Política

Lula: dinheiro faz do PT um partido convencional

Ao discursar no Encontro Nacional em que o PT aclamou Dilma Rousseff como pré-candidata à reeleição, Lula instou os dirigentes e militantes da legenda a perseguirem um desafio extra em 2014. “Junto com a eleição da Dilma, nós temos que fazer um processo de recuperação da imagem do PT, mas, sobretudo, precisamos fazer uma campanha para construir uma nova utopia na cabeça de milhões e milhões de jovens brasileiros”, disse.

A certa altura, Lula estabeleceu uma comparação entre o PT que ele fundou em 10 de fevereiro de 1980, e a legenda que ocupa a Presidência da República há quase 11 anos, desde janeiro de 2003. Transmitidas ao vivo pela internet, suas declarações ficaram muito parecidas com uma autocrítica. O líder máximo do petismo concluiu que o dinheiro fez muito mal àquela legenda fundada há 34 anos.

Vale a pena ouvir Lula: “Nós criamos um partido político foi para ser diferente de tudo o que existia quando nós criamos esse partido. Esse partido não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem. Esse partido nasceu para provar que é possível fazer política de forma mais digna, fazer política com ‘P’ maiúsculo.”

Escute-se mais um pouco de Lula: “Nós precisamos, então, voltar a recuperar o orgulho que foi a razão da existência desse partido em momentos muito difíceis, porque a gente às vezes não tinha panfleto para divulgar uma campanha. Hoje, parece que o dinheiro resolve tudo. Os candidatos a deputado nao têm mais cabo eleitoral gratuito. É tudo uma máquina de fazer dinheiro, que está fazendo o partido ser um partido convencional.”

Antes de discursar, Lula trocara um dedo de prosa com o presidente da CUT, Vagner Freitas. Ouvira dele um relato sobre o que sucedera na véspera, nos festejos do Dia do Trabalhador. Na celebração da CUT, os petistas que ousaram se interpor entre a plateia e as atrações musicais tomaram vaias e foram alvejados por latas, garrafas e bolas de papel.

“Eu ouvi do companheiro Vagner, presidente da CUT, hoje, que o 1º de Maio estava muito grande”, discursou Lula. “Mas ninguém queria ouvir falar de político. Não podia citar o nome de político que era vaiado. Então, companheiros, acho que esse é um desafio tão importante e tão grave quanto a gente eleger a Dilma.”

Evocando a “experiência” que acumulou nos últimos 12 anos, Lula disse, em timbre peremptório: “uma parte da elite brasileira não nos suporta.” Gente mal agradecida, que cospe no prato que comeu. “Como é que uma parte da elite brasileira é ingrata com um governo que consertou esse país?”, indagou.

Lula parecia referir-se ao empresariado que torce o nariz para Dilma. Mesmo sabendo que o governo, desde a sua época, “fez esse país crescer, criou um exército de consumidores como jamais foi criado nesse país, fez a economia se transformar numa economia forte, independentemente de o PIB [não] ter o tamanho que as pessoas desejam.”

Lula não deu nome à “parte da elite brasileira” que ele considera “ingrata”. Mas deve ser um pedaço minoritário da plutocracia. Do contrário, o PT não teria virado essa “máquina de fazer dinheiro” que o transformou num “partido convencional”. O próprio Lula não tem do que se queixar. Construiu o instituto que leva o seu nome a partir de generosas contribuições. De resto, amealhou um patrimônio milionário derramando o suor de sua língua em palestras para o naco da elite que sabe o que é gratidão.

Lula voltou a falar de dinheiro no trecho do discurso em que declarou que “não é possível aceitar gratuitamente a tentativa da elite brasileira de destruir a imagem da empresa que durante tantos anos é motivo de orgulho para o nosso povo.” Referia-se à Petrobras, que está na bica de ser varejada por uma CPI. Aliás, Lula disse que a estatal, de tempos em tempos, é alvejada por ameaças de CPI. “Sempre em época de eleição.”

Tomado por suas declarações, Lula é um bom candidato a depoente da CPI que o Congresso está prestes a instalar. Ele disse coisas assim: “…Eu era presidente e, muitas vezes, nessas campanhas, sempre aparecia alguém com um bilhetinho dizendo que era preciso fazer uma CPI da Petrobras.”

Lula falou como se estivesse impondo à própria língua um voto de silêncio: “Eu, às vezes, fico nervoso, não posso falar, porque eu não tenho imunidade. Mas a impressão que eu tenho é que tem gente querendo fazer caixa de campanha ameaçando em toda época de eleições a Petrobras.” Levado ao banco da CPI, Lula talvez explicasse de que maneira os oposicionistas que defendem a CPI podem fazer dinheiro na Petrobras de fora para dentro.

Hoje, graças aos bons serviços do Ministério Público e da Polícia Federal , a impressão que se tem é a de que é bem mais fácil “fazer caixa de campanha” na Petrobras de dentro para fora. Que o diga o ex-diretor preso Paulo Roberto Costa.

Guindado à poderosa diretoria de Abastecimento da Petrobras sob Lula, que o chamava de “Paulinho”, o agora detento era patrocinado por um condomínio de partidos que incluía o PP, o PMDB e o PT. Decerto não foi por ideologia que essas legendas emprestaram o seu rendoso prestígio político ao ex-diretor.

No seu esforço para restaurar a imagem do PT, Lula disse que correrá o país em campanha. Onde houver um candidato do PT, lá estará o grande líder. “Acho que está na hora de a gente voltar a falar grosso em defesa do nosso partido”, disse Lula. Sem mencionar-lhe o nome, ele espinafrou o ainda deputado federal paranaense André Vargas, recém-desfiliado do PT. “Para a gente falar grosso em nome desse partido, a gente não pode compactuar com pessoas do nosso partido ou pessoas com mandato pelo nosso partido que façam coisas em caráter pessoal, sem se importar com o prejuízo que o partido vai ter.”

De fato, a julgar pelos achados da Polícia Federal, o ex-companheiro Vargas fez coisas com as quais um “partido que não nasceu para fazer tudo o que os outros fazem” jamais poderia “compactuar”. O ex-companheiro desenvolveu um relacionamento monetário com o doleiro Alberto Yossef, o “lava jato” do dinheiro pouco asseado que personagens como o ex-diretor “Paulinho” vinham prospectando nas águas profundas dos negócios petroleiros.

Lula falou “grosso” também no instante em que injetou o mensalão  no seu discurso. Só que, nesse caso, sua voz rouca voltou-se contra a imprensa golpista. “Há um processo em andamento que chega a ser uma perseguição ao nosso partido”, disse. “Parece que é uma coisa pessoal contra o José Dirceu, contra o José Genoino, contra o João Paulo, contra o Delúbio ou contra qualquer companheiro.”

“O dado concreto”, prosseguiu Lula, “é que, enquanto as pessoas se preocupam em todo dia tentar veicular uma notícia sobre os nossos companheiros do PT que estão presos, o mesalão mineiro [do PSDB], de fininho, voltou para Belo Horizonte. E ninguém comenta.” Ninguém?!? Uma ova. Quem silencia, talvez por constrangimento, é o PT. Aqui, se comenta.

Lula parece fazer uma distinção entre Vargas, o amigo do doleiro Youssef, e a cúpula presa do mensalão. Para André Vargas, que fez “coisas em caráter pessoal”, o microondas. Para a turma da Papuda, que invadiu o Código Penal em missão partidária, a solidariedade eterna.

“Penso que precisamos começar a nos preocupar, porque o problema não são apenas os companheiros que estão presos”, declarou Lula, prenhe de compreensão. “O problema é que a perseguição é contra o nosso partido. A perseguição é porque eles não admitem, desde quando nós ganhamos as eleições de 2002, eles não admitem que a gente consiga provar que é possível fazer nesse país o que eles não fizeram durante tantas décadas.”

Em relação a Vargas, cujo pedido de abertura de inquérito ainda nem foi apreciado pelo STF, os indícios da PF e as notícias da imprensa bastam para que Lula ligue o forno: “Eu acho que nós temos que ter consciência de uma coisa que tem que permear a vida do PT. A primeira coisa é a seguinte: se alguém, entre nós, cometer um erro tem que pagar pelo erro que cometeu.”

Para os mensaleiros, já condenados e presos, e para a Petrobras, virada de ponta-cabeça nas manchetes, Lula está convencido de que “a gente não pode permitir que uma quantidade de mentirars deslavadas sejam veiculadas todo santo dia como se fossem a mais pura verdade, muitas vezes até sem dar ao pensamento contrário o direito de se explicar.”

O que Lula não explicou é como fará para devolver ao PT aquela aparência imaculada que ostentava na década de 80. Um bom começo pode ser uma consulta ao oculista. Até os grandes líderes políticos, à medida em que envelhecem, vão enfraquecendo a vista. É uma forma que a natureza encontra para evitar que certos personagens enxerguem suas contradições no espelho.

Não é garantido que, melhorando a qualidade de suas lentes, Lula vá enxergar instantaneamente a receita para a restauração da imagem do PT. Mas pelo menos ele terá a oportunidade de enxergar o problema. O principal problema é o seguinte: a sociedade é incapaz de reconhecer a honestidade dos políticos. E os políticos são incapazes de demonstrá-la.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Ninguem tem mais condição de ver e escutar estes discursos do PT.
    e a proganda da governadora do nosso estado.
    Esta demais.

  2. Mas os PTistas querem mais dinheiro.
    O Deputado Nazareno Fonteles, o mesmo que quer dá ao Congresso o poder de derrubar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas constitucionais, também almejava possibilitar uma espécie de tomada obrigatória de dinheiro da população. Ele não queria chamar de confisco porque dizia que o dinheiro seria devolvido em 14 anos. Só que os juros se aproximariam de zero.
    Esse projeto que ele propôs em 2004, chegou a ser chamado de "Poupança Fraterna".
    Para esse mesmo deputado, o brasileiro paga pouco imposto.
    Que Deus nos proteja desses PTistas.

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Congresso adia o fim do recesso e só volta aos trabalhos no dia 10 de agosto

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O recesso parlamentar terminou neste sábado (1º), mas deputados e senadores só voltam ao trabalho em Brasília em 10 de agosto, quando está prevista a primeira semana do chamado esforço concentrado antes das eleições de outubro.

Em ano de eleição, o Congresso costuma ficar esvaziado, já que os parlamentares se dedicam à campanha eleitoral em suas bases políticas.

Além disso, o período das convenções partidárias, que definem os candidatos e as coligações para o pleito, acabam na próxima quarta-feira (5).

Por isso, os parlamentares fecharam um calendário que prevê sessões na Câmara e no Senado em apenas duas semanas até o final das eleições: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro. O objetivo é aprovar matérias nas duas casas nesse período.

Nas últimas eleições, os parlamentares também se afastaram de Brasília, mas as sessões continuaram a ser realizadas.

O presidente da Câmara à época, Arthur Lira (PP-AL), adotou sessões virtuais durante o período, permitindo que os parlamentares registrassem presença e votassem por aplicativo.

g1

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Grande Natal: Álvaro Dias participa de reuniões comunitárias em Natal e Extremoz

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, participou, na noite desta sexta-feira, de duas reuniões na Região Metropolitana de Natal. A primeira ocorreu no bairro de Felipe Camarão, na zona Oeste da capital, e a segunda foi realizada no centro de Extremoz.

Em Felipe Camarão, Álvaro esteve no encontro promovido por Dórys Cândido, suplente de vereador. A agenda contou com a presença da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; do pré-candidato a deputado estadual Eriko Jácome; e da pré-candidata a deputada federal Nina Souza.

Durante o encontro, o candidato abordou temas relacionados à administração pública estadual, como segurança, educação, infraestrutura e a situação fiscal do Estado. Em sua fala, defendeu que o eleitorado avalie as propostas apresentadas pelos candidatos e afirmou que “a hora agora é de escolher com responsabilidade”.

Na sequência, Álvaro participou de reunião com apoiadores do vereador Ricardo Caridade, em Extremoz. O encontro reuniu lideranças locais e contou com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio e da pré-candidata a deputada federal Carla Dickson.

Em Extremoz, Álvaro também relembrou sua atuação durante a pandemia da Covid-19, destacando a implantação do hospital de campanha em Natal e outras medidas adotadas pela administração municipal naquele período.

As duas agendas reuniram moradores, lideranças políticas e comunitárias da Região Metropolitana de Natal.

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[VÍDEO] NOVOS DETALHES: Acidente na Via Costeira na última sexta (31) deixou idoso que fazia caminhada gravemente ferido; motorista apresentava sinais de embriaguez

Na última sexta-feira (31/7) o BLOGDOBG noticiou um acidente ocorrido na Via Costeira no qual um motorista derrubou um poste e interditando uma das vias. Na ocasião o veículo envolvido também pegou fogo. Mas a história não terminou aí, e trazemos mais detalhes e desdobramentos.

Acidente deixou idoso que caminhava ferido gravemente

O poste derrubado pelo condutor do veículo atingiu o senhor Raimundo Dias de Souza que fazia sua caminhada matinal, como sempre costumava fazer entre as 5h e 6h. Ele ficou gravemente ferido.

Segundo informações de uma neta do Sr. Raimundo, em contato com o BLOGDOBG, ele encontra-se lutando pela vida, internado no Hospital Walfredo Gurgel, em estado grave.

Motorista apresentava sinais de embriaguez

O condutor do veículo que provocou o acidente apresentava sinais de embriaguez. Não há ainda confirmação se ele realizou teste de alcoolemia. As imagens mostram um homem de camisa e bermuda preta sendo contido por funcionários de um hotel e outras pessoas que passavam pelo local no momento do acidente, pois, segundo relatos, ele estaria tentando se evadir do local.

Família de vítima faz apelo

Em contato com o BLOGDOBG, a família do Sr. Raimundo, vítima do acidente fez um apelo: “Mais do que registrar o ocorrido, nossa família faz um apelo público para que o caso seja usado como um alerta urgente e necessário sobre o perigo devastador de beber e dirigir, uma irresponsabilidade que destrói vidas inocentes na nossa cidade.”

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Multidão em Apodi reforça apoio a Zenaide, autora de mais de R$ 4 milhões em investimentos no município

A senadora Dra. Zenaide Maia recebeu neste sábado mais uma demonstração de força política no interior do Rio Grande do Norte. Em Apodi, uma multidão participou do encontro promovido pelo prefeito Sabino, que apresentou oficialmente seu apoio à candidatura da parlamentar à reeleição para o Senado.

Ao anunciar Zenaide como sua candidata, o prefeito destacou a parceria construída com o mandato da senadora. “Cada reivindicação que ouvimos da população foi abraçada pela senadora. O primeiro presente foi mais de R$ 1,5 milhão para a saúde. O segundo foi o recurso para a construção de duas UBSs. O dinheiro já está na conta”, afirmou. Ao todo, o mandato de Zenaide já destinou mais de R$ 4,3 milhões para Apodi.

Emocionada com a recepção, Zenaide reafirmou o compromisso com o município. “Essa minha parceria com Apodi sempre vai existir. Eu tenho orgulho de ser a senadora dessa terra. Contem comigo”, declarou sob aplausos.

O encontro também reuniu o deputado estadual Neilton Diógenes, os deputados federais João Maia e Robinson Faria, além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversos municípios do Alto Oeste.

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Voo da Delta com destino a Guarulhos desvia rota para Porto Rico

Foto: Reprodução/FlightRadar24

Um voo da Delta Airlines que tinha como destino o aeroporto internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, teve sua rota desviada para o Porto Rico, segundo sites de monitoramento.

A aeronave decolou de Nova York às 22h40 de sábado (1º), no horário de Brasília, e estava prevista para pousar em Guarulhos na manhã deste domingo. No entanto, o voo desviou sua rota por volta das 2h50, quando sobrevoava o Caribe, rumo à capital portorriquenha San Juan, segundo dados do site FlightRadar24.

Ainda não se sabia a razão para o desvio da rota do voo da Delta até a última atualização desta reportagem.

G1

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VÍDEO: Criminosos utilizam drone para arremessar explosivo em residência de Fortaleza

Criminosos utilizaram um drone para arremessar um explosivo em uma casa da região da Grande Messejana, em Fortaleza. O vídeo da ação criminosa foi compartilhado nas redes sociais. Um homem de 28 anos, suspeito de integrar uma facção, foi preso. Um adolescente de 14 anos também foi levado à delegacia.

A Polícia Militar do Ceará não informou se o ataque criminoso deixou alguém ferido. O tipo do explosivo também não foi detalhado. Em nota, a instituição disse que realizou buscas pelo bairro Jardim Violeta, em Fortaleza, na tarde da última sexta-feira (31), que realizaram nas capturas dos suspeitos e na apreensão de armas, drogas, um drone e outros ilícitos.

A identidade do adulto preso não foi divulgada. Contra ele, havia um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de integrar organização criminosa.

O suspeito já tinha antecedentes por três crimes de tráfico de drogas, dois registros por homicídio, dois por associação para o tráfico, um por associação criminosa, um por roubo majorado, um por corrupção de menores, um por porte ilegal de arma de fogo, um por comercialização de arma de fogo e um por crime contra a administração pública.

G1/Ceará

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Três jogos das Oitavas de Final da Copa do Brasil terminam sem gols

O clássico carioca Vasco x Fluminense abriu a rodada de sábado sem gols pela Copa do Brasil.

Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C

Três jogos das oitavas de final da Copa do Brasil terminaram sem gols neste sábado (1), na abertura da rodada. No Rio de Janeiro, Vasco e Fluminense duelaram no Maracanã, enquanto em Minas Gerais o Atlético Mineiro não conseguiu superar o Juventude. Já no litoral de São Paulo, o Santos de Neymar também não conseguiu largar na frente do Remo.

Vasco 0 x 0 Fluminense 

Atlético Mineiro 0 x 0 Juventude 

Santos 0 x 0 Remo 

No clássico carioca, o jogo foi disputado, com muitas faltas e poucas chances de gol. As equipes pareciam estar mais preocupadas em não perder. A partida de volta entre Fluminense e Vasco será na próxima quarta-feira (6), às 21h30, também no Maracanã. Uma vitória simples dá a vaga para o vencedor e qualquer empate leva a decisão para os pênaltis.

Com informações da Agência Brasil

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Milei e onda azul na América do Sul desafiam liderança regional de Lula

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se aproxima do fim deste terceiro mandato distante de uma das prioridades do seu governo: a integração sul-americana. Embora tenha priorizado a retomada do protagonismo regional, a estratégia esbarrou em divergências ideológicas, crises diplomáticas e mudanças no cenário político do continente, o que dificultou também seu papel de liderança na região — apesar da manutenção das relações institucionais com países governados pela direta.

A busca pela integração regional acompanhou Lula ao longo de seus governos e neste mandato não foi diferente. Logo nos primeiros meses do governo Lula 3, o petista reuniu os chefes de Estado da América do Sul em Brasília com o objetivo de retomar o diálogo político e fortalecer os mecanismos de cooperação regional, abandonado nos anos anteriores.

O encontro resultou no chamado Consenso de Brasília, que reafirmou o compromisso dos países sul-americanos de intensificar o diálogo pela construção de uma agenda comum em áreas estratégicas para a região.

A iniciativa chancelou a tentativa de Lula de recolocar a integração sul-americana no centro da política regional, resgatando o protagonismo do Brasil – e o seu próprio – na articulação entre os países do continente.

Esses objetivos, contudo, esbarram com uma mudança política na região que foi alavancada por Javier Milei, presidente eleito na Argentina em 2023. Desde então, os dois países não apenas antagonizam politicamente, como disputam o protagonismo pela liderança regional.

Para Artur Ratc, doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, a crise diplomática entre Brasil e Argentina, provocada por trocas de farpas entre Lula e Milei, são reflexos de como funciona a geopolítica.

Integração regional América do Sul

  • Lula sempre defendeu uma integração regional na América do Sul, com maior diálogo e consenso entre os países para os mais diversos temas, inclusive em resposta à possíveis crises internacionais.
  • Tal objetivo, contudo, se tornou mais distante com os passar dos últimos anos meio à mudança de governos na América do Sul, que agora passa pela chamada Onda Azul, quando mais presidentes de esquerda lideram nações.
  • A guinada de oposição à integração regional de Lula foi puxada por Javier Milei, na Argentina. Além de ocupar o posto de segundo principal país na América do Sul, Buenos Aires tem um histórico de rivalidade com o Brasil.
  • Desde que assumiu o governo argentino, Milei busca rivalizar a liderança do petista na região em torno de uma aliança com líderes de direita e com o apoio do presidente Donald Trump – com quem Lula rivaliza.
  • A postura do governo argentino, somada ao fortalecimento de outras lideranças que antagonizam com Lula, impõe obstáculos ao objetivo do brasileiro de ampliar a integração sul-americana neste terceiro mandato.

Onda azul prejudicou planos de Lula na América do Sul

Atualmente, sete dos doze países da América do Sul são comandados por líderes ligados a direita, centro-direito ou extrema-direita.

De um lado, Argentina, Bolívia, Chila, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru encontram-se sob o domínio de governos a direita. Já o grupo de países controlados pela esquerda é composto por Brasil, Uruguai, Venezuela, Guiana e Suriname.

O tabuleiro político na região mudou nos últimos meses, após as vitórias de Keiko Fujimori e Abelardo de la Espriella.

Herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori, Keiko derrotou o candidato da esquerda nas eleições do Peru, Roberto Sánchez, em um pleito marcado pela longa apuração de votos.

Metrópoles 

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‘Passe’ da Uber é abusivo e obriga a pagar para trabalhar, alertam especialistas

Foto: Freepik

Os aplicativos de transporte implantaram nos últimos meses um novo modelo pelo qual os motoristas obtêm 100% dos valores das corridas (sem que a empresa retenha taxa de intermediação) mediante o pagamento de um “passe”. No caso específico da Uber, principal agente do setor, a adesão é compulsória nas cidades em que esse sistema está sendo testado e os pagamentos feitos pelos motoristas não são reembolsáveis — prática vista como abusiva por especialistas consultados pela revista eletrônica Consultor Jurídico.

O chamado “passe para motoristas” é válido para transporte por motocicleta em todas as cidades em que a Uber opera no Brasil, mas para carros funciona por enquanto em apenas 29 municípios, entre eles Teresina, Porto Velho, Macapá, Palmas, Joinville (SC), Feira de Santana (BA), Juiz de Fora (MG) e São José do Rio Preto (SP). A assinatura é obrigatória nesses locais e não pode ser pausada ou suspensa.

Os motoristas têm a opção de adquirir um passe por tempo (que garante viagens ilimitadas sem taxa de intermediação por 24 ou 72 horas) ou por ganhos (válido até o condutor faturar um valor predefinido com as corridas). Caso nenhum passe seja escolhido antes da primeira viagem, o aplicativo seleciona um deles automaticamente e desconta o valor do saldo da carteira do motorista na plataforma. Quando a assinatura termina, o passe selecionado como padrão é ativado de forma automática logo depois da corrida seguinte.

Consultor Jurídico 

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PT admite que acordo para deixar caso Master de fora da eleição na Bahia ruiu

Lula com os candidatos do PT na Bahia

Foto: Partido dos Trabalhadores / Reprodução

Integrantes do PT na Bahia dizem que o acordo, feito nos bastidores, para deixar o caso Master fora da campanha no estado ruiu. A nova orientação da campanha petista é atacar diretamente o candidato ao governo ACM Neto (União) usando o envolvimento dele com o ex-banqueiro, Daniel Vorcaro.

As investigações mostraram, até agora, que ACM se encontrou com Vorcaro. Além disso, a empresa do exprefeito e da esposa dele recebeu R$ 3,6 milhões do banco Master, segundo o Coaf.

De outro lado, o senador Jaques Wagner (PT) foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) por envolvimento direto com o ex-banqueiro. Ele teria recebido benefícios, como um apartamento de luxo, de um dos sócios de Vorcaro, Augusto Lima.

Em meio às acusações, as campanhas tinham fechado um acordo para deixar o caso Master de fora da disputa. Mas o PT avalia que, com o início oficial da campanha eleitoral, não vai poupar ataques a ACM Neto com menção a Vorcaro.

A campanha do ex-prefeito, no entanto, não pretende usar o caso com ataques a Wagner. A orientação, por ora, é priorizar o discurso de crítica ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), principal adversário de ACM.

Coluna Painel, Folha de São Paulo

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