Uma professora da rede estadual de ensino do Rio Grande do Norte foi afastada das atividades após uma fala considerada racista durante uma aula na Escola Estadual Gilberto Rola, no Assentamento Maísa, zona rural de Mossoró. O caso ocorreu na noite da terça-feira (21), durante uma aula de Educação Física.
O diálogo foi gravado por um aluno e publicado nas redes sociais. No vídeo, a professora relata uma conversa que teria tido com o marido sobre a possibilidade de adoção de uma criança negra. A publicação já acumula mais de 860 mil visualizações no perfil do estudante até a manhã desta quinta-feira (23).
Na gravação, a docente afirma que o marido teria dito que só adotaria “se for um pretinho, bem pretinho”. Em seguida, ela diz que respondeu: “Você não vai não. Se você chegar eu boto na vizinha”.
Após a fala, uma aluna comenta que a professora tinha “cara de racista”. O estudante que gravava o vídeo questiona a docente: “Professora, aí o que é que muda? Só a cor da pele?”. A professora responde: “É algo de mim, e eu assumo isso”.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) informou que adotou as medidas administrativas cabíveis assim que tomou conhecimento da denúncia de racismo envolvendo a professora.
A pasta afirmou que vai instaurar processo de sindicância para investigar o caso. Como medida administrativa, a servidora será afastada das atividades enquanto as circunstâncias da ocorrência são apuradas.
A SEEC também declarou que não compactua com qualquer forma de discriminação ou racismo e que acompanhará o caso, adotando as providências cabíveis conforme o resultado da apuração.
Confira a nota completa da SEEC:
“A Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC) informa que, tão logo tomou conhecimento da denúncia de racismo envolvendo uma professora da rede estadual em Mossoró, adotou as medidas administrativas cabíveis para a apuração dos fatos.
A pasta instaurará processo de sindicância para investigar o caso. Como medida administrativa, a professora será afastada de suas atividades enquanto as circunstâncias da ocorrência são apuradas.
A SEEC reafirma que não compactua com qualquer forma de discriminação ou racismo e acompanhará o caso com o rigor necessário, adotando as providências cabíveis conforme o resultado da apuração.”
Tribuna do Norte
A turma dos "Direitos Humanos" apareceu para denunciar publicamente esse absurdo e cobrar apuração ágil e rigorosa do crime?
Não?
Azar o nosso que aceitamos com passividade a distorção que existe na defesa dos direitos humanos neste país.
Não está na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nem na Constituição que apenas os presos têm direito a ser defendidos pelas entidades que se denominam protetoras dos direitos humanos.
Mas nós só vemos notícias referentes aos direitos humanos quando estão relacionadas à defesa de presos.
E presos são bandidos, em sua maioria.