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Mais de 60% dos países que toleram uso de drogas registram aumento do número de presos, diz estudo

79hlian6je_25eb7ciky8_filePermitir o uso de drogas é uma forma eficaz de combater o encarceramento em massa e a superlotação das cadeias? Um estudo sobre 36 países que adotaram leis mais tolerantes com usuários de drogas revela que, em 22 deles (ou 61% do total), o número de pessoas presas aumentou após a adoção dessas políticas.

O levantamento “Política de Drogas e Encarceramento” foi realizado pelo ITTC (Instituto Trabalho, Terra e Cidadania), uma organização de direitos humanos que presta assistência a populações com problemas na Justiça. O estudo será lançado nesta quinta-feira (7), em São Paulo, em forma de infográfico.

Foram avaliados 36 países que despenalizaram, descriminalizaram ou legalizaram o uso de drogas, sobretudo a maconha.

Despenalizar é quando o consumo continua sendo crime, mas o usuário não pode sofrer uma pena restritiva — é o caso do Brasil. Descriminalizar é quando o consumo deixa de ser crime — exatamente o julgamento que está no STF, paralisado desde setembro. E legalizar é o que aconteceu no Uruguai e em alguns Estados norte-americanos, em que o consumo é permitido, mas segue determinadas regras.

Dos 36 países avaliados, 21 são europeus e 15 americanos: Argentina, Bélgica, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Holanda, Honduras, Hungria, Irlanda, Itália, Luxemburgo, México, Paraguai, Peru, Portugal, Reino Unido, Venezuela, Alemanha, Bulgária, Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, República Tcheca, Romênia, Ucrânia, Costa Rica, Croácia, EUA, Jamaica e Uruguai.

Dos 15 países americanos, 11 tiveram aumento do encarceramento após adotarem política tolerante com o usuário: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Honduras, México, Paraguai, Peru e Venezuela.

Já dos 21 europeus, 11 viram aumentar o número de presos: Bélgica, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Portugal e Reino Unido.

Costa Rica, Croácia, EUA, Jamaica e Uruguai não tiveram o encarceramento analisado porque as mudanças em suas legislações são recentes.

De acordo com uma das coordenadoras do levantamento, a internacionalista Lucia Sestokas, tolerar o consumo de drogas não foi o que provocou o aumento do número de presos.

O que acontece, diz ela, é que essa política lida somente com um personagem da temática, o usuário, sendo “insuficiente” para evitar que mais pessoas sejam presas.

— As pessoas que estão sendo presas entram para o tráfico como um trabalho, entram para sanar um problema econômico pontual ou crônico, de geração e complementação de renda.

Dessa forma, diz Lucia, as políticas de drogas precisam ser ampliadas e estarem atreladas “a políticas sociais, econômicas e de geração de renda”.

Em Portugal, por exemplo, a descriminalização do uso ocorreu em 2001, mas o aumento do encarceramento só aconteceu em 2008 e 2009, em razão da crise econômica.

A Lei de Drogas do Brasil vai completar dez anos em 2016. De lá para cá, a lei foi responsável por um aumento na população carcerária brasileira, que saltou de 400 mil para mais de 600 mil no final de 2014, segundo dados do Depen (Departamento Penitenciário Nacional), do Ministério da Justiça.

A lei está prestes a ser alterada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que está analisando o Recurso Extraordinário 635.659, que pode levar à descriminalização do usuário.

Em setembro passado, os ministros Gilmar Mendes, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso votaram pela descriminalização do porte de maconha. O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Teori Zavascki.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

R7 – Tolerar o consumo de drogas foi decisivo para aumentar o encarceramento?

Lucia Sestokas – Não. Isso é exatamente o que a gente não pode afirmar. Flexibilizar a política de drogas não resulta em aumento de encarceramento. O que a gente pode afirmar é que, se você flexibilizar a política de drogas de forma restrita, ou seja, só para algumas condutas, como só para o uso, não tem efeito de desencarceramento.

R7 – A discussão no STF vai nesse sentido, de descriminalizar o uso de drogas. Isso então é ineficaz?

Não necessariamente ineficaz. A questão é que não pode parar aí. Despenalizar e descriminalizar o uso é ótimo, é um avanço. Mas você tem que pensar além, na totalidade das condutas. No Brasil, em teoria, você tem o uso despenalizado: a pessoa que é usuária pode ser processada, pode ser condenada, mas não pode receber pena de prisão, pode receber outras penas. E isso não quer dizer desencarceramento. Pelo contrário. No Brasil, desde 2006, quando se adotou essa nova política, a gente acompanhou um aumento de quase 50% da população carcerária.

R7 – Por quê?

Porque a pena para tráfico endureceu muito. Ainda que as pessoas não sejam presas pelo uso, elas são presas pelo tráfico, e o tráfico nada mais é do que um trabalho, é uma forma de geração e de complementação de renda.

R7 – Descriminalizar o uso pode ser considerado, então, uma política discriminatória social e economicamente?

É uma política que talvez não ajude na desigualdade do Brasil. Quando você fala que essa política é ineficaz, não é necessariamente isso, é que é insuficiente. É ótimo que despenalize ou descriminalize, mas a discussão não pode parar aí.

R7 – Como no Uruguai?

O Uruguai meio que chutou o balde nesse processo de primeiro despenalizar, depois descriminalizar e por último legalizar. Ele já legalizou, com o uso e o cultivo controlados pelo Estado. O Uruguai não legalizou o comércio, ele regulamenta de alguma forma nessa lógica de dar condições ao usuário.

R7 – E quais foram os resultados no Uruguai?

As regulações mais avançadas, como a do Uruguai, são mais novas, após 2013, então ainda não existem muitos dados sobre [o impacto no] encarceramento. Lembrando que o Uruguai legalizou só para maconha, os outros usos continuam criminalizados.

R7 – No STF também se discute a descriminalização somente para a maconha.

Assim como é insuficiente falar de flexibilização só para uso, é insuficiente falar de flexibilização só para maconha, principalmente porque tem um caráter muito social. Quem é que está usando maconha e quem é que está usando as drogas mais estigmatizadas, como o crack? O crack vai continuar sendo criminalizado. Então é bom que descriminalize a maconha, mas é insuficiente. O que se pode afirmar é que isso com certeza será prejudicial se vier acompanhado de um endurecimento para outras drogas.

R7 – A lei de drogas do Brasil está completando 10 anos. O que você destaca como avanço e retrocessos da lei?

Duas coisas principais são positivas: primeiro a despenalização do uso, que é um avanço do que se tinha antes, que era a criminalização total; segundo é que a ótica sobre a pessoa usuária muda um pouco, passando da segurança pública para a saúde e para a assistência social — pelo menos na teoria.

De lado negativo, com certeza, é o endurecimento de pena para tráfico. Se eu for pensar nos impactos da lei nesses dez anos, o que temos muito é essa dicotomia entre a pessoa usuária e traficante: o direito ao uso é muito restrito, que é o direito daquela pessoa de classe média alta, que é branca, que vai fazer o uso em que o Estado não vai interferir.

Agora, a pessoa que está na periferia não tem direito ao uso, então ela vai cair sim na malha de Justiça e o uso dela vai ser “patologizado”.

R7 – Como assim “não é permitido o uso na periferia”?

Na periferia temos um borramento de fronteira entre o que é usuário e traficante. O que vemos na periferia é que, a pessoa sendo usuária ou não, ela vai ser enquadrada como traficante, então vai cair na malha da Justiça. Se isso acontece e ela conseguir provar que é só um usuário, ela ainda vai ter que responder a um processo criminal, e isso tem impactos muito negativos para essas pessoas. Já o usuário de classe média alta não vai ser julgado, não vai a juízo, a polícia o descarta de primeira porque ele não vai ser enquadrado como traficante.

Veja como exemplo o caso que está em discussão no STF. A pessoa que está sendo julgada foi pega com uma quantidade ínfima de maconha, mas precisa se defender para alegar que é usuária.

R7 – Se essas medidas são insuficientes, qual o caminho para uma política séria de drogas que não seja injusta com a periferia?

Já é complicado termos o Judiciário legislando. Mas é lógico que o Judiciário tem uma oportunidade única de falar para o Legislativo que eles têm que tratar essa questão a partir disso. “Vamos descriminalizar o uso e vocês fazem uma política a partir disso”. Mas quem tem que fazer essa política não é o Judiciário. A gente defende que essa política tenha o maior cunho social possível, mas o modelo, ainda temos que pensar.

R7 – Existe o risco de, a partir da descriminalização no STF, termos um aumento ainda maior do encarceramento no Brasil?

Daqui para frente o que vamos fazer são apostas. Não sabemos quais vão ser as consequências, só saberemos depois de adotar. O que a gente sabe é que alguns exemplos já não deram certo. A gente sabe que descriminalizar só o uso, por exemplo, vai ter quase nenhum impacto na periferia, nas populações mais vulneráveis. Descriminalizar só maconha, a mesma coisa. A gente tem pensar qual é o modelo e quem será beneficiado por esse modelo.

R7 – Mas qual a importância que deverá ter, nesse modelo, a situação social e econômica das populações mais vulneráveis?

Se a gente hoje vê que o elo mais frágil da política de drogas são as populações de rua, populações negras, pessoas que moram na periferia e mulheres, especialmente, se a gente sabe que essas populações hoje vão pagar com a liberdade (sendo presas) ou com a vida (pelo genocídio das polícias), então temos que ter uma atenção especial e pensar o que elas estão precisando. Que política temos de adotar para essas pessoas não continuarem sendo mortas e presas?

E o comercio de drogas é uma coisa que temos de parar de ignorar ou de demonizar. O ITTC trabalha com populações presas desde 1997, e o que observamos é que as pessoas que estão sendo presas entram para o tráfico como um trabalho, elas entram para sanar um problema econômico pontual ou crônico, de geração e complementação de renda.

R7

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“BLOQUINHO 22”: após participar de adesivaço em Natal, Tomba Farias e apoiadores levam multidão às ruas de Santa Cruz em defesa da candidatura de Flávio Bolsonaro

Foto: Cedida

Depois de participar, na manhã deste domingo, do “Adesivaço 22”, realizado em Natal, o deputado estadual Tomba Farias (PL) realizou uma grande mobilização política em Santa Cruz, sua principal base eleitoral, onde promoveu o “Bloquinho 22”, reunindo, além de lideranças políticas, uma multidão de apoiadores que foram às ruas respaldar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

A mobilização percorreu as ruas do município e contou com a participação de apoiadores de outras cidades da região do Trairi, demonstrando a capacidade de articulação política do parlamentar em sua principal área de influência eleitoral.

O evento reuniu lideranças políticas da direita do Rio Grande do Norte, entre elas o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dia, o ex-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira e o coronel Hélio, além de vereadores e outras lideranças regionais.

Durante a passeata, Tomba Farias destacou a importância de intensificar o trabalho de mobilização e conquistar cada voto possível para Flávio Bolsonaro.

Segundo o deputado, a reta final da campanha exige empenho, união e participação dos apoiadores para ampliar o alcance da candidatura.

“Não podemos deixar de conversar com nenhum eleitor. Cada voto é importante e pode fazer a diferença na construção do resultado que desejamos para o Brasil. Precisamos de união, coragem e disposição para levar nossa mensagem a cada cidade, a cada bairro e a cada família. A mudança começa com a participação de cada brasileiro”, afirmou o parlamentar.

Tomba também ressaltou a importância da data de 25 de outubro, próximo domingo, como um marco para o movimento político que apoia a candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Tenho convicção de que, no próximo dia 25 de outubro, começará a mudança que todos os brasileiros procuram. Por isso, precisamos continuar nas ruas, mobilizando as pessoas e mostrando que cada cidadão tem um papel importante nesse processo”, declarou.

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CRISE FINANCEIRA: Ri Happy pede recuperação extrajudicial com dívida de R$ 827,4 milhões

Foto: Reprodução

A rede de lojas de brinquedos Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de R$ 827,4 milhões. O processo foi protocolado na Justiça no domingo (18) e confirmado pela empresa nesta segunda-feira (19).

O pedido também envolve outras empresas do grupo, incluindo a PBKids. Segundo a companhia, a medida busca reorganizar as dívidas e adequar a estrutura financeira às necessidades da operação.

A iniciativa ocorre menos de dois meses após a BluSun Capital assumir o controle da Ri Happy, em agosto. Com a mudança, Héctor Nuñez voltou ao comando da rede como CEO, cargo que ocupou entre 2012 e 2020.

Em nota, a empresa afirmou que as lojas físicas e os canais digitais continuam funcionando normalmente, com foco nas vendas da Black Friday e do Natal. A companhia atribuiu as dificuldades financeiras aos juros elevados, às mudanças no consumo e ao aumento da concorrência.

A Ri Happy já havia renegociado R$ 289 milhões em dívidas em 2023. Atualmente, a rede possui 290 lojas e registra faturamento anual de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

Com informações do NeoFeed/CNN Brasil

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ELEIÇÕES 2026: TSE aponta mudanças em 1.106 seções eleitorais para o 2º turno

Foto: Willian Moreira/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (19) que seus sistemas registram alterações nos locais de votação de 1.106 seções eleitorais entre o 1º e o 2º turno das eleições. O número ainda pode mudar, já que as zonas eleitorais continuam atualizando os dados.

Segundo o TSE, parte das alterações registradas pode não representar uma mudança efetiva de endereço. Isso ocorre porque o sistema também contabiliza situações em que locais modificados provisoriamente no 1º turno serão mantidos no 2º.

Os números sofreram variações nos últimos dias. Na sexta-feira (16), o tribunal apontava 4,3 mil seções com alterações. No domingo (18), o total havia caído para 2.033 e, nesta segunda-feira, chegou a 1.106.

Diante das inconsistências, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) estão realizando uma força-tarefa para identificar e divulgar os locais efetivamente modificados. No Paraná, por exemplo, o sistema do TSE apontava mudanças em 61 locais, mas o TRE confirmou alterações em apenas oito.

Mais de 158 milhões de brasileiros devem votar no próximo domingo (25), quando será realizado o 2º turno da eleição presidencial. Em seis estados e no Distrito Federal, também haverá votação para governador.

A orientação da Justiça Eleitoral é que os eleitores consultem seu local de votação antes de sair de casa, por meio do aplicativo e-Título ou do Autoatendimento Eleitoral disponível no site do TSE.

Com informações do g1

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ATLASINTEL, NEXUS E PODERDATA: Desaprovação de Lula supera aprovação nos três levantamentos

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Três levantamentos nacionais divulgados nesta segunda-feira (19) mostram que a desaprovação do presidente Lula (PT) supera numericamente a aprovação. Os resultados são dos institutos AtlasIntel, Nexus e PoderData, que avaliaram o desempenho do presidente.

No AtlasIntel/Bloomberg, 52,3% dos entrevistados desaprovam Lula, enquanto 46,2% aprovam. Outros 1,5% não souberam responder.

No BTG/Nexus, a desaprovação chega a 48,8%, contra 47,2% de aprovação. Outros 4,1% não souberam ou não responderam.

Já no PoderData, 50% desaprovam o desempenho pessoal do presidente, enquanto 44% aprovam. Outros 6% não souberam responder.

Os institutos utilizaram metodologias diferentes, e os resultados não devem ser tratados como uma única pesquisa.

Metodologia

AtlasIntel/Bloomberg: entrevistou 4.998 pessoas entre 13 e 18 de outubro, por recrutamento digital. Margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-02418/2026.

BTG/Nexus: ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro. Margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-04499/2026.

PoderData: entrevistou 3.000 eleitores por telefone entre 16 e 18 de outubro, em 695 municípios. Margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-02586/2026.

Com informações da Jovem Pan News

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Mãe e irmão de Oruam são presos em operação da PF contra o monopólio de internet do Comando Vermelho

Fotos: Reprodução

A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta segunda-feira (19), Márcia Gama e Lucas Santos Nepomuceno, mãe e irmão do rapper Oruam, durante uma operação contra um esquema de exploração ilegal de serviços de internet controlado pelo Comando Vermelho (CV), no Rio de Janeiro. A ação também teve como alvo Marcinho VP, pai do cantor e apontado como uma das lideranças da facção.

Batizada de Operação Backbone, a ofensiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Até a última atualização, 19 pessoas haviam sido presas. Ao todo, foram expedidos 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além do bloqueio de até R$ 558 milhões em bens e valores.

Segundo a PF, moradores dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão eram obrigados a contratar serviços de internet controlados pelo tráfico. Criminosos armados destruíam cabos e equipamentos de operadoras concorrentes, impediam reparos e cobravam tarifas mensais de provedores autorizados a atuar nas comunidades.

As investigações apontam que a exploração da chamada “internet do tráfico” representava uma importante fonte de arrecadação para a facção. Em um único mês, o esquema teria respondido por mais de 40% das receitas do Comando Vermelho no Complexo da Penha.

De acordo com a Polícia Federal, Marcinho VP, preso desde 1996 e atualmente custodiado em um presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS), continuava controlando atividades econômicas nos territórios dominados pela facção, com participação de familiares e outras lideranças.

Os investigadores também identificaram suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão e criptomoedas. O bloqueio judicial alcança 40 pessoas físicas e 42 empresas.

Os investigados poderão responder por crimes como domínio social estruturado, extorsão, interrupção de serviços de telecomunicações e lavagem de dinheiro.

Com informações do Metrópoles

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Concurso Fotográfico de Natal vai premiar melhores imagens com R$ 10,5 mil

Arte: Divulgação

A cidade de Natal será novamente cenário para olhares que valorizam sua história, arquitetura e memória cultural. O 8º Concurso Fotográfico de Natal chega em 2026 com R$ 10,5 mil em premiações e uma homenagem especial ao centenário de nascimento do folclorista Deífilo Gurgel. A iniciativa integra a programação do Festival Histórico de Natal e acontece durante a 14ª Caminhada Histórica de Natal, marcada para o dia 5 de dezembro, com concentração a partir das 14h, na Praça André de Albuquerque, no Centro Histórico da capital potiguar.

Com o tema “Centenário de Deífilo Gurgel – 100 Anos de Imensidão”, o concurso convida fotógrafos profissionais e amadores a registrarem, por meio de diferentes perspectivas, o patrimônio arquitetônico e histórico da cidade. Durante a caminhada, os participantes terão a oportunidade de conhecer e fotografar mais de 50 monumentos históricos, explorando espaços que ajudam a contar a trajetória de Natal e de seu povo.

A homenagem a Deífilo Gurgel reforça a importância da preservação da identidade cultural potiguar. Durante quase meio século, o pesquisador e folclorista dedicou sua trajetória ao registro das manifestações populares do Rio Grande do Norte, contribuindo para a valorização de tradições como o Araruna das Rocas, o Boi Calemba e os Mamulengos de João Redondo, além de dar visibilidade a nomes como Dona Militana, Chico Antônio e Chico Daniel.

Inspirado nesse legado, o concurso propõe um diálogo entre passado e presente. Enquanto Deífilo Gurgel dedicou sua vida à preservação do patrimônio imaterial, os participantes serão incentivados a registrar o patrimônio material da capital, transformando a fotografia em instrumento de valorização da memória e da cultura.

Três categorias e premiações

O concurso será dividido em três categorias: Amador, Profissional e Fotografias Históricas. Na categoria Amador, os participantes poderão utilizar câmeras digitais e smartphones. Já na Profissional, serão aceitas imagens produzidas com equipamentos fotográficos profissionais e drones.

A categoria Fotografias Históricas contempla registros realizados antes de 2015, permitindo a participação de imagens antigas que retratem a cidade. A proposta é incentivar o resgate de fotografias que documentem as transformações urbanas, arquitetônicas e culturais de Natal ao longo das décadas.

Na categoria Profissional, os três primeiros colocados receberão R$ 1.900, R$ 1.300 e R$ 1.100, respectivamente. Na categoria Amador, os prêmios serão de R$ 1.100, R$ 900 e R$ 700. Já na categoria Fotografias Históricas, três imagens serão premiadas com R$ 1 mil cada. Todos os vencedores também receberão troféus.

As melhores fotografias serão selecionadas por uma comissão julgadora especializada e integrarão uma exposição fotográfica itinerante, com data e local a serem divulgados posteriormente.

Além da premiação, o concurso contribui para a formação de um acervo visual da capital potiguar. As fotografias históricas reunidas pela iniciativa serão destinadas ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), fortalecendo o trabalho de preservação da memória da cidade.

Como participar

Podem participar pessoas a partir de 16 anos. Para concorrer nas categorias Profissional e Amador, é necessário realizar a inscrição na 14ª Caminhada Histórica de Natal, mediante a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, exceto sal. Os pontos de inscrição e retirada dos vouchers serão divulgados no Instagram @festivalhistorico. O voucher deverá ser trocado pelo kit do evento no dia da caminhada.

Na categoria Profissional, cada participante poderá enviar de uma a cinco fotografias produzidas durante a caminhada, até as 23h59 do dia 5 de dezembro, para o e-mail [email protected], seguindo as orientações do regulamento.

Na categoria Amador, a participação acontecerá pelo Instagram. Os interessados deverão publicar suas fotografias até as 23h59 do mesmo dia, utilizando a hashtag #caminhadahistorica2026 e marcando o perfil @concursofotografiadenatal. É necessário manter o perfil público durante o período de participação e identificar o autor e o título da imagem.

Para a categoria Fotografias Históricas, os participantes deverão encaminhar imagens produzidas antes de 2015 para o mesmo e-mail, identificando o autor, o título da obra e o ano do registro. O prazo também termina às 23h59 do dia 5 de dezembro.

O regulamento completo do 8º Concurso Fotográfico de Natal está disponível para consulta no link https://bit.ly/4eDRCCk. O documento reúne as regras de participação, os critérios de avaliação e as orientações para inscrição e envio das fotografias.

Valorização da memória e da cultura potiguar

Em sua oitava edição consecutiva, o Concurso Fotográfico de Natal integra as ações do Festival Histórico de Natal, projeto que promove atividades voltadas à preservação da memória e ao incentivo à produção artística e cultural, incluindo concursos de Jornalismo, Redação, Música e Fotografia.

A iniciativa é uma realização da Viva Promoções, em parceria com o Instituto ZooN, com patrocínio da Prefeitura do Natal, por meio da Lei Djalma Maranhão, e do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Lei Câmara Cascudo.

A coordenação geral do concurso é do fotógrafo e educador Henrique José, com produção executiva da fotógrafa e produtora cultural Meysa Medeiros. A comissão julgadora conta ainda com os fotógrafos Vlademir Alexandre, Maurison Silva, do Poty Fotoclube, e Samara Macêdo, fotógrafa e artista visual.

Serviço:
8º Concurso Fotográfico de Natal – Centenário de Deífilo Gurgel (100 Anos de Imensidão)

Data: 5 de dezembro de 2026 (sábado)
Local: Praça André de Albuquerque – Centro Histórico de Natal
Concentração: A partir das 14h
Premiação: R$ 10.500,00
Categorias: Amador, Profissional e Fotografias Históricas
Participação: A partir de 16 anos
Inscrição na Caminhada Histórica: Doação de 2 kg de alimentos não perecíveis, exceto sal
Prazo para envio ou publicação das fotografias: 5 de dezembro, até as 23h59
Regulamento completo: https://bit.ly/4eDRCCk
Instagram: @festivalhistorico e @concursofotografiadenatal
Informações: [email protected]

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Aliados avaliam que Flávio foi mais calmo que Lula e se destacou na segurança durante debate

Foto: Reprodução/Band

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) avaliam que o senador teve um bom desempenho no debate presidencial da Band, realizado neste domingo (18), e demonstrou mais tranquilidade que o presidente Lula (PT). O entorno do candidato também destacou suas propostas para a segurança pública e o empreendedorismo.

Segundo o Metrópoles, integrantes da campanha consideram que Flávio conseguiu manter a calma em sua estreia nos debates presidenciais, enquanto Lula teria demonstrado nervosismo. “Acho que ele estava calmo e tirou a concentração do Lula. Senti que o Lula estava bem nervoso”, afirmou um aliado presente no estúdio.

Apesar da avaliação positiva sobre o desempenho do senador, integrantes da campanha reconheceram que o confronto teve excesso de ataques e poucas propostas. “Acho que houve exagero de ambos os lados. Acho que faltou propostas”, avaliou outro aliado.

Na área da segurança pública, o entorno de Flávio considera que o candidato demonstrou firmeza e conhecimento do tema. Um integrante da comitiva afirmou que o senador mostrou preparo para enfrentar os problemas do setor e estabeleceu diferenças em relação às posições defendidas por Lula.

Outro ponto destacado foi a proposta de criação do Ministério da Prosperidade, voltado ao empreendedorismo. Segundo aliados, a iniciativa foi uma das principais mensagens apresentadas por Flávio durante o debate.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Senadores descartam acordo para saída de Moraes e defendem impeachment, diz Folha

Foto: Breno Esaki/Metropoles

Senadores que tomarão posse em 2027 avaliam que uma eventual saída negociada do ministro Alexandre de Moraes, do STF, não seria suficiente para encerrar a pressão por seu impeachment. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, parlamentares consideram difícil evitar a abertura de um processo contra o magistrado.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador político da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), procurou magistrados nas últimas semanas para transmitir a mensagem de que não haverá ruptura institucional caso o candidato derrote o presidente Lula (PT) no 2º turno.

Apesar da sinalização, até parlamentares contrários ao afastamento de ministros reconhecem que a pressão sobre o STF deverá continuar. Segundo a Folha, parte dos senadores eleitos construiu sua campanha em torno de críticas ao Supremo, o que dificultaria um acordo para a aposentadoria antecipada de Moraes.

A abertura de um processo de impeachment depende do presidente do Senado. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que pretende disputar o comando da Casa, já sinalizou que não criará obstáculos. Entre os possíveis concorrentes estão Rogério Marinho e o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O tema também divide aliados de Flávio Bolsonaro. Enquanto integrantes mais moderados defendem uma acomodação institucional com o STF, outra ala sustenta o impeachment de Moraes e chega a defender sua prisão.

Durante ato realizado em 7 de setembro, em São Paulo, Flávio afirmou que indicaria cinco ministros ao Supremo caso fosse eleito, alegando que Moraes deixaria a Corte. Posteriormente, passou a falar em pelo menos quatro indicações, considerando aposentadorias previstas até 2030 e a vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso.

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Geral

Nikolas Ferreira e Pablo Marçal estão poibidos de republicar nas redes conteúdos já vetados pela Justiça Eleitoral

Foto: Reprodução

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta segunda-feira (19) que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o influenciador Pablo Marçal não voltem a publicar conteúdos que já tiveram a remoção ordenada pelo TSE.

A decisão prevê multa de R$ 50 mil por publicação em caso de descumprimento. A proibição também vale para conteúdos substancialmente semelhantes aos que já foram retirados das plataformas digitais, mesmo que não sejam reproduções idênticas.

O ministro também determinou que a Meta, responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, e a plataforma X impeçam o impulsionamento pago de publicações feitas pelas contas de Nikolas e Marçal. As empresas também estão proibidas de conceder tratamento privilegiado aos perfis na distribuição de propaganda eleitoral.

A decisão atende a um pedido da coligação do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Na ação, a campanha petista acusa Nikolas e Marçal de disseminarem desinformação em benefício de Flávio Bolsonaro (PL) por meio de publicações fora dos canais oficiais de campanha.

Com informações do g1

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Geral

STF completa um ano com vaga aberta, 47 julgamentos parados e ministros sobrecarregados

Foto: Gustavo Moreno/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) completou um ano funcionando com apenas dez dos 11 ministros previstos em sua composição. Desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025, a ausência de um magistrado provocou a suspensão de 47 julgamentos e aumentou a carga de processos dos demais integrantes da Corte.

Segundo levantamento da CNN Brasil, 20 julgamentos foram adiados no plenário e outros 27 na Primeira Turma, aguardando a chegada de um novo ministro. Os processos envolvem questões penais, tributárias, ambientais, orçamentárias e administrativas.

A sobrecarga também atingiu os gabinetes. Sem a nomeação de um substituto e com o presidente do STF fora da distribuição de novos processos, cada um dos nove ministros recebeu 546 casos adicionais no período. O futuro integrante da Corte herdará ainda 667 processos deixados por Barroso.

A vaga permanece aberta desde 18 de outubro de 2025. O presidente Lula (PT) chegou a indicar Jorge Messias para o cargo, mas o Senado rejeitou seu nome. Desde então, nenhuma nova indicação foi confirmada.

Lula avalia indicar um novo ministro ainda este ano, independentemente do resultado da eleição presidencial. Aliados do presidente defendem que a escolha seja feita antes do fim do mandato, para evitar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) amplie o número de indicações do senador ao STF.

Entre os nomes cotados está Rodrigo Pacheco, atual ministro do TCU, que já havia sido considerado para a vaga anteriormente.

Com informações da CNN Brasil

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