Diversos

Marqueteiro cobra na Justiça dívida do PSDB de R$ 8,7 milhões de 2010

A cinco meses do início da campanha eleitoral gratuita no rádio e na televisão, o PSDB se vê às voltas com uma disputa interna que envolve R$ 8,7 milhões e opõe o presidente do partido, senador Aécio Neves, e o ex-governador José Serra. O valor é a atualização de uma dívida que o marqueteiro Luiz Gonzalez cobrou na Justiça, no início deste mês, por trabalho que diz ter prestado à campanha de Serra à Presidência em 2010.

No comando do partido desde maio de 2013, Aécio não determinou o pagamento da dívida, o que levou Gonzalez a acionar a 2.ª Vara de Execução de Título Extrajudicial para tentar reaver o valor cobrado dos tucanos há quatro anos. Antes de Aécio, o PSDB era presidido pelo deputado Sérgio Guerra (PE), que também não autorizou o pagamento.

Questionado, o tesoureiro do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), aliado de Aécio, se esquivou. “Quem está com esse assunto é o próprio Aécio”, afirmou, para complementar: “É ele que está acompanhando desde o início essa questão. Tem que olhar com ele, mesmo”.

Procurado pelo Estado, por meio da assessoria, Aécio não comentou o assunto. Disse que ele está sendo discutido pelo diretor de Gestão Corporativa do partido, o ex-deputado João Almeida. Este, por sua vez, afirmou que a prioridade da sigla neste ano é a campanha de Aécio à Presidência. “Não podemos paralisar o partido para atender a uma dívida do passado. Tem que continuar tocando. Tem uma campanha futura. O bom senso seria pagar depois da campanha”, afirmou Almeida.

‘Aporrinhação’. Ao contrário do tesoureiro, o diretor de Gestão Corporativa disse que Aécio não tem conhecimento da cobrança. “Não levei essa aporrinhação a ele ainda. Estou cuidando disso. Quando a intimação chegar eu vou ter que envolvê-lo.” A ação foi protocolada em 6 de fevereiro. O PSDB ainda não foi notificado pela Justiça.

Vice-presidente executivo do PSDB durante a campanha de Serra, e atualmente presidente do PSDB no Distrito Federal, Eduardo Jorge Caldas Pereira afirmou ao Estado que o partido reconhece a dívida, mas que, no momento, adota o lema “devo, não nego, pago quando puder”. Segundo ele, “se o partido não pagou é porque não tem dinheiro”. “Na prestação de contas a gente reconheceu a dívida. Se a gente reconheceu a dívida, a gente vai pagar (…) quando tiver dinheiro.”

Em maio do ano passado, para ter as contas da campanha de Serra aprovadas, o PSDB apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral um documento no qual reconheceu dívidas no valor nominal de R$ 6 milhões – a dívida nominal com Gonzales é de R$ 4 milhões. Corrigida pela Justiça do DF, chega a R$ 8,7 milhões. A sigla se comprometeu a pagá-las. Esse documento foi usado pela defesa de Gonzalez como prova de que o serviço foi prestado.

Em fevereiro, a Justiça pediu à empresa de Gonzalez, a Campanhas Comunicação, autora da ação, que comprovasse os serviços prestados. O documento do PSDB ao TSE reconhecendo a dívida foi a prova apresentada. O valor total do contrato com a campanha de Serra foi de R$ 45 milhões no primeiro turno (quase metade do custo total da campanha, que chegou a R$ 100 milhões, informados ao TSE), e mais R$ 12 milhões no segundo turno.

Pelo contrato, a empresa Campanhas Comunicação era responsável por toda a parte de comunicação da campanha, recebendo o valor ou indicando outras empresas prestadoras do serviço para pagamento direto do PSDB.

O advogado de Gonzalez, Eduardo Moreth, disse apenas que “existe um saldo de campanha que está sendo cobrado judicialmente”. Gonzalez não quis falar sobre o assunto.

Um dirigente do PSDB ligado a Aécio entende que a dívida deve ser paga pelo candidato Serra e não pelo partido. “O Gonzalez fez a gente perder a eleição e ainda quer receber? A campanha é dele. Ele que pague”, ironizou. A direção d o partido é mais diplomática. “A campanha é do partido. Não tem porque o Serra pagar. O Gonzalez se precipitou. Nós iríamos fazer um acordo após pagar uma dívida ainda da campanha de 2006”, afirmou João Almeida.

Em 2006, Gonzalez fez a campanha de Geraldo Alckmin à Presidência e, ao final, também recorreu à Justiça para receber metade dos R$ 16 milhões que cobrava em um acordo em cinco pagamentos. O último será depositado em abril próximo.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. “devo, não nego, pago quando puder”
    Este é o lema do Partido que fala de MUDANÇAS e pretende se apresentar como o novo mesmo já tendo sido governo e tido oportunidade de fazer e não fez?

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Política

SEM MANOBRAS: Meta nega interferência política nas eleições do Brasil e justifica incidentes técnicos

Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, negou nesta sexta-feira (16) ter favorecido qualquer candidato na disputa presidencial. Em nota, a empresa afirmou falhas técnicas recentes afetaram as campanhas dos dois candidatos.

A manifestação ocorreu após a campanha de Lula acionar a empresa, alegando falhas recorrentes na entrega de publicações. Segundo a Meta, a conta de anúncios do petista ficou desativada por pouco mais de uma hora, em 23 de setembro, após um anúncio ser classificado incorretamente como possível tentativa de fraude envolvendo um programa social. A empresa afirmou que as páginas oficiais de Lula no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas.

A companhia também reconheceu falhas técnicas nas contagens de visualizações de Reels, em 7 de outubro, e no Gerenciador de Anúncios, dois dias depois. Segundo a Meta, o primeiro problema atingiu criadores em mais de 100 países e também foi relatado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Sobre a inteligência artificial da empresa, a Meta afirmou ter identificado lacunas nos mecanismos que impediam a ferramenta de gerar conteúdos eleitorais envolvendo candidatos. De acordo com a nota, o sistema nem sempre reconhecia referências a um candidato quando o primeiro nome era combinado com o número eleitoral.

Com informações do G1

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Política

Flávio tem 50% contra 45% de Lula no 2º turno, aponta pesquisa Gerp

Reprodução

Pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, contra 45% do presidente Lula (PT). A diferença é de cinco pontos percentuais.

Segundo o levantamento, 3% dos entrevistados não souberam responder e 2% disseram que não votariam em nenhum dos dois candidatos.

A pesquisa ouviu 2.400 pessoas entre os dias 14 e 16 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.

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Brasil

BASTIDORES DO MASTER: Mensagens revelam pressão de Vorcaro e negócios de R$ 52 milhões com o Metrópoles, tratados como prioridade

Reprodução

Diálogos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que ele autorizou cerca de R$ 51,9 milhões em pagamentos ao Metrópoles entre 2024 e 2025 e tratou os negócios com o portal como prioridade. As conversas foram reveladas pelo Estadão.

As mensagens também apontam que Vorcaro participava diretamente das negociações com a CEO do grupo, Lilian Tahan, e que reportagens do site sobre um diretor do Banco Central eram discutidas com o banqueiro. Segundo a publicação, o portal teria recebido orientações sobre pautas e submetido conteúdos ao crivo de Vorcaro.

Em dezembro de 2024, quando a então superintendente de comunicação do Master, Ana Lúcia Matos, sugeriu renegociar um contrato de R$ 20 milhões por considerar o valor elevado, Vorcaro rejeitou a proposta. “Não! Coisa mais importante nossa vida é esse Metrópoles”, escreveu.

Entre os negócios citados nas conversas estão um contrato de R$ 6 milhões relacionado à transmissão de jogos da Série D do Campeonato Brasileiro e outro projeto de R$ 25 milhões. Também aparecem pagamentos vinculados a iniciativas de educação financeira.

Um relatório do Coaf, divulgado anteriormente pelo Estadão, identificou R$ 27,2 milhões em repasses diretos do Banco Master ao Metrópoles, apontando transferências subsequentes para empresas ligadas à família do proprietário do portal, Luiz Estevão.

Com informações do Estadão

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Política

[VÍDEO] Nikolas ironiza promessas de Lula sobre Bets e maioridade penal


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) publicou nesta sexta-feira (16) um vídeo ironizando declarações do presidente Lula (PT) sobre as apostas esportivas, as chamadas Bets, e a redução da maioridade penal. Na gravação, o parlamentar debocha do que apresenta como contradições entre promessas e posicionamentos do petista.

Ao abordar as Bets, Nikolas imita Lula e ironiza: “Mas eu vou acabar com as Bets, hein! Já acabei, inclusive. Por que que eu não fiz antes? Porque eu esqueci! Eu esqueci!”.

O vídeo também mira o posicionamento de Lula sobre a maioridade penal, tema em debate no Congresso durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. O presidente declarou ser favorável à redução de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas defendeu que a discussão ocorra somente após a votação da proposta.

“Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nessa PEC, porque essa PEC não é para discutir isso. Primeiro, você discute a PEC, aprova a PEC e aí pode discutir a maioridade penal ou não”, declarou Lula.

Com informações da 96 FM

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Geral

[VÍDEO] Minuto da Câmara Municipal de Natal – Comissão de Direitos Humanos

Minuto da Câmara de Natal no ar, trazendo os assuntos mais importantes debatidos na última semana, na Casa.

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Geral

TSE manda governo Lula abrir dados de publicidade para apurar possível excesso de gastos em ano eleitoral

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o governo do presidente Lula (PT) apresente dados detalhados sobre despesas com publicidade entre 2023 e 2025 e no primeiro semestre de 2026.

A decisão unânime atende a uma ação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questiona os gastos em ano eleitoral. O PL acionou a Justiça Eleitoral para verificar se as despesas com publicidade institucional no primeiro semestre de 2026 ultrapassaram a média do mesmo período dos três anos anteriores, limite previsto na Lei das Eleições.

A determinação obriga a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) e o órgão responsável pela administração orçamentária do Executivo federal a fornecer os registros em formato digital aberto, pesquisável e auditável.

As informações devem incluir valores, datas, contratos, processos administrativos, cancelamentos e detalhes das campanhas publicitárias, permitindo rastrear os recursos utilizados.

Relator do caso, o ministro André Mendonça afirmou que o acesso aos dados é necessário para permitir a fiscalização e verificar o cumprimento da legislação eleitoral. A decisão não conclui que houve irregularidade nos gastos do governo.

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Geral

[VÍDEO] Flávio Bolsonaro ironiza mudança de posição do PT sobre redução da maioridade penal: “tinha que ter eleição toda semana”

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a mudança de posicionamento de integrantes do PT sobre a redução da maioridade penal. Em transmissão ao vivo na quinta-feira (15), ele afirmou que o Brasil deveria ter eleições semanais para que políticos mudassem de opinião.

“Vocês não sabem, a bancada do PT estava ensaiando apresentar uma emenda também a favor da redução da maioridade penal. Olha! Rapaz, tinha que ter eleição toda semana, cara. O pessoal se converte, vai para a igreja, é uma maravilha”, declarou Flávio.

A reação ocorreu após o senador Camilo Santana (PT-CE) apresentar uma emenda à PEC da Segurança Pública para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos. A proposta foi apresentada em meio à articulação da oposição, liderada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende a redução para 16 anos como regra geral e para 14 anos em determinados crimes.

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Geral

Deborah Secco repudia comentários de Vorcaro e ex-executivo da Globo: “machistas, desrespeitosos e irresponsáveis”

Fotos: Reprodução

A atriz Deborah Secco repudiou comentários de teor sexual feitos sobre ela pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo ex-executivo da Globo Fred Kachar em conversas obtidas pela Polícia Federal (PF). Em nota enviada à coluna de Lucas Pasin, do Metrópoles, a assessoria classificou as mensagens como “machistas, desrespeitosas e irresponsáveis”.

As conversas ocorreram após o Baile da Vogue de 2024, no Rio de Janeiro. Em uma delas, Kachar afirmou que Deborah “estava pra jogo”. Vorcaro respondeu que ela estava “muito feia”, enquanto o ex-executivo declarou que só olhava para o corpo da atriz.

A assessoria esclareceu que Deborah nunca conheceu Vorcaro e que sua relação com Kachar sempre foi estritamente profissional, sem vínculo pessoal. Também negou que a atriz e Sabrina Sato, igualmente citada nas mensagens, estivessem em uma festa com os dois. Segundo a equipe, elas trabalhavam no evento.

A nota criticou ainda o uso da imagem da artista para alimentar especulações e afirmou que comentários desrespeitosos sobre mulheres não devem ser tratados com naturalidade.

Na quinta-feira (15), o Grupo Globo anunciou a demissão de Fred Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a repercussão das conversas.

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Geral

Senado deve votar PEC da Segurança na próxima semana, e governo Lula quer adiar debate sobre redução da maioridade penal

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta viabilizar a votação da PEC da Segurança Pública no Senado na próxima semana, mas quer deixar a discussão sobre a redução da maioridade penal para uma proposta separada. O tema provocou divergências entre governistas e oposição e levou ao adiamento da votação prevista para quinta-feira (15).

A intenção do governo é aprovar o texto e permitir a criação do Ministério da Segurança Pública antes do segundo turno das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a proposta da pauta para ampliar o debate e permitir um acordo sobre as emendas apresentadas.

Lula defendeu, durante sabatina no Jornal Nacional, reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos. A declaração marcou uma mudança em relação à posição tradicional do PT, mas o governo quer discutir o assunto separadamente da PEC da Segurança.

A oposição, por sua vez, quer incluir a redução no texto. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, apresentou uma emenda que prevê maioridade penal de 16 anos como regra geral e de 14 anos para crimes como homicídio hediondo, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

O governo busca um acordo para votar a PEC sem essas alterações. A proposta amplia a integração entre União, estados e municípios no combate à criminalidade e fortalece a atuação federal na área. A retomada da votação depende das negociações entre os senadores.

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Geral

[VÍDEO] Mourão defende nome de Rogério Marinho para presidir o Senado em 2027

O senador Hamilton Mourão (PL-RS), em entrevista ao “Estúdio i”, na Globonews, nesta sexta-feira (16), defendeu o nome do senador Rogério Marinho (PL) para presidir o Senado em 2027.

“O Rogério, dentro do nosso grupo, é aquele que tem liderado as nossas principais ações. Eu vejo que ele é alguém que está muito bem posicionado para ser eleito o novo presidente do Senado”, afirmou.

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