Fumar maconha na adolescência aumenta risco de depressão, diz estudo

O USO DE CANNABIS ENTRE OS MAIS JOVENS PODE CAUSAR DEPRESSÃO (FOTO: FLICKR/JAMES ST. JOHN/CREATIVE COMMONS)

Cientistas sabem pouco sobre como a cannabis influência o cérebro de adolescentes, quando o órgão ainda está em desenvolvimento. E uma nova pesquisa, que analisou 11 estudos internacionais publicados a partir da década de 1990, apontou que fumar maconha aumentou em 37% o risco de depressão na fase adulta para cerca de 23 mil jovens.

De acordo com o relatório, publicado na JAMA Psychiatry, embora o hábito de fumar não estivesse ligado à ansiedade, os adolescentes que usavam cannabis tinham probabilidade três vezes maior de tentar suicídio. Contudo, os pesquisadores afirmaram que esse cálculo é impreciso: segundo eles, o risco de depressão e pensamentos suicidas é modesto, cerca de 7%. Mas isso não significa que não vale a pena ser considerado, especialmente dada a popularidade da maconha entre os jovens.

“Nossas descobertas sobre depressão e tendências suicidas são muito relevantes para a prática clínica”, disse Andrea Cipriani, psiquiatra da Universidade de Oxford, no Reino Unido. “Embora os efeitos negativos da cannabis possam variar entre adolescentes, e não é possível prever o risco exato para cada um, o uso disseminado de cannabis pelos jovens faz com que seja um problema de saúde pública.”

Os resultados são apoiados por alguns estudos anteriores. Para os pesquisadores, isso sugere que, mesmo na idade adulta, os fumantes de maconha enfrentam risco moderado de desenvolver depressão.

Ainda assim, não há evidências claras de que o uso de cannabis cause diretamente o problema. A explicação é mais complexa: fumar maconha, por exemplo, também está associada a fatores que aumentam o risco de depressão, como dificuldades na escola e desemprego. Além disso, adolescentes ou adultos podem fumar maconha para lidar com sintomas depressivos, não necessariamente causados ​​pela erva.

De acordo com os cientistas, é um assunto difícil de pesquisar, visto que há valores morais para testar a maconha em adolescentes. Como resultado, a maioria dos estudos é feito em animais.

Galileu

Novo super oceano está em formação na Terra, diz estudo

(FOTO: PIXABAY)

A Terra é como um quebra-cabeça: a camada mais externa — sobre a qual nós andamos — é formada por várias peças que se encaixam, chamadas de placas tectônicas. A questão é que, diferente do quebra-cabeça, essas placas nunca permanecem paradas num mesmo lugar. Vários registros já comprovaram que elas se movem constantemente a uma velocidade de alguns centímetros por ano. Ainda que a curto prazo esse movimento seja quase imperceptível, num período de bilhões de anos, faz diferença. De tanto “caminhar”, os blocos acabam se encontrando e se juntando em um só território, até que, bilhões de anos depois, eles se afastam e voltam a se unir de novo.

O último “supercontinente” de que temos conhecimento foi Pangeia, formado há 320 milhões de anos. Tempos depois, os territórios se separaram e formaram as Américas, a Europa, a África, a Oceania e a Ásia. Mas, segundo pesquisadores da Universidade de Curtin, na Austrália, a divisão dos continentes como a conhecemos hoje está com os dias contados. Em um estudo recém-publicado no periódico Precambrian Research, os cientistas alertaram que, num futuro distante, os territórios voltarão a se unir em um só bloco — e apenas o Oceano Pacífico continuará a existir.

Segundo os pesquisadores, esse novo cenário pode ser explicado pelos fenômenos de “introversão” e “extroversão” gerados pela movimentação das placas tectônicas. No primeiro caso, as águas que separam os continentes são “sugadas” para o interior do planeta, os territórios se juntam e formam um superoceano. No segundo caso, o superoceano é “engolido” pela Terra e os continentes se separam.

A hipótese é de que esses fenômenos se alternem de tempos em tempos, ou seja, depois de um momento de “introversão” sempre vem outro de “extroversão”. Como o último registro que temos foi de separação de continentes, o esperado é que o próximo cenário seja de união de territórios e de formação de um superoceano – a nova versão do Pacífico, no caso.

O pesquisador Zheng-Xiang Li, um dos autores do estudo, acredita que o nosso próximo “supercontinente” será bem parecido com Pangeia. “Se o Anel de Fogo sobreviver junto com o super oceano, então a estrutura do manto da Terra manterá um padrão semelhante ao supercontinente anterior. De contrário, o manto se reorganizará completamente”, explica o cientista em comunicado.

Galileu

 

Cérebros de mulheres parecem ‘anos mais jovens’ do que os de homens, diz estudo

Foto: Divulgação

As mulheres costumam viver mais que os homens e permanecer mentalmente plenas por mais tempo. Um estudo publicado na segunda-feira, dia 4, pode explicar o motivo: os cérebros femininos parecem em média três anos mais jovens que os masculinos.

O estudo envolveu 121 mulheres e 84 homens que se submeteram a tomografias para medir o metabolismo cerebral ou o fluxo de oxigênio e glicose em seus cérebros.

Assim como outros órgãos do corpo, o cérebro utiliza açúcar como combustível. Mas a forma como metaboliza a glicose pode revelar muito sobre a idade metabólica do cérebro.

Os participantes tinham entre 20 e 80 anos. Nessas faixas etárias, os cérebros das mulheres pareciam metabolicamente mais jovens que os dos homens, segundo as descobertas publicadas na revista americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Um algoritmo mostrou que os cérebros das mulheres eram em média 3,8 anos mais jovens que suas idades cronológicas. Em comparação, os masculinos eram aproximadamente 2,4 anos mais velhos que suas idades reais.

“Não é que os cérebros dos homens envelheçam mais rápido”, disse o autor sênior Manu Goyal, professor assistente de radiologia na Escola de Medicina da Universidade de Washington, St. Louis.

“Eles começam a idade adulta cerca de três anos mais velhos que os das mulheres, e isso persiste durante toda a vida”, indicou.

Uma teoria para justificar a diferença é que os hormônios podem começar a moldar o metabolismo cerebral a uma idade jovem, fixando nas mulheres um padrão mais jovem ao longo de suas vidas, em comparação com os homens.

Os cientistas esperam descobrir se as diferenças metabólicas no cérebro podem desempenhar um papel protetor para as mulheres, que tendem a ter melhores qualificações que os homens nos testes cognitivos de lógica, memória e resolução de problemas na terceira idade.

“Poderia significar que a razão pela qual as mulheres não experimentam tanto deterioro cognitivo nos últimos anos é porque seus cérebros são efetivamente mais jovens”, disse Goyal.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Não é à toa que as mulheres se destacam pela economia do cérebro: elas pensam no futuro.

  2. Rosendalf Tegucigalpa disse:

    É óbvio isso. Mulheres em geral, são menos ativas, inteligentes e laborais que os homens, também de modo geral.

Passar muito tempo usando tablets, celulares e outros eletrônicos com telas pode prejudicar crianças, diz estudo

Especialistas canadenses e americanos dizem que crianças não devem usar telas antes de completar 18 meses de idade. Imagem: Getty Images

Hábito pode atrasar o desenvolvimento de habilidades como linguagem e sociabilidade, de acordo com cientistas do Canadá

Deixar uma criança pequena passar muito tempo usando tablets, celulares e outros eletrônicos com telas pode atrasar o desenvolvimento de habilidades de linguagem e sociabilidade, de acordo com um estudo canadense.

A pesquisa, que acompanhou cerca de 2,5 mil crianças de 2 anos de idade, é a mais recente evidência no debate sobre quanto tempo de uso de telas é seguro para crianças.

No Canadá e nos Estados Unidos, especialistas dizem que as crianças não devem usar telas antes de completar 18 meses de idade.

No Reino Unido, onde não foi estabelecido tal limite, o Royal College of Pediatrics and Child Health (RCPCH) diz que não há evidências suficientes, mesmo quando se inclui este novo estudo, para estabelecer um “efeito negativo direto” deste comportamento.

O que diz a pesquisa?

Mães foram consultadas, entre 2011 e 2016, sobre o tempo de uso de telas e preencheram questionários sobre as habilidades e o desenvolvimento de seus filhos quando tinham 2, 3 e 5 anos.

Isso incluiu assistir a programas de TV, filmes ou vídeos, jogar videogames e usar computador, tablet, celular ou qualquer aparelho com uma tela.

Com a idade de 2 anos, as crianças passavam em média 17 horas em frente a telas por semana. Isso aumentou para cerca de 25 horas aos 3 anos, mas caiu para cerca de 11 horas aos 5 anos, quando as crianças começaram na escola primária.

As descobertas, publicadas no periódico JAMA Pediatrics, sugerem que há um aumento do tempo de uso de telas antes que qualquer atraso no desenvolvimento seja notado, em vez de um cenário em que crianças com problemas de desenvolvimento passam a usar telas por mais tempo.

Mas não está claro se o aumento do uso de telas é diretamente responsável. O maior tempo da tela pode ser um aspecto simultâneo a outros ligados ao atraso no desenvolvimento, como a forma como a criança é educada e o que a criança faz no restante do seu tempo de lazer.

O que indicam os cientistas?

Quando as crianças pequenas estão olhando para telas, elas podem estar perdendo oportunidades de praticar e dominar outras habilidades importantes.

Em teoria, isso poderia atrapalhar interações sociais e limitar o tempo em que as crianças passam correndo e praticando outras habilidades físicas.

Mesmo sem provas concretas de danos, a cientista Sheri Madigan e seus colegas, autores do estudo, dizem que ainda assim faz sentido limitar o tempo de uso de telas das crianças e garantir que isso não atrapalhe as “interações interpessoais ou o tempo em família”.

Eles também disseram que talvez devessem ter acompanhado crianças ainda menores, porque está se tornando cada vez mais comum que bebês usem telas.

Quanto tempo de tela é excessivo?

É uma boa pergunta, sem uma resposta satisfatória. O novo estudo não faz qualquer recomendação neste sentido. Algumas das crianças de 2 anos estavam passando mais de quatro horas por dia, ou 28 horas por semana, em frente a telas, de acordo com suas mães.

As diretrizes da Associação Americana de Pediatria (AAP) indicam:

* Para crianças com menos de 18 meses, evite qualquer uso de tela além de chamadas de vídeo;

* Pais de crianças com idades entre 18 e 24 meses que desejam introduzir o uso de mídias digitais devem escolher uma programação de qualidade e assistir junto com seus filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo;

* Para crianças de 2 a 5 anos, o uso de telas deve ser limitado a uma hora por dia e a programas de qualidade. Os pais devem assistir com os filhos;

* Para crianças de 6 anos ou mais, imponha limites consistentes, garantindo que o tempo de tela não atrapalhe o sono e a atividade física.

A Sociedade Canadense de Pediatria vai além, dizendo que crianças com menos de 2 anos não devem usar telas.

O RCPCH publicou diretrizes no início deste ano, mas não estabeleceu limites. A organização diz que que “as evidências são fracas para orientar os pais sobre o nível adequado de tempo de tela” e que “não pode recomendar um limite de tempo de tela para crianças em geral”.

Em vez disso, aconselha as famílias a se perguntarem:

* O tempo de tela na sua casa é controlado?

* O uso de telas interfere no que a família quer fazer?

* O uso de telas interfere no sono?

* Você consegue controlar o que a criança come durante o tempo de uso de tela?

Se uma família ficar satisfeita com as respostas, então, é provável que esteja se saindo bem nesta questão complexa, diz o RCPCH.

Como reduzir o tempo de tela?

A AAP aconselha que as famílias estabeleçam períodos em que mídias não são usadas, como refeições ou deslocamentos de carro, bem como locais da casa em que mídias não são permitidas, como os quartos.

O RCPCH diz que os adultos devem analisar seu próprio tempo de uso de telas e dar um bom exemplo.

A maioria dos especialistas também aconselha que as crianças não usem telas uma hora antes de dormir, para que seus cérebros tenham tempo de relaxar para dormir.

“Ainda precisamos de mais pesquisas para dizer se crianças são mais vulneráveis ??aos danos causados ??pelo uso de telas e qual impacto que isso pode ter na sua saúde mental”, disse Bernadka Dubicka, do Royal College of Psychiatrists.

“Também precisamos avaliar os efeitos de diferentes tipos de conteúdo, porque há também formas positivas de usar telas.”

Universa – UOL

 

Vírus mais perigoso que zika para grávidas é identificado, diz estudo

O mosquito Aedes aegypti é transmissor da zika e também da febre do Rift Valley. Foto: Pexels

Uma outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, a febre do Rift Valley, comprovou-se ser ainda mais prejudicial às grávidas do que a zika, segundo um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Science Advances.

A febre do Rift Valley também pode ser transmitida pelo Cúlex, o mosquito doméstico, e até o momento a circulação do vírus se restringe ao continente africano e ao Oriente Médio.

Mas, segundo o infectologista Artur Timermann, presidente da Sociedade Brasileira de Arborivores (SBA), existe risco de a doença chegar ao Brasil.

Atualmente, a febre do Vale do Rift ocorre principalmente na pecuária da África subsaariana, onde em 90% dos casos leva ao aborto espontâneo do rebanho contaminado. Há casos também em humanos. Os sintomas lembram uma gripe, além de gerar graves problemas ao fígado.

No ano 2000, a doença infectou mais de 100 mil pessoas na Arábia Saudita, levando ao menos a 700 mortes, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

Como se trata de um vírus transmitido por um mosquito também disseminado em outros continentes, como Américas e Europa, existe uma preocupação de que ele se expanda rapidamente, de acordo com o jornal.

Não há vacina ou tratamento para a febre do Vale do Rift. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a doença como de grande potencial de emergência de saúde pública, segundo o jornal.

Como os sintomas da doença são inespecíficos, muitos casos de anomalias e de natimortos podem não ter sido notificados, segundo o The New York Times.

No estudo com camundongos, 65% dos filhotes nascidos de mães infectadas morreram. Cada mãe infectada perdeu ao menos um filhote e todos os filhos das mães infectadas contraíram o vírus.

Camundongos prenhes também foram mais suscetíveis à morte por febre do Vale do Rift do que animais não prenhes.

Para os pesquisadores, o mais surpreendente foi que as placentas de mães infectadas abrigaram mais vírus do que qualquer outro tecido do corpo, até mesmo que o fígado, onde o vírus costuma causar danos.

Testes em tecido placentário humano mostraram que, diferentemente do vírus zika, o vírus da febre do Vale do Rift tem uma capacidade única de infectar a camada de células da placenta por onde nutrientes fluem, de acordo com o estudo.

R7

 

Pessoas bonitas tendem a ter opiniões mais liberais sobre sexo, diz estudo

A beleza está ligada a opiniões moralmente menos rígidas, sugere um novo estudo. O cientista social Robert Urbatsch, da Universidade de Iowa (EUA), observou que entre os mais belos há maior anuência para sexo antes do casamento, melhor aceitação de sexo e casamento gays e maior concordância de que a mulher sempre deve ter direito ao aborto legal, independentemente da situação.

Os dados utilizados são da edição de 2016 do General Social Survey (GSS), um dos maiores bancos de dados dos EUA, que abrange informações fornecidas por dezenas de milhares de pessoas com questões sobre liberdade civil, violência, intolerância, moralidade, entre outros tópicos.

Nesse banco de dados, pesquisadores também classificam as pessoas cadastradas em cinco categorias —nada atraente, não atraente, na média, atraente ou muito atraente. Dentre os que tiveram a aparência avaliada, de 700 a 1.700 responderam às demais questões analisadas na pesquisa de Urbatsch.

Estudos já mostraram que pessoas consideradas bonitas conseguem trabalhos que pagam mais, tendem a ser melhor avaliadas em assuntos não diretamente ligados à beleza e até ganham, em média, mais votos em eleições. Essas vantagens são ainda mais perceptíveis quando o assunto é romance —é chover no molhado dizer que a boa aparência multiplica a chance de encontrar parceiros sexuais.

A questão que a nova pesquisa buscou responder é se as vantagens e oportunidades trazidas pela beleza poderiam atuar de modo a mudar a percepção do indivíduo sobre questões morais.

Uma possível explicação aventada pelo pesquisador é que os sinais de interesse sexual recebidos pelos mais bonitos acabam desgastando a concepção de que a atividade sexual (de qualquer tipo) seja moralmente questionável. Por outro lado, os menos bonitos sofrem menos pressão liberalizante, consolidando, em média, posições mais rígidas.

“A pessoa mais bonita tem tratamento diferenciado, parece que a sociedade a vê com olhos mais amenos. Diante da pessoa bonita há maior condescendência; a pessoa percebe que vive num mundo que a favorece e passa a desejar isso para as outras pessoas também”, diz Carmita Abdo, presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e uma das maiores autoridades brasileiras em estudos de sexualidade.

Quem é menos bonito, afirma ela, acaba levando tudo mais à risca, tem maior disciplina e literalidade diante das regras. “Diante disso, essa pessoa acaba vivendo numa estrutura menos flexível —é assim que o mundo sempre a tratou. Não é desforra, é algo habitual. É assim que ela apreendeu o mundo.”

“Uma maneira alternativa de interpretar esses achados é que a pessoa que tem boa aparência acha que consegue se safar ao dar suas opiniões morais enquanto as demais têm de fingir obedecer às convenções sociais”, diz Urbatsch à Folha.

Segundo ele, se uma pessoa se sente melhor por possuir padrões morais elevados em relação aos demais, para ela pode ser melhor deixar passar algumas oportunidades românticas do que perder uma parte fundamental de sua identidade.

Independentemente da beleza, contudo, as pessoas tendem a reprovar a traição. Isso pode ter ao menos duas explicações: que a “permissividade moral” tem um certo limite ou que mesmo quem é bonito teria um alto custo social de se declarar favorável a esse tipo de prática.

Há outros aspectos que podem interferir na capacidade de estabelecer relações sociais, lembra Abdo. “Uma coisa ajuda a outra. Uma pessoa inteligente pode até aparentar ser mais bonita do que é. E uma pessoa resiliente não vai cansar de buscar seus objetivos, seja com exercício físico, dieta, uso de tecnologia —tudo isso pode tornar a aparência dela mais interessante.”

“E há pessoas muito lindas que se tornam reféns da beleza e perdem o autocontrole pela menor capacidade de absorver frustrações e não conseguir lidar bem com o lado negativo da vida.”

A beleza física pode ter diversas raízes. Os genes têm papel proeminente, conferindo características como altura e formato do rosto, por exemplo, mas questões culturais também podem ser importantes: alguns atributos podem ser mais valorizados em diferentes locais.

Mesmo assim, é mais fácil especular na direção adotada por Urbatsch, em que a aparência é uma das causas das posições morais. Seria mais complicado sustentar o raciocínio no sentido contrário, de que determinadas opiniões tornam uma pessoa mais ou menos bonita.

Existem ainda fatores que podem exercer influência na moralidade do indivíduo, como a religião, que pressiona na direção menos liberalizante, e a erudição (medida por meio de testes de vocabulário e anos de escolaridade), que atua no sentido contrário. Esses temas, porém, já foram explorados em outros estudos.

O pesquisador afirma que no estudo recente tentou deixar de lado o que seria moralmente ou filosoficamente desejável de uma perspectiva religiosa ou normativa para se ater apenas ao lado empírico.

Urbatsch também pesquisou se a beleza poderia ter influência em outras questões, como a legalidade do uso de maconha, o direito à eutanásia e a desobediência civil no caso de leis que inflijam a consciência. Não houve impacto nessas questões.

Em 1972 uma outra pesquisa nos EUA, a National Election Survey também tinha uma questão relativa à aparência do entrevistado e outra sobre o direito ao aborto. Os resultados foram similares, sugerindo que a relação entre beleza e permissividade moral não é uma coisa desta década.

Urbatsch, na verdade, pesquisa políticas de comércio internacional, mas estuda também como ideologia e posicionamento políticos afetam a área. “Nem todo mundo se interessa por isso, porém.” Ele diz que agora vai tentar expandir a nova análise, publicada na revista científica Social Science Quarterly, a partir de dados de outros países, já que os achados são específicos para os EUA, diz.

Folha de São Paulo

Adoçante não emagrece ou melhora a saúde, diz estudo

Foto: Think

O adoçante não emagrece nem melhora a saúde, de acordo com um estudo realizado pelo grupo de pesquisa internacional Cochrane a pedido da OMS (Organização Mundial da Saúde) e publicado no British Medical Journal. O órgão prepara um relatório com orientações sobre como substituir a substância.

Em comparação com o açúcar, o estudo mostra que não há evidências convincentes de que os adoçantes possam ajudar a perder peso, embora ressalte que mais pesquisas ainda são necessárias para embasar essa afirmação.

O estudo contou com uma equipe de pesquisadores europeus que analisaram 56 pesquisas sobre o impacto do uso de adoçantes como o aspartame e a estévia no peso, no controle glicêmico e em doenças cardiovasculares.

Como conclusão, o estudo afirma não haver “nenhuma diferença estatística ou clínica relevante entre aqueles que utilizaram adoçantes e açúcar”.

Em editorial do periódico BMJ, Vasanti Malik, da Escola de Saúde Pública da Unviersidade Harvard, nos Estados Unidos, ressaltou que mais pesquisas são necessárias para comprovar essa tese.

No entanto, segundo ele, com base nas evidências já existentes, substituir o açúcar por adoçantes, especialmente em bebidas, pode ser uma estratégia útil para reduzir o risco de diabetes, doença cardíaca e AVC.

O endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, frisa que os adoçantes devem ser utilizados em quantidade limitada. “O gosto doce no cérebro faz com que a pessoa deseje alimentos mais doces. Existem estudos que ligam adoçantes a compulsão alimentar, diabetes, ganho de peso e doenças crônicas”, afirma.

Fabricantes de alimentos e de bebidas estão sob pressão no Brasil e em outros países ocidentais para ajudar a combater a epidemia de obesidade.

A OMS tem como objetivo produzir orientações sobre os adoçantes, pois seu uso é difundido como uma alternativa saudável ao açúcar.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cassio disse:

    Pesquisa fraca. Eles deveriam avaliar o grupo que tomou adoçante e colocar para tomarem açúcar e vice-versa, se quiser ter uma comparação a curto prazo no IMC de qualidade. Sabemos que o açúcar refinado a longo prazo está associado ao câncer. Logo essa pesquisa foi limitada. Precisamos de mais estudos para poder afirmar os reais benefícios ou malefícios em optar pelo uso do adoçante ou do açúcar. E tbm na pesquisa não informou qual adoçante usou. O Stevia tem demonstrado melhores resultados para a saúde, porém tem a desvantagem de um sabor mais amargo. O aspartame está associado ao Alzheimer. O açúcar refinado tem mostrado associações ao câncer, diabetes do tipo 2 e cáries se descuidar da higiene bucal. Enfim, eu atualmente continuo optando pelo adoçante Stevia.

Um em cada dez detentos trabalha nos presídios do Brasil, diz estudo

Apenas 15% de presos são envolvidos em algum tipo de atividade laboral. Foto: Márcio Neves/R7

Há quatro anos, o estudante de direito Emerson Ramayana, de 39 anos, conquistou sua liberdade. Nesse mesmo período, ele evita utilizar o nome completo quando sai em busca de oportunidades de trabalho.

Isso porque Emerson cumpriu nove anos de pena, passou por quatro penitenciárias diferentes no estado de São Paulo e tem de enfrentar o estigma que ainda recai sobre egressos do sistema prisional no momento de voltar ao mercado.

Apesar disso, hoje ele trabalha e estuda na área em que gostaria desde os tempos da prisão.

Emerson fez parte dos 15% de presos envolvidos em algum tipo de atividade laboral dentro dos presídios — o equivalente a 1 em cada 10 do sistema prisional. De acordo com o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, apenas 95.919 presos trabalham durante o cumprimento da pena do total de 726.712 detentos em todo o país. “É um percentual baixíssimo, que revela a falência do sistema como um todo”, diz Marina Dias, diretora executiva do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).

A falta de oportunidades de trabalho faz com que, segundo a especialista, as pessoas privadas de liberdade se sintam ociosas. “Isso faz com que o ciclo de violência se perpetue e a estrutura precária favorece a atuação das organizações criminosas, que se aproveitam da ausência de condições para ‘garantir direitos’”, diz Marina. A Lei de Execução Penal, o trabalho de pessoas condenadas deve ter finalidade educativa e produtiva. As atividades podem ser realizadas dentro da prisão, no caso de presos provisórios e condenados, ou fora, no caso de condenados que já tenham cumprido pelo menos um sexto da pena total.

Emerson foi condenado a nove anos de prisão por assalto a mão armada. Antes de cumprir sua pena, porém, ficou dois anos no CDP (Centro de Detenção Provisória). “Lá, não tem trabalho para ninguém”, afirma. Depois, transferido para a penitenciária de Reginópolis, no interior do estado, começou a trabalhar na cozinha e na faxina. “Em 2018, recebia R$ 0,14 por mês porque os presos eram pagos a partir do rateio feito sobre a venda de hortifrútis. Depois chegou a R$ 1,49 por mês”, lembra.

A Lei de Execuções Penais prevê que o trabalho da pessoa privada de liberdade deve ser remunerado e o valor não pode ser inferior a três quartos do salário mínimo. No entanto, 75% da população prisional que trabalha não recebe remuneração ou recebe menos do que o determinado em lei. Quando as oportunidades de trabalho são oferecidas, os presos podem alcançar diversos benefícios dentro e fora da cadeia.

Um dos maiores benefícios, segundo a pesquisadora do Instituto Igarapé, Dandara Tinoco, é a remição da pena e a autonomia financeira desses indivíduos. A cada três dias trabalhados, o detento consegue reduzir um dia de sua pena. “O trabalho cria habilidade, fortalece a autonomia e a autoestima”, afirma Dandara. “Muitas pessoas deixam a unidade prisional sem ter dinheiro nem mesmo para o transporte.”

Números no Brasil

Os dados do Depen mostram que o estado com menor percentual de presos trabalhando é o Rio Grande do Norte, com 89 presos em atividades laborais, o que corresponde a 1%. No Rio de Janeiro, segundo dados obtidos pelo Instituto Igarapé, em uma pesquisa recém-divulgada, mostra que somente 1,7%, o que equivale a 872, de quase 52 mil presos estão trabalhando com remuneração. “As estruturas das penitenciárias não foram preparadas para receber empresas”, diz Ramayana. “Por isso, uma parte dos presos trabalha com faxina, na cozinha ou na enfermaria. Mas 90% dos presos ficam ociosos e acabam sendo arregimentados.”

Segundo a pesquisa, parte das pessoas privadas de liberdade em regime fechado prestam serviço dentro das próprias unidades prisionais, são os chamados “faxinas”. Existem também autarquias que fazem a mediação entre a empresa e a diretoria da unidade prisional. A diretoria seleciona uma lista de pessoas aptas ao emprego com base em critérios como interesse, comportamento e habilidades técnicas dos presos. A empresa também pode realizar seu próprio processo de seleção.

Um dos problemas é que, no Rio de Janeiro, por exemplo, somente um entre oito empregadores oferece capacitação juntamente ao emprego. “Não há monitoramento das iniciativas. E o mais importante é que as atividades tenham um acompanhamento”, diz Dandara. “Algumas empresas relataram que é preciso mais transparência para a contratação dos presos, elas relatam que desconhecem o processo.”

Os trabalhos com maior exigência intelectual não chegam a 5% das vagas. Depois de trabalhar em serviços gerais mais de quatro anos, Emerson passou a atuar, em junho de 2012, como monitor de biblioteca e escolas da penitenciária de Presidente Bernardes, em São Paulo. Como monitor, ele passou a receber entre R$ 300 a R$ 400 por mês. “Passei dois anos juntando para começar a estudar. Como vi muita opressão decidi começar a estudar direito”, afirmou.

Obstáculos

Quando deixou o sistema prisional, Emerson enfrentou diversas dificuldades para se recolocar. “Passava nas entrevistas, mas se eu colocasse meu nome completo, ninguém chamava”, diz. “Já cheguei a abrir contas, fazer exame admissional, mas não tinha título de eleitor por conta da condenação e quando me expliquei disseram que iriam entrar em contato e nunca mais ligaram.”

Dados do Depen mostram que em junho de 2016 existiam 726.712 vagas. “O olhar da maioria dos presos para o trabalho é muito positivo. Se houvesse vaga para todos, a maioria não iria reincidir.” Em São Paulo, a Funap (Fundação Professor Doutor Manoel Pedro Pimentel) é quem faz a mediação entre a administração prisional e empresas públicas e privadas para a contratação dos presos.

De acordo com o diretor comercial Giovani Hernandes, a grande maioria das empresas contratam pessoas privadas de liberdade em regime semi-aberto. Entre os setores que mais contratam presos, estão as categorias de montadores (de papel, prendedores e sacolas), com 15 mil contratados, têxtil com 4.030 empregados e manutenção de praças, com 3.933. “Eles não têm muita escolha, a capacidade de acolher a oferta de trabalhos dele é baixa. Eles agarram a primeira coisa que aparece com unhas e dentes.”

Segundo Hernandes, os presos são escolhidos por questões de disciplina. Ao mesmo tempo em que o preso, existem alguns empecilhos para a instalação das empresas nos presídios. “As prisões do interior têm mais condições de instalar os ‘barracões’, mas não tem tantas empresas nas proximidades para enviar os presos”, afirma Hernandes. Ele diz ainda que é preciso conscientizar as companhias. Quando uma empresa contrata um preso, ela não tem encargos trabalhistas porque passará a pagar uma pessoa privada de liberdade.

Em 2018, segundo a Fundação, foram fechados 380 novos contratos e oferecidas 33 mil novas vagas. São 870 contratos no total, sendo 794 com empresas privadas e 76 com públicas. “Eles têm no trabalho uma das coisas mais importantes da vida porque além de ocuparem a mente, conseguem vislumbrar novas possibilidades e sustentar suas famílias até mesmo de dentro da prisão”, diz Hernandes. “Muitos nunca chegaram a trabalhar na vida.”

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Aldemir disse:

    Tem que botar esses vagabundos pra trabalhar, é o pior castigo para o presidiário brasileiro, que prefere roubar e matar do que trabalhar duro…

Homens altos são melhores no sexo, diz estudo

Os dados indicam que a altura pode garantir mais segurança para ambos os sexos, isso acaba se refletindo positivamente na cama e também na vida

shutterstock

A altura do homem costuma ser algo que muitas mulheres repararam na hora para paquera. Pesquisas indicam, por exemplo, que colocar que tem mais de 1,80 de altura na descrição de um aplicativo de relacionamento aumenta as chances de encontrar alguém. Agora, uma nova pesquisa indica algo que pode despertar interesse das mulheres: homens altos são melhores no sexo.

A pesquisa, realizada pela empresa BodyLogic MD, contou com mil participantes e revela que 58% dos entrevistados demonstram ser mais satisfeitos com suas vidas sexuais quando comparado aos mais baixinhos. Os dados não indicam que a estrutura do corpo dos homens altos faz uma diferença significativa na hora do ato sexual. Na verdade, a conclusão chegada é de que a altura pode aumentar a confiança de homens e também das mulheres.

Os resultados apontam, por exemplo, que a maioria das pessoas (64,2%) mais altas se consideram mais atraentes e mais desejáveis . A pesquisa também indica que há um tamanho “ideal” considerado homens e mulheres. Enquanto os caras de cerca de 1,80 de altura são os que mais chamam atenção, as mulheres de em médica 1,70 de altura são as que mais fazem sucesso.

Sem muita surpresa, o desejo de crescer alguns centímetros é uma preocupação maior entre os homens, tanto que mais da metade dos participantes do sexo masculino (60%) expressaram que gostariam de ser mais altos. Eles não são os únicos que querem isso, 36% das participantes do sexo feminino que estão comprometidas gostariam que seus parceiros também fossem mais altos.

Homens altos se consideram melhores

Quase um quarto dos participantes do sexo masculino confessa que, se possível, alteraria cirurgicamente a altura que possuem e que usuraria parte do dinheiro da poupança para isso. Também foi descoberto que, além de serem melhores de cama , mais quentes e mais confiantes, os mais altos também se consideram mais bem-sucedidas no trabalho, com um salário satisfatório e são levadas mais a sério pelas pessoas.

As mulheres mais baixinhas, ou que não possuem homens altos como parceiro, não precisam ficar desanimadas com esses dados porque para ter confiança não é necessário uma super altura. Além disso, o estudo também indica que as pessoas que são mais baixas se consideram mais engraçadas e isso é um ponto positivo na hora da conquista.

IG

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. AlldO disse:

    Eu vi outra pesquisa que concluiu que, 80% das mulheres GOSTAM de homens altos, com barriga definida. E, na mesma pesquisa, concluiu que 80% dos homens altos e com barrigas definidas, NÃO GOSTAM de mulheres.

  2. Beto disse:

    É, tenho visto casais de homens atos com barba feitas, acho que ele descobriram isso, e não se largam nem a b*****

CONFRATERNIZAÇÃO: Um a cada três funcionários fará algo vergonhoso na festa da firma, diz estudo

(Getty images/Superinteressante)

Festa de fim de ano na firma é tradição para uns – e pesadelo para outros. Aqui na redação da SUPER mesmo, essa jovem repórter que vos fala sugeriu um “amigo secreto”, mas todos preferiram ficar só na comemoração com comida. Porque, acredite, vexames são muito mais comuns do que imaginamos.

De acordo com uma pesquisa conduzida pela empresa de marketing OnePoll em conjunto com o site de planejamento social Evite, um em cada três funcionários de escritório faz algo que lamenta (sente envergonha, no bom português) em uma confraternização de Natal do trabalho.

E já dá para imaginar por que as lembranças não são tão boas: bebida gratuita, atmosfera comemorativa e até brincadeiras que exigem uma intimidade além do seguro no ambiente de trabalho (leia-se “amigo secreto”) podem resultar em sinceridade demais. Dois em cada cinco entrevistados relataram ter passado por um grande drama na festa do escritório ou ouviram revelações bombásticas sobre os colegas.

Falando em revelações, as fofocas rolam soltas nesse ambiente: segundo o levantamento, feito em 2 mil escritórios americanos, um trabalhador ouve, em média, sete novas fofocas sobre colegas enquanto participa da festa de fim de ano – e muitas são rumores sobre relacionamentos no trabalho. Alguns deles, claro, acabam sendo verdadeiros. Dos entrevistados da pesquisa, 37% disseram que testemunharam dois colegas sendo “afetuosos demais” um com o outro em uma “confra” de fim de ano.

O estudo ainda destaca outras informações curiosas: cada funcionário participará de seis fotos de grupo na festa, em média. Além disso, sexta-feira é o dia favorito de todos para participar da festança (por razões óbvias, né?). Foi atestado que nos casos em que a confraternização é realizada em um dia da semana, 35% dos funcionários chegam atrasados ​​para o trabalho no dia seguinte – e outros 17% tiram o dia de folga.

Mas, nem tudo é negativo: 75% dos entrevistados disseram aguardar ansiosamente pela comemoração de fim de ano. E a principal razão é a oportunidade de socializar informalmente com os colegas de trabalho. Isso é bom especialmente para os tímidos: de acordo com a pesquisa, a festa é o momento certo deles brilharem, já que 35% das pessoas alegam que um colega aparentemente reservado é sempre “a vida e a alma” da festa de fim de ano. O que isso quer dizer exatamente , vai da imaginação de cada um.

E você? Vai participar de alguma “confra” este ano? Comemorar é bom, mas a pesquisa serve para alertar que nunca é bom passar por aquela “torta de climão” no dia seguinte.

Super Interessante

Fazer sauna reduz risco de enfarto, diz estudo

Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Fazer sauna regularmente pode ser uma forma de reduzir o riscos de infarto, de acordo com um novo estudo internacional que acompanhou por 15 anos pessoas que faziam sessões, com diferentes frequências. Os resultados mostraram que, entre aqueles que faziam de quatro a sete sessões por semana, há 61% menos chances de sofrer um infarto do que aqueles que faziam apenas uma sessão por semana. O estudo, publicado no periódico “Neurology” e realizado por cientistas nas universidades de Bristol, Leicester, Emory, Cambridge, Innsbruck e do Leste da Finlândia, foi o primeiro a tratar do tema com análises realizadas a longo prazo.

De acordo com os resultados, os menores riscos de infarto relacionados a fazer sauna foram descobertos a partir de 1628 homens e mulheres entre 53 e 74 anos que vivem no Leste da Finlândia e se dispuseram a fazer parte do estudo. Com a sauna como uma prática tradicional finlandesa, os participantes foram divididos em três grupos com diferentes níveis de frequência por semana: aqueles que faziam sauna uma única vez, os que faziam de duas a três vezes e aqueles que faziam de quatro a sete vezes.

A diminuição no caso de infartos relacionada ao costume de fazer saunas se liga à redução da pressão arterial, estímulo do sistema imunológico, melhora do sistema nervoso autônomo, além de mais eficácia nas funções cardiovasculares.

Comparado com os participantes que faziam apenas uma única sessão de sauna (do primeiro grupo), aqueles que faziam de duas a três (segundo grupo), tinham 14% menos chances de ter um infarto. Os dados foram verificados com semelhança em ambos os sexos, mesmo com todos os fatores de risco normalmente associados ao enfarto, como massa corporal, diabetes, idade, consumo de álcool, entre outros.

De acordo com Setor Kunutsor, um dos pesquisadores à frente do estudo na Bristol Medical School, “os resultados são significativos e destacam os benefícios de se fazer sauna”. O mesmo grupo de cientistas responsável pela pesquisa também descobriu recentemente que sessões de sauna têm efeitos na rigidez da parede arterial, influenciando a pressão arterial e os parâmetros da função cardíaca.

O Globo

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Francisco Lima disse:

    Que o diga o falecido Jair Rodrigues.

90% das cirurgias de amigdalite são desnecessárias, diz estudo

(vitapix/Getty Images)

Você provavelmente conhece alguém que já fez cirurgia para retirar as amígdalas. O procedimento é tão comum que gerou até uma polêmica: afinal, é mesmo necessário tirar essa parte do corpo? Um estudo de junho deste ano mostrou que remover as amígdalas na infância pode triplicar o risco de doenças respiratórias como asma, pneumonia e gripe na vida adulta. Agora, uma pesquisa feita na Inglaterra crava uma afirmação ainda mais surpreendente: 9 em cada 10 operações para remover as amígdalas das crianças podem ser desnecessárias.

Antes de tudo, é bom lembrar o que são as tais das amígdalas: órgãos do sistema linfático localizados na garganta, que estão cheios de glóbulos brancos, ou seja, células de defesa. Durante a infância, quando o sistema imunológico da pessoa está em desenvolvimento, as amígdalas são essenciais no combate a agentes nocivos, como vírus e bactérias.

Os especialistas da Universidade de Birmingham alertam que o procedimento de retirada desses órgãos pode fazer mais mal do que bem. O estudo se baseou em um banco de dados que contém registros médicos de todo o Reino Unido, e analisou os dados registrados entre 2005 e 2016 a respeito de pessoas com até 15 anos. No total, foram considerados dados de mais de 1,6 milhão de pacientes. A equipe descobriu que, em poucos desses casos, havia sinais claros e inequívocos de que a operação era necessária.

Segundo os autores do estudo, essas evidências são basicamente duas: uma condição rara chamada PFAPA (que inclui não só inflamação nas amígdalas, mas também febre periódica, estomatite aftosa, faringite e adenite cervical) ou um padrão de episódios graves e frequentes de dores na garganta por causa das amígdalas.

Baseados nisso, os cientistas constataram que apenas 11% das crianças apresentavam os sintomas necessários para a cirurgia. O autor do estudo, Tom Marshall, disse que o procedimento é usado em excesso, pois “não há realmente uma base de evidências que diga que eles vão ver um benefício [se retirarem as amígdalas]. Os pacientes correm mais risco de ser prejudicados do que beneficiados”.

No Brasil, a cirurgia de amígdala também é extremamente comum. Segundo Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o procedimento é indicado apenas quando há “amigdalites de repetição”, ou seja, 3 ou mais lesões graves em um período de 3 anos consecutivos; ou em casos de inchaço do órgão — quando ele acaba obstruindo as vias aéreas e causando ronco, apneia do sono ou respiração bucal. O médico afirma que uma cirurgia feita nessas condições é muito benéfica, pois evita que o paciente se submeta a um uso massivo de antibióticos.

Mas é essencial ter certeza que de fato há um problema que justifique a cirurgia — e não sair por aí retirando órgãos desnecessariamente.

Super Interessante

 

Casa de adolescente deve ter pelo menos 80 livros, diz estudo

(Hany Rizk / EyeEm-489012681/Getty Images)

Você já contou quantos livros tem em casa? Deveria. Um estudo da Universidade Nacional da Austrália afirma que crescer em um lar que tenha pelo menos 80 livros aumenta a chance de ser bem sucedido.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou homens e mulheres de 25 a 65 anos. A pesquisa pediu às pessoas que tentassem se lembrar de quantos livros tinham em casa durante a adolescência. Em seguida, os cientistas analisaram as habilidades dessas mesmas pessoas em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos. Depois de cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram a um número: 80. Essa é a quantidade mínima de livros que você deve ter em casa, durante a adolescência, para que as suas habilidades cognitivas se desenvolvam bem.

O interessante é que esse número, 80, era constante. Se a pessoa tivesse essa quantidade de livros em casa, suas habilidades cognitivas sempre melhoravam, independentemente do grau de educação que ela havia recebido. “Crescer em casas com bibliotecas aumenta as habilidades dos adultos nas áreas estudadas, indo além dos benefícios atrelados à educação parental, escolar e ocupações posteriores”, diz o estudo.

Outro ponto curioso é que, conforme a quantidade de livros aumentava, o desempenho dos voluntários também – mas existe um teto, que é 350 livros (mais do que isso não melhorou a habilidade cognitiva).

Super Interessante

Homens com pênis pequeno estão mais propensos a infertilidade, diz estudo

O tamanho do pênis é algo que realmente importa para muitos homens, pois, ainda hoje, isso costuma ser associado a masculinidade, mas o foco dessa preocupação pode mudar se uma pesquisa estiver correta. Trata-se de um estudo que indica que os homens com pênis pequeno tendem a ter problemas relacionados a fertilidade .

shutterstock

Segundo informações do portal britânico “Daily Mail”, a pesquisa liderada pelo médico Austen Slade, da Universidade de Utah, em Salt Lake City, nos Estados Unidos, contou com a participação de 815 homens pacientes de uma clínica de saúde sexual. Eles foram analisados no período de três anos e notou diferenças nos resultados dos exames de fertilidade dos participantes com o pênis pequeno .

De acordo com os dados coletados, a maioria dos homens que eram inférteis possuíam um pênis com um comprimento médio de 12,4 cm, já os homens férteis tinham um membro de cerca de 13,3 cm, ou seja, uma pequena alteração de tamanho. “Pode não ser uma diferença marcante, mas houve uma clara significância estatística”, explica Slade.

O pesquisador admite que tudo pode ser apenas uma coincidência, então é preciso mais pesquisas para determinar se existe uma relação entre o tamanho do pênis e a questão da fertilidade. Slade fala que os resultados sugerem que os homens com pênis menores que a média podem sofre com casos mais graves de infertilidade, mas acrescenta que esse dado ainda precisa ser analisado com mais calma.

“A princípio, homens que possuem pênis menores não precisam se preocupar com a questão da fertilidade”, tranquiliza o médico. As descobertas da pesquisa foram apresentadas na maior conferência mundial de fertilidade em Denver, na Colorado, Estados Unidos.

Pênis pequeno não é motivo de preocupação

A professora Sheena Lewis, da Queen’s University, que também fica em Belfast, expõe que é normal que o tamanho do pênis seja algo importante para os homens, pois isso mexe com o ego e é associado a questões sociais, entretanto ela não concorda com o fato de dizer que isso pode interferir nas chances do homem se tornar pai.

Vale ressaltar que não foi divulgada nenhuma análise ou conclusão da pesquisa que explique de forma clara a relação de ter um pênis pequeno e ser infértil, então, até que saiam novos estudos, a probabilidade disso ser apenas uma mera coincidência existe e é grande.

IG

 

Sozinho, Bolsonaro tem mais citações nas redes sociais do que todos adversários juntos, diz estudo

Uma análise de 34 milhões de postagens sobre as eleições 2018, difundidas em redes sociais, blogs e fóruns de internet entre os dias 20 de agosto e 17 de setembro, revelou que o candidato do PSL nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, foi o personagem citado em 51% delas – ou seja, mais do que a soma de todos os adversários.

Nesta sexta, o Estado também publicou estudo que mostra que apoiadores de Bolsonaro são os que compartilham maior número de fontes de informação falsa ou de baixa qualidade – as “junk news” ou notícias distorcidas – relacionada às eleições no Twitter, rede social em que ele tem o maior engajamento político.

Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO/DIVULGAÇÃO

O trabalho relacionado às postagens sobre as eleições brasileiras foi feito pela empresa espanhola Alto Data Analytics, que trabalha com inteligência artificial e análise de grandes bases de dados, e distribuído para os veículos que participam do projeto Comprova – entre eles o Estado –, que combate a disseminação de conteúdo falso nas redes durante a campanha.

Na análise, as publicações sobre Bolsonaro não se limitam ao universo de seus simpatizantes – foram contabilizados também os ataques dirigidos ao capitão da reserva por seus adversários.

Além das 34 milhões de publicações, a empresa analisou uma amostra de 50 mil anúncios pagos vinculados às eleições no Facebook, e constatou a importância que os políticos estão dando ao voto feminino. Nas faixas acima de 35 anos, as mulheres foram os principais alvos dos anunciantes.

O retrato do debate nas redes sociais durante a campanha é de alta polarização, com destaque para as discussões de gênero impulsionadas, entre outras iniciativas, pelo movimento #elenão – que reuniu milhões de mulheres contrárias a Bolsonaro, inicialmente no Facebook, e depois em manifestações de rua por todo o País.

A análise mostra tanto as alas da esquerda quanto da direita cada vez mais isoladas em suas bolhas de discussão, consumindo e compartilhando grande volume de conteúdos produzidos por veículos de mídia alinhados às suas bandeiras.

Apareceu com destaque no radar da Alto Data Analytics uma rede social que, até recentemente, tinha presença insignificante no Brasil. Trata-se do Gab, uma espécie de clone do Twitter que, nos Estados Unidos, reúne militantes da chamada alt-right (a nova direita) e supremacistas brancos.

No Brasil, o Gab virou “refúgio” de ativistas online que se consideram censurados pelas plataformas tradicionais, como o Facebook, que , em julho, derrubou uma “rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas” e, segundo a empresa, tinha “o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. Entre as páginas derrubadas, várias tinham ligação com o Movimento Brasil Livre (MBL).

No Gab Brasil, o bolsonarismo tem domínio evidente. Os links para as postagens na rede social costumam ser publicados também em outras plataformas – o que fez com que o Gab aparecesse entre os 15 domínios com mais conteúdo político compartilhado no Twitter durante o período da análise da Alto Data Analytics.

A investigação da empresa detectou ainda a ação de usuários com altíssima atividade nas redes – um indício da aplicação de “bots”, ou seja, automação de publicação e compartilhamento de conteúdo.

Os sinais de automação aparecem tanto das redes de esquerda quanto de direita. No Twitter, a comunidade que consome e compartilha conteúdo relacionado ao PT e ao PSOL tem quase 139 mil usuários, que produziram 1,8 milhão de mensagens no período da análise, cerca de 13 por usuário. Na ala bolsonarista, há menos autores (cerca de 50 mil), mas muito mais conteúdo (5,9 milhões de postagens, ou 117 por usuário). Esse volume, segundo a empresa, é um indício de “atividade não-humana” na rede.

Estadão

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Brasil disse:

    Eu mesmo produto as m**** dele todo dia

  2. Pedro disse:

    Bozo entra na conta ??

    • Bolsonaro17 disse:

      Claro que entra. Vide o sucesso do # elenão kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Até nas pesquisas fajutas ele tem mais voto de mulheres do que o poste. É 17 no primeiro turno.

  3. duendevermelho disse:

    Maior praticante de Fake News contra Bolsonaro:
    1) O Globo
    2) Folha de São Paulo
    3) UOL
    4) Grupo Abril (Veja)
    5) g1

    Perderam a credibilidade pra mim depois q vi tanta mentira e agora querem criar a narrativa q só quem prestam é o editorial deles…

    O futuro desses jornalecos será o fechamento das portas, por irem contra ao que a população brasileira realmente pensa sobre os bons costumes e sobre as verdades!

    Eu acho é pouco, eles próprios também sendo vítimas da enxurrada de Fake News..

    • M. Vinicios disse:

      Venho acompanhando e vc tem toda a razão! Inclusive ontem após o debate, o portal da Globo G1 fez uma avaliação para identificar o que foi ou não FAKE. Assisti todo o debate e percebi que a própria avaliação omitiu grande parte dos FAKES proferidos. A Miriam Leitão hj na capa do Globo traz um artigo no qual o titulo é: "Criticas a Bolsonaro menos intensas do que deveriam". Tem um ditado que diz: FLECHA ATIRADA E PALAVRA PROFERIDA JAMAIS RETORNAM. O fato é que tal ditado foi pensado e proferido quando nós Seres Humanos nem sonhávamos com tamanha tecnologia na qual tudo fica devidamente armazenado. Portanto, é fácil saber da verdade!

Cannabis pode fazer bem ao intestino, diz estudo

(Nastasic/iStock)

Pela primeira vez a ciência conseguiu explicar por que alguns usuários de maconha que sofrem com doenças inflamatórias intestinais (DII) – que envolvem diversos problemas digestivos, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa – obtêm alívio nos sintomas ao usar a erva.

Em uma investigação com ratos, pesquisadores da Universidade de Massachusetts e da Universidade de Bath descobriram que os endocanabioides – compostos produzidos pelo nosso organismo que são muito parecidos com os canabioides, da cannabis – atuam também no controle da inflamação do intestino. “Muito se fala sobre os benefícios da maconha medicinal, mas há pouca ciência por trás”, comenta Beth McCormick, líder da investigação.

Beth e sua equipe identificaram dois processos que controlam o quadro inflamatório no intestino, que é o maior órgão do sistema digestivo. O primeiro deles, já conhecido, é quando ocorre uma resposta agressiva do organismo a agentes que podem colocar a saúde em risco, como micro-organismos – além de atacar os invasores perigosos, as células de defesa também acabam “apagando o incêndio”.

No segundo caminho, a inflamação é cessada graças à ação dos tais endocanabioides, presentes em várias partes do corpo, inclusive no intestino. Os autores acreditam que, quando uma pessoa utiliza maconha, as moléculas de canabioides cumpram esse mesmo papel anti-inflamatório.

Mas essas descobertas ainda precisam ser comprovadas em outros estudos. “Nós só avaliamos isso em ratos, ainda não provamos se o processo é o mesmo em humanos”, disse o professor Randy Mrsny, que também participou do levantamento. A ideia é seguir investigando para, no futuro, desenvolver medicamentos e tratamentos para as doenças inflamatórias intestinais – que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo.

Super Interessante

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Milico disse:

    E canabis falou: "aos que nao creem eu trago a cura".
    Enquanto isso, tomando uma cerveja ou um cachaça, o imbecil destila toda sua ignorância e tira a culpa do alcool por todas as mazelas dessa sociedade hipócrita. Amém!!!!

  2. Joao disse:

    Devem ter colocado a folha e o caule pelo orifício traseiro para curar o intestino dos usuarios e observado se saía verde ou marrom. Agora é a planta da vez… o narcotrafico quer legalizar um produto alucinógeno como se fosse milagroso e natural, financiando pesquisas rápidas e ainda duvidosas… a proxima é a cocaina e depois heroina.. vao dizer que é natural e pode ser vendido na feira curando qualquer coisa.

  3. Junior 100 disse:

    Todo Mês sai uma pesquisa "cientifica" a favor da maconha (virou modinha), enquanto isso a molecada viciada fica nas ruas cometendo crimes.
    O problema é que a maconha nunca matou um usuário mas já fez várias vítimas.

    • Fernando Henrique disse:

      Pois é, uns vêem pesquisa científica como modinha. Outros, sabem que a ciência avança pra esclarecer nossos conceitos deturpados.
      Cada um enxerga como quer.
      "A mulecada viciada na rua cometendo crime". É sério isso?
      Às vezes me esqueço da nossa capacidade como sociedade de entender as coisas. Ai vem um "champs" desse e lembra rapidamente do nosso nível de esclarecimento.

  4. Sérgio Nogueira disse:

    Isso todo mundo já sabia.
    Maconheiro faz mer** com uma facilidade incrível.
    Vai num determinado setor da Federal e comprove.

    • Flávio disse:

      E o cachaçeiro, c* de cana, num faz não,Sergião? Olha a hipocrisia, estamos falando da planta para uso MEDICINAL e não recreativo, como o álcool que eu e você bebemos amigão. Abraços. Como diria Robin "Santa Ignorância Batman".

      PS: Não sou estudante de Federal, nem muito menos maconheiro.