Economia

Faturamento dos postos de gasolina cai mais de 20% em fevereiro

Segundo o head de Inteligência da companhia, Pedro Lippi, essa redução deve-se ao recuo na quantidade de vendas, fruto possivelmente de novas medidas de isolamento em boa parte do país e do aumento do preço dos combustíveis – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A receita dos postos de combustíveis encolheu 22,8% em fevereiro na comparação com o mesmo mês de 2020, de acordo com a Cielo.

Segundo o head de Inteligência da companhia, Pedro Lippi, essa redução deve-se ao recuo na quantidade de vendas, fruto possivelmente de novas medidas de isolamento em boa parte do país e do aumento do preço dos combustíveis.

Em janeiro, as vendas nos postos de gasolina já haviam apresentado baixa de 8,6% frente a janeiro do ano passado.

Radar – Veja

Opinião dos leitores

  1. Olhem só!!!
    Hoje as distribuidoras aumentaram vinte centavos no preço da gasolina pros postos, podem ter certeza que vai pras bombas viu?
    É só uma questão de tempo.
    É o tal PMPF que enche a pança e o cofre do governo do Estado.
    Pouca gente sabe disso.
    Mas é assim.
    Nos próximos dias deve sair mais um da Petrobras, aí os postos junta com esse e passa pra bomba vcs vão vê.
    Sabe a dúvida que todo mundo tem e mete o cacete nos postos?
    áh a gasolina subiu tanto na Petrobras, mas os donos de postos subiram mais, isso são uns ladrões…
    Né assim que se fala?
    Mais é por causa disso daí, o consumidor não é informado desses aumentos frequentes na pauta do ICMS né mesmo?
    Aí com poucos dias aparece na mídia, auditores comemoram record na arrecadação
    Claro! Tirando no meu no seu espinhaço, Fica fácil!!
    E aí quando o dinheiro chega no cofre do governo…
    Bom!!
    Vcs já sabe pra onde vai.
    O fato é que nunca dá.
    Eles falam que é insuficiente.
    E assim, nós os burros de cargas, vamos carregando o ESTADO nas costas.
    Simples assim!!

    1. É isso mesmo Leo.
      Chama o procon!
      Em João Pessoa é mais barato,
      Kkkkkkkk.
      Sem contar com um boi tabaco da 98 fm que todo aumento de combustível so falta matar os donos de postos pelas manhãs.
      Babaca não sabe de nada, fica relinchando, dando uma de formador de opinião, junto com um monte de sabe de nada.
      Imagina??
      No dia que souber como funciona, vai morrer de vergonha.
      É o chamado.
      Papa angu de galocha.

  2. Com o preço na alturas….,sair só com destino certo.O carro esta ha 5 dias parado Estou fazendo dieta,tudo pela metade,tem que se fazer ou atingir uma meta,perder peso,ja perdi 7.

  3. Foi mesmo?
    Pq será?
    Donos de postos e classe empresarial do MEI, continuem saindo às ruas de camisa da seleção brasileira pra falar que "bolsonaro tem razão".
    Vcs pedem por isso dia após dia, claro que cada vez numa quantidade bem menor, graças a Deus.
    No entanto, devem está satisfeitos.

  4. Estou separando uma quentinha aqui, para ir deixar para os donos dos postos., que aliás praticam preços muitíssimos parecidos.

    1. Caro Leo! Creio que a pesquisa foi feita com base no valor global das notas fiscais emitidas, ou seja, com base nos balanços dos valores após cada competência tributária, pois, para efeito de divulgação extraoficial, é um tanto complicado fazer uma pesquisa com a média de queda nos lucros dos postos de maneira individualizada em cada estabelecimento comercial.

  5. Se 5 milhões de motoristas deixassem de abastecer, num instante a petrobrás, reveria sua politica voráis de preços?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????>

  6. Pense como tô com dó , dos proprietários de postos. Ele não tá nenhum pouco de mim. Já lucrou e lucra muito

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Diversos

Artistas chegam a faturar mais de 1 milhão de reais com lives

Foto: Reprodução/Instagram

Desde que a quarentena pela pandemia de covid-19 começou no Brasil, diversos artistas já se apresentaram de casa com transmissão ao vivo. Gusttavo Lima foi um dos pioneiros do novo modelo de shows e fez uma apresentação histórica com cerca de cinco horas de duração.

Se hoje as lives viraram um fenômeno, há alguns anos, a situação era bem diferente. Segundo Filipe Callil, CEO da ClapMe, empresa que trabalha com live streaming desde 2013, era um desafio provar a importância das transmissões ao vivo.

“A gente tinha uma dificuldade em convencer as pessoas que elas tinham que fazer live, principalmente artistas. Eles costumavam dizer ‘a transmissão ao vivo vai comprimir meu áudio, vai deixar minha voz anasalada. Cantar na minha casa? Imagina, vai expor minha privacidade e minha família…'”, relembra o empresário, que começou a ver uma mudança de comportamento quando o Facebook implementou a ferramenta de lives por conta das Olímpiadas de 2016 e, pouco tempo depois, também no Instagram.

Com a pandemia, as transmissões ao vivo se tornaram a única alternativa para o mercado musical obter receita e os artistas acabaram se rendendo ao formato. Atualmente, Filipe estima que grandes nomes da música, como Luan Santana e Marília Mendonça, possam faturar mais de 1 milhão de reais cada um por live.

“Isso só de patrocínio, porque há um impasse com relação ao pagamento do YouTube em cima das views. Mas se eles fecham três cotas de 300 mil reais cada uma nas lives…”, declara.

O que as marcas procuram?

As transmissões ao vivo também fizeram as empresas e especialistas de marketing saírem da caixinha. Filipe explica que a live nunca foi vista como uma ferramenta de compra de mídia, como acontece agora.

“Muitos pensavam: ‘Por que vou botar minha grana numa live do Gusttavo Lima e, de repente, ter a imagem da minha marca atrelada a algo não muito legal, se posso comprar mídia no YouTube ou em um portal, onde tenho segurança?’ Na quarentena, a live começou a ganhar audiência, repercussão e virou basicamente a saída para todo mundo.”

Thays Almendra, CEO da Social Digital BR e especialista em planejamento estratégico de projetos digitais e marketing de influência, afirma que desde o início da pandemia surgiram inúmeros pedidos de anúncios em lives. Para atender as marcas e indicar um artista, Thays diz que precisa entender as necessidades individuais.

Gusttavo Lima já fez três lives nesta quarentena. Foto: Reprodução/YouTube

“A primeira pergunta que eu faço é: qual seu objetivo? Se a marca ‘x’ quer o maior alcance de todos com total de views de 15 milhões, você pensa em Gusttavo Lima ou Simone e Simaria. Tem marca que investe em lives pequenas, porque ela quer de fato alcançar o público nichado daquele artista. Mas, muito mais do que ter alcance, uma live tem que ter alguma relevância tanto para a marca, quanto para o artista”, explica.

Thays afirma que a live por si só não vai trazer a conversão imediata que a marca procura, pois existe todo um fluxo de compra (interação com QR code ou cross com outras mídias, por exemplo). Mas, diante da grande visibilidade dos shows ao vivo, ela acredita que o investimento seja o mais vantajoso atualmente.

“A live está na crista da onda e os clientes vão querer estar por trás dela. Os olhos das pessoas estão voltados para o digital, principalmente para o YouTube. Cresceu muito a procura de quem não usava essa ferramenta (75% de aumento na faixa etária de 35 a 54 anos, segundo dados da Kantar). Se você for ver o ibope no momento que passa seu comercial na TV e a quantidade de pessoas atingidas, o alcance que determinadas lives têm, muitas vezes, é maior. Acho que uma coisa não anula a outra, mas se você tem só uma grana pra investir, eu investiria na live.”

Futuro das lives pós-pandemia

Para Filipe, o uso do streaming e as ramificações em cima deste mercado que vão surgir daqui pra frente são um caminho sem volta.

“Se antes já era uma tecnologia latente, prestes a explodir, agora, a marca que não fizer ativações pensando em live, depois da quarentena e do boom das lives, vai estar para trás. Não dá pra prever os novos produtos e ideias que virão, fugindo da parte da música, esporte, gastronomia para outras frentes. Mas a gente quer estar na guarda como autoridade e ditador de tendência. É briga de cachorro grande”, avalia o especialista.

Thays engrossa o coro e declara que, apesar de as lives já serem tendência entre gamers e grandes festivais no passado, foi aceita pelos músicos e veio para ficar.

“O digital virou o foco da campanha, trouxe autenticidade para os conteúdos. Os artistas e influenciadores vão repensar que as pessoas querem estar mais próximas deles. O que acho que vai cair são influenciadores fakes que não dão a cara a tapa. Pode ser em live, ou em outro formato que vier pós-pandemia, o que vai impactar de fato é a realidade, o que está acontecendo na sua casa? A live veio a partir disso, dentro da casa do artista e do influenciador”, sugere.

R7

 

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Turismo

Setor de turismo tem aumento de 2,2% no faturamento em 2019 puxado pelo Sudeste

Foto: Getty Images

O setor de turismo no Brasil aumentou seu faturamento e gerou mais empregos em 2019. O ICV-Tur – índice da pesquisa elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com a Cielo – registrou o melhor desempenho do setor desde 2017.

Houve um aumento de 2,2% no faturamento real ante o ano anterior, totalizando R$ 238,6 bilhões (acréscimo de R$ 5,1 bilhões). Foram criados 35.692 novos postos de trabalho, com alta de 1,2%, em relação ao total de empregados do setor em 2018.

De acordo com a CNC, o faturamento do turismo ao longo da primeira metade de 2019 apresentou oscilações, influenciado pela incerteza do rumo da economia e pelas dificuldades de aprovação da reforma da Previdência.

A partir de agosto, no entanto, quando houve medidas de incentivo ao consumo com a liberação dos recursos do FGTS, a queda dos juros em compasso com estabilidade inflacionária e o aquecimento do mercado de trabalho impulsionaram as vendas.

Dos R$ 238 bilhões faturados, o segmento Restaurantes e Similares responde por 53,3%. Depois, vem o setor de transportes, com 26%, e de hospedagens com 11%.

Em 2019, todos os segmentos de serviços turísticos indicaram aumento de vendas em relação a 2018.

Regiões

O Sudeste se destacou no faturamento do país, reunindo um faturamento de R$ 147 bilhões. A região respondeu por 61,6% do faturamento do setor turístico no ano passado, seguida pelo Sul (15,9%) e pelo Nordeste (12,6%). O Estado de São Paulo liderou, respondendo por 40,5% do faturamento no país.

EXAME

Opinião dos leitores

  1. Enquanto aqui no RN o turismo sofre com a incompetência do nosso (des)Governo…

    Fora Fátima! Salvem o RN!

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Judiciário

“Estágio pré-mafioso”: Faturamento do PCC chegará a R$ 800 milhões por ano, diz promotor

Arquivo pessoal

A maior organização criminosa do país com atuação dentro e fora dos presídios, o PCC (Primeiro Comando da Capital), deve mudar o status de facção para uma “grande organização mafiosa mundial”. A previsão tem por base as investigações do promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, que se debruça sobre a organização há 14 anos e conversou com exclusividade com o R7. “Eles têm um faturamento de R$ 400 milhões por ano. Daqui dois ou três, a estimativa é de que dobrem esse valor.”

Isso porque, segundo Gakiya, as ações do PCC de hoje em nada lembram a organização que o promotor começou a investigar em 2005. De lá para cá, a facção se tornou, segundo ele, uma empresa voltada para o enriquecimento de seus líderes. Prestes a completar 26 anos de seu surgimento, em 31 de agosto de 1993, na Casa de Custódia de Taubaté, em São Paulo, o PCC não estaria mais focado em reivindicações para os detentos. “O preso foi esquecido.” O objetivo da organização, diz o promotor, é investir na exportação de drogas para a Europa, através dos portos. “É um caminho sem volta”, diz.

Gakyia foi o responsável pelo pedido de transferência de 25 membros do PCC, entre eles, Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder da facção, para presídios federais. Para ele, o isolamento físico de Marcola não era suficiente, e somente com a remoção de membros conjunta do 1º, 2º e partes do 3º escalão foi possível enfraquecer a comunicação do grupo. “No dia a dia, o tráfico nas ruas continua funcionando. O que mudou é que ficou mais difícil tomar uma decisão estratégica. Hoje, nenhum preso da P2 pode ser considerado Sintonia Final.”

O promotor conta que continua recebendo ameaças e vive sob escolta. “O ônus dessa transferência é meu, minha vida virou de cabeça para baixo”, afirma. “Mas tem gente fazendo uso político disso.” Nesse sentido, Gakiya afirma que “quando o governo se omite, em casos de remoção, pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do Estado.” Leia abaixo a entrevista:

R7 – Há alguns anos, o senhor chegou a dizer que o PCC não possuía capacidade suficiente para atuar como uma máfia. Isso mudou?

Lincoln Gakiya – Mudou. O dinheiro que vai para a Europa não retorna mais para o Brasil, pode ir para pagar fornecedores na Bolívia, no Peru, na Colômbia. É uma logística diferente da que eles tinham de manter o dinheiro no mesmo lugar. Há indícios de que esse dinheiro está saindo do país. Precisamos saber se esse está sendo lavado lá fora ou se é evasão de divisas. Estamos falando de grandes quantias. Essa investida de fazer um trâmite internacional de dinheiro o PCC já tem. Eles têm aeronaves, helicópteros e fazendas produtoras na Bolívia e isso é lavagem. Eles estão em um estágio pré-mafioso, mas a tendência é atingirem o estágio de máfia. Está muito próximo de acontecer. Só não ocorreu no Brasil por receio desses bens serem sequestrados.

Qual o orçamento estimado da organização criminosa atualmente?

Calculamos com base em drogas apreendidas em portos. Hoje, o carro chefe do PCC é o tráfico interno e externo. Até dois anos atrás, o tráfico externo não era do PCC, somente de alguns integrantes. O Gegê do Mangue conseguiu estruturar o tráfico. A ideia era colocar uma tonelada de droga por mês para a Europa. Lá, o quilo é vendido a pelo menos 25 mil euros. Calculamos um faturamento anual US$ 100 milhões ou R$ 400 milhões por ano.

O volume e a arrecadação com o tráfico de drogas para a Europa vêm aumentando?

O tráfico internacional para a Europa aumentou porque, quando se perde, perde-se só droga. Há um potencial para esse novo ramo crescer muito para o PCC e para integrantes. O PCC não distribui a droga pela Europa, eles já têm compradores certos e tudo é feito via portos. Em 2018, essa projeção era de R$ 400 milhões por ano. Como nos últimos dois anos, o tráfico internacional se intensificou, a tendência é esse valor dobrar nos próximos dois ou 3 anos. É um caminho sem volta.

A operação Cravada revelou o uso de contas bancárias por pessoas ligadas ao PCC. Qual a finalidade dessa prática? Ela é, de fato, uma novidade?

Essas contas não são usadas para tramitar a maior parte do dinheiro, são contas de administração de um presídio local, são ajudas, como se fossem pecúlios, valores para pagar médicos que integrantes precisam para uma unidade. As finanças em geral do PCC não tramitam no sistema bancário formal e regular. As contas têm valores pequenos e as pessoas cooptadas são familiares de presos, quem têm conta corrente. Eles alugam a conta por R$ 200. Quando as contas são bloqueadas eles passam para outra. As pessoas não são faccionadas, são colaboradores. Não representa o coração financeiro do PCC.

Como funciona o “resumo das trancas federais”. Houve uma maior institucionalização desse núcleo após a transferência dos membros da cúpula?

Em todos os estados há o resumo do sistema, interno e externo. Todos os problemas que ocorrem nas penitenciárias, colônias, femininas, provisórias, são colocados sob a coordenação do resumo dos sistemas. São integrantes presos com acesso ao celular e com facilidade para resolver os problemas do dia a dia de cada unidade. Se o resumo puder resolver, ele mesmo resolve. O que mais falam são rebeliões e opressões.

Como vários integrantes do PCC foram para o sistema federal, a facção criou o resumo das trancas, só para resolver os problemas das cinco unidades. Começaram a alugar casas que denominaram casas de apoio em lugares que não tinham hotel, como Catanduvas. Familiares de presos, sem acomodação, poderiam passar o dia nas casas. Quem está no sistema federal e no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) em São Paulo também recebe uma ajuda financeira.

O que mudou na vida de Marcola após a transferência para presídio federal de Brasília?

Não tive nenhum contato com ele depois que ele saiu daqui, mas recebo informações sobre o que acontece em Brasília. O isolamento, inclusive territorial, seria importante e necessário para quebrar ou dificultar que ele continuasse comandado com mão de ferro o PCC durante todo esses anos. Já o mandei para o RDD quatro vezes em São Paulo, mas o isolamento desses presos em São Paulo não era suficiente. O RDD em Presidente Bernardes fica localizado a 30 km da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Acontecia que muitos advogados atendiam no RDD e se deslocavam até a P2.

Todos os presos do sistema penitenciário federal têm contato monitorado com advogados. Há uma dificuldade para essas ordens saírem, não quer dizer que seja impossível. Não estou falando só do isolamento do Marcola, se fosse só ele o efeito prático seria muito pouco. Conseguimos mandar o 1º, 2º e parte do 3 escalão para o sistema federal. Foram 25 presos removidos. Isso causou perplexidade no Marcola e problemas para a administração interna do PCC.

Após a transferência de Marcola e de outros 21 membros da cúpula do comando, como o crime organizado se reestruturou fora dos presídios?

Nas atividades normais do dia a dia, continua funcionando normalmente. Mas há uma dificuldade de administração e gestão do PCC. As decisões de carácter estratégico enfrentam problemas. Estamos vivendo um período de acomodação. Os presos que ficaram não se levantaram, ainda está muito recente. As lideranças ainda são os que estão no sistema federal. Hoje, na Penitenciária 2 nenhum preso pode ser considerado Sintonia Final do PCC.

Mas como o PCC está em expansão e com previsão de aumentar o faturamento com um vácuo na cúpula?

O Marcola já sabia que seria removido. Eles já deixaram esquematizado o que aconteceria. Quem comanda a parte do fornecimento do tráfico é o Fuminho, que é um grande narcotraficante. As coisas mais complicadas para tomada de decisão seriam coisas que pudessem refletir em todo o sistema, por exemplo, ataques gerais, como os de 2006. Esse tipo de ordem ninguém toma, para isso teriam que ouvir o Marcola e os demais membros da cúpula. Antes, as decisões eram mais fáceis de serem tomadas.

Muitos especialistas apontam o custo elevado dos presos no sistema federal e questionam a eficiência. Como o senhor vê essa crítica?

Com a transferência, o estado economiza com a redução dos índices de criminalidade e acreditamos que seja também pela remoção porque a ordem para assassinar inimigos fica cercada.

O massacre no Centro de Recuperação de Altamira, no Pará teve alguma relação com o PCC? A organização criminosa CCA tem ligação com o PCC?

Essa chacina não precisou ser autorizada por ninguém da P2 nem pelos líderes da federal, foi algo local da facção. O que ocorre é que a facção local se aproximou do PCC, pediu apoio logístico e de armas e, provavelmente, vai ter apoio para conter o avanço do Comando Vermelho regionalmente. É diferente do que ocorreu em janeiro de 2017, quando membros do PCC foram mortos. A tendência é que o restante do país tenha uma acomodação dessa guerra de facções.

O senhor acredita em um suposto acordo que historicamente se fala entre o governo de São Paulo e o PCC?

Não sou filiado a partido político. Tudo que é decidido em caráter estratégico é em São Paulo. Não acredito que houve um acordo formal, não ocorreu uma reunião, com propostas. Em 2006, o governo resolveu trazer uma advogada do PCC para Presidente Bernardes para ver se o Marcola estava vivo. Isso pode dar a entender que houve um acordo. Mas quando o governo se omite em casos de remoção pode parecer um acordo tácito. Se não houve acordo, houve uma frouxidão do estado que deveria ter removido esses presos há mais tempo.

No dia 31 de agosto, o PCC completa 26 anos. Como o senhor que investiga a organização desde 2005, avalia o momento atual da facção?

O PCC que eu comecei a investigar em 2005 não é o mesmo. Seja na conformação, seja nos ideais. Hoje é uma empresa voltada para lucro, não visa fortalecer os direitos dos presos. Essa lucratividade aparece para quem está em cargos de liderança, eles conseguem se tornar grandes traficantes. O dinheiro não chega na base da pirâmide. Quando eu comecei a investigar, era comum receber cartas pedindo melhorias na comida, de superlotação. Hoje, não se vê nenhuma reivindicação do PCC, nem paralisações. Isso porque se tornou um negócio e um ótimo negócio para quem está em liberdade. O preso foi esquecido. Quando ele sai tem que pagar e, eventualmente, cometer assassinados para pagar o custo que ele gera na cadeia.

O senhor continua atuando com escolta policial? Qual o balanço que faz de seu trabalho nos últimos meses?

Continuo com escolta. As ordens para me assassinar continuam em pé. Minha vida virou de cabeça para baixo. Minha vida social praticamente acabou. Para os presos, toda a culpa da remoção recai sobre mim. Na época, o governo não apoiou. Não houve apoio nenhum, só para questões logísticas. O governo Doria não deu a mínima. Só houve o cumprimento de ordem judicial. Tem gente fazendo uso político sobre a remoção. O ônus é meu, quem está com a vida restrita sou eu. Nem o Sergio Moro, nem o Bolsonaro foram responsáveis por essa remoção.

R7

 

Opinião dos leitores

  1. R$ 800 MILHÕES/ANO??? Qual empresa no Brasil fatura isso??? Quem no setor produtivo tem esse faturamento no Brasil???
    Quem deixou o crime crescer tanto ao ponto de constituir as organizações criminosas???
    Quem no Brasil alimenta a impunidade???
    Quem no Brasil deixa bandido solto???
    Quem no Brasil proibi bloqueio de celular em presídios???
    Quem no Brasil apoia o bolsa presidiário???
    Se tiverem as respostas, começam a entender quem trabalha a favor ou contra o Brasil.

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Diversos

Cartórios faturam R$ 1 bilhão por mês no Brasil

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revelam que, em apenas um semestre, 13.233 cartórios brasileiros arrecadaram R$ 6 bilhões. O levantamento exclui 570 cartórios, que não informaram seus rendimentos ao CNJ. Em média, no período informado, os cofres de cada estabelecimento engordaram R$ 444 mil. O cartório mais rentável do país é o 9º Ofício de Registro de Imóveis do Rio. Em seis meses, ele recebeu R$ 48,5 milhões.

Em segundo lugar está o 11º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo, com R$ 44,1 milhões em um semestre. O terceiro colocado é o Serviço Registral de Imóveis e Títulos de Primavera do Leste, em Mato Grosso. O rendimento em seis meses foi de R$ 33 milhões.

Os números mostram a arrecadação dos cartórios com base nas últimas informações enviadas ao CNJ pelos estabelecimentos. Há números referentes ao segundo semestre de 2013, mas também, em alguns casos, de períodos anteriores. A projeção dos ganhos dos cartórios em um ano (R$ 12 bilhões) corresponde à metade do gasto anual com o Bolsa Família. O dinheiro amealhado pelos cartórios anualmente é também maior que os US$ 4,5 bilhões (R$ 10,5 bilhões) que o governo federal pagará pelos caças suecos. Para comparação, o orçamento do Supremo Tribunal Federal para 2014 é de R$ 564 milhões.

Titulares em situação ilegal

O levantamento também revela que, dos 13.803 cartórios do país, 4.967 têm titulares que não foram aprovados por concurso público. A situação é considerada ilegal pelo CNJ. Em junho de 2009, o plenário do conselho determinou por resolução a obrigatoriedade de titulares de cartórios serem escolhidos por concurso público — um dispositivo da Constituição Federal de 1988 que encontra resistência para ser cumprido. Antes de 1988, os titulares dos cartórios eram escolhidos e nomeados pelo Poder Executivo.

Os cartórios em situação regular somam 7.823. Os 1.013 restantes não têm situação definida no banco de dados do CNJ. É possível constatar que os cartórios em situação regular são mais rentáveis: em média, R$ 620 mil por estabelecimento por semestre, contra R$ 183 mil dos irregulares.

Dos cartórios em situação ilegal, 1.491 tiveram rendimento semestral entre R$ 10 mil e R$ 50 mil; 818 tiveram rendimento entre R$ 100 mil e R$ 500 mil; e 323 receberam mais de R$ 500 mil. Nesse grupo, o de maior rendimento é o 1º Tabelionato de Protesto e Registro de Pessoas Jurídicas, Títulos e Documentos de Goiânia, com R$ 29,9 milhões em seis meses. É o quarto no ranking nacional.

A decisão do CNJ de divulgar os números foi tomada em resposta a um pedido feito por um candidato aprovado em concurso para cartórios do Tribunal de Justiça de Goiás. O candidato argumentou que todos os aprovados precisam de informações, inclusive as relativas à arrecadação, para escolher a serventia que desejam ocupar.

Em 2009, o então corregedor do CNJ, ministro Gilson Dipp, apresentou ao plenário duas resoluções para disciplinar o serviço notarial. Ambas foram aprovadas. A primeira declarou vagos todos os cargos ocupados sem concurso público. A resolução dava aos Tribunais de Justiça 45 dias para providenciar o concurso. A outra resolução ditava as regras dos concursos.

Mas titulares de cartórios entraram na Justiça com pedidos de liminares para continuar nos cargos, alegando terem adquirido direito ao posto. Muitos conseguiram. Por isso, o quadro hoje é indefinido. Tramita na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição determinando que os tabeliães que ocupam o cargo sem concurso público há pelo menos cinco anos podem permanecer na atividade. A proposta ainda não foi aprovada.

A Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) informou que os dados do CNJ não demonstram toda a movimentação financeira dos cartórios. “Do mesmo modo que os cartórios enviam mensalmente seus balanços aos órgãos fiscalizadores, conferindo transparência às operações, enviam também as despesas, impostos e taxas que são recolhidos, que representam quase 60 ou 70% da arrecadação”, diz nota assinada pelo presidente da entidade, Rogério Portugal Bacellar.

Ainda segundo a Anoreg, a forma como o conselho divulgou os dados “levam à compreensão equivocada do faturamento”. A nota explica que, da arrecadação bruta, é preciso subtrair gastos com folha de pagamento, implantação de novas tecnologias, infraestrutura e “investimentos necessários para a contínua prestação de um serviço de qualidade à população”. Além disso, é necessário destinar parte do faturamento ao Poder Judiciário, além de impostos para o poder público.

“Em São Paulo, por exemplo, 37,5% do valor de cada ato pago ao cartório é imediatamente recolhido ao Estado. Somado aos 27,5% de Imposto de Renda, encargos sociais e tributários, esse índice ultrapassa facilmente os 60%. Há, ainda, as despesas de funcionamento do cartório”, diz a nota da Anoreg.

Nascimento e morte

O brasileiro já nasce dependendo de cartório. A primeira necessidade é emitir uma certidão de nascimento. A partir daí, começam as dezenas de demandas — que só terminam com a morte e a consequente expedição da certidão de óbito.

Antes de entrar na maioridade, se alguém quiser se casar, precisa ter a emancipação outorgada pelos pais ou por sentença judicial. Depois, para se casar, outra vez o cartório.

O contrário da emancipação também é possível. Chama-se interdição por incapacidade absoluta ou relativa. Essa declaração serve para menores de 16 anos, pessoas doentes ou deficientes mentais incapazes.

Pelo cartório também passam as principais conquistas materiais do cidadão. A casa comprada necessita de escritura. Também a compra de carro tem de ser registrada. Contratos comuns, como o de aluguel, também precisam de selo. É lá também onde se firmam sociedades, uniões estáveis e outros contratos.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Acho essa situação(privatização dos cartórios e monopólio de serviço público com exploração de valores) um verdadeiro absurdo, principalmente os cartórios de Registro de Imóveis. Exemplo da exploração do cidadão: se você vai vender um imóvel financiado o agente financeiro exige uma Certidão de Inteiro Teor; valor R$ 296.00 validade 30 dias, tem processo na caixa que demora 6 meses, a cada análise a caixa solicita nova Certidão, então vejam o prejuízo dos contribuintes.
    Isso tem que acabar no Brasil. Esse serviço tem que ser público e não privado.
    Agora, o judiciário é conivente com essa exploração, tanto é que recebem um percentual de todos valores recebidos pelos cartórios.

  2. Coisas que só existem no Brasil!!!!

    Quando veremos esta mamata desses cartórios chegar ao fim!!!!

  3. É uma verdadeira máquina de fazer dinheiro, ainda tratam mal o cliente e são cheio de "queixos".
    O Brasil é um dos únicos países do mundo, onde um "terceiro" é quem afirma que você é você, dá uma carimbada e ainda cobra R$ 3,00.

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Cultura

TIESTO: DJ mais bem pago do mundo faturou R$ 44 milhões em 2011

O holandês Tiesto é o DJ mais bem pago do mundo, segundo uma lista divulgada nesta quinta-feira (2) pela Forbes, num ano em que a música eletrônica dançante (EDM, na sigla em inglês) entrou definitivamente para o cardápio da música pop.

Tiesto, ou Tijs Verwest, seu nome de batismo, ganhou US$ 22 milhões no último ano, graças a trabalhos como a apresentação no festival Coachella e a residência exclusiva no Wynn Las Vegas, segundo a Forbes.com, que compilou a lista.

O artista, de 43 anos, tem fãs no mundo todo graças ao seu estilo de electro house. Depois de lançar seu álbum “Kaleidoscope”, em 2009, ele emendou uma turnê de 15 meses e 175 apresentações, muitas delas com lotação esgotada.

O segundo lugar da lista é do DJ Skrillex, de Los Angeles. Aos 24 anos, ele faturou 15 milhões de dólares, além de ganhar três prêmios Grammy com seu álbum de estreia, “Scary Monsters and Nice Sprites”, misturando dubstep, house e eletrônica.

Enquanto o setor musical em geral vive uma crise, a EDM está em alta, especialmente porque as apresentações dos DJs têm custos menores do que as turnês de bandas ou cantores.

A lista da Forbes.com se baseia em estimativas dos rendimentos com shows, vendas de músicas, publicidades e licenciamento de produtos. Juntos, os dez DJs mais bem pagos faturaram 125 milhões de dólares, mais do que todo o time de basquete do Los Angeles Lakers, por exemplo.

O “top five” da lista é complementado pelo coletivo sueco House Mafia, pelo francês David Guetta e pelo californiano Steve Aoki.

Fonte: Reuters

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Tecnologia

Mídias sociais movimentarão US$ 16,9 bilhões em 2012

Pessoas usando o Foursquare em smartphones

A receita global das mídias sociais deve chegar a US$ 16,9 bilhões em 2012. O resultado representa um crescimento de 43,1% em relação ao ano anterior, de acordo com estudo feito pelo instituto de pesquisas Gartner Inc. A maior responsável pelo faturamento continuará sendo a venda de publicidade, com índice de até US$ 8,8 bilhões.

Em segundo lugar, os jogos sociais representarão US$ 6,12 bilhões neste ano, enquanto a receita de assinaturas deverá chegar a US$ 278 milhões. A previsão da Gartner é que um bilhão de pessoas em todo o mundo utilizem redes sociais em 2012.

O estudo indica ainda que, no futuro, haverá um crescimento no número de usuários pagantes em contas de redes profissionais. Para o aumento de associados, no entanto, as empresas deverão diminuir as taxas cobradas e focar em publicidade para gerar receitas. De acordo com a Gartner, o modelo de assinatura premium será um sucesso limitado.

Exame Mídias

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Esporte

Neymar pode faturar até R$ 60 milhões anuais com a assinatura do novo contrato com o Santos

Folha.com

Para os marqueteiros, Neymar tem potencial para aumentar seu faturamento a médio prazo em até 150%.

Segundo especialistas da área, os ganhos do atacante com a exploração de imagem podem chegar a até R$ 60 milhões anuais nas próximas quatro ou cinco temporadas.

Ricardo Nogueira – 07.nov.2011/Folhapress
Neymar comemora seu gol na partida contra o Vasco, na Vila Belmiro
Neymar comemora seu gol na partida contra o Vasco, na Vila Belmiro

Com o contrato assinado ontem com o Santos, o jovem jogador passa a ficar com o valor integral pago por seus patrocinadores e irá aumentar seu rendimento para mais de R$ 24 milhões por ano.

“Ele ainda tem um bom potencial de faturamento. Sua curva de crescimento vai subir bastante”, afirmou José Cocco, um dos pioneiros do marketing esportivo no país.

Os últimos meses mostram bem como o valor da marca Neymar tem crescido em uma velocidade enlouquecedora.

A Folha apurou que vincular sua imagem ao santista custava R$ 800 mil por ano no começo de 2011. Depois, subiu para R$ 2 milhões. E agora alcançou R$ 3 milhões –o Banco do Brasil negocia um acordo nesses termos.

E a tendência para os próximos anos, desde que Neymar não tenha uma queda de desempenho, é que o preço fique cada vez mais alto, mesmo que ele cumpra a promessa de continuar no futebol brasileiro até a Copa de 2014.

“Ele é um fenômeno um pouco diferente. Em função das redes sociais, virou global sem ter de ir para a Europa. Seus gols e dribles rodam o mundo pelo YouTube”, disse José Carlos Brunoro, da Brunoro Sport Business.

Brunoro, no entanto, faz uma ressalva. Neymar precisa tomar cuidado com a quantidade e importância das empresas com que firma acordo. O risco é se tornar “figurinha batida” no meio publicitário e, assim, desgastar a marca.

“A imagem do Neymar precisa ser qualificada, como o futebol dele. O ideal é que ele seja garoto-propaganda de no máximo seis empresas, mas todas bem grandes”, declarou o marqueteiro.

O atacante já alcançou a cota (Nike, Panasonic, Tenys-Pé, Lupo, Ambev e Red Bull), mas pretende continuar aumentando a quantidade de parceiros. Além do Banco do Brasil, também negocia com uma empresa de telefonia.

Para Fábio Wolff, da Wolff Sports, o sucesso publicitário de Neymar é ampliado pela escassez de ídolos esportivos no Brasil que preencham os requisitos necessários para ter a imagem explorada.

“Os números que rodeiam o garoto eram impensáveis tempos atrás. Deste jeito, o céu é o limite.”

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