Política

Após possível ataque hacker, presidente do PT consta como morta e com nome “Bolsonaro” em sistema do SUS e precisa provar que está viva para tomar 2ª dose da vacina contra covid-19

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann (PR), teve o seu cadastro no Sistema Único de Saúde (SUS) hackeado. Os registros informam que Gleisi já teria falecido e, por conta disso, ela enfrenta dificuldades para tomar a 2ª dose da vacina contra a covid-19.

Segundo divulgado pela Folha de São Paulo, nesta 3ª feira (13.jul.2021), a deputada tomou a 1ª dose do imunizante normalmente em um posto de vacinação em Brasília. Assim que deixou o local, profissionais de saúde entraram em contato para informá-la que tinha sido dado baixa no cadastro dela e que ela constava como morta. Agora, Gleisi precisa provar que está viva para reativar o cadastro.

Ainda de acordo com a reportagem, ao lado do nome completo da petista aparece o nome “Bolsonaro”, como um suposto apelido.

Gleisi, então, pediu ajuda ao deputado Alexandre Padilha (PT-SP), que foi ministro da Saúde durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-RS). Ele lembrou à colega que o site da pasta já sofreu uma série de ataques hackers e que a alteração no cadastro dela pode ter alguma relação com isso.

ATAQUES

Em fevereiro deste ano, a rede do Ministério da Saúde foi invadida por hackers, mas não houve vazamento de informações. O hacker só deixou um recado sobre as falhas de segurança do sistema: “este site é um lixo!“, escreveu.

Outro ataque ocorreu em novembro de 2020, quando a pasta identificou a existência de vírus em algumas estações de trabalho e teve que bloquear o acesso dos funcionários ao sistema para evitar sua a propagação.

Em um vazamento de senhas anterior, em novembro de 2020, os dados pessoais de 16 milhões de brasileiros que se submeteram a testes para covid-19 chegaram a ser expostos. Entre as pessoas que tiveram os seus dados expostos estão o presidente Jair Bolsonaro, ministros e governadores.

Poder 360

Opinião dos leitores

  1. Ser ou estar. Ela pode não estar mas é muito viva. O sobrenome Bolsonaro é um desejo antigo. Roubou até o nome do Presidente

  2. Tudo leva a crê que é molecagem dessa mundiça do PT.
    Ninguém acredita mais nesse povo, estão malhados demais, sem credibilidade igual aos institutos de pesquisas.
    É o povo na rua do lado de Bolsonaro e eles tentando enganar com o data fôia.
    Vai pra rua também nove dedos.
    Vai!!
    Agora vá!!!!!!!!
    Só confia no trambique nas urnas.
    Até hoje nos Estados Unidos, o povo não enguliu a derrota do Tramp.
    Lá imprensa e institutos de pesquisa, fizeram a mesma coisa que estão tentando fazer aqui.
    Igualzinho.
    Só que não vai colar.
    Ou faz eleições limpa, ou as forças armadas toma conta do país.
    Os destinos do Brasil quem vai dá é o povo, jamais o tribunal de justiça eleitoral.
    Bolsonaro Ta coberto de razão.
    Todo cuidado e pouco com esses caras nomiados pela esquerda.
    A eleição fosse hoje, era no primeiro turno e com uma maioria jamais vista nas eleições presidenciais do Brasil.
    O capote era grande.
    O véi Bolsonaro da de 4×1 (quatro por um) no bêbado ladrão lula da silva hoje.
    Sem medo de errar.
    O pingunço só ganha na fraude.
    Essa a verdade.
    Esse lula é um cadáver ambulante.
    Ex presidiário.
    Sem credibilidade nenhuma.
    Xô satanas.

    1. Sim. Só aceitaremos o voto impresso e auditável. #QueremosBolsonaroAte2026

    2. Sim. Só aceitaremos o voto impresso e auditável.
      #FechadosComBolsonaro

  3. Tudo que essa turma da esquerda faz, sempre tem um culpado que nunca são eles.
    Até hoje os escândalos do mensalão, petrolão e da lava jato não foram eles, a esquerda, aliás eles nem estavam no poder, não sabiam de nada, era apenas coitadinhos na situação.
    A esquerda não vai se pronunciar sobre Cuba? O povo clamando por liberdade e os assassinatos que começam a acontecer contra o povo? Cuba não é um paraíso democrático adorado e citado pela esquerda? Mas na realidade nenhum esquerdista tem coragem de ir morar lá, qual a razão?

    1. Isso está me cheirando a molecagens de moleques que nem você.

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Saúde

Presidente da Unimed Natal é reconhecido com o Oscar da Saúde

Foto: Divulgação

O Presidente da Unimed Natal, dr. Fernando Pinto, recebeu na última quinta-feira (1) o reconhecimento como um dos 100 mais influentes da saúde na década. A premiação do Oscar da área, iniciativa do Grupo Mídia, aconteceu durante solenidade no Centro de Convenções Rebouças, na cidade de São Paulo.

O presidente da cooperativa, capa da edição nº72 da Healthcare Management – “Visionários da Saúde” – destacou na entrevista que os êxitos alcançados foram possíveis “Com a introdução de novos modelos de gestão, de técnicas e de profissionalização. Com isso conseguimos reverter os números negativos, controlar os custos assistenciais e posicionar a Unimed Natal entre as 20 maiores operadoras de planos de saúde do país.”

Além do presidente da Unimed Natal, do presidente da Unimed do Brasil, Omar Abujamra, outras 10 lideranças do Sistema Unimed foram homenageadas entre as 100 Mais Influentes da Saúde na Década. O prêmio existe desde 2013, e os homenageados são escolhidos por meio de votação aberta e pesquisa de mercado. A Edição nº76 da Healthcare Management apresenta todos os eleitos.

https://informativo.grupomidia.com/healthcare-management-76-edicao-unimed

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Política

Bolsonaro acusa presidente da CPI de desviar R$ 260 milhões; indiciado pela PF em 2019, Aziz rebate e diz que presidente ‘tenta desqualificar vacinas’

Foto: Pedro França/Agência Senado

O presidente Jair Bolsonaro atacou nesta quinta-feira o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), e afirmou que ele “desviou” R$ 260 milhões. Em resposta, Aziz negou a acusação e acusou o presidente de ser “contra a ciência” e “tentar desqualificar as vacinas” contra a Covid-19.

Em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro também atacou o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL). Em resposta às suspeitas de irregularidades nas compras de vacina, o presidente disse que o governo tem vários filtros internos para impedir isso:

— Como é que você vai fazer uma sacanagem dessa? Só na cabeça de um que desvia no seu estado 260 milhões, como o Omar Aziz desviou, que pode falar isso daí. Só um cara com 17 inquéritos por corrupção e lavagem de dinheiro no Supremo, faz.

Em 2019, Omar Aziz foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema que teria desviado R$ 200 milhões da Saúde do Amazonas, de acordo com reportagem do “G1” da época.

Em resposta a Bolsonaro, durante a sessão da CPI desta quinta, Aziz disse não saber de onde o presidente ouviu isso e o desafiou a apresentar um processo em que seja denunciado ou réu:

— De uma forma vil, me coloca como se eu tivesse desviado R$ 260 milhões. Não sei onde ouviu. Mas como infelizmente se informa por compadres, compadrio, coisas pequenas, a gente releva. Presidente, eu lhe desafio a procurar um processo em que eu seja réu ou denunciado.

O presidente da comissão disse, então, que não acusaria Bolsonaro de ser ladrão ou genocida, mas sim de atuar contra a ciência durante a pandemia:

— Não é o senhor que vai parar a CPI. A CPI vai é aprofundar. Não tenho uma linha para falar sobre roubo e genocídio. Lhe acuso de ser contra a ciência. Lhe acuso de não querer fazer propaganda para a vacinação do povo brasileiro. Lhe acuso de tentar desqualificar as vacinas que estão salvando vidas. Isso eu acuso porque é verdade, é científico.

Bolsonaro tem feito diversos ataques à CPI da Covid desde o início dos trabalhos da comissão. Na semana passada, ele disse que a CPI é integrada por “sete bandidos”.

Aziz ainda afirmou que, em conjunto com o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e com Renan Calheiros, enviou uma carta a Bolsonaro pedindo que ele confirme ou negue denúncias do deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) feitas à CPI.

Há duas semanas, Miranda relatou à comissão que ele e seu irmão, que é servidor do Ministério da Saúde, procuraram Bolsonaro em março para falar sobre suspeitas na compra da vacina indiana Covaxin. De acordo com Miranda, o presidente teria mencionado o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ao ouvir os relatos. Bolsonaro ainda não negou nem confirmou o relato.

— Presidente eu não prejulgo. Eu, o vice-presidente (Randolfe Rodrigues) e o relator (Renan Calheiros) estamos mandando uma pequena carta para o senhor dizer se o deputado Luis Miranda está falando a verdade ou está mentindo — disse Aziz, completando: — É só uma resposta, senhor presidente. Só uma que o Brasil quer ouvir de vossa excelência. Por favor, presidente, diga pra gente que o deputado Luis Miranda é um mentiroso. E que é o seu líder na câmara (Ricardo Barros) é um homem honesto.

Com O Globo

Opinião dos leitores

  1. Bolsonaro só falou a verdade, esse Omar Aziz e sua mulher e irmãos, desviaram mais de duzentos e sessenta milhões de reais da saúde quando ele foi governador do estado do Amazonas, isso é fato.

  2. O Aziz desafiou o MINTOmaníaco das rachadinhas a apresentar o número do processo ou condenação que o condenou… Quero ver o presidente inepto mostrar!

  3. Bolsonaro está visivelmente desesperado. Desde a redemocratizaçao, briga forte com Collor pra ser o pior presidente.

    1. Bom foram os do PT né??? Esses eram “top” demais…nunca desviaram R$ 1,00…kkkkkkkkkkkkkkkkkkk…petista de m…!!!!

    2. Ivan, são iguais. Sem tirar nem por, tudo bandido. O Barros já roubava desde Lula e agora continua roubando na “nova política”.

  4. Era pra ter falado dos desvios que permitiram a Flávio comprar 39 imóveis no RJ e a ex-esposa de Bozo, outros 14 imóveis…
    Quer parecer um santo ..mas é CORRUPTO e sempre foi.

    1. Mande as fotos das escrituras. Como cidadão você tem a obrigação de denunciar. Mas como bom jumento seguidor dos PTRALHAS, você só saber falar sem provar. Vai ver que você era um parasita que mamava na teta que secou e está desesperado para voltar a ganhar sem trabalhar….

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Política

Suspeitos do assassinato do presidente do Haiti são mortos a tiros; após intenso tiroteio, outras duas pessoas foram detidas

Foto: © REUTERS/Valerie Baeriswyl/Direitos Reservados

Quatro pessoas supostamente envolvidas no assassinato do presidente haitiano, Jovenel Moise, foram mortas pela polícia e mais duas foram detidas nessa quarta-feira, anunciou o diretor-geral da polícia, Léon Charles.

A operação também libertou três agentes da polícia que tinham sido sequestrados pelos possíveis assassinos.

“Quatro suspeitos foram mortos, dois foram detidos e estão sob o nosso controle Três policiais que tinham sido feitos reféns foram libertados”, afirmou Charles.

Segundo o secretário da Comunicação, Frantz Exantus, eles foram detidos pela polícia após intenso tiroteio em Pelerin, onde fica a residência de Moise.

O ministro da Cultura, Pradel Henriquez, disse que os suspeitos do assassinato são estrangeiros, falam espanhol e inglês, mas não forneceram detalhes sobre sua nacionalidade ou identidade.

O primeiro-ministro interino, Claude Joseph, afirmou que a situação de segurança no país está “sob controle”, acrescentando que o relatório sobre a morte de Moise foi concluído e que o seu corpo foi transferido para um necrotério na capital.

Em relação ao estado de saúde da primeira-dama, Martine Moise, também ferida no ataque, Joseph assegurou que ela está “fora de perigo”, depois de ter sido transferida para um hospital em Miami, nos Estados Unidos.

Ele informou que conversou com o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, com quem discutiu a situação política no país, especialmente a organização das eleições presidenciais e legislativas, marcadas para 26 de setembro.

O presidente haitiano, Jovenel Moise, foi assassinado nessa quarta-feira (7) em casa, o que ameaça desestabilizar ainda mais o país das Caraíbas, que já enfrenta uma crise política e de segurança.

Agência Brasil, com RTP

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Geral

Presidente da CPI dá voz de prisão a Roberto Dias sob acusação de mentir à comissão após divulgação de áudio

Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

O presidente da CPI da Covid deu voz de prisão para o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, que presta depoimento nesta quarta-feira.

— Ele vai ser recolhido pela Polícia do Senado. Está mentido desde manhã.

Mais cedo, o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias afirmou à CPI da Covid que as negociações para a compra de vacinas estavam “restritas” à secretaria-executiva da pasta e não tinham relação com o departamento onde trabalhou. No entanto, Dias se contradisse ao afirmar que não negociava vacina, mas confirmar que recebeu e-mail da empresa que ofereceu o vacina indiana Covaxin. Dias foi exonerado do cargo logo após a denúncia de um suposto pedido de propina se tornar pública, além de ter sido acusado de pressionar de maneira ‘atípica’ a compra da vacina indiana Covaxin.

Apontado como indicação do deputado Ricardo Barros (PP-PR) e do ex-deputado Abelardo Lupion, Roberto Dias é considerado peça-chave para desvendar detalhes de denúncias de irregularidades na negociação de compra da vacina AstraZeneca, feitas pelo vendedor Luiz Dominghetti, e da indiana Covaxin, reveladas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) e o irmão dele, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda.

Questionado sobre a negociação sobre as vacinas, Dias disse:

— Negociação de vacina de Covid-19 não era minha atribuição.

Dias disse que a reunião oficial, no Ministério da Saúde, foi tão somente para entregar o documento que atestaria que a empresa representava a AstraZeneca e a existência realmente de 400 milhões de doses.

— Se faz agendamento com representantes da empresa, se não é negociação, é o que, pelo amor de Deus? — questionou a senadora Eliziane Gama (Cidadania -MA).

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), perguntou por que ele discutiu vacina se isso não era atribuição dele, e sim da secretaria-executiva.

— Não houve negociação. O que houve foi a verificação da existência das 400 milhões [de doses]… — respondeu.

— Não era mais com você! Não tem lógica isso! — interrompeu Aziz.

Depois, Dias disse que um diretor da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) da pasta, com a “mesma honestidade de propósito”, recebeu a Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah), para verificar a existência das doses. Apesar do nome, a Sehan é uma entidade privada.

Diante da contradição, o relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), sugeriu uma acareação entre Roberto Dias e o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco.

Humberto Costa (PT-PE) também defendeu a convocação de Elcio:

— O secretário- executivo recebeu superpoderes para comprar vacinas, portanto é o grande responsável pelos atrasos e pelas tentativas de golpe como foi essa vacina da Davati. Ele precisa vir aqui.

Denúncia de propina

Dias foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se apresenta como representante da empresa Davati Medical Supply, de ter pedido propina para autorizar a compra da vacina AstraZeneca pelo governo federal. Segundo a denúncia do PM, o ex-diretor teria pedido US$ 1 por dose durante um jantar em Brasília. Dias, por sua vez, afirmou que está sendo injustamente acusado, que as acusações não têm materialidade e chamou o PM de ‘picareta’.

Ele confirmou que conheceu Dominghetti no restaurante Vasto, no Brasília Shopping, mas negou ter pedido propina e disse que solicitou ao representante da empresa Davati que encaminhasse um pedido formal de compra de vacina, que nunca prosperou.

— Estou sendo acusado sem provas por dois cidadãos, o senhor Dominghetti, que aqui nesta CPI foi constatado ser um picareta que tentava aplicar golpes em prefeituras e no Ministério da Saúde — disse Dias completando: — O deputado Luis Miranda possui um currículo controverso — disse, fazendo menção ao parlamentar que o acusa de pressionar de forma “atípica” a compra da vacina Covaxin.

Dias rebate acusações

Em sua fala inicial, Dias reclamou estar sendo “massacrado” e entende que isso se deve ao fato de ter tomado iniciativa para enfrentar a pandemia.

— Estou há mais de dez dias sendo massacrado e citado em todos os veículos de comunicação sem que haja uma única prova ou indício que sustente tais acusações — afirmou, acrescentando: — Nuca pedi nenhuma vantagem ao senhor Dominghetti ou a ninguém.

Sobre a acusação de pressão para liberar a Covaxin, ele disse que pensou ter sido retaliação por ter negado um pedido de cargo ao servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda (DEM-DF). Mas disse que agora vê razão financeira por trás, porque Miranda teria tido algum negócio frustrado. Ele afirmou que vai apresentar queixa-crime por calúnia e difamação contra as pessoas que o acusam.

As negociações para aquisição da Covaxin são investigadas pela CPI da Covid, pelo Ministério Público Federal, pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Roberto Dias disse que, de forma geral, as empresas intermediárias tentam obter do Ministério da Saúde um documento chamado LOI (“letter of intent” em inglês, ou carta de intenção). Isso permitiria que elas negociassem em nome da pasta.

— Da Davati, recebi e-mails cobrando posição do ministério. Meu único e-mail foi: eu preciso da carta de representação da Astra Zeneca.

Dias disse ainda que foi nomeado para o cargo pelo ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, por indicação do ex-deputado Abelardo Lupion. A cada troca de ministro, afirmou, permanecia no posto por conhecer bem a área. Questionado pelo relator Renan Calheiro por que o ex-ministro Eduardo Pazuello quis demiti-lo em certo momento, após irregularidades na aquisição de testes de Covid-19, Dias disse desconhecer esse episódio.

O ex-diretor alegou que pediu ao ex-ministro que fosse indicado para a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), porque estava cansado do trabalho no ministério durante a pandemia. Dias teria sido mantido no cargo devido à pressão política.

— Eu desconheço que ele (Pazuello) pediu minha exoneração — afirmou.

Detalhes sobre o jantar

Dias disse que não combinou um encontro com Dominguetti num restaurante em um shopping de Brasília, onde, segundo a acusação do PM, ele teria pedido propina.

— Eu tinha uma reunião com um amigo no restaurante para um chope. Na sequência, o coronel Blanco chega com esse senhor que posteriormente foi identificado como Dominghetti. Como não foi um evento marcado, combinado, não me recordo de detalhes — disse.

O coronel Marcelo Blanco ocupava um cargo no Ministério da Saúde. Dias acredita que o militar descobriu que ele estava no restaurante, tendo levado Dominghetti. No encontro, eles combinaram de ter uma reunião no dia seguinte no Ministério da Saúde.

— Para que não fosse tratado fora do âmbito do Ministério da Saúde, pedi que fosse realizada uma agenda oficial — disse o ex-diretor de logística da pasta.

O amigo citado por Dias é o empresário José Ricardo Santana, e não o coronel Alexandre Martinelli. Na semana passada, ao prestar depoimento, Dominghetti disse que havia um empresário, cujo nome não se lembrava, no jantar. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) mostrou uma foto e perguntou se era aquela pessoa, e ele disse que parecia ser ela. Em seguida a foto foi mostrada na comissão: era o coronel Alexandre Martinelli, que havia sido exonerado de um cargo no Ministério da Saúde em janeiro de 2021.

Indagado pelo relator sobre detalhes do jantar, o ex-diretor disse que o encontro no restaurante não demorou mais que uma hora, ou uma hora e meia. E também afirmou que não recordava se pagou a conta em dinheiro, se foi dividida ou se alguém pagou o valor total. Em depoimento à CPI, Dominghetti disse que Dias foi quem pagou a conta em dinheiro.

Pressão para Covaxin

No depoimento, o ex-diretor também negou ter feito pressão ao servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luis Miranda, para importação da vacina indiana.

— Eu nunca insisti em apressar a aprovação dessa vacina (Covaxin) — afirmou Dias, dizendo também desconhecer quem teria feito pressão ao servidor do ministério.

O ex-diretor afirmou que existe apenas uma mensagem a Luis Miranda perguntando sobre vacina, mas que, no caso, ele se referia a uma carga de imunizantes da Covax Facility que chegaria no fim de semana no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

O senador Renan Calheiros perguntou se Alex Lial Marinho e o coronel Marcelo Pires (que segundo Luis Ricardo também fizeram pressão) eram subordinados a ele. Dias disse que Alex era subordinado a ele, mas que Marcelo Pires erespondia ao secretário-executivo.

Segundo Roberto Dias, dois subordinados competentes foram exonerados e, no lugar, foram colocados dos miliares indicados pelo então secretário-executivo Elcio Franco. E com frequência eles se comunicavam diretamente com Elcio, sem passar pela intermediação do próprio Roberto. Na avaliação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), houve uma intervenção da secretaria-executiva do Ministério da Saúde no Departamento de Logística da pasta.

Roberto afirmou que as trocas foram feitas na Coordenação de Logística, na qual entrou o tenente-coronel Alex Lial Marinho, e na Coordenação Financeira, que passou a ser chefiada por um tenente-coronel que ele acredita se chamar Marcelo Costa. Além disso, houve a imposição de um outro nome, o coronel Marcelo Blanco, para ser seu assessor direto. Alex Lial Marinho é uma das pessoas que, segundo o servidor Luis Ricardo Miranda, o pressionaram pela liberação da Covaxin.

Disputa no Ministério da Saúde

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) insistiu para que o depoente falasse sobre as disputas no Ministério da Saúde e confirmar o motivo do pedido de sua exoneração por parte do coronel Elcio Franco, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde.

— Ou você esclarece o que está acontecendo ou todos nós vamos ficar com uma dúvida na cabeça permanente — disse Braga.

— De fato, não sei responder — garantiu Dias.

— O senhor feriu interesse? — indagou Aziz.

— Não consigo dizer — afirmou o depoente.

Preço das vacinas

Dias disse que o Departamento de Logística do Ministério da Saúde não participou de levantamento de preços de vacinas. O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), disse então que um documento do Ministério da Saúde com essa informação, enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU), era mentiroso.

— Talvez esse equívoco se deva porque, em outros insumos, isso aconteceria. No âmbito da Covid-19, todas essas tratativas foram feitas exclusivamente pela Secretara Executiva — disse Dias.

Em razão dessa resposta, Omar Aziz (PSD-AM) disse que havia um fato grave:

— Se não era ele que cuidava das vacinas, por que ele foi se reunir [para tratar de vacina]?

Dias disse também não saber a justificativa dada para a compra da Covaxin com preço 50% maior que os imunizantes da Pfizer e AstraZeneca.

O líder do governo, Fernando Bezerra, voltou a negar superfaturamento nas negociações para a compra da vacina Covaxin e chamou Dominghetti de “desonesto”. Também afirmou que a empresa Davati apresentou uma oferta à revelia da AstraZeneca, empresa acusada de dar golpe para compra de imunizantes no Canadá.

— A conduta de Roberto Ferreira Dias teve como único intuito atender o devido processo adotado pelo ministério para contratação de vacinas — afirmou Bezerra.

Sobre o invoice

O ex-secretário disse que a incorporação de uma terceira empresa em um contrato seria uma exceção, mas que também poderia ser feito um aditamento. Justificou ainda que o invoice (nota fiscal) é apenas um “rascunho”.

— A gente está diante de um crime impossível porque a invoice (nota fiscal) em grosso modo pode vir dizendo o que ela quer. Se você compra uma televisão de três mil e a nota diz que é cinco, não quer dizer que vai pagar cinco. Ela custa três — disse o ex-secretário, destacando que o documento tem conotação de nota fiscal, mas é um” rascunho”.

Ainda de acordo com Dias, o servidor Luis Ricardo Miranda pediu que fosse indicado para um cargo comissionado, com salário de R$ 9 a R$ 10 mil, mas ele não concordou porque avaliou que “não tinha perfil” para o cargo.

Bate-boca

Ao questionar a proposta apresentada pelo governo para compra da Covaxin, afirmando que foi o presidente Jair Bolsonaro que fez o pedido ao primeiro-ministro da Índia, o relator Renan Calheiros provocou revolta dos senadores governistas gerando bate-boca. Renan disse que a CPI tem o documento com a proposta de U$$ 10 e que, na assinatura do contrato, o governo comprou por U$S 15 em curto espaço de tempo.

— O presidente da República apenas não sabia da bandalheira, ele tinha participado. É muito pior. Ele pediu para o primeiro-ministro para comprar — afirmou Calheiros.

A fala gerou a reação dos senadores governistas presentes.

— Não tem proposta, nunca teve proposta, tem uma memória de reunião. Vossa Excelência está desafiado a apresentar a proposta — gritou o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE)

Com a confusão, o áudio da audiência chegou a ser suspenso.

‘Lado podre das Forças Armadas’

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), questionou o ex-diretor, que é militar da Aeronáutica, sobre o motivo de estar sendo perseguido pelo policial militarDominghetti. Dias, disse que “também gostaria de saber”. Aziz então criticou o lado “podre” das Forças Armadas.

— Os bons das Forças Armadas devem estar muito envergonhados com algumas pessoas que hoje estão na mídia, porque fazia muito tempo, fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatruas dentro do governo — afirmou.

Após citar o período da ditadura, Aziz disse então que os ex-presidentes Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo morreram pobres.

— Uma coisa que a gente não acusava era de corrupção — afirmou.

O presidente da CPI se referiu então aos nomes de militares em exposição, como o ex-ministro Eduardo Pazuello; o coronel do Exército Élcio Franco, que foi secretário-executivo, segundo posto na hierarquia da pasta; e do coronel da Aeronáutica Glaucio Octaviano Guerra, militar com quem Dominghetti trocou mensagens sobre fornecimento de vacinas.

— É preciso apurar, ouvir os dois lados e buscar o contraditório — interrompeu o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO), em defesa do governo.

O Globo

Opinião dos leitores

  1. Logo logo vai aparecer quem o estava instruindo… Ele não vai segurar essa sozinho. Vai abrir a boca rapidinho!

  2. Ustra resolvia com um interrogatório de 10min…
    Ele contava até onde estão escondidos os votos que o MInTO disse que teve pra ganhar no 1° turno em 2018…

  3. Só no Brasil. Um bandido mandar prender alguém com base num áudio da imprensa fajuta. Quem é esse bandido pra prender alguém?

  4. A que ponto nós chegamos: um reles presidente de cpi, sem nenhum conhecimento jurisdicional penal, se dar o direito de prender sumariamente um cidadão que está ali como depoente, e não como bandido. Se tem crime a ser desvendado, que seja preso dentro dos ditames da lei. Primeiro o stf julga, prende e se dá o direito de colocar tornozeleira eletrônica em um cidadão que foi eleito democraticamente. Por outro lado, se acham no direito de soltar diversos criminosos que mataram e roubaram, dentre eles, vários ex-politicos bem conhecidos. E agora isso! Ainda tem gente que acha que é o País não tá precisando de um ato institucional, pra “parar essa sangria”?

  5. Como pode um corrupto mandar prender outro? O senado cheios de corruptos, só no Brasil mesmo…

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Política

Presidente do Haiti é assassinado em casa durante a noite, diz premiê

Foto: © REUTERS/Andres Martinez Casares/direitos reservados

O presidente do Haiti, Jovenal Moise, foi assassinado a tiros por agressores não identificados em sua residência durante a noite, em “um ato desumano e bárbaro”, disse o primeiro-ministro interino do país, Claude Joseph, nesta quarta-feira (7).

A esposa de Moise foi ferida e estava recebendo atendimento médico, disse Joseph em comunicado.

O ataque ocorre em meio ao crescimento da violência política na empobrecida nação caribenha. Com o Haiti dividido politicamente e enfrentando crescente crise humanitária e desabastecimento de alimentos, há temores da disseminação da desordem.

“Todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a continuidade do Estado e proteger a nação”, disse Joseph. Disparos de armas de fogo podiam ser ouvidos em toda a capital do país.

Porto Príncipe vem sofrendo com um aumento da violência entre gangues e entre esses grupos e a polícia pelo controle das ruas.

A violência foi alimentada pelo aumento da pobreza e da instabilidade política. Moise enfrentou protestos ferozes desde que assumiu a Presidência em 2017, com a oposição acusando-o, neste ano, de tentar impor uma ditadura ao ampliar seu mandato e se tornar mais autoritário – acusações que ele negava.

Agência Brasil, com Reuters

Opinião dos leitores

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Esporte

VÍDEO: Presidente do Atlético de Alagoinhas se descontrola e ataca radialista em programa

Campeão baiano após derrotar por 3 a 2 o Bahia de Feira, no mês passado, o Atlético de Alagoinhas agora é centro de uma confusão envolvendo o presidente do clube, Albino Leite, e o jornalista Reinaldo Silva, da Rádio 93 FM de Alagoinhas. Na última quinta-feira (10), durante a apresentação do programa Conexão Notícias, o radialista e o presidente do Carcará tiveram uma discussão acalorada. O jornalista acusa Leite de agressão verbal e de ter tentado agredi-lo fisicamente ao final do programa. A origem da discussão partiu de um comentário feito pelo radialista criticando um suposto não repasse de valores da premiação aos atletas do time alagoinhense.

Silva diz que recebeu uma denúncia no domingo (6) de que os jogadores do time estavam se queixando que a Federação Baiana de Futebol (FBF) já havia repassado o dinheiro da premiação para o presidente e à diretoria, mas eles ainda não tinham recebido o pagamento. “Alguns jogadores se dirigiram até mim dizendo que estavam com salários atrasados e sem receber a premiação. Fiz o comentário na rádio, na quinta-feira (10) e, no mesmo dia, o presidente falou com o diretor da rádio pedindo direito de resposta amigavelmente”, conta.

“Ele já chegou dizendo que eu deveria ter ligado para ele, levantando a voz, me ameaçando. Depois do programa ele retornou ao estúdio para tentar me agredir. Foi uma atitude desastrosa”, complementa.

Em trechos do vídeo da entrevista, é possível ver o cartola bastante irritado, dando tapas na mesa e se dirigindo ao jornalista em tom alto. “Você não tá falando com cachorro aqui não, p… Me respeite. Me obedeça, seu p… Você faz uma merda dessa com o Atlético de Alagoinhas e quer que eu faça o que?”, diz. O momento acalorado ocorre logo após o radialista interrompê-lo dizendo que o tempo de entrevista havia acabado. Em outro vídeo, de imagens internas da rádio, dá para ouvir a discussão de Albino Leite com o radialista, e um trecho em que o presidente é contido por um rapaz que se identifica como policial.

O jornalista Reinaldo Silva informou que vai registrar boletim de ocorrência contra Albino Leite e já está recebendo suporte e orientações de advogado particular e do Sindicato dos Trabalhadores em Rádio, TV e Publicidade do Estado da Bahia (Sinterp). “Sou atleticano, sempre vesti a camisa do Atlético e esse cidadão me vem com essa truculência”, lamenta.

Na tarde desta segunda-feira (14), o clube publicou uma nota de esclarecimento em seu perfil do instagram assinada por Albino Leite. Nela, o presidente alega que a diretoria do Alagoinhas Atlético Clube “foi surpreendida com uma denúncia, divulgada no programa Conexão Notícias, da emissora de rádio 93 FM de Alagoinhas, acerca do não pagamento da premiação aos jogadores pela conquista do campeonato baiano e greve do elenco” e que, durante a entrevista, ao “questionar a ausência da apuração prévia”, foi interrompido diversas vezes, de forma “deselegante”.

“Ouvi do apresentador frases do tipo: ‘Não tenho obrigação de ligar para ninguém’ e ‘a denúncia foi feita e eu jogo no ar’. O apresentador chegou a orientar o operador de áudio a cortar o microfone que eu utilizava na condição de entrevistado. Posteriormente, tentou encerrar a minha participação com um abrupto ‘Seu tempo acabou!’”, destaca em nota.

O diretor do time, Luiz Matos Junior, saiu em defesa do presidente do clube. “Pegou informações erradas e fica dizendo que os jogadores falaram. Colocou palavras na boca dos outros, foi infeliz em dizer que o clube já tinha recebido a premiação completa e não pagou os atletas”, condena Matos. Sobre o repasse da premiação pela conquista do estadual de 2021, Matos diz que o Clube prometeu o valor integral de R$135 mil reais aos jogadores, e que já foi antecipado R$30 mil. Porém, segundo ele, o clube ainda aguarda o recebimento da quantia integral para pagar os atletas.

“A maioria da cidade está ‘escrachando’ ele (o jornalista). Não teve agressão, teve um aumento de voz pelos dois lados, mas ele (o jornalista) foi infeliz em parte maior, também tratou o presidente de forma exagerada”, defende Matos. De acordo com o diretor do time, o Clube promoverá uma live, ainda sem previsão, para prestar mais esclarecimentos aos torcedores.

O Sinterp também emitiu nota, repudiando o comportamento de Albino Leite e se solidarizando ao radialista Reinaldo Silva. “Lamentamos profundamente o desequilíbrio desse gestor de uma agremiação desportiva, sendo um péssimo exemplo para qualquer administrador, onde deveria estar apresentando justificativa plausível e convincente para todos os simpatizantes e torcedores do Clube Atlético de Alagoinhas no município de Alagoinhas”.

Correio 24 horas

 

Opinião dos leitores

  1. Eu não entendi nada o que esses dois ignorantes estavam discutindo,esse negocio de entrevistas de futebol sempre acaba nisso,basicamente por falta de assunto,o entrevistador fica insistindo e persistindo na mesma temática diversas vezes sempre criando algum tipo de desequilibrio emocional no entrevistado.

  2. O bom jornalismo procura apurar a informação, ouvindo os dois lados antes de publicar…. Isso é básico!

  3. Jornalista desrespeitoso. Paciência tem limites. Não é possível receber um convidado e tratá-lo como cachorro

  4. O apresentador está errado, na minha opinião. Ele era para ter procurado ouvir a diretoria do clube para entender o que estava ocorrendo. E não soltar uma notícia apenas com uma versão. E foi indelicado e deselegante com o convidado.

  5. Primeiro acusa sem provas, depois chama a pessoa pra se defender. Jogou duro o presidente, e na minha concepção estava certo.

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Diversos

VÍDEO: Presidente da Argentina diz que brasileiros vieram da selva e argentinos chegaram de barco da Europa

Em encontro na manhã desta quarta (9) com o premiê da Espanha, em Buenos Aires, o presidente argentino, Alberto Fernández, disse que “os mexicanos vieram dos indígenas, os brasileiros, da selva, e nós, chegamos em barcos”. “Eram barcos que vinham da Europa”, afirmou, apontando para Pedro Sánchez. Depois, referendou: “O meu [sobrenome] Fernández é uma prova disso”.

O líder argentino acreditava fazer menção a uma frase incorretamente atribuída ao escritor mexicano Octavio Paz (1914-1998), Nobel de literatura em 1990, em que ele teria discorrido sobre a raiz asteca dos mexicanos e a origem inca dos peruanos. Fernández, porém, confundiu-se, e a frase é na verdade parte de uma canção do compositor Litto Nebbia.

Após a repercussão da declaração, o presidente argentino publicou uma mensagem no Twitter na qual diz que “nossa diversidade é um orgulho”. “Mais de uma vez foi dito que ‘os argentinos descendemos dos barcos’. Na primeira metade do século 20 recebemos mais de 5 milhões de imigrantes que conviveram com os nossos povos originários. Nossa diversidade é um orgulho.” Na sequência, acrescentou que “não quis ofender ninguém” e pediu desculpas “a quem tenha se sentido ofendido ou invibilizado”.

Figuras públicas argentinas com frequência cometem o que a imprensa local costuma chamar de “gafe”. A frase racista, no entanto, revela um traço cultural profundo que minimiza ou mesmo nega a raiz mestiça da população argentina, pensamento presente desde o século 19 entre intelectuais e governantes importantes. Obviamente não se trata de uma postura de toda a sociedade, mas muito marcada na elite.

O ex-presidente Domingo Faustino Sarmiento (1811-1888), autor de “Conflicto y Armonías de Las Razas en América” (conflito e harmonia das raças na América), por exemplo, falava da necessidade de “embranquecer a Argentina” para o desenvolvimento do país. Em seu mandato, estimulou a imigração de europeus com essa finalidade.

A teoria de Sarmiento influenciou seu sucessor na Presidência, Julio Argentino Roca (1843-1914), responsável por iniciar a Campanha do Deserto, em que, sob a justificativa de “levar civilização aos rincões do país”, o Exército argentino assassinou comunidades inteiras de índios ranqueles e araucanos, entre outros. Não há consenso quanto ao número de mortes provocadas pela campanha, mas historiadores renomados falam em genocídio ou em “impulso genocida”.

Essas etnias, porém, não foram totalmente exterminadas, tanto que a população do interior da Argentina guarda traços desses povos, e há pequenos grupos que mantêm os idiomas originários.

O maior fluxo de imigrantes europeus na Argentina ocorreu entre 1850 e 1950, quando cerca de 7 milhões entraram no país. Já os africanos vieram em maior escala entre os séculos 16 e 19, como escravos.

Embora a população de negros tenha diminuído no país, ela permanece grande. Em 1778, africanos e afro-descendentes eram 37% dos habitantes do país, de acordo com documentos oficiais espanhóis.

Em Buenos Aires, nas primeiras décadas após a independência (1810), eles representavam 30% da população. Hoje, segundo o censo mais recente, 9% são afro-argentinos em todo o território. A Argentina tinha, de acordo com o Banco Mundial, 44,94 milhões de habitantes em 2019.

Declarações do tipo também já foram feitas por membros de diferentes partidos e classes sociais e intelectuais do país. O escritor argentino Jorge Luis Borges, por exemplo, dizia que “os argentinos são europeus nascidos no exterior”.

No Fórum Econômico de Davos, em 2018, o ex-presidente Mauricio Macri afirmou na abertura de seu discurso, como forma de cumprimentar a plateia, que “somos todos descendentes da Europa”.

Em 9 de julho de 2016, data em que a independência argentina é celebrada, Macri afirmou que os “independentistas argentinos devem ter sentido uma grande angústia por terem de se separar da Espanha”. A declaração foi dada na presença do hoje rei emérito Juan Carlos, chamado de “querido rei” pelo ex-presidente na ocasião.

Já o peronista Carlos Menem, também ex-presidente, negou em um discurso na Universidade de Maastricht, na Holanda, em 1993, que o país tivesse negros. No mesmo evento, ao ser questionado sobre a escravidão na Argentina, disse que, em 1813, ano da abolição, os poucos negros já haviam morrido, e que, então, aquilo era “um problema brasileiro”.

Agora foi a vez de Fernández, que se apresenta como um nome de centro-esquerda e tem vínculos com organizações que defendem as minorias e os indígenas.

Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. Meu sobrenome é uma prova disso”. Mas que idiota. Eu não conheço ninguém que tenha sobrenome indigena, a maioria esmagadora dos brasileiros tem sobrenomes dos colonizadores, oras. E outra , esse presidente tem cara de mexicano. Quero ver a patrulha da esquerda progressista enquadrar ele ! Hahahaha. Não é o q fala, é QUEM fala

  2. Mais um esquerdista com mania de grandeza que está terminando de afundar a Argentina… Se Lulaladrão ganhar há grandes chances do Brasil se tornar uma Argentina… O pior é que ficando com o MINTO das rachadinhas, há grandes chances de virarmos uma Venezuela que sofreu um golpe militar à época de Hugo Chávez (esse golpe inclusive foi elogiado pelo MINTO)… Tempos sombrios…

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Esporte

Após demissão do Cuiabá com título e 10 jogos invicto, Alberto Valentim nega envolvimento com mulher do presidente e se revolta com “fake news”

Foto: Ascom/Dourado

A notícia da demissão do técnico Alberto Valentim do comando do Cuiabá pegou a todos de surpresa. O treinador acabara de trabalhar à beira de campo no empate em 2 a 2 com o Juventude pela rodada inaugural do Campeonato Brasileiro. A precocidade da saída do técnico, ainda invicto, gerou especulações nas redes sociais. Em 10 jogos pelo Cuiabá, ele conquistou o título do Campeonato Mato-Grossense, além de sete vitórias e três empates.

Entre as especulações, está um envolvimento de Valentim com a mulher de Alessandro Dresch, presidente do Cuiabá. A notícia gerou revolta do treinador, que usou suas redes sociais para negá-la. Ele ainda afirmou que já acionou sua equipe de advogados para cuidar do assunto.

Valentim também descartou o desentendimento com os jogadores. Segundo ele, o elenco inclusive sentiu muita tristeza com sua saída.

Confira o posicionamento abaixo:

“Em resposta aos boatos inverídicos que estão sendo publicados utilizando meu nome, gostaria de esclarecer algumas questões. Em primeiro lugar, deixo claro que minha saída do Cuiabá, de forma invicta, não teve relação com nenhum dos fatos que estão sendo veiculados e me pronunciarei sobre isso no início da semana.

Não houve, a despeito do que vem sendo publicado, nenhum tipo de desentendimento entre algum atleta do time e eu. Jogadores esses que sempre nos ajudaram a fazer o melhor todos os dias e que demonstraram muita tristeza com minha saída.

Ainda sobre os absurdos que vêm sendo veiculados (Fake News), relacionados à minha vida pessoal, todo o meu desprezo e reafirmo que essas inverdades já foram repassadas à minha equipe de advogados para tomarmos as medidas cabíveis. Lamento muito a falta de respeito com minha família e esposa, com quem me acompanha e gosta de mim, e quem sabe da seriedade do meu trabalho”.

Nas redes sociais, o clube do Mato Grosso também desmentiu mensagens que circulavam nas redes relatando supostas brigas entre Valentim, jogadores e o presidente do clube na saída do campo e no vestiário.

O clube informou que não houve discussões na saída do gramado, e o clima era de tranquilidade após a partida. Segundo o Cuiabá, não havia a presença de membros da diretoria no vestiário.

Confira a nota completa:

“O Cuiabá lamenta as inverdades que estão circulando nas redes sociais de uma suposta discussão no vestiário após o empate contra o Juventude, entre a diretoria, um atleta e o ex-treinador Alberto Valentim. O Cuiabá afirma que nada ocorreu.

Apesar da saída de Valentim, o clima no vestiário era de tranquilidade sendo que nenhum tipo de discussão aconteceu. A diretoria não entrou no vestiário após o término da partida”.

Com Extra – O Globo e Terra

Opinião dos leitores

  1. Então, pelo que Valentin e o clube dizem, podemos deduzir que ele foi demitido por ter sido campeão e está invicto. Faz sentido.

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Política

Paulinho Freire é eleito presidente da Fecam

Foto: Reprodução/CMN

A Federação das Câmaras do Rio Grande do Norte ( FECAM) conheceu nesta sexta-feira(28) o seu novo presidente. Trata-se do vereador de Natal, Paulinho Freire(PDT).

A Fecam representa as Câmaras Municipais, procurando por todos os meios integrá-las como comunidade estadual, defendendo seus interesses.

Em seu objetivo, busca conceber, elaborar e executar Projetos, bem como, desenvolver Pesquisas relacionadas às áreas de estudos sociais, políticos, econômicos, técnicos científicos, dos problemas estaduais e nacionais.

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Política

Câmara Municipal aprova título de Cidadão Extremozense para presidente Bolsonaro

Foi aprovada nesta quinta-feira (20), na Câmara Municipal de Extremoz, a concessão do título de Cidadão Extremozense ao presidente da república, Jair Messias Bolsonaro (sem partido).

A proposição, aprovada por unanimidade pelos parlamentares, é do vereador Rafael Correia (PP), um dos primeiros políticos a defender o nome de Bolsonaro no Rio Grande do Norte.

Em seu requerimento à mesa diretora Rafael considera os impactos positivos desfrutados pela comunidade local, referentes às liberações de recursos por intermédio do Governo Federal durante a pandemia do coronavírus.

“É um reconhecimento pelo trabalho prestado durante o período crítico atual e aos longos anos dedicados a política no Brasil. A conduta do presidente torna-se ainda mais brilhante quando vista através de sua imparcialidade enquanto gestor da nação; distribuindo recursos mesmo para unidades federativas cujos governadores são seus ferrenhos opositores” , disse Rafael Correia.

O vereador justificou ainda que Bolsonaro desempenha um papel importante na defesa das liberdades individuais, reiterando a necessidade de abertura dos templos religiosos durante a pandemia, bem como as reformas estruturantes para a saúde financeira do país.

Visita ao RN

O ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho confirmou a data de 24 de junho para a visita do Presidente Jair Bolsonaro ao Rio Grande do Norte.

O presidente assinará a ordem de serviço da Adutora do Apodi, do Ramal do Apodi, 4º eixo da transposição do Rio São Francisco, obra importante para a economia e a agricultura do estado.

Opinião dos leitores

    1. Cabra de pêia tú queria que esse título fôsse pro marginal do Zé Inaço?????!

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Esporte

FUTEBOL POTIGUAR DE LUTO: Presidente do Alecrim morre por complicações da Covid-19 em Natal

O presidente do Alecrim Futebol Clube, Ubirajara de Holanda Cavalcante, morreu nesta quarta-feira (12) em decorrência de complicações da Covid-19.

Ubirajara estava internado em Natal desde o mês passado e na segunda-feira (10) precisou ser intubado. A situação se agravou e ele morreu nesta quarta.

Alecrim emite nota:

“É com pesar que informamos aos nossos amigos, parceiros, atletas, colaboradores e imensa torcida alecrinense sobre o falecimento do nosso eterno presidente Ubirajara. É com muita tristeza que damos adeus a uma pessoa incrível, competente e que sempre honrou a história e camisa desse clube. Ubira estava internado desde o mês passado com COVID e teve uma piora em seu quadro recentemente. Ubira lutou como um verdadeiro guerreiro! Nossos sentimentos a toda família”.

Opinião dos leitores

  1. Que tristeza. Mais um amigo perdido para esse terrível vírus. Ubira, grande homem. Já sinto saudades. Vá em paz amigo, Deus te espera.

    1. meu colega da cef, gente fina , muito divertido…daixa saudade…abraços a sua esposa terezinha e filha.

  2. Que Ubirajara descanse em paz. Torcedor apaixonado pelo Alecrim. Nossos votos de pesar a família e a todos os alecrinenses.

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Política

Renan pede prisão de Wajngarten, mas presidente da CPI nega: “Não sou carcereiro de ninguém”

Foto: Senado Federal / Divulgação / CP

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros, pediu a prisão em flagrante do ex-secretário de Comunicação do governo Jair Bolsonaro, Fábio Wajngarten, que presta depoimento no Senado nesta quarta-feira. Calheiros apontou “espetáculo de mentiras” e pediu prisão após negativa do depoente sobre autorização oficial para campanha “Brasil não pode parar”. No entanto, o presidente da CPI, Omar Aziz, negou a solicitação e defendeu que “não é carcereiro de ninguém”.

“Temos que ter cautela, para que aqui não sejamos um Tribunal que está ouvindo e já julgando. Não é impondo a prisão de alguém, que ela não vai dar resultado. Se depender de mim, eu não vou mandar prender o Wajngarten. Eu não gosto de ser injusto com outras pessoas. Não tomarei essa decisão. Será preso depois que, e se, for julgado”, apontou Aziz.

Em contraponto, Calheiros considerou as declarações de Wajngarten um “desprestígio” do trabalho realizado no Senado, onde quem presta os depoimentos tem o “compromisso de dizer a verdade”. O senador entende que “se o depoente sair ileso depois de mentir, vamos escancarar porta que teremos dificuldade de fechar”.

Na visão do presidente da CPI, o depoimento de Wajngarten foi “o mais proveitoso em termo de conteúdo” para o trabalho da Comissão. “Hoje tivemos uma informação que não tinhamos: metade da Cúpula do governo já sabia que a Pfizer estava oferecendo vacinas desde novembro”, pontuou.

Mediante esse posicionamento de Aziz, Calheiros afirmou que todos respeitarão a determinação do presidente da CPI e não darão voz de prisão para Wajngarten.

Correio do Povo

Opinião dos leitores

  1. Renan Calheiros, não tem autoridade para mandar prender ninguém ! Ele responde a vários processos na Justiça !

  2. Foi o mesmo que uma caixa de rivotril pra General Pazzuello. Agora perdeu o medo de ir à CPI. TACADA DE MESTRE

    1. A AGU já está mexendo os pauzinhos. Já já aparece um habbea corpus e ele dirá que vai se valer do direito de permanecer em silêncio. Pode ser um tiro no pé pois poderá perder a condição de testemunha e passará a ser investigado.

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Política

Presidente da Assembleia Legislativa do RN se reúne com representantes dos setores de turismo e eventos

Foto: João Gilberto

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), recebeu uma comitiva formada por representantes de entidades ligadas ao setor de turismo e eventos. Na pauta, um pedido de socorro dos setores ao presidente do Legislativo Potiguar.

“O nosso pedido é que Ezequiel seja uma força, seja nosso representante junto ao Governo do Estado para superarmos a maior crise da história do turismo do RN”, disse George Gosson, presidente do Natal Convention Bureau.

De prontidão, Ezequiel se colocou à disposição para somar forças aos setores que são formados por mil empresas abertas, que geram mais de 20 mil empregos diretos e que com a pandemia do novo coronavírus registraram uma queda em sua força de trabalho de aproximadamente 40%.

“Os setores têm o meu apoio irrestrito. Desde já me coloco à disposição para buscar soluções para essa problemática. O que estiver ao nosso alcance, será feito. A primeira coisa que farei é fazer contato com a governadora para que possamos marcar uma reunião com representantes dos setores nos próximos dias”, enfatizou.

Durante a reunião, os representantes dos setores entregaram ao presidente da Assembleia um documento contendo várias reivindicações, com destaque para sete pontos primordiais que são: Implementar o Auxílio Emergencial para trabalhadores do setor; tornar permanente a redução do ICMS e energia de 25% para 12%; reduzir as tarifas de água e esgoto; implementar o exemplo de isenção do ProGás; reduzir ICMS para compras de equipamentos para bares e restaurantes; isentar o ICMS do ano de 2021 para compras de veículos e alterar a legislação ambiental possibilitando a chegada de novos empreendimentos do setor no Estado.

“São reivindicações simples, mas que representam a sobrevivência do turismo e dos eventos do nosso Estado”, comentou Abdon Gosson, Presidente da Associação Brasileira da Industria de Hotéis do RN.

Participaram da reunião George Gosson – presidente do Natal Convention Bureau; Abdon Gosson – Presidente da Associação Brasileira da Industria de Hotéis do RN; George Costa – Presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio; Habib Chalita – Presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares; Júnior Lima – Presidente do Sindicato dos Guias de Turismo do RN; Francisco Câmara Junior – Presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do RN; Paolo Passariello – Presidente da ABRASEL/RN; Bruno Giovanni – Diretor da Tv Assembleia.

“Saímos dessa reunião muito satisfeitos com o apoio irrestrito do presidente da Assembleia Ezequiel Ferreira, que se somou a nossa luta”, resumiu Habib Chalita – Presidente do Sindicato dos Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares.

Opinião dos leitores

  1. Até que enfim. Estava pegando mal para o Deputado Ezequiel. Aliás, não sei que danado ele quer com esse apoio a um governo sem futuro como este de dona Fátima.

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Televisão

Após o BBB21, Gil do Vigor entrega novo sonho: ‘Ser Presidente do Banco Central’

Foto: Isabella Pinheiro/Gshow

No fim de 2020 o pernambucano Gilberto Nogueira tinha dois grandes sonhos: ser aprovado na seleção para o PhD nos Estados Unidos na área da Economia e participar do BBB21. Cinco meses depois, com as duas realizações na bagagem, Gil do Vigor, como o doutorando ficou conhecido no reality, já tem novos planos.

Em entrevista exclusiva para a #RedeBBB, Gil revela, em primeira mão, qual seu principal sonho, após concluir o PhD.

“Ser Presidente do Banco Central. Seria extraordinário. A emissão de moeda, o estudo do mercado financeiro. A moeda influencia vários fatores, como desemprego e inflação. Eu sou apaixonado, não é minha área de pesquisa hoje mas eu tenho muito prazer de estudar e falar”, explica.

O pernambucano revela que já havia pensado sobre o assunto, mas tinha outras prioridades.

“Nunca foi um objetivo de vida, mas hoje em dia eu penso que trabalhar e presidir o Banco Central seria um sonho, que nunca foi palpável. Tem muitos economistas grandiosos no Brasil, é um trabalho de alta responsabilidade”.

O ex-brother conta que apesar de continuar avançando nos estudos, ainda não se vê capaz de assumir um cargo desse nível e que ainda vai precisar se capacitar muito para poder focar no próximo sonho.

“Com certeza depois do PhD eu tenha capacidade. No momento, eu não me sinto capacitado para funções de grande porte na economia. Estou seguindo a linha acadêmica e preciso me desenvolver muito e quem sabe um dia possa dar mais esse passo”

Assunto mais popular

Personagem marcante na trajetória do BBB21, Gilberto ajudou a popularizar a economia. O brother conta que assim que saiu descobriu que por abordar o tema na casa, o assunto teve muita procura.

“A Economia hoje é um curso muito mais entendido, procurado. As pessoas estão querendo saber mais e, com isso, fazem com que seja um assunto muito mais fácil de se entender do que era antigamente. Muitos professores renomados começaram a falar sobre mim, me chamaram para conversar que eu nunca imaginei que poderia participar. Estou de fato muito chocado com o que tem acontecido, tem sido extraordinário”, finaliza Gil.

Globo

Opinião dos leitores

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Política

Presidente da CPI da Covid é investigado por desvio de recursos para Saúde no Amazonas

FOTO: JEFFERSON RUDY/AGÊNCIA SENADO

O senador Omar Aziz,  presidente da CPI que investiga as responsabilidades de autoridades e mal uso de recursos públicos na pandemia, é investigado por desvios de recursos para a área da saúde quando ele foi governador do Amazonas.

Aziz foi alvo de uma operação do Ministério Público Federal chamada “Maus Caminhos”. Ela foi deflagrada em 2016 e houve uma série de desdobramentos. O objeto principal da investigação é o desvio de cerca de R$ 260 milhões de verbas públicas da saúde por meio de contratos milionários firmado com o governo do estado do Amazonas.

Omar Aziz é investigado porque, quando ele era governador, parte desses contratos foi firmada e um relatório parcial da Polícia Federal, o da Operação Vertex, um desdobramento da Maus Caminhos, cita seu nome 256 vezes em 257 páginas.

Um dos trechos diz que “os indícios da atuação de OMAR AZIZ para a criação e manutenção da organização criminosa formada em torno do Instituto Novos Caminhos são robustos e permeiam toda a investigação”.

Em outro, destaca-se o trecho em que uma colaboradora dos investigadores aponta que o senador recebia propina: “XXXX diz que, após o início das atividades da OS, o valor que deveria ser entregue a OMAR AZIZ era de 500 mil reais. Esse valor era entregue toda vez que a OS ia recebendo do Estado do Amazonas e que os valores eram entregues de forma fracionada. XXXX já realizou entrega de parte do valor destinado a OMAR. AZIZ para funcionários do Senador.”

Os autos chegaram a ser encaminhados para o Supremo Tribunal Federal em razão do fato de Aziz ser senador, mas o novo entendimento da corte sobre foro privilegiado fez com que, em junho de 2018, retornassem ao Amazonas. A investigação contra o senador atualmente está na Justiça Federal do Amazonas. Ainda não há decisão da Justiça no processo.

A CNN conversou com Simonetti Neto, advogado de Aziz. Ele critica o relatório da PF e questiona a competência do juiz que autorizou a operação e da própria Justiça Federal de investigar o caso, uma vez que, segundo ele, não há recursos federais envolvidos. “O relatório da PF é uma peça de ficção, uma obra literária. Não tem embasamento fático nenhum. Não há nenhum indício de atividade ilícita por parte do senador”. Ele também diz o Tribunal Regional Federal da Primeira Região já decidiu em uma das ações referentes ao caso que a Justiça Federal não é competente para julgar o caso. Além disso, segundo ele, o juiz da operação não era competente.

O procurador da República Jorge Maurício Porto, que cuida do caso, diz que os recursos investigados são federais. “Desde o início algumas defesas contestam a competência alegando que não haveria recursos federais envolvidos. Mas há recursos federais sim. A confusão é proporcional à dimensão do caso”. A PF não se manifestou.

O que diz o senador Omar Aziz

“Com referência aos fatos citados pela reportagem publicada pela CNN sobre a operação Vertex, que faz menção ao nome do senador Omar Aziz em Relatório da Polícia Federal de 2019, informamos que não há nos referidos autos nenhuma prova ou até mesmo indício de ligação do senador com qualquer atividade delituosa”, disse em nota à CNN.

“O senador segue à disposição das autoridades competentes para esclarecer sobre qualquer tema relacionado aos fatos em apuração e destaca que confia na justiça e, em razão de sua total isenção nos fatos, espera, após analisados pelas autoridades competentes, ser totalmente excluído da investigação”.

Com CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Manoel F de fuleiro e Burromimion 2 manés comedores de “mortandela”!! Só pra lembrar Zé Inácio é LADRÃO e continua sendo investigado! Outra: É Bolsonaro 2022!

  2. Sabe como vai terminar essa CPI ? O centrão está faminto por ministérios e cargos. Irão usar esse inquérito para pressionar o governo federal que terá de ceder para se manter vivo. Um inquérito que possui Renan Calheiros como relator não pode ser considerado sério.

  3. Oxe, mas o que é que tem demais o presidente da CPI ser investigado? O MINTO apoiou um CONDENADO em segunda instância para presidência da Câmara! Além de Lira, o nosso presidente INEPTO se aliou a diversos CONDENADOS por corrupção, tais como Roberto Jeferson… Infelizmente, se a gente for ver os investigados ou condenados por corrupção (muitos desses aliados e apoiados pelo MINTO), não SOBRA NENHUM no Congresso! Flávio “rachadinha” Bolsonaro que o diga, já que é investigado por peculato!

    1. Boa Manoel….mas Isso o gado não vê….os que usam argola na venta são cegos e surdos pra corrupção na familícia da casa de vidro…

    2. Pode chorar mais Manoel F e a outra “mortadelinha” burrominion……Bolsonaro até 2026……Um forte abraços, antas de quinta categoria.

    3. Constrangedor né mané? Apoiou a CPI mas agora precisa gerar uma narrativa pra justificar. É corrupto do bem que fala?

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