Carne branca tem mesmo teor de colesterol que vermelha, diz estudo

Frango grelhado se consumido em altas doses aumenta nível do colesterol ruim. Foto: Pixabay

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Oakland, ambos nos Estados Unidos, afirma que o consumo de carne branca, assim como de carne vermelha, é capaz de elevar os níveis de colesterol ruim (LDL).

Entretanto, o resultado não se aplicaria à carne de peixe e às carnes processadas, como bacon e linguiça, que não foram utilizadas no estudo.

A pesquisa, publicada na revista científica norte-americana American Journal of Clinical Nutrition, alega que o consumo elevado de ambos os tipos de carne era mais prejudicial do que a alta ingestão de proteínas vegetais, como ovos. Além disso, o estudo mostrou que o consumo de gorduras saturadas aumenta os níveis de colesterol na mesma proporção entre os três tipos de proteínas.

Já dietas vegetarianas, ou seja, que restringem o consumo de carne, trariam menor prejuízo à saúde quando comparadas às dietas em que pessoas consomem carnes brancas e vermelhas.

Apoiado nos resultados, os pesquisadores orientam que a população reduza o consumo de carnes brancas e vermelhas e procure consumir mais proteínas de origem vegetal, que seriam menos prejudiciais à saúde.

Existe o colesterol “bom” e o “ruim”. O LDL, sigla de lipoproteínas de baixa densidade, é o “ruim”. Ele carrega o colesterol do fígado para o resto do corpo, mas costuma deixar parte dessa carga nos vasos sanguíneos, favorecendo a formação das placas. Já o HDL, lipoproteínas de alta densidade, o “bom”, faz o trabalho contrário, recolhendo a gordura acumulada nas artérias.

Cerca de 360 mil brasileiros com colesterol alto não sabem que têm, segundo estimativa do Instituto do Coração (InCor) do HC de São Paulo. O colesterol alto pode levar ao infarto e ao AVC (acidente vascular cerebral).

R7

 

RN e mais sete estados perdem metade da água com vazamentos e ‘gatos’, diz estudo

 

Percentual de perda de distribuição de água por conta de vazamentos, fraudes e falhas por estado — Foto: Guilherme Pinheiro/Arte

Oito estados do país perdem metade ou mais da água que produzem com problemas de vazamentos, ligações clandestinas e falhas de leitura de hidrômetro, segundo estudo do Instituto Trata Brasil com a GO Associados, obtido pelo G1 e divulgado nesta quarta-feira (5).

Em Roraima, estado com o pior índice, a perda na distribuição chega a 75%, o que significa que, a cada 100 litros de água captada, tratada e pronta para ser distribuída, 75 litros ficam pelo caminho. Em seguida, estão Amazonas (69%) e Amapá (66%).

Dos oito estados, cinco estão no Norte e três, no Nordeste, regiões que, historicamente, apresentam os piores índices de saneamento do Brasil.

Enquanto 83,5% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada, a média da região Norte para o mesmo indicador é de 57,5%. A do Nordeste é a segunda pior, com 73%. Em relação ao acesso à coleta de esgoto, a situação é ainda mais grave: apenas 10,2% da população do Norte e 26,9% da do Nordeste são atendidas, contra a média nacional de 52,4%.

O estudo utiliza os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), referentes ao ano de 2017.

O estudo ainda destaca que:

Considerando o país, a média de perda de água potável é de 38%. Isso representa uma perda de 6,5 bilhões de m³ de água, o equivalente a mais de 7 mil piscinas olímpicas por dia

Analisando apenas as perdas físicas do sistema, ou seja, a água que não chegou à casa das pessoas por conta de vazamentos, o volume desperdiçado seria suficiente para abastecer 30% da população brasileira por um ano

Em termos financeiros, a perda de faturamento custou para o país R$ 11,3 bilhões em 2017, valor superior ao total de recursos investidos em água e esgoto no Brasil no ano (R$ 11 bilhões)

Segundo Pedro Scazfuca, da GO Associados, o índice de perda na distribuição é um indicador de eficiência, o que deixa claro problemas estruturais no setor de saneamento básico do país.

A perda de distribuição é medida através da diferença entre a água produzida pela concessionária responsável pelo setor e o volume que chega às casas das pessoas de forma oficial. Essa diferença significa desperdício através de vazamentos, roubos e furtos de água e erros de leitura ou leituras imprecisas de hidrômetros antigos. Assim, quanto menor é o índice, menores são os problemas de serviço e gestão.

“Perda baixa envolve fazer boa manutenção nas redes, ter processo de faturamento adequado, fazer combate às fraudes. Ou seja, as perdas estão associadas a uma melhor gestão da companhia e mostram a eficiência na prestação do serviço. Isso deixa claro que diversos estados têm gestão muito ineficiente. Perda de 50% mostra uma ineficiência grande”, diz Pedro Scazfuca, da GO Associados.

O estudo destaca ainda que o indicador de perda de água potável nos sistemas é um dos mais negligenciados do país. Entre 2015 e 2017, por exemplo, é possível perceber que houve um aumento na produção de água do país, movimento natural para conseguir atender a uma população crescente. Ao mesmo tempo, porém, as perdas também aumentaram.

“O aumento da produção de água pode nos levar a crer que está havendo um consumo maior pela população e demais usos da água potável, mas, na verdade, podemos estar tirando mais água apenas para compensar o aumento das perdas. Isso seria péssimo para a sustentabilidade do próprio sistema e para os usuários”, destaca Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, no estudo.

Para Scazfuca, há um problema de visão de melhoria de gestão em algumas concessionárias que atuam no setor de distribuição de água. Isso porque, segundo ele, para diminuir as perdas de água, é preciso fazer investimentos, mas os retornos são muito maiores.

“Para reduzir a perda, tem que investir na manutenção de rede, implantar controle e troca de hidrômetros, fazer programa de caça à fraude. Vai ter que gastar. Mas os estudos mostram que é um gasto que tem um retorno alto de maior arrecadação e diminuição de custos. Ou seja, atende as pessoas produzindo menos”, diz Scazfuca.

As empresas ficam presas a um “falso dilema”, segundo ele, entre fazer mais ligações de água ou uma estação de tratamento ou reduzir a perda. Geralmente, as concessionárias acabam escolhendo investir na expansão da rede — sem fazer melhorias e manutenções na que já existe.

“Eu entendo que, para uma companhia saudável, isso é um falso dilema, pois investir em perda vai ter um retorno e vai sobrar mais espaço para investir em outras coisas. Mas, para empresas em situação financeira difícil, quando tem a opção entre eficiência e expansão, vão escolher a expansão. Perda não é prioridade, prioridade é levar água para a região que não tem.”

Ganho com queda das perdas

Para deixar as vantagens em investir na diminuição das perdas claras, o estudo fez a estimativa dos ganhos do país no caso de redução das perdas para 20%. A meta não é tão baixa quanto os índices encontrados em locais como Tóquio ou Cingapura, cujos níveis de perda estão abaixo de 10%, mas é considerada realista pelos especialistas para o Brasil.

Os cálculos mostram que, mesmo com os gastos com trocas de tubulações e hidrômetros e operações caça-fraudes, o ganho líquido nacional seria de quase R$ 31 bilhões até 2033.

“Num cenário de imprevisibilidade do clima e consumo de água, não cabe mais manter o assunto perdas de água apenas na esfera técnica. A sociedade, a imprensa, formadores de opinião e outros precisam se apropriar do assunto, pois, no fim, o que resulta é a diminuição da água para todos os usos”, diz Édison Carlos.

G1

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Marcos disse:

    Alguém sabe informar o por quê da Av. Petra Kelly em nova Parnamirim está novamente em "obras" no seu "ex-lindo asfalto. Creio que nos últimos 18 meses , já abriram este asfalto umas 04 ou 05 vezes , e quando fazem o recapeamento , fica horrível. Vem uma empresa abre, deixa aberto por vários dias. Para outra vir e fechar. Passa-se uns 03 meses , volta a mesma situação. Ô RN sem dono.

  2. #Lula Na Cadeia sempre disse:

    Tínhamos os mesmo problemas com a COSERN , salários altos e ineficiência, gatos e desperdício, privatizou a coisa mudou , essa CAERN É UM ANTRO DE INCOPETENTES E CABIDE DE EMPREGOS ….PRIVATIZE QUE A COISA MELHORA

  3. Anti-Comunista disse:

    SALÁRIO DE PROCURADOR DO ESTADO DO RN PASSA DE R$ 29 MIL PARA R$ 35 MIL AUMENTO DE 16% . AUMENTO PRA DEFENSOR PÚBLICO TAMBÉM, MINISTÉRIO PÚBLICO, TJ-RN. AFINAL SÃO OS SENHORES QUE MANDAM E O POVO É MANDADO.

  4. Cigano Lulu disse:

    Deve ser por isso (ineficiência e descontrole) que o Topo Gigio da Caern diz batendo no peito que aposta com quem quiser como a estatal não será privatizada.

Cirurgia de aumento peniano é uma farsa, diz estudo

GETTY IMAGES

O tamanho do pênis pode influenciar a autoestima de muitos homens. Por estarem insatisfeitos com o órgão, alguns recorrem a cirurgia de aumento peniano. Entretanto, de acordo com um estudo divulgado pelo The Guardian, esses métodos não funcionam, além de serem arriscados e causar danos físicos e psicológicos aos pacientes.

Segundo os pesquisadores, existem poucas evidências de que os procedimentos cirúrgicos possam aumentar o tamanho do pênis. Na verdade, a intervenção pode causar a falta de ereção permanente, deformidades, disfunção erétil e até encurtamento da genitália.

“Esses procedimentos nunca devem ser feitos”, afirma Gordon Muir, urologista do King’s College Hospital, em entrevista ao site. De acordo com o especialista, a cirurgia pode custar de 30 a 40 mil euros, o que equivale a uma média de 140 a 180 mil reais.

Como o estudo foi feito

Os cientistas levantaram dados de 17 pesquisas que analisavam 21 formas de realizar o aumento peniano, de maneira cirúrgica ou não. 1,192 homens passaram por esses procedimentos ao todo.

As duas formas mais comuns de aumento peniano envolviam enchimento dérmico no pênis, e uma operação chamada incisão do ligamento suspensor, onde o cirurgião faz um corte acima do órgão e divide o ligamento que o “levanta”.

De acordo com Gordon, a maioria dos homens que passa por essa operação possuem um pênis de tamanho padrão, entretanto, acreditam ter um membro pequeno. Porém, após a cirurgia, a maioria se decepciona com os resultados, e ainda sai com traumas.

Entenda mais sobre o assunto

O urologista Valter Javaroni escreveu um artigo sobre o assunto, explicando se os exercícios para aumentar o pênis podem funcionar, além de analisar por que os homens possuem a fixação pelo aumento peniano.

Minha Vida

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. José disse:

    O babaca do H q acha q uma pica grande faz mulher gozar, deveria ler mais pouco e pensa cabeça de cima e não a de baixo, hipócritas….

Pessoas que andam rápido vivem mais, diz estudo

Foto: (Benne Ochs/Getty Images)

Já dizia o ditado: “devagar se vai ao longe”. Mas talvez ele não faça tanto sentido assim — ao menos no que diz respeito à longevidade. É o que sugere um estudo feito por cientistas do Reino Unido que avaliou a relação entre o ritmo do passo e a expectativa de vida. Os resultados apontam que quem anda mais depressa vive até uma idade mais avançada.

Foram analisadas informações sobre 474.919 britânicos contidas na base de dados UK Biobank, coletadas entre 2006 e 2016. E essa constatação de que as pessoas que andam mais rápido vivem por mais tempo se mantém, independentemente do índice de massa corporal. Ela se aplica tanto aos que estão abaixo do peso quanto aos obesos mórbidos.

Foi a primeira vez que uma pesquisa associou a velocidade mais acelerada dos passos a uma vida mais longa. “Em outras palavras, os resultados sugerem que talvez a atividade física seja um indicador melhor da expectativa de vida do que o índice de massa corporal, e assim encorajar a população de que caminhadas rápidas podem adicionar anos de vida”, disse em comunicado Tom Yates, da Universidade de Leicester, autor principal do estudo.

Indivíduos que declararam andar devagar e que estão abaixo do peso apresentaram a menor expectativa de vida do estudo: 64,8 anos para os homens e 72,4 anos para as mulheres. Já para os mais apressadinhos, a expectativa média feminina chegou a 87,8 anos e a masculina a 86,8 anos. O padrão se repetiu em todas as medidas de cintura.

Francesco Zaccardi, co-autor do artigo, explica que pesquisas anteriores falavam em “risco relativo”, parâmetro que não é tão claro quanto a expectativa de vida. Nesses termos, o aumento no índice de massa corporal provoca um acréscimo em porcentagem no risco de morte. A mensagem aqui é que caminhar depressa exige mais do corpo, e o exercício físico gerado pelo simples ato de acelerar o passo pode nos dar uns anos extras de vida.

Super Interessante

Substâncias do protetor solar chegam à corrente sanguínea, diz estudo

Foto: (bymuratdeniz/Getty Images)

“Filtro solar. Nunca deixe de usar filtro solar”. Qualquer brasileiro que já era crescidinho no fim da década de 1990 deve se lembrar desse conselho, narrado por Pedro Bial. “Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro, seria essa”, crava o apresentador. E ele estava certo. Mais de duas décadas depois e o protetor solar segue sendo a melhor forma de proteger a pele contra queimaduras e o temido câncer de pele.

Mas como esse produto age no nosso organismo? Aplicá-lo todos os dias até o fim da vida teria algum risco para a saúde? É o que a ciência busca entender. Um estudo publicado nesta segunda-feira (6) no periódico científico Jama deu um passo importante nessa análise.

A pesquisa – conduzida por cientistas da Food and Drug Administration (FDA), a Anvisa dos Estados Unidos – identificou que algumas substâncias do protetor solar chegam até a corrente sanguínea, e não ficam restritas às camadas da pele.

A investigação incluiu 24 pessoas. Elas foram divididas em grupos, que recebiam, a cada quatro dias, um filtro solar com composição diferente para passar em suas peles. Nesse período, os voluntários tinham que aplicar o protetor no corpo todo e repassá-lo mais três vezes durante o dia. Os produtos eram de marcas conhecidas, encontradas em farmácias americanas.

Ao analisar amostras de sangue dos participantes, os pesquisadores identificaram compostos que garantem aos filtros a capacidade de barrar a radiação solar. E mais: em concentrações que exigiriam novos estudos de segurança, segundo a FDA. As substâncias foram notadas já no primeiro dia de aplicação, e os níveis sanguíneos aumentaram ao longo dos quatro dias de testes.

Mas calma: isso não significa que protetores solares não são considerados seguros. “Até que mais informações estejam disponíveis, é preciso continuar reforçando os benefícios da fotoproteção para prevenir câncer de pele”, escrevem os autores do estudo, em nota. “Deixar de usar filtro solar poderia ter consequências negativas para a saúde”, complementam.

De acordo com os cientistas americanos, mais pesquisas são necessárias para entender não só se protetores oferecem algum risco real à saúde, mas também se isso se aplica a crianças, por exemplo, que podem absorver essas substâncias em quantidades diferentes – e sofrer com seus efeitos de forma distinta, também. Outro ponto a ser investigado é se doses menores de filtro solar (convenhamos, quem passa protetor quatro vezes ao dia?) também chegam à corrente sanguínea.

Super Interessante( matéria na íntegra aqui)

“VIDA PERFEITA”: Instagram é a rede social mais nociva à saúde mental, diz estudo

Foto: (jakubzak/iStock)

Sabe aquele baixo astral que dá quando você fica muito tempo nas redes sociais? Não é só com você. Além do tempo perdido, as horas conectado também afetam nossa saúde mental. A coisa funciona como uma droga, afinal: quanto mais tempo você passa diante do celular ou do computador, mais tempo você quer ficar.

A metáfora não é em vão. Redes sociais são mais viciantes que álcool e cigarro – é o que diz a pesquisa realizada pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem. E, dentre elas, o Instagram foi avaliado como a mais prejudicial à mente dos jovens.

Os resultados mostram que 90% das pessoas entre 14 e 24 anos usam redes sociais – mais do que qualquer outro grupo etário, o que os torna ainda mais vulneráveis a seus efeitos colaterais. Ao mesmo tempo, as taxas de ansiedade e depressão nessa parcela da população aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Os jovens avaliados estão ansiosos, deprimidos, com a autoestima baixa, sem sono, e a razão disso tudo pode estar na palma das mãos deles: nas redes sociais, justamente.

Ao longo da pesquisa, 1.479 indivíduos entre 14 e 24 anos tiveram que ranquear o quanto as principais redes (Youtube, Instagram, Twitter e Snapchat) influenciavam seu sentimento de comunidade, bem-estar, ansiedade e solidão.

O estudo mostrou que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o sono, a autoimagem e a aumenta o medo dos jovens de ficar por fora dos acontecimentos e tendências (FOMO, fear of missing out). Segundo a pesquisa, o site menos nocivo é o YouTube, seguido do Twitter. Facebook e Snapchat ficaram em terceira e quarta posição, respectivamente.

Apesar do Youtube ser um dos sites que mais deixam os jovens acordados até altas horas, o site foi avaliado como o que menos prejudicou o bem-estar dos participantes. Instagram, em contrapartida, recebeu mais da metade das avaliações negativas. Sete em cada 10 voluntários disseram que o app fez com que eles se sentissem pior em relação à própria autoimagem. Entre as meninas, o efeito Instagram foi ainda mais devastador: nove em cada 10 se sentem infelizes com seus corpos e pensam em mudar a própria aparência, cogitando, inclusive, procedimentos cirúrgicos.

O Snapchat também não foi tão animador. O app de mensagens multimídia instantânea teve os piores resultados: é o que contribui para privação de sono e o sentimento de ficar por fora (FOMO). Muitos jovens destacaram o fato de sofrerem bullying nas redes sociais, sendo o Facebook o pior neste quesito – dois terços dos entrevistados acreditam que a rede de Zuckerberg deixa o cyber-bullying ainda mais cruel.

A “vida perfeita” compartilhada nas redes sociais faz com que os jovens desenvolvam expectativas irreais sobre suas próprias vivências. Não à toa, esse perfeccionismo atrelado à baixa autoestima pode desencadear sérios problemas de ansiedade. Os pesquisadores advertem: os usuários que passam mais que duas horas diárias conectados em mídias sociais são mais propensos a desenvolverem distúrbios de saúde mental, como estresse psicossocial.

As autoridades de saúde que realizaram o estudo pedem que as plataformas mandem mensagens e alertas para prevenir o uso descontrolado das redes e criem ícones especiais para indicar quando as fotos forem editadas, prevenindo assim que as pessoas se sintam mal em relação a sua aparência.

Os cientistas também sugerem que as redes auxiliem a identificar sinais de que os usuários estão passando por problemas de saúde mental através do conteúdo publicado e que ofereçam algum tipo de suporte emocional a essas pessoas.

“As plataformas que supostamente ajudam os jovens a se conectarem podem estar alimentando uma crise de saúde mental “, afirmou a Royal Society for Public Heath, na divulgação dos resultados da pesquisa.

Após a publicação desta matéria, o Instagram se posicionou dizendo que sua prioridade é fazer da rede um lugar seguro e de apoio, onde todos se sintam confortáveis para se expressarem: “Queremos que as pessoas que precisam lidar com problemas de saúde mental possam encontrar no Instagram o apoio necessário a qualquer momento. Por isso, trabalhamos em parceria com especialistas para disponibilizar as ferramentas e informações necessárias para que as pessoas saibam como denunciar conteúdo, obter apoio para um amigo que está precisando ou entrar em contato diretamente com um especialista para pedir conselhos sobre uma questão com a qual eles estejam lidando”, afirma Michelle Napchan, Líder de Políticas Públicas do Instagram na Europa, onde o estudo foi realizado.

Super Interessante

 

Brasileiros estão entre os mais preocupados do mundo, diz estudo

Foto: Pixabay

Os brasileiros estão entre os 10 povos mais preocupados do mundo, de acordo com dados do relatório anual Global State of Emotions, do Instituto Gallup, realizado em 143 países divulgado nesta quinta-feira (25).

Entre os brasileiros entrevistados, 57% afirmaram sentir preocupação. Já no Moçambique, que liderou nesse quesito, a porcentagem foi de 63%. Na base da lista aparece o Uzbequistão, onde apenas 20% se revelaram preocupados.

Os itens apresentados pelo questionário foram raiva, tristeza, estresse, preocupação, dor física, alegria, prazeres, relaxamento, aprender algo, alegria e respeito.

Outro quesito que a maioria dos brasileiros também respondeu “sim” foi em relação a se sentir tratado com respeito. Quase a totalidade (96%) concordou com isso. A nação em que esse fator foi mais reforçado foi o Equador (97%) e menos, a Etiópia (65%). O Brasil ficou em quinto lugar, ao lado da Argentina.

Segundo a pesquisa, o mundo está mais triste, furioso e apreensivo. O índice das três emoções subiu para níveis recordes pelo segundo ano consecutivo. Entre os países mais tristes estão Chade, Níger, Serra Leoa, Iraque e Irã, que o relatório ressalta, serem nações afetadas por guerras e crises humanitárias.

Brasil está entre países menos positivos da América Latina

Já as nações latino-americanas predominam no ranking de países mais positivos. O Paraguai e o Panamá apareceram empatados como os países mais positivos do mundo. Fora das Américas, a Indonésia figura como a nação mais positiva do mundo.

Entre os países da América Latina, o Brasil está em penúltimo lugar entre os mais positivos, ficando acima apenas do Haiti. Já na ranking geral, o Brasil integra o grupo de países que ocupam o 14º lugar, com o mesmo nível de felicidade do Camboja, Estônia, Kwait, Tajikistan e Portugal (72%).

Em relação a “emoções negativas”, o Brasil está em quarto lugar entre os países latino-americanos – o primeiro é o Haiti -, e na ranking geral, está em 15º – o primeiro é o Chade. No grupo do Brasil estão Burkina Faso, Turquia e Zambia (72%).

“Estudos sobre a felicidade global geralmente envolvem duas medidas: como as pessoas vêem suas vidas e como elas a vivem. Ambos os conceitos estão enraizados na economia comportamental. Como as pessoas refletem sobre sua vida é muito diferente de como elas a vivem”, escreveu Jon Clifton, sócio do Instituto Gallup, no relatório.

“As pessoas na América Latina nem sempre avaliam suas vidas da melhor forma, como nos países nórdicos, mas elas riem, sorriem e desfrutam do prazer como ninguém no mundo”, acrescentou.

Ainda segundo a pesquisa, as pontuações mais altas refletem a tendência cultural na região em se concentrar nos pontos positivos da vida.

Estresse cai e infelicidade se estabiliza

O levantamento revelou que o nível de estresse mundial apresentou uma leve queda – o líder é a Grécia, com 59%. A média global foi de 35%.

A pesquisa concluiu que o nível de infelicidade no mundo se estabilizou, sendo semelhante ao do ano anterior.

R7

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. paulo martins disse:

    Preocupados com o quê? Com o Brasileirão ou vagina da Anitta?

  2. Manoel disse:

    A preocupação dos petistas é que se Bolsonaro privatizar tudo eles não vão ter mais de onde roubar .

  3. Carlos Bastos disse:

    Deixe de escrever besteira, (indignado) você vai ficar quando vc Sr aposentar.

  4. Indignado disse:

    LULA ESTÁ PREOCUPADO EM GASTAR O DINHEIRO FAZER A LAVAGEM DE DINHEIRO.

Mulheres são melhores em esconder a infidelidade, diz estudo

Imagem: Getty Images

Cientistas revelaram que as mulheres podem julgar se um homem é infiel só de olhar para o rosto dele, mas os homens são menos capazes de identificar uma mulher traidora.

Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental reuniram um grupo de 1.500 pessoas e mostraram imagens de 189 adultos caucasianos (101 homens e 88 mulheres), tendo perguntado-lhes antes se tinham sido infiéis com seus parceiros.

Os entrevistados foram então solicitados a classificar esses rostos em uma escala de 1 a 10, em que 1 significa “nem um pouco provável de que seja infiel” e 10 “extremamente provável”.

O resultado, publicado na revista Royal Society Open Science, foi que “tanto homens quanto mulheres foram precisos ao avaliar a probabilidade dos homens, mas não das mulheres, traírem e roubarem o parceiro de outro”.

Os cientistas queriam analisar não apenas se homens e mulheres poderiam identificar uma possível infidelidade um no outro, mas também se era possível detectar um possível “ladrão de parceiro” do mesmo sexo.

Eles citaram pesquisas mostrando que 70% das pessoas em mais de 50 culturas relataram uma tentativa de roubar o parceiro de outra pessoa e 60% disseram que tiveram sucesso.

Os resultados “não foram o esperado”, os cientistas admitiram. Os homens foram capazes de identificar possíveis ‘caçadores furtivos’ entre outros homens, mas mesmo quando outras mulheres estavam julgando, a fêmea da espécie era inescrutável.

“Homens e mulheres mostraram uma precisão acima da média para os rostos masculinos, mas não para os rostos das mulheres. Portanto, a infidelidade percebida pode, de fato, conter algum núcleo de verdade nos rostos masculinos”, escreveram os cientistas.

O que faz as mulheres suspeitarem que os homens possam estar traindo?

De acordo com a pesquisa, isso se resume principalmente à masculinidade percebida, embora os pesquisadores tenham se deparado com outro resultado inesperado, sugerindo que não são os homens mais bonitos os que mais traem.

“Surpreendentemente, embora os homens mais atraentes tenham sido classificados como mais infiéis, eles eram menos propensos a se envolver na caça de parceiros alheios”, disse o estudo.

Universa UOL, via AFP

ALERTA: Crianças estão engolindo objetos com mais frequência, diz estudo

Foto: Getty Images/iStockphoto

Um estudo publicado pela Academia Americana de Pediatria na última sexta-feira (12) revelou que crianças com até seis anos de idade têm ingerido objetos estranhos, como moedas e brinquedos, com mais frequência.

Realizado entre 1995 e 2015, o estudo avaliou os casos recebidos de ingestão de objetos por crianças nos prontos-socorros nos Estados Unidos, com a ajuda de dados do National Electronic Injury Surveillance System (Sistema Eletrônico Nacional de Vigilância de Lesões, em português). Os resultados apontam que mais de 759 mil crianças deram entrada em hospitais norte-americanos com essa justificativa, o que representa um aumento de 92% na incidência de casos assim durante os 21 anos de pesquisa. Em 89,7% das situações, os pacientes foram dispensados ao fim da consulta, sem necessidade de internação ou outro procedimento para retirada do objeto do estômago.

O documento também diz que os objetos mais ingeridos por crianças até seis anos de idade foram moedas, especialmente as equivalentes a um centavo de dólar — em 2015, elas representaram 58% das ingestões. Durante todo o estudo, 80% dos pacientes nos prontos-socorros com esta queixa tinham engolido moedas.

Brinquedos, pilhas, joias, pregos, parafusos, ímãs, produtos para cabelo e itens de decoração de Natal também aparecem no documento como os itens mais comuns de serem engolidos pelos pequenos. Meninas ingeriram mais joias e produtos capilares, enquanto meninos são mais propensos a engolir parafusos e pregos.

Danielle Orsagh-Yentis, principal autora do estudo e pesquisadora pediátrica em gastroenterologia no Nationwide Children’s Hospital em Columbus, Ohio, afirmou ao jornal “The New York Times” que as descobertas são “chocantes”, e que “demonstram uma trajetória crescente”.

Ela alerta, especialmente, para a ingestão de pilhas e baterias que são frequentemente usadas em brinquedos infantis e outros objetos facilmente encontrados em casa — as ingestões de bateria aumentaram em 150 vezes durante o período do estudo. Orsagh-Yentis aconselha que pais e responsáveis fiquem mais atentos aos hábitos dos filhos, para evitar que engulam itens potencialmente perigosos.

“Isso significa manter os objetos em locais elevados para que as crianças não consigam acessá-los com facilidade, mantê-los em locais seguros e, principalmente, mantê-los fora da vista das crianças, para que não pensem neles”, diz.

Universa- UOL

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Junin disse:

    Fálta de atenção com os pequenos e cuidados!!!!

  2. Cap_Mor disse:

    Pais que ficam no celular em vez de cuidar dos filhos. Fato.

Engordar nos primeiros anos de casamento significa felicidade, diz estudo

Segundo os pesquisadores, quando você está feliz no relacionamento não quer impressionar mais ninguém e, por isso, a aparência não importa tanto

Foto: shutterstock

Você percebeu que começou a engordar desde que você se casou? Isso significa que a felicidade está reinando em seu relacionamento! Pelo menos é o que os cientistas do Centro Nacional de Biotecnologia, dos Estados Unidos, concluiram em uma pesquisa sobre o tema.

O objetivo da pesquisa era investigar se a satisfação dos parceiros está diretamente associada à engordar ou perder peso durante o relacionamento. Para tal, os cientistas companharam alguns fatores, como altura, peso, satisfação no casamento , estresse e possibilidade de divórcio de 169 recém-casados duas vezes por ano, durante quatro anos.

A conclusão foi que sim, essas duas coisas estão relacionadas. Assim, parceiros que estão menos satisfeitos ou cogitaram pedir o divórcio têm menor tendência a ganhar peso do que aqueles que estão felizes e estáveis no relacionamento .

Por que engordar é estar feliz no relacionamento?

Segundo os estudiosos, isso acontece porque quando as pessoas se casam e estão felizes, elas não querem atrair mais ninguém. As idas para a academia, portanto, acabam sendo substituídas por mais tempo com o parceiro, seja curtindo no sofá ou em um jantar à dois .

A pesquisa ainda indica que se os dois quiserem evitar engordar nos primeiros anos juntos, o casamento será ainda mais beneficiado, já que o casal vai começar a pensar melhor sobre seus hábitos em questão de saúde e não de aparência. Esse segundo fato também foi comprovado por outra pesquisa , então talvez seja realmente hora de se exercitar com o seu amor!

IG

 

Alimentação saudável poderia cortar gastos bilionários com saúde, diz estudo

Foto: (Claudia Totir/Getty Images)

Já imaginou receber, junto da carteirinha do SUS, um cartão que dá desconto na feira? Tudo por um único motivo: fazer você comer de forma mais saudável – e, por tabela, comprar menos remédio e ir menos ao médico.

Essa foi a proposta de pesquisadores dos Estados Unidos em um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine. Com o objetivo de identificar estratégias de bom custo-benefício capazes de melhorar a saúde dos americanos, o trabalho simulou o que aconteceria se o sistema de saúde dos EUA cobrisse 30% dos custos da população com alimentos saudáveis.

Para isso, os cientistas consideraram o número atual de pessoas com idades entre 35 e 80 anos e que estão inscritas no Medicare e/ou no Medicaid, os dois principais programas federais de saúde do país.

No estudo, foram criados dois cenários: no primeiro, o benefício subsidiava 30% do gasto com frutas e verduras das pessoas. No outro, essa porcentagem também incluía cereais integrais, óleos vegetais e oleaginosas (nozes e castanhas).

Os resultados apontam que ambas as situações seriam positivas. Considerando o número atual de beneficiários, o primeiro plano (que cobria só frutas e verduras) evitaria, ao longo de toda a vida, 1,93 milhão de casos de doença cardiovascular e 350 mil mortes. Já o segundo, que incluía mais alimentos fontes de fibras e gorduras boas, seria capaz de prevenir 3,28 milhões de episódios de infarto e derrame, além de 120 mil diagnósticos de diabetes e 620 mil mortes.

No quesito econômico, ambos os modelos reduziriam a utilização dos serviços de saúde. A economia anual para o governo seria de US$ 40 bilhões no primeiro caso, e de US$ 100 bilhões no segundo. Nada mal, né?

“Encorajar pessoas a comer de forma saudável, prescrevendo alimentos para isso, poderia compensar tanto ou mais do que outras intervenções, como medicamentos para controlar a pressão alta ou o colesterol”, comentou, em nota, Yujin Lee, uma das autoras do estudo. Segundo ela, a prescrição alimentar está sendo cada vez mais considerada nos Estados Unidos, e já há estudos sendo feitos para implementar a medida.

“Esses achados reiteram o conceito de que comida é remédio: programas inovadores que encorajam a alimentação saudável podem e devem ser integrados ao sistema de saúde”, defende Lee.

Super Interessante

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Luciana disse:

    Políticas públicas para melhorar o que se põe à mesa simultaneamente às que educam sobre o consumo e desperdício de alimentos, seria um ganho que extrapolaria positivamente os efeitos em diferentes setores do país, além da economia e da saúde. Um sonho que com um pouquinho de vontade e esforço é completamente realizável.

  2. Augusto disse:

    Já está na hora de a Receita Federal acatar a dedução de gastos com academias e esportes na Declaração de Imposto de Renda. Esporte é essencial para saúde, e demanda muito dinheiro!!!

ETs poderiam povoar galáxia mais rápido do que se pensava, diz estudo

VIA LÁCTEA, EM FOTO TIRADA NO ANO DE 2009 (FOTO: NASA)

É fácil se perder olhando para o céu noturno. Principalmente porque ele é o símbolo mais explícito que temos da vastidão do universo. Para se ter uma ideia, em uma noite de céu aberto, podemos ver até 2,500 estrelas, o que corresponde a apenas um centésimo de milionésimo do total delas em nossa galáxia. Em relação a nós, quase todas estão a uma distância que corresponde a somente 1% do diâmetro da Via Láctea (pouco menos de mil-anos luz).

Diante da imensidão e de nossa pequenitude, não é a toa que o físico Enrico Fermi, em 1950, foi o primeiro a se perguntar: “onde está todo mundo?”. Ele apresentou o que ficou conhecido como o Paradoxo de Fermi, que é a contradição entre a grandeza do universo e o fato do ser humano ainda não ter encontrado vida avançada em nenhum lugar além da terra.

Já houve muita especulação para solucionar tal paradoxo. Mas um novo estudo liderado pelo astrônomo Jonathan Carroll-Nellenback, da Universidade de Rochester, e revisado pelo The Astrophysical Journal, refutou teorias anteriores de alguns estudiosos sobre o assunto. De acordo com a descoberta, seria possível povoar uma galáxia mais rapidamente do que se pensava. Isso se aconteceria através dos movimentos estelares, que serviriam como distribuidores de vida.

Além disso, segundo a pesquisa, a nossa solidão não seria tão paradoxal assim: experimentos determinaram que há uma variabilidade natural. Isso significa que as galáxias às vezes podem ser dominadas, e outras vezes, não – o que acabaria de vez com as dúvidas a respeito do Paradoxo de Fermi.

Em busca de respostas

Os pesquisadores fizeram simulações com diferentes densidades de estrelas, civilizações em estado inicial, velocidades de naves e outras variáveis. Assim, determinaram que há um meio termo entre aquelas galáxias que são silenciosas, vazias ou que estão cheias de vida.

NGC 595, NEBULOSA DA GALÁXIA DO TRIÂNGULO (FOTO: NASA, ESA, AND M. DURBIN, J. DALCANTON, AND B. F. WILLIAMS (UNIVERSITY OF WASHINGTON))

Para eles, é possível que a Via Láctea seja parcialmente – ou totalmente – povoada. Há até mesmo a possibilidade de alguns exploradores extraterrestres terem visitado a galáxia no passado; porém, eles já teriam sido dizimados e nós não teríamos registros deles. Nosso Sistema Solar também pode estar entre vários outros sistemas já visitados, mesmo que nos últimos milhões de anos não tenhamos recebido nenhuma visita comprovadamente registrada.

Foi considerada pelos estudiosos a velocidade de um hipotético povoado avançado via sondas de velocidade finita – isso para determinar se uma galáxia poderia se tornar cenário para explorações espaciais em escalas de tempo menores do que a própria idade dela. Os cientistas também incluiram o efeito de movimentos estelares sobre o comportamento a longo prazo do povoado.

Refutando Carl Sagan e William Newman

Uma das teorias mais famosas a refutar o Paradoxo de Fermi foi a de Carl Sagan e William Newman, do ano de 1981. Eles escreveram um relatório defendendo que a humanidade precisaria de paciência: ninguém teria nos visitado, pois qualquer forma de vida estaria muito longe. E levaria muito tempo para que uma espécie inteligentemente suficiente evoluísse a ponto de construir naves espaciais.

Newman e Sagan estariam errados, de acordo com o novo estudo liderado por Jonathan Carroll-Nellenback, já que, ao contrário do que a dupla de cientistas pensou, não levaria tanto tempo para que civilizações com capacidade de realizar viagens espaciais atravessassem uma galáxia. Os movimentos estelares também são capazes de distribuir vida – e em escalas bem menos demoradas do que a idade de uma galáxia. Um exemplo de viagem estelar seria o da estrela central do nosso Sistema Solar. “O Sol já atravessou a Via Láctea 50 vezes”, contou Carroll-Nellenback.

GALÁXIA ESPIRAL M100 (FOTO: NASA)

Civilizações muito avançadas têm maior probabilidade de crescer devagar, segundo Newman e Sagan. Por isso, muitas sociedades provavelmente teriam desaparecido antes mesmo de atingir as estrelas. “Essa ideia confunde a expansão das espécies como um todo com a sustentabilidade de alguns povoados individuais”, discordou Jason Wright.

Outros pesquisadores, por sua vez, teorizaram que espécies tecnologicamente evoluídas, quando se destacam, facilmente se autodestroem. Logo, alienígenas poderiam ter nos visitado no passado; ou, talvez, estariam nos evitando de propósito, desconfiados dos seres terrestres.

Em um relatório de sua pesquisa de 1975, o astrofísico da NASA Michael Hart ainda duvidou da existência de quaisquer alienígenas, o que explicaria a ausência de qualquer visita por parte deles.

Hart calculou que levaria alguns milhões de anos para que uma única espécie com capacidade de viajar pelo espaço conseguisse povoar uma galáxia. Esse tempo poderia ser estimado em, no mínimo, 650.000 anos. Logo, a ausência das espécies que não foram descobertas (o que Hart chamava de “Fato A”) significaria apenas que elas não existem.

Jason Wright e Carroll-Nellenback, dizem, por outro lado, que somente o fato de que ainda não recebemos visitantes interestelares não permite que concluamos a inexistência deles. Para eles, algumas civilizações se expandem e tornam-se interestelares; mas elas não duram para sempre. Além disso, nem todos os planetas são habitáveis e algumas estrelas não seriam a melhor escolha para um destino.

Povoações do futuro

Adam Frank, da Universidade de Rochester, que também contribuiu com o estudo de Carroll-Nellenback, fala ainda do “Efeito Aurora”, no qual os “colonizadores” chegam a habitar um planeta, mas não sobrevivem às suas condições.

Frank defende que precisamos procurar cada vez mais por sinais de alienígenas. Eles poderiam se tornar mais visíveis nas próximas décadas, à medida que telescópios descobrem cada vez mais exoplanetas e começam a espiar as atmosferas deles. “Estamos entrando em uma era na qual haverá reais dados acerca da vida em outros planetas”, defendeu Frank. “Nesse momento em que vivemos, isso não poderia ser mais relevante”.

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. realmadriddepiumgenerico disse:

    O grande problema para os cientistas é acharem que nós somos o único exemplo de vida inteligente e buscar vidas com as mesmas condições que existem na terra. Nós somos amebas em formação diante da inteligência universal. Nossa forma de vida ainda é rudimentar. Existem outras formas de produção de energia e geração de vida, ai sim, infinitamente mais inteligente. Fato que a nossa soberba, prepotência e mesquinhez não concebe nos deixar perceber.

Quem acredita em teorias da conspiração é mais desonesto, diz estudo

(Spencer Platt / Equipa/Getty Images)

Teorias da conspiração têm ganho cada vez mais espaço nos últimos anos. É difícil de entender como em pleno século 21, com a informação e o conhecimento acessíveis a partir de um clique, um número surpreendentemente grande de pessoas refutem a esfericidade da Terra, a eficácia das vacinas ou a veracidade do aquecimento global como fato científico. Um estudo recente colocou a culpa disso no YouTube. Agora, uma nova pesquisa conduzida por psicólogos britânicos investigou mais a fundo os impactos de tais crenças no comportamento das pessoas. E descobriram que os conspiracionistas são mais desonestos.

Em 2013, um estudo descobriu que os adeptos de teorias da conspiração tendem a ser mais preconceituosos, alienados e avessos a medidas de proteção ambiental. Agora, os cientistas constataram que eles também são mais malandros. “Nossa pesquisa demonstra que as pessoas que se alinham a visões conspiratórias podem ser mais inclinadas a ações antiéticas”, disse Karen Douglas, da Universidade de Kent. Em um primeiro teste, os psicólogos constataram que os conspiracionistas apresentam tendências desonestas – como pedir reembolsos indevidos em lojas, ou trocar produtos que não podem ser trocados. É o famoso jeitinho, codinome simpático para a corrupção.

Em seguida, um segundo teste indicou que os conspiracionaistas também têm maior propensão a continuar com seus desvios de conduta no futuro. Segundo os pesquisadores, essa tendência está diretamente relacionada ao conceito de anomia: quando um indivíduo não vê qualquer importância em valores compartilhados ou na coesão social. Parece que, além das óbvias implicações prejudiciais das crenças em si, há muito mais em jogo no campo comportamental quando tais ideias se espalham. Toda a sociedade sai perdendo.

Super Interessante

AÍ “ENFRAQUECE A AMIZADE”: Compensar sono no final de semana contribui para ganhar peso, diz estudo

Pesquisa dividiu 36 em três grupos: o primeiro podia dormir o quanto quisesse durante, o segundo tinha o sono limitado por 5 horas e o terceiro também, com o direito de compensar no fim de semana. Foto: Shutterstock/FTiare / Shutterstock/FTiare

Compensar no fim de semana as horas perdidas de sono durante os cinco dias úteis não faz exatamente o corpo se recuperar do cansaço. É o que diz um novo estudo liderado por pesquisadores e especialistas em fisiologia da Universidade de Colorado Boulder, nos Estados Unidos, após um experimento que envolveu 36 pessoas e diferentes níveis de sono durante nove dias.

Enquanto um grupo de 12 pessoas teve o sono restringido a não mais que cinco horas por dia durante todo o experimento, outro, com o mesmo número de participantes, pôde “compensar” as horas no fim de semana e dormir o quanto quisesse. Já um terceiro grupo, de controle, não teve nenhuma restrição para dormir.

O resultado, analisando dados do metabolismo de todos, apontou que os dois grupos que tiveram o sono limitado tiveram praticamente os mesmos níveis de ganho peso e deterioração do metabolismo.

— No fim das contas, não observamos nenhum benefício metabólico nas pessoas que puderam compensar o sono durante o fim de semana — afirmou o chefe do experimento, Chris Depner, pesquisador em Fisiologia na Universidade de Colorado Boulder, ao jornal britânico “BBC”.

De acordo com estudos anteriores, a privação de sono contribui para o risco de problemas cardíacos e a diminuição da sensibilidade à insulina, o que causa a diabetes tipo 2. Mas não estava claro, ainda, se com a compensação de sono no fim de semana, esses possíveis problemas teriam menos risco de acontecer. O estudo mostrou que não.

Publicada no periódico científico “Current Biology”, a pesquisa indicou que, embora houvesse uma leve melhora nos níveis metabólicos do grupo que pôde dormir à vontade no fim de semana, essa situação se revertia completamente quando eles voltavam ao sono restrito durante a semana.

Depner afirma que o costume de dormir pouco durante a semana e sempre compensar no fim de semana “provavelmente” fará mal.

Outro problema verificado pelo estudo foi que as pessoas que puderam compensar o sono tiveram mais dificuldade de dormir no fim de semana. A média de tempo que esse grupo gastou dormindo foi de 66 minutos a mais que o grupo que não pôde dormir o quanto quisesse no fim de semana. Além disso, esses dois grupos também tiveram um aumento de peso similar, de 1 kg.

O Globo

Insetos estão desaparecendo rapidamente do planeta, diz estudo

BORBOLETA LEPIDOPTERA – ORDEM É UMA DAS MAIS AFETADAS PELA EXTINÇÃO (FOTO: PIXABAY/MICHAELEMP/CREATIVE COMMONS)

Os insetos são os animais mais abundantes no planeta Terra, com cerca de 30 milhões de espécies existentes. Eles têm papel fundamental nas cadeias alimentares e nos ecossistemas. E uma nova pesquisa traz um dado alarmante: eles estão desaparecendo rapidamente em algumas partes do mundo.

A biomassa – peso estimado de todos os insetos na Terra – está caindo em aproximadamente 2,5% por ano. “O ritmo das atuais extinções de insetos supera a dos vertebrados”, escreveram cientistas na em uma revisão de artigos publicados nos últimos 40 anos sobre o declínio populacional de insetos. O resultado foi divulgado no periódico Biological Conservation.

De acordo com o relatório, até 40% de todas as espécies podem estar ameaçadas nas próximas décadas. E cerca de 41% registraram declínios populacionais nos últimos dez anos. A maioria dos dados foi obtida a partir de estudos realizados na Europa e na América do Norte. No entanto, muitas espécies de insetos vivem nos trópicos – onde outras ainda estão sendo descobertas, e não há registros suficientes para pesquisas.

Vida de inseto

Segundo o estudo, borboletas e mariposas da ordem Lepidoptera, são algumas das mais atingidas: 53% tiveram números populacionais em declínio. Isso é preocupante, pois as borboletas, que são muito sensíveis às mudanças na paisagem e nas fontes de alimentação, indicam como está a saúde do meio ambiente.

Cerca de 50% das espécies de Orthoptera (gafanhotos e grilos, alimentos para uma enorme variedade de animais) também estão em declínio. Além disso, 40% das espécies de abelhas são listadas como vulneráveis ​​à extinção, assim como a maioria das espécies de escaravelhos.

O que também é preocupante é que as perdas parecem impactar insetos “especialistas”, que ocupam um pequeno nicho em um ecossistema, e “generalistas”, que são mais adaptáveis e podem mudar facilmente de ambientes e fontes de alimentos. “Isso sugere que as causas do declínio de insetos não estão vinculadas a habitats particulares, mas afetam traços comuns compartilhados entre todos os insetos”, indicaram os pesquisadores.

Interação com humanos

Os pesquisadores descrevem quatro problemas globais que levam à extinção de insetos: perda de habitat como resultado do desenvolvimento humano, desmatamento e expansão da agricultura; poluição, particularmente via pesticidas, fertilizantes e resíduos industriais; parasitas e patógenos – como os vírus que atacam as abelhas – e espécies invasoras; e alterações climáticas. Em resumo, atividade humana é a culpada.

“A restauração de habitat, junto com uma redução drástica nos insumos agroquímicos e ‘redesenho’ agrícola, é provavelmente a maneira mais eficaz de deter novos declínios”, afirmaram os cientistas. Neste caso, o redesenho é tornar as propriedades agrícolas mais habitáveis para os insetos nativos.

O uso de pesticidas também precisa diminuir drasticamente. “A menos que mudemos nossas formas de produzir alimentos, os insetos irão seguir o caminho da extinção em algumas décadas.”

Galileu

 

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. Antonio Barbosa Santos disse:

    Eita, quer dizer que os petistas desaparecerão?
    Que coisa… Sentiremos saudades. SQN.

Fumar maconha na adolescência aumenta risco de depressão, diz estudo

O USO DE CANNABIS ENTRE OS MAIS JOVENS PODE CAUSAR DEPRESSÃO (FOTO: FLICKR/JAMES ST. JOHN/CREATIVE COMMONS)

Cientistas sabem pouco sobre como a cannabis influência o cérebro de adolescentes, quando o órgão ainda está em desenvolvimento. E uma nova pesquisa, que analisou 11 estudos internacionais publicados a partir da década de 1990, apontou que fumar maconha aumentou em 37% o risco de depressão na fase adulta para cerca de 23 mil jovens.

De acordo com o relatório, publicado na JAMA Psychiatry, embora o hábito de fumar não estivesse ligado à ansiedade, os adolescentes que usavam cannabis tinham probabilidade três vezes maior de tentar suicídio. Contudo, os pesquisadores afirmaram que esse cálculo é impreciso: segundo eles, o risco de depressão e pensamentos suicidas é modesto, cerca de 7%. Mas isso não significa que não vale a pena ser considerado, especialmente dada a popularidade da maconha entre os jovens.

“Nossas descobertas sobre depressão e tendências suicidas são muito relevantes para a prática clínica”, disse Andrea Cipriani, psiquiatra da Universidade de Oxford, no Reino Unido. “Embora os efeitos negativos da cannabis possam variar entre adolescentes, e não é possível prever o risco exato para cada um, o uso disseminado de cannabis pelos jovens faz com que seja um problema de saúde pública.”

Os resultados são apoiados por alguns estudos anteriores. Para os pesquisadores, isso sugere que, mesmo na idade adulta, os fumantes de maconha enfrentam risco moderado de desenvolver depressão.

Ainda assim, não há evidências claras de que o uso de cannabis cause diretamente o problema. A explicação é mais complexa: fumar maconha, por exemplo, também está associada a fatores que aumentam o risco de depressão, como dificuldades na escola e desemprego. Além disso, adolescentes ou adultos podem fumar maconha para lidar com sintomas depressivos, não necessariamente causados ​​pela erva.

De acordo com os cientistas, é um assunto difícil de pesquisar, visto que há valores morais para testar a maconha em adolescentes. Como resultado, a maioria dos estudos é feito em animais.

Galileu