Polícia

MENSALÃO: Tesoureiro tucano deve ficar livre de ação

Uma das figuras centrais do caso do mensalão tucano deverá ser o segundo réu a se beneficiar da prescrição das acusações. O tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais em 1998, Cláudio Mourão, fará 70 anos em abril e poderá requerer a prescrição das acusações de peculato (desvio de recursos públicos) e lavagem de dinheiro.

Pelo mesmo motivo, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia ganhou esse direito e pediu sua exclusão do rol dos 13 réus do processo em Minas.

O prazo de prescrição para esses crimes é de 16 anos, mas cai pela metade quando o réu atinge 70 anos. O cálculo é feito da ocorrência do fato (1998) à aceitação da acusação (2010). Portanto, 12 anos se passaram –mais do que o prazo que passa a valer em abril para Mourão.

O mensalão tucano veio à tona no rastro da apuração do mensalão do PT, em 2005. A dinâmica e o envolvimento do empresário Marcos Valério de Souza ligam os dois casos.

O processo foi desmembrado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Réus sem foro especial respondem na Justiça mineira. Já o deputado e ex-governador Eduardo Azeredo (PSDB) e o senador Clésio Andrade (PMDB), no STF.

A denúncia diz que, sob forma de patrocínio de eventos esportivos, R$ 3,5 milhões foram desviados do banco estatal Bemge e das empresas públicas Comig e Copasa e depois usados na campanha pela reeleição Azeredo. Os réus negam todas as acusações.

Clésio era candidato a vice, e Mares Guia, vice-governador. Mourão foi secretário de Administração. Outros réus exerciam cargos no Executivo ou nas empresas públicas.

Também foram denunciados Valério e seus sócios na agência SMPB, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach, todos condenados no caso do PT.

A SMPB teria simulado empréstimos no Banco Rural para dar aparência lícita ao dinheiro, sustentou o relator do caso no STF à época, Joaquim Barbosa: “[Há] inúmeras semelhanças com o denominado ‘mensalão’, tendo sido considerado […] embrião dos episódios em 2003 e 2004”.

Barbosa acusou advogados de manobrar para protelar o caso. Em 2008, por exemplo, a defesa de Valério pediu que fosse julgado em Minas, alegando que só Azeredo tinha foro privilegiado. Em 2011, conseguiu que o processo subisse ao STF –e Barbosa mandou voltar para Minas.

O Ministério Público prevê o julgamento da ação em Minas em 2015. O STF deverá julgar Azeredo e Clésio em 2014.

Para o promotor responsável pelo processo em Minas, João Medeiros, não há demora. “Esse processo está andando em um ritmo bem razoável. São muitos réus e quase cem testemunhas.”

Segundo ele, a juíza do caso tem audiências diárias, e a primeira instância da Justiça não pode atuar somente neste caso.

OUTRO LADO

Os réus do processo do mensalão tucano negam todas as acusações.

O deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) diz que não se envolvia com as finanças de sua campanha ao governo em 1998 e que não ordenou que estatais patrocinassem eventos de esporte.

O ex-ministro Walfrido dos Mares Guia nega que tenha atuado na campanha de Azeredo. Afirma que à época ele cuidava da sua candidatura a deputado federal.

Há um ano, quando as acusações contra Walfrido prescreveram, o advogado Arnaldo Malheiros Filho disse que seu cliente preferia continuar no processo para provar sua inocência. “Mas não adianta não querer”, disse.

O advogado do ex-tesoureiro Cláudio Mourão vai na mesma linha. Diz que seu cliente quer “que seja decretada sua inocência”, mas diz que a prescrição é inexorável.

“Ele nada mais fez do que coordenar uma campanha, não participou de arrecadação de recursos”, afirmou Antonio Velloso Neto.

O senador Clésio Andrade (PMDB) afirma que, embora candidato a vice de Azeredo, não integrava o governo, não ordenava despesas e não tinha atuação na campanha.

No núcleo publicitário, as defesas de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Rollerbach dizem que os valores repassados à SMPB foram empregados em eventos esportivos tradicionais no Estado.

Valério diz ainda que os empréstimos tomados foram empregados na campanha.

 

Folha

Opinião dos leitores

  1. Eita BG! Essa notícia atiçou os PETRALHAS de plantão! Mais aí vai um recado pra esses PETRALHENTOS! Mensalão sendo tucano ou petista todos os envolvidos terão que pagar! Político independente de qualquer partido tem que ser pautado pela probidade! Entendam petralhadas quem roubou tem que pagar! seja tucado ou estrelha apagada!

  2. Rapaz, se toda a roubarelha e corrupção de 150 anos de governo dos DEMOS/Tucanalhas fosse realmente julgados, faltaria cadeia no mundo para tanto bandido.
    Mas como disse uma pessoa de cima, Corrupçãozinha do PT dá mais IBOPE!

  3. Ainda bem que quem manda no Brasil há 12 anos e domina quase todos os poderes com mensalões é o PT. Porque se fosse um governo do PSDB, estariam os petistas dizendo que há morosidade na investigação do tucano duto esquerdista, e a policia e o judiciario estariam mergulhados em corrupçao por favorecer tucanos em investigações e processos. kkkkk.
    O mais cômico, é que a maioria do STF que julgou o mensalão petralha é dominado por ministros indicados por petralhas. Mesmo assim, foi dificil contradizer o obvio, depois de 8 anos de morosidade! Nunca foram inocentes esses petralhas, a midia livre fez o que existe em qualquer democracia, cobraram resultados, em vez de se calarem por pressões ideológicas, ou a força como ocorre na Argentina ou na Venezuela. A mesma coisa a midia livre, agora, está fazendo com o tucano duto (a outra esquerda pós-ditadura). Mas como sao de times adversarios, ficam pessoas pagas pelo PT agredindo a imprensa, para que esqueçam o primeiro ato historico de prisao de poderosos em 500 anos: banqueiros, deputados e ministros corruptos condenados, mesmo com regalias. Petistas e Tucanos são como times de futebol, cada torcedor acha que sua porcaria de time é melhor que o do outro, mas são todos peladeiros em busca de poder. O poder deve ser afrodisíaco porque se alimenta dos impostos pagos pela classe média trabalhadora, classe que os fanáticos do PT tanto odeiam porque não conseguem enganar.

  4. Tucano corrupto e mensaleiro canalha, merece a mesma cadeia dos ídolos da roubalheira do Brasil, os tradicionais, legítimos e incomparáveis, mensaleiros quadrilheiros petralhas. Nada do que os petralhas comentam nas redes sociais em defesa dos bandidos mensaleiros petistas vai mudar o que eles fizeram. São covardes natos. Cagões de primeira linha. Ao menor sinal de pagamento por seus atos criminosos, mobilizam seu exército de subordinados de alienação, pois petista militante que não é alienado ao partido, não é petista, é um pseudo burguês comunista. A História vai dizer realmente quem não tem cérebro, ou se tem, só usa para defender ideias e crimes de mensaleiros, mas não sabe usar para cair na real. Um pouqinho de estudo fora das universidades alienantes federais não vai fazer mal para essa gente.

  5. Todos os tucanos ficaram livres, nenhum será condenado.
    O mensalão tucano foi desmembrado e os envolvidos sem foro por prerrogativa de função estão sendo processados por um juiz de primeiro grau, a prescrição alcançará praticamente todos os envolvidos.
    O detalhe curioso foi que os mesmos ministros que rejeitaram que os acusados do mensalão sem foro por prerrogativa de função fossem julgados pela justiça comum, decidiram que no caso do mensalão tucano esse desmembramento era possível.
    E viva a blindagem que certa casta política possui!
    Corrupção só é corrupção se praticada por petistas, para os tucanos é apenas práticas políticas questionáveis.
    A indignação é seletiva!

  6. E AGORA?? Cade os ridículos acéfalos que só aparecem aqui dizendo 'PTralhas', 'corruPTos'…?

    porque esse tipo de hipócrita nao aparece aqui pra comentar essa noticia!????

    1. DISSESTE BEM! SO SAO "NOTICIAS" AGORA, DEPOIS DE APURADOS OS FATOS E CASO HAJA CONDENAÇAO IGUAL AOS CORRUPTOS PETRALHAS DO PT AI COMENTAREMOS.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo Lula adia decisão sobre gasolina com 32% de etanol

Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

O governo federal adiou, mais uma vez, a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que decidiria sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. O encontro estava previsto para esta quarta-feira (8), no Ministério de Minas e Energia, em Brasília, mas foi cancelado sem nova data definida.

Segundo informações apuradas pela reportagem da CNN Brasil, o adiamento ocorreu devido à falta de consenso sobre outros temas da pauta, como a política de comercialização do gás natural da União e a repactuação das dívidas da usina nuclear Angra 3. O Ministério de Minas e Energia ainda não informou oficialmente os motivos do cancelamento.

A proposta de elevar a mistura de etanol vem sendo adiada desde maio e conta com apoio do governo e do setor sucroenergético. A medida foi anunciada previamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é defendida como forma de reduzir a dependência da gasolina importada, fortalecer a produção nacional de biocombustíveis e ampliar a segurança energética do país.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção do chamado E32 poderá reduzir a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina por ano e evitar a emissão de aproximadamente 552 mil toneladas de CO₂ equivalente, além de contribuir para diminuir a exposição do país às oscilações do mercado internacional de petróleo.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Ministério Público denuncia quatro por homicídio com dolo eventual em caso de salto de sem cordas no interior de SP

Foto: Reprodução/EPTV

O Ministério Público (MP) de São Paulo acusou os quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump a 40 metros de altura, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira (SP) e Cordeirópolis (SP).

Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves foram indiciados por homicídio com dolo eventual qualificado — quando se assume o risco de matar —, acompanhando a conclusão do relatório final do inquérito policial. Eles seguem presos.

  • Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves – homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima
  • Evelyne dos Santos Gonçalves – homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria

O rope jump é uma modalidade que usa cordas estáticas, sem elasticidade, e após a queda faz um movimento de balanço, como um pêndulo. No bungee jump, modalidade mais conhecida, a corda elástica faz a pessoa cair e quicar para cima e para baixo repetidas vezes.

A tragédia aconteceu na manhã do dia 13 de junho de 2026. A partir da denúncia do MP, registrada por volta das 18h desta terça-feira (7).

Na denúncia, o MP sustenta que os responsáveis pela execução do salto “tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias”, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

“A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes”, completou.

O que dizem as defesas

A defesa de Maicon Fernandes e Luis Felipe informou que discorda da denúncia do MP. Segundo a defesa, os integrantes não tiveram a intenção de matar a vítima ou assumiram o risco da conduta.

“A defesa discorda ainda, das qualificadoras constantes na denúncia e demonstrará em Juízo a conduta culposa dos réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime”, escreve o advogado Rafael Gomes dos Santos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Governo dos EUA rebate Itamaraty após críticas à classificação de PCC e CV como terroristas e diz que temor por intervenção militar no Brasil é “absurdo”

Pessoas passam em local com nome de PCC em São Paulo 29 de maio de 2026 REUTERS/Alexandre MeneghiniFoto: Alexandre Meneghini/Reuters

O governo dos Estados Unidos classificou como “absurda” a declaração do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, sobre a possibilidade de uma intervenção militar americana no Brasil após a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas. Em nota enviada ao R7, o Departamento de Estado afirmou que o país atua dentro de suas prerrogativas para combater o narcoterrorismo e negou qualquer intenção de intervenção.

“Esse comentário é absurdo. Os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, com base em suas próprias prerrogativas soberanas, para combater narcoterroristas. Essas facções brasileiras agora atuam nos Estados Unidos, e nós defenderemos nossa população contra elas. Alegações vagas de intervenção costumam ser um pretexto para auxiliar e incentivar alguns dos grupos mais violentos do mundo”, afirmou o governo americano em nota publicada pelo portal R7.

A manifestação ocorre após Mauro Vieira responder a um requerimento da Câmara dos Deputados, no qual alertou que a decisão dos EUA pode gerar impactos para cidadãos, empresas e organizações brasileiras, além de permitir a adoção de medidas unilaterais com efeitos extraterritoriais. O chanceler também avaliou que a classificação das facções como terroristas não trará benefícios concretos para a cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

A designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas foi oficializada pela Casa Branca em 5 de junho. Desde então, o Itamaraty tem demonstrado preocupação com possíveis consequências da medida e buscado diálogo com o governo de Donald Trump para tratar do tema.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Imagens mostram grande quantidade de esgoto despejada na Praia do Meio, em Natal

Imagens: Via Certa Natal

Um vídeo gravado nesta quarta-feira (8) mostra uma grande quantidade de esgoto sendo despejada na Praia do Meio, em Natal.

O homem que registrou as imagens próximo à estátua de Iemanjá se mostrava indignado com a cena e o volume de esgoto indo em direção ao mar.

Opinião dos leitores

  1. Se a CAERN fosse uma empresa privada o Ministério Público do Meio Ambiente já teria recomendado o seu fechamento.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Trump diz que cessar-fogo com Irã ‘acabou’ e ameaça novo ataque esta noite: ‘Eles são lixo, governados por doentes’

Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o acordo provisório de cessar-fogo com o Irã após a retomada dos confrontos entre os dois países. Durante a cúpula da Otan, em Ancara, na Turquia, ele declarou que o entendimento “acabou” e sinalizou novos ataques contra alvos iranianos. “Para mim, acho que [o acordo] acabou. No que me diz respeito, isso é apenas perda de tempo”, afirmou.

Trump também disse que os Estados Unidos poderão intensificar a ofensiva nas próximas horas e voltar a impor um bloqueio ao Irã. “Na noite passada, nós os atingimos com muita força. Provavelmente voltaremos a atingi-los com força esta noite. Poderíamos voltar a impor o bloqueio, e seria apenas para o Irã”, declarou. O presidente ainda afirmou que o país “nunca construirá uma arma nuclear”, com ou sem um novo acordo.

As declarações ocorreram após os EUA bombardearem mais de 80 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea, radares, bases de drones e embarcações da Guarda Revolucionária. Segundo o Comando Central dos EUA (Centcom), a operação teve como objetivo responder aos ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz. Em reação, o Irã atacou bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de afirmar ter derrubado um drone dos EUA.

Após a escalada, o governo americano revogou a autorização temporária que permitia a venda de petróleo iraniano e restabeleceu restrições econômicas ao país. Enquanto Washington afirma que continuará buscando um acordo definitivo, o governo iraniano acusou os EUA de romper o entendimento firmado no mês passado e prometeu adotar “ações decisivas” em resposta às medidas americanas.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Flávio Bolsonaro vê busca por armas na casa do pai como “cortina de fumaça” por sua atuação nos EUA, defendendo não taxação do Brasil


Imagem: reprodução/YouTube

O pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ), afirmou nesta quarta-feira (8) que a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, foi uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de sua agenda nos Estados Unidos.

Em transmissão ao vivo no YouTube, Flávio, que participa de compromissos nos EUA, declarou que a ação teve o objetivo de “dividir o noticiário” enquanto ele atua contra a taxação do Brasil em audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

“Na minha percepção, é uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça nesse momento que eu estou aqui, trabalhando pelo Brasil, para tentar dividir o noticiário com coisas negativas”, afirmou.

A operação da PF ocorreu na manhã desta quarta-feira e, segundo a defesa de Jair Bolsonaro, foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para localizar armas, munições e documentos de registro de armas. De acordo com o advogado do ex-presidente, nada foi encontrado na residência.

Flávio também afirmou que a defesa já havia informado ao STF, “com tranquilidade, transparência e documentos”, a localização das armas. Segundo ele, oito dos dez armamentos vinculados ao ex-presidente estão sob custódia do Exército desde 2023, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).

O Exército confirmou à PF a transferência desse material, mas informou que uma pistola Glock calibre 9 mm e uma espingarda calibre 12 não estavam entre as armas sob sua guarda. O senador ainda disse que a operação “pegou a família e a defesa de surpresa”.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Polícia Federal diz ao STF que não houve apreensões após buscas por armas na casa de Bolsonaro

Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que nada foi apreendido após operação de busca e apreensão na residência onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, em Brasília.

A medida havia sido determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em razão de supostas divergências no arsenal.

A ação teve início por volta das 7h e teve como foco a localização de armas, munições e acessórios sob a posse de Bolsonaro.

Na última segunda-feira (6), a defesa do ex-presidente e o Exército haviam entregado parte do armamento registrado em seu nome após ordens do STF. Entretanto, o ministro Alexandre de Moraes apontou incompatibilidades entre as armas formalmente registradas e as efetivamente entregues, o que motivou a nova ordem de busca.

Entre os itens sob questionamento, constavam uma pistola Glock 9mm e uma espingarda calibre 12.

Segundo os advogados de Bolsonaro, as informações sobre o paradeiro desses itens já haviam sido prestadas ao Judiciário: a espingarda foi um presente adquirido, mas nunca retirado de uma loja no Rio Grande do Sul, enquanto a pistola estaria retida com a Polícia Civil após ser apreendida em uma blitz.

Com informações de R7

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

VÍDEO: Boulos diz que Galípolo foi uma “decepção” e teve atuação “muito abaixo” do esperado no comando do Banco Central

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, criticou, em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (8/7), a atuação do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

Boulos afirmou que Galípolo foi uma “decepção” no comando da autoridade monetária e teve uma atuação “muito abaixo” do esperado em relação à taxa de juros que, atualmente, está em 14,25% ao ano.

“Não é porque o Galípolo foi indicado pelo governo do Lula que nós não vamos criticar a atuação dele. Tem que ser criticado. Muito abaixo. Esses juros são escorchantes. Deveria ter começado a baixar antes, deveria ter baixado mais. Essa é a realidade. E acho que foi uma decepção. O presidente Lula indicou ele com expectativa de que ele trabalhasse para poder baixar os juros no Brasil. O Brasil estar crescendo mais de 2% ao ano, em média 2,5% ao ano nos três anos Lula, é um milagre com a taxa de juros que a gente tem”, afirmou Boulos.

O Brasil está no topo da lista dos maiores juros reais do mundo, segundo levantamento das consultorias Lev Intelligence e MoneYou. Entre as principais economias, o país supera Rússia, Turquia e México.

Metrópoles – Igor Gadelha

Opinião dos leitores

  1. O Brasil tá crescendo graças ao empresariados, o atual governo é um atraso, um retrocesso.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PF faz buscas na casa de Bolsonaro à procura de armas, munições e documentos de registro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpriu nesta quarta-feira (8) um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. Os agentes procuravam armas, munições e documentos de registro de armamentos.

Segundo a defesa de Bolsonaro, a ordem foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A informação foi confirmada por investigadores à CNN. Os policiais permaneceram cerca de 1h30 no local.

A operação provocou reação de familiares do ex-presidente. O vereador Carlos Bolsonaro afirmou que a medida representa “perseguição, injustiça e tortura”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou a ação durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Segundo ele, sua irmã adolescente precisou deixar o quarto para que os agentes realizassem buscas, situação que teria causado constrangimento à família.

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Flávio critica pré-candidatos por não irem aos EUA discutir tarifas

Foto: Reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou nesta 4ª feira (8.jul.2026) os demais pré-candidatos por não terem participado de uma audiência pública nos Estados Unidos sobre a possível imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, os presidenciáveis deveriam estar no país para defender os interesses do Brasil diante das autoridades norte-americanas.

A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo no YouTube. Flávio afirmou que permaneceu mais 1 dia nos Estados Unidos para participar de reuniões e tentar convencer o governo norte-americano a desistir da sobretaxa sobre produtos brasileiros.

“Cadê os outros pré-candidatos à Presidência da República que não estão aqui para defender os direitos brasileiros? É muito mais fácil ficar criticando a atuação do Flávio Bolsonaro. É muito mais cômodo”, afirmou.

Flávio disse que a audiência era aberta a participantes inscritos e declarou ter sentido falta da presença de outros possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Além dele, já se colocaram como pré-candidatos à Presidência em 2026 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), o ex-ministro Joaquim Barbosa (Democracia Cristã), o ex-deputado Cabo Daciolo (Mobilização Nacional) e Augusto Cury (Avante).

O senador também criticou o presidente Lula por, segundo ele, não enviar representantes do governo brasileiro para defender os interesses do país durante a discussão.

“Estou aqui fazendo a minha parte, longe da minha família, defendendo o meu país, e vou continuar porque é uma convicção. Tenho certeza de que é isso que o presidente Bolsonaro estaria fazendo se estivesse representando o governo brasileiro”, declarou.

Durante a transmissão, Flávio disse ter apresentado argumentos técnicos e políticos para tentar convencer autoridades norte-americanas a não recomendar a aplicação da tarifa. Entre os pontos citados, afirmou que uma nova sobretaxa poderia ampliar o comércio do Brasil com a China, elevar os custos para consumidores dos Estados Unidos e prejudicar empresas brasileiras.

Poder360

Opinião dos leitores

  1. Olhar falar é facil , fazer é difícil parabéns Flavio pelo menos você foi e solicitou . Outros ficam criticando ai é muito bom.

  2. Não foram pois não estão nem aí com o futuro do país, principalmente o Sr que está como presidente do Brasil, pois preferem continuar com a narrativa de que o culpado pelas tarifas é o nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro.

  3. que horror… quanta mentira Flávio… tu fez as merdas, agora quer consertar sozinho e ainda tira onda e quer botar na conta dos outros??? Um governo desse bozo vai ser uma desgraça maior que a do pai dele, o preso…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *