Judiciário

CORREÇÃO – O GLOBO: Justiça ainda analisa volta de Adriana Ancelmo para o presídio

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) vai decidir na tarde desta quarta-feira se a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo permanece em prisão domiciliar ou se volta para o presídio. Diferentemente do que o GLOBO publicou, a corte ainda não julgou o recurso apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF). Apenas deliberou sobre o modelo de recurso, que foi aceito.

(CORREÇÃO: Ao contrário do que o GLOBO publicou às 14h21m, o TRF-2 não decretou a volta de Adriana Ancelmo à prisão. A informação foi corrigida às 14h47.)

O benefício concedido a Adriana foi questionado pelo Ministério Público Federal (MPF). Em recurso apresentado ao TRF-2, os procuradores sustentaram que, em casa, a ex-primeira-dama pode continuar praticando os crimes pelos quais ela responde na Operação Calicute, como lavagem de dinheiro. No ano passado, antes de a prisão ser decretada, agentes da Polícia Federal encontraram joias sem nota fiscal e R$ 53 mil em espécie em uma busca e apreensão no apartamento dela, no Leblon, Zona Sul do Rio.

“Esse fato, por si só, evidencia que Adriana e sua organização estão, no momento, ocultando e movimentando valores de forma a impedir sua apreensão, o que demonstra, extreme de dúvidas, a necessidade da custódia cautelar para garantia da ordem pública”, escreveram os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato no Rio.

Na sessão do TRF-2, a procuradora regional da República Silvana Battini reforçou a posição.

— Adriana Ancelmo foi presa porque sua liberdade colocava e coloca em risco ordem pública e instrução criminal do processo. Era muito mais que esposa do ex-governador Sérgio Cabral, era sua cúmplice. Usou de sua atividade profissional para auxiliar organização criminosa chefiada por seu marido no desvio e ocultação de bens desviados do erário estadual. Está presa porque ajudou e ajuda a esconder dinheiro auferido ilicitamente pela organização criminosa.

O advogado Luiz Guilherme Vieira, um dos defensores de Adriana, sustentou a necessidade da presença da ex-primeira-dama junto aos filhos menores.

— Essas duas crianças (filhos de Adriana) estão há cinco meses com a família esfacelada. Existem irmãos maiores que nunca moraram com essas crianças, foram morar diante desta fatalidade. As regras impostas para a domiciliar são das mais rígidas que conheço da Lava-Jato. Ela não tem nenhum contato com o mundo externo. Foi feita uma perícia de empresa de engenharia, corroborada pela Polícia Federal, que lá esteve duas ou três vezes.

Ao proferir o voto, o desembargador Paulo Espírito Santo afirmou que a decisão de Bretas que concedeu a prisão domiciliar para Adriana é “ilegítima e ilegal”. De acordo com o desembargador, o juiz não poderia conceder a medida cautelar, já que a prisão preventiva já havia sido confirmada pelo próprio TRF-2.

— Como poderia existir uma decisão do juiz de primeiro grau (Bretas) se a decisão era nossa? A decisão saiu do âmbito dele e veio para o Tribunal. Poderia ser o STJ, num habeas corpus (concedendo a prisão domiciliar). Mas não ele. Essa ilegitimidade e ilegalidade… É ilegitima, a decisão dele. É excelente juiz, correto, trabalhador, mas cadê o fato novo? É ilegítima, é ilegal. Não era dele, a decisão. Era do Tribunal — criticou.

De acordo com o MPF, a lavagem de dinheiro é cometida, “usualmente”, por meio de telefone e internet. A decisão judicial estabelece que Adriana não pode ter linha telefônica fixa, telefones celulares e acesso à internet em casa, mas os procuradores consideram que a medida é de “difícil fiscalização”. Agentes da Polícia Federal já estiveram ao menos duas vezes no apartamento fazendo vistorias e não identificaram descumprimento ao que foi estabelecido.

Em dezembro, os mesmos desembargadores haviam negado um pedido de habeas corpus formulado pela defesa de Adriana. Os advogados pediam a liberdade ou alguma medida cautelar alternativa, como a prisão domiciliar. A prisão preventiva foi mantida por dois votos a um — os desembargadores Abel Gomes, relator, e Paulo Espírito Santo negaram o habeas corpus, enquanto o desembargador Ivan Athié se posicionou a favor da prisão domiciliar.

Presa preventivamente em dezembro, uma semana depois do marido, o ex-governador Sérgio Cabral, Adriana ganhou o direito de ficar em casa em março. Em uma audiência da Operação Calicute, o juiz Marcelo Bretas autorizou que ela deixasse o Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste. A decisão foi tomada de ofício, ou seja, sem que houvesse um pedido formal da defesa. O magistrado se baseou em um um artigo do Código de Processo Penal que estabelece que o juiz “poderá” conceder a prisão domiciliar para presas preventivas que têm filhos menores de 12 anos, caso de Adriana, mãe de uma criança de 11 anos.

FATOR PROCESSUAL

O MPF recorreu ao TRF-2 e, em decisão liminar, o desembargador Abel Gomes suspendeu a decisão de Bretas. A defesa de Adriana foi ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e a ministra Maria Thereza de Assis Moura restabeleceu a decisão da primeira instância. A ministra não analisou o teor do despacho de Bretas, mas considerou que o Ministério Público, quando acionou a segunda instância, usou um instrumento jurídico inadequado — um mandado de segurança. O fator processual, então, fez com que a decisão do TRF-2 fosse anulada.

No recurso, o MPF argumentou ainda que não houve alteração na situação de Adriana que justificasse a prisão domiciliar. Segundo os procuradores depoimentos colhidos ao longo da fase de instrução do processo reforçam os crimes cometidos pela ex-primeira-dama.

“Temos então que ausentes novos elementos fáticos a alterar a realidade que determinou a edição do decreto de prisão preventiva e sua confirmação em sede de habeas corpus, não é o caso de se revogar a medida cautelar anteriormente deferida. Na verdade, as causas que embasaram a prisão preventiva de Adriana não só permanecem íntegras, como ganharam robustez com toda a prova produzida com a oitiva das testemunhas arroladas na denúncia”.

O Globo

 

 

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CHECAGEM DO DEBATE: Flávio teve 48 afirmações verdadeiras contra apenas 28 de Lula


Foto: Reprodução/TV Globo

Um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos submeteu à checagem 134 afirmações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate eleitoral.

Do total de 72 alegações de Flávio Bolsonaro que passaram por verificação, 48 foram classificadas como verdadeiras (equivalente a 66,7%), 19 foram consideradas imprecisas (26,4%) e 5 receberam a classificação de falsas (6,9%).

Por sua parte, Lula teve 62 afirmações checadas, das quais 28 foram apontadas como verdadeiras (45,2%), 25 catalogadas como imprecisas (40,3%) e 9 rotuladas como falsas (14,5%).

No consolidado geral entre os dois candidatos, o levantamento somou 76 declarações verdadeiras, 44 imprecisas e 14 falsas. A organização ressalta que os números refletem as alegações selecionadas para a verificação, não englobando a totalidade absoluta das falas proferidas ao longo do confronto.

Com informações do Brasil Paralelo e Ranking dos Políticos 

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro pergunta a Lula qual o “gostinho” do uísque Macallan de R$ 500 mil


Vídeo: Reprodução/TV Globo/Metrópoles

Durante o debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23) registrou um forte embate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto direto envolveu denúncias sobre um presente de alto valor e questionamentos a respeito de indicações em cargos públicos.

Durante seu tempo de fala, Flávio questionou o petista sobre o recebimento de uma garrafa do uísque Macallan, estimada em cerca de R$ 500 mil, que teria sido presenteada em 2024 pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.

“Você ganhou um uísque Macallan que vale R$ 500 mil. Meio milhão de reais. Tem noção do que é isso? Uma garrafa de uísque? Meio milhão de reais? Conta aqui para o público, que nunca vai ter oportunidade de experimentar um uísque desse. Qual é o gostinho desse uísque, hein, Lula?”, cobrou o senador.

Na tréplica, o presidente evitou responder diretamente sobre a bebida e acusou o parlamentar de propagar declarações falsas. Em seguida, cobrou explicações do adversário sobre a nomeação de um militar na Secretaria de Patrimônio da União (SPU).

“Eu, sinceramente, cansei de fazer pergunta para esse rapaz e ele mentir descaradamente. Eu só quero saber, e vou repetir agora perto da bancada, se o coronel da SPU é ou não indicado por ele. Eu só quero saber isso”, rebateu Lula.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho”, diz Flávio sobre governo Lula


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas à segurança pública na Região Nordeste, questionando a atuação do governo Lula e a gestão dos estados governados por aliados do governo.

“Lula, o que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho, que se proliferou, tomou conta de cidades e está expulsando as pessoas de suas casas. Os estados do Nordeste são administrados pelo PT e pelos seus parceiros. Por que você deixou o Comando Vermelho se proliferar pelo Nordeste?”, questionou Flávio Bolsonaro.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio diz que Lula é o pai do tigrinho


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) responsabilizou diretamente a atual gestão pela proliferação dos cassinos digitais e pelo consequente endividamento das famílias brasileiras. Ao discutir o impacto econômico e social sobre a população, o senador rebateu a narrativa do governo e apelidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do tigrinho”.

No confronto direto sobre as razões do endividamento popular, Flávio ressaltou que a disseminação desenfreada das plataformas de apostas online se intensificou sob o atual governo, afetando o orçamento dos trabalhadores e das famílias.

Em resposta, o presidente Lula tentou transferir a responsabilidade e rebater as críticas sobre a expansão da jogatina virtual, alegando que as bases para as apostas teriam surgido na gestão anterior. “Cinismo chega a uma coisa absurda aqui. O tigrinho foi criado por vocês em 2022. Não só o seu pai é o pai do tigrinho, como você é o irmão. É filho do mesmo DNA”, declarou o petista.

A discussão sobre as bets ganhou destaque no debate em meio à recente proibição de atuação das plataformas não regulamentadas no país, medida adotada após críticas generalizadas sobre o impacto das apostas no orçamento familiar e na saúde financeira do consumidor brasileiro.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Lula diz que vai acabar com a polícia se a PEC da Segurança for aprovada


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai acabar com a polícia se o Projeto de Emenda à Constituição da Segurança Pública for aprovada pelo Congresso Nacional.

“Aprovada a PEC da Segurança eu vou criar o Ministério e ai você vai ver o que é um governo acabar com a polícia e deixar o território livre”, disse Lula em resposta a Flávio Bolsonaro.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro promete governar para o Nordeste e fazer parceria com governadores de oposição


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, priorizará a Região Nordeste e manterá uma relação institucional com gestores estaduais de diferentes matizes políticos.

“Eu vou governar para o Nordeste, vou governar inclusive em parceria com os governadores que não são aliados políticos meus”, declarou o candidato do PL durante o confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Para ilustrar o compromisso com o diálogo republicano, Flávio citou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), destacando que pretende atuar em conjunto com o governo estadual em pautas prioritárias como segurança pública e infraestrutura.

“Vai ser uma grande honra sentar com a governadora Raquel Lyra para ajudar os nossos irmãos pernambucanos, junto com a governadora, a combater o crime organizado e levar as obras de que precisam para lá”, afirmou o senador.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio diz que votaria diferente sobre ampliação da licença maternidade


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) colocou o fortalecimento dos laços familiares no centro de suas declarações ao responder a questionamentos do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser lembrado de uma votação de 2009 sobre a licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro, quando exercia o mandato de deputado estadual, o senador demonstrou transparência ao reconhecer que sua visão amadureceu ao longo do tempo.

Flávio explicou que, à época, receava que o aumento do período de licença pudesse gerar efeitos colaterais indesejados no mercado de trabalho para as próprias mulheres, mas ressaltou que a experiência da vida conjugal e da paternidade transformou sua perspectiva sobre a proteção à maternidade.

“Eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres conseguissem arrumar emprego. Eu estava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tenho duas filhas, mais do que nunca eu sei da importância de a mãe estar perto do filho por até mais de 180 dias, se possível. Então, de verdade, eu hoje votaria completamente diferente”, afirmou o presidenciável, reforçando seu compromisso inegociável com o bem-estar das mães e o desenvolvimento das crianças brasileiras.

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro garante salário mínimo acima da inflação e desmente narrativas de Lula


Vídeo: Reprodução/TV Globo/Metrópoles

Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou seu compromisso com a classe trabalhadora e os aposentados ao garantir que manterá a política de valorização real do salário mínimo, com reajustes acima da inflação. O senador aproveitou o confronto direto para criticar a gestão econômica do atual governo, ressaltando o forte endividamento que corrói o orçamento das famílias brasileiras.

“Eu vou reajustar o salário mínimo acima da inflação para combater a sua fake news. Eu não vou deixar, não vou fazer economia em cima dos mais pobres, mas vou organizar essa economia para devolver o seu poder de compra. Você vai voltar a ter dinheiro no bolso”, declarou o candidato do PL.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O Brasil voltou a ser um cemitério de obras”, dispara Flávio Bolsonaro


Vídeo: Reprodução/TV Globo

Durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL) disse que o Brasil voltou a ser um cemitério de obras, como era em 2019.

“Nós pegamos o Brasil, lá em 2019, com cerca de 14 mil obras inacabadas. E apesar de todos os problemas, a gente entregou o Brasil com pouco mais de 8 mil obras inacabadas. Agora, neste ano, o TCU, o Tribunal de Contas da União, acaba de soltar um relatório que existe mais de 11 mil e 500 obras paralisadas do atual governo. Ou seja, o Brasil voltou a ser um grande cemitério de obras”, criticou Flávio Bolsonaro. 

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[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O mês ainda não acabou, mas seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pelo atual governo”, questiona Flávio Bolsonaro

 


Vídeo/Reprodução TV Globo

Durante o debate transmitido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas à condução da economia pelo atual governo, questionando os eleitores sobre a perda do poder de compra e o esgotamento do salário mínimo antes do final do mês.

“O seu salário já acabou? O seu poder de compra foi destruído pelo atual governo porque ele gasta tanto, joga a taxa de juros lá em cima e puxa a sua dívida junto”, afirmou o candidato durante fala no primeiro bloco dedicada à Região Sudeste.

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