Daqui dois ou três, a estimativa é de que dobrem esse valor.”

Isso porque, segundo Gakiya, as ações do PCC de hoje em nada lembram a organização que o promotor começou a investigar em 2005. De lá para cá, a facção se tornou, segundo ele, uma empresa voltada para o enriquecimento de seus líderes. Prestes a completar 26 anos de seu surgimento, em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, o PCC não estaria mais focado em reivindicações para os detentos. “O preso foi esquecido.” O objetivo da organização, diz o promotor, é investir na exportação de drogas para a Europa, através dos portos. “É um caminho sem volta”, diz.

Gakyia foi o responsável pelo pedido de transferência de 25 membros do PCC, entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção, para presídios federais. Para ele, o isolamento físico de Marcola não era suficiente, e somente com a remoção de membros conjunta do 1º, 2º e partes do 3º escalão foi possível enfraquecer a comunicação do grupo. “No dia a dia, o tráfico nas ruas continua funcionando. O que mudou é que ficou mais difícil tomar uma decisão estratégica. Hoje, nenhum preso da P2 pode ser considerado Sintonia Final.”

O promotor conta que continua recebendo ameaças e vive sob escolta. “O ônus dessa transferência é meu, minha vida virou de cabeça para baixo”, afirma. “Mas tem gente fazendo uso político disso.” Nesse sentido, Gakiya afirma que “quando o governo se omite, em casos de remoção, pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do Estado.” Leia abaixo a entrevista:

R7 – Há alguns anos, o senhor chegou a dizer que o PCC não possuía capacidade suficiente para atuar como uma máfia. Isso mudou?

Lincoln Gakiya – Mudou. O dinheiro que vai para a Europa não retorna mais para o Brasil, pode ir para pagar fornecedores na Bolívia, no Peru, na Colômbia. É uma logística diferente da que eles tinham de manter o dinheiro no mesmo lugar. Há indícios de que esse dinheiro está saindo do país. Precisamos saber se esse está sendo lavado lá fora ou se é evasão de divisas. Estamos falando de grandes quantias. Essa investida de fazer um trâmite internacional de dinheiro o PCC já tem. Eles têm aeronaves, helicópteros e fazendas produtoras na Bolívia e isso é lavagem. Eles estão em um estágio pré-mafioso, mas a tendência é atingirem o estágio de máfia. Está muito próximo de acontecer. Só não ocorreu no Brasil por receio desses bens serem sequestrados.

Qual o orçamento estimado da organização criminosa atualmente?

Calculamos com base em drogas apreendidas em portos. Hoje, o carro chefe do PCC é o tráfico interno e externo. Até dois anos atrás, o tráfico externo não era do PCC, somente de alguns integrantes. O Gegê do Mangue conseguiu estruturar o tráfico. A ideia era colocar uma tonelada de droga por mês para a Europa. Lá, o quilo é vendido a pelo menos 25 mil euros. Calculamos um faturamento anual US$ 100 milhões ou R$ 400 milhões por ano.

O volume e a arrecadação com o tráfico de drogas para a Europa vêm aumentando?

O tráfico internacional para a Europa aumentou porque, quando se perde, perde-se só droga. Há um potencial para esse novo ramo crescer muito para o PCC e para integrantes. O PCC não distribui a droga pela Europa, eles já têm compradores certos e tudo é feito via portos. Em 2018, essa projeção era de R$ 400 milhões por ano. Como nos últimos dois anos, o tráfico internacional se intensificou, a tendência é esse valor dobrar nos próximos dois ou 3 anos. É um caminho sem volta.

A operação Cravada revelou o uso de contas bancárias por pessoas ligadas ao PCC. Qual a finalidade dessa prática? Ela é, de fato, uma novidade?

Essas contas não são usadas para tramitar a maior parte do dinheiro, são contas de administração de um presídio local, são ajudas, como se fossem pecúlios, valores para pagar médicos que integrantes precisam para uma unidade. As finanças em geral do PCC não tramitam no sistema bancário formal e regular. As contas têm valores pequenos e as pessoas cooptadas são familiares de presos, quem têm conta corrente. Eles alugam a conta por R$ 200. Quando as contas são bloqueadas eles passam para outra. As pessoas não são faccionadas, são colaboradores. Não representa o coração financeiro do PCC.

Como funciona o “resumo das trancas federais”. Houve uma maior institucionalização desse núcleo após a transferência dos membros da cúpula?

Em todos os estados há o resumo do sistema, interno e externo. Todos os problemas que ocorrem nas penitenciárias, colônias, femininas, provisórias, são colocados sob a coordenação do resumo dos sistemas. São integrantes presos com acesso ao celular e com facilidade para resolver os problemas do dia a dia de cada unidade. Se o resumo puder resolver, ele mesmo resolve. O que mais falam são rebeliões e opressões.

Como vários integrantes do PCC foram para o sistema federal, a facção criou o resumo das trancas, só para resolver os problemas das cinco unidades. Começaram a alugar casas que denominaram casas de apoio em lugares que não tinham hotel, como Catanduvas. Familiares de presos, sem acomodação, poderiam passar o dia nas casas. Quem está no sistema federal e no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) em São Paulo também recebe uma ajuda financeira.

O que mudou na vida de Marcola após a transferência para presídio federal de Brasília?

Não tive nenhum contato com ele depois que ele saiu daqui, mas recebo informações sobre o que acontece em Brasília. O isolamento, inclusive territorial, seria importante e necessário para quebrar ou dificultar que ele continuasse comandado com mão de ferro o PCC durante todo esses anos. Já o mandei para o RDD quatro vezes em São Paulo, mas o isolamento desses presos em São Paulo não era suficiente. O RDD em Presidente Bernardes fica localizado a 30 km da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Acontecia que muitos advogados atendiam no RDD e se deslocavam até a P2.

Todos os presos do sistema penitenciário federal têm contato monitorado com advogados. Há uma dificuldade para essas ordens saírem, não quer dizer que seja impossível. Não estou falando só do isolamento do Marcola, se fosse só ele o efeito prático seria muito pouco. Conseguimos mandar o 1º, 2º e parte do 3 escalão para o sistema federal. Foram 25 presos removidos. Isso causou perplexidade no Marcola e problemas para a administração interna do PCC.

Após a transferência de Marcola e de outros 21 membros da cúpula do comando, como o crime organizado se reestruturou fora dos presídios?

Nas atividades normais do dia a dia, continua funcionando normalmente. Mas há uma dificuldade de administração e gestão do PCC. As decisões de carácter estratégico enfrentam problemas. Estamos vivendo um período de acomodação. Os presos que ficaram não se levantaram, ainda está muito recente. As lideranças ainda são os que estão no sistema federal. Hoje, na Penitenciária 2 nenhum preso pode ser considerado Sintonia Final do PCC.

Mas como o PCC está em expansão e com previsão de aumentar o faturamento com um vácuo na cúpula?

O Marcola já sabia que seria removido. Eles já deixaram esquematizado o que aconteceria. Quem comanda a parte do fornecimento do tráfico é o Fuminho, que é um grande narcotraficante. As coisas mais complicadas para tomada de decisão seriam coisas que pudessem refletir em todo o sistema, por exemplo, ataques gerais, como os de 2006. Esse tipo de ordem ninguém toma, para isso teriam que ouvir o Marcola e os demais membros da cúpula. Antes, as decisões eram mais fáceis de serem tomadas.

Muitos especialistas apontam o custo elevado dos presos no sistema federal e questionam a eficiência. Como o senhor vê essa crítica?

Com a transferência, o estado economiza com a redução dos índices de criminalidade e acreditamos que seja também pela remoção porque a ordem para assassinar inimigos fica cercada.

O massacre no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará teve alguma relação com o PCC? A organização criminosa CCA tem ligação com o PCC?

Essa chacina não precisou ser autorizada por ninguém da P2 nem pelos líderes da federal, foi algo local da facção. O que ocorre é que a facção local se aproximou do PCC, pediu apoio logístico e de armas e, provavelmente, vai ter apoio para conter o avanço do Comando Vermelho regionalmente. É diferente do que ocorreu em janeiro de 2017, quando membros do PCC foram mortos. A tendência é que o restante do país tenha uma acomodação dessa guerra de facções.

O senhor acredita em um suposto acordo que historicamente se fala entre o governo de São Paulo e o PCC?

Não sou filiado a partido político. Tudo que é decidido em caráter estratégico é em São Paulo. Não acredito que houve um acordo formal, não ocorreu uma reunião, com propostas. Em 2006, o governo resolveu trazer uma advogada do PCC para Presidente Bernardes para ver se o Marcola estava vivo. Isso pode dar a entender que houve um acordo. Mas quando o governo se omite em casos de remoção pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do estado que deveria ter removido esses presos há mais tempo.

No dia 31 de agosto, o PCC completa 26 anos. Como o senhor que investiga a organização desde 2005, avalia o momento atual da facção?

O PCC que eu comecei a investigar em 2005 não é o mesmo. Seja na conformação, seja nos ideais. Hoje é uma empresa voltada para lucro, não visa fortalecer os direitos dos presos. Essa lucratividade aparece para quem está em cargos de liderança, eles conseguem se tornar grandes traficantes. O dinheiro não chega na base da pirâmide. Quando eu comecei a investigar, era comum receber cartas pedindo melhorias na comida, de superlotação. Hoje, não se vê nenhuma reivindicação do PCC, nem paralisações. Isso porque se tornou um negócio e um ótimo negócio para quem está em liberdade. O preso foi esquecido. Quando ele sai tem que pagar e, eventualmente, cometer assassinados para pagar o custo que ele gera na cadeia.

O senhor continua atuando com escolta policial? Qual o balanço que faz de seu trabalho nos últimos meses?

Continuo com escolta. As ordens para me assassinar continuam em pé. Minha vida virou de cabeça para baixo. Minha vida social praticamente acabou. Para os presos, toda a culpa da remoção recai sobre mim. Na época, o governo não apoiou. Não houve apoio nenhum, só para questões logísticas. O governo Doria não deu a mínima. Só houve o cumprimento de ordem judicial. Tem gente fazendo uso político sobre a remoção. O ônus é meu, quem está com a vida restrita sou eu. Nem o Sergio Moro, nem o Bolsonaro foram responsáveis por essa remoção.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. João Marcolino de Araújo Costa disse:

    R$ 800 MILHÕES/ANO??? Qual empresa no Brasil fatura isso??? Quem no setor produtivo tem esse faturamento no Brasil???
    Quem deixou o crime crescer tanto ao ponto de constituir as organizações criminosas???
    Quem no Brasil alimenta a impunidade???
    Quem no Brasil deixa bandido solto???
    Quem no Brasil proibi bloqueio de celular em presídios???
    Quem no Brasil apoia o bolsa presidiário???
    Se tiverem as respostas, começam a entender quem trabalha a favor ou contra o Brasil.

PF para cima do PCC: operação ataca núcleo de organização criminosa com “sufocamento financeiro”

Em coletiva, Luciano Flores de Lima, superintendente da PF no Paraná, disse que a Operação Cravada, por mais importante que seja, não consegue “bloquear todo o poder econômico que a facção [o PCC] tem”.

Veja mais: PF deflagra operação contra núcleo financeiro de facção criminosa em sete estados

“Isso [o poder econômico] está espalhado. E não somente dentro do país, está fora do país também. E há armas e drogas, que, digamos assim, já estão mobilizadas. A PF não pretende com uma única operação acabar como o poder econômico de uma facção.”

Mas ele ponderou:

“É mais um passo que estamos dando para sufocar a facção. É um núcleo que está sendo atacado, com sufocamento financeiro.”

O Antagonista

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luladrão Encantador de Asnos disse:

    Mais um crime cometido por Moro.
    Como pode querer acabar com a corrupção e o tráfico de drogas.
    Como o PT vai se financiar.

  2. Manoel disse:

    Esse Moro é muito pilantra mesmo: quer acabar com o crime e a corrupção no Brasil… Como pode isso? Começou prendendo a "alma mais honesta do mundo" e agora quer acabar com o crime organizado desses bandidos-vítimas-da-sociedade ! Onde iremos parar?

  3. ALEX DE MESQUITA disse:

    Só ladrão, traficante, maconheiros e foras da lei vão reclamar de Sergio Moro
    PARABÉNS A PF

  4. Az disse:

    Ainda vai ter gente reclamando de Sérgio moro por isso.

Polícia apura elo de advogados de Adélio Bispo com o PCC

Foto: Época

Na primeira entrevista que concedeu como presidente da República, Jair Bolsonaro mencionou Adélio Bispo: “No mesmo dia do crime, quatro advogados se apresentaram para defendê-lo. Usaram inclusive um jatinho particular. Então está na cara que gente com dinheiro e preocupada com que ele não abrisse a boca foi em seu socorro.” Tais argumentos embasam a indagação que o presidente e seus filhos repetem com frequência: “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”.

No relatório do primeiro inquérito enviado à Justiça Federal, o delegado da Polícia Federal (PF) Rodrigo Morais Fernandes descartou “a participação direta de terceiros em coautoria com Adélio Bispo no dia e no momento da prática do atentado, seja emprestando apoio moral ou material”.

Nos últimos dois meses, ÉPOCA entrevistou 22 pessoas ligadas ao episódio e teve acesso a detalhes do segundo inquérito que investiga o caso. Um ponto em especial tem concentrado a atenção do delegado Rodrigo Fernandes: quem está por atrás do quinteto de advogados — liderado por Zanone Manuel de Oliveira — que defende Adélio Bispo? Na semana passada, o delegado aguardava o resultado da perícia no telefone de Zanone de Oliveira, apreendido três dias antes do último Natal. Foi uma operação com excepcional demonstração de força, envolvendo 24 policiais do Comando de Operações Táticas da PF — que exibiam fuzis leves e farda camuflada —, na casa, num hotel e numa locadora de veículos pertencentes ao advogado.

Mas é com a hipótese mais bombástica surgida até agora que a PF gasta boa parte do tempo. A nova linha de investigação é sussurrada em corredores do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça. Os agentes procuram provas de que a defesa de Bispo possa ter sido paga por integrantes mineiros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), associação de presidiários que, de São Paulo, tem se expandido país afora.

Época

Facção Criminosa PCC pode estar envolvida no atentado a Bolsonaro

Foto: (Raysa Leite/AFP)

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) pode estar envolvida na tentativa de homicídio contra Bolsonaro.

Fontes da Polícia Federal dizem que o relatório da investigação do atentado contra Bolsonaro faz menção a um eventual envolvimento do, acredite, PCC no crime.

Os policiais consideram a hipótese de a facção estar financiando a defesa de Adélio Bispo de Oliveira.

“Estamos trabalhando com todas as possibilidades”, disse um investigador que trabalha no caso à revista Crusoé.

Crusoé já havia alertado sobre suspeita. Foto de chamada: Reprodução

Com informações de Ancelmo Gois/O Globo/Crusoé e o Antagonista

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. marcos disse:

    SERÁ QUE O PCC TAMBÉM MATOU CELSO DANIEL E AS TESTEMUNHAS, O QUE TEM HAVER COM BOLSONARO..

  2. Roseane disse:

    E o PCC agora é partido político de esquerda?. Entendi não.

  3. ROSEANE disse:

    O PCC agora deixou de ser uma facção e agora virou partido político de oposição ao Bolsonaro?.Entendo não.

  4. greg disse:

    PCC fazendo atentando com faca? Ri alto aqui viu? kkkkk

    • Tico disse:

      PCC e CV é o mesmo pt e PSOL, só que hj quem manda são as facções, o pt é coadjuvante, foi reprovado pela população e pelas facções.

    • Francisco César. disse:

      Uma completa falta de bom senso. Esse tipo de notícia.

    • Rícard Wagner Rizzi disse:

      Verdade Greg, foi a reportagem mais ridícula que vi até hoje.

  5. pedro henrique disse:

    democracia no comunismo? não existe. O brasil não merece virar uma venezuela, coreia do norte, cuba… votem 17 pra isso aqui mudar, amanhã a facada pode ser em vc no governo do PT que vai soltar a bandidagem!

    • Marcio disse:

      Pelo jeito que você escreve, dá para ver que é uma pessoa bem inteligente, sem erros ortográficos, parabéns!!!

  6. Rilson Coutinho disse:

    Como é a "democracia" no PT:
    – Só é verdade o que o partido diz, afirma e fala;
    – Só existe oque o partido anuncia, o que se vê nas ruas são versões dos inconformados;
    – Só tem valor aquilo que vem do PT, o resto é retaliação da direita;
    – Só há justiça nos julgamentos feitos pelo PT, os juízes, desembargadores e ministros que decidem e divergem do que o PT quer, s]ao golpistas;
    – Democracia é defender as ditadoras pelo mundo e condenar a ação militar que impõe ordem contra as tentativas de golpe dos comunistas;
    – Justiça é feita quando mantém José Dirceu condenado em 02 processos, por decisão colegiada, solto;
    Poderia continuar escrevendo o dia todo sobre o que o PT propõe, mas nem precisa, basta olharmos para Cuba e Venezuela e teremos uma imagem real do que eles querem transformar nossa pátria amada!

    • Andinho disse:

      Verdade, não existe nada mais antidemocrático que esta ideologia pregada pelos Petralhas, eles não aceitam o contraditório, acusam o adversário daquilo que eles mesmos fazem.

  7. Nilo disse:

    Democracia se faz assim: Na UFRN o servidor entra no site do Haddad quando quiser, mas não tem acesso ao site do candidato Bolsonaro!

  8. Joao disse:

    Quando partidos defendem a liberacao das drogas, e que usuarios nao tem culpa por financiar o narcotrafico, devemos refletir que algo esta errado, isso nunca foi somente problema de saude publica, é uma consequencia o problema de saude. Aí vem um sujeito e diz que vai botar bandido na cadeia e a esquerda vai contra esse pensamento chamando-o de fascista.. da pra pensar que a esquerda gosta mesmo do narcotrafico e do ladrao. E o inferno, quando um candidato a presidente vai na cadeia buscar inspiracao, sinal vermelho pra o pior que esta por vir. PT nunca mais.

    • ruggy disse:

      não sei se vc viu como foi nos EUA, mas a legalização de certas drogas acabou com o trafico , que agora alem do governo economizar na guerra as drogas esta lucrando bilhões com a legalização, dinheiros este que vai pra escolas hospitais . só um cego num ve isso

PCC tentou infiltrar advogado no sistema prisional do RN como agente penitenciário

O Primeiro Comando da Capital (PCC) tentou, sem sucesso, infiltrar um agente penitenciário no sistema prisional do Rio Grande do Norte, segundo dados da Operação Echelon.

Identificado apenas por Tiago, o homem é um advogado.

Ele foi identificado em interceptação telefonônica de 7 de novembro de 2017, às 13h48, quando dois integrantes da cúpula da facção discutiam as razões pela quais um advogado teria sido barrado no concurso de agente penitenciário no Rio Grande do Norte sob a desconfiança de que ele entraria no “sistema” para ajudar o “comando”.

Por conta disso, os criminosos chegaram a sugerir fazer um protesto em frente ao fórum e presídios, com 150 camisetas e apoio de militantes dos direitos humanos, como forma de protesto.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Reginaldo disse:

    Na minha pouca experiência só não entendo porque não há um plano de combate às facções seja a nível nacional ou estadual, tem muita gente ganhando dinheiro com o crime, muita

Operação contra o PCC no RN e mais 4 estados apreende 7 helicópteros e 5 embarcações de luxo

por Dinarte Assunção

Uma das aeronaves apreendidas na ação de hoje. (Foto: PF)

 

Está cada vez mais frequente nas ações da Polícia Federal contra organizações criminosas operações que passam pelo Rio Grande do Norte.

No início da tarde desta segunda-feira, a Polícia Federal terminou de cumprir os 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 35 mandados de busca e apreensão referentes à Operação Laços de Família, deflagrada com a autorização da 3ª Vara da Justiça Federal de Campo Grande (MS).

Conforme apurou o BlogdoBG, no Rio Grande do Norte, a operação tinha um dos mandados de prisão a cumprir na zona Norte de Natal, mas não houve sucesso por parte dos policiais federais. A ação se deu, alem de no Rio Grande do Norte, no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás.

O nome da operação é referência ao vínculo mirado. O braço do PCC mirado na operação de hoje tinha traços de um clã, de forma assemelhada à máfia, eis que seus principais cabeças eram de um mesmo grupo familiar.

Além das prisões, houve cumprimento de 136 mandados de sequestros de veículos terrestres, 7 mandados de sequestro de aeronaves (helicópteros), 5 mandados de sequestro de embarcações de luxo, 25 mandados de sequestro de imóveis. Além disso, também foi decretado o sequestro geral de todos os bens de 38 investigados, em todo o território nacional, inclusive em nome de suas empresas de fachada.

Grandes carregamentos de droga eram remetidos da região fronteiriça para várias regiões do Brasil, geralmente escondidos em caminhões e carretas com cargas aparentemente lícitas, tudo a serviço da criminalidade.

Em contrapartida, a organização criminosa recebia joias, veículos de luxo e dinheiro por meio de depósitos em contas bancárias de laranjas e de empresas de fachada, como pagamento das cargas criminosas, que garantiam vida luxuosa e nababesca aos patrões do tráfico internacional de drogas, que incutiam o temor e o silêncio na região pela sua violência e poderio.

Também eram utilizados helicópteros para transportar joias e dinheiro usados como pagamento do bando, vindos de vários pontos do Brasil.

Durante a investigação, a PF já tinha conseguido apreender mais de R$ 317 mil em dinheiro; joias avaliadas em mais R$ 81 mil, duas pistolas, 27 toneladas de maconha, duas caminhonetes e 11 veículos de transporte de carga.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Wds disse:

    Engraçado é os otarios que querem ser pinta, com roupas da Nike e adidas falsas passando fome e roubando celular de trabalhadores para manter o vicio.

FOTOS: Polícia de Umarizal prende membros da facção criminosa PCC

Por interino

Uma ação realizada pela Polícia Civil e Polícia Militar de Umarizal, nesta sexta-feira (25), prendeu em flagrante (pelo crime de associação criminosa) Dijair Alves da Silva, 24 anos e Rafaela Ferreira de Souza, 22 anos.

De acordo com as investigações da polícia, eles são membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Com os suspeitos foram apreendidos, documentos e aparelhos celulares.

Após matar comparsas no Ceará, membros do PCC pousaram aeronave no RN para se desfazer de provas

por Dinarte Assunção

Paca e Gegê foram assassinados no Ceará

 

A inteligência da polícia em São Paulo já tem o itinerário do plano que resultou na morte de dois membros do PCC no Ceará, no início da semana e ele passa pelo Rio Grande do Norte, informou Marcelo Godoy, no Estadão.

Na cadeia de comando, o número dois do PCC está detido em Mossoró.

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Souza, o Paca, foram mortos em Alquiraz. Um bilhete escrito por Marcola, comandante do PCC, a partir da penitenciária de Venceslau (SP) e apreendido pelas autoridades, é a evidência mais latente que se trata de acerto de contas.

Os dois assassinados são apontados pelos próprios comparsas como autores de desvios de R$ 20 milhões do PCC.

Ambos, Paca e Gegê, fretaram um ônibus para levar os familiares até Fortaleza. Na sexta (16), se despediram dos familiares – que apanharam o ônibus – e embarcaram em um helicóptero.

A aeronave havia saído de São Paulo, levando pelo menos cinco homens. O piloto seria conhecido como Felipe. Os demais integrariam a facção. A inteligência da polícia acredita que o grupo partiu para o Ceará já com a missão dada pela cúpula para matar os chefes.

Depois do embarque em Fortaleza, o helicóptero pousou, por volta das 10 horas, em Alquiraz, onde os dois foram executados. Gegê e Paca levaram tiros no rosto e facadas nos olhos. Era um recado: demonstraram ter olho grande demais.

A mesma aeronave e que é blindada, suspeita a polícia, iria ser utilizada para resgatar Marcola da Penitenciária de Venceslau em outra oportunidade.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio Freire disse:

    Alguém precisa fazer algo pela segurança pública . o Estado vergonhosamente perdeu a guerra. E a sociedade trancafiada em suas casas assistindo as autoridades querendo resolver o assunto através de entrevista na televisão. É mole?

Após mortes no comando do PCC, número dois da facção segue preso em Mossoró

por Dinarte Assunção

A sucessão de atentados contra membros da hierarquia do top do PCC deixou tem deixado apenas o topo da cadeia alimentar do crime, de se supõe, portanto, partir as ordens de degola hierarquia abaixo.

Nessa quinta, em São Paulo, mais um membro da cadeia criminosa, Wagner Ferreira da Silva, 32, foi morto no bairro Jardim Anália, zona nobre da cidade.

Antes dele, Gegê do Mangue, número três na escala e Fabiano Alves de Souza, principais vozes do PCC fora dos presídios, foram mortos em emboscada no Ceará no início da semana.

As vozes mais poderosas continuam trancafiadas, mas não necessariamente caladas.

Marcola, apontado como comandante do PCC, está encarcerado na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

O vice do PCC, por assim dizer, está entre nós, Abel Pacheco, o Vida Loka, está preso em Mossoró.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Carlos Apolinario disse:

    Que manchete mal feita! E era pra ele tá solto? Francamente…

Presos em Alcaçuz exibem o que seria “churrasco de carne humana” de facção rival

Tire suas conclusões, se tiver recebido o vídeo. Imagens perturbadoras, preservadas – (em respeito ao leitor), na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, na Grande Natal circulam nas redes sociais e assustam. Presos que se dizem representantes da facção Sindicato do Crime do RN assam carne, e em alguns momentos falam em “churrasco do PCC”, citando membros de facção e sinalizando eventual troco após massacre do sábado(14), em que 26 detentos foram mortes de forma cruel.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jair disse:

    Queimar a carne é fácil, (qualquer animal da laia deles fazem), quero ver comer esta mesma carne kkkkkkkkkkkkkkkk

Após polêmica com PCC, deputado do PT que cumpriu pena por roubo e fugiu da cadeia sugere "imbróglio político”

9440912-1024x639Foto: Robson Fernandes/Estadão

O deputado estadual em São Paulo Luiz Moura (PT), ligado ao secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, viveu um conturbado período de sua vida nos idos de 1990. Então “vendedor autônomo”, como se declarava, ele foi preso no interior do Paraná e também em Santa Catarina por assalto a mão armada.

Pegou 12 anos de condenação, confessou uso de drogas. Ficou pouco mais de um ano e meio na prisão e evadiu-se. Em 2005, a Justiça concedeu-lhe a reabilitação, tendo em vista “o bom comportamento, tanto público como privado” – tecnicamente, a Justiça limpou sua ficha criminal abrindo-lhe a porta inclusive para a aventura no mundo da política. Elegeu-se parlamentar pelo PT em 2010.

Nesta quinta feira, 22, ele afirmou que que “graças a deus nunca teve ligação com nenhuma facção criminosa”. Moura disse que “nunca ouviu falar, nunca teve contato” com o ladrão de bancos Carlinhos Alfaiate, que foi preso pela Polícia Civil de São Paulo no dia 17 de março durante reunião na garagem da Cooperativa Transcooper.

O parlamentar estava presente a essa reunião.

Em entrevista exclusiva ao Programa do Datena, na TV Bandeirantes, Moura declarou que sua “bandeira é o transporte público” e que foi convidado para a reunião na rua Flores do Piauí, em Itaquera, extremo Leste da Capital, endereço da cooperativa.

A Polícia conduziu 42 pessoas que estavam no local para a sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC). O parlamentar não foi levado para o DEIC.

A Polícia suspeita que o grupo estava reunido para planejar crimes. Um inquérito está em curso para investigar a facção PCC por ataques a ônibus na periferia de São Paulo.

O deputado diz que foi convidado para discutir campanha salarial e reajuste dos cooperados. “Participei de diversas reuniões, fui convidado por diretores da garagem para poder fazer a interlocução entre a Prefeitura da cidade de São Paulo, o secretário (dos Transportes, Jilmar Tatto), o prefeito Fernando Haddad e as permissionárias e concessionárias prestadoras de serviço público”, afirma o deputado petista.

Segundo ele, o encontro “era justamente com relação à greve, para não ter essa greve na cidade de São Paulo que deixou mais de 2 milhões de trabalhadores a pé pela falta de ônibus.”

“Eu estava prestando um serviço para a população da cidade de São Paulo, fazendo com que não houvesse greve, dialogando com a categoria. E não teve greve na zona Leste”, argumenta o petista.

Moura diz que o “colocaram num imbróglio por uma questão política”.

“Realmente chegou a Polícia. Mas não existiu nenhum ilícito criminoso dentro dessa cooperativa As pessoas foram (para o DEIC) na condição de averiguados. Não fui até a delegacia e os policiais nem me convidaram para ir até essa delegacia. Graças a deus nunca tive ligação com nenhuma facção criminosa. Isso posso falar com a maior tranquilidade do mundo.”

LEIA PEÇAS DOS PROCESSOS JUDICIAIS CONTRA LUÍS MOURA E SUA REABILITAÇÃO

PEÇA 1

PEÇA 2

PEÇA 3

PEÇA 4

PEÇA 5

Estadão

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. TITICO disse:

    O Ministério Público pediu à Justiça o afastamento do conselheiro do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) Robson Marinho nesta quinta (22/04/14). A promotoria alega que documentos obtidos por autoridades da Suíça comprovam que Marinho recebeu propina para ajudar a multinacional francesa Alstom em contratos com o governo de São Paulo e, por isso, ele não deve permanecer no cargo de conselheiro do TCE-SP. PSDB, DEM, PCC e a MAQUINA. O povão sabe que PSDB, DEM e PCC é quase a mesma coisa.

  2. MEDEIROS disse:

    censura

FOTOS E VÍDEO: Polícia Civil da Paraíba (GTE) localiza esconderijo usado pelo PCC para planejar assalto em Patu-RN

20140427_173258O Grupo Tático Especial de Polícia Civil da Paraíba – GTE de São Bento e Catolé do Rocha – localizou com exclusividade o esconderijo usado por membros do PCC para arquitetarem o assalto à agência dos Correios de Patu-RN, no último dia 24 que culminou com a morte do gerente da agência,  Arni Praxedes de Melo.

De acordo com o blogueiro Jair Sampaio, após a morte de um integrante do grupo, havia a informação dos outros elementos da quadrilha serem paraibanos e de fato, policiais civis das cidades de São Bento e Catolé do Rocha, após receberem uma denúncia anônima fizeram uma incursão numa mata, na zona rural, da cidade de Paulista/PB. Ao chegarem no local, visualizaram um veiculo Chevrolet Corsa, cinza, placas NNP-8102/Mossoró-RN escondido por trás do possível local utilizado como ponto de saída e encontro dos assaltantes. VEJA VÍDEO CLICANDO AQUI

No esconderijo, que se trata de uma casa, ainda em fase de acabamento, foram encontrados rádios comunicadores, um carregador de pistola Glock .380, um porta munições, uma touca ninja, e até um equipamento utilizado para bloquear sinais de satélite de rastreamento de veículos e cargas.

00000000000000000000000000000000000000.0000000000000000000-Após a consulta no veiculo encontrado, verificou-se que não possuía nenhuma restrição por roubo e furto. O veiculo teria sido utilizado por SAMARONE(morto em confronto com a Polícia na zona rural de Patu) para vir até a PB encontrar seus comparsas e de lá planejaram o roubo dos correios de Patu/RN em um veiculo roubado que possivelmente já estaria anteriormente no esconderijo.

Com informações, fotos e vídeo do Blog Jair Sampaio