Política

Mandetta cita Lula em “pesadelo”, admite que pode concorrer em 2022, e diz que “quando chegou a pandemia, entre a vida e morte, Bolsonaro optou pela morte”

Foto: Adriano Machado/Reuters

O celular do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta se tornou um dos mais requisitados na República. Diariamente, o aparelho toca com dezenas de chamadas de emissoras de rádio e de televisão, nacionais e estrangeiras, em busca de comentários sobre os assombrosos números da pandemia no Brasil. Atrás do político do DEM também estão diversas lideranças que pretendem apresentar uma candidatura que rivalize com o bolsonarismo e o lulopetismo em 2022. Atualmente, Mandetta é um dos articuladores da chamada “terceira via” e, sem muitos rodeios, admite que poderá ser candidato à Presidência se houver convergência em torno de seu nome. Na entrevista a seguir, ele fala sobre os desafios para a construção de uma candidatura alternativa e competitiva, comenta a troca recente no comando do Ministério da Saúde (veja a reportagem na pág. 28) e não poupa o presidente como o responsável pela atual catástrofe sanitária.

No último dia 12, fez um ano da primeira morte por Covid-19 no Brasil. Hoje, o país já se aproxima de 300 000 óbitos. A tragédia poderia ter sido evitada? Tínhamos de ter lutado para que isso não ocorresse. Os militares sabem que devem estudar a força do inimigo quando entram numa guerra e que vitórias e derrotas são quantificadas a partir de quantos homens você perde. Eu estudei o vírus e fiz projeções para a realidade do nosso país, mas o presidente preferiu ouvir os palpiteiros. Com a transferência de doentes de Manaus, implantou-se agora uma nova cepa em todos os entes federados do país. Se o Brasil continuar errando, vai parir uma terceira e uma quarta cepas. Uma delas pode vir resistente às vacinas, e aí os números serão incalculáveis. Estamos jogando uma loteria biológica perversa. Para a frente, temos um ponto de interrogação. Para trás, o cheiro é de terra de cemitério.

Segundo algumas correntes, Bolsonaro deve ser processado por crimes contra a saúde pública. Concorda com isso? Em tese, a competência para investigar deveria ser do PGR, mas ele começou pelo Eduardo Pazuello, que era um ventríloquo do Bolsonaro. Falando em termos políticos, eu assisti a um impeachment na minha vida, que foi o de Dilma Rousseff. Hoje, os indícios de crimes contra a saúde pública são elementos muito mais consistentes do que uma irresponsabilidade fiscal, mas esse é um processo político.

O que deveria ser feito para conter os danos até 2022? Não sei se vai chegar ao ponto disso, mas uma possibilidade era fazer uma intervenção no Ministério da Saúde para cumprir uma agenda independente do governo. Os empresários têm de entender que o prejuízo econômico é responsabilidade de quem orientou o presidente a não fazer o enfrentamento da doença. É responsabilidade do presidente e do ministro da Economia. Países que já estão vacinando suas populações vão reabrir a economia com seis meses de dianteira em relação a nós. Se vier uma variante brasileira resistente a vacinas e que ponha em risco o esforço feito lá fora, o governo terá muitas dificuldades em nível mundial.

É possível recuperar o tempo perdido? Temos poucas vacinas e as cidades estão vacinando lentamente. Há um intervalo de trinta dias entre as duas doses da CoronaVac. Talvez esse novo ministro, o Marcelo Queiroga, ou algum governador poderão provocar a ciência questionando se não deveríamos vacinar todo mundo com até 60 anos de idade com uma dose só. Essas pessoas representam até 82% dos que estão entupindo os hospitais. Isso precisa ser pensado e decidido rápido, pois é uma discussão nacional. No mais, o presidente precisa parar de politizar tudo. A responsabilidade agora é de quem sentou na cadeira de ministro. Ele terá de decidir se vai ser um ministro da Saúde ou um ajudante de ordens do presidente.

O senhor se arrepende de ter feito parte do governo Jair Bolsonaro? Fui para o ministério porque me foi prometido um trabalho 100% técnico e porque poucas pessoas naquele entorno tinham conhecimento sobre o SUS. Mas, quando chegou a pandemia, entre a vida e a morte, Bolsonaro optou pela morte.

O que achou da reviravolta jurídica que permitiu a Lula retornar ao cenário político antagonizando com Bolsonaro? O PT tem chances reais de voltar ao poder? Não trabalho com pesadelos. Lula não pediu desculpas, não fez nada. Vamos ter de indenizá-lo também? Quer dizer que não existiu um cartel de empreiteiras? Em 2018, o que estava em discussão era perdoar o PT, a cleptocracia e o circo de horrores que foi feito. Era basicamente um voto de caráter. Eu estava tão desiludido com a classe política que nem tentei a reeleição para a Câmara. Eu não quero pensar agora que vai ter Fernando Haddad ou Lula. Vou lutar para que isso não aconteça de novo.

Fala-se muito na chamada terceira via, uma candidatura de centro capaz de oferecer algo diferente. O senhor aceitaria representar esse movimento e disputar a Presidência em 2022? Sou brasileiro, tenho mais de 35 anos, estou em dia com minhas obrigações eleitorais e estou filiado a um partido político. Essas são hoje as condições colocadas na Constituição e na lei e que me permitem ser candidato à Presidência. O próximo passo é ter um sonho e uma ideia do que se pode fazer pelo país, o que eu também tenho. Além disso, é preciso saber que um sonho não se faz sozinho e ver ao lado de quem ele será realizado. Quando fiz campanha pelas Diretas Já, vi um palanque na Candelária onde estavam todas as forças políticas, menos os militares, que não sonhavam com eleições diretas. Sonhei com a democracia e recebi um colégio eleitoral. Depois, sonhei com Tancredo Neves e recebi o Sarney. Não é demais pensar que aquele país que sonhava junto, que se manifestava com um objetivo claro e que unia a todos, possa fazer isso novamente. Então vamos para esse sonho se me chamarem ou se acharem que meu nome é o certo. Mas não colocarei meu nome na frente de nada, porque esse sonho não é meu, e sim de toda a minha geração.

Em que se baseia esse projeto centrista que o senhor tenta construir? Está na hora de propor um pacto suprapartidário e ter pontos de convergência não porque as pessoas vão assinar um papel, mas porque elas acreditam nele. O primeiro item deve ser a valorização total da democracia, porque o tensionamento entre os extremos é tão grande que pode levar à perda do estado democrático de Direito. Depois, é a responsabilidade fiscal do Estado. Isso precisa ser a baliza das promessas de quem for fazer esse enfrentamento. São vinte anos de populismo. Lula e Bolsonaro defendem o gasto público com o mesmo fim. Temos de ser transparentes para falar que a crise, que já era histórica, será ainda mais dura para a nossa geração superar. Por fim, é preciso ter um compromisso com a agenda ambiental e não deixar passar a percepção de que a Lava-Jato não existiu.

O senhor entende que as políticas econômicas de Bolsonaro e Lula são iguais? Eles são siameses, mas com o sinal trocado. Eles fizeram picadinho da liga social brasileira. Hoje é negro contra branco, gay contra hétero, fazendeiro contra índio. É como se as agendas não fossem para o Brasil. Quando chegam à economia, eles propõem a mesma coisa. Cada um capitaliza para si, pensando nas próximas eleições, e não pensam nas próximas gerações. Está na hora de fazer uma ruptura com políticas de curto prazo populistas, porque foi isso que vimos nesses anos com a cooptação absoluta da democracia e do Congresso, que funciona com a lógica do “em troca do quê?”. Quero ver em prática o capitalismo com responsabilidade social do Estado.

Qual é o prazo-limite para alguém ser escolhido o líder desse projeto? Os prazos são dados pelo calendário eleitoral, mas essa decisão esdrúxula que recolocou o Lula na disputa deixou o quadro mais claro e acelerou o timing. Todos sabem agora que o PT não é aquele do Haddad, que põe cílio postiço e diz que é bom moço. O próximo passo é representar a voz de uma parcela enorme da sociedade que não vai nem com o Lula nem com o Bolsonaro. Há uma demanda e uma pressão da sociedade para que esse campo já esteja melhor identificado e tem uma força condutora que está levando para uma unidade. Só que ninguém pode se sentar à mesa dizendo que já é candidato. Todos têm de entrar desarmados.

Seu partido, o DEM, que tem até ministros no governo, encamparia uma candidatura contra Bolsonaro? O DEM é um reflexo da sociedade. A sociedade está fatiada, todos os partidos estão assim. Vai chegar uma hora em que todos os partidos terão pessoas que vão sair por se identificarem mais com o Lula ou com o Bolsonaro. É para isso que existe a janela partidária.

“Se o Brasil continuar errando, vai parir novas cepas. Estamos jogando uma loteria biológica perversa. Para a frente, temos um ponto de interrogação. Para trás, o cheiro é de terra de cemitério”

Há nomes na esquerda com quem é possível somar forças? Há pontos que são comuns com os governadores do Nordeste e com o Guilherme Boulos, do PSOL, por exemplo. Todos são defensores da democracia e estão antenados com o meio ambiente. Agora, quando chegam à responsabilidade fiscal, no papel que o Estado deve ter, começam a surgir diferenças muito assimétricas na visão dos dados e da sociedade. Eu sou um debatedor franco e que defende suas posições, sou respeitoso, mas existe uma distância importante entre isso e a unificação de pessoas com pensamentos diametralmente opostos sobre questões tão importantes.

Isso inviabiliza uma aliança com Ciro Gomes? Não sei. Observo o Ciro há muitos anos na vida pública. É um homem que defende suas opiniões com veemência, mas não sei se ele tem esse desprendimento para enxergar o todo que está no entorno. Não sei se ele tem o primeiro pré-requisito, que é se despir das suas certezas e vaidades pessoais. Estamos na expectativa para que ele sinalize algo nesse sentido.

O senhor convidou Luciano Huck para entrar no DEM. Por quê? Estamos numa sociedade plural. Outro dia veio o nome da Luiza Trajano, que não está filiada a um partido, mas que dá um show de colaboração como cidadã. Os partidos têm de abrir as portas. Apresentadores de televisão e jornalistas são parte da sociedade e têm uma visão muito privilegiada por estarem em veículos de comunicação. O momento de decidir participar da vida do Brasil é quando uma voz de foro íntimo chama. Se ele tiver esse chamado e vier para o DEM, ótimo. Mas, se for para outro partido dessa nossa força, farei campanha do mesmo jeito.

Veja

Opinião dos leitores

  1. Se Bolsonaro tivesse optado pela vida, como diz o ex-ministro, nenhum, nenhunzinho brasileiro teria morrido nessa pandemia…

  2. ESSE MADETTA É MAIS UM MEMBRO DA QUADRILHA DO LULADRÃO. FAZEM PARTE DA MESMA FACÇÃO CRIMINOSA QUE QUASE DESTRUIU O NOSSO BRASIL.
    BOLSONARO 2022.

    1. EU PENSAVA QUE MANDETTA ERA DA QUADRILHA DE NARO. EU ATÉ ACHO QUE ELE FOI NOMEADO POR NARO PARA O CARGO DE MINISTRO DA SAÚDE.

  3. Luladrão não sai da cabeça do povo brasileiro mesmo estando fora do poder há muitos anos.Todos só se preocupam com Luladrão e esquecem de resolver os problemas atuais. Até Mandetta está sonhando com Luladrão??? Parece que é paixão pelo Luladrão.

  4. Mandetta ? 😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂😂

  5. Esse é da patota de nhonho Botafogo.
    Precisa dizer mais o quê??
    Pilantrão do maior que tem.
    É o mentor do fique em casa.
    Mas já foi pego várias vezes em contradição.
    É um doria piorado.

  6. O cara foi contra os remédios que podia salvar a sua vida, e o cara ainda é idolatrado por alguns. Não é gosto por mandetta, é ódio de Bolsonaro.

    1. Kkkkkkkkkk. Me explica como Natal, que adota a ivermectina como política de saúde pública, possui média de morte acima da nacional. Me explica como isso é possível se o medicamento possui 80% de eficácia, como alardeam pelo ZAP. Você acredita em papai Noel também?

  7. Num debate ,vai brilhar So falar a verdade dizer que foi contra a cloroquina,i ermectina e supusitorio de ozknio.
    forte candidato.
    Auem apostaria na França campeã???

  8. Quem apoia esse Mandetta? Já diz muito.
    Ele sempre foi contra o uso da ivermectina e demais remédios que ajudam no combate ao covid.
    Hoje existe diversos estudos provando que a medicação é eficaz. Vários países passaram a usar a medicação e o número de mortes diminuiu neles. Como é o caso da Espanha e México que ninguém fala mais. Até nos EUA estão adotando a medicação a pedido da classe médica.
    O Japão usa a medicação.
    Na Índia e África, países com a maioria da população pobre, o uso da ivermectina é constante e por lá os números de mortes são baixos, coincidência?
    Quantas vidas poderiam ter sido salvas se Mandette tivesse sido adotada?

  9. Esse genocida do fique em casa e só procure hospital quando tiver morrendo deveria estar preso, inclusive deve explicações sobre os 5 bilhões que Paulo Guedes denunciou que foi entregue a ele para comprar vacinas. Ele já é reincidente, responde processo por improbidade administrativa.

  10. Esse Mandeta é pior que o Lula e o Ciro, ele da uma unhada e esconde a unha, político mala véia, ele é o que mandava ficar em casa e só procurar um médico quando estivesse com falta de ar. É um hipócrita.

    1. Tu so abre a boca pra falar besteiras, tu num le nao o q escreve, por isso que as mulheres num aguenta m conversa com tu.

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Saúde

ALERTA: Jovens de 20 a 39 anos estão mais expostos a ter câncer do que idosos, diz estudo

Foto: Getty

Estudos alemães apontam que jovens de 20 a 39 anos estão apresentando maior incidência de câncer. Conforme relatório do Centro Alemão de Pesquisa do Câncer e de institutos dos EUA, há um aumento de casos de tumores colorretais, de medula e do endométrio, principalmente na Alemanha.

No entanto, o câncer é, geralmente, uma doença da terceira idade, afetando comumente adultos com idade média de 69 anos. Isso acontece porque, conforme o corpo envelhece, as células cancerígenas surgem por meio de uma falha do DNA que o organismo não consegue reparar, segundo a entidade Ajuda Alemã contra o Câncer.

Um estudo realizado na Universidade de Washington trouxe pistas de que esse aumento de tumores entre os jovens é causado por uma possível divergência entre a idade cronológica e a biológica, na qual diferentes órgãos podem envelhecer em ritmos distintos.

Os especialistas sugerem que os achados do estudo relacionam indícios de que o envelhecimento biológico acelerado pode aumentar a incidência de câncer. Mas a medição dessa idade biológica não é uma questão simples: para que ela ocorra, são necessários exames epigenéticos (estilo de vida, dieta e ambiente), análise do comprimento dos telômeros (sequências repetitivas de DNA), exames de sangue, testes funcionais e cognitivos.

Para obter esses resultados, os pesquisadores analisaram dados biomédicos de mais de 150 mil integrantes do UK Biobank, no Reino Unido, e de 10 mil pessoas nos EUA.

Assim, eles identificaram que, entre as pessoas que nasceram nas décadas de 1965 e 1974, houve uma maior diferença entre as idades cronológica e biológica em comparação aos que nasceram entre 1950 e 1954.

Outro apontamento feito pelo estudo é que jovens nascidos entre as décadas de 1990 e 1999 apresentaram maior risco de desenvolver câncer do que adultos que nasceram entre os anos de 1965 e 1969.

Em relação o envelhecimento biológico precoce, os médicos sugerem que cerca de 50% estão relacionados ao fator genético, enquanto os outros 50%, ao estilo de vida. A hipótese de a geração mais jovem estar envelhecendo mais aceleradamente e ficar mais exposta a doenças da terceira idade pode estar atribuída ao aumento da obesidade, do sedentarismo e do impacto negativo das telas na qualidade do sono.

Para os especialistas, estudos iguais a este são fundamentais para indicar em quais direções os pesquisadores devem seguir para possíveis intervenções contra o câncer.

Metrópoles

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Brasil

Segurança de Flávio é reforçada após série de ameaças de morte apontada pela Polícia do Senado

Foto: Reprodução

O esquema de segurança do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi reforçado após um levantamento da equipe de inteligência da Polícia do Senado identificar um aumento nas ameaças direcionadas ao parlamentar desde o início de junho.

De acordo com os dados, foram catalogados mais de 2 mil conteúdos considerados de risco, incluindo ameaças explícitas, incitações à violência, referências codificadas e publicações relacionadas a possíveis ataques contra o senador.

Segundo o relatório, mostrado pela equipe da pré-campanha de Flávio, o monitoramento registrou 868 ameaças explícitas, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.

Diante do cenário apontado pela inteligência da Polícia do Senado, a equipe responsável pela proteção do parlamentar adotou novas medidas de segurança. Entre elas estão a ampliação do efetivo de agentes, que passou a contar com o triplo de policiais destacados para a missão, e a utilização permanente de colete balístico por Flávio Bolsonaro durante compromissos públicos.

Em nota, o senador afirmou que as ameaças não irão alterar sua agenda política.

“Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo. Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de seguir firme na missão de resgatar o Brasil”, declarou.

A proteção do parlamentar é realizada exclusivamente pela Polícia do Senado Federal, responsável pela segurança de Flávio Bolsonaro há oito anos. Segundo informações da equipe, o mesmo modelo de proteção será mantido ao longo de 2026.

 

Diário do Poder

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Brasil

Comissão de Ética estabelece novas regras para uso de aviões da FAB por ministros em ano eleitoral

Foto: Ten Enilton/FAB

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República atualizou as regras para o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros e outras autoridades durante o período eleitoral. A medida busca aumentar o controle sobre viagens oficiais e evitar que compromissos públicos sejam utilizados para participação em atos político-partidários.

A resolução atualizada reforça a exigência de justificativa detalhada para cada deslocamento, incluindo informações como motivo da viagem, data, horário, local, participantes e interesses representados.

Com a mudança, as autoridades também deverão informar as condições logísticas e financeiras quando houver participação em eventos de caráter político.

Segundo a CEP, o critério adotado é baseado na função pública exercida pela autoridade, independentemente do tema do evento. Ou seja, registros e justificativas devem ser apresentados sempre que a atividade ocorrer no exercício do cargo.

A Comissão de Ética também alterou a redação sobre a participação de autoridades na administração de campanhas eleitorais.

Antes, a norma proibia que agentes públicos exercessem, formal ou informalmente, a função de administrador de campanha, mas não definia claramente o conceito. A nova regra passa a seguir a definição prevista na Lei das Eleições, que considera administrador de campanha a pessoa indicada pelo candidato para cuidar dos recursos financeiros.

De acordo com a CEP, a alteração busca dar mais clareza ao cumprimento da norma, sem mudar o objetivo original da restrição.

Com a proximidade do período eleitoral, o Palácio do Planalto registrou uma nova saída de integrante da equipe presidencial. Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, deixou o cargo de chefe do gabinete pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para atuar na campanha de reeleição.

Segundo informações da CNN Brasil, Marcola deverá trabalhar ao lado de Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete da Presidência durante os primeiros mandatos de Lula.

A atuação dos dois será dividida: Carvalho deve acompanhar a agenda do presidente nos estados, enquanto Marcola ficará responsável pela coordenação estratégica em Brasília.

CNN

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Futebol

Com Messi, Mbappé e Vozinha, Fifa revela qual seria a seleção “ideal” da Copa

Foto: Dan Mullan, Michael Steele e Buda Mendes / Getty Images via AFP

Com Messi, Mbappé e Vozinha, a Fifa anunciou nesta quarta-feira a seleção ideal da Copa do Mundo de 2026. A escalação foi escolhido por meio de uma votação popular no site da entidade.

A Espanha, campeã do torneio, ficou com três representantes no time: os laterais Cucurella e Pedro Porro e o volante Rodri, eleito pela Fifa o melhor jogador da Copa. Unai Simón, escolhido oficialmente como o melhor goleiro da competição, deu lugar a Vozinha na seleção ideal. Já o zagueiro Cubarsí, o melhor jovem do Mundial, também ficou fora — Lisandro Martínez e Upamecano formam a dupla de zaga.

Os artilheiros Mbappé (dez gols) e Messi (oito), comandam o ataque ao lado de Erling Haaland, da Noruega, que balançou as redes sete vezes na Copa — inclusive duas contra o Brasil. A principal ausência entre os atacantes foi a do inglês Harry Kane, com seis gols, que acabou perdendo a disputa com o norueguês.

Já no meio-campo, Olise — principal garçom do torneio, com sete assistências — e Bellingham completam o time ao lado de Rodri.

Assim, a Espanha fica empatada com a França (Olise, Upamecano e Mbappé) na seleção, com três representantes cada. A vice Argentina é a segunda com mais jogadores, com dois (Messi e Lisandro Martínez).

O Brasil ficou sem nenhum nome na escalação ideal, enquanto Vozinha é o único atleta de uma equipe africana. O goleiro, inclusive, foi o jogador com maior porcentagem de votos de toda a seleção (39,6%).

Com informações do Extra

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Brasil

Porte de arma pode ser ampliado para advogados, corretores, vigilantes e até veterinários

Foto: Freepik

Novas categorias profissionais podem entrar na lista de trabalhadores autorizados a solicitar porte de arma de fogo no Brasil. As mudanças ainda não estão valendo, mas propostas avançaram no Congresso Nacional após aprovação em comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Entre as profissões que podem obter o direito do porte de arma estão advogados, corretores de imóveis, vigilantes, agentes de trânsito, fiscais ambientais e médicos veterinários (veja a lista completa abaixo).

Os projetos defendem que essas atividades podem expor trabalhadores a situações de risco, ameaças e deslocamentos em locais vulneráveis.

Apesar do avanço nas comissões, nenhum profissional dessas categorias ganhou direito automático de andar armado. As propostas ainda precisam passar por outras etapas de análise antes de uma possível aprovação definitiva.

Quais profissões podem ganhar porte de arma no Brasil?

Os projetos em discussão no Congresso Nacional citam 13 categorias profissionais que podem entrar na lista de trabalhadores autorizados a solicitar porte de arma de fogo no Brasil. As propostas defendem que essas atividades apresentam situações de risco, ameaças ou exposição durante o trabalho.

Caso os projetos sejam aprovados, cada profissional ainda precisará cumprir exigências legais, apresentar documentos, comprovar capacidade técnica, passar por avaliação psicológica e seguir as regras definidas pelos órgãos responsáveis.

Corretores de imóveis podem ganhar porte de arma durante trabalho

Uma das propostas que avançaram trata do porte de arma para corretores de imóveis. A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou no mês passado o texto do PL 942/26 que autoriza esses profissionais a solicitar o porte durante o exercício da profissão.

A proposta considera a atividade de corretor de imóveis como de risco. A justificativa é que esses trabalhadores costumam visitar imóveis vazios, atender pessoas desconhecidas, circular por regiões afastadas e realizar deslocamentos durante negociações.

Pelo texto, o profissional precisaria ter registro ativo no Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Dessa forma, a autorização ficaria ligada à atividade profissional e não significaria uma liberação ampla para uso da arma.

O projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara e, posteriormente, pode seguir para análise do Senado.

Advogados avançam em proposta sobre porte de arma

Os advogados também estão entre as categorias que ganharam espaço no debate sobre ampliação do porte de arma.

A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou o projeto de lei 1.248/2026 que autoriza o porte de arma de fogo para defesa pessoal de profissionais da advocacia.

A proposta pretende alterar o Estatuto da Advocacia e o Estatuto do Desarmamento. Com isso, advogados públicos inscritos regularmente na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) poderiam ter previsão legal para solicitar a autorização.

Os defensores do projeto argumentam que a advocacia pode envolver situações de ameaça, principalmente em casos criminais, disputas familiares, cobranças, conflitos patrimoniais e processos com alto grau de tensão.

Mesmo com o avanço no Senado, os advogados ainda não ganharam o direito automático de andar armados. O texto ainda precisa concluir sua tramitação.

Agentes de trânsito também podem entrar na lista

Os agentes de trânsito aparecem em propostas que buscam ampliar o acesso ao porte de arma para servidores que atuam em atividades externas, fiscalização, patrulhamento viário e operações de trânsito.

A justificativa é que esses profissionais podem enfrentar situações de conflito durante abordagens e fiscalizações.

O PL 2.160/2023 já passou pela Comissão de Segurança Pública do Senado em abril deste ano e seguiu para a Comissão de Constituição e Justiça. Ainda é necessário concluir a tramitação antes de qualquer mudança.

Fiscais ambientais podem ganhar autorização

Os fiscais ambientais também estão entre as categorias citadas nas propostas.

Um projeto aprovado em abril pela Comissão de Segurança Pública da Câmara permite que profissionais que atuam em fiscalização, inspeção, vistoria e apuração de infrações ambientais possam solicitar porte de arma.

O argumento é que esses servidores trabalham em áreas isoladas e operações contra crimes como desmatamento ilegal, garimpo, pesca irregular e extração clandestina de madeira.

Mesmo aprovado em comissão, o texto do Projeto de Lei 5911/25 ainda precisa passar por novas etapas antes de entrar em vigor.

Proposta inclui fiscais, auditores e advocacia pública

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou ainda neste mês um projeto que reconhece como atividades de risco as exercidas por profissionais da fiscalização federal e da advocacia pública.

O texto do Projeto de Lei 1248/26 autoriza o porte de arma para:

  • auditores-fiscais federais agropecuários;
  • técnicos de fiscalização federal agropecuária;
  • auditores-fiscais da Receita Federal;
  • auditores-fiscais do Trabalho; membros da advocacia pública federal e estadual.

A proposta foi relatada pelo deputado Messias Donato (União-ES) e ampliou um projeto que inicialmente tratava apenas dos auditores fiscais federais agropecuários.

Segundo a justificativa apresentada, esses servidores atuam em operações de fiscalização, apreensão de mercadorias, interdição de estabelecimentos e combate a irregularidades, situações que podem envolver ameaças e riscos.

O projeto ainda precisa avançar em outras comissões antes de uma possível votação final.

Vigilantes e guardas municipais também aparecem em projetos

Vigilantes e guardas civis municipais também estão entre as categorias citadas nas propostas sobre ampliação do porte de arma.

No caso dos vigilantes, um texto aprovado pela Comissão de Segurança Pública da Câmara neste mês reconhece a atividade como profissão de risco e prevê a possibilidade de porte pessoal de arma, inclusive fora do horário de serviço.

Outro projeto em análise, o Projeto de Lei 302/26, trata da ampliação do porte para guardas civis municipais e vigilantes, mas as mudanças ainda dependem de aprovação definitiva.

Médicos veterinários podem ser incluídos

Os médicos veterinários registrados no Conselho Federal de Medicina Veterinária também aparecem entre as categorias que podem solicitar porte de arma.

A justificativa é que muitos profissionais atuam em áreas rurais, propriedades isoladas e locais com pouca presença de segurança pública. Por isso, a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5976/25 em maio.

Caso o projeto avance, o interessado precisaria comprovar exercício profissional, apresentar certidões negativas, demonstrar aptidão psicológica e capacidade técnica.

Com informações do NDMais

 

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Eleições 2026

SEM “GASTADEIRA”: PT contrata pesquisas para saber como utilizar Janja na campanha de Lula

Foto: Lula Marques

O Partido dos Trabalhadores (PT) encomendou pesquisas para definir o papel da primeira-dama Rosângela, a Janja, na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Os resultados indicam que Janja se destaca em temas como combate à violência contra mulheres e defesa dos direitos dos animais, e terá um papel ativo na comunicação da campanha.

O Partido dos Trabalhadores (PT) encomendou pesquisas qualitativas para definir o papel da primeira-dama Janja na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os levantamentos mostram que a mulher do petista tem melhor desempenho em temas como o combate à violência contra a mulher e a defesa dos direitos dos animais.

De acordo com caciques do partido, Janja terá protagonismo em diversas frentes da campanha de 2026, sobretudo nas áreas de marketing e comunicação.

Na última semana, Janja afirmou que as críticas aos gastos de suas viagens ao exterior e o rótulo de “gastadeira” são manifestações de “misoginia pura”. Ela deu a declaração em meio à análise, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei n° 896, que prevê a criminalização da misoginia e sua equiparação ao crime de racismo.

 

Com informações da Revista Oeste

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Brasil

Herdeiro de Chacrinha vence ação contra União Brasil por uso de bordão

Foto: Reprodução

A coluna Fábia Oliveira descobriu, com exclusividade, que a Justiça do Rio de Janeiro condenou o partido União Brasil por utilizar, sem autorização, elementos ligados ao personagem Chacrinha em uma propaganda eleitoral.

Na sentença, a 4ª Vara Empresarial da Capital determinou o pagamento de uma indenização ao herdeiro do apresentador, Leleco Barbosa, representado pelo advogado das estrelas Sylvio Guerra, além de manter a proibição de usar a imagem e os bordões do comunicador.

A juíza do caso fixou em R$ 20 mil a indenização por danos morais e o valor dos danos materiais será definido em fase de liquidação da sentença.

Na decisão, a juíza entendeu que o partido utilizou, sem autorização, a imagem do personagem e o famoso bordão “Estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicar” como elemento central de uma campanha político-partidária, configurando violação aos direitos autorais e ao direito de imagem.

A magistrada também manteve a tutela de urgência concedida anteriormente, determinando que o União Brasil continue proibido de utilizar qualquer elemento associado às marcas “Chacrinha” e “Cassino do Chacrinha”, incluindo imagem, voz, bordões e demais características do personagem.

Entenda o caso

A ação foi ajuizada por José Aurélio Barbosa de Medeiros, que afirmou ser titular dos registros das marcas “Chacrinha” e “Cassino do Chacrinha”, além de herdeiro exclusivo dos direitos ligados ao apresentador.

Segundo o processo, o União Brasil utilizou a imagem e um dos bordões mais conhecidos do comunicador em uma propaganda eleitoral exibida na televisão e também divulgada nas redes sociais, sem qualquer autorização.

O herdeiro alegou ainda que, por ser filiado a um partido político adversário, passou a receber questionamentos sobre sua lealdade partidária após a veiculação da campanha.

Na ação, o União Brasil sustentou que apenas citou a autoria da frase utilizada na propaganda e argumentou que, por se tratar de campanha eleitoral, não haveria finalidade comercial capaz de caracterizar violação aos direitos marcários. O partido também defendeu que a utilização do bordão estaria protegida pelas hipóteses de uso permitido previstas na Lei de Direitos Autorais.

A tese, no entanto, foi rejeitada pela magistrada. Na sentença, a juíza destacou que o caso não se limitava à proteção das marcas registradas, mas envolvia também direitos autorais e direitos da personalidade. Segundo ela, o personagem Chacrinha representa um conjunto indissociável formado pelo nome, imagem, bordões e demais elementos que marcaram sua trajetória artística.

Para a magistrada, o União Brasil utilizou justamente um dos bordões mais conhecidos do apresentador, acompanhado de sua imagem, como principal recurso de impacto da propaganda, aproveitando-se da popularidade do comunicador para promover a campanha partidária.

Além da indenização, o partido também foi condenado ao pagamento das custas processuais e de honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa.

 

Metrópoles

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Política

Secretário de Saúde diz que Natália Bonavides é “desinformada ou que usa de má-fé”

Foto: Reprodução

E mais uma vez a deputada Natália Bonavides passa vergonha nas redes sociais. Na ânsia da lacração, Natália publicou que Natal teria perdido recursos por não apresentar um relatório obrigatório. “A Prefeitura ainda podem receber os recursos, mas precisa trabalhar”, postou.

A deputada petista levou uma invertida do secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, que respondeu: “Deputada, esse seu post só pode ser desinformação ou má fé. A senhora é deputada federal e acredito que saiba como funcionam as tramitações. Os processos estão em andamento no Ministério da Saúde, não se pode afirmar que cidade perdeu recursos por causa do RAG, principalmente quando estamos no defeso eleitoral.”

Pinho ainda complementou “Ao invés de trazer informações equivocadas, a senhora, que tem boa relação com o Conselho Municipal de Saúde, deveria estar cobrando publicamente a aprovação de um relatório que foi enviado em 30 de março. Inclusive, há outras pendências que aguardam análise do CMS, como os relatórios quadrimestrais do ano passado e o plano Municipal de Saúde 2026-2029. Mas parece que o “quanto pior melhor” é mais interessante.”, finalizou o secretário.

 

 

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Política

Agreste com Álvaro Dias: grupo de lideranças de Lagoa Salgada declara apoio à pré-candidatura ao Governo do RN

Foto: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, recebeu mais um importante reforço à sua pré-candidatura. Desta vez, o apoio veio de um grupo de vereadores e lideranças políticas de Lagoa Salgada, ampliando sua base de sustentação no Agreste potiguar e fortalecendo a articulação política na região.

Passam a integrar o projeto liderado por Álvaro Dias o vereador Joãozinho de Batista de Beija; o vereador Thiago Araújo; o vereador Novinho Queiroz; o ex-prefeito Ozivan Queiroz; o ex-vereador Batista de Beija; e Walmir Pimentel, esposo da ex-candidata a vice-prefeita Laiane Dantas.

A adesão do grupo reforça o crescimento da pré-candidatura de Álvaro Dias no interior do estado e amplia o diálogo com lideranças municipais que defendem um projeto baseado na experiência administrativa, no fortalecimento dos municípios e na retomada do desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

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Política

[VÍDEO] Flávio critica adversários políticos e diz que seguirá na disputa eleitoral “até o último dia”

Imagem: Reprodução/Instagram

Em vídeo divulgado nas redes sociais, nesta quarta-feira (22), o pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) associou a divulgação da reportagem publicada no Metrópoles ao cenário eleitoral e disse que sua pré-candidatura tem incomodado adversários. “Tem muita gente que está muito incomodada com a minha candidatura à Presidência da República”, afirmou.

“Sempre que uma pesquisa mostra que eu passei o Lula, vem uma narrativa construída de forma mentirosa e covarde para tentar manchar a minha imagem”, afirmou.

Ao final, Flávio reforçou que pretende manter sua candidatura e convocou apoiadores a continuarem mobilizados. Ele também criticou adversários políticos e afirmou que seguirá na disputa eleitoral “até o último dia”.

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