Jornalista potiguar escreve biografia do lendário goleiro Juan Pérez e disponibiliza para torcedores nesta quarentena

Fotos: Reprodução/Divulgação

A trajetória de um dos melhores goleiros do futebol sulamericano nos anos 1960 ganhou uma biografia. No livro “El Aquero de las Américas”, o jornalista potiguar Dionísio Outeda conta a história do goleiro paraguaio Juan Pérez, consagrado na Academia do Palmeiras e pioneiro no Brasil no treinamento de goleiros. A obra está disponível para baixar de forma gratuita no site do G1 https://globoesporte.globo.com/rn/noticia/jornalista-potiguar-lanca-biografia-do-lendario-goleiro-juan-perez-ex-palmeiras-e-sport.ghtml

Juan Miguel Pérez foi um dos primeiros goleiros paraguaios a fazer sucesso no futebol brasileiro. Pérez não brilhou numa época qualquer. Ele gravou seu nome no Palmeiras da segunda metade dos anos 1960, ao lado de ícones como Ademir da Guia, Tupãzinho, César Maluco, Djalma Santos e Valdir Moraes. Multicampeão de praticamente tudo, tricampeão brasileiro e vice da Copa Libertadores de 1968 na final diante do Estudiantes de La Bruja Verón (pai de La Brujita), Pérez ganhou o apelido “El Arquero de las Américas” .

Brilhou no Paraguai sendo campeão com o Olimpia, disputando a Copa Libertadores de 1961 pelo Cerro Porteño, no futebol argentino pelo Colón de Santa Fé onde gravou seu nome para sempre e no futebol da Venezuela com grandes atuações na Libertadores de 1967 que lhe abririam as portas para o gigante Palmeiras (atravessando a negociação com o Cruzeiro que queria contratá-lo).

Paraguai, Argentina, Venezuela e Brasil. Finalista de Copa Libertadores, campeão brasileiro e integrante da Academia, campeão Pernambucano como treinador de goleiros (Sport Recife) e uma aventura comandando a seleção da Arábia Saudita com ícones do futebol sul-americano do porte de Zagallo e do uruguaio Omar Borrás.

O tricampeão brasileiro pelo Palmeiras defendeu o gol do Sport de 1971 a 1975, ano em que o clube pôs fim ao jejum de 12 anos sem conquistar títulos, além de ter criado a primeira escolinha de goleiros do Brasil e ajudar o rubro-negro a fundar a escola de goleiros do clube.

Nessa função ajudou outro time a encerrar um jejum até mais longo. Em 1977 fez parte da comissão técnica do Corinthians, que quebrou um hiato de duas décadas. Comandou o Náutico na célebre excursão pela Ásia, Europa e Caribe enfrentando o lendário New York Cosmos de Neeskens, Beckenbauer, Carlos Alberto Torres e Marinho Chagas.

Na Arábia Saudita fez sucesso como preparador de goleiros do Al Hilal e na seleção nacional nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984.

A obra foi idealizada em formato de homenagem pelo seu filho mais velho Juan Pérez. Trata-se do resgate de um personagem do futebol sulamericano que brilhou numa época de ouro na América do Sul.

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cigano Lulu disse:

    Uma homenagem póstuma ao 'lendário' quem?
    É, pelo visto nada ninguém o conhece mesmo.

  2. Lobinho disse:

    Lendário ?? O povo não sabe nem quem É ???

  3. Rivanilton Silva disse:

    Nunca ouvi nem falar nesse "lendario".

  4. AUGUSTO VARELLA disse:

    Parabéns "Gringo"
    Excelente matéria. A memória do futebol agradece.

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