Diversos

MAIS POLÊMICA – CONCURSOS: Ministério Público pretende reverter declaração de inconstitucionalidade de cotas raciais

No que depender do Ministério Público do Trabalho da Paraíba, a decisão do juiz Adriano Mesquita Dantas, que declarou inconstitucional a Lei de cotas raciais em concursos públicos, deverá ser revertida. É o que afirmou, em entrevista ao Correio, a procuradora Edlene Felizardo. Segundo ela, devido ao interesse público que permeia a matéria, o MPT adotará as providências cabíveis com o objetivo de reverter a decisão diante o TRT. “Uma vez que o caso envolve matéria constitucional, com ampla repercussão, é possível que o caso seja levado ao Supremo. Acredito, no entanto, que a Corte manterá seu entendimento no sentido da constitucionalidade das cotas raciais”.

A procuradora é a favor do sistema de cotas que reserva 20% das vagas para negros e pardos em concursos públicos. “É fato que certos grupos sempre ocuparam e ainda ocupam posições privilegiadas dentro da nossa estrutura social, ao passo que outros grupos sempre estiveram e ainda estão em situação de marginalização. É o caso da relação entre brancos e negros na sociedade brasileira. Afirmar que não existe preconceito racial no Brasil ou que o preconceito sofrido por negros decorre exclusivamente de questões relacionadas à condição social é fechar os olhos para a realidade”.

Para Felizardo, é inadmissível que ainda se discuta o lugar do negro em nossa sociedade 128 anos após a abolição do regime escravista. “Ainda que venhamos observando uma conscientização paulatina de integrantes de grupos dominantes, não há como, diante de todos os valores que fundamentam o nosso ordenamento jurídico, esperar indefinidamente que essa transformação social ocorra de um modo, digamos, espontâneo. Daí a total necessidade e constitucionalidade das cotas raciais. Ela abre portas, possibilita que o negro esteja dentro dos centros de poder”.

Sobre a grande repercussão do caso, Edlene Felizardo acredita que a questão da política de cotas raciais é muito atual e sempre desperta grande interesse da população, gerando debate em razão da complexidade do tema e dos entendimentos polarizados a seu respeito. “Essa decisão, uma das primeiras, senão a primeira acerca da constitucionalidade da Lei nº 12.990/2014, acabou indo de encontro ao que a jurisprudência, inclusive do STF, tem defendido sobre as ações afirmativas. Acredito que esse ineditismo também contribuiu para a repercussão do caso”.

Antes mesmo da sentença, o MPT já havia se pronunciado no processo contra o pedido do candidato, que desencadeou a declaração de inconstitucionalidade do sistema de cotas. Segundo Felizardo, o reclamante participou de um concurso que se destinava apenas à formação de cadastro reserva de 15 classificados, entre eles 11 de ampla concorrência, três cotistas e um deficiente. “É importante ressaltar que apenas esses 15 candidatos seriam considerados aptos à contratação quando surgidas as vagas, sendo todos os demais desclassificados. Uma vez que o reclamante ficou na 15ª posição de ampla concorrência, não chegou a ser considerado apto, nem sequer integrou o cadastro reserva”, defende.

Porém, a decisão, proferida na semana passada pela 8ª Vara do Trabalho de João Pessoa, foi a favor da defesa do candidato, que sustentou que sua nomeação havia sido postergada pelos aprovados nas cotas e questionou a constitucionalidade da legislação. Segundo Max Kolbe, advogado da ação, “é visível a inconstitucionalidade da lei, até porque ela abrange os pardos, que nada mais são do que quase a totalidade da população brasileira. Por outro lado, para que o candidato seja entendido como merecedor das vantagens das cotas, basta que ele se autodeclare preto ou pardo. Ou seja, a norma é simbólica, sem nenhuma coerência metodológica ou finalidade prática”. Saiba mais em: Juiz diz que lei de cotas para negros em concursos públicos é inconstitucional

Segundo a procuradora, apesar da decisão, o MPT defendeu as cotas se baseando na defesa de duas normas constitucionais: o princípio da legalidade, do qual decorre o princípio da vinculação às regras editalícias, e o direito à igualdade material, que sustenta ações afirmativas e confere plena constitucionalidade à Lei nº 12.990/2014.

Procurado pela reportagem, o juiz Adriano Mesquita Dantas não quis se pronunciar sobre o caso.

CorreioWeb

Opinião dos leitores

  1. Concordo com a decisão do Juiz Adriano Mesquita Dantas -TRT da Paraíba.
    A Lei 12.990 é totalmente inconstitucional, e aqui o mérito não é questão de racismo negro, mas questão de preconceito de cor em relação aos outros candidatos de cor branca, amarela, e outras cores, que também são pobres…. mas estudaram para obter aprovação em concursos. Beneficiar o acesso aos mais necessitados nas univerdades é totalmente correto, pois os mais abastados podem frequentar universidades particulares, mas passar na frente de candidatos com nota alta, os candidados negros com nota baixíssima…. apenas por serem de cor preta, é uma vergonha. Eu sou concurseira, de cor branca (origem indígena), não sou racista, presto concursos públicos sempre…. Num concurso em que inclusive nem pude estudar, por falta de material, obtive a colocação 158…… mas um candidato negro com colocação 225 passou na minha frente…. e eu aqui esperando…. esperando…. para trabalhar. Esqueceram nossos representantes políticos, que deveriam ser reparados também na questão social…. os índios…. os verdadeiros donos da Terra Brasil… aniquilados pela portuguesada que assaltou nosso País….mas os portugas nunca indenizarão nossos índios…. várias etnias que com o tempo foram desaparecendo …. e os que ficaram estão por aí abandonados em vias públicas. Portugal manteve no Brasil escravos africanos, traziam da África e aqui os depositaram e os escravizaram…. com o tempo após a escravidão aqui se mantiveram.. juntamente com os índios.. a condição social dos índios é bem pior pois perderam seu País. Mas não vejo nada a respeito da situação de cotas para índios (que seria bem mais primordial – pagar a dívida ) em segmento algum??????? Será que esta população que é muito pequena não importa em nada, em relação a que está em questão????

  2. Sou a favor de cotas para baixa renda, cotas raciais nao !!!! independente de cor se o cara estudar é capaz de tudo!!!!

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Cidades

Prazo para pagar IPTU com desconto de 16% termina hoje em Natal; saiba como

Foto: Magnus Nascimento

Contribuintes de Natal têm até esta sexta-feira (9) para garantir o desconto de 16% no pagamento antecipado do IPTU 2026, em parcela única. A Prefeitura orienta que os contribuintes priorizem os canais digitais da Sefin para emitir o boleto e efetuar o pagamento, evitando deslocamentos desnecessários. O desconto é válido apenas para quem estava regularizado com o município até 30 de dezembro de 2025.

No boleto do IPTU já estão incluídas a Taxa de Lixo e, no caso de imóveis do tipo terreno, a Contribuição de Iluminação Pública (Cosip). Segundo a Sefin, pessoas que regularizaram pendências após o prazo não têm direito ao desconto, mesmo quitando débitos agora.

Até o fim de novembro do ano passado, a Prefeitura enviou pelos Correios mais de 118 mil carnês a contribuintes adimplentes. Desse total, cerca de 32 mil já quitaram o imposto à vista. Quem não recebeu o carnê pode emitir o boleto pelo portal da Sefin ou pelo WhatsApp (84) 98786-1990.

O IPTU 2026 pode ser pago via PIX, em qualquer banco, além de cartão de crédito e pelos canais digitais do Banco do Brasil. Correntistas do BB também podem consultar e pagar o imposto diretamente pelo aplicativo, internet banking ou terminais de autoatendimento, sem necessidade de boleto.

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Geral

Trump diz que cancelou segundo ataque contra a Venezuela após cooperação

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (9) que cancelou uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, anteriormente prevista, após a cooperação do país sul-americano.

“Os EUA e a Venezuela estão trabalhando bem juntos, especialmente no que diz respeito à reconstrução, em uma forma muito maior, melhor e mais moderna, de sua infraestrutura de petróleo e gás”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social. “Devido a essa cooperação, cancelei a segunda onda de ataques anteriormente prevista, que parece não ser necessária”, continuou o presidente.

Porém, ele afirmou que os navios anteriormente enviados para a região continuarão perto do país por “questões de segurança”.

“Pelo menos 100 bilhões de dólares serão investidos pelas grandes empresas petrolíferas, com as quais me reunirei hoje na Casa Branca”, completou Trump

CNN

 

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Mundo

Novo comando na Venezuela acena aos EUA e abre negociações sobre petróleo e direitos humanos

Foto: Jesus Vargas/Getty Images

Poucos dias após a queda de Nicolás Maduro, o novo governo da Venezuela, liderado por Delcy Rodríguez, começou a emitir sinais de aproximação com os Estados Unidos. As primeiras movimentações envolvem negociações sobre o petróleo venezuelano, mudanças na relação comercial entre os países e gestos no campo dos direitos humanos.

O primeiro anúncio feito pelo presidente norte-americano Donald Trump após a captura de Maduro teve como foco o petróleo — principal interesse estratégico dos EUA no país sul-americano, que detém as maiores reservas do mundo. Na última terça-feira (6), Trump afirmou que o governo interino venezuelano concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos. Segundo ele, os recursos obtidos com a venda seriam administrados diretamente por Washington, com a promessa de uso em benefício “do povo venezuelano e dos Estados Unidos”.

Apesar da declaração, autoridades em Caracas não se manifestaram de imediato. A resposta oficial veio no dia seguinte, por meio da estatal PDVSA, que confirmou estar em negociações com os EUA para a venda de petróleo, classificando o diálogo como “estritamente comercial”. A empresa citou como precedente a continuidade das operações da petroleira americana Chevron no país, mesmo sob sanções internacionais.

Além da pauta energética, Trump anunciou, de forma unilateral, um novo marco comercial. Segundo o presidente dos EUA, o governo liderado por Delcy Rodríguez teria concordado em adquirir exclusivamente produtos norte-americanos com recursos provenientes do petróleo, incluindo alimentos, medicamentos, equipamentos médicos e itens para recuperação da rede elétrica. Paralelamente, houve um gesto na área de direitos humanos: o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de presos políticos, embora persistam denúncias de censura, novas prisões e perseguição a jornalistas no país.

Com informações do Metrópoles

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Geral

Defesa diz que Vorcaro não contratou influenciadores e afirma que banqueiro é vítima de campanha difamatória

Foto: Arte Metrópoles

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro negou, nesta quinta-feira (8), que ele tenha contratado influenciadores digitais para difamar o Banco Central (BC) ou autoridades públicas. Em petição protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados afirmam que Vorcaro é, na verdade, alvo de uma campanha difamatória organizada e pedem que a Corte investigue a origem das publicações que o envolvem.

A informação é da coluna Dinheiro & Negócios, do Metrópoles. O pedido foi endereçado ao ministro Dias Toffoli e assinado pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo. No documento, a defesa sustenta que o banqueiro sofre um “massivo ataque reputacional”, com disseminação constante de fake news de forma “orquestrada e coordenada”. Segundo os advogados, Vorcaro não difamou nem contratou terceiros para atacar qualquer instituição.

A manifestação ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal informou analisar a abertura de um inquérito para investigar a suposta contratação de influenciadores digitais com o objetivo de defender o Banco Master e atacar o BC após a liquidação da instituição financeira. O caso ganhou repercussão depois que um influenciador relatou ter sido procurado para participar da suposta campanha.

Na petição, a defesa afirma que Vorcaro tem sido alvo recorrente de matérias que extrapolariam o direito à informação, citando “perseguição sistemática” e até “cyberstalking” por parte de sites e blogs. Os advogados anexaram links que, segundo eles, comprovariam os ataques ao banqueiro. Também destacam que Vorcaro nega qualquer envolvimento com uma suposta milícia digital e que vem cumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Com informações do Metrópoles

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Mundo

VÍDEO: Irã vive “dias sangrentos” em meio a protestos, mortes e apagão da internet

 

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Vídeo: Reprodução/Instagram

Ao menos 45 pessoas morreram no Irã nos últimos 12 dias durante uma onda de protestos contra a crise econômica que atinge o país. Entre as vítimas estão oito crianças. As manifestações começaram em Teerã e rapidamente se espalharam por 25 das 31 províncias iranianas, sendo reprimidas com violência pelas forças de segurança.

Em meio aos atos, manifestantes derrubaram uma estátua de Qassem Soleimani, ex-comandante da Guarda Revolucionária iraniana morto em um ataque dos Estados Unidos em 2020, no Iraque. Em outro ponto, um grupo foi flagrado rasgando a bandeira do Irã, gesto considerado altamente simbólico e provocador pelo regime.

Durante os confrontos, além das oito crianças mortas, um policial também perdeu a vida ao tentar conter a multidão. O governo iraniano impôs restrições severas à internet em várias regiões, dificultando a circulação de informações e imagens sobre a repressão.

Nesta quinta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã será “duramente atingido” caso as autoridades continuem matando manifestantes, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas. O vice-presidente JD Vance também declarou apoio aos protestos, dizendo que os iranianos estão nas ruas lutando por direitos. Irã e Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas há décadas.

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Geral

Administrador ligado ao grupo de Leo Dias fechou contratos com influenciadores e multa de R$ 800 mil citava iniciais de Vorcaro

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Um dos envolvidos no pagamento a influenciadores para publicar conteúdos com ataques ao Banco Central é administrador de empresas vinculadas ao jornalista Leo Dias. Desde dezembro do ano passado, perfis de fofoca e política passaram a receber propostas para levantar suspeitas sobre a decisão do BC de liquidar o Banco Master, de Daniel Vorcaro. As informações foram reveladas pelo Estadão.

Mensagens obtidas pelo jornal mostram que André Silva Salvador abordava influenciadores afirmando atuar em uma “gestão de crise” de um executivo do mercado financeiro e oferecendo “serviços de divulgação”. Nas conversas, ele dizia ter parceria com Thiago Miranda, descrito como “sócio do grupo Leo Dias”. Na prática, Miranda é dono da agência Mithi e administrador de empresas do jornalista, como a Leo Dias Comunicação e Jornalismo Ltda, segundo registros da Junta Comercial de São Paulo.

Apesar da menção a Miranda, os contratos foram firmados por meio da empresa de Salvador, a UNLTD. Conforme revelou o Estadão, os acordos incluíam cláusula de confidencialidade do chamado “projeto DV” — iniciais que remetem a Daniel Vorcaro — e previam multa de R$ 800 mil em caso de quebra do sigilo. De acordo com a jornalista Malu Gaspar, em O Globo, os valores pagos a influenciadores poderiam chegar a até R$ 2 milhões, conforme o alcance dos perfis contratados.

A UNLTD tem sede em Águas Claras (DF), capital social de apenas R$ 5 mil e é classificada como empresa de pequeno porte. Mesmo assim, foi por meio dela que se viabilizaram os pagamentos das publicações críticas ao BC. A estratégia ganhou força após despacho do ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, questionando a liquidação do Banco Master — decisão depois recuada. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acionou a PGR pedindo investigação por abuso de autoridade, enquanto os influenciadores usaram o episódio para colocar em dúvida a atuação do Banco Central.

Com informações do Estadão

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Geral

VÍDEO: “Maduro foi escolhido pela população”, diz presidente do PT-SP em evento sobre 8 de janeiro

 

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Vídeo: Reprodução/Jovem Pan News

Durante um evento da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Paulo em memória aos três anos da invasão aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, o deputado federal e presidente do PT-SP, Kiko Celeguim, comentou sobre a recente captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no último sábado (3), em uma ação militar ordenada pelo presidente Donald Trump.

Em sua fala, Celeguim criticou a narrativa de que a operação americana teria sido motivada pelo combate ao narcotráfico, classificando essa explicação como “ingenuidade tamanha”. Ele afirmou ainda que a sigla tomará medidas legais contra deputados que associaram o PT ao narcotráfico neste contexto, reforçando que tais acusações não condizem com a postura do partido.

O parlamentar também defendeu que Maduro foi “escolhido pela população venezuelana” como seu líder, argumento usado por aliados para contestar a legitimidade da ação militar dos EUA e criticar a interferência estrangeira em assuntos internos de outra nação. Celeguim reforçou a posição de que nenhum país tem o direito de intervir militarmente em outra soberana, em referência direta à operação que resultou na captura de Maduro.

As declarações foram feitas no teatro da USP São Francisco, em São Paulo, em um ato que reuniu militantes e lideranças de esquerda para marcar a data de 8 de janeiro — símbolo de luta pela democracia após os ataques às sedes do governo federal em 2023.

Com informações da Jovem Pan News

Opinião dos leitores

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Geral

CV executa comerciante após recusa em pagar “taxa do crime” e polícia prende cinco em operação

Foto: Reprodução

O comerciante conhecido como “Cascudo do Gás”, identificado como Carlos Henrique Paula de Souza, foi executado por traficantes do Comando Vermelho (CV) após se recusar a pagar uma taxa imposta pela facção criminosa em Tanguá, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Ex-candidato a vereador no município, ele foi morto a tiros no dia 27 de dezembro de 2025, em frente ao próprio estabelecimento, no centro da cidade.

A informação é da coluna Na Mira, do Metrópoles. Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima, sacaram armas de fogo e efetuaram os disparos. Carlos Henrique morreu no local. As investigações indicam que traficantes vinham exigindo pagamentos ilegais de comerciantes da região para permitir o funcionamento dos negócios, e a execução teria sido motivada pela recusa do comerciante em atender às exigências.

Além da cobrança de propina, o grupo criminoso também controlava a venda de produtos como água, carvão e cigarros, restringindo o comércio local para ampliar os lucros do tráfico. O esquema fazia parte de uma estratégia de domínio territorial e intimidação de comerciantes.

Nesta quinta-feira (8), a PCRJ deflagrou uma operação contra os envolvidos, resultando na prisão em flagrante de cinco suspeitos e na apreensão de grande quantidade de drogas, rádios transmissores, balança de precisão, celulares e dinheiro em espécie. A ação também visa cumprir mandados de prisão contra integrantes do CV investigados por associação criminosa, extorsão, homicídio e tortura.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Política

Oposição se articula para derrubar veto de Fátima a lei que garantia repasses aos municípios

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

O veto integral da governadora Fátima Bezerra (PT) ao Projeto de Lei nº 632/2025, que estabelecia regras e prazos para o repasse do ICMS, IPVA e Fundeb aos municípios, provocou reação imediata da oposição na Assembleia Legislativa. Deputados como Gustavo Carvalho e Tomba Farias, ambos do PL, classificaram a decisão como um desrespeito aos municípios e ao Legislativo e afirmaram que já há articulação para derrubar o veto em plenário.

A proposta havia sido aprovada por unanimidade em dezembro e tinha como objetivo garantir previsibilidade e regularidade nos repasses constitucionais. Para os parlamentares oposicionistas, o veto contraria inclusive a posição da própria base governista, que votou favoravelmente ao projeto. A Federação dos Municípios do RN (Femurn) e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União), também criticaram a medida, alegando que atrasos nos repasses afetam diretamente serviços como educação, saúde e pagamento de servidores.

O governo do Estado justificou o veto com base em parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que apontou risco fiscal, insegurança jurídica e interferência indevida na gestão financeira estadual. Segundo a PGE, o projeto engessaria a administração da Conta Única do Estado e extrapolaria a competência estadual ao inovar sobre regras já previstas em legislação federal, especialmente no caso do Fundeb.

Apesar da justificativa do Executivo, a oposição e representantes municipais demonstram confiança na derrubada do veto. A avaliação é de que dificilmente os deputados manterão uma decisão vista como prejudicial às prefeituras, sobretudo após a aprovação unânime do projeto e a pressão direta dos gestores municipais.

Com informações da Tribuna do Norte

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Segurança

VÍDEO: Esquadrão Águia prende cinco suspeitos e apreende drogas na Vila de Ponta Negra

 

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Vídeo: Via Certa Natal

Uma ação do Esquadrão Águia resultou na prisão de cinco indivíduos e na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes na Vila de Ponta Negra, zona Sul de Natal. A ocorrência foi registrada durante patrulhamento da equipe na região, após denúncias de tráfico de drogas no local.

De acordo com a Polícia Militar, ao entrar na rua indicada, os agentes se depararam com cinco suspeitos, sendo que um deles carregava uma mochila. Ao perceber a aproximação da viatura, o homem abandonou o material e tentou fugir, mas acabou alcançado e abordado pelos policiais.

Na mochila, os militares encontraram drogas em quantidade significativa, além de dinheiro fracionado, característico da comercialização de entorpecentes. Diante da situação, todos os envolvidos foram detidos no local.

Os cinco suspeitos foram conduzidos à delegacia de plantão, onde ficaram à disposição da Justiça para a realização dos procedimentos legais. A PM reforçou que o Esquadrão Águia segue atuando de forma ostensiva para coibir crimes e reforçar a segurança na capital potiguar.

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