Mulheres são melhores em esconder a infidelidade, diz estudo

Imagem: Getty Images

Cientistas revelaram que as mulheres podem julgar se um homem é infiel só de olhar para o rosto dele, mas os homens são menos capazes de identificar uma mulher traidora.

Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental reuniram um grupo de 1.500 pessoas e mostraram imagens de 189 adultos caucasianos (101 homens e 88 mulheres), tendo perguntado-lhes antes se tinham sido infiéis com seus parceiros.

Os entrevistados foram então solicitados a classificar esses rostos em uma escala de 1 a 10, em que 1 significa “nem um pouco provável de que seja infiel” e 10 “extremamente provável”.

O resultado, publicado na revista Royal Society Open Science, foi que “tanto homens quanto mulheres foram precisos ao avaliar a probabilidade dos homens, mas não das mulheres, traírem e roubarem o parceiro de outro”.

Os cientistas queriam analisar não apenas se homens e mulheres poderiam identificar uma possível infidelidade um no outro, mas também se era possível detectar um possível “ladrão de parceiro” do mesmo sexo.

Eles citaram pesquisas mostrando que 70% das pessoas em mais de 50 culturas relataram uma tentativa de roubar o parceiro de outra pessoa e 60% disseram que tiveram sucesso.

Os resultados “não foram o esperado”, os cientistas admitiram. Os homens foram capazes de identificar possíveis ‘caçadores furtivos’ entre outros homens, mas mesmo quando outras mulheres estavam julgando, a fêmea da espécie era inescrutável.

“Homens e mulheres mostraram uma precisão acima da média para os rostos masculinos, mas não para os rostos das mulheres. Portanto, a infidelidade percebida pode, de fato, conter algum núcleo de verdade nos rostos masculinos”, escreveram os cientistas.

O que faz as mulheres suspeitarem que os homens possam estar traindo?

De acordo com a pesquisa, isso se resume principalmente à masculinidade percebida, embora os pesquisadores tenham se deparado com outro resultado inesperado, sugerindo que não são os homens mais bonitos os que mais traem.

“Surpreendentemente, embora os homens mais atraentes tenham sido classificados como mais infiéis, eles eram menos propensos a se envolver na caça de parceiros alheios”, disse o estudo.

Universa UOL, via AFP

ALERTA: Crianças estão engolindo objetos com mais frequência, diz estudo

Foto: Getty Images/iStockphoto

Um estudo publicado pela Academia Americana de Pediatria na última sexta-feira (12) revelou que crianças com até seis anos de idade têm ingerido objetos estranhos, como moedas e brinquedos, com mais frequência.

Realizado entre 1995 e 2015, o estudo avaliou os casos recebidos de ingestão de objetos por crianças nos prontos-socorros nos Estados Unidos, com a ajuda de dados do National Electronic Injury Surveillance System (Sistema Eletrônico Nacional de Vigilância de Lesões, em português). Os resultados apontam que mais de 759 mil crianças deram entrada em hospitais norte-americanos com essa justificativa, o que representa um aumento de 92% na incidência de casos assim durante os 21 anos de pesquisa. Em 89,7% das situações, os pacientes foram dispensados ao fim da consulta, sem necessidade de internação ou outro procedimento para retirada do objeto do estômago.

O documento também diz que os objetos mais ingeridos por crianças até seis anos de idade foram moedas, especialmente as equivalentes a um centavo de dólar — em 2015, elas representaram 58% das ingestões. Durante todo o estudo, 80% dos pacientes nos prontos-socorros com esta queixa tinham engolido moedas.

Brinquedos, pilhas, joias, pregos, parafusos, ímãs, produtos para cabelo e itens de decoração de Natal também aparecem no documento como os itens mais comuns de serem engolidos pelos pequenos. Meninas ingeriram mais joias e produtos capilares, enquanto meninos são mais propensos a engolir parafusos e pregos.

Danielle Orsagh-Yentis, principal autora do estudo e pesquisadora pediátrica em gastroenterologia no Nationwide Children’s Hospital em Columbus, Ohio, afirmou ao jornal “The New York Times” que as descobertas são “chocantes”, e que “demonstram uma trajetória crescente”.

Ela alerta, especialmente, para a ingestão de pilhas e baterias que são frequentemente usadas em brinquedos infantis e outros objetos facilmente encontrados em casa — as ingestões de bateria aumentaram em 150 vezes durante o período do estudo. Orsagh-Yentis aconselha que pais e responsáveis fiquem mais atentos aos hábitos dos filhos, para evitar que engulam itens potencialmente perigosos.

“Isso significa manter os objetos em locais elevados para que as crianças não consigam acessá-los com facilidade, mantê-los em locais seguros e, principalmente, mantê-los fora da vista das crianças, para que não pensem neles”, diz.

Universa- UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junin disse:

    Fálta de atenção com os pequenos e cuidados!!!!

  2. Cap_Mor disse:

    Pais que ficam no celular em vez de cuidar dos filhos. Fato.

Engordar nos primeiros anos de casamento significa felicidade, diz estudo

Segundo os pesquisadores, quando você está feliz no relacionamento não quer impressionar mais ninguém e, por isso, a aparência não importa tanto

Foto: shutterstock

Você percebeu que começou a engordar desde que você se casou? Isso significa que a felicidade está reinando em seu relacionamento! Pelo menos é o que os cientistas do Centro Nacional de Biotecnologia, dos Estados Unidos, concluiram em uma pesquisa sobre o tema.

O objetivo da pesquisa era investigar se a satisfação dos parceiros está diretamente associada à engordar ou perder peso durante o relacionamento. Para tal, os cientistas companharam alguns fatores, como altura, peso, satisfação no casamento , estresse e possibilidade de divórcio de 169 recém-casados duas vezes por ano, durante quatro anos.

A conclusão foi que sim, essas duas coisas estão relacionadas. Assim, parceiros que estão menos satisfeitos ou cogitaram pedir o divórcio têm menor tendência a ganhar peso do que aqueles que estão felizes e estáveis no relacionamento .

Por que engordar é estar feliz no relacionamento?

Segundo os estudiosos, isso acontece porque quando as pessoas se casam e estão felizes, elas não querem atrair mais ninguém. As idas para a academia, portanto, acabam sendo substituídas por mais tempo com o parceiro, seja curtindo no sofá ou em um jantar à dois .

A pesquisa ainda indica que se os dois quiserem evitar engordar nos primeiros anos juntos, o casamento será ainda mais beneficiado, já que o casal vai começar a pensar melhor sobre seus hábitos em questão de saúde e não de aparência. Esse segundo fato também foi comprovado por outra pesquisa , então talvez seja realmente hora de se exercitar com o seu amor!

IG

 

Alimentação saudável poderia cortar gastos bilionários com saúde, diz estudo

Foto: (Claudia Totir/Getty Images)

Já imaginou receber, junto da carteirinha do SUS, um cartão que dá desconto na feira? Tudo por um único motivo: fazer você comer de forma mais saudável – e, por tabela, comprar menos remédio e ir menos ao médico.

Essa foi a proposta de pesquisadores dos Estados Unidos em um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine. Com o objetivo de identificar estratégias de bom custo-benefício capazes de melhorar a saúde dos americanos, o trabalho simulou o que aconteceria se o sistema de saúde dos EUA cobrisse 30% dos custos da população com alimentos saudáveis.

Para isso, os cientistas consideraram o número atual de pessoas com idades entre 35 e 80 anos e que estão inscritas no Medicare e/ou no Medicaid, os dois principais programas federais de saúde do país.

No estudo, foram criados dois cenários: no primeiro, o benefício subsidiava 30% do gasto com frutas e verduras das pessoas. No outro, essa porcentagem também incluía cereais integrais, óleos vegetais e oleaginosas (nozes e castanhas).

Os resultados apontam que ambas as situações seriam positivas. Considerando o número atual de beneficiários, o primeiro plano (que cobria só frutas e verduras) evitaria, ao longo de toda a vida, 1,93 milhão de casos de doença cardiovascular e 350 mil mortes. Já o segundo, que incluía mais alimentos fontes de fibras e gorduras boas, seria capaz de prevenir 3,28 milhões de episódios de infarto e derrame, além de 120 mil diagnósticos de diabetes e 620 mil mortes.

No quesito econômico, ambos os modelos reduziriam a utilização dos serviços de saúde. A economia anual para o governo seria de US$ 40 bilhões no primeiro caso, e de US$ 100 bilhões no segundo. Nada mal, né?

“Encorajar pessoas a comer de forma saudável, prescrevendo alimentos para isso, poderia compensar tanto ou mais do que outras intervenções, como medicamentos para controlar a pressão alta ou o colesterol”, comentou, em nota, Yujin Lee, uma das autoras do estudo. Segundo ela, a prescrição alimentar está sendo cada vez mais considerada nos Estados Unidos, e já há estudos sendo feitos para implementar a medida.

“Esses achados reiteram o conceito de que comida é remédio: programas inovadores que encorajam a alimentação saudável podem e devem ser integrados ao sistema de saúde”, defende Lee.

Super Interessante

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana disse:

    Políticas públicas para melhorar o que se põe à mesa simultaneamente às que educam sobre o consumo e desperdício de alimentos, seria um ganho que extrapolaria positivamente os efeitos em diferentes setores do país, além da economia e da saúde. Um sonho que com um pouquinho de vontade e esforço é completamente realizável.

  2. Augusto disse:

    Já está na hora de a Receita Federal acatar a dedução de gastos com academias e esportes na Declaração de Imposto de Renda. Esporte é essencial para saúde, e demanda muito dinheiro!!!

ETs poderiam povoar galáxia mais rápido do que se pensava, diz estudo

VIA LÁCTEA, EM FOTO TIRADA NO ANO DE 2009 (FOTO: NASA)

É fácil se perder olhando para o céu noturno. Principalmente porque ele é o símbolo mais explícito que temos da vastidão do universo. Para se ter uma ideia, em uma noite de céu aberto, podemos ver até 2,500 estrelas, o que corresponde a apenas um centésimo de milionésimo do total delas em nossa galáxia. Em relação a nós, quase todas estão a uma distância que corresponde a somente 1% do diâmetro da Via Láctea (pouco menos de mil-anos luz).

Diante da imensidão e de nossa pequenitude, não é a toa que o físico Enrico Fermi, em 1950, foi o primeiro a se perguntar: “onde está todo mundo?”. Ele apresentou o que ficou conhecido como o Paradoxo de Fermi, que é a contradição entre a grandeza do universo e o fato do ser humano ainda não ter encontrado vida avançada em nenhum lugar além da terra.

Já houve muita especulação para solucionar tal paradoxo. Mas um novo estudo liderado pelo astrônomo Jonathan Carroll-Nellenback, da Universidade de Rochester, e revisado pelo The Astrophysical Journal, refutou teorias anteriores de alguns estudiosos sobre o assunto. De acordo com a descoberta, seria possível povoar uma galáxia mais rapidamente do que se pensava. Isso se aconteceria através dos movimentos estelares, que serviriam como distribuidores de vida.

Além disso, segundo a pesquisa, a nossa solidão não seria tão paradoxal assim: experimentos determinaram que há uma variabilidade natural. Isso significa que as galáxias às vezes podem ser dominadas, e outras vezes, não – o que acabaria de vez com as dúvidas a respeito do Paradoxo de Fermi.

Em busca de respostas

Os pesquisadores fizeram simulações com diferentes densidades de estrelas, civilizações em estado inicial, velocidades de naves e outras variáveis. Assim, determinaram que há um meio termo entre aquelas galáxias que são silenciosas, vazias ou que estão cheias de vida.

NGC 595, NEBULOSA DA GALÁXIA DO TRIÂNGULO (FOTO: NASA, ESA, AND M. DURBIN, J. DALCANTON, AND B. F. WILLIAMS (UNIVERSITY OF WASHINGTON))

Para eles, é possível que a Via Láctea seja parcialmente – ou totalmente – povoada. Há até mesmo a possibilidade de alguns exploradores extraterrestres terem visitado a galáxia no passado; porém, eles já teriam sido dizimados e nós não teríamos registros deles. Nosso Sistema Solar também pode estar entre vários outros sistemas já visitados, mesmo que nos últimos milhões de anos não tenhamos recebido nenhuma visita comprovadamente registrada.

Foi considerada pelos estudiosos a velocidade de um hipotético povoado avançado via sondas de velocidade finita – isso para determinar se uma galáxia poderia se tornar cenário para explorações espaciais em escalas de tempo menores do que a própria idade dela. Os cientistas também incluiram o efeito de movimentos estelares sobre o comportamento a longo prazo do povoado.

Refutando Carl Sagan e William Newman

Uma das teorias mais famosas a refutar o Paradoxo de Fermi foi a de Carl Sagan e William Newman, do ano de 1981. Eles escreveram um relatório defendendo que a humanidade precisaria de paciência: ninguém teria nos visitado, pois qualquer forma de vida estaria muito longe. E levaria muito tempo para que uma espécie inteligentemente suficiente evoluísse a ponto de construir naves espaciais.

Newman e Sagan estariam errados, de acordo com o novo estudo liderado por Jonathan Carroll-Nellenback, já que, ao contrário do que a dupla de cientistas pensou, não levaria tanto tempo para que civilizações com capacidade de realizar viagens espaciais atravessassem uma galáxia. Os movimentos estelares também são capazes de distribuir vida – e em escalas bem menos demoradas do que a idade de uma galáxia. Um exemplo de viagem estelar seria o da estrela central do nosso Sistema Solar. “O Sol já atravessou a Via Láctea 50 vezes”, contou Carroll-Nellenback.

GALÁXIA ESPIRAL M100 (FOTO: NASA)

Civilizações muito avançadas têm maior probabilidade de crescer devagar, segundo Newman e Sagan. Por isso, muitas sociedades provavelmente teriam desaparecido antes mesmo de atingir as estrelas. “Essa ideia confunde a expansão das espécies como um todo com a sustentabilidade de alguns povoados individuais”, discordou Jason Wright.

Outros pesquisadores, por sua vez, teorizaram que espécies tecnologicamente evoluídas, quando se destacam, facilmente se autodestroem. Logo, alienígenas poderiam ter nos visitado no passado; ou, talvez, estariam nos evitando de propósito, desconfiados dos seres terrestres.

Em um relatório de sua pesquisa de 1975, o astrofísico da NASA Michael Hart ainda duvidou da existência de quaisquer alienígenas, o que explicaria a ausência de qualquer visita por parte deles.

Hart calculou que levaria alguns milhões de anos para que uma única espécie com capacidade de viajar pelo espaço conseguisse povoar uma galáxia. Esse tempo poderia ser estimado em, no mínimo, 650.000 anos. Logo, a ausência das espécies que não foram descobertas (o que Hart chamava de “Fato A”) significaria apenas que elas não existem.

Jason Wright e Carroll-Nellenback, dizem, por outro lado, que somente o fato de que ainda não recebemos visitantes interestelares não permite que concluamos a inexistência deles. Para eles, algumas civilizações se expandem e tornam-se interestelares; mas elas não duram para sempre. Além disso, nem todos os planetas são habitáveis e algumas estrelas não seriam a melhor escolha para um destino.

Povoações do futuro

Adam Frank, da Universidade de Rochester, que também contribuiu com o estudo de Carroll-Nellenback, fala ainda do “Efeito Aurora”, no qual os “colonizadores” chegam a habitar um planeta, mas não sobrevivem às suas condições.

Frank defende que precisamos procurar cada vez mais por sinais de alienígenas. Eles poderiam se tornar mais visíveis nas próximas décadas, à medida que telescópios descobrem cada vez mais exoplanetas e começam a espiar as atmosferas deles. “Estamos entrando em uma era na qual haverá reais dados acerca da vida em outros planetas”, defendeu Frank. “Nesse momento em que vivemos, isso não poderia ser mais relevante”.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. realmadriddepiumgenerico disse:

    O grande problema para os cientistas é acharem que nós somos o único exemplo de vida inteligente e buscar vidas com as mesmas condições que existem na terra. Nós somos amebas em formação diante da inteligência universal. Nossa forma de vida ainda é rudimentar. Existem outras formas de produção de energia e geração de vida, ai sim, infinitamente mais inteligente. Fato que a nossa soberba, prepotência e mesquinhez não concebe nos deixar perceber.

Quem acredita em teorias da conspiração é mais desonesto, diz estudo

(Spencer Platt / Equipa/Getty Images)

Teorias da conspiração têm ganho cada vez mais espaço nos últimos anos. É difícil de entender como em pleno século 21, com a informação e o conhecimento acessíveis a partir de um clique, um número surpreendentemente grande de pessoas refutem a esfericidade da Terra, a eficácia das vacinas ou a veracidade do aquecimento global como fato científico. Um estudo recente colocou a culpa disso no YouTube. Agora, uma nova pesquisa conduzida por psicólogos britânicos investigou mais a fundo os impactos de tais crenças no comportamento das pessoas. E descobriram que os conspiracionistas são mais desonestos.

Em 2013, um estudo descobriu que os adeptos de teorias da conspiração tendem a ser mais preconceituosos, alienados e avessos a medidas de proteção ambiental. Agora, os cientistas constataram que eles também são mais malandros. “Nossa pesquisa demonstra que as pessoas que se alinham a visões conspiratórias podem ser mais inclinadas a ações antiéticas”, disse Karen Douglas, da Universidade de Kent. Em um primeiro teste, os psicólogos constataram que os conspiracionistas apresentam tendências desonestas – como pedir reembolsos indevidos em lojas, ou trocar produtos que não podem ser trocados. É o famoso jeitinho, codinome simpático para a corrupção.

Em seguida, um segundo teste indicou que os conspiracionaistas também têm maior propensão a continuar com seus desvios de conduta no futuro. Segundo os pesquisadores, essa tendência está diretamente relacionada ao conceito de anomia: quando um indivíduo não vê qualquer importância em valores compartilhados ou na coesão social. Parece que, além das óbvias implicações prejudiciais das crenças em si, há muito mais em jogo no campo comportamental quando tais ideias se espalham. Toda a sociedade sai perdendo.

Super Interessante

AÍ “ENFRAQUECE A AMIZADE”: Compensar sono no final de semana contribui para ganhar peso, diz estudo

Pesquisa dividiu 36 em três grupos: o primeiro podia dormir o quanto quisesse durante, o segundo tinha o sono limitado por 5 horas e o terceiro também, com o direito de compensar no fim de semana. Foto: Shutterstock/FTiare / Shutterstock/FTiare

Compensar no fim de semana as horas perdidas de sono durante os cinco dias úteis não faz exatamente o corpo se recuperar do cansaço. É o que diz um novo estudo liderado por pesquisadores e especialistas em fisiologia da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, após um experimento que envolveu 36 pessoas e diferentes níveis de sono durante nove dias.

Enquanto um grupo de 12 pessoas teve o sono restringido a não mais que cinco horas por dia durante todo o experimento, outro, com o mesmo número de participantes, pôde “compensar” as horas no fim de semana e dormir o quanto quisesse. Já um terceiro grupo, de controle, não teve nenhuma restrição para dormir.

O resultado, analisando dados do metabolismo de todos, apontou que os dois grupos que tiveram o sono limitado tiveram praticamente os mesmos níveis de ganho peso e deterioração do metabolismo.

— No fim das contas, não observamos nenhum benefício metabólico nas pessoas que puderam compensar o sono durante o fim de semana — afirmou o chefe do experimento, Chris Depner, pesquisador em Fisiologia na Universidade de Colorado Boulder, ao jornal britânico “BBC”.

De acordo com estudos anteriores, a privação de sono contribui para o risco de problemas cardíacos e a diminuição da sensibilidade à insulina, o que causa a diabetes tipo 2. Mas não estava claro, ainda, se com a compensação de sono no fim de semana, esses possíveis problemas teriam menos risco de acontecer. O estudo mostrou que não.

Publicada no periódico científico “Current Biology”, a pesquisa indicou que, embora houvesse uma leve melhora nos níveis metabólicos do grupo que pôde dormir à vontade no fim de semana, essa situação se revertia completamente quando eles voltavam ao sono restrito durante a semana.

Depner afirma que o costume de dormir pouco durante a semana e sempre compensar no fim de semana “provavelmente” fará mal.

Outro problema verificado pelo estudo foi que as pessoas que puderam compensar o sono tiveram mais dificuldade de dormir no fim de semana. A média de tempo que esse grupo gastou dormindo foi de 66 minutos a mais que o grupo que não pôde dormir o quanto quisesse no fim de semana. Além disso, esses dois grupos também tiveram um aumento de peso similar, de 1 kg.

O Globo

Insetos estão desaparecendo rapidamente do planeta, diz estudo

BORBOLETA LEPIDOPTERA – ORDEM É UMA DAS MAIS AFETADAS PELA EXTINÇÃO (FOTO: PIXABAY/MICHAELEMP/CREATIVE COMMONS)

Os insetos são os animais mais abundantes no planeta Terra, com cerca de 30 milhões de espécies existentes. Eles têm papel fundamental nas cadeias alimentares e nos ecossistemas. E uma nova pesquisa traz um dado alarmante: eles estão desaparecendo rapidamente em algumas partes do mundo.

A biomassa – peso estimado de todos os insetos na Terra – está caindo em aproximadamente 2,5% por ano. “O ritmo das atuais extinções de insetos supera a dos vertebrados”, escreveram cientistas na em uma revisão de artigos publicados nos últimos 40 anos sobre o declínio populacional de insetos. O resultado foi divulgado no periódico Biological Conservation.

De acordo com o relatório, até 40% de todas as espécies podem estar ameaçadas nas próximas décadas. E cerca de 41% registraram declínios populacionais nos últimos dez anos. A maioria dos dados foi obtida a partir de estudos realizados na Europa e na América do Norte. No entanto, muitas espécies de insetos vivem nos trópicos – onde outras ainda estão sendo descobertas, e não há registros suficientes para pesquisas.

Vida de inseto

Segundo o estudo, borboletas e mariposas da ordem Lepidoptera, são algumas das mais atingidas: 53% tiveram números populacionais em declínio. Isso é preocupante, pois as borboletas, que são muito sensíveis às mudanças na paisagem e nas fontes de alimentação, indicam como está a saúde do meio ambiente.

Cerca de 50% das espécies de Orthoptera (gafanhotos e grilos, alimentos para uma enorme variedade de animais) também estão em declínio. Além disso, 40% das espécies de abelhas são listadas como vulneráveis ​​à extinção, assim como a maioria das espécies de escaravelhos.

O que também é preocupante é que as perdas parecem impactar insetos “especialistas”, que ocupam um pequeno nicho em um ecossistema, e “generalistas”, que são mais adaptáveis e podem mudar facilmente de ambientes e fontes de alimentos. “Isso sugere que as causas do declínio de insetos não estão vinculadas a habitats particulares, mas afetam traços comuns compartilhados entre todos os insetos”, indicaram os pesquisadores.

Interação com humanos

Os pesquisadores descrevem quatro problemas globais que levam à extinção de insetos: perda de habitat como resultado do desenvolvimento humano, desmatamento e expansão da agricultura; poluição, particularmente via pesticidas, fertilizantes e resíduos industriais; parasitas e patógenos – como os vírus que atacam as abelhas – e espécies invasoras; e alterações climáticas. Em resumo, atividade humana é a culpada.

“A restauração de habitat, junto com uma redução drástica nos insumos agroquímicos e ‘redesenho’ agrícola, é provavelmente a maneira mais eficaz de deter novos declínios”, afirmaram os cientistas. Neste caso, o redesenho é tornar as propriedades agrícolas mais habitáveis para os insetos nativos.

O uso de pesticidas também precisa diminuir drasticamente. “A menos que mudemos nossas formas de produzir alimentos, os insetos irão seguir o caminho da extinção em algumas décadas.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Eita, quer dizer que os petistas desaparecerão?
    Que coisa… Sentiremos saudades. SQN.

Fumar maconha na adolescência aumenta risco de depressão, diz estudo

O USO DE CANNABIS ENTRE OS MAIS JOVENS PODE CAUSAR DEPRESSÃO (FOTO: FLICKR/JAMES ST. JOHN/CREATIVE COMMONS)

Cientistas sabem pouco sobre como a cannabis influência o cérebro de adolescentes, quando o órgão ainda está em desenvolvimento. E uma nova pesquisa, que analisou 11 estudos internacionais publicados a partir da década de 1990, apontou que fumar maconha aumentou em 37% o risco de depressão na fase adulta para cerca de 23 mil jovens.

De acordo com o relatório, publicado na JAMA Psychiatry, embora o hábito de fumar não estivesse ligado à ansiedade, os adolescentes que usavam cannabis tinham probabilidade três vezes maior de tentar suicídio. Contudo, os pesquisadores afirmaram que esse cálculo é impreciso: segundo eles, o risco de depressão e pensamentos suicidas é modesto, cerca de 7%. Mas isso não significa que não vale a pena ser considerado, especialmente dada a popularidade da maconha entre os jovens.

“Nossas descobertas sobre depressão e tendências suicidas são muito relevantes para a prática clínica”, disse Andrea Cipriani, psiquiatra da Universidade de Oxford, no Reino Unido. “Embora os efeitos negativos da cannabis possam variar entre adolescentes, e não é possível prever o risco exato para cada um, o uso disseminado de cannabis pelos jovens faz com que seja um problema de saúde pública.”

Os resultados são apoiados por alguns estudos anteriores. Para os pesquisadores, isso sugere que, mesmo na idade adulta, os fumantes de maconha enfrentam risco moderado de desenvolver depressão.

Ainda assim, não há evidências claras de que o uso de cannabis cause diretamente o problema. A explicação é mais complexa: fumar maconha, por exemplo, também está associada a fatores que aumentam o risco de depressão, como dificuldades na escola e desemprego. Além disso, adolescentes ou adultos podem fumar maconha para lidar com sintomas depressivos, não necessariamente causados ​​pela erva.

De acordo com os cientistas, é um assunto difícil de pesquisar, visto que há valores morais para testar a maconha em adolescentes. Como resultado, a maioria dos estudos é feito em animais.

Galileu

Novo super oceano está em formação na Terra, diz estudo

(FOTO: PIXABAY)

A Terra é como um quebra-cabeça: a camada mais externa — sobre a qual nós andamos — é formada por várias peças que se encaixam, chamadas de placas tectônicas. A questão é que, diferente do quebra-cabeça, essas placas nunca permanecem paradas num mesmo lugar. Vários registros já comprovaram que elas se movem constantemente a uma velocidade de alguns centímetros por ano. Ainda que a curto prazo esse movimento seja quase imperceptível, num período de bilhões de anos, faz diferença. De tanto “caminhar”, os blocos acabam se encontrando e se juntando em um só território, até que, bilhões de anos depois, eles se afastam e voltam a se unir de novo.

O último “supercontinente” de que temos conhecimento foi Pangeia, formado há 320 milhões de anos. Tempos depois, os territórios se separaram e formaram as Américas, a Europa, a África, a Oceania e a Ásia. Mas, segundo pesquisadores da Universidade de Curtin, na Austrália, a divisão dos continentes como a conhecemos hoje está com os dias contados. Em um estudo recém-publicado no periódico Precambrian Research, os cientistas alertaram que, num futuro distante, os territórios voltarão a se unir em um só bloco — e apenas o Oceano Pacífico continuará a existir.

Segundo os pesquisadores, esse novo cenário pode ser explicado pelos fenômenos de “introversão” e “extroversão” gerados pela movimentação das placas tectônicas. No primeiro caso, as águas que separam os continentes são “sugadas” para o interior do planeta, os territórios se juntam e formam um superoceano. No segundo caso, o superoceano é “engolido” pela Terra e os continentes se separam.

A hipótese é de que esses fenômenos se alternem de tempos em tempos, ou seja, depois de um momento de “introversão” sempre vem outro de “extroversão”. Como o último registro que temos foi de separação de continentes, o esperado é que o próximo cenário seja de união de territórios e de formação de um superoceano – a nova versão do Pacífico, no caso.

O pesquisador Zheng-Xiang Li, um dos autores do estudo, acredita que o nosso próximo “supercontinente” será bem parecido com Pangeia. “Se o Anel de Fogo sobreviver junto com o super oceano, então a estrutura do manto da Terra manterá um padrão semelhante ao supercontinente anterior. De contrário, o manto se reorganizará completamente”, explica o cientista em comunicado.

Galileu

 

Cérebros de mulheres parecem ‘anos mais jovens’ do que os de homens, diz estudo

Foto: Divulgação

As mulheres costumam viver mais que os homens e permanecer mentalmente plenas por mais tempo. Um estudo publicado na segunda-feira, dia 4, pode explicar o motivo: os cérebros femininos parecem em média três anos mais jovens que os masculinos.

O estudo envolveu 121 mulheres e 84 homens que se submeteram a tomografias para medir o metabolismo cerebral ou o fluxo de oxigênio e glicose em seus cérebros.

Assim como outros órgãos do corpo, o cérebro utiliza açúcar como combustível. Mas a forma como metaboliza a glicose pode revelar muito sobre a idade metabólica do cérebro.

Os participantes tinham entre 20 e 80 anos. Nessas faixas etárias, os cérebros das mulheres pareciam metabolicamente mais jovens que os dos homens, segundo as descobertas publicadas na revista americana “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Um algoritmo mostrou que os cérebros das mulheres eram em média 3,8 anos mais jovens que suas idades cronológicas. Em comparação, os masculinos eram aproximadamente 2,4 anos mais velhos que suas idades reais.

“Não é que os cérebros dos homens envelheçam mais rápido”, disse o autor sênior Manu Goyal, professor assistente de radiologia na Escola de Medicina da Universidade de Washington, St. Louis.

“Eles começam a idade adulta cerca de três anos mais velhos que os das mulheres, e isso persiste durante toda a vida”, indicou.

Uma teoria para justificar a diferença é que os hormônios podem começar a moldar o metabolismo cerebral a uma idade jovem, fixando nas mulheres um padrão mais jovem ao longo de suas vidas, em comparação com os homens.

Os cientistas esperam descobrir se as diferenças metabólicas no cérebro podem desempenhar um papel protetor para as mulheres, que tendem a ter melhores qualificações que os homens nos testes cognitivos de lógica, memória e resolução de problemas na terceira idade.

“Poderia significar que a razão pela qual as mulheres não experimentam tanto deterioro cognitivo nos últimos anos é porque seus cérebros são efetivamente mais jovens”, disse Goyal.

Agência Brasil

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Não é à toa que as mulheres se destacam pela economia do cérebro: elas pensam no futuro.

  2. Rosendalf Tegucigalpa disse:

    É óbvio isso. Mulheres em geral, são menos ativas, inteligentes e laborais que os homens, também de modo geral.

Passar muito tempo usando tablets, celulares e outros eletrônicos com telas pode prejudicar crianças, diz estudo

Especialistas canadenses e americanos dizem que crianças não devem usar telas antes de completar 18 meses de idade. Imagem: Getty Images

Hábito pode atrasar o desenvolvimento de habilidades como linguagem e sociabilidade, de acordo com cientistas do Canadá

Deixar uma criança pequena passar muito tempo usando tablets, celulares e outros eletrônicos com telas pode atrasar o desenvolvimento de habilidades de linguagem e sociabilidade, de acordo com um estudo canadense.

A pesquisa, que acompanhou cerca de 2,5 mil crianças de 2 anos de idade, é a mais recente evidência no debate sobre quanto tempo de uso de telas é seguro para crianças.

No Canadá e nos Estados Unidos, especialistas dizem que as crianças não devem usar telas antes de completar 18 meses de idade.

No Reino Unido, onde não foi estabelecido tal limite, o Royal College of Pediatrics and Child Health (RCPCH) diz que não há evidências suficientes, mesmo quando se inclui este novo estudo, para estabelecer um “efeito negativo direto” deste comportamento.

O que diz a pesquisa?

Mães foram consultadas, entre 2011 e 2016, sobre o tempo de uso de telas e preencheram questionários sobre as habilidades e o desenvolvimento de seus filhos quando tinham 2, 3 e 5 anos.

Isso incluiu assistir a programas de TV, filmes ou vídeos, jogar videogames e usar computador, tablet, celular ou qualquer aparelho com uma tela.

Com a idade de 2 anos, as crianças passavam em média 17 horas em frente a telas por semana. Isso aumentou para cerca de 25 horas aos 3 anos, mas caiu para cerca de 11 horas aos 5 anos, quando as crianças começaram na escola primária.

As descobertas, publicadas no periódico JAMA Pediatrics, sugerem que há um aumento do tempo de uso de telas antes que qualquer atraso no desenvolvimento seja notado, em vez de um cenário em que crianças com problemas de desenvolvimento passam a usar telas por mais tempo.

Mas não está claro se o aumento do uso de telas é diretamente responsável. O maior tempo da tela pode ser um aspecto simultâneo a outros ligados ao atraso no desenvolvimento, como a forma como a criança é educada e o que a criança faz no restante do seu tempo de lazer.

O que indicam os cientistas?

Quando as crianças pequenas estão olhando para telas, elas podem estar perdendo oportunidades de praticar e dominar outras habilidades importantes.

Em teoria, isso poderia atrapalhar interações sociais e limitar o tempo em que as crianças passam correndo e praticando outras habilidades físicas.

Mesmo sem provas concretas de danos, a cientista Sheri Madigan e seus colegas, autores do estudo, dizem que ainda assim faz sentido limitar o tempo de uso de telas das crianças e garantir que isso não atrapalhe as “interações interpessoais ou o tempo em família”.

Eles também disseram que talvez devessem ter acompanhado crianças ainda menores, porque está se tornando cada vez mais comum que bebês usem telas.

Quanto tempo de tela é excessivo?

É uma boa pergunta, sem uma resposta satisfatória. O novo estudo não faz qualquer recomendação neste sentido. Algumas das crianças de 2 anos estavam passando mais de quatro horas por dia, ou 28 horas por semana, em frente a telas, de acordo com suas mães.

As diretrizes da Associação Americana de Pediatria (AAP) indicam:

* Para crianças com menos de 18 meses, evite qualquer uso de tela além de chamadas de vídeo;

* Pais de crianças com idades entre 18 e 24 meses que desejam introduzir o uso de mídias digitais devem escolher uma programação de qualidade e assistir junto com seus filhos para ajudá-los a entender o que estão vendo;

* Para crianças de 2 a 5 anos, o uso de telas deve ser limitado a uma hora por dia e a programas de qualidade. Os pais devem assistir com os filhos;

* Para crianças de 6 anos ou mais, imponha limites consistentes, garantindo que o tempo de tela não atrapalhe o sono e a atividade física.

A Sociedade Canadense de Pediatria vai além, dizendo que crianças com menos de 2 anos não devem usar telas.

O RCPCH publicou diretrizes no início deste ano, mas não estabeleceu limites. A organização diz que que “as evidências são fracas para orientar os pais sobre o nível adequado de tempo de tela” e que “não pode recomendar um limite de tempo de tela para crianças em geral”.

Em vez disso, aconselha as famílias a se perguntarem:

* O tempo de tela na sua casa é controlado?

* O uso de telas interfere no que a família quer fazer?

* O uso de telas interfere no sono?

* Você consegue controlar o que a criança come durante o tempo de uso de tela?

Se uma família ficar satisfeita com as respostas, então, é provável que esteja se saindo bem nesta questão complexa, diz o RCPCH.

Como reduzir o tempo de tela?

A AAP aconselha que as famílias estabeleçam períodos em que mídias não são usadas, como refeições ou deslocamentos de carro, bem como locais da casa em que mídias não são permitidas, como os quartos.

O RCPCH diz que os adultos devem analisar seu próprio tempo de uso de telas e dar um bom exemplo.

A maioria dos especialistas também aconselha que as crianças não usem telas uma hora antes de dormir, para que seus cérebros tenham tempo de relaxar para dormir.

“Ainda precisamos de mais pesquisas para dizer se crianças são mais vulneráveis ??aos danos causados ??pelo uso de telas e qual impacto que isso pode ter na sua saúde mental”, disse Bernadka Dubicka, do Royal College of Psychiatrists.

“Também precisamos avaliar os efeitos de diferentes tipos de conteúdo, porque há também formas positivas de usar telas.”

Universa – UOL

 

Vírus mais perigoso que zika para grávidas é identificado, diz estudo

O mosquito Aedes aegypti é transmissor da zika e também da febre do Rift Valley. Foto: Pexels

Uma outra doença transmitida pelo Aedes aegypti, a febre do Rift Valley, comprovou-se ser ainda mais prejudicial às grávidas do que a zika, segundo um estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Science Advances.

A febre do Rift Valley também pode ser transmitida pelo Cúlex, o mosquito doméstico, e até o momento a circulação do vírus se restringe ao continente africano e ao Oriente Médio.

Mas, segundo o infectologista Artur Timermann, presidente da Sociedade Brasileira de Arborivores (SBA), existe risco de a doença chegar ao Brasil.

Atualmente, a febre do Vale do Rift ocorre principalmente na pecuária da África subsaariana, onde em 90% dos casos leva ao aborto espontâneo do rebanho contaminado. Há casos também em humanos. Os sintomas lembram uma gripe, além de gerar graves problemas ao fígado.

No ano 2000, a doença infectou mais de 100 mil pessoas na Arábia Saudita, levando ao menos a 700 mortes, segundo o jornal norte-americano The New York Times.

Como se trata de um vírus transmitido por um mosquito também disseminado em outros continentes, como Américas e Europa, existe uma preocupação de que ele se expanda rapidamente, de acordo com o jornal.

Não há vacina ou tratamento para a febre do Vale do Rift. A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu a doença como de grande potencial de emergência de saúde pública, segundo o jornal.

Como os sintomas da doença são inespecíficos, muitos casos de anomalias e de natimortos podem não ter sido notificados, segundo o The New York Times.

No estudo com camundongos, 65% dos filhotes nascidos de mães infectadas morreram. Cada mãe infectada perdeu ao menos um filhote e todos os filhos das mães infectadas contraíram o vírus.

Camundongos prenhes também foram mais suscetíveis à morte por febre do Vale do Rift do que animais não prenhes.

Para os pesquisadores, o mais surpreendente foi que as placentas de mães infectadas abrigaram mais vírus do que qualquer outro tecido do corpo, até mesmo que o fígado, onde o vírus costuma causar danos.

Testes em tecido placentário humano mostraram que, diferentemente do vírus zika, o vírus da febre do Vale do Rift tem uma capacidade única de infectar a camada de células da placenta por onde nutrientes fluem, de acordo com o estudo.

R7

 

Pessoas bonitas tendem a ter opiniões mais liberais sobre sexo, diz estudo

A beleza está ligada a opiniões moralmente menos rígidas, sugere um novo estudo. O cientista social Robert Urbatsch, da Universidade de Iowa (EUA), observou que entre os mais belos há maior anuência para sexo antes do casamento, melhor aceitação de sexo e casamento gays e maior concordância de que a mulher sempre deve ter direito ao aborto legal, independentemente da situação.

Os dados utilizados são da edição de 2016 do General Social Survey (GSS), um dos maiores bancos de dados dos EUA, que abrange informações fornecidas por dezenas de milhares de pessoas com questões sobre liberdade civil, violência, intolerância, moralidade, entre outros tópicos.

Nesse banco de dados, pesquisadores também classificam as pessoas cadastradas em cinco categorias —nada atraente, não atraente, na média, atraente ou muito atraente. Dentre os que tiveram a aparência avaliada, de 700 a 1.700 responderam às demais questões analisadas na pesquisa de Urbatsch.

Estudos já mostraram que pessoas consideradas bonitas conseguem trabalhos que pagam mais, tendem a ser melhor avaliadas em assuntos não diretamente ligados à beleza e até ganham, em média, mais votos em eleições. Essas vantagens são ainda mais perceptíveis quando o assunto é romance —é chover no molhado dizer que a boa aparência multiplica a chance de encontrar parceiros sexuais.

A questão que a nova pesquisa buscou responder é se as vantagens e oportunidades trazidas pela beleza poderiam atuar de modo a mudar a percepção do indivíduo sobre questões morais.

Uma possível explicação aventada pelo pesquisador é que os sinais de interesse sexual recebidos pelos mais bonitos acabam desgastando a concepção de que a atividade sexual (de qualquer tipo) seja moralmente questionável. Por outro lado, os menos bonitos sofrem menos pressão liberalizante, consolidando, em média, posições mais rígidas.

“A pessoa mais bonita tem tratamento diferenciado, parece que a sociedade a vê com olhos mais amenos. Diante da pessoa bonita há maior condescendência; a pessoa percebe que vive num mundo que a favorece e passa a desejar isso para as outras pessoas também”, diz Carmita Abdo, presidente da Sociedade Brasileira de Psiquiatria e uma das maiores autoridades brasileiras em estudos de sexualidade.

Quem é menos bonito, afirma ela, acaba levando tudo mais à risca, tem maior disciplina e literalidade diante das regras. “Diante disso, essa pessoa acaba vivendo numa estrutura menos flexível —é assim que o mundo sempre a tratou. Não é desforra, é algo habitual. É assim que ela apreendeu o mundo.”

“Uma maneira alternativa de interpretar esses achados é que a pessoa que tem boa aparência acha que consegue se safar ao dar suas opiniões morais enquanto as demais têm de fingir obedecer às convenções sociais”, diz Urbatsch à Folha.

Segundo ele, se uma pessoa se sente melhor por possuir padrões morais elevados em relação aos demais, para ela pode ser melhor deixar passar algumas oportunidades românticas do que perder uma parte fundamental de sua identidade.

Independentemente da beleza, contudo, as pessoas tendem a reprovar a traição. Isso pode ter ao menos duas explicações: que a “permissividade moral” tem um certo limite ou que mesmo quem é bonito teria um alto custo social de se declarar favorável a esse tipo de prática.

Há outros aspectos que podem interferir na capacidade de estabelecer relações sociais, lembra Abdo. “Uma coisa ajuda a outra. Uma pessoa inteligente pode até aparentar ser mais bonita do que é. E uma pessoa resiliente não vai cansar de buscar seus objetivos, seja com exercício físico, dieta, uso de tecnologia —tudo isso pode tornar a aparência dela mais interessante.”

“E há pessoas muito lindas que se tornam reféns da beleza e perdem o autocontrole pela menor capacidade de absorver frustrações e não conseguir lidar bem com o lado negativo da vida.”

A beleza física pode ter diversas raízes. Os genes têm papel proeminente, conferindo características como altura e formato do rosto, por exemplo, mas questões culturais também podem ser importantes: alguns atributos podem ser mais valorizados em diferentes locais.

Mesmo assim, é mais fácil especular na direção adotada por Urbatsch, em que a aparência é uma das causas das posições morais. Seria mais complicado sustentar o raciocínio no sentido contrário, de que determinadas opiniões tornam uma pessoa mais ou menos bonita.

Existem ainda fatores que podem exercer influência na moralidade do indivíduo, como a religião, que pressiona na direção menos liberalizante, e a erudição (medida por meio de testes de vocabulário e anos de escolaridade), que atua no sentido contrário. Esses temas, porém, já foram explorados em outros estudos.

O pesquisador afirma que no estudo recente tentou deixar de lado o que seria moralmente ou filosoficamente desejável de uma perspectiva religiosa ou normativa para se ater apenas ao lado empírico.

Urbatsch também pesquisou se a beleza poderia ter influência em outras questões, como a legalidade do uso de maconha, o direito à eutanásia e a desobediência civil no caso de leis que inflijam a consciência. Não houve impacto nessas questões.

Em 1972 uma outra pesquisa nos EUA, a National Election Survey também tinha uma questão relativa à aparência do entrevistado e outra sobre o direito ao aborto. Os resultados foram similares, sugerindo que a relação entre beleza e permissividade moral não é uma coisa desta década.

Urbatsch, na verdade, pesquisa políticas de comércio internacional, mas estuda também como ideologia e posicionamento políticos afetam a área. “Nem todo mundo se interessa por isso, porém.” Ele diz que agora vai tentar expandir a nova análise, publicada na revista científica Social Science Quarterly, a partir de dados de outros países, já que os achados são específicos para os EUA, diz.

Folha de São Paulo

Adoçante não emagrece ou melhora a saúde, diz estudo

Foto: Think

O adoçante não emagrece nem melhora a saúde, de acordo com um estudo realizado pelo grupo de pesquisa internacional Cochrane a pedido da OMS (Organização Mundial da Saúde) e publicado no British Medical Journal. O órgão prepara um relatório com orientações sobre como substituir a substância.

Em comparação com o açúcar, o estudo mostra que não há evidências convincentes de que os adoçantes possam ajudar a perder peso, embora ressalte que mais pesquisas ainda são necessárias para embasar essa afirmação.

O estudo contou com uma equipe de pesquisadores europeus que analisaram 56 pesquisas sobre o impacto do uso de adoçantes como o aspartame e a estévia no peso, no controle glicêmico e em doenças cardiovasculares.

Como conclusão, o estudo afirma não haver “nenhuma diferença estatística ou clínica relevante entre aqueles que utilizaram adoçantes e açúcar”.

Em editorial do periódico BMJ, Vasanti Malik, da Escola de Saúde Pública da Unviersidade Harvard, nos Estados Unidos, ressaltou que mais pesquisas são necessárias para comprovar essa tese.

No entanto, segundo ele, com base nas evidências já existentes, substituir o açúcar por adoçantes, especialmente em bebidas, pode ser uma estratégia útil para reduzir o risco de diabetes, doença cardíaca e AVC.

O endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, frisa que os adoçantes devem ser utilizados em quantidade limitada. “O gosto doce no cérebro faz com que a pessoa deseje alimentos mais doces. Existem estudos que ligam adoçantes a compulsão alimentar, diabetes, ganho de peso e doenças crônicas”, afirma.

Fabricantes de alimentos e de bebidas estão sob pressão no Brasil e em outros países ocidentais para ajudar a combater a epidemia de obesidade.

A OMS tem como objetivo produzir orientações sobre os adoçantes, pois seu uso é difundido como uma alternativa saudável ao açúcar.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Cassio disse:

    Pesquisa fraca. Eles deveriam avaliar o grupo que tomou adoçante e colocar para tomarem açúcar e vice-versa, se quiser ter uma comparação a curto prazo no IMC de qualidade. Sabemos que o açúcar refinado a longo prazo está associado ao câncer. Logo essa pesquisa foi limitada. Precisamos de mais estudos para poder afirmar os reais benefícios ou malefícios em optar pelo uso do adoçante ou do açúcar. E tbm na pesquisa não informou qual adoçante usou. O Stevia tem demonstrado melhores resultados para a saúde, porém tem a desvantagem de um sabor mais amargo. O aspartame está associado ao Alzheimer. O açúcar refinado tem mostrado associações ao câncer, diabetes do tipo 2 e cáries se descuidar da higiene bucal. Enfim, eu atualmente continuo optando pelo adoçante Stevia.

Um em cada dez detentos trabalha nos presídios do Brasil, diz estudo

Apenas 15% de presos são envolvidos em algum tipo de atividade laboral. Foto: Márcio Neves/R7

Há quatro anos, o estudante de direito Emerson Ramayana, de 39 anos, conquistou sua liberdade. Nesse mesmo período, ele evita utilizar o nome completo quando sai em busca de oportunidades de trabalho.

Isso porque Emerson cumpriu nove anos de pena, passou por quatro penitenciárias diferentes no estado de São Paulo e tem de enfrentar o estigma que ainda recai sobre egressos do sistema prisional no momento de voltar ao mercado.

Apesar disso, hoje ele trabalha e estuda na área em que gostaria desde os tempos da prisão.

Emerson fez parte dos 15% de presos envolvidos em algum tipo de atividade laboral dentro dos presídios — o equivalente a 1 em cada 10 do sistema prisional. De acordo com o Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça, apenas 95.919 presos trabalham durante o cumprimento da pena do total de 726.712 detentos em todo o país. “É um percentual baixíssimo, que revela a falência do sistema como um todo”, diz Marina Dias, diretora executiva do IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa).

A falta de oportunidades de trabalho faz com que, segundo a especialista, as pessoas privadas de liberdade se sintam ociosas. “Isso faz com que o ciclo de violência se perpetue e a estrutura precária favorece a atuação das organizações criminosas, que se aproveitam da ausência de condições para ‘garantir direitos’”, diz Marina. A Lei de Execução Penal, o trabalho de pessoas condenadas deve ter finalidade educativa e produtiva. As atividades podem ser realizadas dentro da prisão, no caso de presos provisórios e condenados, ou fora, no caso de condenados que já tenham cumprido pelo menos um sexto da pena total.

Emerson foi condenado a nove anos de prisão por assalto a mão armada. Antes de cumprir sua pena, porém, ficou dois anos no CDP (Centro de Detenção Provisória). “Lá, não tem trabalho para ninguém”, afirma. Depois, transferido para a penitenciária de Reginópolis, no interior do estado, começou a trabalhar na cozinha e na faxina. “Em 2018, recebia R$ 0,14 por mês porque os presos eram pagos a partir do rateio feito sobre a venda de hortifrútis. Depois chegou a R$ 1,49 por mês”, lembra.

A Lei de Execuções Penais prevê que o trabalho da pessoa privada de liberdade deve ser remunerado e o valor não pode ser inferior a três quartos do salário mínimo. No entanto, 75% da população prisional que trabalha não recebe remuneração ou recebe menos do que o determinado em lei. Quando as oportunidades de trabalho são oferecidas, os presos podem alcançar diversos benefícios dentro e fora da cadeia.

Um dos maiores benefícios, segundo a pesquisadora do Instituto Igarapé, Dandara Tinoco, é a remição da pena e a autonomia financeira desses indivíduos. A cada três dias trabalhados, o detento consegue reduzir um dia de sua pena. “O trabalho cria habilidade, fortalece a autonomia e a autoestima”, afirma Dandara. “Muitas pessoas deixam a unidade prisional sem ter dinheiro nem mesmo para o transporte.”

Números no Brasil

Os dados do Depen mostram que o estado com menor percentual de presos trabalhando é o Rio Grande do Norte, com 89 presos em atividades laborais, o que corresponde a 1%. No Rio de Janeiro, segundo dados obtidos pelo Instituto Igarapé, em uma pesquisa recém-divulgada, mostra que somente 1,7%, o que equivale a 872, de quase 52 mil presos estão trabalhando com remuneração. “As estruturas das penitenciárias não foram preparadas para receber empresas”, diz Ramayana. “Por isso, uma parte dos presos trabalha com faxina, na cozinha ou na enfermaria. Mas 90% dos presos ficam ociosos e acabam sendo arregimentados.”

Segundo a pesquisa, parte das pessoas privadas de liberdade em regime fechado prestam serviço dentro das próprias unidades prisionais, são os chamados “faxinas”. Existem também autarquias que fazem a mediação entre a empresa e a diretoria da unidade prisional. A diretoria seleciona uma lista de pessoas aptas ao emprego com base em critérios como interesse, comportamento e habilidades técnicas dos presos. A empresa também pode realizar seu próprio processo de seleção.

Um dos problemas é que, no Rio de Janeiro, por exemplo, somente um entre oito empregadores oferece capacitação juntamente ao emprego. “Não há monitoramento das iniciativas. E o mais importante é que as atividades tenham um acompanhamento”, diz Dandara. “Algumas empresas relataram que é preciso mais transparência para a contratação dos presos, elas relatam que desconhecem o processo.”

Os trabalhos com maior exigência intelectual não chegam a 5% das vagas. Depois de trabalhar em serviços gerais mais de quatro anos, Emerson passou a atuar, em junho de 2012, como monitor de biblioteca e escolas da penitenciária de Presidente Bernardes, em São Paulo. Como monitor, ele passou a receber entre R$ 300 a R$ 400 por mês. “Passei dois anos juntando para começar a estudar. Como vi muita opressão decidi começar a estudar direito”, afirmou.

Obstáculos

Quando deixou o sistema prisional, Emerson enfrentou diversas dificuldades para se recolocar. “Passava nas entrevistas, mas se eu colocasse meu nome completo, ninguém chamava”, diz. “Já cheguei a abrir contas, fazer exame admissional, mas não tinha título de eleitor por conta da condenação e quando me expliquei disseram que iriam entrar em contato e nunca mais ligaram.”

Dados do Depen mostram que em junho de 2016 existiam 726.712 vagas. “O olhar da maioria dos presos para o trabalho é muito positivo. Se houvesse vaga para todos, a maioria não iria reincidir.” Em São Paulo, a Funap (Fundação Professor Doutor Manoel Pedro Pimentel) é quem faz a mediação entre a administração prisional e empresas públicas e privadas para a contratação dos presos.

De acordo com o diretor comercial Giovani Hernandes, a grande maioria das empresas contratam pessoas privadas de liberdade em regime semi-aberto. Entre os setores que mais contratam presos, estão as categorias de montadores (de papel, prendedores e sacolas), com 15 mil contratados, têxtil com 4.030 empregados e manutenção de praças, com 3.933. “Eles não têm muita escolha, a capacidade de acolher a oferta de trabalhos dele é baixa. Eles agarram a primeira coisa que aparece com unhas e dentes.”

Segundo Hernandes, os presos são escolhidos por questões de disciplina. Ao mesmo tempo em que o preso, existem alguns empecilhos para a instalação das empresas nos presídios. “As prisões do interior têm mais condições de instalar os ‘barracões’, mas não tem tantas empresas nas proximidades para enviar os presos”, afirma Hernandes. Ele diz ainda que é preciso conscientizar as companhias. Quando uma empresa contrata um preso, ela não tem encargos trabalhistas porque passará a pagar uma pessoa privada de liberdade.

Em 2018, segundo a Fundação, foram fechados 380 novos contratos e oferecidas 33 mil novas vagas. São 870 contratos no total, sendo 794 com empresas privadas e 76 com públicas. “Eles têm no trabalho uma das coisas mais importantes da vida porque além de ocuparem a mente, conseguem vislumbrar novas possibilidades e sustentar suas famílias até mesmo de dentro da prisão”, diz Hernandes. “Muitos nunca chegaram a trabalhar na vida.”

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Aldemir disse:

    Tem que botar esses vagabundos pra trabalhar, é o pior castigo para o presidiário brasileiro, que prefere roubar e matar do que trabalhar duro…