Social

João Emanuel Carneiro prepara nova virada para ‘Avenida Brasil’

Autor começa a trabalhar às 15h e encerra o expediente às 3hFoto: Mônica Imbuzeiro

 

RIO – Autor do maior sucesso da TV brasileira no momento e responsável por recapturar para as novelas aquele espectador que já tinha abandonado esse hábito, João Emanuel Carneiro, 42 anos, senta-se à frente do computador às 15h, faz uma interrupção para assistir a “Avenida Brasil” e só encerra o expediente às 3h da madrugada. Ele divide o escritório, num canto do apartamento em obras, com uma maquete do bairro do Divino, obra do cenógrafo Alexandre Gomes. “Escolhe uma casa pra você, só não pode ser a mansão do Tufão, que já é minha”, brinca. Cansado, ele está, mas também feliz com os resultados. “Avenida Brasil” tem 140 capítulos escritos, 115 deles já exibidos, e 41 pontos de média no PNT (média nacional do Ibope). O público que segue a vingança de Nina tem mais qualificação que o de “Fina estampa”: 39% são das classes AB, dois pontos a mais que sua antecessora. Já a classe C contabiliza 53% das duas. Os altos números são diretamente proporcionais ao imenso volume de trabalho, coisa que o autor chama de “um oceano de capítulos”. Para atravessar sua avenida pessoal, João cultiva aquilo a que costumamos dar o nome de “ganchos”, ou tramas eletrizantes. Ele descreve de outra maneira: “São factoides que crio para mim mesmo para provocar uma nova dinâmica na história e me manter animado”. O mais jovem do seletíssimo time dos que escrevem para as 21h da Globo tem guardadas muitas viradas para seu enredo de vendetas, algumas das quais revela nesta entrevista.

Quando escreveu “Da cor do pecado”, você declarou que era importante contrariar o público e, apesar dos apelos dos telespectadores, matou o personagem de Lima Duarte. Continua com essa convicção?

É uma negociação. Antes, não havia tanta cobrança da imprensa nem a força da internet e a pressão nas redes sociais. Qualquer mínimo erro agora é apontado por um telespectador, que grava tudo e cobra. Por outro lado, se não houver um mínimo de surpresa, se o autor fizer tudo de acordo com o que o espectador quer, as novelas ficarão reféns de uma receita de bolo. Há uma pressão grande para agradar. Não digo que ainda defenda a ideia de contrariar radicalmente, de fazer uma história de freiras lésbicas assassinas (risos). Mas surpreender é fundamental.

No caso de “Avenida Brasil”, o que contrariou o público?

A aproximação entre Nina (Débora Falabella) e Max (Marcello Novaes) foi motivo de muitos protestos, houve um feedback negativo de espectadores que ligaram para a Globo. Mexi na trama para amenizar. Resgatei a humanidade de Nina pelo lado heroico dela, que obrigou a Carminha (Adriana Esteves) a tratar bem a filha e as empregadas.

Fez isso para enganar o público sobre Nina? Ela pode ser uma vilã, naquele mesmo jogo de inversões que você criou em “A favorita”?

A ambivalência da heroína não significa que ela seja uma personagem negativa. Nina é do bem, eu garanto. Eu estou do lado de Nina, se eu fosse ela, faria tudo o que ela faz. Mas gosto que o público fique dividido. Não me lembro de uma história que tivesse este tipo de condução para sua heroína, é atípico mesmo. Mas, agora, diferentemente de “A favorita”, não estou brincando de inversões de caráter. O jogo aqui é até onde se pode ir em nome de uma revanche, até que ponto se pode fazer a coisa certa de maneira errada.

Quando “A favorita” estava no ar, falava-se muito na maldade das personagens. Agora é assim também?

Não há tantos personagens amorais. Temos Carminha e Max, é claro. Mas, preciso confessar: tenho uma simpatia secreta pela Carminha (risos). Aliás, a Adriana Esteves é a estrela cadente da novela. Ela fez uma Carminha muito além do que eu imaginava, muito além do que escrevi, me dá estímulo para enfrentar tanto trabalho.

Por que você acha que o público simpatiza tanto com ela?

Temos que provocar o telespectador com personagens carismáticos, mesmo que eles não sejam corretos.

Qual será a próxima virada?

Carminha conseguirá recuperar as fotos que a incriminam. Elas estão com Débora (Nathália Dill), com Begônia (Carol Abras), com Betânia (Bianca Comparato) e num cofre no banco. Ela vai tripudiar em cima da Nina. Usará o dinheiro que Nina deu para Max para incriminar a ex-enteada diante da família Tufão. E vai fazer fotos de Nina com Max, em que eles vão parecer estar namorando. E mostrará para Ivana (Letícia Isnard). Carminha fará Nina parecer uma psicopata. Mais eu não conto.

Voltando ao assunto, “A favorita” era criticada por “conter muita maldade”. Por que agora não é assim?

Acho que meu trabalho amadureceu de lá para cá. “Avenida Brasil” é mais temperada com humor. “A favorita” não tinha um núcleo cômico, isso fez falta. Essa novela é mais integrada que a outra. Vai ficar mais ainda daqui a pouco, porque Cadinho (Alexandre Borges) vai ficar pobre e se mudará para o subúrbio com as três mulheres. Elas vão ter que se misturar com os suburbanos.

Alguns personagens, principalmente Tufão (Murilo Benício), aparecem lendo clássicos da literatura. Você partiu de alguma história, como “O primo Basílio”? O público deve buscar pistas do mistério nos livros?

Não. É só uma brincadeira com a obra de Eça de Queiroz. Fiz a Juliana (a criada do romance, personagem que chantageia a patroa) ter razão. Nina é uma Juliana autorizada. Me divirto com a ideia de uma empregada que pode dar aula aos patrões. Nos próximos capítulos, a família Tufão, que tem muito dinheiro e nenhuma cultura, vai assistir ao DVD de “Noites de Cabíria” (filme de Federico Fellini). Muricy (Eliane Giardini) ficará irritada e dirá: “Mas gente, qual a graça desse filme? Só tem artista que já morreu, ninguém que aparece nas revistas de fofoca.”

Você mexeu na sua história central à medida que foi escrevendo?

Fiz duas sinopses, uma para a imprensa, com parte do enredo, e outra, mantida em segredo pela direção da Globo. Não mudei nem pretendo mudar a estrutura. Estou caminhando para algo que foi estabelecido lá atrás, mas, ao longo do trabalho, mexi aqui e ali. Novela é uma obra aberta e deve ser assim. Mas o trabalho de certos atores foi tão bom que acabei mexendo na dimensão dos personagens. Por exemplo, a Ísis Valverde está se saindo tão bem que a Suelen cresceu muito, isso não era previsto. Tenho na cabeça, pronta, a história central, que é a da vingança. As tramas secundárias vão acontecendo. Fiquei muito satisfeito com a escalação. Já houve ocasiões em que isso não rolou de maneira tão redonda, como em “A favorita”. Desta vez, o conjunto foi caminhando para um resultado muito feliz. A novela tem uma coisa legal de improviso também, que tem a ver com o fato de os atores estarem gostando de fazer.

Você aprova os cacos?

Eu acho bom. Gosto muito da direção da Amora (Mautner, que divide a direção-geral com José Luiz Villamarin), que cuida do núcleo central, da família do Tufão, que é a base de tudo. Sou aberto a esse elenco e a essa diretora. Ela estimula os cacos. Tenho surpresas ótimas quando vejo as cenas gravadas. Um dos pontos altos é o Marcos Caruso. Adoro o Leleco que ele faz, cheio de improviso. Murilo Benício também está espetacular. Ele é a alma, o coração da novela. O Tufão é o personagem mais difícil de todos, aquele que eu mais temia. É um homem enganado, poderia ser um chato, ficar bobo. Mas Murilo trouxe humanidade a ele. Outro ator que me surpreendeu é o Juliano Cazarré, que faz o Adauto. Passei a escrever para ele.

Qual o peso da audiência?

Graças a Deus, minha audiência é boa. São números que não se veem há muito tempo. Por isso, me sinto autorizado a defender que temos que fazer televisão sem pensar só nos números. Minha novela mostra que as pessoas querem uma história diferente. Penso numa história que gostaria de acompanhar, não tentando agradar alguém que não tem rosto, que eu nem sei quem é. Por isso me agradam as histórias de Silvio de Abreu, Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

Você fez uma novela ambientada no subúrbio, mas desviou da classe C clichê…

Não quis fazer uma caricatura do subúrbio, ao contrário, quis debochar da Vieira Souto. Os ricos hoje têm uma vida acomodada na riqueza. O cara chegou lá e pronto. Aquele luxo puro deixou de ser um referencial. O Lula e a Dilma esvaziaram essa visão positiva das elites. O luxo não já não enche os olhos visto na tela. Mas quem tem dinheiro não possui necessariamente a informação. A cultura está sucateada. Hoje, no Brasil, um encanador ou um comerciante ganham mais que um professor universitário. Não quis fazer uma tese sociológica, mas mostro isso.

Fonte: O globo

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Política

Miséria persiste 10 anos depois que Dilma lançou o “Brasil sem Miséria”

Há 10 anos, em junho de 2011, poucos meses após assumir o cargo de presidente da República, a petista Dilma Rousseff prometeu acabar com a pobreza extrema com o lançamento do programa “Brasil sem Miséria”. Existiam 16,2 milhões de brasileiros abaixo da linha da miséria, segundo o anúncio feito com toda a pompa no Palácio do Planalto, sem contar a propaganda que se seguiu, tudo muito caro. A mente tortuosa da petista considerava que a miséria poderia ser solucionada por decreto. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

No início de 2016, meses antes de Dilma se enxotada, o número de miseráveis já havia crescido para 9,2% da população, segundo o IBGE. O IBGE verificou que a pobreza extrema chegou a cair entre 2012 e 2014 no Brasil, mas, desde então, só faz crescer. Até cair um pouco, em 2019. Em 2020, a estimativa do IBGE foi que disparou o número de brasileiros que viviam abaixa da linha da extrema pobreza, após a pandemia.

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Política

Oposição vai acionar MP e TCU contra Bolsonaro por possível desvio de recursos da covid

O senador Alessandro Molon divulgou neste domingo (13) que partidos da oposição vão acionar o MP (Ministério Público) e o TCU (Tribunal de Contas da União) contra o governo de Jair Bolsonaro para apurar o possível desvio de recursos destinado à publicidade sobre a covid, no valor de R$ 52 milhões.

A declaração foi feita em seu perfil no Twitter. Molon afirmou que se trata de um “gravíssimo crime de responsabilidade”. “Também será acrescentado ao nosso pedido de impeachment contra Bolsonaro”, disse.

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Esporte

Brasil estreia na Copa América com vitória sobre a Venezuela

Foto: reprodução/Instagram: @espnbrasil

A Seleção Brasileira estreou na Copa América vencendo a Venezuela por 3 a 0. A partida foi realizada no Estádio Mané Garrinha, em Brasília.

O zagueiro Marquinhos abriu o placar no primeiro tempo. Na segunda etapa, o lateral-direito Danilo sofreu pênalti que foi convertido por Neymar. O terceiro gol marcado pela Seleção foi de Gabigol, após jogada de Neymar pela esquerda.

Na próxima quinta-feira (17), o Brasil enfrenta a seleção peruana, às 21h, no Estádio Nilton Santos (Engenhão), no Rio de Janeiro.

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Polícia

PF investiga mais um suspeito de pagar propinas a Renan Calheiros

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A Polícia Federal investiga o empresário Alexandre Santoro, CEO da International Meal Company, por suspeita de participar de um esquema de pagamento de propinas ao senador Renan Calheiros, diz a revista Crusoé (veja aqui).

De acordo com a investigação, quando Santoro era CEO da América Latina Logística, em 2013, ele participou de uma reunião com Milton Lyra, apontado como operador Renan, e o empresário Richard Klien, alvo do inquérito por fazer supostos repasses ao senador.

Relatórios de quebra de sigilo bancário revelam que, poucos dias depois da reunião, a América Latina Logística fez pagamentos de 773 mil reais à empresa de um delator que assumiu ter sido responsável pela lavagem de dinheiro de propinas pagas a políticos ligados ao setor portuário.”

O Antagonista

Opinião dos leitores

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Economia

VÍDEO: TV da Argentina ironiza presidente do país e mostra que “europeus” estão piores que a “selva” e “índios” na economia e vacinação contra a Covid

A TV argentina ‘La Nación’ ironizou declarações preconceituosas do presidente da Argentina, Alberto Fernández, que disse que “mexicanos vieram dos índios, os brasileiros vieram da selva, mas nós, os argentinos, chegamos em barcos”, vindos da Europa.

O veículo usou ironicamente os mesmos termos ditos pelo presidente argentino para comparar dados do PIB, da inflação e da vacinação contra a Covid-19 entre os três países, mostrando que em todos os quesitos, a situação da Argentina é pior que a do México e a do Brasil.

Opinião dos leitores

  1. Usaram a mentira também.
    Nossa inflação está em 8,5 nos últimos 12 meses.
    A vacinação por aqui patina, vacinada mesmo, só 11% da população e o pior, os crimes do facínora estão aparecendo.

  2. Coisa de esquerdopatas, não tem argumentos ai vem com palavras chulas. Igualzinho os Petralhas daqui.

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Judiciário

Moraes mantém quebra de sigilo de coordenadora do Programa Nacional de Imunizações

Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou neste domingo (13) pedido para suspender as quebras de sigilo telefônico e telemático de Francieli Fontana, coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações). A quebra foi autorizada pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid.

No pedido encaminhado ao Supremo, Fontana disse que o acesso aos seus dados telefônicos é “completamente ilegal e inconstitucional”. Moraes discordou. Para ele, as CPIs têm poderes semelhantes aos de juízes, podendo inclusive invadir “liberdades públicas e individuais”.

“Na presente hipótese, no exercício de seus poderes instrutórios, a CPI aprovou o requerimento de quebra dos sigilos telefônico e telemático da requerente, formulado de maneira fundamentada”, disse o ministro.

Moraes também afirmou que são de interesse público “eventuais condutas comissivas e omissivas do Poder Público que possam ter acarretado o agravamento da terrível pandemia causada” pela covid.

Moraes já havia negado no sábado (12) pedido semelhante feito pelo ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. O ex-chanceler disse que a Jurisprudência do STF só admite quebras de sigilo feitas por CPIs quando o procedimento é devidamente justificado e referendado em fatos.

O ministro do Supremo afirmou que houve justificação para a quebra. Também pontuou que os direitos e garantias individuais não podem ser utilizados como escudo protetivo.

Ao todo, a CPI aprovou a quebra de sigilo de 18 pessoas e 3 empresas. Veja a lista completa:

  • Filipe Martins, assessor internacional da Presidência da República;
  • Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores;
  • Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde;
  • Zoser Hardman, ex-assessor especial do Ministério da Saúde;
  • Túlio Silveira, representante da Precisa Medicamentos;
  • Paolo Zanotto, médico;
  • Marcellus Campêlo, ex-secretário de Saúde do Amazonas;
  • Luciano Dias Azevedo, médico;
  • Hélio Angotti Neto, Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em
    Saúde do Ministério da Saúde;
  • Francisco Ferreira Filho, Coordenador do Comitê da Crise do Amazonas;
  • Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos;
  • Francieli Fontana Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI);
  • Flávio Werneck, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde;
  • Antônio Elcio Franco Filho; ex-secretário Executivo do Ministério da Saúde;
  • Camile Giaretta Sachetti, ex-diretora do departamento de Ciência e Tecnologia da
    Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde;
  • Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde
  • Alexandre Figueiredo Costa e Silva Marques, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU);
  • Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde;
  • Empresa PPR – Profissionais de Publicidade Reunidos
  • Calya/Y2 Propaganda e Marketing
  • Artplan Comunicação

Poder 360

Opinião dos leitores

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Saúde

COVID: Brasil registra 1.129 óbitos e 37 mil novos casos nas últimas 24h

O Ministério da Saúde divulgou os dados mais recentes sobre o coronavírus no Brasil neste domingo (13):

– O país registrou 1.129 óbitos nas últimas 24h, totalizando 487.401 mortes;

– Foram 37.948 novos casos de coronavírus registrados, no total 17.412.766 milhões pessoas já foram infectadas.

– Com mais 33.371 curados registrados nas últimas 24h, o número total de recuperados do coronavírus é 15.794.548. Outros 1.130.817 pacientes estão em acompanhamento.

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Esporte

SÉRIE D: ABC goleia e é líder isolado do grupo, América perde e fica fora do G4; Próxima rodada tem Clássico Rei

Imagens: reprodução Instagram: @campinenseclube/ElevenSports

O ABC venceu o Sousa-PB no Frasqueirão por 4 a 0 e se isolou na liderança do grupo 3 da Série D. Ederson e Claudinho, duas vezes, e Denner marcaram os gols do Mais Querido.

Em Campina Grande, o América foi derrotado pelos donas da casa. O Campinense contruiu o placar de 3 a 0 ainda no primeiro tempo da partida.

Na próxima rodada os rivais potiguares se enfrentam. O Clássico Rei acontecerá no domingo (20), às 16h, na Arena das Dunas.

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Polêmica

VÍDEO: Deputado do Ceará é levado para a delegacia após se recusar a obedecer decreto estadual em praia de Pernambuco

O deputado estadual do Ceará, André Fernandes (Republicanos), de 23 anos, foi conduzido para a Delegacia de Porto de Galinhas no sábado (12), após se recusar a obedecer o decreto estadual de Pernambuco que proíbe acesso a praias em todo o estado, devido à pandemia da Covid-19. Vídeos mostram o parlamentar na praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul, ignorando orientações de guardas municipais.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que a Delegacia de Porto de Galinhas está investigando a ocorrência de infração de medida sanitária preventiva. “Foi registrado um Boletim de Ocorrência e foi instaurado um IP [inquérito por portaria] por abuso de autoridade e infração de medida sanitária preventiva. O IP, após conclusão, seguirá para a Justiça”, afirma a nota.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o parlamentar dizendo que se algum dos guardas tocar nele será preso e que não pode ser detido por ter imunidade parlamentar.

“Tenho o direito de tomar banho porque a Constituição é clara e todos têm o direito de ir e vir”, diz André, voltando a entrar na água. Um dos guardas responde. “É ele querer se usar de um poder público para afrontar o outro”.

Por meio de nota, a Prefeitura de Ipojuca afirmou que o deputado cearense “ignorou e debochou das orientações dos guardas municipais” e também que ele desafiou a guarda no mar, afirmando que “quem quisesse tirá-lo de lá teria que entrar na água”.

Nas redes sociais, o deputado publicou trecho de um vídeo que mostra um dos momentos em que diz que o decreto estadual não está acima da Constituição e que, portanto, não estaria violando nada.

Em 2020, decisões do plenário do Supremo Tribunal Federal garantiram a estados e municípios autonomia para tomar providências de forma a evitar a propagação da Covid-19.

Em março deste ano, o presidente Bolsonaro (sem partido) ingressou com uma ação no STF para derrubar decretos de dois estados e do Distrito Federal. Esses decretos instituíram medidas de isolamento social para conter a pandemia de Covid-19. Mas o pedido foi rejeitado por decisão individual do ministro Marco Aurélio Mello.

O G1 procurou o deputado André Fernandes. A assessoria do parlamentar informou que ele vai se pronunciar por meio das redes sociais.

G1

Opinião dos leitores

  1. Sempre os mesmos asnos de plantão pra falar bobagens. Mané, zé tomaz kkk esse zé deve ser o mesmo tomaz kkk
    Vão procurar uma lavagem de roupa! Façam algum comentário verdadeiro, lógico.

  2. Tem que ser mais um apoiador do “minto”. Será que ele não tem o conhecimento da Constituição? mesmo que ele tenha o direito de ir e vir, esse direito não é absoluto, ou seja, pode ser restringido.

  3. Não vejo ninguém falando sobre quem é obrigado a usar transporte coletivo lotado, ninguém reclamando dos serviços essenciais que nunca pararam mas proíbir a pessoa frequentar a praia é normal.

    1. É não, é inalador de ozônio da turma de Calígula.

    2. Você é uma anta mesmo.
      Esse deputado é da turma do seu genocida.

    3. Não vejo Ciro Gomes fazendo motociata e sendo contra a vida, só um idiota do RN que não quer ver.

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Política

Barbara Gancia é acusada de racismo e homofobia após chamar apoiadores de Bolsonaro que participaram de ‘motociata’ de ‘monte de macaco’ e ‘enrustidos’

Foto: reprodução/GNT

Neste sábado (12/6), Barbara Gancia, ex-apresentadora do Saia Justa, do GNT, foi acusada de racismo após discutir com apoiadores da “motociata” liderada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Ela chamou de “monte de macaco” os bolsonaristas que participaram da manifestação. “Vem cá: hoje é Dia dos Namorados e esse monte de macaco prefere sair para dar um rolê de moto com o Bozo (muitos na garupa de macho) do que ficar com a esposa ou namorada? Enrustidos!”, escreveu.

O deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ) foi uma das pessoas que apontaram racismo e homofobia nas palavras da jornalista.

Opinião dos leitores

  1. Ela pode. É canhota. Com certeza não vai dá nada. Só é comete racismo quem vota em Bolsonaro. Vergonha de justiça.

  2. O PT apoia e divulga a ideia feminista,más,por outro lado apoia abertamente e declaradamente os palestinos mulcumanos uma religião e constituição politica-religiosa que se misturam em que o homem é o proprietario da mulher,esta mulher que é proibida de mostrar o rosto e todo o seu corpo e praticamente a mulher nada pode fazer sem autorização da figura patriarcal do seu esposo/marido e do seu pai,a mulher näo possui o mínimo direito de ir,ficar e vir individual e quando erra na atitude é maltratada emocionalmente e surrada fisicamente,obrigada a praticar sexo sem vontade e sem consentimento,pode ser apedrejada e até morta,más o agressor o seu proprietario patriarcal o pai ou marido não é acusado,jugado ou condenado de nada.o PT sempre ficou do lado dos palestinos e contra Israel uma nação onde os machos e as femeas são todos e todas iguais,livres e independentes perante a constituição e tambèm religiosamente apesar do radicalismo ou extremismo de alguns mulçumanos rebeldes,os templos católicos do povo católico atuam livremente no solo israelense.

    1. Na Faixa de Gaza há muitos templos cristãos. Bombardeados pelos israelenses.
      É outros sendo desocupados à força de Jerusalém Oriental.
      Leia, se informe, não dói!

  3. Esse Hélio faz o que mesmo? Nem lembrava que ele era parlamentar… Será que ele apresentou pelo menos um projeto na Câmara ?

    1. Era papagaio de pirata do bozo, mas o genro de Silvio Santos tomou o lugar dele.
      Lembrando que estava na comitiva de “cientistas” que foram para Israel para “ver” o spray nasal.

    2. Oh, seu asno! O que tem a ver uma coisa com a outra? Então você tá concordando com a tal Bárbara?

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