
Uma mulher foi condenada pela morte do filho depois que o drogou para que pudesse fumar crack.
Kelly Emery, de 34 anos, foi considerada culpada pela morte de seu filho, Fenton Hogan, de dois anos, por envenená-lo com metadona em julho de 2013. Ela admitiu ter sido negligente ao drogar a criança com a substância a fim de “derrubá-lo” para que pudesse fumar crack em sua casa Frankley no Reino Unido.
A mulher chorou no banco dos réus durante seu julgamento e o juiz Robin Knowles disse a ela: “Eu aceito que há remorso, o caso é trágico, a agressão foi desnecessária, mas ainda assim culposa e de consequências graves, portanto uma pena de prisão é necessária”.
Ele pediu a Kelly para dedicar sua vida a sua recuperação “em homenagem a memória de Fenton”.
R7
A regulamentação da maconha, assunto atualmente em pauta no mundo (Além do Uruguai, Washington, Alasca, Califórnia e o Colorado já o fizeram com excelentes resultados), não pode ser tratada sob o viés ideológico. Não se trata de ser de esquerda ou de direita, mas de procurar o caminho mais adequado para lidar com o grave problema das drogas.
Nos EUA, não aconteceu absolutamente nada do cenário catastrófico pintado pelas pessoas que se opunham à regulamentação. Pelo contrário, recente pesquisa no Colorado apontou, pela primeira vez, uma redução no consumo de drogas principalmente entre os jovens.
Como disse Draúzio Varella sobre o tema, "É insensato insistirmos ad eternum num erro que traz consequências tão devastadoras, só por medo de cometer outros". A "guerra às drogas" é um retumbante fracasso. Precisamos de alternativas. A regulamentação surge como um experiência importante.
Uma última coisa deve ser observada, o dependente químico nem é um "cabra safado" e nem um "coitado", mas ele é um doente. Não é possível que continuemos nesse debate ultrapassado. A OMS reconheceu a dependência química como transtorno mental ainda no final da década de 1940. Assim é tratado no CID-10 e no DSM-IV.
Enquanto enfrentarmos esse grave problema com amadorismo e ideologia, ele vai continuar a crescer.
E ainda tem políticos da esquerda que defendem a descriminalização das drogas.
Além do ato insano como retrata a reportagem, eu pergunto: e quando o drogado não tiver condições de manter o seu vício? simples: ele vai furtar, roubar e matar para continuar consumindo a droga.
O viciado não é um "coitado" como muita gente quer que seja, porque ninguém nasce viciado ou pega o vício por osmose. A pessoa se vicia porque resolve experimentar a droga e o vício é o preço da sua irresponsabilidade.
Todo viciado é um agente disseminador da droga, pois irá oferecê-la a amigos, namoradas, etc, e ajudará a destruir a vida de outras pessoas.