Jornalismo

Lava Jato levou ministro do STF a manter empreiteiros presos para fechar delação

Procuradores da Operação Lava Jato convenceram um ministro do Supremo Tribunal Federal a manter dois executivos da empreiteira Andrade Gutierrez presos para garantir a colaboração da empresa e de seus funcionários com as investigações sobre corrupção em 2016.

Mensagens trocadas por integrantes da operação, obtidas pelo The Intercept Brasil e analisadas pela Folha e pelo site, mostram que a iniciativa foi executada com apoio do então juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro, cuja opinião os procuradores consultaram antes de levar a proposta ao Supremo.

Conforme os diálogos, coube ao então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, submetê-la ao ministro Teori Zavascki, que era relator dos processos da Lava Jato no STF e tinha sobre a mesa dois habeas corpus impetrados pelos executivos da Andrade Gutierrez que estavam presos.

O acerto com a empresa previa que os dois sairiam da cadeia no Paraná e ficariam um ano em prisão domiciliar, trancados em casa e monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Moro concordara em revogar as ordens de prisão preventiva que os mantinham atrás das grades, mas faltava convencer Teori do plano.

Como relator da Lava Jato, Teori seria o responsável pela homologação dos acordos de delação premiada dos executivos da Andrade Gutierrez, que prometiam implicar em seus depoimentos políticos que tinham direito a foro especial e só podiam ser investigados e processados no Supremo.

Mas o ministro ainda não fora informado das negociações, nem tivera a chance de examinar os acordos. Além disso, a preocupação com a longa duração das prisões dos investigados pela Lava Jato era crescente, e os procuradores acreditavam que Teori estava inclinado a soltar os empreiteiros.

O ministro deu seu aval no dia 4 de fevereiro de 2016 e pediu os nomes dos executivos presos. “Pq ele vai travar os hcs aqui esperando vcs”, escreveu o procurador Eduardo Pelella, chefe de gabinete de Janot, ao dar a notícia ao coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

Se ninguém tivesse conversado com Teori, era possível que os dois executivos na cadeia deixassem a prisão com o habeas corpus. Eles poderiam aguardar em liberdade o julgamento de seus processos e a homologação dos acordos de colaboração, e poderiam até rediscutir seus termos.

Com os habeas corpus engavetados por Teori, Moro transferiu os executivos para o regime de prisão domiciliar no dia seguinte. Os procuradores do caso se organizaram então para tomar seus depoimentos, sem medo de que os delatores fossem soltos e cogitassem abandonar o acordo negociado pela empreiteira.

Tudo foi feito com discrição, porque a força-tarefa não queria melindrar o ministro do STF, com quem mantinha uma relação tensa, e pretendia evitar que uma ordem de soltura da corte reduzisse seu poder de barganha nas negociações com outras empresas que estavam na fila para negociar delações premiadas.

“Acho melhor manter o sigilo”, disse Pelella a Deltan. “Só pro Teori ficar tranquilo.” As mensagens foram trocadas pelo aplicativo Telegram e obtidas pelo Intercept neste ano. A transcrição preserva a grafia encontrada nos arquivos originais recebidos pelo site, incluindo erros de português e abreviaturas.

Em resposta a questionamentos da Folha, a força-tarefa afirmou que não houve ilegalidade nas gestões no STF e que os executivos foram assistidos por seus advogados durante as negociações. Moro disse que houve respeito aos direitos da defesa e que discussões entre procuradores e juízes como as reveladas pelas mensagens são normais.

ACORDO BILIONÁRIO

Das grandes empreiteiras atingidas pela Lava Jato, a Andrade Gutierrez foi a segunda a colaborar com as investigações, depois da Camargo Corrêa. A empresa reconheceu sua participação em fraudes e aceitou pagar multa de R$ 1 bilhão para voltar a fazer negócios com o setor público.

O ex-presidente do grupo Otávio Azevedo, um dos que estavam presos no Paraná, e outros dez executivos ligados à empreiteira tornaram-se delatores e admitiram crimes, fornecendo informações aos investigadores em troca de penas mais brandas do que as previstas em lei, a serem cumpridas em casa.

Além de reconhecer sua participação no cartel que atuava na Petrobras, a Andrade Gutierrez admitiu ter pago propina a políticos e funcionários públicos durante a construção da usina nuclear Angra 3, da hidrelétrica de Belo Monte, da Ferrovia Norte-Sul e de estádios da Copa do Mundo de 2014.

A Procuradoria-Geral da República e a força-tarefa de Curitiba definiram as linhas gerais do acordo com a empresa em novembro de 2015, mas a negociação das penas dos executivos se arrastou por mais tempo do que o previsto, em parte por causa de divergências entre os procuradores.

As mensagens analisadas pela Folha e pelo Intercept mostram que Janot queria penas mais duras do que as sugeridas pelos advogados da Andrade Gutierrez, mas os procuradores temiam que o endurecimento afastasse os empreiteiros das negociações e inviabilizasse o acordo com a empresa.

Os executivos na cadeia estavam presos em caráter preventivo havia cinco meses. Eles ainda não tinham sido julgados pelos crimes de que eram acusados em Curitiba e haviam recorrido ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar revogar as ordens de prisão assinadas por Moro.

Para os procuradores, eram grandes as chances de eles serem soltos pela Justiça antes da assinatura do acordo. Isso abriria caminho para que tentassem rediscutir benefícios concedidos pelos procuradores, ou poderia levá-los a abandonar a mesa de negociações.

“As chances de um acordo com réus soltos com volta para a cadeia posteriormente era mínimo”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, integrante da força-tarefa de Curitiba, no Telegram. “A não celebração de um acordo geral por causa de alguns meses na cadeia a mais será visto no futuro como um erro.”

Os advogados da empresa aceitaram aumentar o período de prisão domiciliar a ser cumprido pelos executivos que estavam na cadeia. Além disso, indicaram aos procuradores que tinham a expectativa de que o Supremo homologasse os acordos e os colaboradores fossem para casa antes do recesso do fim do ano.

Mas as negociações foram atropeladas por um fato inesperado, a prisão do senador petista Delcídio do Amaral, que logo se tornou o centro das atenções em Brasília. Ele fora grampeado pelo filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e parecia estar tramando contra a Lava Jato.

Sem penas definidas, os executivos da Andrade Gutierrez começaram a se mostrar inquietos, e os que estavam presos recorreram aos tribunais. Um deles, Flávio Barra, foi para casa uma semana antes do Natal, após conseguir habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio, onde estava em andamento o caso das obras de Angra 3.

Otávio Azevedo e Elton Negrão continuaram na cadeia, foram ao STJ e não tiveram sucesso. Informado por Deltan do resultado, no início de dezembro, Moro perguntou o que faltava para concluir a delação da Andrade Gutierrez e afirmou que não se importava com a duração das prisões.

“Nao que eu esteja preocupado”, disse o juiz ao procurador no Telegram. “Por mim podem ficar mais tempo”. Deltan respondeu: “Rsrsrsrs”.

Faltava a assinatura de Janot para que os acordos fossem submetidos ao Supremo. Havia também complicações porque um procurador de Goiás, Hélio Telho, que investigava as obras da Ferrovia Norte-Sul, fora excluído das negociações com a empreiteira e queria participar do acordo.

Azevedo e Negrão recorreram então ao Supremo, quando faltava uma semana para o recesso do fim de ano. Não adiantou. Em janeiro de 2016, o ministro de plantão, Ricardo Lewandowski, disse não aos pedidos de soltura e deixou o caso para Teori rever quando voltasse ao trabalho.

Janot assinou os acordos com os executivos da Andrade Gutierrez na segunda quinzena de janeiro, mas ainda faltava resolver a pendência com o procurador de Goiás para que os termos fossem finalmente submetidos ao exame de Teori, a quem caberia verificar a legalidade dos acordos e homologá-los.

Sob pressão dos advogados dos delatores que estavam presos, e com medo de uma reação desfavorável do STF que pusesse tudo a perder, os procuradores começaram a articular a saída que permitiu antecipar os efeitos da delação antes da sua homologação pelo tribunal.

“Sobre relaxamento da prisão, vamos primeiro sondar o Russo, para em seguida, se for o caso, conversarmos sobre noticiar ao Teori antes da decisão aqui”, disse Paulo Roberto Galvão aos colegas em 20 de janeiro, tratando Moro pelo apelido que o grupo usava em conversas privadas.

No dia seguinte, Carlos Fernando avisou que conseguira “um OK provisório do Russo”. O procurador Marcello Miller, integrante do grupo criado por Janot para acompanhar as ações da Lava Jato, achava melhor esperar a tomada dos depoimentos dos executivos, mas foi voto vencido.

A operação foi concluída em 5 de fevereiro, um dia após o aval de Teori. Num processo até hoje mantido sob sigilo em Curitiba, a força-tarefa pediu a transferência dos executivos para prisão domiciliar, argumentando que haviam decidido cooperar com as investigações. Moro concordou.

Um desencontro com o juiz Marcelo Bretas, responsável pela ações da Lava Jato no Rio, levou Otávio Azevedo de volta à cadeia poucos dias depois. Havia outra ordem de prisão preventiva em vigor contra ele no Rio, e Bretas determinou que o executivo fosse levado à carceragem da Polícia Federal.

A ordem foi reconsiderada um dia depois, e Azevedo voltou para casa, mas o contratempo irritou Moro. “Ele nao foi solto. Esta rm prisao domiciliar. Deferi o que me requereram”, escreveu a Deltan. “Nao tenho paciência para isto.” O chefe da força-tarefa concordou: “Muita espuma pra pouca água”, disse.

A lei que estabelece regras para os acordos de delação premiada no Brasil diz que os benefícios negociados com os colaboradores devem ser avaliados pelo juiz responsável ao fim dos processos em que eles forem acusados, na hora da sentença. Na Lava Jato, porém, muitos acordos garantiram benefícios imediatos aos delatores.

Foi o que aconteceu no caso da Andrade Gutierrez. Presos em caráter provisório durante as investigações e sem nenhuma condenação, os executivos foram transferidos para prisão domiciliar e começaram a cumprir suas penas antes de serem ouvidos formalmente, e antes que Moro e Bretas julgassem os crimes de que foram acusados, tudo com o aval do Supremo.

Otávio Azevedo, que presidiu o grupo Andrade Gutierrez de 2008 a 2015, deixou a cadeia após sete meses, ficou mais um ano trancado em casa e hoje presta serviços numa vara da Justiça Federal em São Paulo durante algumas horas por semana. Ele pagou multa de R$ 2,7 milhões à Lava Jato.

Teori homologou os acordos dos executivos em abril de 2016, depois de analisar os depoimentos colhidos pelos procuradores em Brasília e Curitiba em fevereiro e março. O ministro do STF morreu num acidente aéreo em janeiro de 2017.

Em maio de 2016, Moro homologou o acordo de leniência da empreiteira, que conseguiu 12 anos para quitar a multa de R$ 1 bilhão. A última parcela vencerá em 2027. Por exigência de Moro na época, a empresa publicou nos jornais um informe publicitário em que pediu desculpas por seus erros.

As mensagens obtidas pelo Intercept mostram que os procuradores ficaram decepcionados com os depoimentos dos executivos, em especial porque não faziam referência a obras executadas para governos controlados pelo PSDB em São Paulo e Minas Gerais. A empresa só preencheu essa lacuna em 2017.

FORÇA-TAREFA E MORO DIZEM QUE DIREITOS DA DEFESA FORAM RESPEITADOS

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirmou que não houve ilegalidade nas gestões feitas junto ao Supremo Tribunal Federal para manter presos os executivos da Andrade Gutierrez e garantir sua colaboração com as investigações.

“A atuação da força-tarefa nos acordos sempre respeitou os direitos assegurados à defesa dos interessados em colaborar, cujas negociações invariavelmente foram acompanhadas por seus advogados”, disseram os procuradores, em resposta por escrito a questionamentos da Folha.

Para a força-tarefa, a decisão dos executivos de cooperar com a Lava Jato tornou desnecessária sua prisão preventiva, o que permitiu a revogação das ordens que os mantinham na cadeia e a transferência de ambos para o regime de prisão domiciliar previsto pelos acordos de delação premiada.

“A prisão foi necessária para impedir a continuidade dos esquemas criminosos”, afirmaram os procuradores. “Até a assinatura do acordo, o Ministério Público Federal entendeu que a manutenção da prisão preventiva era uma exigência de interesse público determinada pela lei.”

“[Com o acordo,] há um rompimento do vínculo de confiança com os demais integrantes da organização criminosa e se realiza um compromisso de cessar os crimes”, disse a força-tarefa. “Finda a necessidade da prisão preventiva, o colaborador pode continuar preso para cumprir pena estabelecida no próprio acordo, se isso for ajustado.”

Os procuradores observaram que, na época das negociações, ainda não estava em vigor o entendimento do STF que hoje permite a prisão de condenados em segunda instância, e que está sendo rediscutido pelo tribunal agora. Para eles, isso diminuía o interesse dos executivos pela colaboração.

“A perspectiva futura de punição com cumprimento de pena é um dos fatores considerados pelos investigados e réus em sua decisão sobre colaborar ou não com a Justiça”, disse a força-tarefa. “Quando há perspectiva de impunidade, seja pela demora da punição ou mesmo pela prescrição, há naturalmente menos interesse na colaboração, que pode não se mostrar a melhor estratégia para a defesa.”

O ministro Sergio Moro afirmou não ver “qualquer ilegalidade” nas situações descritas nos diálogos examinados pela Folha e pelo Intercept. Ele não reconhece a autenticidade das mensagens obtidas pelo site, recebidas após a invasão de contas de autoridades no aplicativo Telegram por hackers.

“É usual e legal procuradores ou advogados discutirem questões jurídicas com juízes, assim como as conversas entre o procurador-geral da República e o ministro do Supremo Tribunal Federal competente”, disse Moro.

Ele afirmou que as razões para as prisões dos executivos da Andrade Gutierrez estão nas decisões que assinou como juiz responsável pela Lava Jato. “A argumentação para a posterior soltura também está detalhada nas decisões judiciais, que atenderam aos pedidos dos defensores e do próprio MPF, sem qualquer violação de direitos”, acrescentou.

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot não quis se manifestar sobre as discussões com o ministro Teori Zavascki reveladas pelas mensagens. Seu ex-chefe de gabinete, o procurador Eduardo Pelella, disse que não reconhece a autenticidade do material obtido pelo Intercept e não se lembra de detalhes do caso da Andrade Gutierrez.

O ex-procurador Marcello Miller, que participou das negociações com a empreiteira, afirmou reconhecer as mensagens atribuídas a ele e disse que seu conteúdo reflete o “exercício legítimo e coerente das atribuições” que tinha no grupo criado por Janot para acompanhar a Lava Jato.

As defesas do ex-presidente do grupo Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, e do ex-diretor da empreiteira Elton Negrão não quiseram se manifestar sobre as mensagens, assim como os advogados Celso Vilardi e Sebastião Tojal, que representaram a empresa nas negociações com a Lava Jato.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. Xiiiiii já começaram até colocar um ministro defunto na história, aí fica fácil, quero ver se a Intercept é arrochado se coloca um ministro do STF vivo!

  2. Onde estamos indo a nação foi saqueada um povo morrendo em porta de hospitais o país estava um caos! 60.000 mil mortes por arma do fogo a criminalidade explodindo a droga espalhando as estatais todas em um tremendo buraco os fundos de pensão saqueados ! Aí um grupo de servidores são culpados por tenta proteger a nação ! Que inversão de valores foi a primeira vez na vida que preto e pobre não foram preso neste país e sim poderosos e rico! Está perto de uma revolta popular com este desmando e pouco vergonha !

    1. Recuperar dinheiro roubado da nação, e que estavam em poder de ladrões, é crime? Até onde vai ser humano alienado!

  3. SÓ QUERO SABER QUANDO BANQUEIROS, PROMOTORES E JUIZES ENVOLVIDOS NESSES ESQUEMAS TODOS; COM DEPÓSITOS GIGANTESCOS, DENÚNCIAS ARQUIVADAS E SENTENÇAS COMPRADAS, SERÃO FINALMENTE REVELADAS.
    AQUI ESPETANDO SENTADO PRA NAO CANSAR!

    1. Se tiver, que sejam punidos. Agora o que o stf está tentando pra livrar a cara e anular os processos dos bandidos presos e que tiveram que devolver bilhões de reais roubados da nação é repugnante.

  4. O PROBLEMA É DEIXAR EMPREEITERO PRESO E POLITICO SOLTO-MAS SE VOCÉ ESTA CO0M PENA LEVA PARA SUA CASA PARA COLOCAR PAPINHA NA SUA BOCA-DAR BANHO COLOCAR TALCO-

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Geral

RN já foi atingido por 24 mil raios a mais de janeiro a julho de 2026 do que em todo ano de 2025

Foto: Divulgação/Cosern

O Rio Grande do Norte já registrou 68.098 raios entre janeiro e 16 de julho de 2026, número 24 mil superior ao total contabilizado em todo o ano de 2025, quando foram registradas 43.833 descargas, segundo levantamento divulgado pela Neoenergia Cosern com dados da Climatempo.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando ocorreram 43.056 raios, o aumento foi de 58,1%.

Cidades mais atingidas pelos raios até julho deste ano no RN:

  1. Apodi – 3.855 raios;
  2. Mossoró – 3.571;
  3. Caraúbas – 3.062;
  4. Governador Dix-Sept Rosado – 2.986;
  5. Caicó – 2.916;
  6. Campo Grande – 2.834;
  7. Assú – 2.515;
  8. Upanema – 2.478;
  9. Serra Negra do Norte – 1.755;
  10. Jucurutu – 1.538

Segundo a Cosern, os raios provocaram interrupções no fornecimento de energia para cerca de 260 mil unidades consumidoras no primeiro semestre. A distribuidora informou que reforçou a proteção da rede com a instalação de para-raios e a ampliação do uso de religadores telecomandados com inteligência artificial para reduzir o tempo de restabelecimento do serviço.

Orientações de segurança

A Neoenergia Cosern orienta a população a adotar as seguintes medidas de segurança durante a ocorrência de chuvas e ventos fortes, acompanhada de raios:

  • Evite ficar em lugares abertos como praias, campos de futebol, embaixo de árvores ou perto de cercas;
  • Não pratique atividades de agropecuária ao ar livre durante tempestades pois esta é a circunstância mais vulnerável durante uma tempestade com raios;
  • Interrompa imediatamente o uso de motocicletas, bicicletas e máquinas agrícolas abertas;
  • Interrompa imediatamente o uso de motocicletas, bicicletas e máquinas agrícolas abertas;
  • Não se abrigue em locais abertos como sacadas, varandas, toldos, deques etc.
  • Opção segura de abrigo, caso esteja na rua: busque um veículo fechado e fique dentro dele, com as portas e janelas fechadas, sem encostar-se à lataria até a tempestade passar.

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Geral

A CRISE CONTINUA: Natália divulga convite para convenção do “Time de Lula” sem Rafael Motta

Imagem: reprodução

A deputada federal Natália Bonavides divulgou em suas redes sociais o convite para a convenção do “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, mas excluiu da publicação o pré-candidato ao Senado do PDT Rafael Motta. A convenção da coligação liderada pelo PT acontece no sábado (25), a partir das 9h, na Escola Estadual Edgar Barbosa.

A crise entre o grupo de Natália Bonavides e Rafael Motta se tornou pública após a Articulação de Esquerda, corrente interna do partido liderada no estado pela deputada federal, divulgar uma nota defendendo que a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária do PT seja indicada pelo PSOL, não pelo PDT. A primeira vaga é da vereadora petista Samanda Alves.

O motivo da nota remete à campanha municipal de 2024, quando Natália e Rafael trocaram acusações durante os debates na disputa pela Prefeitura de Natal. A deputada federal vem sendo apontada como desagregadora por integrantes da campanha de Cadu Xavier, pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

A candidatura de Rafael Motta está confirmada, mas nos bastidores políticos comenta-se que o grupo de Natália Bonavides poderá não votar nele, mas sim no ex-deputado estadual Sandro Pimentel, que é pré-candidato ao Senado pelo PSOL.

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Geral

RECUOU: Governo Lula adia aplicação da Lei da Reciprocidade contra tarifaço dos EUA para ‘avaliar impactos’

Foto: Montagem CNN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu estudos de impacto e adotou prudência na aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.

A postura não é apenas para evitar aumentos ainda maiores das tarifas, mas também para não levar à elevação dos preços ao consumidor brasileiro.

“Vamos com cautela”, disse à coluna do jornalista Gustavo Uribe da CNN o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O governo federal havia anunciado como pronta resposta à tarifa de 25% uma reciprocidade econômica. Com a rejeição do setor empresarial, o presidente decidiu reavaliar.

O governo brasileiro ainda acredita que conseguirá aumentar a lista de exceções até a próxima quarta-feira (22), com a inclusão de máquinas e calçados.

As negociações devem ser retomadas no início da próxima semana. Neste momento, Lula não pretende atuar junto ao presidente americano, Donald Trump.

O diagnóstico é de que é necessário esgotar todos os mecanismos de negociação antes de uma ligação direta ao presidente dos Estados Unidos.

Apesar de elevar os custos para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a nova tarifa deve ter impacto limitado sobre a economia brasileira como um todo.

A manutenção — e até ampliação — da lista de produtos isentos reduz significativamente os efeitos agregados sobre o crescimento e a balança comercial.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Se tem um lado bom dessa história é ter documentado em posts de áudio, vídeo e escrito matérias e opiniões de quem está ao lado de quem ataca o país e realmente defende o crime organizado.

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Polícia

Homem que matou companheira de 22 anos na frente da casa de amiga no RN é preso em Recife

Fotos: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco, cumpriu, nesta sexta-feira (17), um mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem, de 21 anos, investigado pela prática do crime de feminicídio contra Anny Kerollayne Rodrigues de Morais, de 22 anos. O crime ocorreu no dia 5 de julho de 2026, no bairro Abolição, no município de Mossoró.

De acordo com as investigações, o suspeito mantinha um relacionamento amoroso com a vítima. As apurações apontam que, após uma discussão entre o casal, ele teria efetuado um disparo de arma de fogo que atingiu o pescoço da mulher, a qual morreu ainda no local.

Anny Karolyne Rodrigues de Morais, de 22 anos. Vítima

No decorrer das diligências, a equipe policial reuniu elementos que comprovaram a autoria do crime. Com base nas provas produzidas, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, medida que foi deferida pelo Poder Judiciário.

Após trabalho integrado entre as Polícias Civis do Rio Grande do Norte e de Pernambuco, o homem foi localizado e preso na cidade de Recife/PE. Em seguida, foi conduzido à unidade policial para os procedimentos legais e, posteriormente, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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Trânsito

Carreta rompe adutora na BR-304 e suspende abastecimento em bairros de Mossoró e em Serra do Mel

Foto: Cedida/Blog Passando Na Hora

Uma carreta atingiu a tubulação da adutora Jerônimo Rosado na manhã desta sexta-feira (17), na BR-304, entre os municípios de Assú e Mossoró.

Com o impacto, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informou que precisou desligar o sistema, suspendendo temporariamente o abastecimento de água em diversos bairros de Mossoró e também no município de Serra do Mel.

De acordo com a companhia, equipes técnicas foram deslocadas para o local e realizam a avaliação dos danos causados à tubulação. Até o momento, não há previsão para a conclusão do reparo e o restabelecimento do abastecimento.

Os bairros afetados são Dom Jaime Câmara, Alto do Sumaré, Planalto 13 de Maio, Presidente Costa e Silva, Centro, Paredões, Barrocas e Bom Jardim, além de todo o município de Serra do Mel.

A Caern informou que divulgará um novo comunicado assim que houver atualização sobre os trabalhos e previsão para a retomada do abastecimento.

Portal da Tropical

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Saúde

VÍDEO: Após aumento de casos de ciguatera no RN, Sesap destaca 10 peixes que devem ser evitados

Após o aumento dos casos de intoxicação por ciguatera registrados no Rio Grande do Norte em 2026, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgou orientações à população sobre o consumo de pescados. Em vídeo, o secretário de saúde do RN, Alexandre Motta, destaca espécies que a população deve evitar o consumo.

De acordo com o secretário, as espécies que não devem ser consumidas são arabaiana, bicuda, barracuda, cioba, dourado, galo-do-alto, pargo preto, pescada branca, robalo e sirigado/badejo, por serem espécies em que foram identificados casos de intoxicação pela toxina após o consumo.

Apesar o alerta, Alexandre destaca que todas as outras espécies de pescados ainda são consideradas seguras para o consumo, e que devem ser consumidos para a manutenção do comércio dos pescados. “É uma cadeira produtiva importante para os pescadores, que precisa ser mantida”, disse Motta.

Confira o vídeo:

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Geral

O que a Ratts Ratis faz com IA que sua empresa não pode mais ignorar em 2026

Foto: Divulgação

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Polícia

VÍDEO: Polícia Civil recupera joias avaliadas em mais de R$ 500 mil e prende trio por golpe do falso sequestro no RN

Vídeo: Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na noite de quarta-feira (17), dois homens, de 24 e 27 anos, no bairro Potengi, e uma mulher, de 25 anos, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, ambos localizados na Zona Norte de Natal. Os suspeitos são investigados pela prática do crime de extorsão mediante grave ameaça, na modalidade conhecida como “golpe do falso sequestro”. A ação, realizada no âmbito da “Operação Cativeiro Virtual”, resultou na recuperação integral dos bens subtraídos da vítima, avaliados em mais de R$500 mil.

De acordo com as investigações, o crime teve início na noite da última terça-feira (16), por volta das 21h, quando uma idosa de 80 anos recebeu uma chamada de vídeo, por meio de um aplicativo de mensagens, de um homem que se apresentou como sequestrador e afirmou estar mantendo a filha da vítima em cárcere privado, na cidade de São Paulo/SP.

Durante mais de 12 horas, a vítima foi submetida a intensa pressão psicológica e constantes ameaças. Ao longo da chamada, uma mulher se passou pela filha da idosa, reforçando a falsa narrativa criada pelos criminosos. Convencida de que a vida da filha corria risco, a vítima entregou uma mala contendo diversas joias a um homem que compareceu ao local em uma motocicleta para recolher os objetos.

Após desconfiar da situação, a vítima procurou a Polícia Civil, que iniciou imediatamente as diligências investigativas. Ao longo do dia, as equipes policiais identificaram e prenderam os três suspeitos responsáveis por receber, ocultar e providenciar o envio dos bens subtraídos em Natal. Durante as diligências, foi constatado que a mala contendo as joias já se encontrava em uma unidade dos Correios da capital potiguar, pronta para ser enviada ao estado do Rio de Janeiro. O material foi recuperado antes da remessa, possibilitando a restituição integral dos bens à vítima.

As investigações apontam que parte da organização criminosa atuava de forma remota, a partir de outros estados, sendo responsável pela execução do golpe e pela coação psicológica exercida contra a vítima. Os suspeitos presos no Rio Grande do Norte seriam responsáveis pelo recebimento, ocultação e encaminhamento dos bens para fora do estado.

Os três suspeitos foram conduzidos à unidade policial para a realização dos procedimentos cabíveis e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A ação integra as estratégias da Polícia Civil do Rio Grande do Norte voltadas ao enfrentamento dos crimes patrimoniais, com foco não apenas na responsabilização dos autores, mas também na recuperação e restituição dos bens subtraídos às vítimas. As investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e responsabilizar os demais integrantes do grupo criminoso, especialmente aqueles responsáveis pela coação psicológica e pela execução remota do golpe.

O nome “Cativeiro Virtual” faz referência à falsa situação de sequestro criada pelos criminosos por meio de chamadas telefônicas e de vídeo, utilizando coação psicológica para induzir a vítima a acreditar que um familiar estava em cárcere privado e, assim, obter vantagem financeira mediante grave ameaça.
O golpe do falso sequestro é uma modalidade criminosa na qual os criminosos entram em contato com a vítima, geralmente por telefone ou chamada de vídeo, afirmando que um familiar foi sequestrado e que sua libertação depende do pagamento imediato de determinada quantia em dinheiro ou da entrega de bens de valor. Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas costumam utilizar informações obtidas em redes sociais, reproduzir gritos, choros ou até mesmo contar com a participação de comparsas que se passam pelo familiar supostamente sequestrado.

Diante da forte carga emocional provocada pela notícia, muitas vítimas acabam agindo por impulso e atendendo às exigências dos criminosos sem verificar a veracidade das informações. Por isso, a principal orientação é manter a calma e tentar entrar em contato diretamente com o familiar mencionado. Também é importante procurar outros parentes ou pessoas próximas para confirmar a localização da suposta vítima. Em nenhuma hipótese devem ser realizadas transferências bancárias ou entregues bens sem que a situação seja devidamente verificada.

A Polícia Civil orienta ainda que informações pessoais e rotinas familiares sejam compartilhadas com cautela nas redes sociais, reduzindo a exposição que pode ser utilizada por criminosos para tornar os golpes mais convincentes. Ao receber uma ligação ou mensagem com esse tipo de ameaça, a recomendação é interromper o contato, buscar a confirmação dos fatos por outros meios e acionar imediatamente as forças de segurança.

Opinião dos leitores

  1. Bom dia!
    Belo trabalho da Polícia Civil/RN.
    A força do Estado do RN agindo em prol da sociedade.
    Parabéns aos nobres policiais.

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Política

Licença destrava Ponte dos Santos Mártires, obra viabilizada com recursos garantidos por Rogério Marinho

Foto: Divulgação 

Após anos de espera, a Ponte dos Santos Mártires está finalmente apta a sair do papel. A emissão da licença de instalação pelo Idema, publicada nesta quarta-feira (15), autoriza o início das obras de um dos projetos de mobilidade urbana mais importantes para a Região Metropolitana de Natal.

A obra tornou-se viável após a garantia de R$ 38 milhões em recursos federais assegurados em 2021 pelo então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Sem a destinação desses recursos, o projeto não teria condições de avançar para a fase de execução.

Orçada em R$ 45,1 milhões, a ponte contará com aproximadamente 460 metros de extensão sobre o Rio Jundiaí, além de 1.177 metros de acessos, ligando a RN-160 à BR-226. A nova estrutura conectará o Monumento dos Santos Mártires, em São Gonçalo do Amarante, à estrada do KM 6 e ao bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal, criando uma nova alternativa de deslocamento para milhares de pessoas.

A ordem de serviço foi assinada no fim de 2024, mas o início da construção permaneceu condicionado à emissão da licença ambiental, liberada somente agora após a conclusão da análise técnica do empreendimento.

A Ponte dos Santos Mártires é considerada estratégica para melhorar a integração entre Natal e São Gonçalo do Amarante. Além de criar um novo eixo de ligação entre a Zona Oeste da capital e a região de Uruaçu, o empreendimento deverá reduzir o tempo de deslocamento até o Aeroporto Internacional Aluízio Alves e ampliar as opções de acesso para motoristas e transportadores.

Outro benefício esperado é o fortalecimento da atividade turística. A nova ligação facilitará o acesso ao Monumento dos Santos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, importante equipamento histórico e religioso do Rio Grande do Norte, contribuindo para estimular a visitação e movimentar a economia local.

Com a licença ambiental emitida, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante poderá iniciar a execução da obra, observando as condicionantes estabelecidas pelo Idema para proteção ambiental e mitigação de impactos durante a construção.

Opinião dos leitores

  1. A incompetência do PT é gritante, há semanas que esse surto começou e agora e que esses incompetentes falam ou orientam , absurdo , imoralidade e incompetencia fantástica

  2. Impressionante como o poder público tem a capacidade de travar as melhorias.
    Se o Brasil dependesse exclusivamente do poder público, estávamos ainda na época das caravelas.

  3. Alô alô MP, TCE e TCU! Ficar de olho na execução dessa emenda e na licitação pq desse povo traidor da Pátria e defensor de bandido não tem nada de bom. Melhor previnir do que remediar!

    1. Defensor de bandidos preso , condenado e descondenado aqui mais q vc só o Calígula , vão trabalhar pq quem te rouba tá solto e te roubando e vc aplaudindo , vai se informar e ter conhecimento das coisas … esse povo q vc fala já deixou governo a anos as tarifas vieram por incompetência do seu ladrão q idolatra , mas difícil mostrar a verdade e incompetência do seu presidente com a mentalidade que tem não deve esperar mais q isso não .

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Política

ROMBO: Câmara aprova parcelamento de dívida previdenciária da Prefeitura de Mossoró por até 25 anos

Foto: Reprodução

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou o Projeto de Lei nº 189/2026, enviado pelo prefeito Marcos Medeiros, autorizando o parcelamento das dívidas acumuladas com o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró) em até 300 prestações mensais, equivalente a até 25 anos. A medida abrange débitos de competências até agosto de 2025, ainda na gestão do ex-prefeito e pré-candidato a governador Allyson Bezerra, incluindo até valores descontados de salários, aposentadorias e pensões dos próprios servidores, mas nunca repassados ao Previ-Mossoró.

O projeto aprovado, no entanto, não informa sequer o valor total da dívida, que poderá se estender até 2051. Além disso, também não constam o valor estimado das parcelas, o percentual do orçamento que será comprometido nem o custo final da operação depois de somados IPCA e juros de 0,5% ao mês.

Para garantir o pagamento, a administração municipal vinculou automaticamente as parcelas ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), uma das principais fontes de receita da cidade. Isso significa que o dinheiro sairá antes mesmo de chegar ao caixa da Prefeitura de Mossoró. Caso o FPM não seja suficiente, a diferença sairá de recursos próprios, comprometendo por décadas a capacidade de investimento em serviços públicos. Um agravante à parte: o texto permite renegociar até contribuições que já foram descontadas dos servidores e nunca repassadas ao fundo, transformando um calote em parcelamento de longo prazo.

*Com informações do Blog do Barreto.

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