Tatuagem não atrapalha na hora de procurar emprego, diz estudo

Getty Images

Se antes de fazer uma tatuagem sua preocupação é seu futuro no mercado de trabalho, uma boa notícia: os empregadores estão cada vez menos preocupados com seus desenhos na pele. Pelo menos é o que diz um estudo conduzido pelas universidades do Oeste da Austrália e de Miami.

Com os dados de mais de 2 mil pessoas nos Estados Unidos, os estudiosos analisaram qual era a percepção diante dos tatuados em termos de empregabilidade, ganhos e aceitação no ambiente de trabalho.

Ao contrário do imaginado, ninguém se incomoda com um colega cheio de tatuagens ou pensa que vá trata-lo diferente por conta de sua aparência, qualquer que seja o tipo de desenho e se ele é visível ou não.

Segundo o professor Andrew R. Timming, a arte na pele não só não atrapalha, como chega a ajudar as pessoas a encontrarem vagas de trabalho.

Universa – UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. jacinto souza disse:

    isso nos estados unidos, aqui o preconceito é maior

    tem que analisar que emprego está procurando, pra motoboy claro que não faz diferença, agora vai tentar ser um representante, um executivo… nunca vi um com tatuagem aparente.

Aplicativos de fotografia provocam distúrbio psicológico, diz estudo

Artigo alerta para a “dismorfia do Snapchat”, que faz com que garotas busquem cirurgia plástica para ficarem parecidas com as imagens de aplicativos

(Anchiy/iStock)

Atire o primeiro smartphone quem nunca passou horas testando todos os filtros disponíveis no Snapchat, no Stories do Instagram ou no Facetune. Sem dúvida, a brincadeira é divertida, mas está levando meninas adolescentes a desenvolverem o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), em que a pessoa apresenta um foco obsessivo em defeitos que considera ter em sua aparência.

O alerta vem de um artigo de pesquisadores da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, divulgado no periódico JAMA Facial Plastic Surgery. De acordo com os autores, garotas que costumam retocar suas fotos têm um nível mais alto de preocupação com seus corpos e tendem a usar as redes sociais com o objetivo de ganhar aprovação sobre sua beleza.

Outra característica comum a essas meninas é a vontade de fazer cirurgia no rosto – para se ter ideia, segundo uma pesquisa da Academia Americana de Cirurgia Plástica Facial e Reconstrutiva realizada em 2017, 55% dos cirurgiões entrevistados perceberam um aumento de mulheres que fazem plástica porque querem sair mais bonitas nas fotos.

Os pesquisadores também afirmam que, antes da era das selfies, o principal objetivo de quem queria fazer uma rinoplastia era mudar a curvatura do nariz (para deixá-lo mais reto); agora é a assimetria do órgão (nos casos em que ele é torto) e da face como um todo que motiva a procura por um procedimento cirúrgico.

Para os autores, esse comportamento – apelidado de “dismorfia do Snapchat” – é preocupante porque, na maioria das vezes, a imagem que se busca é inatingível. Nesse caso, o ideal seria apostar em intervenções psicológicas, como terapia comportamental, e também em medicamentos que agem como antidepressivos.

“Esses aplicativos estão nos fazendo perder a noção da realidade, porque esperamos parecer perfeitos e ‘filtrados’ na vida real também”, dizem os autores. Eles alertam, ainda, para a necessidade de médicos prestarem atenção nas implicações das redes sociais na autoestima de seus pacientes – principalmente se eles ainda nem tiverem chegado à idade adulta.

Super Interessante

SABICHÕES EM BAIXA NO VIÉS POLÍTICO: Pessoas com “complexo de superioridade” não sabem de nada, diz estudo

(g-stockstudio/iStock)

Ninguém gosta de sabichões. Ainda mais quando se trata de política. E um novo estudo, da Universidade de Michigan, comprovou o que muita gente suspeitava: as pessoas que acham que “sabem de tudo” superestimam o que realmente sabem.

A pesquisa pegou justamente o viés político para analisar. Ela se concentrou em testar pessoas que acham que suas visões são melhores -e mais corretas- que outros pontos de vista. Para isso, os cientistas adotaram dois critérios. Primeiro, compararam o grau de conhecimento dos sabichões com o de outras pessoas. Depois, avaliaram se eles eram bons em procurar novas informações.

No primeiro teste, os participantes precisaram relatar suas opiniões sobre alguns tópicos, e aqueles que achavam que suas opiniões eram as mais corretas precisavam justificar isso. Os pesquisadores perguntaram o quanto os participantes achavam que conheciam sobre o assunto e, após isso, fizeram quizzes completos testando seus conhecimentos. Não deu outra: em quase todos os testes, os “sabichões” estavam superestimando seu próprio conhecimento. “Enquanto os participantes mais humildes às vezes até subestimavam seus conhecimentos, os que se viam como ‘superiores’ tendiam a pensar que eles sabiam muito mais do que realmente sabiam”, disse Michael Hall, autor do estudo.

Na segunda parte da experiência, os pesquisadores mostraram aos participantes artigos de notícias sobre diversos temas políticos, e pediram que eles selecionassem quais gostariam de ler. Os sabichões nem titubearam: a maioria pegou artigos que confirmavam seus pontos de vista. E o pior, eles sabiam disso: quando os pesquisadores perguntaram a eles que tipo de artigos haviam escolhido, os sabichões prontamente admitiam que haviam escolhido textos que sustentavam suas próprias opiniões. “Nós pensamos que se as pessoas ‘superiores’ mostrassem uma tendência a buscar um conjunto equilibrado de informações, elas poderiam alegar que chegaram à sua ‘opinião correta’ por meio de um pensamento crítico e ponderado sobre ambos os lados da questão”, disse Hall. Mas, como visto na pesquisa, não foi isso que aconteceu.

O estudo também afirma que os “sabichões” evitam opiniões contrárias porque aquilo em que eles acreditam está fortemente ligado aos seus valores. Eles não querem ter suas convicções morais desafiadas – ou até negadas. No fim, a pesquisa confirma velhas palavras de Millôr Fernandes: quem sabe tudo, é porque anda muito mal informado.

Super Interessante

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Josivan disse:

    Por isso que o Brasil tá desse jeito. Só tem políticos com complexo de superioridade.

  2. João María disse:

    Em época de declarações de Bolsonaro E as de ontem do General Mourão caem bem com essa matéria teleguiada.
    "TUDO que sei é que nada sei"

  3. Marcílio disse:

    Vixe…. será que tão falando de Luladrão, essa matéria é a cara dele.

Netflix já tem mais assinantes do que TV paga no Brasil, diz estudo

(Foto: Brian Cantoni / flickr)

O serviço de filmes e séries por streaming Netflix já tem mais assinantes no Brasil do que os tradicionais pacotes de TV paga. Pelo menos é o que diz um estudo da empresa de consultoria Ampere Analysis, divulgado nesta semana.

A Netflix não revela oficialmente quantos assinantes tem no Brasil, apenas números globais (125 milhões até abril deste ano). Mas segundo o levantamento da Ampere, o total de usuários pagantes no país chegará a 10 milhões até o fim de 2018.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Net e a Claro TV têm, juntas, quase 9 milhões de assinantes; enquanto a Sky tem 5,2 milhões. Levando em conta estes números, a Netflix já superou a TV por assinatura.

Apesar do sucesso, o faturamento da Netflix ainda é bem menor do que o de TVs pagas por aqui – até porque os preços das assinaturas do serviço de streaming são bem mais baixos do que os preços de assinatura de TV a cabo no Brasil.

Segundo o levantamento da Ampere, divulgado pelo site Notícias da TV, de cada R$ 100 gastos com vídeo por assinatura no Brasil, R$ 36,40 vão para a Sky; R$ 29,40 para a Net; R$ 8,40 para a Claro, R$ 8,40 para a Vivo e R$ 6,90 para a Oi. A Netflix fica com apenas R$ 5,50 do bolo.

Além disso, a pesquisa da Ampere diz que 8% das residências no Brasil já têm algum serviço de assinatura de vídeo sob demanda, como a Netflix. A empresa, aliás, é a líder isolada do segmento no país, já que enfrenta pouca concorrência.

Olhar Digital

Serviços como o UberPool estão piorando o trânsito, diz estudo

COM A EXPANSÃO DOS SERVIÇOS DE COMPARTILHAR VIAGENS, OS EFEITOS DE REDUÇÕES DE AUTOMÓVEIS E MOTORISTAS DIMINUEM (FOTO: FLICKR/ MARK WARNER/ CREATIVE COMMONS)

As opções de compartilhar corridas dos aplicativos de carona estão prejudicando o tráfego de cidades norte-americanas, apontou uma pesquisa. O relatório, feito pelo especialista em transportes, Bruce Schaller, ainda indicou que se a quantidade desses serviços não for reduzida, os municípios irão se tornais mais hostis para pedestres e ciclistas.

Schaller concluiu que apps como Uber e Lyft falharam na intenção de diminuir o número de carros e motoristas nas ruas. Na verdade, acabou atraindo um mercado diferente que compete com o transporte público, e o resultado é que há mais gente dirigindo do que nunca.

Para a análise, ele coletou dados de nove cidades dos Estados Unidos: Nova York, Los Angeles, Chicago, Boston, Washington, Miami, Filadélfia, São Francisco e Seattle.

O compartilhamento de viagens adicionou 5,7 bilhões de quilômetros de veículos em nove grandes áreas urbanas de Nova York ao longo de seis anos, registrou o estudo. E a tendência é que isso se intensifique à medida que a popularidade dos serviços aumenta. O relatório observou que as viagens totais na cidade aumentaram 72% de 2016 para 2017, e 47% em Seattle no mesmo período.

Schaller ainda sintetizou dados de oito cidades e no estado da Califórnia para concluir que 60% dos usuários teriam dirigido, andado ou pedalado, ou ficariam em casa se não fosse pela disponibilidade de serviços como Uber e Lyft. “São pessoas que saem do ônibus e do metrô para entrar em sedãs”, falou Schaller ao The Washington Post.

O especialista concluiu que, na medida em que os serviços de compartilhar viagens estão em expansão, os efeitos de reduções de automóveis e motoristas são insignificantes e o crescimento é insustentável.

Com base em um perfil médio do usuário desses serviços, o especialista também apontou que quanto mais os apps se assemelham ao trânsito, mais afastam os passageiros dos sistemas ferroviários e de ônibus urbanos. E isso resulta em um número crescente carros particulares para se locomover.

Jon Orcutt, porta-voz da Transit Center, organização de advocacia com sede em Nova York, disse que a culpa da piora do tráfego não recai sobre os usuários individuais por acharem os serviços mais atraentes, mas que o ônus recai sobre os governos locais e agências de trânsito. Para ele, não é coincidência que o crescimento explosivo das caronas tenha ocorrido em meio a colapsos do sistema de trânsito em várias grandes cidades.

Galileu

 

Mulheres casadas têm menos orgasmos do que os maridos, diz estudo

Se você está em um relacionamento há muito tempo, provavelmente já sabe o que faz o seu parceiro ter muito prazer na cama . Mas aparentemente nem todos estão ficando igualmente satisfeitos depois de uma noite de sexo . Uma pesquisa norte-americana mostra que as mulheres casadas estão tendo mais dificuldade para atingir o orgasmo do que os maridos.

Foto: Shutterstock

Segundo o estudo publicado pela Brigham Young University, que fica em Utah, nos Estados Unidos, 49% das mulheres casadas afirmaram que atingem o orgasmo regularmente quando fazem sexo com os parceiros. Ao comparar os números deles, porém, a diferença é bastante perceptível: 87% dos homens casados chegam ao ápice quando transam com as esposas.

Os pesquisadores coletaram dados de 1,683 casais heterossexuais recém casados. As entrevistas foram feitas individualmente com cada parceiro, que foi questionado sobre a frequência de orgasmos, percepção sobre as vezes em que o perceiro goza, relação entre o casal e a satisfação sexual com a esposa ou o marido.

Pelo menos 43% dos homens não conseguem determinar se a parceira conseguiu ou não gozar durante o sexo. Os resultados também indicam que um quarto dos maridos entrevistados acreditam que as esposas atingiram o ápice muito mais vezes do que realmente aconteceu.

Com base nesses estudos, é possível observar que o fênomeno do “buraco do orgasmo” , ou seja, a diferença de frequência e quantidade de orgasmos entre homens e mulheres heterossexuais, é algo real. Entretanto, o resultado foi surpreendente até mesmo para os pesquisadores.

“Acho que a maior surpresa foi como as percepções erradas [sobre o orgasmo feminino] são recorrentes”, diz Nathan Leonhardt, assistente de pesquisa e um dos autores do estudo, ao portal “Bustle”. “Esperávamos que houvesse algum grau de equívocos, mas descobrir que 43% dos maridos recém-casados não percebem a frequência com que sua esposa goza é uma questão notável que precisa ser tratada.”

De acordo com Nathan, a melhor forma de “fechar o buraco do orgasmo” e ajudar as mulheres casadas a atingir o orgasmo com tanta frequência quanto os homens, é estar aberto para o diálogo. “Ambos os parceiros se preocupam e querem agradar um ao outro. Se ambos estiverem conforáveis com a própria sexualidade, conseguem ser honestos sobre a experiência sexual e ficar atentos aos desejos sexuais do outro, a vida sexual pode melhorar”, finaliza.

IG

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antônio disse:

    Não tem problema.
    As feministas vão propor uma lei que o governo obrigue os homens a ter menos orgasmos ou a gerar orgasmos nas mulheres.
    Já que para o feminismo tudo é fazer lei obrigando a tudo…

Homens exageram mais o número de pessoas com quem já transaram, diz estudo

Os homens andam dizendo que transam mais do que, de fato, fazem…Imagem: Divulgação/Grey’s Anatomy

Quando héteros relembram suas experiências sexuais passadas, frequentemente os homens relatam ter transado com mais pessoas do que as mulheres. No entanto, isso não quer dizer que, de fato, eles façam mais sexo do que elas.

Segundo estudo da Universidade de Glasgow, na Escócia, publicado nessa quarta (25), os homens costumam apenas estimar quantas vezes fizeram sexo, enquanto as mulheres se lembram com exatidão de cada transa.

O time de pesquisadores se apoiou em dados da Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilo de Vida (Natsal-3), que avaliou o comportamento sexual de 15.162 britânicos entre 16 e 74 anos no período de setembro de 2010 e agosto de 2012.

Enquanto os homens ouvidos admitiram terem tido, em média, 14 parceiras sexuais, as mulheres assumiram terem transado com 7 homens em suas vidas.

Três razões foram encontradas para a disparidade. A primeira: homens revelaram tendência maior a comunicar “valores extremos”, ou seja, eles acabam exagerando seus números em vez de dar informações precisas.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após perceberem que os homens que apresentaram o maior número de parceiras tendiam a escolher números inteiros ao serem questionados sobre outros comportamentos sexuais.

Enquanto isso, a segunda justificativa para tal disparidade se deve ao fato de que as mulheres preferem contar, com exatidão, o número de parceiros que tiveram.

O estudo concluiu também que homens e mulheres enxergam de maneira diferente o sexo casual: elas têm mais dificuldade de rotular uma transa de uma noite como algo “que não é errado de maneira nenhuma”. Esse comportamento foi considerado como a terceira razão para a divergência entre os números, já que pode ter feito com que elas deixassem de contar alguns parceiros.

Universa – UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Tô veno disse:

    O resultado proficiente desse estudo me fez lembrar das atuais pesquisas eleitorais para presidente: números inexatos feitos por pessoas que mentem.

  2. Chico disse:

    Nisso as mulheres não querem ser iguais, quando declaram não chegam a 1% do total. Bandidas!!! Kkkkkkkkkkkkk

    • Marques de Sadia disse:

      Homem mulherengo é um GALINHA, já uma mulher 'homerenga' é uma …. kkkkk!!

Remédios para sono e ansiedade matam mais que cocaína, diz estudo

Remédios: “É uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras”, disse o pesquisador (luchschen/Thinkstock)

O uso indiscriminado de remédios para sono e ansiedade – como Rivotril, Valium, Xanax e Ativan – causa risco de morte maior do que o uso de drogas como cocaína e heroína. A conclusão é de duas pesquisas publicadas no American Journal of Public Health.

Cientistas descobriram um componente em especial é o maior problema: a benzodiazepina (BZD). O primeiro estudo, da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC), de Vancouver, no Canadá, mostrou que o consumo excessivo de benzodiazepinas causa risco de morte 1,86 vezes maior do que o uso de drogas ilegais.

O levantamento foi feito com 2.802 participantes usuários de benzodiazepinas, entrevistados semestralmente durante cinco anos e meio. Ao final do estudo, 18,8% do grupo morreu. Os pesquisadores observaram que mesmo depois de isolar outros fatores, como o uso de drogas ilegais e comportamentos de alto risco, a taxa de mortalidade permaneceu alta entre os usuários do composto.

Um segundo estudo realizado com uma parte menor do mesmo grupo examinou a ligação entre o uso de benzodiazepina e a infecção por hepatite C, e descobriram que a taxa de infecção foi 1,67 vezes maior os que usaram remédios à base do composto.

“O interessante sobre isso é que é uma droga prescrita e as pessoas pensam que estão seguras. Mas, provavelmente, estamos prescrevendo essas drogas de uma maneira que está causando danos”, disse o cientista Keith Ahamad ao jornal Vancouver Sun.

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a benzodiazepina só deve ser prescrita para tratar “ansiedade ou insônia grave, incapacitante, que cause angústia extrema”. A entidade recomenda que os médicos levem em conta que o composto causa dependência e síndrome de abstinência – por isso, deve ser usada em dose eficaz mínima e durante o menor tempo possível.

Exame

Comer nozes com frequência pode ajudar a deixar o esperma saudável, em maior quantidade e mais “ágil”, diz estudo

A pesquisa aponta que o alimento ajudou a aumentar a quantidade média de espermatozoides, a quantidade de esperma vivo e também a sua motilidade

As nozes já foram apontadas como um ótimo alimento para o coração, mas cientistas descobriram outro benefício: elas podem deixar o esperma saudável. De acordo com um novo teste clínico, os indivíduos que ingeriram 60 gramas de nozes todos os dias durante 14 semanas tiveram um aumento na contagem de espermatozoides no sêmen.

Foto: shutterstock

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo (da Universidade Rovira i Virgili, na Espanha) também descobriram que, além de ter mais espermatozoides, os homens que incluíram nozes na dieta também apresentaram um esperma saudável . Segundo informações do veículo britânico “The Guardian”, a equipe por trás da pesquisa apresentou essas descobertas na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia.

Para a pesquisa, 119 homens saudáveis, ​dos 18 aos 35 anos, foram separados aleatoriamente em dois grupos. O primeiro grupo continuou seguindo os hábitos alimentares normalmente, enquanto o segundo grupo incorporou 60 gramas diárias de amêndoas, avelãs e nozes na dieta por 14 semanas. Depois desse período, os pesquisadores analisaram amostras de esperma e sangue dos participantes para determinar se a mudança na alimentação teve algum impacto na saúde do esperma.

Esperma saudável, em maior quantidade e mais “ágil”

Nas análises, foi descoberto que os homens que consumiram as nozes tiveram um aumento de cerca de 16% na contagem de espermatozoides, mas essa não foi a única melhoria encontrada na substância. O número de espermatozoides vivos e saudáveis ​​encontrados nas amostras aumentou em 4%, enquanto a motilidade espermática (que determina os melhores “nadadores”) aumentou em 6%. O último dado é positivo pois indica que essa mudança na alimentação aumenta as chances dos espermatozoides chegarem até o óvulo e fertilizá-lo.

Também foi observada uma ligeira melhora quanto ao formato dos espermatozoides nas amostras coletadas pelo estudo. De acordo com a análise, 1% deles passou a apresentar uma forma mais próxima do padrão “ideal” entre essas células, ou seja, com cabeças ovais e caudas longas. Segundo os pesquisadores, esse é um fator determinante para o quão fértil o homem é.

Embora o principal autor do estudo, Albert Salas-Huetos, acredite que os resultados sejam significativos, ele adverte que mais pesquisas precisam ser feitas antes que as nozes passem a ser usadas para tratar problemas de infertilidade . Isso porque, como a amostra é pequena e só inclui homens ocidentais, ela não representa todos os indivíduos do sexo masculino.

No entanto, Salas-Huetos acredita que essas evidências do estudo indicam que bons hábitos alimentares ​​podem, sim, deixar o esperma saudável . “Mais evidências estão se acumulando sobre como seguir um padrão alimentar saudável pode ajudar na fertilidade e, claro, as nozes são uma componente chave de uma dieta mediterrânea saudável”, afirma em um comunicado oficial.

IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Thiago Alecrim disse:

    Acabou a gala rala?

Homens têm menos chances de perdoar traição, diz estudo

Imagem: iStock

Quando o assunto é traição, há quem jura que não tem volta e há quem consegue perdoar. Fato é que os homens estão mais propensos a fazer parte do primeiro grupo, pelo menos de acordo com um estudo realizado pela consultoria britânica Hall Brown Family Law.

A pesquisa mostrou que, enquanto eles têm mais probabilidade de seguir em frente com um relacionamento extraconjugal, também têm mais dificuldade de perdoar quando é a esposa ou namorada que “pula a cerca”.

Em outubro de 2017, o número de mulheres que pediram o divórcio em consequência de uma traição era 43% menor que há 20 anos. O dos homens, por outro lado, mostrou alta de mais de 30%.

Os resultados da pesquisa mostraram que pelo menos um terço dos processos de divórcio no Reino Unido surgem entre casais que perdoaram erros do passado, mas que não conseguiram retomar o relacionamento depois do “perdão”.

“Estamos surpresos com a capacidade de homens e mulheres ‘fecharem os olhos’ quando enfrentam uma traição, mas percebemos que a longo prazo isso desgasta o relacionamento e acaba levando à separação, mesmo que anos depois”, disse a advogada Ellen Walker, da Hall Brown Family Law, ao “The Independent”.

De acordo com a pesquisa, o principal motivo para homens e mulheres superarem os problemas do adultério e tentar seguir em frente com o relacionamento é o impacto negativo que o divórcio pode gerar nos filhos.

Universa – UOL

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Paulo Cipriano disse:

    Só corno perdoa.

“PERFUMES SEXUAIS”: Olfato apurado pode te ajudar a atingir o orgasmo, diz estudo

Por interino

Um estudo revela que sentir os “perfumes sexuais” pode ajudar no prazer

Foto: shutterstock

O sexo envolve todos os sentidos , e um deles pode garantir que você tenha um orgasmo mais intenso. O toque pode ser importante, a parte visual também, mas uma pesquisa indica que o segredo para ter relações sexuais melhores é aguçar o olfato. A explicação é que as pessoas que têm esse sentido mais desenvolvido são capazes de sentir todos os “perfumes sexuais”.

Agora, você deve estar se perguntado o que seriam esses tais “perfumes sexuais”, e a resposta é simples, são os cheiros que você pode sentir no sexo, como o de fluidos vaginais, o de espermatozoides e até mesmo do suor, que, de acordo com a ciência, libera feromônios que podem aumentar a atração. De modo geral, todos esses aromas podem, muitas vezes de forma inconsciente, atiçar o olfato e o desejo do casal na hora da relação.

Segundo informações do portal britânico “Mirror”, o estudo publicado no periódico especializado “Archives of Sexual Behavior” contou com a participação de 70 pessoas, sendo 42 mulheres e 28 homens. Todos os participantes eram jovens e sem nenhum problema de saúde. Para a pesquisa, os participantes foram vendados e, para avaliar a parte olfativa de cada um, foi apresentadas varetas com diferentes aromas.

Foi preciso identificar do que era cada cheiro, mas, fora esse teste, as pessoas foram questionadas sobre o desejo sexual delas e as experiências que já tiveram – incluindo a questão do prazer sexual e com que frequência atingiam o orgasmo. Também foi abordado na pesquisa a questão do desemprenho na cama, ou seja, com que frequência essas pessoas faziam sexo e quanto tempo durava.

Melhores relações e orgasmos

As mulheres com melhor senso olfativo relataram gostar mais de sexo e também tiveram mais orgasmos. Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque os cheiros que podem ser sentidos durante uma relação tem uma grande influência na experiência sexual das pessoas. Certos aromas podem desencadear excitação e relaxamento através de hormônios, e isso facilita o orgasmo.

Vale ressaltar que o tamanho da amostra utilizada no estudo é muito pequena, então não entre em pânico se você tiver problemas em sentir cheiros. Se você gosta de sexo e está satisfeita com suas experiências, não há nada com que se preocupar. Mas também é válido explorar esse sentido, e você pode, por exemplo, apostar em preliminares. Uma dica é colocar um venda nos olhos e explorar o corpo do parceiro através do olfato .

IG

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Acorda Brasil disse:

    ISSO NÃO É NOVIDADE.
    ESTOU ACHANDO QUE ESSE POVO QUE FAZ ESSES ESTUDOS SÃO DEMENTES.
    AQUI NO NORDESTE É ASSIM… NA HORA DO VAMU VER ELA PODE DAR UM PEIDO, MAS O CABA DA CHEIRO DE TODO TAMANHO!!!

Depois do casamento, a personalidade das pessoas muda, diz estudo

Por interino

Psicólogo explica que essas mudanças estão relacionadas a satisfação matrimonial e acaba mexendo com o comportamento dos recém-casados

Foto: shutterstock

Mesmo se o namoro e o noivado duraram anos e anos, no casamento tudo fica diferente. O casal passa a dividir não só a casa, como as despesas e responsabilidades, e essas mudanças podem refletir na relação. Para se moldar e adaptar a nova realidade de casado, um novo estudo indica que os parceiros passam por grandes mudanças de personalidade no primeiro ano de matrimônio.

A pesquisa, publicada recentemente na revista Developmental Psychology, foi conduzida pelo psicólogo Justin Lavner, da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos. Ele descobriu, ao analisar 169 casais heterossexuais recém-casados, que houve uma série de similares mudanças de personalidade nessas pessoas após o casamento .

A maioria dessas mudanças concentra-se em algo chamado na psicologia de “big five” (cinco grandes traços de personalidade), que envolve as seguintes etapas: abertura, consciência, extroversão, amabilidade e neuroticismo. Na pesquisa, os casais foram analisados nos primeiros 18 meses de matrimônio, e as perguntas foram destinadas a medir os níveis desses cinco traços de personalidade.

Quais são essas mudanças?

O estudo descobriu que tanto o homem quanto a mulher se tornaram menos agradáveis um com o outro ​​no primeiro ano de matrimônio. Também descobriu que as mulheres ficaram mais retraídas, enquanto os homens se tornaram menos extrovertidos. O ponto positivo é que as esposas ficaram menos neuróticas, enquanto os maridos tomaram mais consciência da relação e apresentaram maior estabilidade emocional.

O autor da pesquisa observa que esses resultados indicam que acontecem mudanças significativas no primeiro ano de união. O engraçado é que, de acordo com o psicólogo, os resultados foram semelhantes entre a maioria dos casais analisados – independente de idade, demografia, tempo de relacionamento, satisfação conjugal e se já são ou não pais.

Satisfação conjugal influencia

Os níveis iniciais de personalidade, bem como as mudanças de personalidade ao longo do tempo, estão ligadas a como o casal passa a encarar essa nova realidade, já que uns se adaptam rapidamente ao casamento e outros não. “Juntas, essas descobertas indicam que as personalidades dos cônjuges recém-casados ​​passam por mudanças significativas durante os anos, e isso está associado a mudança na satisfação conjugal do casal”, conclui Lavner.

IG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Empresario Sofredor disse:

    Descobriu o Brasil……nem precisava desse estudo todinho…

Apps de paquera: curtir sexo casual não faz você transar mais, diz estudo

Por interino

Esqueça, não é porque você está no jogo que vai contar vantagem em cima daqueles que não utilizam da facilidade tecnológica a favor dos prazeres sexuais. Um estudo publicado por pesquisadores da Norwegian University of Science and Technology, na Noruega, analisou os hábitos de 641 estudantes entre 19 e 29 anos e mostrou o contrário do que muitos possam imaginar: usar app de paquera não significa transar mais.

Metade dos alunos envolvidos utilizam apps e um quinto disse ser usuários ativos. “Os aplicativos se tornaram a nova arena pública de encontros, seja para relacionamento ou uma transa casual. Mas as pessoas que estão lá são as mesmas que você pode encontrar de outras formas,” disse Mons Bendixen, professor do Departamento de Psicologia da NTNU.

A sociosexualidade, que determina a afinidade (ou não) com o sexo sexual, foi um dos fatores analisados durante o estudo. A maioria dos estudantes disseram curtir sexo sem compromisso, mas isso não garante que de fato possuam um número maior de @ na cama. Longe disso.

Outro fator importante. “Geralmente, as mulheres gastam mais tempo nos apps do que os homens. Isso pode acontecer porque elas costumam levar mais tempo analisando cada candidato antes de decidir seguir em frente, seja qual for a decisão”, afirma o professor. “Os homens buscam mais candidatas em menos tempo e tomam decisões mais rápidas”.

O que Mons Bendixen quis dizer com tudo isso é: existe um mundo de gente fora dos apps querendo transar. Se bobear, você pode flertar a partir de um esbarrão na rua, um papo interessante durante o almoço de trabalho ou fazendo qualquer outra atividade por aí. Dê uma chance.

UOL – Blog Deu Match

Redução do foro privilegiado tira 95% das ações do STF, diz estudo

(Carlos Moura/SCO/STF/Divulgação)

A redução do foro privilegiado nos termos defendidos pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) manteria na Corte apenas 5% das ações penais contra autoridades que tramitaram de 2007 a 2016, aponta o “V Relatório Supremo em Números – O Foro Privilegiado e o Supremo”, da FGV Direito Rio.

Seis ministros do STF já votaram a favor da tese de Barroso de que o foro privilegiado para deputados federais e senadores só deve ser aplicado quando o crime for praticado no exercício do mandato e estiver relacionado ao cargo. No dia 2 de maio, o Supremo vai retomar o julgamento sobre o tema. Será a quarta sessão para tratar do assunto.

A retomada será com a leitura do voto do ministro Dias Toffoli, que pediu vista (mais tempo para análise) em novembro do ano passado. Além dele, ainda não se posicionaram os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Existe um temor de integrantes da Corte de que um novo pedido de vista interrompa novamente o julgamento, atrasando uma definição sobre o assunto.

Atualmente, após a diplomação, deputados federais e senadores têm seus processos penais remetidos ao STF em razão do foro por prerrogativa de função – instrumento previsto pela Constituição para proteger o exercício da função pública.

No estudo da FGV Direito Rio, os pesquisadores trabalharam com uma amostra aleatória formada por 107 de cerca de 500 ações penais que foram autuadas no STF entre janeiro de 2007 e dezembro de 2016 – a esmagadora maioria diz respeito a investigações contra deputados federais e senadores.

Divulgado no ano passado, o estudo lança luz sobre os efeitos práticos do entendimento já formado pela maioria dos ministros quanto à redução do foro.

Números

O relatório aponta que, se a interpretação de Barroso tivesse sido adotada já em 2006, 19 de cada 20 ações penais processadas pelo Supremo nos últimos 10 anos teriam corrido em instâncias inferiores – logo, apenas uma de cada 20 permaneceria no Supremo por envolver crime praticado no exercício do mandato e em função do cargo.

A constatação surpreendeu o professor da FGV Direito Rio Ivar Hartmann, um dos organizadores do estudo. “Não imaginava que seria esse número, a minha intuição era de que tivesse metade dos casos”, afirmou.

Para Hartmann, a limitação do alcance do foro privilegiado traria impactos na dinâmica das sessões da Primeira e da Segunda Turma do STF, responsáveis por receber denúncias e julgar ações penais contra parlamentares federais.

“Sem o foro, os ministros teriam mais tempo para se dedicar a outros casos, seria um avanço para desafogar o tribunal. Sob o ponto de vista de julgamento das turmas, não acho que o STF vai mudar do dia pra noite, mas teria um impacto na pauta das turmas abrindo espaço para a discussão de outros tipos de processos, que individualmente têm menos visibilidade.”

Um dos casos analisados no estudo da FGV Direito Rio foi o do deputado Arthur Lira (PP-AL), absolvido pela Segunda Turma do Supremo em setembro de 2015 – pela ausência de provas – da acusação de violência doméstica contra a ex-companheira. Um crime sem relação com o cargo, que não seria julgado pelo Supremo, segundo o entendimento do ministro Barroso. O deputado não atendeu às ligações da reportagem.

Para o ministro Marco Aurélio Mello, que concorda com a tese de restringir o alcance do foro privilegiado, a matéria já está madura para o debate.

“Precisa ser realmente liquidada, para desafogar até um pouco o Supremo”, disse Marco Aurélio, que considera que um eventual novo pedido de vista deixaria a Corte numa situação “muito fragilizada”. “Mais uma vista nessa matéria? O processo é eletrônico, os colegas tiveram tempo de apreciar”, disse ele.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada em novembro, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, disse que a revisão do foro privilegiado favorece a Operação Lava Jato. Estima-se que cerca de 55 mil autoridades no País têm foro privilegiado, dos quais 38,5 mil na esfera federal e 16,5 mil na estadual. O julgamento no Supremo trata apenas do foro de deputados federais e senadores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

 

Não ajudar a lavar louça pode piorar o sexo e a relação em geral, diz estudo

As mulheres ainda são sobrecarregadas com tarefas domésticas, e o homem que não colabora ou se esforça pode sentir os reflexos negativos na cama

Tirar o lixo é chato. Aspirar ou varrer também. Limpar o banheiro é pior ainda. Seja para homens ou mulheres, então dividir as tarefas domésticas é importante para não sobrecarregar ninguém dentro de uma casa. Você pode não gostar de fazer muitas coisas, mas é melhor ficar esperto quando a parceira pedir ajudar para lavar louça, pois de todas as tarefas de um lar, essa é a que tem a maior probabilidade que causar estragos em um relacionamento.

Isso é o que indica um novo relatório do Conselho de Famílias Contemporâneas divulgado pelo site americano “Esquire”. Esse estudo descobriu que, dentre todas as tarefas domésticas que precisam ser feitas em uma casa, não ajudar com a louça suja é o que mais pode impactar negativamente um relacionamento. Isso acontece porque as mulheres ainda assumem as tarefas de casa com mais frequência que os homens – principalmente a de lavar louça , que é algo que precisa ser feito diariamente.

Durante o levantamento, foi constatado que as mulheres em relacionamentos heterossexuais, na maioria das vezes, ficam com a obrigação de deixar a cozinha em ordem. Essas mulheres relataram que não estavam satisfeitas com seus relacionamentos e que os conflitos dentro de casa eram constantes. Elas também revelaram que o sexo entre o casal não estava tão bom. Por outro lado, os casais que se revezavam para lavar a louça ou que resolviam essa situação com um simples “você cozinha, eu lavo” se mostraram mais felizes no geral.

Por que lavar louça incomoda tanto?

Dentre as razões para a louça suja incomodar tanto, há várias hipóteses. A primeira delas é que as pessoas não gostam de ficar tirando as sobras de comida de pratos alheios. A segunda é que você não costuma ser elogiado por fazer isso, diferentemente de quem cozinha um belo jantar. A terceira é que as mulheres muitas vezes são sobrecarregas com tarefas domésticas e com a criação dos filhos, enquanto muitos homens não enxergam isso como uma obrigação, e esse ultrapassado pensamento causa ressentimento, diz o principal autor do estudo, Dan Carlson.

O relatório também descobriu que o número de casais que dividem a tarefa de lavar louça aumentou de 16% para 29% de 1999 a 2006 – um aumento significativo, porém ainda é uma porcentagem muito baixa. As mulheres torcem para que cada vez a sociedade não associe as tarefas domésticas a elas e você pode ajudar a derrubar esse estereótipo ajudando em casa. Pense que o casal deve trabalhar como uma equipe, assim todo muito sai feliz e tanto o sexo quanto o relacionamento em geral vão melhorar.

IG

 

Ansiedade social, que atinge milhões de pessoas, está ligada ao medo de errar, diz estudo

Você sofre de ansiedade social? Ela é um medo intenso de ser reprovado pelas outras pessoas, e afeta 15 milhões de pessoas só nos Estados Unidos (o equivalente a 6,8% da população). A ansiedade social é um fenômeno irracional, ou seja, o indivíduo teme ser rejeitado mesmo quando não há motivos para isso. Mas cientistas dizem ter encontrado a raiz do problema: o excesso de atenção que o ansioso dá aos próprios erros.

É o que sugere um estudo realizado com mais de 100 crianças e publicado no Jornal da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente. Uma equipe internacional de pesquisadores liderada pela Universidade de Maryland analisou a raiz dos problemas de ansiedade dessas crianças. Para isso, eles usaram um eletroencefalograma para monitorar a atividade cerebral elétrica das crianças enquanto eram submetidas a testes que mediam a capacidade de se concentrar em informações e ignorar distrações.

O teste foi realizado duas vezes em cada criança. Na primeira vez, elas eram avisadas de que ninguém estava as observaria durante o processo, enquanto na segunda vez algumas pessoas estariam vendo tudo. Com base na atividade cerebral a equipe encontrou uma conexão entre a ansiedade social e o medo de cometer erros quando observada.

“Um dos mecanismos pelos quais a ansiedade social surge é através do foco excessivo em si mesmo e nos erros percebidos em situações sociais. Para os indivíduos com ansiedade social, esse foco em erros percebidos diminui a interação social” disse George Buzzell, coordenador da pesquisa, ao periódico científico PsyPost.

Antes que você tenha a ideia, vale ressaltar que não adianta nada dizer para um ansioso “não se importar com que os outros vão pensar”. Além de não surtir o efeito desejado, muitas vezes pode até agravar a situação.

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